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sexta-feira, 27 de julho de 2012

Universo pode ter singularidade não prevista por Einstein



Um corpo de grande massa pode não ser a única forma de distorcer o tecido do espaço-tempo. [Imagem: NASA]
Curvatura do espaço-tempo
A teoria da relatividade geral de Einstein estabelece que corpos de grande massa curvam o tecido do espaço-tempo, sendo essa curvatura um efeito que conhecemos como força da gravidade.
Isso significa que Einstein considerava que o tecido do espaço-tempo é originalmente plano em um dado local.
Mas pode não ser bem assim.
É o que propõem Moritz Reintjes e Zeke Vogler (Universidade de Michigan) e Blake Temple (Universidade da Califórnia, em Davis).
Segundo eles, há uma outra forma de criar ondulações no tecido do espaço-tempo.
"Nós demonstramos que o espaço-tempo não pode ser localmente plano em um ponto onde duas ondas de choque colidem," explicou Temple. "Isto representa um novo tipo de singularidade na relatividade geral".
Singularidade
Os físicos chamam de singularidade o núcleo de um buraco negro, onde a curvatura do espaço-tempo atinge valores extremos, algo que as equações da física não contemplam.
De forma mais geral, uma singularidade é um pedaço do espaço-tempo que não pode parecer plano em nenhum sistema de coordenadas.
Segundo a relatividade geral, a gravidade é tão forte perto de uma singularidade que o espaço-tempo se distorce.
Singularidade de regularidade
Uma onda de choque pode criar uma descontinuidade, uma mudança abrupta, na pressão e na densidade do tecido do espaço-tempo, criando um ressalto em sua curvatura.
Mas, desde os anos 1960, os físicos calculam que uma única onda de choque não é suficiente para descartar a natureza plana do espaço-tempo em um determinado local.
O que os pesquisadores demonstraram agora é que isso pode acontecer quando duas ondas de choque colidem.
Segundo eles, o cruzamento das ondas de choque cria um novo tipo de singularidade, que eles chamaram de singularidade de regularidade.
"O que é surpreendente é que algo tão suave quanto ondas interagindo possa criar algo tão extremo quanto uma singularidade no espaço-tempo," disse Temple.
Em busca de uma singularidade
Os pesquisadores estão agora se debruçando em busca de manifestações dessa singularidade de regularidade, efeitos que possam ser medidos no mundo real.
Segundo eles, é possível que ondas de choque que passem pelo interior de estrelas possam criar suas singularidades regulares.
Mas será preciso demonstrar isto matematicamente antes que os astrofísicos possam começar a procurar por seus sinais.[Fonte: Inovação Tecnológica]
Bibliografia:


Simulation of general relativistic shock waves by a locally inertial Godunov method featuring dynamic time dilation
Zeke Vogler, Blake Temple
Proceedings of the Royal Society A
Vol.: Published online
DOI: 10.1098/rspa.2011.0355



Points of general relativistic shock wave interaction are "regularity singularities" where space-time is not locally flat
Moritz Reintjes, Blake Temple
Proceedings of the Royal Society A
Vol.: Published online
DOI: 10.1098/rspa.2011.0360

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Telescópio da Nasa registra imagens em alta resolução do Sol

Imagem registrada por um telescópio da Nasa mostra o comportamento da superfície do Sol. (Foto: Nasa)

Um telescópio a bordo de um foguete lançado pela Nasa, a agência espacial americana, no dia 11 de agosto registrou imagens inéditas em alta resolução da atmosfera de milhões de graus do Sol, chamada corona. A clareza das imagens vai permitir aos pesquisadores compreender melhor o comportamento da atmosfera solar e seu impacto no ambiente espacial da Terra.
Lançado em um foguete de 17 metros de altura no Novo México, nos Estados Unidos, o telescópio tirou 165 imagens durante o voo de pouco mais de 10 minutos. Sua capacidade de registrar uma imagem a cada cinco segundos em uma resolução extremamente alta faz do satélite o provedor de dados científicos sobre o sol mais rápido que qualquer outra nave lançada para observar o Sol na história.
O teste foi considerado valioso pela Nasa para a futura concepção de tecnologias voltadas para satélites ou sondas para exploração de planetas.[Fonte: Época]

Encontradas galáxias escuras do Universo primordial


Esta imagem profunda mostra a região do céu em torno do quasar HE 0109-3518. O quasar está marcado com um círculo vermelho próximo do centro da imagem. A radiação energética do quasar faz com que as galáxias escuras brilhem, ajudando assim os astrônomos a compreender as fases iniciais da formação de galáxias. As imagens tênues do brilho de 12 galáxias escuras estão marcadas com círculos azuis.[Imagem: ESO/DSS2/S. Cantalupo(UCSC)]
Galáxias escuras
Foram encontradas pela primeira vez galáxias escuras, uma fase inicial da formação de galáxias prevista teoricamente mas que, até agora, nunca tinha sido observada.
São essencialmente galáxias ricas em gás, mas sem estrelas.
Utilizando o VLT (Very Large Telescope) do ESO, uma equipe internacional detectou estes objetos evasivos observando-os brilhando ao serem iluminados por um quasar.
As galáxias escuras são galáxias pequenas, ricas em gás do Universo primordial, mas muito pouco eficazes em formar estrelas. Elas haviam sido previstas pelas teorias de formação de galáxias, acreditando-se serem elas os blocos constituintes das atuais galáxias brilhantes, ricas em estrelas.
Os astrônomos acreditam que estes objetos devem ter alimentado as galáxias maiores com o gás que posteriormente deu origem às estrelas que existem atualmente.
Como são essencialmente desprovidas de estrelas, estas galáxias escuras não emitem muita radiação, o que as torna muito difíceis de detectar.
Lanterna cósmica
Durante anos, os astrônomos tentaram desenvolver novas técnicas para confirmar a existência destas galáxias. Pequenos decréscimos em absorção nos espectros de fontes luminosas de fundo apontavam para a sua existência.
No entanto, este novo estudo marca a primeira vez que estes objetos foram vistos diretamente.
"A nossa abordagem do problema de detectar uma galáxia escura foi simplesmente iluminá-la com uma luz brilhante," explica Simon Lilly (ETH Zurich, Suíça), coautor do artigo científico que descreve o resultado.
"Procuramos o brilho fluorescente do gás em galáxias escuras quando estas são iluminadas pela radiação ultravioleta de um quasar próximo, muito brilhante. A radiação do quasar ilumina as galáxias escuras, em um processo semelhante ao das lâmpadas ultravioletas que iluminam as roupas brancas numa discoteca," completou.
Sem luz própria
A equipe tirou partido da grande área de observação, da sensibilidade do VLT e de uma série de exposições muito longas, para detectar o brilho fluorescente extremamente tênue das galáxias escuras.
Eles mapearam a região do céu em torno do quasar HE 0109-3518, à procura da radiação ultravioleta que é emitida pelo hidrogênio gasoso quando sujeito a radiação intensa - devido à expansão do Universo, esta radiação é observada com uma tonalidade de violeta.
A equipe detectou quase 100 objetos gasosos que se situam num raio de alguns milhões de anos-luz do quasar.
Depois de uma análise detalhada, para excluir objetos nos quais a emissão possa ser oriunda de formação estelar interna nas galáxias, em vez da radiação do quasar, o número de objetos diminuiu para 12.
São as identificações mais convincentes até hoje de galáxias escuras no Universo primordial.
Propriedades das galáxias escuras
Os astrônomos conseguiram determinar também algumas das propriedades das galáxias escuras.
Eles estimam que a massa do gás nestes objetos seja de cerca de um bilhão de vezes a do Sol, típica de galáxias de pequena massa ricas em gás, existentes no Universo primordial.
A equipe conseguiu também estimar que a eficiência da formação estelar é cerca de 100 vezes menor do nas galáxias típicas - com formação estelar - encontradas em fases semelhantes na história cósmica.
Em 2013, o VLT receberá um novo instrumento, chamado espectrógrafo de campo integral MUSE, que será uma ferramenta extremamente poderosa para o estudo destes objetos.
Fluorescência
A observação das galáxias escuras foi possível graças ao fenômeno da fluorescência, que é a emissão de radiação por uma substância iluminada por uma fonte luminosa.
Na maioria dos casos, a radiação emitida tem um comprimento de onda maior que a da fonte luminosa. Por exemplo, as lâmpadas fluorescentes transformam radiação ultravioleta - invisível para nós - em radiação visível.
A fluorescência ocorre naturalmente em alguns compostos, como rochas ou minerais, mas pode ser também adicionada intencionalmente, como no caso de detergentes que contêm químicos fluorescentes, no intuito de fazer com que as roupas brancas pareçam mais brilhantes sob luz normal.
Radiação de Lyman-alfa
A emissão de luz pelo hidrogênio é conhecida como radiação de Lyman-alfa e é produzida quando os elétrons nos átomos de hidrogênio descem do segundo para o primeiro nível de energia.
É um tipo de luz ultravioleta.
Uma vez que o Universo se encontra em expansão, o comprimento de onda da radiação dos objetos aumenta à medida que atravessa o espaço. Quanto mais longe viajar a radiação, maior será o comprimento de onda.
Como o vermelho é o maior comprimento de onda que os nossos olhos podem ver, este processo é literalmente um desvio em comprimento de onda em direção à ponta vermelha do espectro - daí o nome "desvio para o vermelho".
O quasar HE 0109-3518 situa-se a um desvio para o vermelho de z = 2,4 e a radiação ultravioleta das galáxias escuras é desviada para a região visível do espectro.
Quasares
Os quasares são galáxias distantes e muito brilhantes.
Acredita-se que sua energia origine-se de buracos negros de elevada massa situados nos seus centros.
O seu brilho torna-os faróis poderosos que podem ajudar a iluminar a região ao seu redor, dando pistas sobre a época em que as primeiras estrelas e galáxias se formavam a partir do gás primordial.
Formação estelar
A eficiência de formação estelar é calculada como a massa de estrelas recentemente formadas em relação à massa de gás disponível para formar estrelas.
A equipe descobriu que as galáxias escuras agora detectadas precisariam de mais de 100 bilhões de anos para converter todo o gás em estrelas.
Como isso é muito mais do que a idade atual calculada para o Universo, os astrônomos afirmam que o gás dessas galáxias deve ter sido "aproveitado" por "galáxias comuns", deixando sua existência em uma espécie de beco sem saída, e não exatamente uma fase da formação das "galáxias normais".
Este resultado está de acordo com estudos teóricos recentes que sugeriram que halos de pequena massa ricos em gás a elevados desvios para o vermelho podem ter uma eficiência de formação estelar muito baixa, como consequência do baixo conteúdo em metais.[Fonte: Inovação Tecnológica]

Universo: Teia cósmica tem fios de matéria escura


Os cálculos indicam que os filamentos que unem os aglomerados de galáxia contêm mais da metade de toda a matéria no Universo. [Imagem: Dietrich et al./Nature]
Eclipse científico
A virtual descoberta do bóson de Higgs praticamente eclipsou uma descoberta igualmente expressiva no campo da cosmologia.
Jörg Dietrich e seus colegas da Universidade Observatório de Munique, na Alemanha, afirmam ter detectado componentes de matéria escura entre dois super-aglomerados de galáxias a 2,7 bilhões de anos-luz de distância da Terra.
É a primeira vez que se detecta claramente o "esqueleto" de matéria escura que permeia a teia cósmica de matéria no Universo.
E, o que é mais interessante, esse esqueleto aparece justaposto com a distribuição de matéria comum, permitindo uma comparação sem precedentes entre as duas fontes de gravidade.
Teia cósmica
A matéria comum forma uma teia no espaço, com galáxias e aglomerados de galáxias interligados por filamentos de gases quentes muito tênues - mas formados por átomos de matéria comum.
É necessário lembrar que, apesar de galáxias e aglomerados de galáxias serem estruturas descomunais, a maior parte do que chamamos "cosmos" é um imenso espaço vazio. Como esses filamentos se espalham por distâncias imensas, os cálculos indicam que eles contêm mais da metade de toda a matéria do Universo.
Assim, um espaço aparentemente vazio ganha uma estrutura graças à presença desses filamentos.
A gravidade produzida por eles, contudo, indica que esses filamentos não podem ser feitos apenas de matéria bariônica - a nossa matéria comum, que compõe 4% da massa do Universo.
Eles possuem um fortíssimo componente de matéria escura - essa "alguma coisa" invisível que compõe 85% da massa do Universo.
Filamento de matéria escura
Mas ninguém até hoje havia conseguido identificar o componente de matéria escura de um filamento.
Dietrich e seus colegas encontraram-no no filamento que une os aglomerados Abell 222 e Abell 223 - dois aglomerados de galáxias pertencentes ao catálogo criado pelo astrônomo George Abell em 1958, que contém 2712 enxames de galáxias.
A forte gravidade do filamento que une os dois aglomerados funciona como uma lente para a luz que vem de galáxias mais distantes em direção à Terra.
Os pesquisadores usaram essa luz para calcular a massa e o formato do filamento.
Raios X emitidos pelo gás quente de matéria comum mostram que essa matéria está distribuída ao longo de todo o filamento, mas compondo apenas cerca de 9% de sua massa.
Simulações em computador mostraram que outros 10% de massa podem ser atribuídos às estrelas e galáxias visíveis.
O resto só pode ser "parte de uma rede matéria escura que conecta aglomerados de galáxias através do Universo, disse Dietrich.
Estrutura do Universo
Astrônomos já haviam usado uma técnica semelhante para traçar um mapa da distribuição da matéria escura no interior de um outro aglomerado de galáxias, o Abell 1689.
Mas esta é a primeira vez que se detecta a matéria escura nas "interligações" de matéria comum.
A possibilidade de fazer um mapa mostrando matéria comum e matéria escura juntas pode mostrar a inter-relação entre as duas e ajudar a determinar se a matéria escura é formada por partículas "frias" (de movimento lento) ou por partículas "quentes" (de movimento rápido).
E isso serve para dar a dimensão da importância dessa observação, uma vez que ela pode ajudar os astrofísicos a entender a estrutura do Universo e, usando a mesma técnica, tentar descobrir o que compõe essa substância invisível conhecida como matéria escura.[Fonte: Inovação Tecnológica]
Bibliografia:

A filament of dark matter between two clusters of galaxies
Jörg P. Dietrich, Norbert Werner, Douglas Clowe, Alexis Finoguenov, Tom Kitching, Lance Miller, Aurora Simionescu
Nature
Vol.: Published online
DOI: 10.1038/nature11224

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Telescópio acha evidências de exoplaneta menor do que a Terra


Astrônomos detectaram o que eles acreditam ser um planeta com dois terços do tamanho da Terra. Segundo informações da Nasa, o candidato a exoplaneta, chamado de UCF-1.01, está a uma distância de 33 anos-luz. As observações foram feitas com o telescópio espacial Spitzer, da Nasa. "Nós encontramos fortes evidências de um planeta muito pequeno, muito quente e muito próximo", diz Kevin Stevenson, da Universidade da Flórida Central.
Exoplanetas giram em torno de estrelas além do nosso Sol, por isso, poucos menores do que a Terra foram encontrados até o momento. O Spitzer tem realizado estudos de trânsito em exoplanetas conhecidos, mas é primeira vez que o UCF-1.01 foi identificado com o telescópio.
O candidato a exoplaneta foi encontrado por acaso nas observações do Spitzer. Os pesquisadores estudavam outro planeta que gira em torno da estrela anã GJ 436. Nos dados do telescópio, os astrônomos notaram mudanças constantes na quantidade de luz infravermelha emitida pela estrela, sugerindo que um outro planeta poderia estar bloqueando uma pequena fração dessa luz.
Essas observações permitiram que os astrônomos conhecessem algumas propriedades do planeta. O diâmetro do UCF-1.01 seria de 8,4 mil km, cerca de dois terços da Terra. Ele giraria em torno da estrela anã a cerca de sete vezes a distância que a Terra e a Lua, e seu ano duraria apenas 1,4 dias terrestres. Dada a proximidade em relação à estrela - mais perto do que Mercúrio e o nosso sol - o exoplaneta teria uma temperatura de mais de 600ºC na superfície. Se o UCF-1.01 teve uma atmosfera, ela provavelmente já evaporou. Joseph Harrington, co-autor da pesquisa, também da Universidade da Flórida Central, sugeriu que o calor poderia mesmo ter derretido a superfície do planeta, que ficaria coberto de magma.
Além do UCF-1.01, os pesquisadores acreditam que possa haver um terceiro planeta, apelidado de UCF-1.02, orbitando GJ 436. Os supostos exoplanetas têm uma massa muito pequeno para serem medidas, e a massa é uma das informações necessárias para confirmar uma descoberta, por isso, eles ainda são chamados cautelosamente de "candidatos".[Fonte: Terra]

Visão De Quasar 2 Milhões De Vezes Mais Fina Que A Visão Humana Causa Espanto Na Comunidade Cientifica Mundial

Visão de Quasar 2 milhões de vezes mais fina que a visão humana causa espanto na comunidade cientifica mundial - FOTO ESO/DIVULGAÇÃO
Observação foi feita a de 3 localidades, em 2 países. o Quasar foi observado com nitidez 2 milhões de vezes mais fina que a visão do homem.
Uma equipe internacional de astrônomos conseguiu observar o coração de um quasar distante com nitidez sem precedentes, equivalente a dois milhões de vezes mais finas do que a visão humana. As observações foram feitas por meio de uma ligação do telescópio do Atacama Pathfinder Experiment (APEX) para os outros dois em diferentes continentes e pela primeira vez consegue-se uma imagem tão nítida. Esse é um passo crucial em direção à meta dramática científica do projeto “Event Horizon Telescope”, à saber, imagem dos buracos negros supermassivos no centro de nossa galáxia e outros.


A ligação foi feita a partir dos astrônomos ligados APEX, no Chile, ao Submillimeter Array (SMA), no Havaí, EUA, e do telescópio Submillimeter (SMT) que fica no Arizona, EUA. Com isso foram capazes de fazer a nítida observação direta e nítida, do centro de uma galáxia distante, o quasar 3C 279, que contém um buraco negro supermassivo com uma massa cerca de um bilhão de vezes a do Sol, e está tão longe da Terra que sua luz levou mais de 5 bilhões de anos para chegar até nós. APEX é uma colaboração entre o Instituto Max Planck de Radio Astronomia (MPIfR), o Observatório Espacial Onsala (OSO) e ESO, sendo que o APEX é operado pelo ESO.
Entenda como foram interligados os telescópios
Os telescópios foram ligadas usando uma técnica conhecida como interferometria Very Long Baseline (VLBI). Telescópios maiores podem fazer observações mais nítidas, e interferometria permite telescópios múltiplos para agirem como um único telescópio. Usando VLBI, as maiores observações podem ser conseguidas fazendo a separação entre telescópios tão grandes quanto se pode imaginar. Para suas observações dos quasares, a equipe usou os três telescópios para criar um interferômetro com comprimentos de base transcontinentais de 9447 km do Chile para o Havaí, 7174 km do Chile para o Arizona e 4627 km do Arizona para o Havaí. Conectando APEX no Chile a rede foi fundamental, pois contribuiu com as maiores linhas de base e uma das maiores descobertas já feitas pelos astrônomos.
As observações foram feitas em ondas de rádio com um comprimento de onda de 1,3 milímetros.
As observações conseguiram uma nitidez ou resolução angular, de apenas 28 microssegundos de arco – cerca de 8 bilionésimos de grau. Isto representa a capacidade de distinguir detalhes incríveis dois milhões de vezes mais nítidas do que a visão humana. Observações tão refinadas podem visualizar escalas de menos de um ano-luz em todo o quasar – um feito notável para um alvo que tem bilhões de anos-luz de distância.


As observações representam um novo marco para a imagem de buracos negros supermassivos e as regiões em torno deles. No futuro pretende-se conectar telescópios ainda mais poderosos para que dessa forma imagens mais distantes e nítidas possam ser capturadas. O poderoso Telescópio Event Horizon será capaz fazer de imagens da sombra do buraco negro supermassivo no centro da nossa galáxia Via Láctea, bem como outros em galáxias próximas. A sombra – uma região escura visto contra um fundo mais brilhante – é causada pelo desvio da luz pelo buraco negro, e seria a evidência direta da primeira observação de um buraco negro, partindo do princípio de que nem a luz pode escapar.
Hoje, este experimento marca a primeira vez que a APEX tem participação em observações VLBI, e é o fim de três anos de trabalho intenso da APEX, que fica há uma altitude do planalto de cerca de 5000 metros de Chajnantor, nos Andes Chilenos, onde a pressão atmosférica é a metade que ao do nível do mar. Cientistas da Alemanha e Suécia estão instalando novos sistemas digitais de aquisição de dados, um relógio atômico extremamente preciso e gravadores pressurizados de dados capazez de gravar 4 gigabits por segundo e por muitas horas mesmo sob rígidas condições ambientais. Os dados – 4 terabytes de cada telescópio – foram enviados para a Alemanha em discos rígidos e processados no Instituto Max Planck de Radio Astronomia, em Bonn.
O sucesso da APEX também é importante para compartilhar sua localização e também muitos aspectos da sua tecnologia com o novo telescópio Atacama Matriz Millimeter, o ALMA. O ALMA está em construção e, finalmente, composto por 54 elementos óticos com diâmetro de 12 metros mesmo APEX, além de 12 elementos menores, com um diâmetro de 7 metros. A possibilidade de se conectar à rede ALMA está sendo estudado atualmente. Isto colocaria a sombra do buraco supermassivo da Via Láctea ao alcance de observações futuras. [Fonte: Folha Paulista On Line - Fonte: ESO.ORG - Editado à partir do texto em inglês - William Camargo]

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Água da Terra veio do Cinturão de Asteroides, indica estudo


O Sistema Solar nasceu em uma nebulosa - e acredita-se que nossa água se formou nessas condições
Foto: JPL/Nasa/ Divulgação
Muitos cientistas acreditam que a água que veio parar na Terra foi formada nos confins do Sistema Solar, além de Netuno. Contudo, um estudo divulgado nesta quinta-feira e que será publicado amanhã na Science indica que a substância veio de um região muito mais próxima - o Cinturão de Asteroides (entre Marte e Júpiter) - através de meteoritos e asteroides, o que contradiz algumas das principais teorias sobre a evolução do Sistema Solar.
Pesquisadores afirmam que nosso planeta era quente demais nos seus primórdios para ter água (temperatura seria tão alta que as moléculas teriam sido "expulsas para o espaço") e, portanto, a substância deve ter vindo de fora. Uma das hipóteses afirma que ela se formou na região transneptuniana (que fica além de Netuno, o último planeta conhecido do sistema) e depois se moveu para mais perto do Sol, junto com cometas, meteoritos e asteroides. Contudo, é possível saber a distância em que as moléculas de água se formaram em relação ao Sol ao analisar os isótopos de hidrogênio presentes. Quanto mais longe da estrela, haverá menos radiação e, portanto, mais deutério (o átomo de hidrogênio "pesado", que tem um próton, um nêutron e um elétron, ao contrário do mais comum, que tem apenas um próton e um elétron).
O novo estudo comparou a presença de deutério no gelo trazido por condritos (um tipo de meteorito) e indicou que ela foi formada muito mais próxima de nós, no Cinturão de Asteroides (esses meteoritos não contêm mais água, mas a substância fica registrada através de um tipo de mineral chamado de silicato hidratado, e é o hidrogênio presente nele que é investigado). Além disso, comparando com os isótopos de cometas, a pesquisa indica que esses corpos se formaram em regiões diferentes dos asteroides e meteoritos e, portanto, não atuaram na origem da água no nosso planeta.
"Dois modelos dinâmicos têm os cometas e os meteoritos condritos se formando na mesma região, e alguns destes objetos devem ter sido injetados na região em que a Terra se formava. Contudo, a composição da água de cometa é inconsistente com nossos dados de meteoritos condritos. O que realmente deixa apenas os asteroides como fonte da água na Terra", diz ao Terra Conel Alexander, do Instituto Carnegie, líder do estudo.

Debate reacendido
Em 2011, a hipótese de que os cometas tiveram pouca importância na origem da água na Terra já estava com pouca força. Mas um estudo divulgado na revista Nature usou o telescópio Herschel, da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), para descobrir que a composição do cometa Hartley 2 tem uma quantidade de deutérios similar à encontrada no oceano. Foi o primeiro cometa com essa composição, já que outros seis analisados anteriormente tinham uma quantidade de deutério muito diferente dos mares da Terra.
Contudo, o novo estudo também refuta essa possibilidade. Segundo os pesquisadores, o cometa não traz apenas água, mas também outras substâncias (inclusive orgânicas) que contêm hidrogênio. E a quantidade de deutério presente nos cometas ainda fica acima daquela observada no nosso planeta, o que impede que esses corpos sejam considerados como uma importante fonte de água.
"A recente medição do cometa Hartley 2 tem uma composição isotópica de hidrogênio parecida com a da Terra, mas nós argumentamos que todo o cometa, incluindo a matéria orgânica, é provavelmente rica demais em deutério para ser uma fonte da água da Terra", diz Alexander.
Sobram duas possíveis fontes, que devem ter atuado juntas: rochas do Cinturão de Asteroides e gases (hidrogênio e o oxigênio) que existiam na nebulosa na qual o Sistema Solar se formou. O estudo foi conduzido por pesquisadores do Instituto Carnegie (EUA), Universidade da Cidade de Nova York, Museu de História Natural de Londres e da Universidade de Alberta, no Canadá.[Fonte: Terra]

Telescópio Hubble descobre quinta lua de Plutão




AP
Imagem do Hubble mostra Plutão e três de suas luas

Astrônomos descobriram que havia algo escondido ao redor do distante e gelado planeta anão Plutão. Uma equipe de cientistas, a partir de dados do telescópio Hubble, afirmou nesta quarta (11) a ter encontrado a menor lua de Putão. Com isto o planeta-anão passa a ter cinco luas conhecidas.
“Ainda não terminamos as buscas”, disse Hal Weaver, da Universidade Johns Hopkins, e que acredita que possam existir outras luas ao redor de Plutão.
Estima-se que a minilua tenha 24 quilômetros de diâmetro, menor que a anunciada no ano passado e que tinha 35 quilômetros de diâmetro. Caronte, a maior lua de Plutão descoberta em 1978, tem cerca de mil quilômetros de diâmetro. As outras duas luas Nix e Hydra, foram descobertas em 2005.
Acredita-se que as luas tenham sido formadas após a colisão entre Plutão e um objeto no Cinturão de Kuiper, disco repleto de pequenos corpos celestes que fica fora da orbita de Netuno.
Mark Showalter, do instituto Seti, disse que os nomes da nova lua e da descoberta no ano passado não serão divulgados até que a equipe termine de analisar os dados do Hubble, pois podem haver ainda outras luas escondidas. [Fonte: IG - com informações da AP)

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Estudo indica que verme vive melhor no espaço do que na Terra


Um estudo da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) indica que vermes da espécie Caenorhabditis elegans vivem melhor no espaço do que na Terra. Os cientistas descobriram que espécimes do animal que estavam na Estação Espacial Internacional (ISS) diminuíram a atividade de sete genes o que, por sua vez, levou à queda na produção de proteínas tóxicas em seus músculos. Ou seja, no espaço, esses vermes viveram mais e melhor.
C. elegans foi o primeiro ser multicelular a ter seu genoma sequenciado e divide 55% dos genes com o ser humano. No espaço, os astronautas sofrem com perda de massa muscular e óssea e precisam se readaptar ao voltarem para a Terra. Segundo os pesquisadores, o estudo indica que o corpo não está reagindo involuntariamente à microgravidade, e sim se adaptando ao ambiente.
"Os músculos no espaço parecem envelhecer melhor do que na Terra. Isso também pode significar que voos espaciais freiam o processo de envelhecimento", diz Nathaniel Szewczyk, que fez parte do estudo publicado na revista especializada Scientific Reports, do grupo Nature.
O astronauta André Kuipers, que levou os vermes ao espaço pela primeira vez em 2004, faz parte de um novo experimento. Os cientistas retiraram um minúsculo pedaço de músculo da perna do holandês antes dele decolar em dezembro de 2011. Kuipers voltou para a Terra em 1º de julho e terá seus músculos analisados novamente para que os cientistas entendam como o processo ocorre no corpo humano.[Fonte: Terra]

terça-feira, 10 de julho de 2012

Astrônomos encontram estrelas binárias "impossíveis"


Impressão artística de duas anãs vermelhas tipo M4 orbitando uma em torno da outra a cada 2,5 horas, algo que as teorias consideravam impossível.[Imagem: J. Pinfield/RoPACS]
Uma equipe de astrônomos encontrou um conjunto de estrelas binárias que as teorias afirmam que não deveriam existir.
Usando o telescópio UKIRT (Telescópio Infravermelho Reino Unido, na sigla em inglês), localizado no Havaí, eles identificaram quatro pares de estrelas que orbitam uma em torno da outra em menos de 4 horas.
Estrelas gêmeas
Cerca de metade das estrelas em nossa galáxia são, ao contrário do nosso Sol, parte de um sistema binário, em que duas estrelas orbitam uma em torno da outra.
Muito provavelmente, as estrelas nestes sistemas binários se formaram juntas, estando em órbita uma em torno da outra desde seu nascimento.
Sempre se pensou que, se as estrelas binárias se formassem muito próximas umas das outras, elas rapidamente se fundiriam em uma só estrela maior.
Isto estava de acordo com muitas observações feitas ao longo das últimas três décadas, que vêm mostrando uma abundante população de binários estelares - mas nenhum com período orbital menor do que 5 horas.
Anãs vermelhas
A surpresa veio quando a equipe decidiu estudar binários de anãs vermelhas, estrelas até 10 vezes menores e mil vezes menos luminosas do que o Sol.
Embora as anãs vermelhas sejam o tipo mais comum de estrela na Via Láctea, elas não aparecem nas observações normais por causa de sua obscuridade na luz visível.
"Para nossa completa surpresa, encontramos vários binários de anãs vermelhas com períodos orbitais significativamente menores que as 5 horas de corte encontradas para estrelas semelhantes ao Sol, algo que se pensava ser impossível," disse Bas Nefs, da Universidade Leiden, na Holanda.
"Isso significa que temos de repensar a forma como esses binários de grande proximidade se formam e evoluem," concluiu ele.
Encolhimento da órbita
Como as estrelas diminuem de tamanho no início de suas vidas, o mero fato de que esses binários tão próximos existam significa que suas órbitas também devem ter encolhido desde seu nascimento. Caso contrário, as estrelas teriam-se fundido.
No entanto, não está claro como essas órbitas poderiam ter diminuído o suficiente para que elas permaneçam como corpos celestes independentes.
À medida que os instrumentos de observação são aprimorados, a realidade tem forçado continuamente a reconstrução das teorias, com respeito aos mais variados tipos de corpos celestes. [Fonte: Inovação Tecnológica]

segunda-feira, 9 de julho de 2012

ESO combina imagens de telescópios da Nebulosa Pata de Gato


O Observatório Europeu do Sul (ESO) divulgou nesta segunda-feira uma imagem da Nebulosa Pata de Gato, ou NGC 6334, obtida da combinação de observações do telescópio de 2,2 metros MPG/ESO com 60 horas de exposição em um telescópio amador, capturadas pelos astrônomos Robert Gendler e Ryan M. Hannahoe.
A forma distintiva da Nebulosa é revelada entre nuvens avermelhadas de gás brilhante no contraste com um céu escuro coberto de estrelas. A resolução existente das observações do telescópio MPG/ESO foi combinada com as informações de cor das observações dos astrônomos, tendo como resultado uma bela combinação de telescópios amadores e profissionais.
Localizada na direção do centro da Via Láctea, a 5.500 anos-luz da Terra, na constelação do Escorpião, a Nebulosa Pata de Gato estende-se ao longo de 50 anos-luz e é uma enorme maternidade estelar, local de nascimento de centenas de estrelas de grande massa.[Fonte: Terra]

Imagem da Nebulosa Pata de Gato obtida através da combinação entre observações do telescópio MPG/ESO e 60 horas de exposição em um telescópio amador
Foto: ESO/ Divulgação

Telescópio Hubble registra momento de explosão de estrela


O telescópio espacial Hubble, da Nasa, registrou na última sexta-feira a imagem de uma estrela "anciã" emitindo gás em um raro formato cilíndrico antes de explodir. É comum que, no final da vida, as estrelas tenham emissões irregulares.
A imagem mostra o momento exato da erupção, enquanto a estrela, chamada de Camelopardalis, ou U Cam, é envolta por uma bolha de gás. Ela é um exemplo de estrela de carbono, uma rara espécie com uma atmosfera que contém mais carbono do que oxigênio.
Localizada na constelação de Camelopardalis (também conhecida como Girafa), próxima do Polo Norte Celeste, a U Cam é bem menor de como aparece na foto. Na verdade, segundo a Nasa, a estrela se encaixaria perfeitamente em apenas um pixel no centro da imagem. Seu brilho, no entanto, é suficiente para saturar os receptores da câmera, fazendo com que ela pareça maior do que realmente é.
O fenômeno da explosão de uma estrela, segundo a Nasa, é normalmente irregular e instável, mas a "concha" de gás expelida pela U Cam é quase perfeitamente esférico.[Fonte: Terra]

Imagem mostra o momento exato da erupção, enquanto a estrela U Cam é envolta por uma bolha de gás
Foto: Nasa/ Divulgação

Nasa divulga imagens inéditas da superfície de Marte



A Nasa, a agência espacial americana, divulgou no domingo (8) a imagem de uma cratera de Marte feita a partir de 817 fotografias tiradas ao longo de quatro meses. As fotografias foram feitas pelo jipe-robô Opportunity, de 21 de dezembro de 2011 a 8 de maio de 2012, durante missão de inverno no planeta vermelho.
O local é chamado de Greeley Haven, algo como Refúgio de Greeley. O nome é uma homenagem a Ronald Greeley (1939-2011), que fez parte da missão e foi professor da Universidade Estadual do Arizona, formando muitos cientistas.
No lado esquerdo da fotografia, é possível ver as marcas da passagem do Opportunity pelo solo de Marte. Na parte inferior da imagem, há os painéis solares do robô.
O Opportunity está em Marte desde 2004. Mas no último inverno, ficou em uma encosta virada para o norte pra captar mais energia nos painéis solares, já recobertos por uma espessa camada de poeira. 
Nos meses em que esteve no Greely Haven, o robô pôde explorar o local para que os cientistas entendessem melhor o giro em torno do eixo do planeta, a composição do solo e do interior de Marte, além de monitorar a atmosfera e as mudanças na superfície.
As cores da imagem foram alteradas para facilitar a observação dos detalhes, segundo a Nasa.
No próximo mês, a sonda Curiosity deverá chegar à Marte. Conhecida formalmente como Laboratório Científico de Marte, é apelidada de "máquina de sonhos". Isso porque ela é o equipamento mais avançado já construído até agora para explorar a superfície do vizinho mais próximo da Terra, com custo de US$ 2,5 bilhões.
A Curiosity leva seu próprio laboratório de análise de rochas e tem como objetivo buscar indícios de que tenha existido vida em Marte.[Fonte: Veja]

Estudos desmentem descoberta da Nasa sobre nova forma de vida


Em dezembro de 2010, a agência espacial americana (a Nasa) causou apreensão ao anunciar a divulgação de um estudo com relação à busca de vida fora da Terra. O anúncio decepcionou muita gente que achava que os cientistas haviam descoberto seres em outros planetas ou luas. O estudo, divulgado por Felisa Wolfe-Simon na Nasa e publicado posteriormente na revista Science, dizia que havia sido descoberta uma nova forma de vida, uma bactéria que usaria arsênio no lugar de fósforo em sua composição. Agora, dois estudos indicam que a descoberta estava errada e a vida como conhecemos continua.
Todas as formas de vida conhecidas usam seis elementos básicos: oxigênio, carbono, hidrogênio, nitrogênio, fósforo e enxofre. A bactéria, chamada de GFAJ-1, foi encontrada no lago Mono, na Califórnia, que é rico em arsênio, uma substância mortífera para a maioria dos seres vivos. Segundo os pesquisadores da Nasa, ela usaria esse arsênio para substituir o fósforo, já que sua composição é similar.
Uma nota divulgada pela Science no domingo afirma que outros dois estudos independentes analisaram as descobertas de Felisa. As novas pesquisas, ao contrário da original, indicam que a GFAJ-1 não pode substituir um elemento pelo outro para sobreviver.
Felisa e sua equipe encontraram pequenas quantidades de fósforo nas suas amostras e concluíram que era insuficiente para a bactéria se desenvolver. Já os novos estudos indicam exatamente o contrário. Eles acreditam que o extremófilo (como são chamados os seres vivos que vivem em condições em que a maioria não conseguiria) sobrevive exatamente por conseguir fósforo em um ambiente tão hostil.
A revista afirma o processo é natural na ciência: novos estudos tentam replicar o resultado de um para indicar que eles são verdadeiros. Apesar da negativa, a Science afirma que a descoberta de GFAJ-1 deve ser de interesse de novos estudos, principalmente os que pesquisam mecanismos de tolerância ao arsênio.[Fonte: Terra]

O organismo foi descoberto em lago tóxico na Califórnia, nos Estados Unidos
Foto: Nasa/Reprodução

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Hubble registra galáxias que se sobrepõem


O telescópio espacial Hubble registrou uma rara imagem: um par de galáxias que se sobrepõem, nomeadas NGC 3314. Na foto, as galáxias parecem estar em colisão, mas de fato elas estão separadas por dezenas de milhões de anos-luz uma da outra. 

Esse alinhamento das galáxias, possível quando elas são vistas da Terra, resulta em uma possibilidade única de verificar as espirais da galáxia mais próxima, a NGC 3314A.[Fonte: Band]

Apesar de parecerem próximas, galáxias estão distantes uma da outra / NASA, ESA, the Hubble Heritage Team (STScI/AURA)-ESA/Hubble Collaboration, and W. Keel


Hubble captura imagem de galáxia anã


A DDO 82 pode ter entre alguns milhões e bilhões de estrelas e faz parte do grupo M81, que tem cerca de 30 galáxias

O telescópio Hubble capturou a imagem de uma galáxia anã, a DDO 82, a aproximadamente 13 milhões de anos-luz de distância da Terra, perto da constelação da Ursa Maior.

Os astrônomos classificam como uma galáxia SM, ou em espiral de Magalhães, em homenagem a Grande Nuvem de Magalhães, uma galáxia anã que orbita a Via Láctea.

A DDO 82 pode ter entre alguns milhões e bilhões de estrelas e faz parte do grupo M81, que tem cerca de 30 galáxias. [Fonte: Band]

Os astrônomos classificam como uma galáxia SM, ou em espiral de Magalhães / ESA/NASA


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