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sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Uma galáxia com 40 bilhões de Terras



A Via Láctea, vista de cima: 
muitos outros planetas, 
além da Terra, podem 
abrigar vida(Nasa/VEJA)
Na Via Láctea não há apenas uma Terra. Há 40 bilhões delas. O Kepler-186f, planeta fora do Sistema Solar muito semelhante ao nosso, descoberto no último dia 17, provavelmente será conhecido como o primeiro dessa espécie. Em um futuro próximo, contudo, muitos planetas assim, parecidos com a Terra, serão revelados pelos astrônomos.
Com dimensões muito próximas às do mundo onde vivemos, o Kepler-186f deve ser rochoso e composto também de ferro, água e gelo, segundo cientistas. Isso significa que sua atmosfera também deve ser parecida com a nossa. Ele orbita a zona habitável de uma estrela anã - ou seja, uma faixa nem muito próxima e nem muito distante de sua fonte de calor e luminosidade, o que faz com que suas temperaturas não sejam extremas. Essa é uma das características que mais empolgou a comunidade científica: o planeta tem grandes chances de ter água na forma líquida, uma das condições fundamentais para a existência de vida sobre sua crosta.
"Essa descoberta mostra que realmente existem planetas do tamanho do nosso em zonas habitáveis", afirma a astrofísica Elisa Quintana, principal pesquisadora da Nasa responsável pela revelação do Kepler-186f. "Estamos percebendo que há muitos como ele e, por isso, as chances de existir vida em outros planetas é muito alta."
Até 2010 ainda não havia confirmações de que outros lugares no espaço poderiam reunir as mínimas condições propícias à vida - água na forma líquida, energia e algum dos seis elementos fundamentais para a existência (carbono, hidrogênio, oxigênio, nitrogênio, fósforo e enxofre). No entanto, com o lançamento de missões como a Kepler, há cinco anos, e o avanço de telescópios capazes de visualizar e enxergar não só partes longínquas do cosmo, mas também pequenos planetas (do tamanho da Terra ou menores que ela), os cientistas estão percebendo que, sim, há bilhões de planetas que exibem as mesmas características do nosso. E deles, o Kepler-186f é o mais semelhante à Terra até agora. Então por que, entre inúmeras possibilidades, seríamos os únicos privilegiados com a vida?
Para a Nasa, vida é oficialmente definida como "um sistema químico auto-sustentado, capaz de sofrer evolução Darwiniana". Não significa dizer que há animais ou civilizações como as criadas pelo homem em planetas afastados. Mesmo organismos muito simples, como vírus ou colônias de bactérias, significam vida para a Nasa e para as quase 150 missões em todo o mundo que buscam planetas fora do Sistema Solar. Em conjunto, eles tentam responder à questão que inquieta astrônomos desde a Antiguidade: estamos sozinhos no universo? Ainda não chegou a confirmação categórica de que existe vida fora da Terra. Mas o conjunto de evidências, que agora ganhou reforço com a existência do Kepler-186f, indica que a resposta está cada vez mais próxima. E talvez a pergunta a ser respondida nos próximos anos seja outra: que tipo de vida nos cerca?
A descoberta de mundos - A divulgação do novo planeta mereceu a atenção de todo o mundo porque era aguardada desde a metade do século XX pelos cientistas. Foi nessa época, com o lançamento de telescópios como o Hubble, que os cientistas puderam, finalmente, ter imagens nítidas do cosmo. Com elas, perceberam que vivemos em um universo muito mais rico e cheio de planetas do que antes se imaginava. As novas informações indicaram a possibilidade da existência de diversos sistemas estelares, ou seja, que outras estrelas, além do Sol, têm planetas orbitando ao seu redor. A confirmação dessa hipótese, entretanto, só veio em 1995, quando astrônomos da Universidade de Genebra, na Suíça, identificaram um planeta feito de gás, como Júpiter, em volta de uma estrela, a 51 Pegasi. Assim, faz menos de 20 anos que sabemos que outros sistemas solares, como o nosso, podem povoar o universo.
"Nossa galáxia tem cerca de 300 bilhões de estrelas e estamos rapidamente confirmando a noção de que todas têm planetas rochosos ao seu redor", afirma o astrofísico Stephen Kane, da Universidade Estadual de São Francisco, nos Estados Unidos, coautor da pesquisa que descreveu o Kepler-186f. "Resultados da missão Kepler têm nos mostrado que, quanto menor o planeta, mais comum é sua existência. Assim, parece-nos que planetas rochosos são muito frequentes. Ainda precisamos saber quantos deles estão em zonas habitáveis, mas as primeiras estimativas já mostram que o número também deve ser incrivelmente alto."
A última conta feita pelos cientistas, publicada em novembro de 2013 na revista Pnas, mostra que uma em cada cinco estrelas como o Sol tem pelo menos um planeta do tamanho da Terra em sua zona habitável. Isso significa que só na Via Láctea podem existir 11 bilhões de planetas como o nosso. Se na conta entrarem os planetas ao redor de estrelas anãs, o número sobre para 40 bilhões. De acordo com os autores do estudo - entre eles Geoffrey Marcy, da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos,um dos "caçadores de planetas" mais bem-sucedidos da astronomia moderna - o mais próximo pode estar a 12 anos-luz de distância (cada ano-luz equivale a 9,46 trilhões de quilômetros).
Ou seja, os astrônomos imaginavam que planetas como o Kepler-186f existiam aos bilhões, mas ainda não tinham visto nenhum. A cerca de 500 anos-luz do Sol, o novo planeta orbita uma estrela anã, o tipo mais comum em nossa galáxia - elas são mais de 70% das centenas de bilhões de estrelas.
"Há pelo menos um século tínhamos ideias sobre os planetas fora do sistema solar e há mais de cinquenta anos desenvolvemos o conceito de zona habitável. Ainda não contávamos, no entanto, com telescópios potentes para fazer os experimentos e ter as confirmações que precisávamos sobre eles. Agora finalmente possuímos essa tecnologia", afirma Kane. "Nos próximos anos, muitas descobertas devem ser feitas. Só nos dados da missão Kepler há várias, aguardando para serem reveladas."
Missões do futuro - A sonda Kepler, que forneceu os dados para a revelação do novo planeta, foi a grande alavanca para a explosão de novos planetas encontrados pelos cientistas nos últimos anos. Lançada em março 2009 pela agência espacial americana, ela tinha o objetivo principal de procurar planetas parecidos com o nosso, durante quatro anos. Seu telescópio e um sistema de imagens em alta definição são capazes de identificar mesmo planetas considerados pequenos, como a Terra. Em relação ao Hubble, a Kepler tem duas vantagens: capta mais estrelas em detalhes e faz imagens mais nítidas por possuir um filtro que diminui as interferências luminosas e detecta diferentes cores.
Até agora, a maior parte dos planetas revelados por ela tem um tamanho intermediário entre a Terra e Netuno, quatro vezes maior que a Terra. A análise das informações dos três primeiros anos da missão já identificou 3 845 possíveis candidatos a planetas. Desses, 962 foram confirmados.
Como outras missões de busca, a Kepler tem mais facilidade em identificar grandes planetas. Eles são mais visíveis e facilmente monitorados pelos telescópios em regiões longínquas do cosmo. Por isso, grande parte das descobertas são de super-Terras, planetas mais pesados e maiores que Terra, ou gigantes gasosos, bolas de gás como Júpiter, planeta de hidrogênio com massa equivalente à de 317 terras. Lugares assim, no entanto, exibem condições menos propícias à vida - os gigantes gasosos costumam ter uma atmosfera maciça, causando uma grande pressão que praticamente inviabiliza a existência de seres complexos, enquanto as super-Terras têm menor probabilidade de reunir as condições atmosféricas necessárias para garantir a presença de vida.
Por isso, programas espaciais em todo o mundo investem maciçamente em telescópios potentes, capazes de captar planetas menores. Dados e imagens ainda mais precisos que os da missão Kepler - que encerrou a primeira fase de seu programa em 2013 e, no início da segunda fase, chamada K2, teve um problema com o sistema que "mira" o telescópio, mas continua em atividade - virão de programas como aquele que será lançado pela Nasa em 2017, com uma nova geração de telescópios. Nessa data, irá para o espaço o Transiting Exoplanet Survey Satellite (Tess) e o telescópio James Webb, substituto do Hubble. O Tess vai monitorar planetas ao redor de estrelas anãs, enquanto o James Webb pretende examinar a atmosfera desses planetas e procurar substâncias que só poderiam ser geradas por organismos vivos, como os seis elementos essenciais à vida (carbono, hidrogênio, nitrogênio, oxigênio, fósforo e enxofre).
Possibilidade de vida - Quanto mais planetas são descobertos, maior é a probabilidade de achar planetas semelhantes ao nosso e, assim, os astrônomos acreditam que aumente também as chances de encontrar vida em outros lugares do universo. A definição de vida, porém, é algo complexo, que está longe de ser consenso entre os cientistas. O estudo da vida terráquea - o único tipo conhecido até hoje - mostrou que, apesar da grande biodiversidade terrestre, todos os seres são similares: são feitos de células ou, como os vírus, dependem delas; usam ácidos nucleicos como o DNA para armazenar e transmitir informação genética; e possuem um metabolismo similar.
Mas não é impossível a existência de outros tipos de vida espalhados pelo universo. Afinal, mesmo a Terra guarda muitos organismos que ainda são enigmas para os cientistas. Em 2010, pesquisadores da Nasa encontraram uma bactéria em um lago da Califórnia, nos Estados Unidos, que se comporta como um ser extraterrestre: não usava nenhum dos seis elementos fundamentais à existência, mas sobrevivia a partir de arsênio, um elemento altamente tóxico.
"Sabemos que para surgir vida é necessária uma complexidade química mínima, ou seja, moléculas orgânicas e razoavelmente complexas, formadas a partir de elementos básicos. Mas sua origem pode exigir algumas condições especiais. Ainda estamos aprendendo como todos esses elementos se juntam para formar um sistema químico autossustentado, capaz de se reproduzir e evoluir", explica Douglas Galante, pesquisador do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron, em Campinas, e do Núcleo de Pesquisa em Astrobiologia da Universidade de São Paulo (USP).
Por isso, os cientistas ainda procuram corpos vivos no espaço de uma maneira "Terrocêntrica", buscando as condições que proporcionaram o surgimento dos seres por aqui: presença de água líquida ou moléculas orgânicas complexas.
"Mesmo a vida que conhecemos tem uma flexibilidade imensa a diferentes situações. Não é impossível imaginar um universo com muitos planetas, alguns mais quentes, outros frios, porém todos com organismos capazes de lidar com essas condições. Talvez em muitos desses planetas que estamos descobrindo as condições sejam extremas demais para atingir a multicelularidade, ou chegar a uma civilização tecnológica como a nossa. Mas, ainda assim, isso mostraria que a Terra não é privilegiada em ter vida", afirma o cientista.
Um cosmo próspero? - Quando se fala da existência de seres animados no espaço, normalmente os cientistas imaginam formas microscópicas, como as primeiras que provavelmente habitaram a Terra em sua origem.
"Se houver vida, como ela funciona? Podemos estar próximo a um momento de descobrir sistemas vivos completamente novos, novas biosferas para conhecer e explorar. É quase como se estivéssemos no papel do naturalista inglês Charles Darwin, em 1800, a bordo do navio Beagle explorando novas terras e toda a sua riqueza", diz Galante.
Para a maior parte dos astrônomos envolvidos com a busca de planetas fora do Sistema Solar, é muito improvável que, em um universo tão cheio de constelações, planetas e sistemas estelares com condições próximas a nossa, a Terra seja o único lugar a ter desenvolvido organismos vivos. "Sabemos agora que planetas semelhantes à Terra são comuns na Via Láctea. Para nosso planeta ser o único com vida na galáxia, isso significa que a vida é algo incrivelmente raro - uma ocorrência em 40 bilhões. Mas, mesmo que a probabilidade seja apenas de 1 em 1 milhão de possibilidades, isso já significaria muita vida só nessa galáxia", afirma o astrofísico Erik Petigura, pesquisador da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos.
Se essas hipóteses forem confirmadas nos próximos anos pelos cientistas, esses alienígenas, que podem estar na iminência de serem encontrados, causariam uma grande revolução científica, semelhante à provocada pelo astrônomo Nicolau Copérnico, quando ele formulou, no século XVI, a teoria de que o Sol é o centro do Sistema Solar. Teríamos de aprender que somos apenas mais um planeta - e minúsculo - cercado de bilhões de outros com seres diferentes.
"Uma descoberta como essa teria impactos profundos. Até o momento, o conhecimento que temos parte da hipótese de que a Terra é o único lugar do cosmo onde a vida apareceu e evoluiu. Se for provado que a vida é uma consequência natural da formação de planetas nas zonas habitáveis, assim como foi provado que a formação de planetas é uma consequência natural da formação de estrelas, então isso significa que o universo é, literalmente, fértil em vida", diz o astrofísico Stephen Kane. "O único desafio que permanecerá depois disso será descobrir como atravessar as vastas distância que nos separam desses outros seres." [Fonte: Veja.Com]

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Universo se apaga lentamente, diz estudo científico


O Universo está morrendo pouco a pouco, segundo uma equipe internacional de cientistas, que concluiu que a energia produzida atualmente por 200.000 galáxias é duas vezes menor que há dois bilhões de anos.
Os pesquisadores realizaram as medições mais precisas de energia já realizadas até agora em uma ampla zona do espaço.
A energia produzida se dividiu em dois nos últimos dois bilhões de anos e não para de cair, concluíram.
"A partir de agora, o Universo está fadado ao declínio", explicou Simon Driver, membro do Centro Internacional de Pesquisas Radioastronômicas (ICRAR) da Austrália, que participou do projeto.
"O Universo se estirou no sofá, se cobriu com uma manta e se prepara para um sono eterno", acrescentou.
Os pesquisadores utilizaram sete dos telescópios mais potentes do mundo para observar durante oito anos galáxias em 21 longitudes de onda diferentes - como as infravermelhas ou as ultravioletas -, no âmbito do estudo Gama.
O estudo é fruto da colaboração de uma centena de cientistas de mais de 30 universidades australianas, europeias e americanas.
Boa parte da energia que circula no universo foi gerada depois do Big Bang, mas também há uma liberação constante de energia nova graças à fusão termonuclear das estrelas.
"Esta energia nova ou é absorvida pela poeira (...) ou viaja (pelo espaço) até que se choca em algo como uma estrela, um planeta (...)", afirmou Driver.
Os pesquisadores sabem há tempos que o ritmo de criação de estrelas no Universo está em declínio. Mas este estudo demonstra que a produção de energia diminui de forma similar nas diferentes longitudes de onda, ressalta Andrew Hopkins, do Observatório Astronômico Australiano.
Os pesquisadores esperam que os dados recolhidos também permitam melhorar a compreensão do processo de formação de galáxias. [Fonte: Yahoo]

terça-feira, 14 de julho de 2015

Astrônomos descobrem sistema solar com cinco sóis


Reprodução


Se com um Sol já tem dias que a gente simplesmente não consegue viver no calor, imagina se tivéssemos cinco? Pois essa a situação de um novo sistema solar encontrado na constelação de Ursa Maior. O grupo é inédito por sua formação: duas estrelas binárias e um dita simples.

As pares de binárias fazem uma órbita em torno do mesmo centro de gravidade, mas estão bem distantes umas das outras — nada menos do que 21 bilhões de quilômetros. Para se ter noção de como esse sistema é vasto, a distância entre o nosso Sol e Plutão é de 7 bilhões de quilômetros.

“Trata-se de um sistema verdadeiramente exótico. Em principio, não há razão para que ele não contenha planetas. Habitantes desses plantes teriam um céu capaz de botar produtores de Hollywood no chinelo, eles poderiam ter nada menos do que cinco sóis diferentes brilhando ao mesmo tempo no céu”, explica Marcus Lohr, um dos astrônomos responsáveis pela descoberta.

O objetivo dos especialistas agora é que a descoberta seja aprofundada. Encontrar planetas seria um passo e tanto, mas de difícil execução. E apesar do ânimo pelo novo e exótico sistema solar, Lohr informa que essa não é a primeira vez que uma formação dessas é vista. O telescópio Kepler, da Nasa, já descobriu outro grupo de cinco estrelas.[Fonte: Yahoo]

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Novas estrelas encontradas são passo decisivo para entender início do Universo

Reprodução
Um grupo de astrônomos descobriu e observou as “vovós do Universo”. Graças a uma tecnologia avançado, especialistas do Observatório de Paris encontraram três estrelas com 13 bilhões de anos, que pertencem simplesmente à primeira geração de astros do Universo.

A importância desse achado é imensa: com a observação dessas estrelas e dos elementos químicos presentes nelas, é possível ter novos conhecimentos sobre os eventos que levaram à origem das estrelas. De acordo com os especialistas, esses astros teriam surgido 800 milhões de anos após o surgimento do Universo.

As três estrelas observadas pela equipe liderada pelo astrônomo Piercarlo Bonifacio são compostas principalmente por hidrogênio e hélio, contendo pequenas partes de outros elementos — o que surpreende é a alta presença de carbono entre esses outros elementos. Por conta disso, acredita-se que a descoberta abre uma nova categoria existente de astros.

A descoberta levará os especialistas a estudarem mais a fundo eventos do início do Universo. A presença de carbono nas três estrelas, por exemplo, pode levar a estudos mais sofisticados sobre o processo de esfriamento das massas geradas a partir do Big Bang — que, segundo a teoria, é responsável pela existência do Universo.[Fonte: Yahoo]

quinta-feira, 21 de maio de 2015

O céu vai sorrir? A partir das 18h a Lua, Vênus e duas estrelas terão uma formação interessante



NÃO É TODO DIA QUE A LUA SORRI PARA VOCÊ ;) (FOTO: FLICKR/ CREATIVE COMMONS)

Hoje, entre as 6 horas da tarde e as 8 da noite, astros vão formar um rosto sorridente no céu do Brasil. O rosto será formado pela Lua, Vênus e duas estrelas. Como a Lua será crescente, ela ficará parecida com um sorriso. O planeta Vênus ficará na posição do nariz e as estrelas Pollux e Castor, que pertencem à constelação de Gêmeos, vão representar os olhos. O fenômeno foi descrito por um professor no site do Climatempo.

ENCONTRO

Logo depois do anoitecer, Vênus vai surgir muito brilhante. As estrelas vão aparecer em seguida e também com um brilho intenso, o que tornará possível assistir ao espetáculo a olho nu, mesmo em cidades grandes e com poluição luminosa como São Paulo e Rio de Janeiro. [Fonte: Montesclaros.com]

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Cientistas revelam que estrela alienígena esteve na fronteira do Sistema Solar há 70 mil anos

O objeto, uma anã-vermelha batizada de Estrela de Scholz, cruzou os limites de uma região do Sistema Solar conhecida do nuvem de Oort. E ela não estava sozinha. A Estrela de Scholz faz parte de um sistema binário com em que é acompanhada por um outro objeto celeste de menor porte - uma chamada anã-marrom, "estrela fracassada" que não conseguiu acumular massa suficiente para dar início ao processo de fusão de átomos em seu núcleo.
A suspeita com relação à aproximação da estrela, publicada na revista "Astrophysical Journal Letters", foi feita com base em observações de sua trajetória que sugerem que há 70 mil anos ela passou a meros 0,8 anos-luz do Sol. Por comparação, a estrela mais próxima, Proxima Centauri, está há 4,2 anos-luz daqui, ou cerca de cinco vezes mais longe.


No estudo, os astrônomos liderados por Eric Mamajek, da Universidade de Rochester, em Nova York, afirmam com 98% de certeza de que a Estrela de Scholz viajou através do que é, hoje, conhecida como nuvem de Oort - uma vasta região no limite do Sistema Solar onde estão trilhões de aglomerados de rocha, gases e gelo que dão origem a muitos dos cometas. Essa região se assemelharia a esfera de objetos ao redor do Sistema Solar e as estimativas são de que ela se estender a até um ano -luz do Sol.

Para determinar a trajetória da estrela, os pesquisadores avaliaram duas informações: a mudança na distância do Sol até a estrela (sua velocidade radial) e o movimento da estrela no céu (sua velocidade tangencial). A Estrela de Scholz, atualmente, está a 20 anos-luz de distância.[Fonte: Yahoo Notícias]

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Observatório apresenta imagem incrível de uma área de formação de estrelas quase desconehcida

Observatório Europeu do Sul (OES/ESO) apresentou uma imagem incrível do Gum 15, um pouco conhecido acúmulo de estrelas jovens; Assim que elas alcançarem a idade adulta, provavelmente causarão sua morte.
A imagem foi feita nas instalações do observatório em Cadeira (Chile), como parte do programa Joias Cósmicas do OES, e mostra essa nuvem estelar situada na constelação de Vela, a cerca de 3 mil anos luz da Terra.
Gum 15 é um peculiar exemplo de região HII - grandes nuvens de gás e pó que abrigam explosões de formação estelar e estrelas recém-nascidas. Além sua forma interessante, destaca-se a bifurcada mancha escura de pó visível no centro desta imagem e algumas frágeis estruturas de reflexão azul que a atravessam.
O aspecto granulado e irregular dessa nebulosa não é incomum para uma região HII e, novamente, é o resultado das estrelas que contém - jovens, maciças e muito quentes. As regiões HII têm formas diversas porque a distribuição de estrelas e gás em seu interior é muito irregular.
Segundo o OES, essas nuvens formam alguns dos objetos astronômicos mais espetaculares que se podem observar como, por exemplo, a Nebulosa da Águia - que inclui a formação apelidada "Os pilares da criação" - a grande Nebulosa de Orión e essa menos conhecida Gum 15.
Especialistas do observatório afirmam que uma região HII como essa poderia gerar milhares de estrelas ao longo de milhões de anos.
Essas são as que fazem-na brilhar, determinam sua forma e são as que, finalmente, a destruirão uma vez cheguem à idade adulta, uma etapa na qual as estrelas alcançam tal tamanho que acabarão explodindo como supernovas e dispersando os últimos restos das regiões de HII, deixando só um grupo de estrelas muito jovens.[Fonte: Galileu]

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Descoberta estrela que pode ser diamante do tamanho da Terra

Os astrônomos estão empolgados com a descoberta de uma estrela de diamante do tamanho da Terra. Um artigo sobre a descoberta foi publicado na revista Astrophysical Journal.
A estrela em questão é a anã branca mais fria e com o brilho mais fraco já identificada. Esse tipo de estrela costuma ter o tamanho da Terra e está em seu estágio final. Perto da morte, elas esfriam e desaparecem, em um processo que pode demorar bilhões de anos.Como é extremamente fria e é formada de carbono e oxigênio, os astrônomos acreditam que o carbono foi cristalizado, formando um diamante gigante. Essa estrela está no sistema binário PSR J2222-0137 composto por ela e por um pulsar, ou seja, uma estrela de nêutrons extremamente densa que gira em altíssima velocidade.
Os astrônomos descobriram esse diamante gigante a partir de observações feitas em instrumentos do Observatório Nacional de Radioastronomia (NRAO) e em outros observatórios.
Primeiro, eles identificaram um pulsar. Ele girava 30 vezes por segundo e estava gravitacionalmente ligado a um segundo corpo celeste, a anã branca. Cálculos determinaram a distância do sistema em relação ao planeta Terra, que é de 900 anos-luz.
Os cálculos dos cientistas também indicam que o pulsar tem uma massa 1,2 vez maior que a do Sol. Já a estrela de diamante tem uma massa 1,05 vez maior do que a do Sol, condensada em um diâmetro parecido com o da Terra.
Segundo os pesquisadores, outras estrelas desse tipo já foram identificadas no universo. Mas sua detecção é extremamente rara, pois elas têm um brilho muito fraco. Por serem comuns, resta a esperança de que uma dessas estrelas seja encontrada mais perto da Terra para que seja possível precisar se realmente são feitas de diamante.

quinta-feira, 13 de março de 2014

Descoberta estrela 1.300 vezes maior que o Sol

Sol está há 12 mil anos-luz da Terra

Astrônomos descobriram a maior estrela amarela jamais vista em nossa Galáxia, cerca de 1.300 vezes maior do que o Sol, de acordo com observações de telescópios do Observatório Europeu Austral, no norte do Chile, divulgadas nesta quarta-feira, 13/03/2014.
O astro gigante, batizado de HR 5171 e situado a pelo menos 12 mil anos-luz da Terra na constelação do Centauro, também está entre as dez maiores estrelas conhecidas da Via Láctea.
É 50% maior do que famosa super gigante vermelha Betelgeuse, na constelação de Orion, e aproximadamente um milhão de vezes mais brilhante do que o Sol, disse Olivier Chesneau, do Observatório da Côte d'Azur (Nice, sul da França), membro da equipe internacional de astrônomos que fez a descoberta.
"As novas observações também revelam que esse gigante amarelo tem um companheiro, uma estrela menor muito próxima, com a qual forma um sistema estelar binário", relatou o astrônomo, que classificou a descoberta como "surpresa".
"As duas estrelas estão tão perto que se tocam, e o sistema parece um amendoim gigante", afirmou Olivier Chesneau, em um comunicado.
As novas descobertas levaram a equipe de astrônomos a estudar mais a fundo observações mais antigas da mesma estrela - que englobam um período de mais de 60 anos - para ver como evoluiu.
As estrelas amarelas super gigantes são muito raras: apenas uma dúzia delas foi registrada em nossa Galáxia. A mais conhecida é a Rho Cassiopeiae.
Segundo os cientistas, elas estão entre as maiores e mais brilhantes na abóbada celeste e se encontram em uma etapa de sua existência na qual são instáveis e mudam rapidamente.[Fonte: UOL/A Tarde]


quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Nasa prevê 'chuva de ferro derretido' e 'neve' de areia quente em estrela anã






Ilustração mostra como seria o clima na estrela anã marrom

Foto: Nasa / Divulgação
A primeira previsão do tempo para uma estrela anã marrom acaba de ser divulgada – e os prognósticos não são bons. Astrônomos preveem chuva de ferro derretido e "neve" de areia quente, com possibilidade de trovoadas e furacões. Novas observações do telescópio Spitzer, da agência espacial americana Nasa, revelam nuvens turbulentas que circulam ao redor da estrela anã marrom.
Estrelas anãs marrons são consideradas uma espécie de versão "fracassada" de um astro normal, já que elas não conseguiram adquirir massa suficiente para sustentar o contínuo processo de fusão de átomos. A previsão meteorológica foi divulgada no 23º encontro da Sociedade Americana de Astronomia, em Washington.
'Deixe nevar'
É o retrato mais detalhado já feito de um planeta fora do sistema solar. Ao comentar o estudo, o professor Adam Burgasser, da Universidade da Califórnia, fez uma brincadeira com a canção de jazz "Let It Snow! Let It Snow! Let It Snow!".

"Vamos todos cantar a previsão de nossa estrela anã mais próxima: deixe nevar pedras, deixe nevar areia, deixe nevar minerais", disse Burgasser.
Os astrônomos usaram o Spitzer para analisar 44 estrelas anãs marrons diferentes no sistema de Luhman 16AB – o mais próximo da Terra com presença de estrelas anãs, a 6,5 milhões de anos-luz do nosso sistema. Eles encontraram evidências de clima em apenas metade delas.
"As tempestades em estrelas marrons são muito mais violentas e variáveis", diz Aren Heinze, da Stony Brook University, de Nova York. "A chuva é quente demais para virar água. Provavelmente se trata de ferro derretido e silicatos (areia)."

Estrela anã marrom é uma espécie de astro "fracassado", que não adquiriu massa suficiente Foto: Nasa / Divulgação
Estrela anã marrom é uma espécie de astro "fracassado", que não adquiriu massa suficiente
Foto: Nasa / Divulgação

Na medida em que os astros giravam ao redor do próprio eixo, os astrônomos observaram mudanças no brilho da superfície – sinais da existência de nuvens.
"Isso faz de nós 'astro-meteorologistas'. Nós conseguimos prever quão encoberto o tempo ficará, qual será a temperatura e quanto vento haverá em um determinado dia", disse Burgasser.
Os ventos detectados possuem velocidades de 160 a 640 quilômetros por hora. As temperaturas alcançam 1,2 mil graus e há nuvens cobrindo metade da superfície do planeta.
Uma nuvem chega sozinha chega a cobrir 20% da estrela. Astrônomos a compararam com a Grande Mancha de Júpiter, uma gigantesca tempestade que cobre 1% do planeta.
"Ao que tudo indica, a Grande Mancha Vermelha não é tão grande assim", diz Burgasser. [Fonte: Terra]

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Estudo brasileiro acha mais velho gêmeo do Sol; estrela teria "Terras"


Imagem mostra a gêmea solar HIP 102152, estrela situada a 250 anos-luz de distância da Terra na constelação do Capricórnio. Ela é mais parecida com o Sol do que qualquer outra gêmea solar, tirando o fato de ser quase 4 bilhões de anos mais velha (é a mais velha já identificada), o que nos dá a oportunidade sem precedentes de estudar como o Sol será quando envelhecer. As cores diferentes são pelo fato dela se mover ligeiramente entre as duas exposições, obtidas com um intervalo de muitos anos de diferença.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Astrônomos acham o maior “útero estelar” da Via Láctea

Um grupo de astrônomos descobriu uma estrela gigantesca se formando no seio de uma nuvem escura. Esse “útero estelar” é considerado o maior já encontrado na Via Láctea, com cerca de 500 vezes a massa solar.
A estrela embrionária no seio da nuvem se alimenta do material que cai para o interior. Esse embrião celeste deve dar origem a uma estrela muito brilhante com uma massa que poderá atingir 100 massas solares.
Existem duas teorias para a formação de estrelas de massa muito elevada. Uma sugere que a nuvem escura progenitora se fragmenta, criando vários núcleos pequenos que colapsam por si próprios, formando estrelas. A outra é mais dramática: uma nuvem inteira começa a colapsar, com o material em rápido descolamento para o centro da nuvem, o que cria na região uma ou mais estrelas de massa muito elevada.As estrelas mais brilhantes e de maior massa da Via Láctea se formam no interior de nuvens escuras e frias. Mas este processo sempre foi um mistério para a ciência. Por isso, uma equipe internacional de astrônomos resolveu investigar a formação de uma dessas estrelas gigantescas com o Alma (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array), do Observatório Europeu do Sul (ESO).
A equipe liderada por Nicolas Peretto do CEA/AIM Paris/Saclay, França e Universidade de Cardiff, Reino Unido, concluiu que o Alma era a ferramenta perfeita para descobrir o que se está realmente a passar no interior destas nuvens. A estrela analisada (SDC 335.579-0.292) está a cerca de 11 000 anos-luz de distância, numa nuvem conhecida como Nuvem Escura de Spitzer (sigla do inglês, SDC).
Com o auxílio do Telescópio Espacial Spitzer da Nasa (Agência Espacial Americana), e o Observatório Espacial Herschel da ESA (Agência Espacial Europeia), a SDC 335.579-0.292 revelou um ambiente dramático de filamentos de gás escuros e densos. Com o Alma foi possível observar em detalhes a quantidade de poeira e o movimento do gás no interior da nuvem escura.
O núcleo tem mais de 500 vezes a massa do nosso Sol agora. Mas esse valor deve aumentar ainda mais. Todo o material, eventualmente, colapsará para formar uma estrela jovem que poderá atingir as 100 massas solares - um monstro muito raro. De todas as estrelas da Via Láctea apenas uma em cada dez milhares atinge este tipo de massa, afirmam os cientistas do projeto.[Fonte: Info.Abril]

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Astrônomos descobrem novo tipo de estrela de brilho variável

Os astros estudados ficam no aglomerado estelar aberto NGC 3766, na constelação do Centauro
Foto: ESO / Divulgação
Um estudo divulgado nesta quarta-feira pelo Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) descobriu um novo tipo de estrela variável. Segundo os astrônomos, esses astros apresentam minúsculas variações de 0,1% do brilho normal em períodos que variam de duas a 20 horas.
Pouco mais quentes e brilhantes que o Sol, as estrelas do aglomerado NGC 3766 foram estudadas durante sete anos com um nível de precisão duas vezes superior ao de pesquisas anteriores. “Chegamos a este nível de sensibilidade graças à alta qualidade das observações combinada com uma análise dos dados extremamente cuidadosa”, diz Nami Mowlavi, líder da equipe de investigação.
É estranho sentir o peso da língua, diz astronauta após retorno à Terra
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“Mas também porque levamos a cabo um extenso programa de observação que durou sete anos. Provavelmente não teria sido possível obter tanto tempo de observação num telescópio maior”. Os cientistas utilizaram telescópio de 1,2 metro Leonhard Euler, que fica no Chile, considerado "relativamente pequeno" pelo observatório.
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O estudo das estrelas variáveis ou pulsantes (cujo brilho aparente varia com o tempo) é chamado de astrosismologia, já que os cientistas tentam entender as vibrações complexas dos interiores das estrelas. “A existência desta nova classe de estrelas variáveis constitui por si só um desafio aos astrofísicos”, diz Sophie Saesen, também membro da equipe. “Os modelos teóricos atuais preveem que sua luz não deveria sequer variar de maneira periódica, por isso os nossos esforços atuais estão focados em descobrir mais sobre o comportamento deste novo tipo tão estranho de estrelas.”

"Nestas condições, a rotação rápida terá um impacto importante nas propriedades internas das estrelas, no entanto ainda não conseguimos modelar as variações de luz adequadamente”, explica Mowlavi. “Esperamos que a nossa descoberta encoraje especialistas a estudar este assunto, no sentido de percebermos a origem destas misteriosas variações."Apesar de não se ter certeza sobre a causa da variação do brilho das estrelas, os pesquisadores acreditam que há uma relação com a rápida rotação desses astros. Eles giram a mais que metade de sua velocidade crítica (quando começam a se tornar instáveis e lançar matéria ao espaço).[Fonte: Terra]

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Estrelas 'bebês' lançam jato de poeira em regiões distantes da Via Láctea

Imagem em infravermelho mostra bolha gigante que foi esculpida na poeira espacial por estrelas de grande massa e é responsável pela formação de bolhas menores (Foto: Nasa/JPL-Caltech/University of Wisconsin )
Novas observações de áreas mais distantes e desabitadas da Via Láctea, feitas pelo Telescópio Espacial Spitzer, da Nasa, mostram dezenas de estrelas recém-nascidas lançando jatos de seus "casulos" de poeira. O estudo da Universidade de Wisconsin foi apresentado na quarta-feira (5) durante reunião da Sociedade Americana de Astronomia, em Indianápolis.
Uma das fotos revela a região próxima à constelação do Cão Maior, com mais de 30 astros jovens ejetando material. Até agora, já foram identificadas 163 regiões que contêm jatos expelidos por estrelas, algumas agrupadas e outras isoladas.As imagens foram captadas por raios infravermelhos em azul e verde do Spitzer, e combinadas com informações em vermelho do telescópio Wise, também da Nasa, que preencheu lacunas nas áreas que o Spitzer não cobriu.
Os registros fazem parte do projeto Glimpse 360, que está mapeando a topografia do céu da nossa galáxia. Ainda este ano, devem ser divulgados os resultados, que incluem uma visão completa em 360°. Até agora, o projeto já mapeou 130° do céu ao redor do centro da galáxia.
A Via Láctea é uma coleção de estrelas espiral e predominantemente plana, como um disco de vinil, mas com uma ligeira dobra – que também será mapeada. Nosso Sistema Solar está localizado a cerca de dois terços de seu centro em direção às extremidades, no chamado Esporão de Órion, um desdobramento do braço de Perseus, um dos principais braços da galáxia.
Segundo a astrônoma Barbara Whitney, da Universidade de Wisconsin, os cientistas estão descobrindo todos os tipos de formação de novas estrelas em áreas menos conhecidas das bordas exteriores da Via Láctea.
Para ajudar no Glimpse 360, os astrônomos também têm contado com a ajuda do público leigo, que vasculha as imagens obtidas em busca de bolhas cósmicas que indiquem a presença de estrelas quentes e de grande massa. Essas pessoas participam do Projeto Via Láctea, que funciona em esquema colaborativo e voluntário.[Fonte: G1]
Dezenas de estrelas recém-nascidas expelem jatos de seus 'casulos' de poeira (Foto: Nasa/JPL-Caltech/University of Wisconsin)Astros recém-nascidos expelem jatos de 'casulos' de poeira (Foto: Nasa/JPL-Caltech/University of Wisconsin)
Imagem feita pelo Spitzer lembra corais e algas, segundo astrônomos (Foto: Nasa/JPL-Caltech/University of Wisconsin)Imagem do Spitzer lembra corais e algas, dizem cientistas (Foto: Nasa/JPL-Caltech/University of Wisconsin)

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