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quarta-feira, 9 de julho de 2014

Brasil firma convênios para iniciação em astronomia e exploração espacial

Brincadeira de criança levada a sério em outros países, exploração espacial começa a ter projetos também no Brasi
Brasília – Um termo de cooperação técnica firmado entre a Agência Espacial Brasileira (AEB), o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e a Fundação Universidade de Brasília (FUB) com as instituições francesas Astrium SAS – BU Space Transportation,  Safran e o Isae (Instituto Superior de Aeronáutica e do Espaço) é a mair recente iniciativa para estimular a formação de brasileiros e brasileiras em áreas como astronomia e desenvolvimento de foguetes.
O objetivo é criar tutorias e desenvolvimento de projetos entre os estudantes, num programa que tende a ser estendido para outras universidades do país. Para isso, está sendo formado um comitê, composto por representantes das seis entidades parceiras, que vai elaborar nos próximos meses projetos conjuntos de pesquisa e desenvolvimento com alunos brasileiros, bem como cursos de treinamento em temas diversos e workshops no âmbito do chamado  “Projeto de Veículo Lançador” que é desenvolvido pelas empresas francesas Astrium e Safran.
“A parceria tem um significado especial, porque reúne duas questões fundamentais para que um empreendimento tenha sucesso: soma de objetivos comuns e o trabalho conjunto. Responde a um esforço de formar recursos humanos nesta área, para que possamos, com os novos profissionais, enfrentar os desafios tecnológicos impostos pelos avanços do mundo moderno”, afirmou o presidente da Agência Espacial Brasileira, José Raimundo Braga Coelho.
Ainda não há uma estimativa de quantos alunos brasileiros possam vir a ser beneficiados com a parceria, porque a elaboração do programa de trabalho começa a ser feita a partir de agora, pelo comitê a ser criado, mas a ideia é beneficiar todos os interessados em ingressar numa carreira voltada para a área espacial, conforme explicou o Físico João Lopes, professor da UnB. Para o reitor do ITA, Carlos Américo Pacheco, a cooperação vai ampliar a qualidade e intercâmbio que já são realizados entre França e Brasil, países que possuem longa trajetória de trabalhos em conjunto na área educacional.
A iniciativa também vai ao encontro de trabalho que já está sendo desenvolvido pela AEB nos estados brasileiros, em conjunto com governos estaduais, em escolas e universidades. Um dos exemplos bem sucedidos é o "AEB Escola", programa que em Sergipe auxilia o programa "Espaço&Escola" na preparação para aulas sobre satélites, sensoriamento remoto e  meteorologia para alunos secundaristas e universitários. O intuito das aulas é formar multiplicadores, dentro da concepção para o Curso Astronáutica e Ciências, do referido “Espaço”.
“Nossa proposta é incentivar os educadores a trabalharem com a temática espacial em sala de aula, enriquecendo os conteúdos diferentes das disciplinas. Queremos aproveitar para ampliar a participação dos estudantes de Sergipe na Olimpíada de Astronomia e Astronáutica que acontece todos os anos”, ressaltou o professor Marcos Silva, coordenador da Rede Sergipe de Geotecnologias e um dos idealizadores do Espaço&Escola.

Foguete recuperável

A experiência sergipana já está rendendo bons frutos. Exemplo disso é o trabalho do professor Nilson Santos, do colégio Estadual General Calazans, localizado no sertão sergipano. Ao conhecer o material didático do programa, o Santos juntou seus alunos e encarou o desenvolvimento de um projeto de foguete, cujo esboço foi apresentado no início do ano à AEB. Para a gerente do programa na Agência, Ivette Rodrigues, exemplos como este mostram a importância das parcerias que estão sendo firmadas. “Eles (professor e alunos sergipanos), com a experiência, conseguiram traduzir um exemplo de novos desafios e autosuperação da equipe”, salientou.
De acordo com o representante da Astrium, Jean Noel Hardy, é de fundamental importância atualmente, para todas as nações, o investimento na capacitação de recursos humanos, motivo pelo qual, completou ele, a parceria representa boas perspectivas tanto para o Brasil como também para a França. Já o representante da Safran, Michel Provost, enfatizou que considera esse acordo para estimular a educação espacial como um reforço no interesse que Brasil e França possuem na área educacional.
Expectativa semelhante também está sendo observada além de Sergipe e do Distrito Federal (onde fica a UnB). “Temos alunos interessados em participar de um projeto como esse na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e em pólos de ensino da Paraíba e do Amazonas. É uma oportunidade ímpar que se abre para os jovens brasileiros”, afirmou o físico Fernando Cantalice, professor da UFPE – formado pelo ITA, que há 15 anos procura o desenvolvimento de trabalhos deste tipo. [Fonte: RBA]

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Astrônomos brasileiros desenvolvem novo modelo da formação de Marte

Estudo internacional liderado por pesquisadores da Unesp de Guaratinguetá analisa a densidade da nuvem que formou o Sistema Solar para explicar o tamanho do planeta vermelho (Nasa)
Os modelos de formação dos planetas rochosos do Sistema Solar desenvolvidos nas últimas duas décadas têm sido bem-sucedidos na explicação da origem de Vênus e da Terra – com tamanho similar – e de Mercúrio, que tem apenas 5% da massa da Terra.

As simulações computacionais de alta resolução, no entanto, ainda não permitiram explicar como Marte se formou nem por que o planeta tem apenas 10% da massa da Terra.
Segundo os pesquisadores, a questão é intrigante, já que os quatro planetas são constituídos pelos mesmos embriões planetários – corpos celestes com dimensões similares aos planetas atuais – que se fundiram ao longo de dezenas de milhões de anos.
Uma equipe internacional de astrônomos – formada por pesquisadores do Brasil, dos Estados Unidos, da Alemanha e da França e liderada pelo Grupo de Dinâmica Orbital & Planetologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), no campus de Guaratinguetá – realizou recentemente uma série de simulações demostrando que o tamanho de Marte pode estar relacionado à densidade da nebulosa protossolar – a nuvem de gás e poeira que deu origem ao Sistema Solar – na região orbital do planeta.
Resultado do Projeto Temático “Dinâmica orbital de pequenos corpos”, realizado com apoio da FAPESP, o estudo foi descrito em um artigo publicado em fevereiro no The Astrophysical Journal, da American Astronomical Society.
O trabalho foi destacado por John Chambers, pesquisador do Departamento de Magnetismo Terrestre da Carnegie Institution for Science, dos Estados Unidos, em um artigo publicado na edição de maio da revista Science.
“A maioria das simulações de formação dos planetas terrestres do Sistema Solar não consegue gerar um objeto do tamanho e na órbita de Marte, que está a 1,5 unidade astronômica [UA, equivalente a aproximadamente 150 milhões de quilômetros] de distância do Sol”, disse Othon Cabo Winter, pesquisador do Grupo de Dinâmica Orbital & Planetologia e coordenador do projeto, à Agência FAPESP.
“Esses modelos geram um corpo na órbita de Marte com tamanho equivalente mais ou menos ao da Terra, o que é muito grande”, disse o pesquisador, coautor do artigo ao lado de André Izidoro, que atualmente realiza pós-doutorado no Observatoire de la Côte d'Azur (OLCD) em Nice, na França.
Grand Tack
De acordo com Winter, um dos modelos já propostos para tentar explicar a formação de Marte é o chamado “Grand Tack”, desenvolvido por pesquisadores do OLCD.
O modelo presume que na formação do Sistema Solar, há 4,5 bilhões de anos, a órbita de Júpiter – o planeta gigante mais próximo de Marte – migrou de sua atual posição, em 5 UAs do Sol, para perto da órbita do planeta vermelho, a 2 UAs do Sol.
Ao se aproximar da órbita de Marte, Júpiter teria cruzado o cinturão de asteroides e varrido a maioria dos embriões planetesimais (corpos sólidos feitos de poeira cósmica e gelo, semelhantes aos asteroides e cometas) e planetários situados no cinturão ou próximos da órbita do planeta vermelho para mais perto do Sol.
Por isso, a massa de Marte e do cinturão de asteroides foi reduzida e o material planetesimal e planetário acabou participando da formação da Terra e de Vênus, estima o modelo Grand Tack.
Por causa das interações gravitacionais com a nebulosa solar e com Saturno, contudo, Júpiter teria retornado à sua órbita atual. “Esse modelo é válido, mas bastante questionável porque é muito improvável que isso realmente tenha acontecido”, disse Winter.
Modelo alternativo
Para desenvolver um modelo alternativo ao Grand Tack, os pesquisadores brasileiros, em cooperação com colegas do OLCD, além do Instituto de Astrobiologia da agência espacial norte-americana (Nasa) e do Instituto de Astronomia e Astrofísica da University of Tübingen, na Alemanha, realizaram uma série de simulações do fluxo de gás e poeira dentro da nebulosa protossolar durante a sua formação.
As simulações sugerem que o material fluiu em direção ao Sol, movendo-se a velocidades diversas, em diferentes distâncias da estrela. Na região entre 1 e 3 UAs do Sol, a nebulosa protossolar pode ter sofrido perda ou redução (depleção) de matéria equivalente a entre 50% e 75% de sua densidade.
A perda desse volume de “blocos de construção planetários” pela nebulosa protossolar nessa região, próxima da órbita de Marte, teria causado a redução da massa final de Marte e o crescimento da Terra e de Vênus, supõe o modelo.
“Estudamos diversos parâmetros e concluímos que, se houve uma depleção de matéria entre 50% e 75% da nebulosa protossolar na região entre 1 e 3 UAs, há mais de 50% de chance de ter sido formado um planeta com massa similar na atual órbita de Marte, além da Terra, de Vênus e alguns poucos objetos no cinturão de asteroides”, disse Winter.
“O modelo é bem completo, porque abrange não só o problema da formação de Marte, mas mantém e consegue gerar os outros planetas terrestres com suas massas e atuais órbitas”, avaliou.
Possíveis contribuições
Na avaliação de Winter, o novo modelo fechou uma lacuna que havia no modelo de formação do Sistema Solar, indicando que o perfil de densidade de massa da nuvem protossolar não era uniforme e sofreu depleções. “Esse dado pode ter implicações em estudos para tentar explicar a formação do cinturão de asteroides, por exemplo”, indicou.
O modelo também poderá contribuir em pesquisas na área de astrobiologia – área do conhecimento na interface entre astronomia, biologia, química, geologia e ciências atmosféricas, entre outras disciplinas –, relacionadas a objetos vindos de Marte em direção à Terra, além de estudos de planetas extrassolares, afirmou.
“Os objetos e planetas extrassolares já descobertos atingiram a casa do milhar e têm uma distribuição muito variada e diferente dos corpos do Sistema Solar”, disse Winter. “O modelo que desenvolvemos pode auxiliar a entender como eles foram formados.”
Agência Fapesp



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terça-feira, 25 de setembro de 2012

Brasil conquista ouro em Olimpíada de Astronomia e Astronáutica


Weslley da Silva (ouro), Luis Fernando Valle (prata), Amanda Pedarnig (ouro), Victor Venturi e Larissa de Aquino (ambos receberam prata) foram os medalhistas brasileiros
Foto: Divulgação
O Brasil conquistou duas medalhas de ouro e três de prata na 4º edição da Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (Olaa). O evento ocorreu na cidade de Barranquilla, na Colômbia, e reuniu jovens de oito países da América Latina. Os medalhistas de ouro foram Amanda Seraphim Pedarnig (Valinhos, SP) e Weslley de Vasconcelos Rodrigues da Silva (Teresina, PI). E os de prata, Larissa Fernandes de Aquino (Olinda, PE), Luis Fernando Machado Poletti Valle (Guarulhos, SP) e Victor Venturi (Campinas, SP). A equipe foi liderada pelos professores João Garcia Canalle e Julio Cesar Klafke.
A olimpíada foi dividida em três partes: teórica, prática e reconhecimento do céu. A prova teórica teve duas fases: individual e em grupo, mesclando as delegações. Os estudantes ainda participaram de uma competição de lançamento de foguetes em grupos multinacionais. As últimas avaliações foram individuais e exigiram o reconhecimento do céu real e o manuseio de telescópio.
Durante o evento, os participantes conheceram o Planetário de Barranquilla, o Centro Interativo de Ciência Combarranquilla, a Universidade Livre, a Berckley International School e o Museu do Caribe.
Treinamento
Antes da Olaa, os estudantes da delegação brasileira tiveram um treinamento intensivo com astrônomos, ex-participantes de olimpíadas e acadêmicos na cidade de Passa Quatro, em Minas Gerais. As aulas foram coordenadas pelos professores Gustavo Rojas, da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar); Luciana Antunes Rios, do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), Julio Klafke, da Universidade Paulista (Unip); Pâmela Marjorie C. Coelho, coordenadora da Mostra Brasileira de Foguetes (Mobfog); e pelos estudantes universitários Rafael Tafarello (USP) e Júlio César Campagnolo (Observatório Nacional).

Para participar da Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica ou da Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA, na sigla em inglês), o candidato necessita de uma excelente pontuação na prova da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA). Em seguida, participa das seletivas e ainda passa por mais uma etapa. Depois de todo esse processo, os classificados fazem um treinamento intensivo com vários astrônomos, como o que aconteceu na cidade de Passa Quatro.
A Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica foi fundada em outubro de 2008 na capital uruguaia, Montevidéu. O Brasil já foi sede do evento por duas vezes, e essa foi a segunda vez que a Colômbia recebeu a olimpíada.
Já a OBA é organizada por uma comissão formada por membros da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) e da Agência Espacial Brasileira (AEB). O grupo responsável é constituído pelos astrônomos João Batista Garcia Canalle (Uerj), Thaís Mothé-Diniz (UFRJ), Helio Jacques Rocha-Pinto (UFRJ), Jaime Fernando Villas da Rocha (Unirio) e pelo engenheiro aeroespacial José Bezerra Pessoa Filho (IAE). [Fonte: Terra]

quinta-feira, 2 de abril de 2009

100 Horas de Astronomia (100HA)

A celebração do Ano Internacional da Astronomia 2009 tem como um de seus programas globais o evento 100 Horas de Astronomia (100HA), que consiste em atividades de divulgação entre hoje e domingo, 2 e 5 de abril. Setenta e nove países já divulgaram sua programação, contando mais de 1500 atividades. Espera-se que 1 milhão de pessoas participem dos eventos. Para uma visão mais detalhada, visite o site http://www.100hoursofastronomy.org

É muito interessante ver que o Brasil está no honroso segundo lugar, com 180 atividades, comparado com os EUA, em primeiro lugar, com 400 atividades, e a Nova Zelândia, em terceiro, com 67. Esses números são do dia 1° de abril e crescem continuamente, dado o vício brasileiro de anunciar tudo na última hora. Para visualizar atividades em todo o mundo, use este link. Ele abre um mapa, como o que está ao lado, e, clicando em cima de cada bandeira, você acessa o mapa de cada país. Detalhes de cada evento no Brasil, como horário, endereço etc., podem ser acessados no site http://www.astronomia2009.org.br, clicando no link “Eventos”.

A amplitude das 100 Horas de Astronomia se deve principalmente ao entusiasmo dos astrônomos amadores. Esse tipo de atividade é feita fora das academias, por cidadãos autodidatas que custeiam seus próprios meios de observação. Na Europa, essa atividade remonta há séculos, logo depois da invenção do telescópio. Muitos astrônomos amadores fizeram contribuições elevantes para a ciência astronômica, o que não tem paralelo em outros ramos do conhecimento.

Mas, como interpretar esse surpreendente desempenho do Brasil, um país com tradição de cultura científica tão pobre e incipiente? Quantos grupos de amadores existem? Ao iniciarmos, em 2007, a preparação do Ano Internacional da Astronomia, esperávamos encontrar 30-40 clubes amadores no Brasil. Cadastramos 125! Um número comparável ao da França ou Inglaterra, que são os países de maior tradição na área. Isso é difícil de explicar devido a fatores adversos no Brasil como: pobreza de cultura científica, falta de instrumentos de observação no mercado local e alto custo dos importados, reduzido número de noites de céu limpo. O brilhante desempenho da astronomia profissional brasileira, que vem crescendo 15% ao ano sem parar ao longo de 3 décadas, tem tido uma excelente receptividade pública. Entretanto, isso sozinho não explica o enorme entusiasmo de nossos cidadãos para os eventos celestes. Fica aqui a sugestão para que alguém estude esse fato.

No âmbito profissional, existe um programa chamado “Volta ao Mundo em 80 Telescópios”. Ele consiste de webcasts (transmissões de vídeo e áudio pela internet) ao vivo a partir dos maiores telescópios em operação: no solo, o Keck, o Gemini, o VLT, o telescópio sul-africano de 11 metros; no espaço, o telescópio espacial Hubble/NASA, os telescópios da ESA (Agência Espacial Européia) em altas energias XMM-Newton e Integral. O programa se inicia amanhã, dia 3, às 9h UT (Universal Time, ou horário de Greenwich, que está três horas à frente do fuso de Brasília) e dura 24 horas seguidas. Os webcasts serão transmitidos pelo popular site www.ustream.tv, que se associou ao 100HA. Além desse site internacional, o próprio site do 100HA estará transmitindo webcasts de todas as partes do mundo.

A idéia é que, a qualquer hora do dia ou da noite, os cidadãos de todo o mundo poderão olhar o céu através de algum telescópio. O Hubble ofereceu uma oportunidade de votação (you decide) para um grupo de 6 alvos e um deles será observado durante as 100HA. No Brasil, o Laboratório Nacional de Astrofísica do Ministério da Ciência e Tecnologia (LNA/MCT) oferecerá um evento de portas abertas no Observatório do Pico dos Dias , em Brazópolis, no sul de Minas Gerais, com visitação pública no dia 4, sábado. A partir das 16h (hora local), haverá transmissão via internet a partir de um de seus telescópios.

Augusto Damineli - Edição Online - 02/04/2009
Revista Pesquisa FAPESP

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