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quarta-feira, 11 de maio de 2016

VÍDEO: Nasa divulga imagens da passagem de Mercúrio diante do Sol




SolMercúrio e Terra se alinharam — um fenômeno que ocorre apenas 13 vezes por século. Mercúrio foi visto, com uso de telescópios, como um ponto negro avançando devagar na frente da estrela, oferecendo um espetáculo celestial que durou sete horas e meia, e a Nasa divulgou um vídeo em formato time-lapse com o momento da passagem.
Mercúrio, o menor planeta do Sistema Solar, completa uma volta em torno do Sol em 88 dias e passa entre o astro e a Terra a cada 116 dias. No entanto, a sua órbita ao redor do Sol é inclinada em relação a da Terra, de modo que, da nossa perspectiva, na maioria das vezes ele parece passar por cima ou por baixo do Sol. Treze vezes por século, no entanto, as duas órbitas se alinham de tal forma que é possível ver o pequeno planeta a dezenas de milhões de quilômetros de distância.
De acordo com a Royal Astronomical Society britânica (RAS), o trânsito completo pôde ser visto desde a maior parte da Europa Ocidental, das partes ocidentais do Norte e do Oeste da África, do leste da América do Norte e da maior parte da América do Sul, incluindo o Brasil. O fenômeno durou das 11h12min até as 18h42min GMT (de 8h12min às 15h42min no horário de Brasília).
Com um terço do tamanho da Terra e a maior proximidade do Sol, Mercúrio é um dos quatro planetas rochosos do centro do Sistema Solar, mas não tem atmosfera e seu corpo metálico é marcado por colisões de rochas espaciais. O dia em Mercúrio é seis vezes mais quente do que o lugar mais quente na Terra, e a noite pode ser mais de duas vezes mais gélida do que o lugar mais frio do nosso planeta.
Ele gira tão lentamente, três vezes a cada duas órbitas, e, curiosamente, o dia em Mercúrio é duas vezes mais longo do que o seu ano. O trânsito de Mercúrio foi registrado pela primeira vez pelo astrônomo francês Pierre Gassendi, que o observou através de um telescópio em 1631, duas décadas depois do instrumento ter sido inventado. O astrônomo alemão Johannes Kepler tinha previsto corretamente o trânsito, mas morreu em 1630, antes de que pudesse testemunhar o evento.
A última vez que Mercúrio se alinhou com o Sol e a Terra foi há dez anos, e as próximas serão em 2019, 2032 e 2049. [Fonte: Yahoo]

domingo, 2 de dezembro de 2012

Sonda Messenger tira fotos inéditas de Mercúrio

A sonda Messenger, da Nasa, revelou imagens históricas de Mercúrio, as primeiras feitas da órbita do próprio planeta. Uma delas mostra uma cratera na região do polo sul, inédita. No total, a sonda fez 364 fotos e as enviou para o comando central da agência espacial americana. Em um período de três dias, a Messenger deve captar mais 1.185 fotos do planeta mais próximo do sol. A sonda chegou a Mercúrio no dia 17 de março de 2012, mais de seis anos e meio após o seu lançamento na Terra.[Fonte: IG]

Nasa confirma presença de gelo em Mercúrio


Nasa - Imagem composta mostra os depósitos de gelo confirmados no polo norte de Mercúrio

Cientistas da agência espacial americana anunciaram nesta quinta-feira (29) que a sonda Messenger, que orbita Mercúrio, confirmou que há gelo e compostos orgânicos no polo norte do planeta mais próximo do Sol.
Telescópios na Terra há 20 anos reúnem indícios de gelo em Mercúrio, mas a descoberta de substâncias orgânicas foi uma surpresa, segundo pesquisadores da sonda Messenger, da Nasa, a primeira a orbitar o planeta.
A água congelada e os compostos orgânicos, que são semelhantes ao piche ou carvão, estariam em uma área de sombra permanente, com profundidade entre 46 centímetros e 19,8 metros. Eles supostamente foram levados há milhões de anos por cometas e asteróides que caíram no planeta.
"Não é algo que esperávamos ver, mas aí é claro que você percebe que meio que faz sentido, porque vemos isso em outros lugares", como os corpos gelados do Sistema Solar exterior, e nos núcleos dos cometas, disse David Paige, da Universidade da Califórnia, em Los Angeles.
Os pesquisadores da Nasa dizem que é provável que o polo sul de Mercúrio também tenha gelo, mas não há dados que confirmem a hipótese, porque a órbita da Messenger é muito mais próxima do polo norte que do sul. A sonda emite feixes de laser, conta as partículas, mensura os raios-gama e recolhe outros dados remotamente, enquanto orbita o planeta.


As descobertas de gelo e compostos orgânicos, com base em peças minuciosamente montadas ao longo de mais de um ano, se baseiam em modelos de computador, experiências em laboratório e na dedução, mas não na análise direta.

"A explicação que parece encaixar todos os dados é que se trata de material orgânico", disse o cientista-chefe da Messenger, Sean Solomon, da Universidade Columbia, em Nova York.
Paige acrescentou que "não é só uma hipótese louca - ninguém conseguiu nada além que parece se encaixar melhor nas observações".
A ideia de haver química orgânica em Mercúrio era tão remota que a Messenger foi relativamente poupada dos procedimentos de esterilização adotados para minimizar a chance de que bactérias terrestres contaminem qualquer material local com capacidade para gerar vida.
A vida na Terra se baseia em compostos orgânicos, mas nem todos os compostos orgânicos - à base de carbono e oxigênio - estão necessariamente associados à vida. Os cientistas não acreditam que Mercúrio seja ou já tenha sido adequado à vida, mas a descoberta de compostos orgânicos em um planeta do Sistema Solar interior pode revelar como a vida começou na Terra, e como ela pode evoluir em outros planetas fora do Sistema Solar.
Medições de diversos radares já haviam sugerido a existência de gelo no planeta, mas só a sonda espacial conseguiu confirmar sua presença. A Messenger é a primeira nave a orbitar Mercúrio , e foi lançada em 2004. Galeria: imagens do espaço (Com informações da AP e Reuters) [Fonte: IG]

terça-feira, 19 de junho de 2012

Sonda encontra cratera parecida com Mickey Mouse em Mercúrio




A sonda Messenger, da Nasa, flagrou uma curiosa figura na superfície de Mercúrio: uma cratera que parece o Mickey Mouse.
O rosto do famoso camundongo da Disney é surpreendentemente parecido com um conjunto de buracos no planeta. 
"As sombras ajudam a definir a impressionante semelhança com o Mickey Mouse, criada pela acumulação de crateras durante a longa história geológica de Mercúrio", explicaram os cientistas da Messenger ao descreverem a imagem.
A foto foi feita no último dia 3, mas só foi divulgada pela Nasa na sexta-feira (15/06/2012).
A maior cratera --que forma a "cabeça" do Mickey-- tem cerca de 105 quilômetros de diâmetro. Outros impactos menores formaram, posteriormente, as "orelhas".
PAREIDOLIA
Essa não é a primeira vez que alguém enxerga uma figura conhecida no espaço. Na realidade, é relativamente comum. A chamada pareidolia é um fenômeno que dá uma significação a coisas que na verdade são aleatórias.
Um dos casos mais famosos em termos espaciais é o suposto rosto humano capturado pela sonda Viking, também da Nasa, na superfície de Marte. Na ocasião da divulgação da imagem, houve muita especulação sobre uma possível civilização no espaço. Tempos depois, foi comprovado que as aparência humana era causada apenas pela angulação do Sol.
De acordo com os cientistas da Messenger, levando-se em consideração a posição de Mercúrio hoje, a figura real seria praticamente invertida. Ou seja: com a circunferência maior ficando a cima das menores.
MENSAGEIRA
Lançada em 2004, a sonda Messenger chegou à órbita do planeta mais próximo do Sol em 2011. A missão de US$ 446 milhões estava prevista inicialmente para mapear Mercúrio por um ano, mas já foi estendida em mais um ano. (Fonte: Tribuna Hoje)

quinta-feira, 22 de março de 2012

Sonda da Nasa fornece visão inesperada de Mercúrio


Mercúrio parece ser menos montanhoso que Marte e a Lua, e as suas «entranhas» são muito diferentes das de outros planetas do Sistema Solar, segundo um artigo publicado na revista Science.

A publicação inclui dois estudos realizados a partir das informações enviadas pela sonda espacial Messenger, que há um ano se tornou o primeiro satélite artificial de Mercúrio e tem vindo a fazer observações da topografia e do campo gravitacional no hemisfério norte do planeta, que possui reservas profundas de sulfureto de ferro.
Os dados mostram que a variedade de elevações em Mercúrio é consideravelmente menor que as da Lua e de Marte. Segundo dados, a característica mais proeminente na metade norte do planeta é uma extensa região de terras baixas que inclui uma planície vulcânica. O rastreamento da sonda também fez outra descoberta: a crosta de Mercúrio é mais grossa em latitudes baixas e mais espessa em direção à região polar norte.
A sonda, de quase meia tonelada, foi lançada para o espaço por um foguete Delta II em Agosto de 2004 e, após três passagens pelas proximidades do planeta, em Março de 2011 posicionou-se numa órbita altamente elíptica, entre 200 e 15 mil quilómetros da superfície de Mercúrio.

Os técnicos da Nasa - agência espacial americana - indicam que essa órbita busca proteger o aparelho do calor propagado pelas áreas mais quentes da superfície de Mercúrio.
Um dos instrumentos na cápsula robótica é um altímetro de laser que estudou a superfície no hemisfério norte de Mercúrio, onde se verificou que a variedade de elevações é consideravelmente menor que as da Lua e de Marte.
A equipa liderada por Maria T. Zuber, do Departamento de Ciências da Terra, Atmosfera e Planetas do Instituto Tecnológico de Massachusetts, usou o altímetro que cobre áreas de 15 a 100 metros de diâmetro, a 400 metros de distância uma da outra, ao longo das regiões sob a órbita.
«A precisão radial das medições individuais é de mais de um metro e a precisão em relação ao centro de massa de Mercúrio é de menos de 20 metros», destaca o artigo, que teve a colaboração de cientistas dos Estados Unidos, Canadá e Alemanha.
Segundo os pesquisadores, a característica mais proeminente na metade norte de Mercúrio é uma extensa região de terras baixas que inclui uma planície vulcânica.
Maria e os seus colegas também puderam examinar a cratera Caloris, de 1,5 mil quilómetros de diâmetro. Eles determinaram que uma parte do fundo da cratera tem uma elevação maior que a sua circunferência.
Já uma equipa liderada por David Smith, da qual Maria também faz parte, usou o rastreamento por rádio da cápsula Messenger para determinar o campo de gravidade do planeta. Com os dados obtidos, observou-se que a crosta de Mercúrio é mais grossa em latitudes baixas e mais espessa em direção à região polar norte.
Essas conclusões descrevem o interior do planeta e indicam que a camada externa de Mercúrio é mais densa do que os cientistas acreditavam até agora.
«A estrutura interna de um planeta preserva informações substanciais dos processos que influíram na evolução térmica e tectônica», ressalta o artigo. «A medição do campo de gravidade de um planeta proporciona informações fundamentais para compreender a distribuição da massa interna desse corpo».
Durante as primeiras semanas em órbita, a sonda foi rastreada constantemente pelas estações de banda X (8 gigahertz) da Rede de Espaço Profundo da Nasa. Após esse período, a cobertura foi menos frequente.
Os pesquisadores explicam que processaram os dados recolhidos entre 18 de Março e 23 de Agosto de 2011 e mediram as anomalias causadas pela gravidade no hemisfério norte do planeta.
Para surpresa dos cientistas, os dados apontam uma grande densidade de massa nas mantas superiores de Mercúrio, embora seja baixa a presença de ferro nas rochas da superfície.
«Portanto, deve existir uma reserva profunda de material altamente denso que explique a grande densidade do manto sólido e o momento de inércia», acrescenta o artigo, concluindo que a composição mais provável dessa reserva seja de sulfureto de ferro.[Fonte: Diário Digital]

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Internautas confundem imagem "fantasma" da Nasa com nave alienígena

Ondas de uma tempestade solar atingem Mercúrio em imagem geradas por sondas da Nasa. Para internautas, ponto brilhante ao lado do planeta é nave alienígena (NASA / Reprodução)
Um defeito na composição de uma imagem gerada pelas missões solares da Nasa provocou uma onda de rumores na internet. Sites como o americano Gizmodo levantaram a hipótese de se tratar de uma nave alienígena visitando o nosso sistema solar. A agencia espacial americana, porém, acabou com a alegria dos que pensavam se tratar de extraterrestres: o brilho que aparece ao lado do de Mercúrio é uma sombra fantasma do planeta, causada pelo tipo de edição usada para compor a imagem.
O vídeo divulgado na internet, que mostra a suposta nave alienígena, foi criado a partir de várias imagens das sondas STEREO. Elas orbitam o Sol e ajudam a Nasa a prever tempestades solares fortes, que podem danificar satélites da Terra. A onda que atinge Mercúrio nas imagens, obtidas em 1º de dezembro, é uma dessas tempestades. As ejeções de massa coronal (CMEs, na sigla em inglês) criam o fenômeno das auroras boreais, quando passam pelo nosso planeta.

Como Mercúrio está muito próximo do Sol, é atingido com mais força pelas tempestades solares. "Para conseguirmos ver as emissões de CMEs, o que é difícil, temos que remover quase todo o brilho do fundo da imagem, causado por poeira interplanetária, galáxias e estrelas", disse ao site de VEJA Russell Howard, cientista chefe da missão solar.

"O brilho próximo a Mercúrio ocorre porque o planeta estava ali no dia anterior e se move relativamente rápido. Portanto houve menos remoção de brilho da parte de trás do espaço em relação ao resto da imagem", complementa Nathan Rich, que participa da missão. "Nessas imagens, uma média diária de cada pixel é usada como o melhor 'quase tempo real' para o acompanhamento das CMEs. Isso resulta no 'buraco' de Mercúrio", afirma ainda. Ou seja, apesar do vídeo (que pode ser visto abaixo), as imagens são feitas com grandes intervalos entre elas. O vídeo reúne um dia inteiro de imagens.

As sondas STEREO, lançadas em 2006, tiram fotos do Sol e de suas proximidades e as enviam para a Nasa, que compõem os vídeos sobrepondo essas fotos. "Nota-se, que o brilho some da imagem em seguida. E isso ocorre porque um fundo diferente foi usado na concepção das imagens seguintes. Não há nada de anormal", conclui Rich.

A polêmica foi iniciada por um usuário do You Tube que se identifica como siniXter. No dia 3 de dezembro ele postou um vídeo no site usando as imagens geradas pelas sondas da Nasa e afirmando que se trata de uma nave espacial. O vídeo (narrado em inglês) já foi visto por mais de 150 mil usuários.[Fonte: Veja.online]

quarta-feira, 30 de março de 2011

Primeira fotografia de Mercúrio tirada a partir da sua órbita

As duas crateras e o Sul de Mercúrio foram capturados pela Messenger (NASA)

A fotografia mostra o Sul de Mercúrio a preto e branco coberto de crateras. Um dos acidentes geográficos mais importantes que se pode ver é a enorme cratera Debussy, com os seus raios brancos formados a partir do material projectado durante a colisão do meteoro, que se prolongam por centenas de quilómetros.
Do lado esquerdo desta cratera, a oeste da Debussy, está a cratera Matabei, mais pequena e com raios escuros. Os cientistas pensam que estes raios são provenientes de material escuro, que estava em profundidade, e foi ejectado durante a colisão de outro meteoro.

A parte inferior da fotografia mostra a superfície da região perto do Pólo Sul do planeta, que até agora não tinha sido registada por nenhuma sonda.

Já existiam fotografias de Mercúrio tiradas a partir da Terra e durante as aproximações que a sonda Messenger e a sonda Mariner 10, também da NASA, fizeram ao planeta. A Mariner 10 aproximou-se do planeta em 1974 e 1975.

A Messenger entrou finalmente em órbita de Mercúrio este mês, a 17 de Março, depois de ter feito três aproximações ao planeta. Durante os próximos três dias vai tirar mais 1185 fotografias com o Mercury Dual Imaging System (MDIS). Está máquina tem uma lente capaz de tirar fotografias a cores que vai fotografar áreas desconhecidas e retratar a topografia de Mercúrio com uma resolução alta.

A Messenger transporta ao todo seis instrumentos que vão estudar o planeta durante um ano, a partir de 4 de Abril, até lá a sonda está em preparação. Durante esse tempo, que pode vir a ser prolongado, espera-se que a MDIS obtenha mais de 75 mil fotografias, uma quantidade de informação superior a 12 gigabytes. [Fonte: Público]

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