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quarta-feira, 10 de setembro de 2025

O que é o objeto astronômico 3I/ATLAS? Tudo que sabemos até agora

 

0908-cometa-layout_site1© Nasa/ESA/Reprodução


O telescópio do projeto ATLAS, que existe para registrar asteroides próximos à Terra e oferecer dados para calcular rotas e riscos de colisão, descobriu um novo e curioso objeto astronômico no dia 1º de julho. O núcleo do 3I/ATLAS pode ter até 5 km de diâmetro  o que faria dele o maior objeto interestelar já registrado.

Um cometa gigante que surgiu perto de outra estrela e veio parar no nosso sistema solar, com composição química incomum e uma velocidade impressionante? Será que é um cometa, mesmo?

A internet está cheia de especulações sobre a "verdadeira natureza" do 3I/ATLAS. As pessoas falam de uma nave alienígena gigante que pode estar visitando o sistema solar, talvez disfarçada de cometa. Como o objeto interestelar tem características diferentes dos outros dois que foram identificados – 1I/ʻOumuamua, em 2017, e 2I/Borisov, em 2019 –, algumas pessoas começaram a levantar hipóteses sobre uma suposta origem tecnológica do objeto, e a história pegou.

Vários astrônomos amadores e teóricos da conspiração entraram na história, mas não só: Abraham Loeb, professor de astrofísica da Universidade Harvard e um dos principais responsáveis pela divulgação da ideia de que 1I/ʻOumuamua também poderia ser um objeto de origem alienígena (não era), assinou um artigo (que só saiu em pré-print, o que significa que não passou pelo processo de revisão de pares do mundo acadêmico) levantando a hipótese de que o 3I/ATLAS seria um artefato tecnológico, que poderia ter intenções benignas ou malignas.

Será que os aliens fizeram a viagem só para chegar a tempo da Copa do Mundo de 2026, ou será que eles vêm nos destruir? Ao que tudo indica, nenhuma das duas opções. Desde que foi descoberto, novos telescópios conseguiram observar o 3I/ATLAS e encontraram várias características e evidências de que esses objeto interestelar é, sim, um cometa.

Tem cara de cometa

O 3I/ATLAS já foi observado por telescópios como o Hubble, o James Webb e o Observatório SPHEREx. Ele está cruzando o Sistema Solar a mais de 210 mil km/h, e algumas simulações a partir de sua rota conhecida sugerem que ele seja o cometa mais antigo já descoberto, com uma idade mínima estimada em 7,8 bilhões. Isso significa que ele é bem mais antigo do que a Terra e do que o sistema solar – se fosse uma nave, seria uma lata-velha alienígena.

Graças ao Hubble, desde agosto a comunidade científica tem acesso a imagens mais claras do 3I/ATLAS. As descobertas foram publicadas no The Astrophysical Journal Letters.

Depois da análise dos dados do Hubble, é difícil ter dúvidas: ele é um cometa. Ao seu redor, há uma coma, que é como se chama a nuvem de gás e poeira que se forma em volta do núcleo de um cometa quando ele se aproxima do Sol e é aquecido. A coma do 3I/ATLAS é cheia de partículas de pó e os primeiros sinais da formação de uma cauda – que nada mais é que o rastro de matéria ejetada do núcleo. Todas essas características condizem com a distância entre o cometa e o Sol e fariam sentido para qualquer objeto que tivesse surgido no sistema solar.

Imagens mais recentes do telescópio Gemini Sul, no Chile, tiradas em 27 de agosto, já conseguiram ver a cauda do 3I/ATLAS com mais clareza. Conforme ele se aproximar do Sol, o gelo que ele carrega no núcleo vai sublimar, e os gases produzidos vão formar esse rastro cósmico (a cauda).

Sobre sua composição química, observações usando o telescópio espacial James Webb apontam que o 3I/ATLAS é muito rico em CO₂: é a maior proporção de dióxido de carbono para água já registrada num cometa, o que pode ajudar a entender um pouco sobre sua formação. Ele deve ter surgido na “linha do gelo do dióxido de carbono” de sua estrela, região onde a temperatura perto de uma estrela jovem é tão baixa que o CO₂ passa estado gasoso para o sólido e vira gelo.

O cometa viaja tão rápido que vai conseguir escapar da gravidade do Sol, usando nossa estrela como um estilingue para pegar impulso e se catapultar para outro canto da galáxia. Nessa corrida, ele não vai apresentar nenhum risco para a Terra. Seu periélio, o momento de mais proximidade com o Sol, vai acontecer no dia 29 de outubro, e até lá os astrônomos ainda podem descobrir muito mais sobre essa relíquia interestelar.

FONTE: MSN

sexta-feira, 17 de março de 2017

Nasa privilegiará exploração do espaço profundo em orçamento

Imagem da NASA mostra a lua de Júpiter, no dia 22 de novembro de 2014

O projeto de orçamento da Nasa apresentado nesta quinta-feira pelo presidente americano, Donald Trump, privilegia a exploração do espaço profundo, mas reduz os fundos dedicados às ciências da Terra e ao estudo do clima.
O texto confirma o apoio do governo Trump às alianças entre a agência espacial americana e o setor privado, iniciadas pela administração do seu antecessor, Barack Obama, "como a base do desenvolvimento do setor comercial espacial americano".
O orçamento de 2018, de 19,1 bilhões de dólares, 0,8% menor que o de 2017, elimina o projeto apoiado pelo governo de Obama de capturar um asteroide e colocá-lo numa órbita perto da Lua, para estudá-lo em profundidade.
O projeto aumenta, principalmente, os recursos dedicados às ciências planetárias e à astrofísica, que passam de 1,5 bilhão para quase dois bilhões de dólares.
A Casa Branca propõe, ainda, a aceleração de um projeto de exploração robótica de uma lua de Júpiter chamada Europa, que contém um vasto oceano de água sob uma grossa camada de gelo onde pode existir vida.
A Nasa trabalha atualmente no desenvolvimento de uma sonda, "Europa Clipper", cujo lançamento está previsto para a década de 2020. O objetivo é sobrevoar a lua de Júpiter para cartografar sua superfície e buscar possíveis sinais de vida no oceano.
O projeto de Trump destina 1,8 bilhão de dólares - o que representa uma redução de 200 milhões de dólares - para o desenvolvimento de pesquisas sobre as ciências da Terra, que incluem quatro missões relacionadas com o estudo do clima.
Uma delas é a do Observatory-3, um satélite que pode medir e monitorar as emissões de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera.
Para o diretor interino da Nasa, Robert Lightfoot, o projeto de orçamento é "em geral positivo" para a agência.
"Como com qualquer orçamento, temos aspirações que ultrapassam nossas possibilidades, mas este projeto de orçamento nos proporciona recursos consideráveis para realizar nossa missão", acrescentou em um comunicado.
No entanto, a publicação do projeto de orçamento é apenas o começo de uma longa batalha com o Congresso, que tem a última palavra. [Fonte: Yahoo].

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Universo tem 2 trilhões de galáxias, 10 vezes mais que o esperado

Análise de dados coletados durante vinte anos pelo telescópio Hubble teve o objetivo de resolver o mistério de quantas galáxias é formado o universo

Imagens como essa da foto acima foram captadas pelo Telescópio Espacial Hubble e serviram de base para o estudo (AFP)


Um levantamento feito com dados recolhidos durante duas décadas pelo telescópio Hubble revelou que o universo abriga 2 trilhões de galáxias, dez vezes mais do que os astrônomos acreditavam. O estudo, liderado pelo astrofísico Christopher Conselice, da Universidade de Nottingham, na Inglaterra, levou quinze anos para ser concluído e será publicado no periódico científico Astrophysical Journal. Segundo Conselice, 90% dessas galáxias não podem ser observadas da Terra, restando apenas 10% para ser captado pelos instrumentos. Parte da luz emitida no espaço pelos objetos distantes ainda não chegou aqui no planeta.
“A maioria delas tem sinais muito fracos ou estão muito longe. Quem sabe que propriedades interessantes vamos encontrar quando estudarmos essas galáxias com a próxima geração de telescópios?” afirmou Conselice, em nota.
A quantidade exata de galáxias intriga os cientistas desde a descoberta de Edwin Hubble. O astrônomo americano detectou que as chamadas nebulosas eram galáxias fora da Via Láctea e isso poderia fazer o número aumentar.

Mapa de galáxias

O primeiro passo para encontrar o número foi converter as imagens captadas pelo Hubble de 2D para 3D. Em seguida, os cientistas fizeram cálculos para descobrir a densidade das galáxias e o volume das regiões mapeadas para tentar descobrir quantas galáxias poderiam ser vistas. A análise cobriu 13 bilhões de anos, época muito próxima ao Big Bang – momento em que a ciência acredita que o universo teve origem – e chegou ao número de 2 trilhões. De acordo com os cientistas, no princípio do universo existiam ainda mais galáxias, cerca de dez vezes mais.
“Isto é muito surpreendente, pois sabemos que, ao longo dos 13,7 bilhões de anos de evolução cósmica desde o Big Bang, galáxias foram crescendo através de formação de estrelas e fusões com outras galáxias. Encontrar mais galáxias no passado implica que a evolução significativa deve ter ocorrido para reduzir o número de galáxias através de uma extensa fusão de sistemas”, afirmou Conselice. [Fonte: Veja.com] 
 

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Hubble faz imagens inéditas do 'fim do Universo'


Existem várias teorias do que é e como funciona o Universo. Uma delas diz que ele tem sim um fim, mas que está em eterna expansão. E se ele realmente tiver um fim, esse foi fotografado.
Bem, não exatamente o fim, pois, como dito, não há nem certeza se ele existe. 

Mas o telescópio Hubble conseguiu fazer, pela primeira vez, imagens do acúmulo de galáxia Abell S1063. Esse acúmulo em questão está a 4 bilhões de anos luz da Terra e possui nada menos do que 100 trilhões de massas solares entre suas 450 galáxias, nebulosas e estrelas. As imagens, apesar de distorcidas, se tornam essenciais na compreensão do Universo.

Isso porque, para cientistas, essa pode ser a chamada “fronteira final”. Graças às imagens obtidas, também, poderemos saber como eram nossas galáxias logo após o Big Bang. Mais do que isso, cientistas creem que poderão saber mais sobre matéria escura.





sexta-feira, 8 de abril de 2016

Telescópio espacial capta imagem detalhada de 'Retângulo Vermelho'

Uma imagem bastante detalhada da nebulosa HD 44179 foi divulgada nesta sexta-feira (8/4/16) pela Nasa da formação conhecida como Retângulo Vermelho. Trata-se de um sistema binário, com duas estrelas no centro, que está numa fase em que expulsa grandes quantidades de gás e outros materiais. Vista da Terra, a nebulosa ficou conhecida como Retângulo Vermelho porque observada da Terra, ela tinha esse formato geométrico. No entanto, observado pelo Hubble, que está no espaço, é possível ver que ela mais se assemelha a um "X" luminoso. Trata-se da imagem de mais alta resolução já produzida desta formação. O Retângulo Vermelho fica a 2.300 anos-luz, na Constelação de Unicórnio.
Nebulosa do Retângulo Vermelho (Foto: ESA/Nasa/Hubble)

sábado, 2 de abril de 2016

Universo pode ser DEZ VEZES maior do que pensamos: Há Mais de 100 Trilhões de Galáxias

Espaço Profundo - Foto Mais Distante do Universo Tirada Pelo Telescópio Hubble
Realizar uma estimativa da quantidade de matéria bariônica no universo é um dos trabalhos dos astrônomos. Um dos métodos para tanto envolve contar as galáxias visíveis em uma região do céu, estimar sua massa através do brilho que elas apresentam, e depois extrapolar o número encontrado para o resto do céu.
As estimativas que os astrônomos chegaram envolvem os seguintes números:
  • 10 milhões de superaglomerados;
  • 25 bilhões de grupos de galáxias;
  • 350 bilhões de galáxias gigantes;
  • 7 trilhões de galáxias anãs;
  • 30 bilhões de trilhões (3×10²²) de estrelas no universo visível.
Entretanto, os astrônomos que obtiveram estes números sabem que se trata de uma estimativa incompleta. Em primeiro lugar, só podemos obter informação de estrelas cuja luz já teve tempo de chegar até nós desde a formação do universo, criando o horizonte observável. Além disso, parte da luz de galáxias distantes é absorvida por nuvens de gás e poeira, não chegando a nós.
  • Uma a cada cinco estrelas tem um planeta habitável:
Segundo um novo estudo publicado na revista PNAS, astrônomos estimam que uma a cada cinco das 100 bilhões de estrelas em nossa galáxia hospeda um planeta potencialmente habitável.
Usando dados do telescópio espacial Kepler, da NASA, cientistas argumentam que um quinto das estrelas como o nosso sol deve abrigar um mundo do tamanho da Terra, localizado na sua “zona habitável”, a distância da estrela que permite a existência de água líquida, ingrediente chave para a vida.
“O que isto significa é que, quando você olha para as milhares de estrelas no céu noturno, a estrela semelhante ao sol mais próxima com um planeta do tamanho da Terra na zona habitável está provavelmente a apenas 12 anos-luz de distância e pode ser vista a olho nu”, disse um dos autores do estudo, Erik Petigura, da Universidade da Califórnia em Berkeley (EUA).
Os cientistas vasculharam 42.000 estrelas e encontraram 600 planetas prováveis. Destes, 10 eram do tamanho da Terra e estão localizados a uma distância ideal para a água líquida persistir na superfície. Após corrigir os dados para evitar interpretações erradas, os astrônomos foram capazes de estimar que 22% de todas as estrelas semelhantes ao sol na Via Láctea têm planetas do tamanho da Terra na zona habitável.
A pesquisa demonstra que planetas como o nosso são relativamente comuns por toda a galáxia. Na semana passada, os astrônomos anunciaram a descoberta de um planeta rochoso do tamanho da Terra que orbita sua estrela a um centésimo da distância entre a Terra e o sol. As temperaturas neste mundo chegariam a 2.000° C a 2.800° C, ou seja, haveria pouca chance de vida lá.
E os pesquisadores explicam que nem mesmo planetas semelhantes ao nosso na zona habitável de sua estrela poderiam não ser hospitaleiros para a vida. Uns podem ser frios demais, outros quentes demais, mas certamente pode haver algum com superfície rochosa capaz de abrigar água em estado líquido, adequada para organismos vivos. [BBC]

Mais de 100 Trilhões de Galáxias em nosso Universo:
Para verificar o quanto esta estimativa é real, astrônomos do Observatório de Genebra resolveram investigar a região no espaço profundo chamada “campo GOODS-South”, usando o telescópio europeu VLT (“Very Large Telescope” ou “Telescópio Bem Grande” em tradução livre), no Chile, em busca de galáxias cuja luz foi emitida há mais de 10 bilhões de anos (ou seja, com redshift igual a 2.2).
A equipe liderada pelo astrônomo Matthew Hayes fez um exame daquela região usando duas metodologias diferentes. Primeiro, eles procuraram pela radiação Lyman-alfa (abreviada normalmente como Lya), um dos procedimentos padrão para investigar galáxias distantes. Em seguida, usaram a câmera especializada chamada HAWK-1, em busca de linhas de hidrogênio-alpha (abreviada Ha), uma outra forma de radiação emitida pelo hidrogênio.
Comparando seus achados com os de estudos anteriores na mesma região, eles descobriram muitas fontes de luz que haviam escapado a exames anteriores, incluindo algumas das galáxias de luz mais fraca já encontradas.
A partir destas comparações, Hayes estima que todos os estudos usando a radiação Lya estão errados em uma ordem de magnitude, e devem ser revisados. Ou seja, para cada 10 galáxias encontradas usando Lya, existem mais 100 galáxias cuja luz na faixa Lya foi absorvida pelo caminho e não foi observada. [From: QuarksToQuasars,ESOScienceDaily
Pesquisado em: Hypescience

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terça-feira, 8 de março de 2016

“Um grande passo de volta no tempo”: Telescópio Hubble descobre a galáxia mais antiga e distante do universo

O telescópio espacial Hubble detectou a galáxia mais antiga de que se tem notícia — um verdadeiro vislumbre dos primórdios do próprio tempo, apenas 400 milhões após o Big Bang.


A galáxia está tão distante, que sua luz leva 13,4 bilhões de anos para chegar à Terra.
Ela foi encontrada por uma equipe internacional, liderada por pesquisadores da Universidade de Yale.
“Nós demos um grande passo de volta no tempo, muito além do que esperávamos que fosse possível fazer com o Hubble. Nós vimos a galáxia em um momento em que o universo tinha apenas 3% de sua idade atual, muito perto da chamada Idade das Trevas do Universo,” declara o astrônomo Pascal Oesch, líder da investigação.
Descrita por seus descobridores como “surpreendentemente brilhante,” a galáxia, chamada GN-z11, está localizada na direção da constelação da Ursa Maior.
A equipe de pesquisadores usou a câmera de campo largo 3 do Hubble, para medir a distância até a GN-Z11 com precisão e espectroscopicamente, dividindo as cores da luz.
Os astrônomos medem grandes distâncias determinando o desvio para o vermelho (também conhecido pelo termo inglês redshift) de uma galáxia — um fenômeno causado pela expansão do universo. 
Cientistas descobriram uma nova galáxia chamada GN-Z11, que se encontra a 13,4 bilhões de anos luz de distância.
Cada objeto distante no universo parece estar se afastando de nós, porque sua luz é alongada para comprimentos de onda maiores e mais vermelhos: quanto maior o desvio para o vermelho, mais distante se encontra a galáxia.
“Para nossa surpresa, o Hubble mediu um desvio para o vermelho de 11,1, muito maior do que o recorde anterior de 8,7. É um feito extraordinário para o telescópio, visto que ele conseguiu superar telescópios terrestres, que eram bem maiores e mantiveram os recordes das distâncias anteriores durante anos”; afirmou Pieter van Dokkum do Departamento de Astronomia da Universidade de Yale
Os pesquisadores disseram que a GN-z11 é 25 vezes menor do que a Via Láctea em tamanho, e tem 1% da massa de nossa galáxia em estrelas. No entanto, a recém-descoberta GN-z11 está crescendo rapidamente, formando estrelas com uma rapidez 20 vezes maior do que a de nossa galáxia, a Via Láctea.
Isso faz com que essa galáxia tão remota seja brilhante o suficiente, para que o Hubble a encontre e realize observações detalhadas.[Fonte: Yahoo]

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Hubble flagra nuvem descomunal vindo rumo à Via Láctea

Se a Nuvem de Smith emitisse luz visível, é assim que nós a veríamos no céu (observe a comparação com a Lua Cheia). [Imagem: Saxton/Lockman/NRAO/AUI/NSF/Mellinger]
Nuvem de Smith
O telescópio espacial Hubble capturou novas informações sobre uma nuvem invisível que está disparada em direção à nossa galáxia a cerca de 1,12 milhão de quilômetros por hora.
Quando ela atingir a Via Láctea, os astrônomos acreditam que o fenômeno irá desencadear uma explosão espetacular de formação de estrelas, fornecendo gás suficiente para gerar 2 milhões de novos sóis.
Esta região de gás em forma de cometa tem 11.000 anos-luz de comprimento por 2.500 anos-luz de diâmetro. Se a nuvem pudesse ser vista em luz visível, ela abrangeria o céu com um diâmetro aparente 30 vezes maior do que o tamanho da Lua Cheia.
Embora centenas de nuvens de gás enormes chispem em alta velocidade em torno da nossa galáxia, esta chamada "Nuvem de Smith" é única porque sua trajetória é bem conhecida.
A nuvem foi descoberta no início dos anos 1960 pelo então estudante de astronomia Gail Smith, que detectou as ondas de rádio emitidas pelo hidrogênio em sua composição.
Hubble flagra nuvem descomunal vindo rumo à Via Láctea
Cenário mais provável para o efeito bumerangue da Nuvem de Smith. [Imagem: NASA/ESA/A. Feild (STScI)]
Efeito bumerangue
As novas observações do Hubble sugerem que essa nuvem monstruosa não tem origem extragaláctica, tendo sido mais provavelmente lançada pela própria Via Láctea, algo que teria ocorrido cerca de 70 milhões de anos atrás.
Mas parece que a velocidade de arremesso não foi tão grande, e agora, tal como um bumerangue, ela está de volta.
Os dados mostraram que a Nuvem de Smith é tão rica em enxofre quanto o disco externo da Via Láctea, uma região cerca de 40.000 anos-luz do centro da galáxia (cerca de 15.000 anos-luz mais longe do que o nosso Sol e o Sistema Solar).
Isto significa que a nuvem foi enriquecida com material de estrelas, o que não aconteceria se ela fosse constituída somente de elementos mais leves, sobretudo hidrogênio e hélio, vindos de fora da galáxia, ou se fosse o remanescente de uma galáxia que não conseguiu formar estrelas.
Assim, o cenário mais provável é que ela foi arremessada pelos braços externos da nossa galáxia, fez uma parábola e agora está de volta.
A boa notícia é que ela só deve chegar na borda da Via Láctea daqui a cerca de 30 milhões de anos. [Fonte: Inovação Tecnológica]

Bibliografia:


On the Metallicity and Origin of the Smith High-Velocity Cloud
Andrew J. Fox, Nicolas Lehner, Felix J. Lockman, Bart P. Wakker, Alex S. Hill, Fabian Heitsch, David V. Stark, Kathleen A. Barger, Kenneth R. Sembach, Mubdi Rahman
Astrophysical Journal Letters
Vol.: 816:L11
DOI: 10.3847/2041-8205/816/1/L11

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Buraco negro gigante é encontrado em galáxia anã através do Hubble


Buraco negro gigante é encontrado dentro de galáxia anã Foto: Nasa

Com o auxílio de dados obtidos pelo telescópio Hubble e de observações feitas em terra pelas agências espaciais americana (NASA) e europeia (ESA), astrônomos encontraram um gigantesco buraco negro em um lugar inesperado: dentro de uma das menores galáxias conhecidas. 

Há também um buraco negro no centro da nossa Via Láctea. Mas aquele, localizado na pequena e densa galáxia M60-UCD1 a 50 milhões de anos-luz daqui , tem 5 vezes a massa do nosso. Buracos negros são entidades espaciais ultracompactas que tem um campo gravitacional tão forte que atrai até a luz. Buracos negros supermaciços - que têm massa pelo menos de um milhão de vezes a do nosso Sol provavelmente estão no centro de várias galáxias. O diâmetro da M60-UCD1 é de 300 anos-luz apenas 0,2% do diâmetro da Via Láctea. 

Com um buraco negro tão desproporcional para o tamanho da galáxia, os astrônomos ficaram intrigados. Uma hipótese para explicar essa inusitada existência é que galáxias como a M60-UCD são pedaços remanescestes da colisão de galáxias gigantescas. "Não conseguiríamos explicar de outra maneira a existência de um buraco negro numa espaço tão pequeno", diz o astrônomo da Universidade de Utah, Anil Seth. 

Esses achados sugerem que há outros buracos negros que não estavam sendo contabilizados, e que eles podem aparecer mesmo em lugares antes considerados improváveis. O estudo foi publicado nesta quinta (18) na revista científica "Nature".[Fonte: TNonline]




quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Cientistas Encontram Sinais de Água em Cinco Planetas

Duas equipes de cientistas encontraram pequenos sinais de água na atmosfera de cinco planetas distantes do nosso sistema solar. A descoberta foi feita a partir de dados coletados pelo Telescópio Espacial Hubble, da Nasa (agência espacial americana).
O artigo sobre a descoberta foi publicado no periódico científico Astrophysical Journal. Segundo uma nota divulgada pela Nasa, a presença de água na atmosfera de exoplanetas (planetas que orbitam estrelas fora do nosso sistema solar) já havia sido relatada antes. Mas este é o primeiro estudo que mediu e comparou os perfis e as intensidades desses sinais de água em vários mundos.
Os cinco planetas (WASP-17b, HD209458b, WASP-12b, 19b e WASP-XO-1b) orbitam estrelas próximas. Todos têm um perfil de Júpiter quente. Ou seja, são mundos enormes que orbitam perto de suas estrelas hospedeiras. Os pontos fortes de suas assinaturas de água variaram. HD209458b foi o que apresentou sinais mais fortes.
Avi Mandell, cientista da Nasa e principal autor do artigo,  afirmou que a equipe está confiante de que será possível identificar sinais de água em vários outros planetas. Para o pesquisador, o estudo abre as portas para descoberta de água na atmosfera de diferentes tipos de exoplanetas, sejam eles quentes ou frios.
Os estudos foram liderados por L. Drake Deming, da Universidade de Maryland. Ambas as equipes exploraram as atmosferas dos planetas com ajuda de câmeras do Hubble por meio de uma gama de comprimentos de ondas de infravermelhos. Segundo Deming, detectar a atmosfera de um exoplaneta é uma tarefa extremamente difícil. Mas as equipes foram capazes de captar sinais muito claros de água nas atmosferas dos planetas.[Fonte: Info.Abril]

terça-feira, 16 de julho de 2013

Nova lua de Netuno é descoberta em arquivo do Hubble


A lua S/2004 N 1 segue uma órbita circular, completando uma volta em torno de Netuno a cada 23 horas. [Imagem: NASA/ESA/A. Feild(STScI)]

Muitos luares
Escarafunchando o arquivo de imagens coletadas pelo telescópio espacial Hubble, Mark Showalter, do Instituto SETI, conhecido por procurar vida extraterrestre, descobriu a 14ª lua de Netuno.
A lua é pequena, a menor de Netuno até agora, devendo ter algo próximo aos 20 quilômetros de diâmetro.
Talvez isso explique porque ela tenha escapado até hoje dos olhares curiosos dos astrônomos, e até mesmo da sonda espacial Voyager 2, que sobrevoou Netuno em 1989, observando todo o seu sistema de luas e anéis.
Ela é tão pequena e brilha tão pouco que sua luz é cerca de 100 milhões de vezes mais fraca do que a estrela mais fraca que pode ser vista a olho nu.
Temporariamente, a nova lua está sendo chamada de S/2004 N 1.
Arquivo vivo
A descoberta da nova lua de Netuno envolveu acompanhar o movimento de um ponto branco que aparece repetidas vezes em mais de 150 fotografias de Netuno guardadas no arquivo do Hubble - as fotos foram tiradas de 2004 a 2009.
Por um capricho, Mark Showalter deu uma olhada muito além dos segmentos de anel que ele estava estudando e notou um ponto branco a cerca de 105.000 quilômetros de Netuno, localizado entre as órbitas das luas Larissa e Proteus.
Rastreando esse ponto nas diversas imagens, Showalter descobriu que ele segue uma órbita circular, completando uma volta em torno de Netuno a cada 23 horas. [Fonte: Terra]

domingo, 21 de abril de 2013

Telescópio espacial da Nasa faz foto incrível de nebulosa




A luz infravermelha permite uma visualização clara da nebulosa com o fundo das estrelas da Via Láctea e galáxias distantes - Foto: EFE

A Nasa divulgou, neste domingo, uma foto não-datada da Nebulosa Cabeça de Cavalo, um dos ícones espaciais favoritos de astrônomos amadores e profissionais. A foto foi tirada pelo Telescópio Espacial Hubble, com uma nova luz infravermelha que possibilita uma nova visão da nebulosa, registrada pela primeira vez pelo ônibus espacial Disocery em 24 de abril de 1990.
A luz infravermelha permite uma visualização clara da nebulosa com o fundo das estrelas da Via Láctea e galáxias distantes.
Por cerca de 20 anos, o telescópio Hublle vem sendo aperfeiçoado para produzir imagens como essa. Durante esse tempo, ele se beneficiou de uma série de atualizações de missões com ônibus espaciais.
A nebulosa está localizada logo abaixo de Zeta Orionis, estrela que faz parte do cinturão de Órion, e está a aproxidamente 1500 anos-luz da Terra.[Fonte: Terra]

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Estrela mais antiga, com 13,2 bilhões de anos, é observada



O telescópio Hubble, da Nasa, está em atividade há mais de 20 anos, mas continua proporcionando quebras de recordes na astronomia. Cientistas da Universidade da Pensilvânia (EUA) anunciaram que o título de estrela mais antiga do mundo pertence agora ao corpo celeste HD 140283, que aparenta ter 13,2 bilhões de anos de idade.
Esta estrela, situada a 186 anos-luz da Terra, foi observada pela primeira vez há mais de cem anos, mas não se sabia ao certo a época de seu surgimento. Embora simples, o método para mensurar a idade de uma estrela só ganhou mais precisão recentemente.
O que os astrônomos fazem, em linhas gerais, é avaliar o brilho da estrela em questão. A partir desta observação, pode-se determinar quanto hidrogênio já foi expelido pelo astro ao longo do tempo, o que dá uma ideia muito aproximada do seu tempo de existência.
Pouco depois do Big Bang
Se o cálculo dos cientistas americanos estiver correto, a HD 140283 nasceu menos de 600 milhões de anos depois do Big Bang. Os elementos que a compõem são hidrogênio e hélio (os mesmos do sol), que estão presentes na maior parte dos corpos celestes desde a formação das primeiras galáxias, segundo as teorias mais aceitas.
Avaliada em 13,7 bilhões de anos, a explosão que teria dado origem ao universo formou uma primeira “geração” de estrelas, que acabariam explodindo e dando origem às mais antigas supernovas. Na segunda geração, ocorrida após estes eventos, se enquadra a HD 140283. Os cientistas têm boas razões para acreditar que este cálculo esteja bem próximo da realidade. [Daily Mail / G1 / Hypescience]

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Astronômos preveem colisão de Via Láctea com galáxia vizinha


Astrônomos estão usando o telescópio espacial Hubble para determinar quando a Via Láctea irá colidir com Andrômeda, sua galáxia vizinha.
As duas galáxias estão se aproximando devido à gravidade que exercem uma sobre a outra. Cientistas acreditam que elas começarão a se fundir dentro de 4 bilhões de anos. E dentro de outros 2 bilhões de anos elas deverão ser uma única entidade.
Quando isso ocorrer, a posição do nosso sol será abalada, mas tanto o astro como os planetas que orbitam em torno dele enfrentam pouco risco de serem destruídos.
Por outro lado, o céu noturno visto da Terra deverá ter uma aparência espetacular. Partindo do princípio, é claro, de que a espécie humana ainda estará presente dentro de bilhões de anos para poder olhar para cima.
''Hoje em dia, a galáxia de Andrômeda se apresenta para nós no céu como um pequeno objeto difuso que foi visto pela primeira vez por astrônomos há mil anos'', afirma Roeland van der Marel, o pesquisador sênior do Space Telescope Science Institute, de Baltimore, nos Estados Unidos.

Fusão de galáxias


As duas galáxias estão separadas por uma distância de 2,5 milhões de anos-luz, mas estão convergindo a uma velocidade de aproximadamente 400 mil quilômetros por hora.
"Poucas coisas fascinam os seres humanos mais do que o nosso destino cósmico e qual será o nosso futuro. O fato de que podemos prever que esse pequeno objeto difuso um dia irá engolir e encobrir o nosso sol e o nosso sistema solar é uma descoberta verdadeiramente notável e fascinante'', diz van der Marel.
Isso é possível porque o observatório mediu em detalhes mais precisos do que nunca os movimentos de determinadas regiões de Andrômeda, que também é conhecia por seu nome científico M31.
''É necessário saber não apenas como Andrômeda está se movendo em nossa direção, mas também seus motivos laterais, porque isso vai determinar se Andrômeda irá passar a uma boa distância de nós ou se ela virá direto em nosso encontro'', explica van der Marel.
''Astrônomos tentam há séculos medir o movimento lateral. Mas isso sempre falhou porque as técnicas disponíveis não eram suficientes para realizar a medição. Pela primeira vez, fomos capazes de medir o movimento lateral - conhecido na astronomia como movimento apropriado - da Galáxia de Andrômeda, usando as capacidades de observação únicas oferecidas pelo telescópio espacial Hubble.''
Simulações de computador baseadas nas informações do Hubble indicam que as duas grandes massas de estrelas irão eventualmente se moldar em uma única galáxia elíptica similar a outras vistas costumeiramente no universo.

Mudança de localização


Mas apesar da provável fusão das duas galáxias, estrelas individualmente não irão colidir porque o espaço entre elas permanecerá sendo grande.
O abalo gravitacional deverá, no entanto, mudar a localização do sistema solar, acreditam os pesquisadores.
É provável que a fusão provoque uma vigorosa fase de formação de novas estrelas e que nuvens de gás serão abaladas e passem a colidir umas com as outras.
Pelo que os cientistas observaram até aqui, é bem possível que a pequena companheira de Andrômeda, a galáxia de Triangulum, ou M33, também entre na "briga".[Fonte: BBC Brasil]

Ilustração mostra como seria o céu dentro de 3,75 bilhões de anos; Andrômeda (à esq.) preenche a vista e começa a distorcer a posição da nossa Via Láctea

Em 4 bilhões de anos, Andrômeda se esticará de forma impecável e a Via Láctea se deformará

Em 7 bilhões de anos, a fusão formará enorme estrutura elíptica com um centro brilhante


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