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segunda-feira, 25 de abril de 2011

Trio de estrelas vermelhas intriga astrônomos



O telescópio Kepler fez uma descoberta recentemente que tem intrigado os cientistas: três estrelas foram observadas “dançando” graciosamente, mas desacompanhadas de melodia.

A maioria das estrelas gera grandes sons em seu interior enquanto orbita, e o Kepler é capaz de detectar a mudança resultante disso na luz que elas emitem.

O estudo dos sons dentro das estrelas é conhecido como astrosismologia. O Kepler já mediu o “som” de mais de 500 estrelas. Conforme os processos de convecção dentro das estrelas movem massas de material a partir do núcleo, ondas de grande pressão (em essência, ondas sonoras de frequência muito baixa) são criadas.

Como os gases são comprimidos e rarefeitos, mudanças de temperatura levam a mudanças na luz que sai das estrelas. Os sons dentro das estrelas oferecem pistas sobre elas, e podem ser inferidos a partir dessas pequenas mudanças na “curva de luz” que os telescópios medem.

No entanto, os astrônomos afirmam que uma nova gigante vermelha identificada é inesperadamente quieta. A HD181068A é orbitada por duas estrelas menores, anãs vermelhas, que orbitam uma a outra.

Isso já é um caso incomum – o sistema “triplamente eclipsar”. Do ponto de vista de Kepler, as duas estrelas binárias menores passam em frente uma da outra à medida que orbitam, passando na frente da gigante vermelha.

Essas conclusões vêm das quantidades minúsculas de luz bloqueadas por cada estrela que o Kepler mede. Não é a primeira vez que um sistema eclipsar triplo é identificado; a honra vai para KOI 126, descoberto em fevereiro.

Mas o silêncio da nova gigante vermelha confundiu os pesquisadores. Segundo eles, a estrela deveria pulsar. Toda gigante vermelha mostra algumas oscilações (a superfície deve mostrar algumas ondas na curva de luz) que podem ser estimadas. A HD181068 não mostra.

Os cientistas acreditam que as forças gravitacionais que trabalham entre as três estrelas podem “amortecer” essas oscilações na superfície da gigante. Isso porque as duas estrelas menores orbitam uma a outra em 0,9 dias, enquanto o esperado período de oscilações entre os sons da gigante vermelha é quase exatamente a metade. Pode ser que o par binário pare as oscilações da gigante vermelha passando pela superfície da estrela nos momentos certos.

Outros astrônomos têm teorias diferentes. Quando as estrelas estão em um sistema binário ou triplo, e uma delas queima todo seu hidrogênio e se torna uma gigante vermelha, se estiver perto o bastante pode começar a “doar” uma parte de seu material para outras estrelas. Esta é apenas uma evidência circunstancial, mas talvez a estrutura interna da gigante não seja mais a mesma, o que de alguma forma afeta sua capacidade de pulsar.

De qualquer forma, as descobertas de Kepler significam que outros exemplos de sistemas deste tipo podem aparecer em breve. Eles não devem ser tão raros, e provavelmente os cientistas vão descobrir mais sobre eles daqui uns anos, podendo dar melhores explicações a respeito. [BBC/Hypescience]

O perfeito espiral da galáxia M74


Se não é perfeito, esse espiral é, pelo menos, muito fotogênico. Essa galáxia tem 100 bilhões de estrelas e fica a 32 milhões de anos-luz, na direção da constelação de Peixes.

A M74 possui vários aglomerados de estrelas, que você vê em azul, e corredores mais escuros de poeira cósmica.
A imagem que você vê foi obtida com 19 horas de exposição no telescópio Calar Alto que fica na Sierra de Los Filabres, na Espanha. Tem uma largura de 30 mil anos-luz. [Nasa]



terça-feira, 12 de abril de 2011

Primeiro voo espacial tripulado foi há 50 anos



"Poyekhali!" (Vamos!) foi a primeira palavra que o cosmonauta russo Yuri Gagarin disse pela rádio depois da descolagem do foguetão Vostok1, a 12 de abril de 1961, que levou o primeiro humano para o espaço.

Foi um voo de apenas 108 minutos, a uma altitude de 315km, que completou uma única órbita à volta da Terra, anunciado publicamente quando o jovem piloto da Força Aérea soviética, então com 27 anos, já estava a pairar no espaço.

Mas surpreendeu o mundo, que ganhou um novo herói, recebido em apoteose pelas multidões em todos os países que visitou. E transformou-se num dos grandes marcos históricos da conquista espacial.

Gagarin: "A Terra é azul!"

"A Terra é azul" e "Estou a ver a Terra! É tão bonita!" exclamou Gagarin quando estava lá em cima. A primeira frase do jovem major russo ficou para a história.

Mas a conquista espacial tinha muito pouco de romântico, porque esteve marcada desde os primeiros passos pela disputa entre as duas superpotências da altura: os EUA e a União Soviética.

Por isso mesmo, o primeiro voo espacial tripulado foi uma pesada derrota para os EUA. A agência espacial norte-americana, a NASA, só conseguiu colocar no espaço um astronauta - Alan Shepard - em maio de 1961, e apenas através de um voo suborbital de 15 minutos.

A vez de John Glenn

Em fevereiro de 1962 a NASA pôs finalmente John Glenn a fazer três órbitas completas à volta da Terra, a bordo da nave Mercury Friendship 7. Gagarin, entretanto, nunca mais voltou ao espaço, embora tenha continuado a trabalhar no programa espacial soviético.

E a União Soviética continuou a marcar pontos. Em 1963, Valentina Tereshkova tornava-se na primeira mulher a viajar no espaço; em 1965, Alexei Leonov foi o primeiro cosmonauta a flutuar fora da sua cápsula; e em 1966 o módulo Luna 9 foi a primeira nave a pousar na Lua com sucesso.

A exploração espacial estava a avançar em força. Na altura do histórico voo de Gagarin, os EUA e a União Soviética já tinham realizado cerca de 100 lançamentos, colocado satélites em órbita e lançado naves para o espaço interplanetário.

Morte aos 34 anos

Gagarin acabou por morrer num acidente a 27 de maio de 1968, apenas com 34 anos, durante um voo de treino de um MIG 15 da Força Aérea soviética. O acidente, onde perdeu também a vida o instrutor de voo, esteve envolto em mistério durante décadas, e deu mesmo origem a várias teorias da conspiração.

Mas a queda da União Soviética em 1991 permitiu a divulgação de documentos desclassificados nos anos seguintes, relativos a inquéritos levados a cabo pelo KGB, pelo governo e pelas Forças Armadas.

As dúvidas permaneceram, e no passado dia 9 de abril as autoridades russas revelaram que a causa mais provável do acidente aéreo de Yuri Gagarin terá sido uma manobra brusca do piloto para evitar uma sonda atmosférica.

Factos relativos ao famoso voo da Vostok I ficaram também em segredo. Um deles é que Yuri Gagarin ejectou-se, na fase da reentrada na atmosfera, da cápsula que o levou de volta à Terra, descendo de pára-quedas até ao solo.

Esta operação estava planeada, mas as autoridades soviéticas negaram-na durante anos, porque o voo não teria sido reconhecido por várias organizações internacionais, a não ser que o piloto tivesse acompanhado a nave até à aterragem.

Entre o sonho e a realidade

"A primeira pessoa que vai viajar para o planeta Marte já nasceu", afirmou entretanto o astronauta italiano da Agência Espacial Europeia (ESA) Paolo Nespoli, a propósito dos 50 anos do primeiro voo espacial tripulado.

Nespoli está na Estação Espacial Internacional, um dos maiores projetos científicos de sempre, mas o otimismo do astronauta europeu está a anos-luz de distância dos cenários fantásticos que eram desenhados nos primeiros anos da exploração do espaço.

A construção de bases espaciais permanentes na Lua, a colonização de Marte ou a mineração dos asteroides pareciam estar ao alcance da civilização humana no curto prazo, até ao final do século XX.

Mas estes eram cenários alimentados pela disputa entre as duas superpotências, que proporcionavam orçamentos astronómicos para financiar a conquista espacial, onde a prioridade não era a ciência mas a política.

Quando esta disputa acabou e os contribuintes tiveram uma palavra a dizer, tudo recuou rapidamente, e ainda hoje não sabemos ao certo quando haverá bases permanentes no único satélite natural da Terra ou no planeta Marte, apesar de terem emergido três novos protagonistas na corrida espacial: a Europa, a China e a Índia. [Fonte: Expresso]

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Via Láctea pode ter até 2 bilhões de 'planetas Terras', diz pesquisa



Um estudo produzido pela Agência Espacial dos Estados Unidos (Nasa) baseado nas imagens do telescópio Kepler aponta que a Via Láctea, galáxia onde o nosso planeta está situado, pode ter até 2 bilhões de outros planetas com tamanho parecido com a da Terra. Além disso, os especialistas avaliam a possibilidade de existir mais de 50 bilhões de outras galáxias no Universo.

De acordo com os cientistas do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, após verificação divulgada em fevereiro pelo telescópio, a avaliação é de que até 2,7% das estrelas parecidas com o Sol possam ter planetas com dimensões até duas vezes maior que o nosso planeta.

Além disso, a possibilidade de existência de vida foi considerada, pois a maioria pode estar no que é chamado de "zona habitável", com distância entre as estrelas que permitem a presença de água, condição primordial para a presença de seres vivos. [Fonte: SRZD]

Asteroide de 400 metros de diâmetro vai passar a 384 mil km da Terra


Um asteroide com 400 metros de diâmetro vai passar a cerca de 384 mil quilômetros do Planeta Terra nos primeiros dias de novembro. A distância é considerada "curta" por astrônomos da Agência Espacial dos Estados Unidos (Nasa). Os especialistas consideram o fenômeno espacial como um acontecimento raro.

"A aproximação com a Terra do asteroide 2005 YU55 é incomum pela curta distância e pelo seu tamanho. Em média, ninguém esperaria que um objeto deste porte passasse tão perto em 30 anos", declarou o astrônomo Don Yeomans.

Uma listagem feita por uma universidade americana classificou o objeto espacial na categoria de "potencialmente perigoso". Apesar disso, os cientistas estão animados com a passagem do asteroide, por conta da possibilidade de captar imagens em alta resolução e contribuir com as pesquisas. [Fonte: SRZD]

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Lixo espacial em rota de colisão põe a ISS em alerta vermelho


Um pequeno pedaço de lixo espacial flutuou para perigosamente perto da Estação Espacial Internacional (ISS) nesta terça-feira (05/04/11), o que levou a Nasa a determinar que os três astronautas a bordo buscassem refúgio numa cápsula salva-vidas.

O Controle de Missão deu a ordem depois de determinar que não haveria tempo suficiente para tirar o posto orbital do caminho do detrito.

O destroço – com tamanho estimado de 36 centímetros quadrados – é de um satélite chinês que foi deliberadamente destruído em 2007, como parte de um teste de armas. A previsão é de que passe a menos de 5 km da ISS, o que desencadeou o alerta vermelho, nível máximo de ameaça da Nasa.

Na última sexta-feira, a estação espacial teve de ser tirada do caminho de um resíduo da colisão entre dois satélites, ocorrida em 2009.

Destroços são um problema cada vez maior em órbita, por conta das colisões e da destruição de naves e satélites. A uma velocidade de 8 km por segundo, o dano pode ser grave, mesmo se o projétil tiver poucos centímetros. Descompressão – perda de atmosfera por conta de um furo na nave ou no traje espacial – está no topo da lista de riscos dos astronautas.

Mais de 12.500 pedaços de detrito espacial orbitam a Terra. O número se refere apenas aos que têm tamanho suficiente para serem rastreados.

O Controle de Missão alertou a tripulação para o risco na manhã desta terça, poucas horas depois de a ameaça ter sido identificada. Os três astronautas a bordo são o comandante russo Dmitry Kondratyev, a americana Catherine Coleman e o astronauta italiano Paolo Nespoli.

A órbita do lixo espacial é errática, diz o porta-voz da Nasa, Josh Byerly. É até possível que o risco de colisão diminua. Mas, se o alerta vermelho perdurar, os astronautas terão de se refugiar na cápsula Soyuz que serve de salva-vidas para a ISS, remover as linhas de ventilação entre a cápsula e os principais módulos da estação, lacrar as comportas e ligar o rádio de bordo.

Eles terão de entrar na Soyuz cerca de dez minutos antes do instante previsto para a aproximação máxima, que atualmente é 17h21 desta tarde (horário de Brasília). A permanência mínima seria de 15 minutos.

A última vez que a tripulação teve de se refugiar numa Soyuz foi em 2009.

Uma nova tripulação de três astronautas está a caminho da ISS, depois de ter decolado do Casaquistão na segunda-feira (04/04/11).
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