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quarta-feira, 27 de outubro de 2021

Cientistas Encontram Indícios do Primeiro Planeta Fora da Galáxia


Astrônomos da NASA, a agência espacial americana, encontraram sinais do que pode ser o primeiro planeta fora da nossa galáxia, a Via Láctea. Segundo a BBC, o possível planeta tem o tamanho de Saturno e está localizado na galáxia Messier 51, que fica a 28 milhões de anos-luz da Via Láctea.

Os cientistas já haviam descoberto mais de 5 mil “exoplanetas” fora do nosso Sistema Solar, em órbita de outras estrelas. Porém, todos eles estão dentro da Via Láctea, ao contrário do novo planeta descoberto.

A técnica utilizada para a descoberta do novo planeta foi baseada nos chamados trânsitos, a mesma usada para identificar os “exoplanetas”. Os trânsitos são quando os planetas passam na frente de uma estrela e bloqueiam parte da luz dela, o que faz com que haja uma queda característica no brilho, a qual pode ser detectada por telescópios.

“O método que desenvolvemos e empregamos é o único método atualmente implementável para descobrir sistemas planetários em outras galáxias”, disse a astrofísica Rosanne Di Stefano em entrevista à BBC News. “É um método único, especialmente adequado para encontrar planetas ao redor de binários de raios-X a qualquer distância da qual possamos medir uma curva de luz”, complementou.

Fonte: IstoÉ


terça-feira, 11 de abril de 2017

Cientistas descobrem atmosfera em planeta semelhante à Terra


O planeta rochoso GJ 1132b foi localizado pela primeira vez em 2015 (Dana Berry)
Cientistas descobriram uma atmosfera em torno de um planeta distante, semelhante à Terra, levantando a hipótese de que ele poderia abrigar vida alienígena.
O exoplaneta rochoso GJ 1132b está a cerca de 39 anos-luz da Terra, mas as novas descobertas sugerem que ele pode ser um mundo de água com uma atmosfera quente e cheia de vapor.

Esta não é a primeira vez em que uma atmosfera foi detectada ao redor de um outro planeta, mas o GJ 1132b é o planeta mais semelhante à Terra, no qual isso ocorreu.


Ilustração do exoplaneta GJ 1132b orbitando uma estrela anã vermelha (MPIA)
Até o momento, os pesquisadores só haviam conseguido detectar atmosferas ao redor de gigantes gasosos semelhantes a Júpiter, que seriam incapazes de oferecer as condições necessárias para a vida.
“Embora esta não seja uma descoberta da presença de vida em outro planeta, é um passo importante na direção certa: a detecção de uma atmosfera ao redor da super-Terra GJ 1132b marca a primeira vez em que uma atmosfera foi encontrada em um planeta semelhante à Terra,” explicou o Dr. John Southworth, pesquisador principal da Universidade de Keele, na Inglaterra.
A equipe observou o exoplaneta enquanto ele passava na frente de sua estrela anfitriã – a estrela anã vermelha ao redor da qual ele orbita – bloqueando parte da sua luz durante a passagem.
A partir da quantidade de luz perdida, os pesquisadores conseguiram calcular o tamanho do planeta – cerca de 1,4 vez o tamanho da Terra.
Eles também descobriram que o planeta era maior em um de seus comprimentos de onda de luz, sugerindo a presença de uma atmosfera.
A descoberta é um passo importante na busca por vida extraterrestre.
“Com esta pesquisa, demos o primeiro passo no que diz respeito ao estudo das atmosferas de planetas menores, similares à Terra,” disse o Dr. Southworth.
“Nós simulamos uma gama de possíveis atmosferas para este planeta, e descobrimos que aquelas ricas em água e/ou metano poderiam explicar as observações do GJ 1132b. O planeta é significativamente mais quente e um pouco maior do que a Terra, então uma possibilidade é de que seja um ‘mundo de água’ com uma atmosfera de vapor quente”. [Fonte: Yahoo]

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Cientistas podem ter descoberto Planeta 9 que está fora do sistema solar

Uma equipe de cientistas liderada por Alexander Mustill do Observatório de Lund, na Suécia, está propondo que o Planeta 9 pode ser realmente um exoplaneta (um mundo além do nosso Sistema Solar) capturado por nosso Sol durante uma passagem estreita de outra estrela. “Embora essas probabilidades sejam baixas, não podemos negar que existem”, disse Mustill.
A evidência para essa teoria vem de simulações dirigidas por Mustill e seus colegas sobre como o sol interagiu com outras estrelas. O estudo observa que o sol deve ter passado por uma estrela a uma distância de mais de 150 unidades astronômicas para evitar perturbar significativamente a região de cometas na borda do sistema solar conhecida como Cinturão de Kuiper.
A teoria original proposta por Michael Brown e Konstantin Batygin era que o Planeta 9 poderia ser um planeta gasoso do tamanho de Netuno. Outra teoria também publicada recentemente na Arxiv, sugere que pode simplesmente ter se formado da mesma maneira como outros corpos do Sistema Solar.[Fonte: Yahoo]

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Descoberto primeiro exoplaneta quase do tamanho da Terra na zona habitável de uma estrela igual ao Sol

CONCEPÇÃO ARTÍSTICA COMPARA TERRA COM O KEPLER 452B (FOTO: NASA/JPL-CALTECH/T. PYLE)

Os astrônomos estão chegando cada vez mais perto de achar uma segunda Terra no cosmos. Um mundo desses pode, um dia, se tornar o segundo lar da humanidade, ou se já abrigar vida, oferecer a valiosa oportunidade de estudá-la. Na semana passada, pesquisadores brasileiros anunciaram ter encontrado um gêmeo de Júpiter orbitando uma gêmea do Sol - teorias recentes sugerem que isso pode significar um Sistema Solar igual ao nosso; nesta quinta-feira (23), a NASA organizou uma coletiva de imprensa para divulgar a descoberta do primeiro exoplaneta com tamanho relativamente parecido com o da Terra orbitando uma estrela igual ao Sol em sua zona habitável, ou seja, onde a temperatura é amena o suficiente para permitir a presença de água líquida na superfície. O astro deve ser detalhado em breve em um artigo no The Astronomical Journal.
O Kepler-452b é o menor planeta já encontrado na zona habitável de uma estrela e é 1,5 bilhão de anos mais velho que a Terra: oportunidade substancial para a vida surgir
“No ano do vigésimo aniversário da descoberta que provou que outros sóis abrigam planetas, o explorador de exoplanetas Kepler descobriu um planeta e uma estrela que mais se assemelham à Terra e ao nosso Sol”, disse John Grunsfeld, administrador associado do Diretório de Missões Cientificas da NASA. Apesar de ter um diâmetro 60% maior que o da Terra, o Kepler-452b é o menor planeta já encontrado nessa região privilegiada.
Sua massa e composição ainda não foram determinadas, mas pesquisas prévias sugerem que mundos deste tamanho possuem boas chances de serem rochosos. Além do Kepler-452b, outra confirmação elevou para 1.030 o número de exoplanetas que conhecemos. Outros 11 possíveis mundos pequenos em zonas habitáveis foram acrescentados hoje à lista dos candidatos que ainda precisam ser confirmados - eles já chegam a 4.696.
O Kepler-452b, localizado a 1,4 mil anos-luz, na constelação do Cisne, possui semelhanças notáveis com a Terra. O ano lá dura 385 dias, o equivalente a uma órbita só 5% mais longa que a nossa; a distância até a estrela também é 5% maior, só que ela é 20% mais brilhante e tem um diâmetro 10% mais avantajado que o do Sol, mesmo tendo a mesma temperatura. Isso acaba compensando a diferença de distância. Mas o mais interessante é a idade da Kepler-452: ela tem 6 bilhões de anos, 1,5 bilhões a mais que o Sol.
“Nós podemos pensar no Kepler-452b como um primo mais velho e maior que a Terra, fornecendo uma oportunidade de entender e refletir a respeito de nosso ambiente em evolução”, explicou Jon Jenkins, líder de análise de dados da missão Kepler e da equipe que descobriu o exoplaneta. “É inspirador pensar que esse planeta passou 6 bilhões de anos na zona habitável de sua estrela; mais tempo que a Terra. Isso é uma oportunidade substancial para a vida surgir, caso todos os ingredientes e condições necessárias existam nesse planeta.”[Fonte: Galileu]

quinta-feira, 5 de março de 2015

NASA prepara-se para a chegada a planeta inexplorado


A sonda espacial Dawn entra amanhã, dia 6 de março de 2015, na órbita de Ceres. Lançada pela NASA em setembro de 2007,entrou na fase final de aproximação do planeta-anão em dezembro passado. Desde então tem fornecido à estação espacial norte-americana imagens com cada vez melhor resolução deste pequeno planeta ainda tão desconhecido e que se localiza no cinturão de asteróides entre Marte e Júpiter.
Nas últimas informações enviadas a sonda deixou os cientistas de todo o mundo perplexos por ter capturado imagens de Ceres, revelando dois pontos brilhantes sob a sua superfície, dentro de uma cratera. "Estas manchas foram extremamente surpreendentes. Nas primeiras imagens de Ceres vemos muitas características estranhas: áreas planas, áreas caoticamente fracturadas e crateras de todos os tamanhos e feitios. De particular interesse são estes pontos brilhantes que se destacam contra a superfície escura de Ceres", declarou a cientista Carol Raymond, do laboratório da NASA Jet Propulsion, responsável pela missão. Os cientistas especulam que os pontos brilhantes podem corresponder a blocos de gelo, suspeitando que o planeta-anão poderá ter tido um oceano no subsolo, que congelou.
Pelo caminho até Ceres, a sonda visitou ainda o asteróide Vesta, por um período de catorze meses, entre 2011 e 2012, com o objetivo de perceber melhor a formação do nosso sistema solar. "Tanto Vesta como Ceres estavam a caminho de se tornar planetas, mas o seu crescimento foi interrompido pela gravidade de Júpiter", afirma Raymond. "Estes dois corpos são como fósseis dos primórdios do sistema solar e lançam luzes sobre a sua origem. São amostras dos blocos construtores que formaram Vénus, Terra e Marte. Os corpos como o de Vesta podem ter contribuído fortemente para o núcleo do nosso planeta, e corpos como Ceres podem ter providenciado a nossa água".
Depois da sua chegada marcada para amanhã, a Dawn vai ainda demorar cerca de um mês a posicionar-se para cumprir a sua função de observar Ceres por um período de catorze meses. Juntamente com a sonda New Horizons, que deverá chegar a Plutão em julho de 2015, estas missões podem devolver o estatuto de planeta a estes dois corpos celestes, desde 2006 despromovidos para a categoria de planeta-anão. Segundo a União Astronómica Internacional, tanto Plutão como Ceres cumprem uma série de critérios para a denominação de "planeta": orbitam em torno de uma estrela e têm massa suficiente para terem uma forma esférica, considerando a sua gravidade. O principal entrave prende-se com o critério da dominância orbital, isto é, não compartilhar a sua órbita com outros corpos do mesmo tamanho, que não sejam os seus satélites. Este é, contudo, um critério que tem gerado debate no seio da comunidade científica.
Ceres foi descoberto pelo astrónomo siciliano Giuseppe Piazzi, em 1801. Primeiramente classificado de planeta foi, posteriormente, destituído para a categoria de asteróide e, em 2006, de planeta-anão.[Fonte: Tecnologia]

Missões da NASA podem acrescentar dois planetas ao sistema solar?


Na imagem comparativa da NASA, Plutão surge em baixo, com a sua lua Caronte, que tem quase metade do tamanho do planeta anãoFotografia © NASA
Missões da NASA podem relançar debate sobre estatuto dos dois objetos que já foram considerados planetas, Plutão e Ceres.
Pode Plutão voltar a ser um planeta? As missões da Agência Espacial norte-americana (NASA) aos planetas anões Ceres e Plutão podem contribuir para mudar a definição dos dois objetos, devolvendo-lhes o estatuto de planeta.
É pelo menos essa a expectativa de muitos astrónomos, que esperam que as missões tragam as respostas necessárias. A Dawn entra amanhã na órbita de Ceres e a New Horizons vai chegar a Plutão a 15 de julho.
Apesar de estarem na categoria de planeta anão desde 2006, Ceres e Platão cumprem várias condições para a definição de planeta estabelecida pela União Astronómica Internacional (IAU na sigla em inglês). Os dois orbitam à volta de uma estrela e ambos têm massa suficiente para serem esféricos, um efeito da sua própria gravidade. O que os diferencia dos planetas maiores é o facto de não cumprirem o terceiro critério da dominância orbital (quando um objeto domina a sua órbita, tendo afastado os outros objetos).
Mas ainda não existe um consenso quanto a esta condição ser considerada necessária para definir um objeto como planeta. Alguns astrónomos argumentam que a Terra também não conseguiria atingir a dominância orbital se estivesse situada na localização de Ceres e, como tal, não seria considerada um planeta pela definição da IAU.
"Espero que 2015 seja o ano em que um consenso geral, construído sobre o conhecimento destes dois objetos, permite devolver Plutão e acrescentar Ceres à nossa família de planetas", escreveu o astrónomo David Weintraub, da Universidade de Vanderbilt, na página Phys.org [Fonte: DN Ciência]

quarta-feira, 4 de março de 2015

Sonda da NASA aproxima-se de Ceres e da explicação sobre luzes misteriosas

Ceres, o menor dos planetas anões do Sistema Solar, receberá no próximo dia 6 de março, pela primeira vez em sua história, a visita de uma sonda da agência espacial americana (Nasa) que averiguará se o corpo celeste esconde sob sua superfície uma camada de água gelada.
Em entrevista coletiva, técnicos da Nasa ofereceram nesta segunda-feira detalhes da missão da sonda Dawn, lançada ao espaço em 2007 e que se dedicará a enviar durante 16 meses imagens de Ceres aos cientistas para que possam estudar sua superfície e entender melhor sua origem e evolução.
"Dawn está prestes a fazer história", afirmou Robert Mase, diretor da missão da sonda no Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa em Pasadena, na Califórnia.
Ceres foi descoberto em 1801 por Giuseppe Piazzi e primeiro foi considerado um cometa, depois um planeta e um asteroide, até que finalmente foi catalogado como planeta anão em 2006.
A sonda Dawn começou a fase final de aproximação de Ceres em dezembro e já enviou à Nasa imagens nas quais se pode ver um brilho dentro de um das crateras da superfície escura do planeta anão.
A diretora do Programa de Pequenos Corpos Espaciais, Carol Raymond, explicou que os brilhos retratados nessas fotografias seguem sendo um "mistério".
"Nunca antes tínhamos visto no espaço brilhos como estes. Estão dentro de uma cratera no qual a Agência Espacial Europeia (ESA) encontrou vapor de água e não sabemos se poderia estar relacionado", declarou Raymond.
As imagens que permitem ver os brilhos, e que Raymond mostrou durante sua entrevista coletiva, foram feitas pela sonda no final de fevereiro a uma distância de 46.000 quilômetros do planeta anão.
O pesquisador principal da missão de Dawn, Chris Russell, disse em comunicado que os brilhos de Ceres poderiam ter uma origem vulcânica, mas prefere esperar imagens de maior resolução para poder fazer afirmações geológicas.
"Estudar Ceres nos permitirá fazer uma pesquisa histórica do espaço, poderemos adentrar no primeiro capítulo da história de nosso sistema solar", afirmou o diretor da Divisão de Ciências Planetárias da Nasa, Jim Green, em videoconferência da sede da agência espacial em Washington.
"Os dados enviados de Dawn poderiam contribuir para avanços significativos em nossa compreensão de como se formou o sistema solar", acrescentou o cientista.
A sonda Dawn já visitou, durante 14 meses, entre 2011 e 2012, o asteroide gigante Vesta, que, como Ceres, se encontra no cinturão de asteroides compreendido entre as órbitas de Marte e Júpiter e que abriga centenas de corpos celestes.
Na ocasião, a sonda conseguiu fazer mais de 30.000 imagens do corpo e proporcionou aos cientistas melhores conhecimentos sobre a composição e a história geológica de Vesta, que tem um diâmetro médio de 525 quilômetros.
Ceres, com um diâmetro médio de 950 quilômetros, poderia ter se formado mais tarde que Vesta e poderia ser mais frio em seu interior, segundo explica a Nasa em seu site.
Provas científicas, recolhidas pela agência espacial, sugerem que Vesta só conserva uma pequena quantidade de água, já que se formou antes que Ceres, quando o material radioativo era mais abundante e fazia mais calor.
Segundo a Nasa, Ceres poderia abrigar um grosso manto de gelo e esconder um oceano sob sua crosta gelada. Além disso, os cientistas estimam que 25% de sua massa planetária poderia ser água.[Fonte: Terra]

terça-feira, 1 de julho de 2014

Astrônomos encontram novo planeta potencialmente habitável

Criação artística mostrando o planeta Gliese 832 c
Um novo planeta potencialmente habitável foi descoberto por astrônomos. Apelidado de Gliese 832 c, ele está a 16 anos-luz de distância daqui da Terra.
Astrônomos usam um índice de similaridade com o nosso planeta. O Gliese 832 c marcou 0,81 (em uma escala de 0 a 1) de similaridade. Nesse índice entram informações como temperatura e densidade do planeta.
A massa do planeta é de pelo menos cinco vezes a massa da Terra. Ele leva 16 dias para orbitar a estrela anã vermelha que serve de centro para ele.
O planeta foi detalhado em um artigo publicado noAstrophysical Journal. O grupo de astrônomos era multinacional, mas liderados por australianos da Universidade de Nova Gales do Sul (UNSW).
Usando como base o índice de similaridade, ele fica em terceiro no ranking de planetas mais parecido com a Terra. Em um comunicado no site da UNSW, o professor Chris Tinney detalha o achado.
“Dada a grande massa do planeta, é provável que ele possua uma atmosfera massiva, que pode fazer do planeta inabitável. Uma atmosfera mais densa manteria o calor preso e faria com que ele fosse quente demais para vida”, afirmou.
O artigo sobre o planeta, no entanto, levanta outra hipótese. “É natural perguntar se o planeta poderia ter um satélite gigante que possa ser habitável”, escrevem os cientistas. Encontrar esse satélite, infelizmente, está além dos meios dos pesquisadores.
O planeta já encontrado mais parecido com a Terra é o Gliese 667C c, com uma escala de 0,84. Ele fica a 23 anos-luz da Terra.
Em seguida, está o Kepler-62, com um índice de similaridade de 0,83. Ele, no entanto, fica longe demais daqui, a 1.200 anos-luz de distância.
A descoberta usou telescópios localizados no Chile. O time de cientistas reúne pesquisadores da Austrália, Reino Unido, Finlândia, Estados Unidos, Itália e Chile. [Fonte: Exame]

domingo, 15 de junho de 2014

Sistema Solar pode ter mais dois planetas gigantes


Sistema Solar pode ter mais dois planetas gigantes

Este diagrama dá uma ideia das distâncias envolvidas, sugerindo porque o Planeta X e seu irmão Planeta Y nunca foram observados: estando o Sol no centro, os círculos concêntricos em roxo mostram as órbitas dos quatro planetas gigantes Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. O pontilhado é o Cinturão de Kuiper, onde está Plutão. Em laranja está a órbita de Sedna (UB313) e, em vermelho, a órbita do planeta-anão VP113. Os dois planetas hipotéticos estarão ainda mais distantes. [Imagem: Scott Sheppard/Chad Trujillo]










Há tempos a NASA procura por um hipotético Planeta X além das chamadas "fronteiras do Sistema Solar", em busca de uma explicação para um padrão muito regular observado na queda de cometas na Terra.
Os primeiros indícios da existência de mais um planeta gigante no Sistema Solar foram anunciados há pouco mais de um mês, juntamente com a descoberta do planeta-anão 2012 VP113.
O VP113 e uma série de outros corpos menores além de Plutão apresentam órbitas estranhamente alinhadas, o que sugere a existência de um grande planeta cuja atração gravitacional estabelece essa "organização".
Agora, dois irmãos astrônomos encontraram indícios que o próprio Planeta X pode também ter um irmão, um Planeta Y.
Carlos e Raul de la Fuente, da Universidade Complutense de Madri, resolveram estudar melhor esses distantes corpos celestes, que só agora começam a se revelar graças à melhoria nos equipamentos de observação - eles são pequenos, frios e escuros demais para os telescópios anteriores.
Além de confirmar que algo interfere no alinhamento orbital do planeta-anão VP113 e todos os seus vizinhos situados a mais de 30 ua (unidades astronômicas), os dois astrônomos verificaram padrões orbitais adicionais que, segundo eles, só podem ser explicados pela presença de "pelo menos dois planetas trans-plutonianos".
Ressonância orbital
O "efeito manada" verificado pelos dois astrônomos parece estar associado a um planeta ainda desconhecido, que estaria orbitando o Sol 200 vezes mais longe do que a Terra (200 ua).
Segundo as simulações rodadas pelos dois astrônomos, os corpos celestes observados não possuem massa suficiente para criar uma interferência mútua, e suas rotas só podem ser explicadas através do "mecanismo Kozai", que explica a perturbação na órbita de um corpo celeste por outro corpo celeste distante.
O mecanismo Kozai, ou ressonância de Kozai, é um tipo especial de ressonância orbital, uma influência orbital entre corpos como a que existe entre Netuno e Plutão ou entre algumas luas de Júpiter - Netuno e Plutão têm uma ressonância 2:3, significando que, para cada duas órbitas de Plutão ao redor do Sol, Netuno completa três.
Como não é comum que um grande planeta orbite tão próximo a outros corpos celestes a menos que esteja dinamicamente atrelado a outro através da ressonância orbital, os astrônomos sugerem que seu hipotético planeta está em ressonância com um outro planeta gigante a cerca de 250 ua - exatamente onde a equipe anterior sugeriu que estaria o Planeta X associado com o VP113.
Assim, existiriam não apenas um, mas dois Planetas X - ou um Planeta X a 200 ua, e um Planeta Y a 250 ua.
Novos Horizontes
Agora só falta observar diretamente os novos planetas - ou encontrar outras explicações para os estranhos comportamentos orbitais no Cinturão de Kuiper.
Contudo, mesmo com a melhoria dos telescópios, que está permitindo estudar essas regiões distantes do Sistema Solar, os astrônomos estimam que será uma tarefa árdua identificar dois frios e escuros planetas a distâncias tão grandes.
Na atualidade, a grande esperança, sugerida por eles, está nas lentes da sonda espacial Novos Horizontes, que chegará a Plutão no ano que vem.[Fonte: Inovação Tecnológica]
Bibliografia:

Extreme trans-Neptunian objects and the Kozai mechanism: signaling the presence of trans-Plutonian planets?
Carlos de la Fuente Marcos, Raul de la Fuente Marcos
arXiv
http://arxiv.org/abs/1406.0715

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Universo tem mais um planeta azul mas fora do Sistema Solar



Imagem captada através do telescópio espacial Hubble - foto M. KORNMESSER / AFP

Astrónomos conseguiram determinar, pela primeira vez, a verdadeira cor de um planeta fora do Sistema Solar, azul como a Terra, embora mais intenso, anunciou em comunicado a agência espacial europeia.
A determinação da cor, azul-cobalto, do planeta HD 189733b, foi obtida à custa de observações do telescópio espacial Hubble.
O exoplaneta (planeta fora do Sistema Solar, que orbita uma estrela muito próxima) está relativamente perto da Terra, a 63 anos-luz, e a sua cor não é o reflexo de águas tropicais, mas antes se deve a partículas de silicato que, conforme admitem os investigadores, compõem a sua atmosfera e irradiam luz azul.
O HD 189733b é um gigante de gás com uma atmosfera turbulenta a rondar os mais de mil graus centígrados.
Para definirem o que o planeta é aos olhos humanos, os astrónomos mediram a quantidade de luz refletida fora da sua superfície.
A Terra parece azul vista do Espaço, porque os oceanos absorvem comprimentos de onda vermelhos e verdes mais vigorosamente do que os azuis e refletem a matiz azulada do firmamento.[Fonte: JN]

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Objeto descoberto pode ser o planeta mais leve fora do Sistema Solar

O exoplaneta foi observado nas proximidades de uma estrela jovem
Foto: ESO / Divulgação
O Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) divulgou nesta segunda-feira images capturadas por astrônomos de um objeto que se desloca próximo de uma estrela brilhante. Com uma massa estimada em quatro a cinco vezes a massa de Júpiter, o corpo celeste pode ser o planeta mais leve observado fora do Sistema Solar. Segundo o ESO, a descoberta é uma importante contribuição ao estudo da formação e evolução dos sistemas planetários.
Embora milhares de exoplanetas tenham sido até agora detectados indiretamente e muitos mais candidatos aguardem confirmação, apenas para cerca de uma dúzia de exoplanetas foi possível obter imagens diretamente. Nove anos depois do Very Large Telescope ter capturado a primeira imagem de um exoplaneta, o companheiro planetário da anã marrom 2M1207, a mesma equipe obteve agora a imagem do que parece ser o mais leve destes objetos observado até agora.
"Obter imagens de planetas de forma direta requer técnicas extremamente complexas, utilizando os instrumentos mais avançados, estejam eles no solo ou no espaço", disse Julien Rameau, principal autor do artigo científico que descreve a descoberta. "Apenas alguns planetas foram até agora observados diretamente, o que faz de cada descoberta um importante marco no caminho da compreensão dos planetas gigantes e da sua formação".
Nas novas observações, o provável planeta aparece como um ponto tênue mas bem definido próximo da estrela HD 95086. Uma observação posterior mostrou também que o objeto se desloca lentamente com a estrela ao longo do céu, o que sugere que este corpo, designado por HD 95086 b, está em órbita em torno da estrela. O seu brilho indica igualmente que terá um massa de apenas quatro a cinco vezes a massa de Júpiter.
O planeta recém-descoberto orbita a jovem estrela HD 95086 a uma distância de cerca de 56 vezes a distância entre a Terra e o Sol, o que corresponde a duas vezes a distância entre o Sol e Netuno. A estrela propriamente dita tem um pouco mais massa do que o Sol e encontra-se rodeada por um disco de detritos. Estas propriedades permitiram aos astrônomos identificá-la como um candidato ideal a possuir planetas jovens de grande massa em sua órbita. O sistema situa-se a cerca de 300 anos-luz de distância da Terra.
A juventude da estrela, com apenas 10 a 17 milhões de anos, levou os astrônomos a pensar que este novo planeta se formou muito provavelmente, no interior do disco gasoso e poeirento que a circunda. “A sua posição atual levanta questões relativas ao processo de formação. O planeta pode ter crescido ao assimilar rochas que formaram o núcleo sólido e depois acumulando lentamente gás do meio circundante de modo a formar a atmosfera densa ou então, começou a formar-se a partir de uma acumulação de matéria gasosa com origem em instabilidades gravitacionais no disco”, expliou Anna-Marie Lagrange, que também participou da pesquisa. "Interações entre o planeta e o disco propriamente dito, ou até outros planetas, podem ter feito deslocar o planeta do local onde nasceu", completou.[Fonte: Terra]

terça-feira, 5 de março de 2013

Telescópio registra possível formação de planeta gigante

Planetas gigantes crescem ao capturar parte do gás e poeira que restam após a formação da estrela, de acordo com as atuais teorias - Foto: Divulgação


Astrônomos do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) acreditam ter feito a primeira observação direta de um protoplaneta - planeta gigante - em formação. O corpo celeste foi encontrado dentro do seu "útero" estelar ainda envolto por um espesso disco de gás e poeira. Se confirmada, essa descoberta ajudará a compreender melhor como se formam os planetas.

O planeta em formação, ainda envolto no disco de material que rodeia a jovem estrela HD100546, foi descoberto por uma equipe internacional liderada por Sascha Quanz, do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique (Suíça), que estudava o disco de gás e poeira em torno da estrela, situada a 335 anos-luz de distância da Terra. A estrela HD100546 tem sido muito estudada e foi já sugerida a existência de um planeta gigante situado cerca de sete vezes mais distante da estrela do que a Terra se encontra do Sol.
“Até agora, a formação de planetas tem sido um tópico desenvolvido essencialmente por simulações de computador”, diz Sascha Quanz. “Se a nossa descoberta for confirmada como realmente um planeta em formação, então pela primeira vez os cientistas poderão estudar de forma empírica o processo de formação planetária e a interação entre um planeta em formação e o seu meio circundante, desde a fase primordial.”[Fonte: Terra]

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Astrônomos acreditam ter encontrado planeta 'solitário'


Ligação do planeta ao grupo estelar torna-o o candidato a planeta errante mais interessante a ser identificado até agora
Foto: ESO/Divulgação
Com o auxílio do Very Large Telescope do Observatório Europeu do Sul (ESO), astrônomos identificaram um corpo que é, muito provavelmente, um planeta a vagar pelo espaço sem uma estrela hospedeira. Este é, até agora, o melhor candidato a planeta errante e o mais próximo do Sistema Solar, a uma distância de cerca de 100 anos-luz.
A sua relativa proximidade, juntamente com a ausência de estrela brilhante muito próxima, permitiram à equipe de astrônomos estudar a sua atmosfera em detalhes. Este objeto deu também aos astrônomos uma ideia do tipo de exoplanetas que futuros instrumentos poderão observar em torno de estrelas diferentes do Sol.
Os planetas errantes são objetos, com massas típicas de planetas, que vagam no espaço sem ligação com nenhuma estrela. Possíveis exemplos de tais objetos já foram encontrados anteriormente, mas sem o conhecimento das suas idades, não foi possível saber se eram realmente planetas ou anãs marrons - estrelas "fracassadas" que não conseguem ter tamanho suficiente para dar início às reações termonucleares que fazem brilhar as estrelas.
Atualmente, astrônomos descobriram um objeto, chamado CFBDSIR2149, que parece fazer parte de um grupo de estrelas próximas conhecido como Associação estelar AB Doradus. Os pesquisadores encontraram o objeto em observações feitas com o Telescópio Canadá-França-Hawaii e utilizaram em seguida o Very Large Telescope do ESO para examinar as suas propriedades.
A associação AB Doradus é o grupo estelar deste gênero mais próximo do Sistema Solar. As estrelas que o compõem deslocam-se em conjunto no espaço e pensa-se que se tenham formado todas ao mesmo tempo. Se o objeto estiver associado a este grupo - sendo, neste caso, um objeto jovem - será possível deduzir muito mais sobre as suas características, incluindo a temperatura, massa e composição da atmosfera. Existe também uma pequena probabilidade de que a sua ligação ao grupo seja fortuita.
A ligação entre este novo objeto e o grupo estelar trata-se de uma pista vital, que permitirá aos astrônomos calcular a idade do objeto recém-descoberto. Esta é a primeira vez que um objeto errante de massa planetária é identificado como fazendo parte de um grupo estelar em movimento, e a sua ligação ao grupo torna-o o candidato a planeta errante mais interessante a ser identificado até agora.
"Procurar planetas em torno de estrelas é semelhante a estudar um vagalume que se encontra a um centímetro de um farol potente de automóvel distante", diz Philippe Delorme (Institut de planétologie et d'astrophysique de Grenoble, CNRS/Université Joseph Fourier, França), autor principal do novo estudo. "Este objeto errante próximo oferece-nos a oportunidade de estudar o vagalume em detalhes, sem que as luzes brilhantes dos faróis do automóvel estraguem tudo."
De acordo com o ESO, pensa-se que os objetos errantes, como o CFBDSIR2149, se formam ou como planetas normais que foram ejetados dos seus sistemas planetários, ou como objetos solitários, tais como estrelas muito pequenas ou anãs marrons. Em ambos os casos, estes objetos são bastante intrigantes - ou como planetas sem estrelas ou como os menores objetos possíveis, num intervalo que vai desde as estrelas de maior massa às leves anãs marrons.
"Estes objetos são importantes, já que nos podem ajudar a compreender melhor como é que os planetas são ejetados dos sistemas planetários ou como é que objetos muito leves podem resultar do processo de formação estelar", diz Philippe Delorme. "Se este pequeno objeto for um planeta ejetado do seu sistema nativo, dá-nos a imagem de mundos orfãos, perambulando no vazio do espaço."
Estes mundos podem ser comuns - talvez tão numerosos como as estrelas normais. Se CFBDSIR2149 não estiver relacionado à Associação AB Doradus, será mais complicado conhecer a sua natureza e propriedades, e poderá antes ser caracterizado como uma anã marrom. Ambos os cenários representam questões importantes sobre como planetas e estrelas se formam e comportam.
"Trabalho adicional deverá confirmar se CFBDSIR2149 é um planeta errante", conclui Philippe Delorme. "Este objeto poderá ser usado como base de dados para compreender a física de qualquer exoplaneta semelhante que seja descoberto com futuros sistemas especiais de imagens de elevado contraste, incluindo o instrumento SPHERE, que será instalado no VLT."  [Fonte: Terra]

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Encontrado planeta na estrela mais próxima do Sol


Estrela mais próxima da Terra
O planeta agora encontrado tem três sóis, e é similar à Terra em termos de massa - mas está fora da zona habitável, sendo provavelmente mais quente do que Mercúrio. [Imagem: ESO/L. Calçada/N. Risinger]

Astrônomos localizaram um planeta com massa semelhante à da Terra em órbita de uma estrela do sistema de Alfa Centauri, na constelação do Centauro.
É o exoplaneta mais próximo da Terra já encontrado, e é também o mais leve encontrado em torno de uma estrela similar ao Sol.
O planeta agora encontrado é similar à Terra em termos de massa, mas está fora da zona habitável, sendo provavelmente mais quente do que Mercúrio.
A Alfa Centauri é uma das estrelas mais brilhantes do céu austral e é o sistema estelar mais próximo do nosso Sistema Solar - encontrando-se a apenas 4,3 anos-luz de distância.
Trata-se, na realidade, de uma estrela tripla, um sistema constituído por duas estrelas semelhantes ao Sol, em órbita muito próxima uma da outra, chamadas Alfa Centauri A e B, e uma outra estrela vermelha, mais distante e de luz mais fraca, conhecida como Proxima Centauri.
A Proxima Centauri encontra-se ligeiramente mais próxima da Terra do que as suas companheiras, por isso é formalmente a estrela mais próxima de nós.
Planeta com três sóis
O planeta agora descoberto possui uma massa um pouco maior que a da Terra - o método das velocidades radiais, usado na descoberta, permite estimar apenas a massa mínima de um planeta.
Alfa Centauri B é muito semelhante ao Sol, embora seja ligeiramente menor e menos brilhante.
A órbita da outra componente brilhante da estrela dupla, Alfa Centauri A, faz com que esta se mantenha centenas de vezes mais afastada, mas ainda assim esta estrela seria um objeto muito brilhante no céu do planeta.
Proxima Centauri aparece mais distante no céu.
Assim, o planeta possui três sóis, perdendo pouco para um planeta com quatro sóis cuja descoberta foi anunciada ontem.
O primeiro exoplaneta em órbita de uma estrela do tipo solar foi encontrado pela mesma equipe em 1995, e desde essa altura houve já mais de 800 descobertas confirmadas. No entanto, a maioria dos planetas são maiores que a Terra e muitos são tão grandes quanto Júpiter.
Não habitável
O desafio atual dos astrônomos é detectar um planeta com massa comparável à da Terra que orbite na zona habitável de uma outra estrela, que ainda não é o caso deste que acaba de ser encontrado.
O novo exoplaneta orbita a cerca de seis milhões de quilômetros de distância da estrela, muito mais perto do que Mercúrio se encontra do Sol no nosso Sistema Solar.
"Este é o primeiro planeta com massa semelhante à Terra encontrado em torno de uma estrela como o Sol. A sua órbita encontra-se muito próxima da estrela e por isso o planeta deve ser demasiado quente para poder ter vida tal como a conhecemos," acrescenta Stéphane Udry (Observatório de Genebra).
Contudo, este é apenas o primeiro planeta localizado neste sistema e, muito provavelmente, não é o único.
"Este resultado representa um enorme passo na detecção de um gêmeo da Terra, na vizinhança imediata do Sol. Estamos vivendo uma época entusiasmante," disse Xavier Dumusque (Observatório de Genebra, Suíça e Centro de Astrofísica da Universidade do Porto, Portugal).
Vizinhança planetária
Desde o século XIX que os astrônomos especulam sobre a existência de planetas em órbita destes corpos celestes, os mais próximos de nós, que poderiam abrigar vida além do Sistema Solar.
No entanto, só agora os equipamentos de observação alcançaram a precisão suficiente para localizá-los.
"As nossas observações, que se estenderam ao longo de mais de quatro anos, obtidas com o instrumento HARPS, revelaram um sinal, minúsculo mas real, de um planeta que orbita Alfa Centauri B, a cada 3,2 dias," diz Xavier Dumusque. "É uma descoberta extraordinária, que levou a nossa técnica ao limite."
Método das velocidades radiais
A equipe descobriu o planeta ao detectar pequenos desvios no movimento da estrela Alfa Centauri B, criados pela atração gravitacional do planeta em órbita.
O efeito é minúsculo, fazendo com que a estrela se desloque para a frente e para trás não mais que 51 centímetros por segundo (1,8 km/hora), o que corresponde à velocidade de um bebê engatinhando. Esta é a precisão mais elevada já conseguida com este método.
Para isso, foi usado o instrumento HARPS, montado no telescópio de 3,6 metros, instalado no Observatório de La Silla, no Chile.
O HARPS mede a velocidade radial de uma estrela - a sua velocidade na direção da Terra, tanto em afastamento como em aproximação - com extraordinária precisão.
Um planeta que orbita uma estrela faz com que a estrela se desloque regularmente, aproximando-se e afastando-se de um observador na Terra. Devido ao efeito Doppler, esta variação da velocidade radial induz um deslocamento no espectro da estrela na direção dos maiores comprimentos de onda quando esta se afasta (chamado um desvio para o vermelho) ou na direção dos menores comprimentos de onda, quando a estrela se aproxima (desvio para o azul).
Este pequeníssimo desvio do espectro da estrela pode ser medido com um espectrógrafo de elevada precisão, como o HARPS, e usado para inferir a presença de um planeta.[Fonte: Inovação Tecnológica]
Bibliografia:


An Earth-mass planet orbiting α Centauri B
Xavier Dumusque, Francesco Pepe, Christophe Lovis, Damien Ségransan, Johannes Sahlmann, Willy Benz, François Bouchy, Michel Mayor, Didier Queloz, Nuno Santos, Stéphane Udry
Nature Physics
Vol.: Published online
DOI: 10.1038/nature11572

Astrônomos encontram superterra em região habitável


Superterra:  Uma equipe de astrônomos de vários países encontrou uma "superterra", um planeta que pode ter um clima parecido com o da Terra e com potencial para ser habitado, a apenas 42 anos-luz de distância. O planeta orbita em volta da estrela HD 40307. Anteriormente, sabia-se que três planetas orbitavam em volta desta estrela, todos eles próximos demais para permitir a existência de água. Mas outros três planetas foram encontrados em volta da HD 40307, entre eles a "superterra", que tem sete vezes a massa da Terra e está localizada na área habitável do sistema, onde a água líquida pode existir. Esta última descoberta se junta aos mais de 800 exoplanetas (planetas de fora do Sistema Solar) já conhecidos pelos cientistas. E parece ser apenas uma questão de tempo para os astrônomos finalmente encontrarem a chamada "Terra 2.0", um planeta rochoso com atmosfera e orbitando uma estrela parecida com o Sol, localizado em uma zona habitável. Planeta com dia e noite O planeta, batizado de HD 40307g, tem a órbita mais externa entre os seis em volta da estrela e percorre esta órbita em um tempo equivalente a 200 dias terrestres. E, o mais importante, os cientistas acreditam que o planeta gira em torno de seu próprio eixo, o que gera o efeito de dia e noite. Com isso, aumentam as chances de ele ter um ambiente mais parecido com o da Terra. "A órbita mais longa do novo planeta significa que seu clima e atmosfera podem ser os certos para abrigar a vida", disse Hugh Jones, da Universidade de Hertfordshire, que participou da pesquisa. A estrela HD 40307 é uma versão menor e mais fria do Sol, que emite luz laranja. Foram as variações sutis nesta luz que permitiram que os cientistas, trabalhando com a rede Rocky Planets Around Cool Stars (Ropacs), descobrissem os outros três planetas.

Parece ser apenas uma questão de tempo para os astrônomos finalmente encontrarem a chamada "Terra 2.0", um planeta rochoso com atmosfera e orbitando uma estrela parecida com o Sol, localizado em uma zona habitável. [Imagem: PHL/UPR Arecibo]

Revelado pela luz
A equipe internacional de cientistas usou um instrumento chamado HARPS, localizado no Observatório Europeu do Sul, em La Silla, Chile.
O HARPS não vê os planetas diretamente mas detecta pequenas mudanças na cor da luz de uma estrela causada pelas pequenas alterações gravitacionais causadas pelos planetas, uma medição e alta precisão.
O próximo passo da equipe de cientistas é usar telescópios baseados no espaço observar diretamente o planeta HD 40307g e descobrir qual é sua composição.
Recentemente, o HARPS foi usado para localizar outro exoplaneta, desta vez orbitando uma estrela do sistema Alpha Centauri, o mais próximo ao Sistema Solar, a apenas quatro anos-luz de distância. [Fonte: Inovação Tecnológica]
Bibliografia:


Habitable-zone super-Earth candidate in a six-planet system around the K2.5V star HD 40307
Mikko Tuomi, Guillem Anglada-Escude, Enrico Gerlach, Hugh R. A. Jones, Ansgar Reiners, Eugenio J. Rivera, Steven S. Vogt, R. Paul Butler
Vol.: Accepted paper

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