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quarta-feira, 23 de junho de 2010

Hubble faz fotos detalhadas de berçário de estrelas

Na imagem, uma ampla vista de jovens estrelas e nuvens de gás em nossa galáxia vizinha
Foto: ESA/Divulgação

A Nasa capturou através do telescópio Hubble uma rede complexa de nuvens de gás e aglomerados de estrelas em nossa galáxia vizinha, a Grande Nuvem de Magalhães. Esta região de nascimento da estrela é uma das mais ativas no Universo.

A Grande Nuvem de Magalhães contém muitas bolhas brilhantes de gás incandescente. Uma das maiores e mais espetacular é a LHA 120-N 11, mais conhecida como N11 desde que foi catalogada, em 1956, pelo astrônomo e astronauta Karl Henize.

N11 se estende por mil anos-luz, é a segunda região de maior formação de estrelas na Grande Nuvem de Magalhães e produziu algumas das estrelas mais massivas já conhecidas.

De perto, a N11 é uma nuvem de gás brilhante cor-de-rosa e se assemelha a um redemoinho de "algodão doce" e é relativamente compacta e densa. Mais distante, a sua forma global distinta levou alguns observadores a chamá-la de "a nebulosa de feijão". As características coloridas da nebulosa são os sinais indicadores do nascimento da estrela.

É o processo de nascimento da estrela que dá a N11 uma aparência diferente. Três gerações sucessivas de estrelas, cada qual formada mais longe do centro da nebulosa, criaram escudos de gás e poeira. Estes escudos foram fundidos longe das estrelas recém-nascidas na agitação de seu nascimento energético criando o anel que dá a forma tão proeminente observada na imagem.

Embora seja muito menor do que nossa galáxia, a Grande Nuvem de Magalhães é uma região forte de formação de estrelas. Estudando esses berçários estrelares os astrônomos conseguem entender mais sobre como nascem as estrelas e o tempo de seu desenvolvimento final.

Tanto a Grande Nuvem de Magalhães quanto sua companheira, a Pequena Nuvem de Magalhães, são facilmente visíveis a olho nu e tem sido sempre familiar às pessoas que vivem no hemisfério sul. O crédito por trazer estas galáxias à atenção dos europeus é geralmente dada ao explorador Português Fernando de Magalhães e a sua tripulação, que a avistaram em viagem marítima em 1519. No entanto, o astrônomo persa Abd Al-Rahman Al Sufi e o explorador italiano Américo Vespúcio já haviam registrado a Grande Nuvem de Magalhães, muito antes, em 964 e 1503, respectivamente. [Fonte: Terra]


segunda-feira, 14 de junho de 2010

Oceano cobriu um terço de Marte há 3,5 bilhões de anos, mostra estudo

Simulação mostra como seria o oceano em Marte há cercade 3,5 bilhões de anos. (Foto: Universidade do Colorado/Divulgação)

Cientistas analisaram foz de antigos rios que corriam no planeta.Pesquisa indica que ciclo hidrológico já foi semelhante ao da Terra.
Um vasto oceano cobriu um terço de Marte há cerca de 3,5 bilhões de anos, indica um estudo divulgado nesta segunda-feira (14) pela Universidade do Colorado, nos EUA.
Analisando marcas deixadas por rios ancestrais, como deltas e sulcos, os pesquisadores perceberam que a foz de muitos cursos d'água tinha altura coincidente, indicando a existência de um oceano.
Segundo a pesquisa, o imenso lago cobriu 36% do planeta, e o volume de água equivalia a cerca de um décimo dos oceanos atuais da Terra.
O estudo indica que o Planeta Vermelho já teve um ciclo hidrológico parecido com o do nosso planeta, incluindo chuvas, água corrente, formação de nuvens, de gelo e acumulação de água no subsolo. [Fonte: G1]

Cientistas aguardam retorno de sonda com amostra de asteroide

Sombra da Hayabusa sobre o asteroide, em imagem de 2005. Jaxa/AP


Astrônomos passarão o fim de semana estudando ansiosamente os céus sobre o deserto australiano, aguardando o retorno da primeira nave a fazer uma viagem de ida e volta a um asteroide.
A cápsula Hayabusa viajou 4 bilhões de quilômetros, ao longo de sete anos, e deve pousar na Austrália na noite de domingo.
Lançada pelo Japão em 2003, a Hayabusa deve retornar trazendo materiais espaciais coletados durante seus dois pousos no asteroide. As amostras ajudarão os cientistas a entender a origem e a composição do Sistema Solar.
"Não há nada melhor que ir à fonte", disse Trevor Ireland, diretor-assistente de Química Terrestre da Universidade Nacional da Austrália e único australiano da equipe Hayabusa. "A sonda tirou amostra de um asteroide no local, e logo teremos nas mãos um asteroide de verdade. Qualquer coisa que venha será um grande prêmio científico".
Ele disse que os cientistas aprenderão mais do estudo da amostra de asteroide do que dos meteoritos que se queimam durante a queda na Terra, e se contaminam com materiais terrestres.
Hayabusa, que significa "falcão", reentrará a atmosfera terrestre sobre a Área Proibida Woomera, uma zona militar 485 km a nordeste da cidade de Adelaide.
O corpo principal da nave vai se queimar na reentrada - o que, espera-se, causará uma espetacular bola de fogo no céu - mas um pequeno recipiente, contendo as amostras retiradas, deve descer de paraquedas. Cientistas que estão alojados na cidade de Woomera, fora da base militar, vão recolher o recipiente, lacrá-lo numa embalagem a vácuo e levá-lo ao Japão para ser estudado.
A Agência de Exploração Espacial Japonesa (Jaxa) construiu e lançou a sonda, que pousou no alvo em 2005. A Hayabusa tirou fotos do asteroide Itokawa antes de pousar. Ela havia sido projetada para disparar uma bala no astro e coletar os fragmentos expelidos pela colisão do projétil com a superfície.
"Apenas o pouso deve ter revestido o interior (do tubo de coleta) com poeira", disse Michael Zolensky, um dos dois cientistas da Nasa envolvidos no projeto. "Ele tem a capacidade de conter 100 gramas, mas precisamos de menos de um grama de material. Um grão microscópico pode ser fatiado em mais de 100 pedaços".
A Hayabusa deveria ter voltado à Terra em 2007, mas uma série de dificuldades técnicas - incluindo a deterioração de seu motor iônico e defeito nas baterias - fez com que perdesse a oportunidade de retornar no prazo.
Se a sonda contiver mesmo pedaços do asteroide, o Itokawa será apenas o quarto corpo celeste a ceder uma amostra a uma missão que retornou à Terra. [Fonte: Estadão.com]


terça-feira, 8 de junho de 2010

Lua e Terra se formaram mais tarde do que se pensava, diz estudo

Choque entre planetas deu origem à Terra e à Lua. (Foto: Nasa/Divulgação)


A Terra e a Lua foram criadas a partir de um choque fortíssimo entre dois planetas do tamanho de Marte e Vênus. Até agora se pensava que essa colisão havia ocorrido quando o Sistema Solar tinha cerca de 30 milhões de anos – cerca de 4.537 bilhões de anos atrás. Novos estudos mostram, contudo, que os astros se formaram até 120 milhões de anos depois dessa data.
A pesquisa, realizada pelo Instituto Niels Bohr, da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, foi publicada na revista científica "Earth and Planetary Science Letters".


"Nós determinamos a idade da Terra e da Lua usando isótopos de tungstênio, que podem revelar se o núcleo ferroso [dos planetas que se chocaram] e a sua superfície rochosa se misturaram durante a colisão", explica Tais W. Dahl, autor do estudo.
Contrariando pesquisas anteriores, Dahl mostra que a colisão não fez com que a camada de rochas e os núcleos se fundissem completamente durante o choque. [Fonte: G1]

Físicos captam imagens de cometa colidindo com o Sol

Pesquisadores da Universidade da Califórnia, em Berkeley (EUA), registraram a colisão de um cometa com o Sol.
Nas imagens divulgadas pela universidade, o cometa atravessa a coroa, camada exterior do Sol com temperaturas acima de 1 milhão de graus Celsius, e evapora na cromosfera, camada interna da atmosfera solar com temperatura de cerca de 100 mil graus Celsius.

Usando dados de instrumentos a bordo de uma dupla de espaçonaves denominada "Stereo", postas em órbita ao redor do Sol pela Nasa em 2006, os cientistas puderam prever a trajetória, hora e local do impacto.
A partir daí, a equipe utilizou o Soho, satélite da Nasa lançado em 1995 para observação do Sol, para capturar as imagens.
"Acreditamos que temos as primeiras imagens de um cometa na cromosfera solar", disse à Folha a pesquisadora Claire Raftery, integrante da equipe. "Sabe-se que cometas colidem com o Sol com certa frequência, mas as emissões luminosas nas proximidades tornam quase impossível que se vejam esses impactos."
Resistência
O cometa conseguiu sobreviver ao calor da corona e desapareceu na cromosfera, evaporando sob o calor de 100 mil graus Celsius.
Ele conseguiu aguentar ao calor provavelmente por apresentar em sua composição materiais pesados. O indício de que matéria pesada compunha o cometa veio do tamanho relativamente reduzido de sua cauda: "apenas" 3 milhões de quilômetros de comprimento.
Segundo os pesquisadores, o cometa faz parte da família Kreutz, grupo de cometas originados da desintegração de um maior e ejetados em 2004 da órbita de Júpiter. [Fonte: Folha.com]

Estudos da Nasa sugerem descoberta de vida em lua de Saturno

Imagem produzida pela Nasa mostra um lago na superfície de Titã, a lua de Saturno


A Nasa (agência espacial norte-americana) anunciou que a missão Cassini encontrou evidências da existência de vida em Titã, uma das luas de Saturno. A superfície de Titã é fria demais para ter água em sua forma líquida, mas os cientistas sugerem que formas exóticas de vida poderiam existir em seus lagos de metano ou etano líquidos.



Em 2005, o pesquisador Chris McKay afirmou que alguns microorganismos poderiam viver respirando hidrogênio e se alimentando da molécula orgânica acetileno, criando metano no processo. Isso explicaria a falta de acetileno em Titan e de hidrogênio na superfície da lua, em que esses espécimes estariam vivendo, dizem os cientistas da Nasa.



"Nós sugerimos o consumo de hidrogênio porque é o gás óbvio para a vida em Titã, semelhante ao nosso consumo de oxigênio na Terra", afirmou McKay. "Se esses sinais foram mesmo de vida, seria excitante, sem dúvida, porque representaria uma segunda forma de vida independente daquela que é vista na Terra, baseada na água."



Eles afirmam, porém, que formas de vida baseadas no metano ainda são apenas hipotéticas. De acordo com comunicado da Nasa, os cientistas ainda não detectaram essa forma de vida em lugar algum, apesar de haver micróbios que vivem na água na Terra que conseguem sobreviver no metano ou que o produzem como resíduo. [Fonte: Folha.com]



quarta-feira, 2 de junho de 2010

Hubble captura agrupamento de estrelas em movimento

Cientistas compararam registros feitos pelo Hubble em 1997 e em 2007
Foto: Divulgação

Pela primeira vez, os astrônomos mediram pequenos movimentos de um jovem aglomerado de estrelas massivas, chamadas formalmente como NGC 3603, e constataram sinais surpreendentes de agitação.

Segundo a Agência Espacial Europeia (ESA), uma equipe do Instituto Max-Planck de Astronomia em Heidelberg e da Universidade de Colônia - ambos na Alemanha -, liderada por Wolfgang Brandner (MPIA), usou imagens de alta qualidade do telescópio espacial Hubble para realizar a medição. Eles utilizaram registros de 1997 e depois observaram novamente a mesma região em 2007.

Os pesquisadores notaram que as estrelas se movimentavam de uma forma diferente do que se imagina nesses agrupamentos de estrelas - de que elas se "acalmariam" -, mas, pelo contrário, elas continuam velozes. A velocidade das estrelas se mostrou independente da sua massa e elas continuaram se comportando como quando o aglomerado foi formado, cerca de 1 milhão de anos atrás.

"Esta é a primeira vez que fomos capazes de mensurar precisamente a movimentação de um grande compacto de estrelas jovens", disse Brandner. Eles mediram precisamente a velocidade das estrelas de mais de 700 aglomerados de diferentes massas e temperaturas de superfície. "Nossas medições têm uma precisão de 27 milionésimos de um segundo de arco por ano. Este ângulo pequeno é correspondente à espessura aparente de um cabelo humano visto de uma distância de 800 km", diz Boyke Rochau, MPIA, principal autor do estudo, que realizou esta análise, como parte de seu trabalho de doutorado.

Com uma massa 10 mil vezes maior que a do Sol contidos em um volume de apenas três anos-luz, o aglomerado denso de estrelas jovens é um dos mais compactos da Via Láctea e considerado pelos cientistas um lugar ideal para testar as teorias de sua formação. O amontoado de estrelas se encontra a cerca de 20 mil anos-luz do Sol, o que torna estas medidas extraordinariamente difíceis. É necessário comparar imagens feitas em diferentes anos. O telescópio e a câmera devem dar imagens muito nítidas e ser extremamente estável durante longos períodos.

Estrelas nascem quando uma gigantesca nuvem de gás e poeira entram em colapso. Em casos como a região de formação de estrelas NGC 3603, onde a nuvem é gigantesca e compacta, o processo é particularmente rápido e intenso. A maior parte da matéria da nuvem acaba concentrada dentro de estrelas quentes e jovens e o aglomerado mantém muito de sua atração gravitacional inicial. (Fonte - Terra)

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