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quarta-feira, 27 de outubro de 2021

Cientistas Encontram Indícios do Primeiro Planeta Fora da Galáxia


Astrônomos da NASA, a agência espacial americana, encontraram sinais do que pode ser o primeiro planeta fora da nossa galáxia, a Via Láctea. Segundo a BBC, o possível planeta tem o tamanho de Saturno e está localizado na galáxia Messier 51, que fica a 28 milhões de anos-luz da Via Láctea.

Os cientistas já haviam descoberto mais de 5 mil “exoplanetas” fora do nosso Sistema Solar, em órbita de outras estrelas. Porém, todos eles estão dentro da Via Láctea, ao contrário do novo planeta descoberto.

A técnica utilizada para a descoberta do novo planeta foi baseada nos chamados trânsitos, a mesma usada para identificar os “exoplanetas”. Os trânsitos são quando os planetas passam na frente de uma estrela e bloqueiam parte da luz dela, o que faz com que haja uma queda característica no brilho, a qual pode ser detectada por telescópios.

“O método que desenvolvemos e empregamos é o único método atualmente implementável para descobrir sistemas planetários em outras galáxias”, disse a astrofísica Rosanne Di Stefano em entrevista à BBC News. “É um método único, especialmente adequado para encontrar planetas ao redor de binários de raios-X a qualquer distância da qual possamos medir uma curva de luz”, complementou.

Fonte: IstoÉ


terça-feira, 11 de abril de 2017

Cientistas descobrem atmosfera em planeta semelhante à Terra


O planeta rochoso GJ 1132b foi localizado pela primeira vez em 2015 (Dana Berry)
Cientistas descobriram uma atmosfera em torno de um planeta distante, semelhante à Terra, levantando a hipótese de que ele poderia abrigar vida alienígena.
O exoplaneta rochoso GJ 1132b está a cerca de 39 anos-luz da Terra, mas as novas descobertas sugerem que ele pode ser um mundo de água com uma atmosfera quente e cheia de vapor.

Esta não é a primeira vez em que uma atmosfera foi detectada ao redor de um outro planeta, mas o GJ 1132b é o planeta mais semelhante à Terra, no qual isso ocorreu.


Ilustração do exoplaneta GJ 1132b orbitando uma estrela anã vermelha (MPIA)
Até o momento, os pesquisadores só haviam conseguido detectar atmosferas ao redor de gigantes gasosos semelhantes a Júpiter, que seriam incapazes de oferecer as condições necessárias para a vida.
“Embora esta não seja uma descoberta da presença de vida em outro planeta, é um passo importante na direção certa: a detecção de uma atmosfera ao redor da super-Terra GJ 1132b marca a primeira vez em que uma atmosfera foi encontrada em um planeta semelhante à Terra,” explicou o Dr. John Southworth, pesquisador principal da Universidade de Keele, na Inglaterra.
A equipe observou o exoplaneta enquanto ele passava na frente de sua estrela anfitriã – a estrela anã vermelha ao redor da qual ele orbita – bloqueando parte da sua luz durante a passagem.
A partir da quantidade de luz perdida, os pesquisadores conseguiram calcular o tamanho do planeta – cerca de 1,4 vez o tamanho da Terra.
Eles também descobriram que o planeta era maior em um de seus comprimentos de onda de luz, sugerindo a presença de uma atmosfera.
A descoberta é um passo importante na busca por vida extraterrestre.
“Com esta pesquisa, demos o primeiro passo no que diz respeito ao estudo das atmosferas de planetas menores, similares à Terra,” disse o Dr. Southworth.
“Nós simulamos uma gama de possíveis atmosferas para este planeta, e descobrimos que aquelas ricas em água e/ou metano poderiam explicar as observações do GJ 1132b. O planeta é significativamente mais quente e um pouco maior do que a Terra, então uma possibilidade é de que seja um ‘mundo de água’ com uma atmosfera de vapor quente”. [Fonte: Yahoo]

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Astrônomos descobrem uma nova “super Terra” e 113 outros planetas


Astrônomos descobriram 114 novos planetas, 60 deles orbitando estrelas próximas ao nosso próprio sistema solar.
A descoberta mais interessante é uma “super Terra” extremamente quente, encontrada no quarto sistema estelar mais próximo do Sol, com uma superfície rochosa semelhante à da Terra. Ainda não se sabe se há água neste novo planeta.
Os cientistas deram à “super Terra” o nome de Gliese 411b, e afirmam que ela mostra que “praticamente todas” as estrelas mais próximas de nós têm planetas orbitando ao seu redor, o que até pouco tempo atrás era algo questionável.
Isso significa que as chances de que existam mais planetas como o nosso são bem altas, e os pesquisadores chegaram a dizer que alguns destes planetas “podem ser como a Terra”.
Para fazer as novas descobertas, os astrônomos analisaram quase 61 mil observações de 1.600 estrelas ao longo de um período de 20 anos.
Para isso, eles usaram o telescópio Keck-I, localizado no Havaí, Estados Unidos – um dos maiores telescópios do mundo – como parte da pesquisa Lick-Carnegie Exoplanet Survey, que teve início em 1996 sob a liderança de astrônomos da Universidade da Califórnia e do Instituto Carnegie de Ciências, em Washington.
Um pesquisador baseado na Europa e envolvido no projeto, Dr. Mikko Tuomi, da Universidade de Hertfordshire, no Reino Unido, disse: “É fascinante pensar que quando observamos as estrelas mais próximas, todas elas parecem ter planetas em suas órbitas”.
“Isso é algo que os astrônomos não estavam convencidos até cinco anos atrás”.
“Estes novos planetas também nos ajudam a entender melhor os processos de formação de sistemas planetários, e oferecem alvos interessantes para o direcionamento de esforços futuros para analisar os planetas diretamente”. [Fonte: Yahoo]

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Cientistas Descobrem "Segunda Terra"

Nesta quarta-feira (25/08/2016) foi confirmada a descoberta de um exoplaneta com tamanho semelhante ao da Terra e localizado a uma distância adequada de seu sol para permitir a presença de água na superfície e consequente existência de vida.
O planeta, que recebeu o nome de Próxima B, orbita ao redor da Próxima Centauri, a estrela mais próxima do nosso sistema solar, a 4,2 anos-luz da Terra.
Segundo o site Gizmodo, esta é uma das descobertas astronômicas mais importantes do século. O planeta recém-descoberto fica a uma distância de 7 milhões de quilômetros da sua estrela. Isto equivale apenas a 5% da distância entre a Terra e o Sol, mas, uma vez que a estrela Próxima Centauri é muito mais fria, o exoplaneta é uma "zona habitável" e tem uma temperatura que permite que a água se encontre em estado líquido.
site destaca que ainda não se sabe se o planeta Próxima B tem atmosfera. O corpo celeste é submetido a um fluxo de raios-X emitidos pela estrela 400 vezes maior do que a Terra sofre, o que poderá ser um obstáculo à existência de atmosfera.
No entanto, o cientista alemão Ansgar Reiners frisa que tudo depende do tempo em que o exoplaneta foi formado. Se se formou quando estava a uma distância maior do seu sol, é possível que tenha atmosfera.
Sendo assim, isso seria "um grande sinal para a possibilidade de ter vida", diz o portal. Além disso, a estrela Próxima Centauri tem uma esperança de vida muito maior do que o nosso Sol, por isso um planeta habitável como este seria um local óbvio para a nossa civilização migrar quando o Sol se extinguir, dentro cerca de 5 bilhões de anos, cita a edição Abraham Loeb, da Universidade de Harvard. [ABC]

Essa "Segunda Terra" está localizada em órbita na estrela Proxima Centauri, pertencente ao sistema da estrela Alpha Centauri, a aproximadamente 4 anos-luz do nosso planeta

O mundo habitável mais próximo de nós pode estar na nossa vizinhança espacial, segundo um estudo recém-publicado na revista Nature.
Cientistas da Universidade Queen Mary de Londres, no Reino Unido, dizem que a estrela mais próxima de nosso Sistema Solar, a Proxima Centauri, é orbitada por um planeta do tamanho da Terra, o Proxima b.
"Acredito que essa seja a descoberta mais importante possível de um exoplaneta", diz Carole Haswell, pesquisadora da Open University, em referência ao nome dado a mundos existentes fora do nosso Sistema Solar. "O que poderia superar um planeta habitável que orbita a estrela mais próxima do Sol?"
Entenda a seguir o que torna este achado tão significativo.

1. Proxima b está bem perto de nós

Em escala espacial, esse planeta é praticamente um vizinho da Terra. Está a apenas 4 anos-luz de distância.
Ele estava "escondido" bem embaixo de nossos narizes, orbitando a estrela mais próxima ao nosso Sistema Solar, Proxima Centauri.


Proxima bImage copyrightESO
Image captionO planeta orbita a estrela mais próxima do Sol, Proxima Centauri

2. É um planeta parecido com a Terra

Proxima b tem dimensões bem parecidas com a do nosso mundo.
E, assim como a Terra, cientistas acreditam se tratar de um planeta sólido e rochoso.

3. É possível que tenha água líquida

O planeta está se movendo a 7,3 milhões de km de sua estrela, uma distância consideravelmente menor do que a da Terra para o Sol, de 149 milhões de km.
Mas Proxima Centauri é uma estrela-anã vermelha, ou seja, bem menor e mais fria do que o nosso Sol, então, Proxima b acaba recebendo 70% do fluxo de energia que normalmente atinge a Terra.


Proxima bImage copyrightESO
Image captionProxima b está a uma distância de sua estrela que torna possível a existência de água líquida

Nessas condições, o planeta não é quente ou frio demais para que exista água em estado líquido em sua superfície. Se houver, também pode haver vida nele.
Mas ainda é preciso determinar se ele tem ou não uma atmosfera, o que é muito importante para essa hipótese.

4. Mas a radiação é um problema...

Proxima b orbita um tipo de estrela muito ativa e que emite uma forte radiação por meio de explosões.
Isso tornaria desafiador que qualquer coisa sobreviva em sua superfície, mas alguns cientistas acreditam que esse fator não necessariamente elimina a possibilidade de o planeta abrigar vida.


Escala de estrelasImage copyrightESO
Image captionProxima Centauri é bem menor e mais fria do que o nosso Sol

5. E chegar lá ainda é uma missão impossível

Apesar de ser o exoplaneta mais próximo que já encontramos, levaríamos, com a tecnologia atual, milhares de anos para percorrer os 40 trilhões de quilômetros que nos separam dele.
Ainda assim, é um ótimo objeto de estudo para a ciência. E, com a ajuda de telecópios posicionados na Terra e no espaço, será possível observá-lo mais de perto para checar se Proxima b de fato tem as condições ideias para vida.
"Claro, ir até lá atualmente é ficção científica", diz Guillem Anglada-Escudé, integrante da equipe que revelou a existência do planeta.
"Mas não é mais apenas um exercício de imaginação pensar em enviar uma sonda até ele algum dia." [Fonte: BBC Brasil]

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Cientistas descobrem 3 planetas semelhantes à Terra

Um grupo internacional de cientistas descobriu três planetas de tamanhos e temperaturas semelhantes às da Terra que orbitam ao redor de uma estrela anã ultrafria a apenas 40 anos luz da Terra, anunciou nesta segunda-feira (2/05/2016) o Observatório Austral Europeu (ISSO).
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Ilustração artística mostra como seria a superfície de um dos três planetas que orbita uma estrela anã ultrafina que fica a apenas 40 anos luz da Terra (Foto: ESO/M. Kornmesser/AP)Ilustração artística mostra como seria a superfície de um dos três planetas que orbita uma estrela anã ultrafina que fica a apenas 40 anos luz da Terra (Foto: ESO/M. Kornmesser/AP)
Os astrônomos fizeram esta descoberta ao detectar através do telescópio TRAPPIST, instalado no Observatório La Silla (Chile), que esta estrela desvanecia em intervalos regulares, o que significa que vários objetos passavam entre ela e a Terra.
Segundo os astrônomos, a estrela TRAPPIST-1, que fica na constelação de Aquário, é uma estrela anã frágil, mais fria e vermelha que o Sol, e de um tipo muito comum na Via Láctea, mas se trata da primeira vez que foram encontrados planetas gravitando ao seu redor.
Os achados deste estudo, publicado pela revista "Nature", foram defendidos com entusiasmo por Emmanuël Jehin, um dos cientistas envolvidos - "se trata de uma mudança de paradigma" - e por Julien de Wit, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, (MIT, EUA), "é um passo gigante na busca de vida no Universo".
"Se queremos encontrar vida em outros lugares do Universo, aí é onde devemos começar a buscar", explicou o responsável pela equipe de astrônomos, Michaël Gillon, do Instituto de Astrofísica e Geofísica da Universidade de Liège, Bélgica.
Determinar o tamanho destes três planetas foi possível graças a aparelhos ópticos maiores, como o instrumento HAWK-I, instalado no telescópio de longo alcance (VLT, e de oito metros) do Observatório La Silla.
O estudo constatou que do trio de planetas, dois deles demoram 1,5 e 2,4 dias respectivamente para completar sua órbita, enquanto o terceiro gasta entre 4,5 e 73 dias.
A consequência destes períodos orbitais tão curtos é que "os planetas estão entre 20 e 100 vezes mais perto de sua estrela que a Terra do Sol", explicou Gillon.
Paradoxalmente, os dois planetas mais próximos recebem só quatro e duas vezes a radiação que a Terra recebe, enquanto o terceiro, exterior, provavelmente recebe menos que a Terra.
Atualmente estão em construção vários telescópios gigantes com os quais De Wit acredita poder estudar estes planetas e suas atmosferas, "primeiro na busca de água e depois de plantas de atividade biológica".
O ISSO espera abrir uma nova via para a caça de exoplanetas que possam ser habitáveis, "primos" da Terra em condições, como os descobertos neste estudo.[Fonte: G1]

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Descoberto primeiro exoplaneta quase do tamanho da Terra na zona habitável de uma estrela igual ao Sol

CONCEPÇÃO ARTÍSTICA COMPARA TERRA COM O KEPLER 452B (FOTO: NASA/JPL-CALTECH/T. PYLE)

Os astrônomos estão chegando cada vez mais perto de achar uma segunda Terra no cosmos. Um mundo desses pode, um dia, se tornar o segundo lar da humanidade, ou se já abrigar vida, oferecer a valiosa oportunidade de estudá-la. Na semana passada, pesquisadores brasileiros anunciaram ter encontrado um gêmeo de Júpiter orbitando uma gêmea do Sol - teorias recentes sugerem que isso pode significar um Sistema Solar igual ao nosso; nesta quinta-feira (23), a NASA organizou uma coletiva de imprensa para divulgar a descoberta do primeiro exoplaneta com tamanho relativamente parecido com o da Terra orbitando uma estrela igual ao Sol em sua zona habitável, ou seja, onde a temperatura é amena o suficiente para permitir a presença de água líquida na superfície. O astro deve ser detalhado em breve em um artigo no The Astronomical Journal.
O Kepler-452b é o menor planeta já encontrado na zona habitável de uma estrela e é 1,5 bilhão de anos mais velho que a Terra: oportunidade substancial para a vida surgir
“No ano do vigésimo aniversário da descoberta que provou que outros sóis abrigam planetas, o explorador de exoplanetas Kepler descobriu um planeta e uma estrela que mais se assemelham à Terra e ao nosso Sol”, disse John Grunsfeld, administrador associado do Diretório de Missões Cientificas da NASA. Apesar de ter um diâmetro 60% maior que o da Terra, o Kepler-452b é o menor planeta já encontrado nessa região privilegiada.
Sua massa e composição ainda não foram determinadas, mas pesquisas prévias sugerem que mundos deste tamanho possuem boas chances de serem rochosos. Além do Kepler-452b, outra confirmação elevou para 1.030 o número de exoplanetas que conhecemos. Outros 11 possíveis mundos pequenos em zonas habitáveis foram acrescentados hoje à lista dos candidatos que ainda precisam ser confirmados - eles já chegam a 4.696.
O Kepler-452b, localizado a 1,4 mil anos-luz, na constelação do Cisne, possui semelhanças notáveis com a Terra. O ano lá dura 385 dias, o equivalente a uma órbita só 5% mais longa que a nossa; a distância até a estrela também é 5% maior, só que ela é 20% mais brilhante e tem um diâmetro 10% mais avantajado que o do Sol, mesmo tendo a mesma temperatura. Isso acaba compensando a diferença de distância. Mas o mais interessante é a idade da Kepler-452: ela tem 6 bilhões de anos, 1,5 bilhões a mais que o Sol.
“Nós podemos pensar no Kepler-452b como um primo mais velho e maior que a Terra, fornecendo uma oportunidade de entender e refletir a respeito de nosso ambiente em evolução”, explicou Jon Jenkins, líder de análise de dados da missão Kepler e da equipe que descobriu o exoplaneta. “É inspirador pensar que esse planeta passou 6 bilhões de anos na zona habitável de sua estrela; mais tempo que a Terra. Isso é uma oportunidade substancial para a vida surgir, caso todos os ingredientes e condições necessárias existam nesse planeta.”[Fonte: Galileu]

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Descoberto novo tipo de planeta de composição rochosa onde pode existir vida

O Kepler-10c, considerado uma megaterra. (Foto: Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics/David Aguilar)
Concepção artística mostra o sistema Kepler-10, que integra dois planetas rochosos; em primeiro plano, o Kepler-10c, considerado uma megaterra; no fundo, o planeta Kepler-10b.
A descoberta de um planeta rochoso pesando 17 vezes mais do que a Terra surpreendeu os astrônomos. Até então, pensava-se que a força gravitacional de um planeta tão robusto atrairia um envelope de gás durante sua formação, transformando-o em um gigante gasoso, como Júpiter ou Netuno

Uma equipe internacional de astrônomos liderados pela Universidade de Genebra descobriu a existência de um novo tipo de planeta, de composição rochosa e com uma massa 17 vezes maior que a Terra, informou nesta segunda-feira a instituição.


A característica rochosa deste planeta, batizado de "Kepler-10c" em homenagem ao nome do satélite que o detectou pela primeira vez, indica a possibilidade de existência de vida, segundo afirmou em um comunicado o cientista Stéphane Udry, coautor do estudo.
O novo planeta se situa a cerca de 560 anos-luz da Terra, o que significa que está um pouco mais longe do que o "Kepler-186f", que foi o primeiro planeta descoberto fora do sistema solar, há cerca de dois meses, com um tamanho comparável ao da Terra e no qual se acredita que pode existir água em estado líquido.
O planeta "Kepler-10c" dá uma volta ao redor de uma estrela similar ao sol em 45 dias e se encontra na direção da constelação de Dragão.
Calcula-se que sua idade é de 11 bilhões de anos, ou seja, três bilhões de anos depois do "Big-Bang", época na qual existiam poucos elementos químicos necessários para a criação de grandes planetas rochosos, como o silício e o ferro.
A descoberta é também uma prova que houve planetas de tipo terrestre que se formaram muito cedo na história do universo e que, portanto, os astrônomos não devem negligenciar em seus estudos as estrelas mais antigas em sua busca de planetas habitáveis. EFE/Yahoo.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Água encontrada em asteroide indica existência de exoplanetas habitáveis

Astrônomos anunciaram a descoberta da primeira evidência de água em um corpo celeste rochoso vindo de fora do Sistema Solar. Através dos destroços de um asteroide que orbitava uma estrela exaurida – ou anã branca –, os cientistas determinaram que a estrela GD 61 e seu sistema planetário, localizado a aproximadamente 150 anos-luz do nosso planeta e em seus últimos momentos de vida, têm o potencial de abrigar exoplanetas semelhantes à Terra. 
Essa é a primeira vez que tanto água quanto uma superfície rochosa – dois aspectos considerados fundamentais para a existência de planetas habitáveis e, portanto, vida – foram encontrados juntos além do nosso sistema solar.

Impressão artística mostra asteroide rico em pedras e água sendo despedaçado pela forte gravidade da estrela anã branca GD 61: essa é a primeira vez que água é encontrada além do Sistema Solar
Impressão artística mostra asteroide rico em pedras e água sendo despedaçado pela forte gravidade da estrela anã branca GD 61: essa é a primeira vez que água é encontrada além do Sistema Solar

A Terra é essencialmente um planeta "seco", com apenas 0.02% de sua massa contendo água de superfície, o que significa que oceanos surgiram depois que o planeta tinha se formado: provavelmente quando asteroides cheios de água vindos do Sistema Solar colidiram contra o nosso planeta. Pesquisadores das universidades de Cambridge e Warwick que publicaram o estudo na revista Science acreditam que o mesmo "sistema de entrega" de água possa ter ocorrido no distante sistema solar dessa estrela.
Evidências obtidas com base em análises do telescópio espacial Hubble e do observatório astronômico Keck, no Havaí, sugerem que esse sistema continha um tipo similar de asteroide rico em água – o mesmo que teria trazido o elemento pela primeira vez à Terra. O corpo celeste analisado é composto por 26% de água em sua massa, quantidade bastante parecida à de Ceres, outrora considerado o maior asteróide do Sistema Solar e hoje um planeta anão.[Fonte: JB]

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Telescópio Kepler identifica novo planeta a 700 anos-luz da Terra

Concepção artística mostra exoplaneta Kepler 78b próximo à sua estrela (Foto: Divulgação/Cristina Sanchis Ojeda/MIT)
Cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês) descobriram um exoplaneta de tamanho próximo ao da Terra que realiza uma volta completa em torno de sua estrela em apenas oito horas e meia. O corpo celeste foi identificado com base em observações feitas pelo telescópio Kepler, da agência espacial americana (Nasa).
A pesquisa foi publicada no periódico científico "Astrophysical Journal". O movimento de orbitar ao redor da estrela, conhecido como translação, leva 365 dias ou um ano para ser realizado pela Terra em torno do Sol.O planeta foi batizado de Kepler 78b pelos pesquisadores. Ele está localizado a 700 anos-luz da Terra, diz uma nota divulgada pelo MIT.
Temperatura alta
O Kepler 78b está muito próximo de sua estrela - o diâmetro de sua órbita é apenas três vezes maior do que o do astro. Os pesquisadores estimam que sua superfície tenha temperatura muito alta, chegando a 2,7 mil ºC.

"Em um ambiente tão escaldante, a camada mais superficial do planeta provavelmente está derretida, criando um oceano de lava enorme e turvo", afirma a nota divulgada pelo MIT.
Os pesquisadores dizem ter conseguido detectar luz emitida pelo corpo celeste - a primeira vez que isso ocorre em um exoplaneta tão pequeno quanto o Kepler 78b. "A luz, quando for analisada com telescópios maiores e mais potentes, pode ajudar a dar detalhes sobre a composição da superfície do planeta", ressalta a nota. [Fonte: G1]

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Descobertas fantásticas feitas pelo telescópio Kepler

Kepler-20

Outro achado importantíssimo da sonda Kepler é o sistema Kepler-20. Formado por uma estrela e outros cinco planetas, o sistema é o primeiro encontrado pelo telescópio a contar com corpos de tamanhos similares ao da Terra orbitando uma estrela que não é o Sol. 

Kepler-16b

O Kepler-16b foi encontrado nos idos de 2011 e, para a surpresa dos cientistas e fãs da ficção científica, é muito parecido com o planeta imaginário Tatooine, que aparece na saga “Guerra nas Estrelas”. É o primeiro planeta de que se tem notícia a orbitar duas estrelas. 

Kepler-16b

O Kepler-16b foi encontrado nos idos de 2011 e, para a surpresa dos cientistas e fãs da ficção científica, é muito parecido com o planeta imaginário Tatooine, que aparece na saga “Guerra nas Estrelas”. É o primeiro planeta de que se tem notícia a orbitar duas estrelas. 

Kepler-22b

No final do seu primeiro ano em órbita, o telescópio Kepler realizou uma das suas mais importantesdescobertas. O planeta Kepler-22b é o primeiro encontrado pela sonda a contar com a chamada “zona habitável”, isto é, com condições favoráveis ao surgimento de vida.

Kepler-36c e 36b

Graças aos dados compilados pelo telescópio Kepler, uma equipe de cientistas da Universidade de Harvardencontrou dois curiosos planetas, os chamados Kepler-36c e Kepler 36-b. A dupla conta com as órbitas mais próximas já vistas no espaço, cerca de 20 vezes mais próximos que outros corpos do nosso sistema. Ambos estão localizados a uma distância de 1.200 anos-luz da Terra. 

Kepler-47

Se em 2011 o Kepler encontrou um planeta que orbitava duas estrelas (Kepler-16b), no ano seguinte a sonda realizou uma descoberta tão intrigante quanto: vários planetas orbitando duas estrelas. E um dos corpos, explicou a NASA, conta ainda conta com a tal “zona habitável”, a região que oferece condições favoráveis ao surgimento de vida. 

Kepler-62

Uma das últimas descobertas do Kepler aconteceu já em 2013, o sistema Kepler-62, que é formado por uma estrela e cinco planetas. A estrela não tem semelhanças com o Sol, é menor, mais fria e mais antiga que a nossa estrela. O destaque entre os planetas fica por conta do Kepler-62f, 40% maior que a Terra e é o melhor exoplaneta de zona habitável já encontrado.

Kepler-69

Outra descoberta feita pelo Kepler na mesma época do sistema K-62 é o sistema da estrela Kepler-69, similar ao Sol e que fica localizada a 2.700 anos-luz da Terra. É composto por dois planetas, o Kepler-69c e o 69b. 

[Fonte: Exame.Abril]

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Exoplaneta rosa desafia principal teoria de formação de planetas

Recém-descoberto GJ 504b tem uma temperatura de cerca 237 °C e aproximadamente quatro vezes a massa de Júpiter - Foto: NASA's Goddard Space Flight Center/S. Wiessinger / Divulgação

Astrônomos anunciaram a descoberta de um planeta com mais de quatro vezes a massa de Júpiter e tamanho similar, orbitando sua estrela nove vezes mais afastado que o maior planeta do Sistema Solar em relação ao Sol. Com o uso de um telescópio no Havaí, a equipe também conseguiu revelar a cor do corpo celeste: magenta profundo. A relação entre a distância da estrela e a massa do exoplaneta, denominado GJ 504b, representa um desafio para as teorias sobre como os planetas se formam. 
"Se pudéssemos viajar para esse planeta gigante, veríamos um mundo ainda brilhando no calor de sua formação com uma cor que lembra uma escura flor de cerejeira", afirmou Michael McElwain, integrante do grupo de cientistas da Nasa - a agência espacial americana - que descobriu o planeta.
GJ 504b, é o planeta de menor massa já descoberto ao redor de uma estrela como o Sol. De acordo com a teoria mais aceita, chamada de core-accretion, estrelas como essas não têm “metais” em quantidade suficiente para formar os núcleos maciços de planetas gigantes. Planetas como Júpiter começam a se desenvolver no "disco" cheio de gás que envolve uma estrela jovem. O núcleo produzido por colisões entre asteroides e cometas fornece uma "semente", e quando atinge massa suficiente sua atração gravitacional rapidamente atrai gás do disco para formar o planeta.os:
Enquanto esse modelo explica bem planetas até a distância de Netuno, a cerca de 30 vezes a distância média entre a Terra e o Sol (30 unidades astronômicas), a teoria se torna problemática para mundos localizados mais longe de suas estrelas. GJ 504b fica a uma estimada distância de 43,5 unidades astronômicas de sua estrela.
"Esse está entre os planetas mais difíceis de explicar no tradicional âmbito de formação planetária", explica o astrônomo Markus Janson. "Sua descoberta implica na conclusão de que precisamos reconsiderar seriamente teorias de formação alternativas, ou até reavaliar alguns dos pressupostos básicos da teoria de core-accretion".[Fonte: Terra]

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Universo tem mais um planeta azul mas fora do Sistema Solar



Imagem captada através do telescópio espacial Hubble - foto M. KORNMESSER / AFP

Astrónomos conseguiram determinar, pela primeira vez, a verdadeira cor de um planeta fora do Sistema Solar, azul como a Terra, embora mais intenso, anunciou em comunicado a agência espacial europeia.
A determinação da cor, azul-cobalto, do planeta HD 189733b, foi obtida à custa de observações do telescópio espacial Hubble.
O exoplaneta (planeta fora do Sistema Solar, que orbita uma estrela muito próxima) está relativamente perto da Terra, a 63 anos-luz, e a sua cor não é o reflexo de águas tropicais, mas antes se deve a partículas de silicato que, conforme admitem os investigadores, compõem a sua atmosfera e irradiam luz azul.
O HD 189733b é um gigante de gás com uma atmosfera turbulenta a rondar os mais de mil graus centígrados.
Para definirem o que o planeta é aos olhos humanos, os astrónomos mediram a quantidade de luz refletida fora da sua superfície.
A Terra parece azul vista do Espaço, porque os oceanos absorvem comprimentos de onda vermelhos e verdes mais vigorosamente do que os azuis e refletem a matiz azulada do firmamento.[Fonte: JN]

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