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terça-feira, 19 de abril de 2016

NASA avista algo muito estranho no interior do ‘Anel de Einstein’

Um misterioso círculo espacial, conhecido como o Anel de Einstein, pode esconder outra galáxia, segundo os cientistas.

O ‘Anel de Einstein’ é produzido por uma vasta galáxia que “dobra a luz” de uma galáxia que fica atrás dela, a quase 12 bilhões de anos luz de distância.
Agora, os cientistas parecem ter visto uma ‘galáxia anã’ através do Anel, o que provavelmente levará a muitas outras descobertas.
Em 2014, os astrônomos estudaram uma variedade de objetos astronômicos para testar o poder de um novo telescópio de alta resolução.
Uma das imagens experimentais mostra o Anel de Einstein, produzido pela gravidade de uma galáxia sobre outra, que está a quase 12 bilhões de anos luz de distância.
Este fenômeno, chamado de lente gravitacional, foi previsto pela teoria da relatividade de Einstein e oferece uma poderosa ferramenta para estudar as galáxias que, de outra forma, estariam distantes demais para se observar.
A nova descoberta pode oferecer aos cientistas uma forma de observar as partículas escuras que compõem 80% da massa do universo.
O astrônomo Yashar Hezaveh, da Stanford University, na Califórnia, disse que podemos encontrar estes objetos invisíveis da mesma forma que é possível ver as gotas de chuva na janela. Você sabe que elas estão lá porque distorcem a imagem dos objetos ao fundo.
“Estamos confiantes de que a tecnologia ALMA pode descobrir estas galáxias anãs. Nosso próximo passo é procurar mais delas e ter uma noção quantitativa, para descobrir mais sobre a temperatura das partículas de matéria escura.” [Fonte: Yahoo]

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Astrônomos detectam neve em sistema planetário

Concepção artística da linha de neve em torno da estrela TW Hydrae. Em azul, aparece linha formada pela água congelada. Mais distante, em verde, está a linha do monóxido de carbono. (B. Saxton & A. Angelich/NRAO/AUI/NSF/ALMA (ESO/NAOJ/NRAO))
Pesquisadores conseguiram obter, pela primeira vez, a imagem de uma linha de neve se formando em um sistema planetário recém-nascido. A região fotografada se localiza em um disco de poeira que orbita a estrela TW Hydrae, localizada a 175 anos-luz de distância da Terra. A descoberta deve ajudar os astrônomos a compreender a formação de planetas e cometas, incluindo os localizados no próprio Sistema Solar. A pesquisa que detalha a imagem foi publicada nesta quinta-feira na revista Science Express.
CONHEÇA A PESQUISA





Onde foi divulgada: periódico Science Express



Quem fez: Chunhua Qi, entre outros



Instituição: Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica, nos Estados Unidos; entre outras



Dados de amostragem: Dados sobre o sistema planetário em torno da estrela TW Hydrae obtidos com o telescópio Alma



Resultado: Os pesquisadores conseguiram encontrar a região do disco de poeira em volta da estrela onde o monóxido de carbono se congela.
As linhas de neve que se formam no espaço são, de certa forma, semelhantes às que podem ser vistas em altas montanhas na Terra. No planeta, o frio faz com que a umidade do ar se transforme em gelo a partir de certa altitude — o que fica visível no ponto de transição entre o pico nevado das montanhas e sua face rochosa. Da mesma forma, as linhas de neve espaciais se formam em regiões frias em torno de estrelas jovens, rodeadas por um disco de poeira. A partir de certa distância da estrela, o calor emitido pelo astro diminui, fazendo com que algumas substâncias no disco se congelem.
Partindo da estrela em direção ao exterior, a água é a primeira substância a congelar, formando a primeira linha de neve. Um pouco mais longe, à medida que as temperaturas caem, as moléculas mais exóticas também começam a se transformar em neve, tais como o dióxido de carbono, o metano e o monóxido de carbono.
Esses diferentes tipos de neve fornecem aos pequenos grãos de poeira uma camada exterior mais viscosa, que os protege de serem destruídos por impactos e favorece o seu acúmulo em blocos cada vez maiores. Com o passar do tempo, isso pode levar à formação de planetas e cometas.
Cada uma das diferentes linhas de neve — água, dióxido de carbono, metano e monóxido de carbono — pode estar relacionada à formação de tipos particulares de planetas. Por exemplo, os planetas rochosos secos formam-se antes da linha de neve da água, onde apenas a poeira pode existir. No outro extremo encontram-se os planetas gigantes gelados, que se formam além da linha do monóxido de carbono. No Sistema Solar, a linha de neve da água se estenderia entre as órbitas de Marte e Júpiter, e a linha de neve do monóxido de carbono corresponderia à órbita de Netuno.
Truque científico — Até agora, no entanto, as linhas de neve eram conhecidas pelos astrônomos apenas na teoria. Agora, as primeiras imagens do fenômeno foram obtidas graças ao Atacama Large Millimeter Array (ALMA), uma rede de telescópios instalada no deserto do Atacama, no Chile.
ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)
monóxido de carbono
Como as linhas de gelo não são diretamente visíveis, os pesquisadores recorreram a um pequeno truque para localizar as linhas de monóxido de carbono
As imagens não haviam sido obtidas até hoje porque as linhas de neve costumam se formar em um plano relativamente estreito do disco de poeira, dificultando sua localização precisa. Os astrônomos só conseguiram encontrar as linhas ao utilizar um truque. Em vez de procurarem pela neve — que não pode ser observada diretamente —, procuraram por uma molécula chamada diazenylium, que brilha intensamente na região do espectro magnético estudada pelo ALMA. Esta molécula é muito frágil, e costuma ser destruída na presença de monóxido de carbono gasoso. Por isso, ela só aparece em quantidades detectáveis em regiões onde o monóxido de carbono se congelou.
Segundo os astrônomos, o sistema planetário em formação em torno da estrela TW Hydrae possui muitas características semelhantes ao Sistema Solar quando este tinha apenas alguns milhões de anos de idade. “O ALMA nos deu a primeira imagem real de uma linha de neve em torno de uma estrela jovem. Isso é tremendamente empolgante, especialmente pelo que podemos aprender sobre o período inicial da história do nosso Sistema Solar,” diz Chunhua Qi, pesquisador do Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica, nos Estados Unidos, um dos autores da pesquisa.[Fonte: Veja.com]

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Fábrica de cometas é descoberta e ajuda a explicar fenômeno misterioso

Impressão artística mostra armadilha de poeira que fornece porto seguro para pedras, permitindo que cresçam até atingir um tamanho que garante sua sobrevivência

Foto: ESO/L. Calçada / Divulgação
A armadilha de poeira em torno de uma estrela jovem foi claramente observada e modelada por astrônomos pela primeira vez, resolvendo assim um mistério de longa data relativo ao modo como as partículas de poeira nos discos crescem até atingirem tamanhos suficientemente grandes, que as levem eventualmente a formarem cometas, planetas e outros corpos rochosos. Em uma região como essa, partículas de poeira podem crescer juntando-se umas às outras. A observação inédita foi feita com o auxílio do telescópio espacial Matriz Atacama de Largo Milímetro/submillímetro (ALMA, na sigla em inglês).
Os astrônomos sabem atualmente que existem inúmeros planetas em torno de outras estrelas, mas ainda não compreendem bem como é que esses corpos se formam. Existem muitos aspectos na formação de cometas, planetas e outros corpos rochosos que permanecem um mistério. Agora, novas observações como essa começam a responder a uma pergunta que intriga os cientistas: como é que pequeníssimos grãos de poeira situados no disco em torno de uma estrela jovem crescem mais e mais, até atingirem o tamanho de cascalho ou mesmo pedregulhos com mais de um metro? Os resultados serão publicados na edição desta semana da revista Science.

Modelos de computador sugerem que os grãos de poeira crescem quando colidem uns com os outros, aglutinando-se. No entanto, quando esses grãos maiores se chocam de novo a alta velocidade, ficam muitas vezes desfeitos em pedaços, voltando ao ponto original. Mesmo quando isso não acontece, os modelos mostram que os grãos maiores rapidamente se deslocam para o interior devido à fricção entre a poeira e o gás, caindo assim na estrela-mãe, o que não lhes deixa nenhuma hipótese de crescer mais.
Assim, os grãos de poeira precisam de uma espécie de porto seguro onde as partículas possam continuar a crescer até atingirem um tamanho que lhes permita sobreviver por si mesmas. Tais “armadilhas de poeira” foram já sugeridas, mas até agora não havia prova observacional da sua existência. [Fonte: Terra]

quarta-feira, 13 de março de 2013

Observatório astronômico mais potente do mundo é inaugurado no Chile


O Grande Conjunto de Radiotelescópios do Atacama (Alma, na sigla em inglês), o mais potente observatório astronômico do mundo, foi inaugurado nesta quarta-feira 13/03/2013 na Planície Chajnantor, a mais de 5 mil metros de altura, no norte do Chile.
Com 66 antenas que podem operar em uníssono, o Alma foi inaugurado em uma cerimônia que contou com a presença do presidente chileno Sebastián Piñera e autoridades de diversos países.
Após mais de uma década de construção, em um empreendimento conjunto de Estados Unidos, Europa e Japão, o Alma está destinado a investigar a origem do universo e da vida. "O Alma é como um grande telescópio de 16 km de diâmetro", disse o diretor do observatório, Mattheus de Graauw, ao inaugurar o complexo astronômico, localizado nas proximidades da cidade turística de San Pedro do Atacama, em pleno deserto do Atacama.
A inauguração foi acompanhada pelo presidente do Chile, Sebastián Piñera, e autoridades de diversos países Foto: ESO / Divulgação
A inauguração foi acompanhada pelo presidente do Chile, Sebastián Piñera, e autoridades de diversos países
Foto: ESO / Divulgação
Por sua capacidade para chegar às zonas mais remotas, escuras e frias do universo, ao captar longitudes de ondas milimétricas e submilimétricas invisíveis a olho nu e a outros instrumentos ópticos, o Alma é considerado o observatório mais potente atualmente em funções.
O observatório mostrará pormenores nunca antes analisados sobre a formação de estrelas, galáxias bebês no universo primordial e planetas em formação em torno de sóis distantes. Descobrirá e medirá também a distribuição de moléculas - muitas delas essenciais à vida - que se formam no espaço entre as estrelas.[Fonte: Terra]

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Astrônomos descobrem correntes de gás que formam planetas


Concepção artística mostra o disco e fluxos de gás em torno da HD 142527  Foto: ESO
Astrônomos observaram pela primeira vez uma etapa crucial no nascimento de planetas gigantes. Enormes correntes de gás fluem através do espaço vazio no interior de um disco de material situado em torno de uma estrela jovem. Estas são as primeiras observações de tais correntes, que se pensa serem criadas por planetas gigantes à medida que “engolem” gás e crescem. O estudo foi publicado na revista Nature. Os pesquisadores usaram o telescópio Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA) durante pesquisa.
Uma equipe internacional estudou a jovem estrela HD 142527, situada a mais de 450 anos-luz de distância, a qual se encontra rodeada por um disco de gás e poeira cósmica - os restos da nuvem a partir da qual a estrela se formou. O disco poeirento encontra-se dividido numa parte interior e noutra exterior, divisão esta feita por um espaço, que se pensa ter sido esculpido por planetas gigantes gasosos recentemente formados que limpam as suas órbitas à medida que rodam em torno da estrela. O disco interior tem uma dimensão que vai desde a estrela até à distância equivalente à órbita de Saturno no nosso Sistema Solar, enquanto que o disco exterior começa só 14 vezes mais longe. Este último disco não circunda a estrela de forma uniforme; tem antes a forma de uma ferradura, provavelmente causada pelo efeito gravitacional dos planetas gigantes em órbita da estrela.

De acordo com a teoria, os planetas gigantes crescem à medida que capturam gás do disco exterior, em correntes que formam pontes que atravessam o espaço entre os discos.

“Os astrônomos têm vindo a prever a existência destas correntes, no entanto esta é a primeira vez que fomos capazes de as ver diretamente,” diz Simon Casassus, da Universidad do Chile, que liderou o novo estudo. “Graças ao novo telescópio ALMA, pudemos obter observações diretas que comprovam as teorias atuais de formação de planetas!”

Casassus e a sua equipe usaram o ALMA para observar o gás e a poeira cósmica em torno da estrela, o que lhes permitiu ver com muito mais pormenor e muito mais perto da estrela, do que o que tinha sido possível até agora com telescópios do mesmo tipo. As observações ALMA, nos comprimentos de onda submilimétricos, são também imunes à radiação da estrela, que afeta os telescópios que trabalham no visível ou no infravermelho. O espaço no disco era já conhecido, mas a equipa descobriu também gás difuso que permanece neste espaço e duas correntes mais densas de gás que fluem do disco exterior, passando pelo espaço vazio, até ao disco interior.

“Pensamos que existe um planeta gigante escondido no interior do disco e que dá origem a estas correntes. Os planetas crescem ao capturar algum do gás do disco exterior, mas na realidade “comem como uns alarves”: os restos de gás que “deixam cair” flui para o disco interior, que se situa em torno da estrela” diz Sebastián Pérez, um membro da equipa, também da Universidade do Chile.

As observações respondem a outra questão sobre o disco em torno da HD 142527. Como a estrela central ainda se está a formar, capturando material do disco interior, este disco deveria ter sido já todo devorado pela estrela, se não fosse de algum modo realimentado. A equipe descobriu que a taxa à qual os restos de gás fluem para o disco interior é precisamente a necessária para manter este disco com matéria suficiente para alimentar a estrela em crescimento.

Outra descoberta pioneira é a detecção do gás difuso no espaço entre discos. “Os astrónomos procuraram este gás durante muito tempo, mas até agora só tinham tido evidências indiretas da sua existência. Agora, com o ALMA, pudemos vê-lo diretamente,” explica Gerrit van der Plas, outro membro da equipa, da Universidade do Chile.

Este gás residual é uma evidência adicional de que as correntes são causadas por planetas gigantes, em vez de outros objetos ainda maiores como, por exemplo, uma estrela companheira. “Uma segunda estrela teria limpado muito melhor o espaço entre discos, não deixando nenhum gás residual. Ao estudar a quantidade de gás que ainda resta, talvez possamos estimar as massas dos objetos que estão a fazer a limpeza.” acrescenta Pérez.

Então, e os planetas propriamente ditos? Casassus explica que não está surpreendido por a equipe não os ter conseguido detectar de forma direta. “Procurámos estes planetas com instrumentos infravermelhos de vanguarda instalados noutros telescópios. No entanto, pensamos que os planetas em formação ainda estão muito envolvidos pelas correntes de gás, que são praticamente opacas. É capaz de ser, por isso, extremamente difícil descobrir estes planetas de forma direta.”

Apesar disso, os astrônomos pretendem descobrir mais sobre estes planetas ao estudar as correntes de gás e o gás difuso. O telescópio ALMA ainda está em fase de construção, e por isso mesmo não atingiu ainda todas as suas capacidades. Quando estiver completo, a sua visão será ainda mais nítida e novas observações das correntes poderão permitir a equipe determinar as propriedades dos planetas, incluindo as suas massas. [Fonte: Terra]

Com informações do Observatório Europeu do Sul (ESO)

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Anãs marrons podem ter planetas rochosos


Esta impressão artística mostra o disco de gás e poeira cósmica em torno de uma anã marron, onde se acreditava não ser possível a formação de discos desse tipo, a primeira etapa para a formação de planetas.[Imagem: ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)/M. Kornmesser]
Formação dos planetas rochosos
Astrônomos descobriram pela primeira vez que a região exterior de um disco de poeira em torno de uma anã marrom, contém grãos sólidos com tamanhos da ordem de milímetros, comparáveis aos encontrados em discos mais densos situados em torno de estrelas recém-nascidas.
Esta descoberta surpreendente desafia as teorias de formação dos planetas rochosos do tipo terrestre e sugere que os planetas rochosos podem ser ainda mais comuns no Universo do que se esperava, uma vez que as anãs marrons não entravam nos cálculos de probabilidade usados pelos astrônomos.
Acredita-se que os planetas rochosos formam-se a partir de colisões aleatórias e fusão do que são, inicialmente, partículas microscópicas situadas no disco de material em torno de uma estrela. Estes grãos minúsculos, conhecidos como poeira cósmica, são muito semelhantes a fuligem ou areia muito finas.
No entanto, nas regiões exteriores em torno de uma anã marrom - um objeto do tipo estelar, mas pequeno demais para brilhar como uma estrela - os astrônomos esperavam que os grãos de poeira não pudessem crescer, já que os discos são bastante esparsos e as partículas deslocar-se-iam muito depressa para se poderem fundir após uma colisão.
Igualmente, as teorias afirmam que quaisquer grãos que consigam se formar devem mover-se muito depressa na direção da anã marrom central, desaparecendo assim das regiões mais exteriores do disco, onde poderiam ser detectados.
Poeira e monóxido de carbono
Mas, na prática, o radiotelescópio ALMA revelou algo bem diferente.
"Ficamos muito surpresos ao encontrar grãos de poeira do tamanho do milímetro neste disco pequeno e fino," disse Luca Ricci, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, que liderou a equipe de astrônomos, dos Estados Unidos, Europa e Chile.
"Grãos sólidos deste tamanho não deveriam ser capazes de se formar nas regiões exteriores frias de um disco em torno de uma anã marrom, mas aparentemente é o que está acontecendo. Não podemos ter certeza que um planeta rochoso se forme neste local, ou até que já se tenha formado, mas estamos vendo os primeiros passos deste fenômeno, e por isso mesmo teremos que alterar as nossas suposições sobre as condições necessárias ao crescimento de sólidos," disse ele.
A elevada resolução do ALMA, comparada com os telescópios anteriores, permitiu também à equipe localizar monóxido de carbono gasoso em torno da anã marrom - é a primeira vez que gás molecular frio é detectado em um disco desse tipo.
Esta descoberta, juntamente com a dos grãos milimétricos, sugere que o disco é muito mais parecido com os discos que se encontram em torno de estrelas jovens do que anteriormente se supunha.
Alma do céu
Os astrônomos apontaram o ALMA à jovem anã marrom ISO-Oph 102, também conhecida como Rho-Oph 102, situada na região de formação estelar Rho Ophiuchi, na constelação do Serpentário.
Com cerca de 60 vezes a massa de Júpiter mas apenas 0,06 a do Sol, a anã marrom não tem massa suficiente para iniciar as reações termonucleares que fazem brilhar as estrelas.
No entanto, emite calor liberado pela sua lenta contração gravitacional e brilha com uma cor avermelhada, embora seja muito menos brilhante que uma estrela.
Ricci e seus colegas fizeram esta descoberta com o auxílio do telescópio ALMA, que está apenas parcialmente completo, situado no deserto chileno a elevada altitude.
O ALMA é uma coleção, em crescimento, de antenas de alta precisão, em forma de prato, que trabalham em conjunto para observar o Universo com imenso detalhe e sensibilidade.
O ALMA "vê" o Universo na radiação milimétrica, invisível ao olho humano. Prevê-se que a construção do ALMA esteja terminada em 2013, mas os astrônomos já estão usando uma rede parcial de antenas ALMA desde 2011.
Quando completo, o telescópio ALMA será suficientemente poderoso para obter imagens detalhadas dos discos em torno da Rho-Oph 102 e outros objetos.
"Poderemos brevemente detectar, não apenas a presença de pequenas partículas nos discos, mas também mapear como é que elas se distribuem no disco circumstelar e como é que interagem com o gás que também detectamos no disco, o que nos ajudará a compreender melhor como é que os planetas se formam," disse Ricci.[Fonte: Inovação Tecnológica]

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Novo telescópio surpreende cientistas ao achar espiral no espaço


Registro das antenas do Alma mostram uma espiral ao redor da gigante vermelha R Sculptoris. Essa estrutura nunca havia sido registrada. Ao redor dela, é possível ver uma concha (que aparece na imagem como um anel) de poeira e gás - Foto: Alma (ESO/NAOJ/NRAO)/Divulgação

Astrônomos anunciaram nesta quarta-feira a descoberta de uma estrutura inesperada formada pelo gás ao redor da estrela gigante vermelha R Sculptoris. Os pesquisadores, ao utilizaram o telescópio Alma, do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), no Chile, acreditam que a espiral de gás foi criada por uma estrela companheira da gigante vermelha.
"Já tínhamos visto anteriormente conchas em torno de estrelas deste tipo, mas esta é a primeira vez que vemos uma espiral de matéria saindo da estrela, juntamente com a concha circundante," diz Matthias Maercker, do ESO e da Universidade de Bonn, na Alemanha. Maercker é o principal autor de um artigo que descreve o achado e que será publicado na Nature.
Estrelas desse tipo ejetam uma grande quantidade de matéria (gás e pó) que vão servir para a formação de novas estrelas, sistemas planetários e, possivelmente, vida. O Alma é um telescópio novo e é considerado o mais poderoso para o registro de ondas milimétricas e submilimétricas do planeta. O ESO afirma que, nos primeiros registros da estrela, ele já conseguiu mostrar sua capacidade ao registrar um concha de matéria que fica ao redor da espiral de R Sculptoris.
"Quando observamos a estrela com o Alma, nem metade das antenas estava ainda operacional. É realmente excitante imaginar o que a rede Alma completa conseguirá observar quando estiver terminada em 2013", acrescenta Wouter Vlemmings (Universidade de Tecnologia Chalmers, Suécia), coautor do estudo.
As gigantes vermelhas são estrelas que estão no final de sua vida (nem todas acabam assim, existem as supernovas, por exemplo) e, periodicamente (entre 10 mil e 50 mil anos), elas sofrem pulsações térmicas devido a explosões de hélio na concha que envolve o núcleo estelar. Esse fenômeno resulta na ejeção de material que forma a grande concha de gás e poeira ao redor dela. Após a pulsação, que dura centenas de anos, ela continua a ejetar material, mas com menor intensidade.
As observações indicam que R Sculptoris teve uma pulsação há cerca de 1,8 mil anos e que durou cerca de 200 anos. Foi a ação gravitacional de uma estrela companheira, que orbita a gigante vermelha, que teria moldado a ejeção de material em uma forma de espiral.
"Num futuro próximo, observações de estrelas como R Sculptoris pelo Alma nos ajudarão a compreender como é que os elementos de que somos constituídos chegaram a locais como a Terra, e também nos fornecerão pistas de como é que o futuro longínquo da nossa própria estrela poderá ser," conclui Matthias Maercker. [Fonte: Terra]

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Observatório dá pistas sobre sistema planetário 'misterioso'



O observatório Alma, no Chile, registrou um anel em torno da estrela brilhante Fomalhaut, desvendando mistérios sobre o sistema planetário - Foto: ESO/Divulgação
Um novo observatório ainda em construção no Chile, chamado de Alma, forneceu pistas importantes na compreensão de um sistema planetário que até então era um mistério para os pesquisadores. Os astrônomos descobriram que os planetas que orbitam a estrela Fomalhaut são muito menores do que o inicialmente suposto. Este é o primeiro resultado científico publicado a partir de observações científicas do Alma.
Segundo informou o Observatório Europoeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) nesta quinta-feira, a descoberta foi possível graças às imagens extremamente nítidas de um disco, ou anel, de poeira que orbita Fomalhaut, situada a cerca de 25 anos-luz da Terra, e ajuda a resolver uma controvérsia que se gerou entre os primeiros observadores deste sistema. As imagens do Alma mostram que tanto as bordas interiores como as exteriores do disco de poeira fino estão muito bem delineadas. Esse fato, combinado com simulações de computador, levou os cientistas a concluir que as partículas de poeira permanecem no interior do disco devido ao efeito gravitacional de dois planetas - um mais próximo da estrela do que o disco e outro mais distante.
Os seus cálculos também indicam o tamanho provável dos planetas - maiores que Marte mas não maiores que algumas vezes o tamanho da Terra. Estes valores são muito menores do que os astrônomos tinham inicialmente pensado. Em 2008, o Telescópio Espacial Hubble revelou o planeta interior, que na altura se pensou ser maior que Saturno, o segundo maior planeta do Sistema Solar. No entanto, observações posteriores com telescópios infravermelhos não conseguiram detectar o planeta.
Esta não detecção levou alguns astrônomos a duvidarem da presença do planeta na imagem Hubble. As observações do Alma, a comprimentos de onda maiores que o visível, traçam os grãos de poeira maiores - com cerca de 1 mm de diâmetro - que não são deslocados pela radiação estelar. Estes grãos revelam de modo claro as bordas nítidas do disco e a sua estrutura anelar, indicadores do efeito gravitacional dos dois planetas.
O tamanho pequeno dos planetas explica por que é que não foram detectados anteriormente pelas observações infravermelhas, disse Aaron Boley, cientista da Universidade da Flórida, que liderou o estudo. O estudo mostra que a largura do anel é mais ou menos 16 vezes a distância entre o Sol e a Terra, e a sua espessura é apenas um sétimo da largura. "O anel é ainda mais estreito e fino do que o que se pensava anteriormente", disse Matthew Payne, também da Universidade da Flórida. O anel encontra-se a uma distância da estrela de cerca de 140 vezes a distância Terra-Sol. No nosso Sistema Solar, Plutão encontra-se cerca de 40 vezes mais afastado do Sol do que a Terra. "Devido ao pequeno tamanho dos planetas próximos do anel e à sua grande distância à estrela hospedeira, estes estão entre os planetas mais frios já encontrados orbitando uma estrela de tipo normal", acrescentou Aaron Boley.
Construção do Alma
Os cientistas observaram o sistema Fomalhaut em setembro e outubro de 2011, quando apenas um quarto das 66 antenas do Alma estavam disponíveis. Quando a construção estiver completa no próximo ano, o sistema total será muito mais poderoso. No entanto, ainda na sua fase científica inicial, o observatório teve já capacidade suficiente para revelar uma estrutura que eludiu anteriores observadores em ondas milimétricas.


"O Alma pode estar ainda em construção, mas é já o telescópio mais poderoso do seu tipo. Este é apenas o início de uma nova e excitante era no estudo de discos e formação de planetas em torno de outras estrelas", disse Bill Dent, astrônomo do ESO e membro da equipe. O Atacama Large Millimeter/Submillimeter Array (Alma), é uma parceria entre a Europa, a América do Norte e o Leste Asiático, em cooperação com a o Chile.[Fonte: Terra]

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