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sexta-feira, 28 de março de 2014

Equipe com brasileiros descobre anéis em corpo celeste

Uma observação feita no ano passado por astrônomos de vários países, incluindo pesquisadores do Brasil, permitiu a descoberta de anéis em um corpo celeste do sistema solar do tipo centauro, pequenos objetos que orbitam ao redor do Sol atravessando as órbitas dos planetas. O objeto, denominado Chariklo, está situado entre as órbitas de Saturno e Urano, e tem dois anéis, distantes cerca de 9 quilômetros um do outro.
Agência Brasil
 Astrônomos descobrem anéis em corpo celeste
O artigo descrevendo a descoberta  foi publicado ontem (26) na revista Nature e é assinado por 62 astrônomos, sendo 11 brasileiros, dos quais cinco trabalham no Observatório Nacional (ON), órgão do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Os anéis foram batizados pelos descobridores como Oiapoque, para o mais largo, enquanto o outro foi denominado Chuí, mas a confirmação dos nomes depende ainda da IAU (sigla em inglês para União Astronômica Internacional).
A descoberta põe por terra a tese que vigorava até então, de que somente os planetas gigantes (Júpiter, Saturno, Urano e Netuno) têm anéis. O astrônomo Roberto Vieira Martins, do ON, disse hoje (26) à Agência Brasil  que o fenômeno foi visto em sete observatórios localizados na América Latina, com destaque para Chile, Uruguai, Argentina e Brasil. O projeto resultou de cooperação entre o ON, o Observatório de Paris e o Instituto de Astrofísica de Andaluzia,  na Espanha.
Martins esclareceu que a observação faz parte de um programa de longo prazo que pretende  entender como o sistema solar se formou  e como evoluiu no início de sua vida. “Dentro desse projeto, a gente observou esse objeto particular e descobriu, por acaso, que ele tinha anéis. A importância  do anel é que, até hoje, só se conhecia anéis nos grandes planetas do sistema solar. Nenhum outro objeto tinha anel”, sustentou.
Chariklo Centauro é um objeto pequeno, cujo diâmetro mede apenas 250 quilômetros. “É menor do que a Lua”. Fora a surpresa da descoberta, os astrônomos vão se dedicar agora a tentar explicar como isso ocorreu, porque o mecanismo de formação de anéis que a astronomia conhece hoje está ligado a planetas gigantes. "O achado vai motivar agora um olhar diferente para procurar entender como se formam anéis em um corpo celeste pequeno", disse o astrônomo do ON.
Martins ressaltou que a descoberta é  importante porque se trata de uma observação  feita em cooperação entre pesquisadores  de diversos países. “Para o Brasil, em particular, significa inserção internacional da ciência”, explicou. Como a descoberta utilizou  tecnologia de ponta, o achado tende ainda ao desenvolvimento  de novos métodos e equipamentos. “O retorno para a sociedade vem por meio da evolução da tecnologia que a ciência propicia”, disse. [Fonte: JCnet]
O pesquisador reiterou que, a partir do entendimento sobre o Chariklo, que é o maior de seu tipo, os astrônomos poderão ter uma boa ideia sobre a formação e evolução do próprio sistema solar. “É muito importante  para saber por que ele tem a cara que apresenta hoje, inclusive para poder tirar conclusões se um sistema como o nosso é comum ou não no Universo”.

terça-feira, 25 de março de 2014

360 Graus da Via Láctea na ponta dos dedos


Que tal dar um “rolezinho” pela Via Láctea com este novo panorama interativo de 360 graus ? . Mais de 2 milhões de fotos infravermelhas foram tiradas pelo telescópio espacial Spitzer da NASA e colocadas em um mosaico com zoom de 20 gigapixel que leva o espectador a partir de nebulosas, jatos estelares e explosões de bolhas em torno de estrelas supergigantes.
O novo composto, usando imagens infravermelhas tiradas ao longo de última década, foi compilado por uma equipe liderada pela astrônoma Barbara Whitney e revelado em uma conferência organizada pela TEDactive em Vancouver, Canadá, na quinta-feira.
Ao contrário da luz visual, o infravermelho penetra a poeira onipresente concentrada no plano galáctico para revelar estruturas impressionantes.
“Pela primeira vez, podemos realmente medir a estrutura em larga escala da galáxia utilizando estrelas em vez de gás”, explicou Edward Churchwell , professor de UW-Madison de astronomia e co-líder da equipe do projeto.
“Nós estabelecemos, sem sombra de dúvida, que a nossa galáxia tem uma grande estrutura  que se estende até a metade da órbita do sol. Sabemos mais sobre onde os braços da Via Láctea vão. ”
Nomeado GLIMPSE360 (Galactic Legado Mid-Plane Survey Project Extraordinaire), a pesquisa de infravermelho profundo capta apenas cerca de 3% do céu, mas porque se concentra no plano da Via Láctea , onde as estrelas são mais concentradas, mostrando mais da metade de todos os 300 bilhões de sóis da galáxia. [Fonte: Cienciaeastronomia.com]

sexta-feira, 21 de março de 2014

Ocultação de Saturno pela Lua – Transmissão ao vivo em 20/03/2014

Uma ocultação é o fenômeno de passagem de um astro ‘em frente’ a outro, ou seja, durante uma ocultação, um objeto celeste fica no meio do caminho da linha de visada do observador.
Ocultações podem ser provocadas por diversos corpos celestes tais como planetas, asteroides e, principalmente, a Lua. Por ter um diâmetro aparente grande, a Lua frequentemente intercepta diversas estrelas em seu caminho. No passado, a temporização de ocultações de estrelas pela Lua foi importante para se estabelecer correções nos chamados ‘elementos orbitais’ desse satélite e, assim, determinar, com precisão, a influência de perturbações no movimento da Lua, que é bastante irregular.
Hoje, as ocultações principalmente de asteroides pela Lua e de asteroides de estrelas são importantes para se determinar – a partir da curva de brilho – o diâmetro de asteroides. Ocultações de planetas pela Lua tem uma razão mais contemplativa, já que pouco pode ser acrescentado ao nosso conhecimento sobre planetas na era das explorações espaciais.
Essa ocultação inicia-se no dia 20/3/2014 por volta das 22:30 com a Lua aproximadamente a 17 graus acima do horizonte. O fenômeno será relativamente rápido, com egresso previsto por volta das 23:15 com a Lua a 28 graus de elevação. Portanto, a duração total será de aproximadamente 45 minutos.


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quarta-feira, 19 de março de 2014

Nasa divulga mosaico com 'superfoto' da face polar norte da Lua



Superfoto mostra em detalhes a região polar norte da Lua (Foto: Reuters/Nasa/GSFC/Arizona State University/Handout)

Cientistas da Agência Espacial Norte-Americana (Nasa), usando câmeras da sonda Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO), criaram o primeiro mosaico da face polar norte da Lua. A imagem tem a resolução de dois metros quadrados por pixel, cobre uma área de 2,54 milhões de km² da Lua. O arquivo da superfoto tem 951 gigabytes no total.
Montado a partir de 10.581 imagens, o mosaico fornece detalhes do relevo e sombreamento do terreno lunar. A iluminação consistente ao longo das imagens torna possível a comparação de diferentes regiões da Lua.[Fonte: G1]

terça-feira, 18 de março de 2014

Estudo sobre Big Bang confirma expansão cósmica, diz Hawking

Cientista argumentou que houve um período de aceleração na criação do universo

O cientista britânico Stephen Hawking disse nesta terça-feira, 18, que a detecção das ondas gravitacionais geradas depois da criação do Universo pelo Big Bang é "outra confirmação da expansão" cósmica, teoria elaborada há mais de 30 anos.

Em declaração à Rádio 4 da "BBC", o cientista da universidade inglesa de Cambridge lembrou que a "expansão" foi concebida pela primeira vez pelo cosmólogo Alan Guth, que argumentou que na criação do Universo houve um período de "aceleração", um crescimento ultra rápido.

Hawking lembrou que em 1982 convidou cientistas que estudavam a teoria para participar de uma "oficina de trabalho" na Universidade de Cambridge, onde concluíram que era válida a ideia da "expansão" no começo do Universo, o que só foi confirmado através de observação dez anos depois de sua proposição.

Em suas declarações, Hawking ressaltou que a expansão pode gerar "ondas gravitacionais", algo que foi confirmado ontem por cientistas da Universidade americana de Harvard.

O Centro Harvard-Smithsonian para a Astrofísica de Massachusetts (EUA) revelou ter detectado pela primeira vez por meio do telescópio BICEP2, instalado no Pólo Sul, as "ondas gravitacionais primordiais" geradas após o Big Bang.

A equipe dirigida por John Kovac conseguiu perceber pela primeira vez, em um pequeno pedaço do céu, essas ondas gravitacionais, consideradas o "Santo Graal" da cosmologia por comprovarem diversas teorias.

Sempre interessado no futuro do universo, Hawking acredita que a espécie humana "enfrentará uma extinção iminente" se não puder conquistar "novos mundos espalhados pelo cosmos".

Em entrevista ao programa "Planet", Hawking estimou que haverá assentamentos humanos na lua "dentro de 50 anos" e que, nessa época, o homem estará a caminho de pisar em Marte.

No planeta vermelho, segundo suas teorias, não será possível viver até 2100.

"Nosso planeta é um velho mundo, ameaçado com uma população cada vez maior e com recursos finitos. Devemos antecipar essas ameaças e ter um plano B", declarou Hawking.

"Se a espécie humana quer sobreviver além dos próximos cem anos, é preciso que atravesse a escuridão do espaço para colonizar novos mundos pelo cosmos", acrescentou. [Fonte: A Tarde UOL]


segunda-feira, 17 de março de 2014

Detectadas pela primeira vez ondulações no espaço-tempo produzidas pelo Big Bang


A radiação do Universo 380 mil    
A radiação do Universo 380 mil anos após o Big BangNASA/WMAP

A primeira detecção directa de “ondas gravitacionais primordiais” mostra que, quando o Universo tinha apenas um décimo de bilionésimo de bilionésimo de bilionésimo de segundo de vida, sofreu uma brutal expansão.

O físico norte-americano Alan Guth propôs, em 1980, a ideia de que quase imediatamente após o Big Bang – a cataclísmica explosão que criou o espaço e o tempo, há uns 13.800 milhões de anos –, o Universo, que era inicialmente um grãozinho microscópico, adquiriu de forma incrivelmente rápida mais ou menos o tamanho de uma bola de futebol. Esta brutal “inflação” – a palavra é de Guth – permitia, nomeadamente, explicar por que é que o Universo é tão uniforme em todas as direcções.
Os especialistas sabiam que a inflação teria produzido ondulações no espaço-tempo, chamadas ondas gravitacionais, previstas pela Teoria da Relatividade Geral de Einstein mas ainda por confirmar.
Esta segunda-feira, uma equipa internacional de cientistas anunciou nos EUA ter finalmente conseguido “ver” directamente, pela primeira vez, ondas gravitacionais que, quase para além da dúvida, são “ecos” da inflação inicial do Universo. O resultado não só confirma a última previsão da teoria de Einstein que ainda estava pendente, como também mostra, de forma convincente segundo os cientistas, a realidade da inflação cósmica inicial. Quando tinha apenas um décimo de bilionésimo de bilionésimo de bilionésimo de segundo de vida, o Universo inchou-se exponencialmente em apenas uns milhares de bilionésimos de bilionésimos de bilionésimos de segundo.
Para detectar as ondas gravitacionais primordiais, John Kovac, do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian, e colegas utilizaram um telescópio chamado BICEP e instalado no Pólo Sul. O BICEP foi concebido para observar os vestígios da luz emitida pelo Big Bang, que hoje está presente em todo o Cosmos sob forma de microondas – a chamada radiação cósmica de fundo (RCF) – e que víamos como “chuva” no ecrã dos antigos televisores.
Como a RCF – que nos chega dos confins do espaço-tempo, quando o Universo só tinha 380 mil anos e ainda não havia nem estrelas nem galáxias – é uma forma de luz, ela foi difundida (o termo preciso é polarizada) pelas partículas (neste caso átomos e electrões) que se interpunham no seu caminho, tal como a luz do Sol é difundida pela atmosfera terrestre, explica o Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian em comunicado. E por outro lado, como as ondas gravitacionais primordiais comprimiram o espaço à medida que o atravessavam, elas também deixaram a sua marca na polarização da RCF.
Daí que os cientistas estivessem à procura de um tipo particular de polarização da radiação cósmica de fundo característica dessas ondas gravitacionais primordiais.
“A nossa equipa queria ‘caçar’ um tipo especial de polarização daquela antiga luz [a radiação cósmica de fundo], designado modo-B, que é um padrão de polarização que só pode ser devido às ondas gravitacionais”, dizem os autores, citados no comunicado.
Não é difícil imaginar quão difícil e delicado terá sido desemaranhar as diferentes componentes da polarização. Porém, quando detectaram essa assinatura inconfundível das minúsculas flutuações iniciais do espaço-tempo, tiveram uma surpresa: o sinal revelou ser, afinal, duas vezes mais forte do que previsto por muitos cosmólogos. Isso fez com que a equipa passasse três anos a analisar e reanalisar os dados para ter a certeza de que os resultados eram reais.
“Não só estes resultados são a prova irrefutável da inflação cósmica como também nos informam sobre o momento em que essa expansão aconteceu e sobre a sua potência”, diz o físico Avi Loeb, da Universidade de Harvard, citado pela agência AFP. “E deitam uma luz nova sobre algumas das questões mais fundamentais, tais como por que é que existimos e como começou o Universo". [Fonte: publico.pt]

quinta-feira, 13 de março de 2014

Descoberta estrela 1.300 vezes maior que o Sol

Sol está há 12 mil anos-luz da Terra

Astrônomos descobriram a maior estrela amarela jamais vista em nossa Galáxia, cerca de 1.300 vezes maior do que o Sol, de acordo com observações de telescópios do Observatório Europeu Austral, no norte do Chile, divulgadas nesta quarta-feira, 13/03/2014.
O astro gigante, batizado de HR 5171 e situado a pelo menos 12 mil anos-luz da Terra na constelação do Centauro, também está entre as dez maiores estrelas conhecidas da Via Láctea.
É 50% maior do que famosa super gigante vermelha Betelgeuse, na constelação de Orion, e aproximadamente um milhão de vezes mais brilhante do que o Sol, disse Olivier Chesneau, do Observatório da Côte d'Azur (Nice, sul da França), membro da equipe internacional de astrônomos que fez a descoberta.
"As novas observações também revelam que esse gigante amarelo tem um companheiro, uma estrela menor muito próxima, com a qual forma um sistema estelar binário", relatou o astrônomo, que classificou a descoberta como "surpresa".
"As duas estrelas estão tão perto que se tocam, e o sistema parece um amendoim gigante", afirmou Olivier Chesneau, em um comunicado.
As novas descobertas levaram a equipe de astrônomos a estudar mais a fundo observações mais antigas da mesma estrela - que englobam um período de mais de 60 anos - para ver como evoluiu.
As estrelas amarelas super gigantes são muito raras: apenas uma dúzia delas foi registrada em nossa Galáxia. A mais conhecida é a Rho Cassiopeiae.
Segundo os cientistas, elas estão entre as maiores e mais brilhantes na abóbada celeste e se encontram em uma etapa de sua existência na qual são instáveis e mudam rapidamente.[Fonte: UOL/A Tarde]


terça-feira, 11 de março de 2014

Pesquisadores desenvolvem mapa de asteroides

Cientistas criam mapa completo de asteroides.
De acordo com uma publicação na revista “Nature”, pesquisadores da França e dos Estados Unidos criaram um mapa completo da localização dos asteroides que estão inseridos no cinturão principal do Sistema Solar, ou seja, entre Marte e Júpiter. As informações são do próprio Observatório de Paris.
O estudo foi divulgado nesta quinta-feira (30), e também confirma as teorias mais recentes sobre a formação do Sistema Solar, que defendem que todos os elementos que fazem parte do Sistema Solar tiveram deslocamento no decorrer da história.
Conforme os autores do estudo, os astrônomos Benoît Carry, do Observatório de Paris, e Francesca DeMeo, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), os asteroides, que são considerados os pequenos fragmentos de rocha e pó, podem fornecer muita informação sobre a formação dos planetas que estão perto da Terra, já que eles são os restos pouco evoluídos da nebulosa primitiva.
Mapa exibe os principais asteroides presentes entre Marte e Júpiter (Foto: Reprodução/Nature)
Mapa exibe os principais asteroides presentes entre Marte e Júpiter (Foto: Reprodução/Nature)
Vários cientistas defendiam que a estrutura do Sistema Solar era estática, que não tinha qualquer movimentação e que permaneciam na mesma zona onde foram formados. Com isso era possível avaliar os mais evoluídos e próximos ao Sol, dos mais primitivos e afastados.
Porém, a antiga teoria começou a ser reformulada a partir do ano 2000, quando foram encontrados asteroides formados em um entorno frio e também longe do Sol.
Os astrônomos responsáveis pelo trabalhado também determinaram a composição de cem mil asteroides de mais de cinco quilômetros de diâmetro, classificando-os a partir do seu tamanho e posição no Sistema Solar.
A partir do estudo, os cientistas concluíram que a teoria que foi criada desde os anos 80 é aplicada para os asteroides de mais de 50 quilômetros de diâmetro, que são mais primitivos e ficam mais afastados do Sol. No entanto, com os considerados menores, com diâmetro entre 5 e 20 quilômetros, acorre totalmente o contrário.
Porém, nem tudo pode ser explicado, alguns detalhes exibidos na recente cartografia, como a presença e corpos frios perto de Marte, ainda não podem ser decifrados com as atuais teorias.[Fonte: Oficinadanet]

quinta-feira, 6 de março de 2014

Nasa anuncia missão para lua de Júpiter que pode ter vida



 A agência espacial americana, Nasa, anunciou planos de enviar uma missão não tripulada a Europa, a lua de Júpiter coberta de água e apontada por cientistas como um local onde pode haver vida.

A Nasa já separou US$ 15 milhões em sua proposta de orçamento para 2015 para iniciar o projeto. O lançamento da missão deve ocorrer, porém, só após 2020.

O administrador da agência, Charles Bolden, fez o anúncio da missão. A pedido do governo americano, a Nasa apresentou o orçamento para o ano fiscal de 2015 já prevendo este projeto.

Bolden destacou que no ano que vem a Nasa continuará a desenvolver "missões científicas que irão longe em nosso sistema solar, revelarão aspectos desconhecidos de nosso universo e fornecerão conhecimentos importantes sobre nosso planeta".

"Estão incluídas verbas para missões para Marte e a formulação (de um projeto) para uma missão para a lua de Júpiter, Europa", acrescentou.

Sem detalhes
Não foram divulgados mais detalhes a respeito da missão para Europa, mas a chefe do setor financeiro da Nasa, Elizabeth Robinson, confirmou na terça-feira que a missão só será iniciada na próxima década.

Segundo Robinson, o ambiente com muita radiação que predomina em volta de Júpiter e a distância da Terra serão os grandes desafios para este projeto.

A Nasa vai analisar várias ideias para uma missão a Europa e, por isso, a agência ainda não sabe o tamanho ou o custo exato do projeto, disse Robinson.

Para a chefe do setor financeiro da agência, um dos grandes objetivos será a busca de vida na água líquida que está logo abaixo da superfície coberta de gelo da lua de Júpiter.

Quando a Nasa enviou a sonda Galileu para Júpiter, em 1989, foram necessários seis anos para que a sonda chegasse ao quinto planeta do Sistema Solar.

Outras sondas da Nasa já passaram perto de Europa, especialmente a Galileu, mas nenhuma se concentrou especificamente na lua, que é uma das dezenas que orbitam Júpiter.

Ciensitas acreditam que Europa é um ambiente promissor para a vida. Em 2013, foram descobertos jatos de água sendo expelidos através do gelo que cobre a lua. [Fonte: Olhar Direto]

quarta-feira, 5 de março de 2014

NASA anuncia missão para procurar vida em lua de Júpiter

A NASA já analisou várias missões para o sistema de Júpiter e suas luas. [Imagem: NASA/JPL]
Orçamento para a ideia
A NASA, anunciou planos de enviar uma sonda robótica a Europa, a lua de Júpiter, vista como um dos locais vizinhos mais promissores para a existência de vida fora da Terra.
Europa é coberta de gelo, e acredita-se haver um grande oceano de água líquida sob essa camada de gelo.
No ano passado, astrônomos anunciaram ter encontrado vapor de água saindo de Europa, aumentando o interesse e as chances de encontrar algum tipo de vida na lua.
O anúncio veio na forma de uma referência curta e rápida feita pelo administrador da agência, Charles Bolden, durante a apresentação da proposta de orçamento da NASA para 2015.
"[O orçamento] inclui verbas para missões a Marte e a formulação de um projeto para uma missão para a lua de Júpiter, Europa", disse Bolden.
São apenas US$ 15 milhões para iniciar o projeto, o que é suficiente para analisar as diversas propostas já feitas para a missão, que não deverá ir ao espaço antes de 2020.
Resta saber se os orçamentos futuros garantirão recursos para uma missão desse porte: enviar um robô a Júpiter sairá muito mais caro do que enviar umrobô a Marte.
Candidatos
A NASA já analisou várias missões para o sistema de Júpiter e suas luas, incluindo missões para visitar simultaneamente várias luas, missões específicas para Europa e missões específicas para Encélado, outra lua de Júpiter de grande interesse para busca de vida.
A principal candidata no páreo é uma sonda robótica ainda sem nome, que deverá pousar em Europa e tentar perfurar sua camada superficial de gelo.
Outra candidata é a Europa Clipper, que não teria um módulo de pouso, mas faria vários sobrevoos rasantes em Europa, em altitudes variando de 2.700 a meros 25 quilômetros.
No caso de uma colaboração com a agência espacial europeia (ESA), as duas agências já estudaram a fundo a missão Europa Jupiter System Mission, que estudaria as luas Europa, Ganimede e Callisto. A NASA construiria uma sonda, chamada Europa, e a ESA construiria a sonda Ganimede, sendo ambas enviadas separadamente.
A ESA está trabalhando também na missão JUICE (Jupiter Icy moons Explorer: explorador da luas geladas de Júpiter), que deverá estudar várias luas e Júpiter, mas não possui um módulo de pouso.
Desafios
Serão necessários ainda vários anos até que se defina a missão e a sonda seja construída.
Embora haja muitos desafios técnicos, incluindo a forte radiação em torno de Júpiter, o maior teste de sobrevivência da ideia de procurar sinais de vida em Europa será o teste do orçamento, que precisará vencer vários governos.
Depois do lançamento, será necessário ainda uma dose paciência até que a sonda chegue a Júpiter - a Galileo, lançada em 1989, levou seis anos para chegar até lá.
Além da missão a Europa, Charles Bolden afirmou que o orçamento contempla todas as necessidades para manter "a mesma rota firme que vimos seguindo para enviar humanos a Marte em 2030".[Fonta: Inovação Tecnológica]

domingo, 2 de março de 2014

Projeto Mars One resume a 1000, os candidatos para a viagem à Marte

A missão Mars One quer levar o primeiro grupo de humanos até Marte em 2025. Para isso, abriu candidaturas para toda e qualquer pessoa que quisesse tentar ir nessa grande aventura. 200 mil foi o número de candidatos inscritos inicialmente, contudo, só passaram para a segunda fase 1058 pessoas, anunciaram os organizadores da missão.
A missão é só de ida, os astronautas terão de viver em pequenos cubículos e, para sobreviver, serão obrigados a procurar água, a produzir o seu próprio oxigénio e alimentos. Estas dificuldades serão mais complicadas num planeta como Marte, que é um grande deserto, tem uma temperatura média de 63 graus negativos, e uma atmosfera fina constituída sobretudo por dióxido de carbono.
O projeto Mars One, já estuda formas de aterrizagem no planeta vermelho. Será que os astronautas aventureiros, conseguirão chegar a Marte e viver lá? Essa é a pergunta que muitos indagam.[Fonte: CaririNoticia]
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