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sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Cientistas acham meteorito marciano com mais de 2 bilhões de anos


Cientistas estão empolgados com um meteorito marciano com cor de carvão que caiu no deserto do Saara. Um ano de análises revelou que a pedra é diferente de outros meteoritos de Marte.
Além de ser mais antiga, a rocha contém mais água. Com o tamanho de uma bola de beisebol e 2 bilhões de anos, o meteorito é muito similar a rochas vulcânicas analisadas pelos jipes Spirit e Opportunity na superfície de Marte.
“Aqui temos um pedaço de Marte que posso segurar em minhas mãos”, disse Carl Agee, da Universidade do Novo México, nos EUA, e autor do estudo publicado na revista “Science”.
O meteorito marciano que veio parar na Terra - Carl Agee/Universidade do Novo México/AP
A maior parte das pedras que caem do espaço na Terra como meteoritos vêm do cinturão de asteroides, mas alguns têm origem na Lua ou em Marte.
Cientistas creem que um asteroide ou algum outro objeto grande colidiu com Marte, deslocando rochas e mandando-as para o espaço. De vez em quando, algumas caem na atmosfera terrestre.
Fora o envio de naves ou astronautas ao planeta vermelho para trazer pedras para cá, os meteoritos são a melhor forma de os cientistas entenderem como o vizinho da Terra se transformou em um deserto gelado.
Cerca de 65 rochas marcianas já foram recolhidas na Terra, a maioria na Antártida ou no Saara. As mais antigas datam de 4,5 bilhões de anos atrás, quando Marte era mais úmido e quente.
Meia dúzia de meteoritos marcianos têm 1,3 bilhão de anos e os demais têm 600 milhões de anos ou menos.
Esse último meteorito, que recebeu o apelido de “Beleza Negra”, foi doado à Universidade do Novo México por um americano que o comprou de um vendedor marroquino no ano passado.
Os pesquisadores realizaram uma bateria de testes no meteorito e, com base em sua assinatura química, confirmaram que ele veio de Marte e se formou numa erupção vulcânica, além de ter sido alterado pela ação da água.[Jornal Agora MS]

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Nasa observa tempestade de poeira em Marte






Nasa
Opportunity foi lançado em 2003 para estudar o solo de Marte

A agência espacial americana revelou nesta segunda-feira (26) ter observado, por meio do robô Opportunity, uma enorme tempestade de poeira na superfície de Marte, que produziu mudanças atmosféricas no planeta.
É a primeira vez desde 1970 que a Nasa estuda este fenômeno da órbita e também de uma estação meteorológica na superfície de Marte, destacou o site da agência espacial.
"Isto é agora uma tempestade de poeira regional", afirmou Rich Zurek, chefe científico para Marte do Jet Propulsion Laboratory (JPL), em Pasadena, Califórnia.
"A tempestade cobre uma região bastante ampla com sua nuvem de poeira e em uma parte do planeta onde tormentas regionais no passado já provocaram tempestades de poeira globais", explicou Zurek. Tormentas regionais de poeira se expandiram no passado em Marte e afetaram grandes áreas do planeta em 2001 e 2007. 
"Uma coisa que queremos entender é por que motivo algumas tempestades marcianas de poeira chegam a este tamanho e deixam de crescer, enquanto outras continuam crescendo e se transformam em globais", afirmou Zurek.
Depois de décadas de observação, os especialistas sabem que há um fator temporal ligado às maiores tormentas de poeira marcianas, segundo a NASA. A mais recente delas começou há apenas algumas semanas com o começo da primavera no hemisfério sul.
No dia 16 de novembro, a sonda Mars Reconnaissance detectou um aquecimento da atmosfera cerca de 25 quilômetros acima da tormenta. Desde então, a temperatura da atmosfera da região aumentou em 25 graus Celsius.
O fenômeno se deve à poeira, que se eleva acima da superfície e absorve a luz do sol nas alturas, segundo a NASA.
Temperaturas mais quentes também foram detectadas em um "lugar quente" próximo às latitudes polares do norte, devido às mudanças na circulação atmosférica.
Os instrumentos meteorológicos a bordo do robô norte-americano Opportunity, em Marte desde 2004 e que se encontra, no momento, a mais de 1.300 quilômetros da tempestade, também mediram uma mudança na pressão atmosférica.
Se a tempestade continuar se expandindo, o Opportunity poderá ser afetado, já que seu abastecimento depende da energia solar. Não é o caso do veículo robótico Curiosity, que chegou ao equador marciano no dia 6 de agosto e depende de um gerador nuclear.
A estação meteorológica do Curiosity detectou mudanças atmosféricas ligadas à tormenta. Os sensores observaram uma queda na pressão atmosférica e um leve aumento nas temperaturas noturnas mais baixas.
Curiosity é um projeto de dois anos e 2,5 bilhões de dólares que tem o objetivo de pesquisar se é possível viver em Marte e descobrir se as condições do planeta poderiam ter abrigado vida no passado. [Fonte: IG]


Mosaico de imagens mostra a tempestade de poeira detectada pela NASA (Reprodução: NASA)A agência espacial americana (Nasa) revelou nesta segunda-feira ter observado, por meio do robô Opportunity, uma enorme tempestade de poeira na superfície de Marte, que produziu mudanças atmosféricas no planeta. [Fonte: Terra]

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Misteriosas esferas marcianas são encontradas pela Opportunity


O lançamento da Curiosity fez com que muitos se esquecessem da boa e velha Opportunity, sonda que já está em missão há cerca de oito anos – e continua até hoje mandando informações de grande importância de Marte.
Recentemente, a Opportunity enviou esta foto que você vê acima, tirada do solo da cratera de Kirkwood – a área fotografada tem apenas cerca de 6 cm de largura. O que são essas pequenas esferas? Como elas foram parar aí? Os cientistas ainda não fazem ideia.
Em 2004, pouco depois de aterrissar, a sonda encontrou esferas similares no solo do local de pouso, o que foi considerado uma grande descoberta na época. Apelidadas de “blueberries” (mirtilos, uma espécie de baga), as esferas tinham grande concentração do mineral hematita – o que indicava que houve um ambiente úmido ali no passado distante.
As novas esferas, contudo, não têm a mesma composição das “blueberries”, e também diferem em tamanho e distribuição. Agora, a equipe de cientistas responsáveis pela Opportunity está avaliando qual é a melhor maneira de analisar as recém-descobertas estruturas e, assim, descobrir mais sobre o passado geológico de Marte.[Fonte: Hypescience - PopSci

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Nasa divulga imagens inéditas da superfície de Marte



A Nasa, a agência espacial americana, divulgou no domingo (8) a imagem de uma cratera de Marte feita a partir de 817 fotografias tiradas ao longo de quatro meses. As fotografias foram feitas pelo jipe-robô Opportunity, de 21 de dezembro de 2011 a 8 de maio de 2012, durante missão de inverno no planeta vermelho.
O local é chamado de Greeley Haven, algo como Refúgio de Greeley. O nome é uma homenagem a Ronald Greeley (1939-2011), que fez parte da missão e foi professor da Universidade Estadual do Arizona, formando muitos cientistas.
No lado esquerdo da fotografia, é possível ver as marcas da passagem do Opportunity pelo solo de Marte. Na parte inferior da imagem, há os painéis solares do robô.
O Opportunity está em Marte desde 2004. Mas no último inverno, ficou em uma encosta virada para o norte pra captar mais energia nos painéis solares, já recobertos por uma espessa camada de poeira. 
Nos meses em que esteve no Greely Haven, o robô pôde explorar o local para que os cientistas entendessem melhor o giro em torno do eixo do planeta, a composição do solo e do interior de Marte, além de monitorar a atmosfera e as mudanças na superfície.
As cores da imagem foram alteradas para facilitar a observação dos detalhes, segundo a Nasa.
No próximo mês, a sonda Curiosity deverá chegar à Marte. Conhecida formalmente como Laboratório Científico de Marte, é apelidada de "máquina de sonhos". Isso porque ela é o equipamento mais avançado já construído até agora para explorar a superfície do vizinho mais próximo da Terra, com custo de US$ 2,5 bilhões.
A Curiosity leva seu próprio laboratório de análise de rochas e tem como objetivo buscar indícios de que tenha existido vida em Marte.[Fonte: Veja]

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Robô da Nasa encontra evidência de água líquida em Marte





Foto: NASA/JPL-Caltech/Cornell/ASU
Veios de gesso são a prova mais convincente até agora de que Marte teve água no passado

O robô enviado pela Nasa a Marte pode ter encontrado um mineral que comprova a existência de água em estado líquido no planeta vermelho. O Opportunity recolheu gipsita, um tipo de mineral que é usado na formação de gesso e que só é consolidado na presença de água. A agência espacial apresentou os resultados na conferência do Sindicato dos Geofísicos dos Estados Unidos, em São Francisco (Estados Unidos).

O Opportunity está a 90 meses em Marte e essa é a primeira evidência dessa espécie que o robô consegue encontrar. O mineral tem a grossura de um dedão humano e entre 40 e 50 centímetros de comprimento. De acordo com cientistas, a descoberta significa que o planeta vermelho já foi bem diferente da maneira como ele se apresenta hoje, principalmente no sentido de ter sido um ambiente mais amigável para a existência de uma variedade de organismos vivos.
Segundo o principal investigador da equipe do Opportunity, Steve Squyres, da Universidade de Cornell, “a descoberta indica que a água fluía através de rachaduras no subsolo. O que encontramos foi formado exatamente no local onde está, o que não pode ser dito em relação a outros depósitos de gipsita em Marte. Não é um mineral incomum na Terra, mas é o tipo de coisa que faz os geólogos pular de alegria”.
Além de Opportunity, o seu ‘irmão gêmeo’, Spirit, também está na superfície de Marte. Ambos concluíram a missão principal em abril de 2004. Ao contrário de Opportunity, Spirit parou de se comunicar com a Terra em 2010.[Fonte: Noticias.br]

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