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quinta-feira, 21 de maio de 2015

O céu vai sorrir? A partir das 18h a Lua, Vênus e duas estrelas terão uma formação interessante



NÃO É TODO DIA QUE A LUA SORRI PARA VOCÊ ;) (FOTO: FLICKR/ CREATIVE COMMONS)

Hoje, entre as 6 horas da tarde e as 8 da noite, astros vão formar um rosto sorridente no céu do Brasil. O rosto será formado pela Lua, Vênus e duas estrelas. Como a Lua será crescente, ela ficará parecida com um sorriso. O planeta Vênus ficará na posição do nariz e as estrelas Pollux e Castor, que pertencem à constelação de Gêmeos, vão representar os olhos. O fenômeno foi descrito por um professor no site do Climatempo.

ENCONTRO

Logo depois do anoitecer, Vênus vai surgir muito brilhante. As estrelas vão aparecer em seguida e também com um brilho intenso, o que tornará possível assistir ao espetáculo a olho nu, mesmo em cidades grandes e com poluição luminosa como São Paulo e Rio de Janeiro. [Fonte: Montesclaros.com]

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Astrônomos desenvolvem melhor mapa 3D de nosso universo

Está pronto o mais completo mapa 3D do nosso universo local, que revela detalhes inéditos sobre o lugar do planeta Terra no cosmos. O mapa mostra todas as estruturas visíveis a cerca de 380 milhões de anos-luz, o que inclui aproximadamente 45 mil das nossas galáxias vizinhas – o diâmetro da Via Láctea é de cerca de 100 mil anos-luz.
“O mapa nos dá algumas respostas no sentido de compreender o nosso lugar no universo”, observa Karen Masters, da Universidade de Portsmouth, na Inglaterra. “Seria ruim não ter um mapa completo da Terra. Trata-se da mesma situação aqui. É bom ter um mapa completo do lugar onde vivemos”, compara.
O mapa foi montado com os dados de dois projetos de pesquisa astronômicos: Two-Micron All-Sky Survey, ou “2MASS” na sigla em inglês, e Redshift Survey, ou “2MRS”. Ambos levaram 10 anos para fazer a varredura completa do céu noturno utilizando luz infravermelha. Os projetos contaram com o auxílio de dois telescópios terrestres, nos EUA e no Chile.
A radiação infravermelha, que possui um comprimento de onda mais longo que a luz visível, pode penetrar nas nuvens de poeira opacas, comuns nas galáxias. Isso permitiu que o levantamento 2MRS estendesse seus “olhos” para mais perto do plano da Via Láctea do que jamais havia sido possível em estudos anteriores. A área é muito escura devido à poeira e apenas tecnologias como a empregada pelo 2MRS de luz infravermelha conseguem penetrar no local.
“Isso cobre 95% do céu”, conta Masters. “Com o infravermelho, somos menos afetados pelos componentes da Via Láctea que não nos interessam e, assim, somos capazes de enxergar melhor e mais perto o plano da galáxia”.
O aspecto 3D do mapa vem do fato de que os pesquisadores mediram o desvio de objetos cósmicos, o que indica o quanto da luz foi deslocada para a extremidade vermelha do espectro de cores. Isso acontece por causa do chamado efeito Doppler, que faz com que o comprimento de onda de luz seja ampliado quando a fonte de luz está se afastando de nós.
Tendo em vista que o universo está se expandindo, através da medição do desvio para o vermelho de um objeto e, consequentemente, sua velocidade, os astrônomos podem deduzir sua distância. Isso porque objetos mais distantes se movem mais rapidamente.
Além de fornecer um quadro mais completo do nosso lugar no universo, o novo mapa poderia ajudar a resolver o mistério desconcertante do movimento peculiar da Via Láctea. Este movimento, de aproximadamente 600 quilômetros por segundo, ainda tem de ser explicado pela atração gravitacional dos objetos conhecidos perto da nossa galáxia.
“A questão científica mais importante do que possuir um mapa completo do universo é descobrir a fonte do movimento da Via Láctea”, afirma Masters. “Sabemos que a causa de tudo isso é a gravidade. Agora encontrar a fonte da gravidade e onde a massa está tem sido o grande problema, já há algum tempo. Porém, agora que temos um mapa completo de todas as galáxias, devemos ser capazes de explicar esse movimento”, acredita.
Por exemplo, foi encontrada uma estrutura até então desconhecida e ainda um tanto misteriosa, que pode exercer uma força gravitacional na Via Láctea. De acordo com os pesquisadores, essa pode ser parte da solução.[LiveScience]

terça-feira, 7 de setembro de 2010

NASA DESCOBRE A FALTA DE UM DIA NO UNIVERSO - Será isso verdade ou é uma falácia?


Nota do editor:

Prezado(a) leitor(a), meu objetivo ao colocar tal matéria de terceiros é gerar o debate e a reflexão, não sei se há evidências de que tal matéria seja autêntica ou não. Mas como o blog é um espaço democrático e alguém me enviou esse link para publicação, resolvi divulgar. Contudo, as informações contidas no mesmo não representam a opinião desse blog, e também não são de minha autoria. Cordialmente, Jorge Schemes.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Nave espacial irá se aproximar do Sol - Projeto da Nasa pretende colocar equipamento em plena atmosfera solar


A Nasa começou a desenvolver uma missão que irá estudar o Sol mais de perto do que nunca. O projeto, chamado de Solar Probe Plus, deve ser lançado no mais tardar em 2018 e colocará uma nave em plena atmosfera solar.


A apenas 6.437.376 km da superfície do astro, uma região jamais visitada por qualquer sonda, o equipamento da Agência Espacial Americana terá que suportar temperaturas de mais de 1.300º C e fortes radiações.
A nave, do tamanho de um carro, carregará cinco experimentos que têm a função específica de esclarecer dois mistérios-chave da física solar: por que a atmosfera exterior é tão mais quente do que a superfície visível do Sol; e o que impulsiona o vento solar que afeta a Terra e o nosso sistema planetário.
Em 2009 a Nasa convidou pesquisadores a enviarem propostas científicas para integrarem a missão. Treze foram analisadas e as cinco escolhidas receberão US$ 180 milhões somente para análises preliminares, criação do design, desenvolvimento e testes.
O objetivo principal é entender, caracterizar e prever a radiação do Sol - o que seria muito útil para futuras missões espaciais tripuladas. [Fonte: Exame]

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Cientista famoso descarta existência de Deus para explicar origem do universo



Em novo livro, Stephen Hawking diz que Big Bang é consequência das leis da física.


Em seu novo livro, o cientista britânico Stephen Hawking exclui a possibilidade de que Deus tenha criado o universo. 

Da mesma maneira como o darwinismo eliminou a necessidade de uma Criador no campo da biologia, Hawking afirma que as novas teorias científicas tornam redundante o papel de um criador do universo. 

O Big Bang, a grande explosão que deu origem ao universo, foi consequência inevitável das leis da física, argumenta o famoso cientista em seu livro, que teve trechos revelados hoje pelo jornal britânico The Times. Hawking volta atrás em opiniões anteriores, expressas na obra Uma Breve História do Tempo, na qual sugeria não haver incompatibilidade entre a existência de um Deus criador e a compreensão científica do universo. 

"Se chegamos a descobrir uma teoria completa, seria o triunfo definitivo da razão humana, porque desvendaríamos a mente de Deus", escreveu o astrofísico naquele livro, um best-seller do fim da década de 80. 

Em seu novo livro, cujo título em inglês é The Grand Design, Hawking argumenta que a ciência moderna não deixa lugar para a existência de um Deus criador do Universo. 

Segundo ele, as condições que deram à Terra o ambiente perfeito para a existência da vida humana são muito menos singulares do que se supunha. Ou seja, há muitos outros lugares no universo com características semelhantes. Hawking vai além: é provável que existam outros universos. Ou seja, se a intenção de Deus era criar o homem, para que outros universos? [Fonte: AN]


segunda-feira, 14 de junho de 2010

Cientistas aguardam retorno de sonda com amostra de asteroide

Sombra da Hayabusa sobre o asteroide, em imagem de 2005. Jaxa/AP


Astrônomos passarão o fim de semana estudando ansiosamente os céus sobre o deserto australiano, aguardando o retorno da primeira nave a fazer uma viagem de ida e volta a um asteroide.
A cápsula Hayabusa viajou 4 bilhões de quilômetros, ao longo de sete anos, e deve pousar na Austrália na noite de domingo.
Lançada pelo Japão em 2003, a Hayabusa deve retornar trazendo materiais espaciais coletados durante seus dois pousos no asteroide. As amostras ajudarão os cientistas a entender a origem e a composição do Sistema Solar.
"Não há nada melhor que ir à fonte", disse Trevor Ireland, diretor-assistente de Química Terrestre da Universidade Nacional da Austrália e único australiano da equipe Hayabusa. "A sonda tirou amostra de um asteroide no local, e logo teremos nas mãos um asteroide de verdade. Qualquer coisa que venha será um grande prêmio científico".
Ele disse que os cientistas aprenderão mais do estudo da amostra de asteroide do que dos meteoritos que se queimam durante a queda na Terra, e se contaminam com materiais terrestres.
Hayabusa, que significa "falcão", reentrará a atmosfera terrestre sobre a Área Proibida Woomera, uma zona militar 485 km a nordeste da cidade de Adelaide.
O corpo principal da nave vai se queimar na reentrada - o que, espera-se, causará uma espetacular bola de fogo no céu - mas um pequeno recipiente, contendo as amostras retiradas, deve descer de paraquedas. Cientistas que estão alojados na cidade de Woomera, fora da base militar, vão recolher o recipiente, lacrá-lo numa embalagem a vácuo e levá-lo ao Japão para ser estudado.
A Agência de Exploração Espacial Japonesa (Jaxa) construiu e lançou a sonda, que pousou no alvo em 2005. A Hayabusa tirou fotos do asteroide Itokawa antes de pousar. Ela havia sido projetada para disparar uma bala no astro e coletar os fragmentos expelidos pela colisão do projétil com a superfície.
"Apenas o pouso deve ter revestido o interior (do tubo de coleta) com poeira", disse Michael Zolensky, um dos dois cientistas da Nasa envolvidos no projeto. "Ele tem a capacidade de conter 100 gramas, mas precisamos de menos de um grama de material. Um grão microscópico pode ser fatiado em mais de 100 pedaços".
A Hayabusa deveria ter voltado à Terra em 2007, mas uma série de dificuldades técnicas - incluindo a deterioração de seu motor iônico e defeito nas baterias - fez com que perdesse a oportunidade de retornar no prazo.
Se a sonda contiver mesmo pedaços do asteroide, o Itokawa será apenas o quarto corpo celeste a ceder uma amostra a uma missão que retornou à Terra. [Fonte: Estadão.com]


sexta-feira, 16 de abril de 2010

Índia e China na corrida em direção à Lua


Em setembro do ano passado, uma sonda indiana fez uma revelação surpreendente sobre uma velha conhecida: a Lua, antes vista como um corpo completamente seco, apresentava traços de água de forma mais ou menos uniforme por toda a sua superfície. Dois meses depois, seria a vez de os americanos apresentarem uma nova peça ao quebra-cabeça: após colidir um projétil numa cratera escura localizada num dos pólos lunares, eles constataram que havia grandes quantidades de água congelada em seu interior.


Essas duas constatações, surpreendentes e complementares, não vieram na mesma época por acaso. O que estamos vendo é uma nova corrida para a Lua. Nos últimos anos uma bateria de espaçonaves, das mais diversas nacionalidades, começou a ser disparada na direção do satélite natural da Terra em busca de novas informações científicas acerca de nossa vizinha celeste. Ao que parece, quatro décadas depois que os primeiros astronautas pisaram seus pés no empoeirado solo lunar durante as missões Apollo, o astro voltou a atrair as atenções dos pesquisadores.


A Agência Espacial Europeia começou a "invasão" com a sonda orbitadora Smart-1, lançada em 2003, que mapeou os recursos minerais lunares. No ano seguinte, a Nasa anunciaria planos de voltar à Lua com astronautas até 2020, mas o projeto foi recentemente suspenso pelo presidente americano Barack Obama. Ainda assim, o impulso inicial foi fundamental para que a Nasa desenvolvesse um orbitador, o Lunar Reconnaissance Orbiter, lançado em junho de 2009 e atualmente em operação ao redor do satélite, e a missão de colisão que detectou água numa cratera lunar, a LCROSS.


Enquanto isso, do outro lado do mundo, a Agência Espacial Indiana preparava sua primeira missão lunar não-tripulada, a sonda Chandrayaan-1. Lançada em 2008, foi ela que descobriu a presença de moléculas de água misturadas à poeira do solo lunar, uma surpresa absoluta.
"Essa descoberta produz uma reviravolta para a ciência lunar", diz Jack Burns, astrofísico da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos. "Essa é possivelmente a mais significativa descoberta desde as missões Apollo."


Até então imaginava-se que a Lua fosse completamente livre de água por conta das radicais variações de temperatura (muito quente do lado claro, muito frio do lado escuro) e da ausência de atmosfera. As amostras trazidas pelas missões tripuladas americanas, nas décadas de 1960 e 1970, não davam qualquer evidência da presença de água, mesmo em pequenas quantidades.


Mas, ao que tudo indica, as partículas de hidrogênio presentes no vento solar interagem com o oxigênio presente nos minerais lunares, produzindo moléculas de água que se desfazem rapidamente, mas são constantemente recriadas, criando uma espécie bizarra de "ciclo hidrológico" lunar.


O caminho da água

Por que isso é tão importante? Sabemos que, com ou sem água, não há como haver formas de vida lunares. Então, qual é o fuzuê?
Ocorre que as perspectivas de estabelecer uma presença humana constante na Lua, seja uma colônia ou uma base nos moldes da Estação Espacial Internacional, passam necessariamente pela exploração dos recursos naturais disponíveis no próprio satélite. É aquela história do Velho Oeste americano: "Viver do que a terra dá". E água seria a commodity mais valiosa, sem sombra de dúvida.


Ela serviria não só para o consumo direto pelos astronautas - a aplicação mais óbvia -, mas poderia ser facilmente convertida em oxigênio (para respiração) e hidrogênio (combustível para foguetes). Caso uma base lunar pudesse contar com água de fontes locais, mantê-la por tempo indefinido, sem depender de mantimentos enviados da Terra, seria muito mais fácil.


Muito bem, água na Lua ajuda a estabelecer uma base lá. Mas para quê fazer isso? As razões são várias. Existe a perspectiva de realizar mineração para obter, entre outros materiais raros, uma substância chamada hélio-3, que seria o combustível ideal para as futuras usinas de fusão nuclear. Essa tecnologia criaria energia limpa e barata, usando a mesma técnica que produz a energia do interior das estrelas. Ninguém conseguiu desenvolver esse sistema de forma eficiente, mas diversos países estão engajados no desenvolvimento do projeto experimental Iter, uma usina de fusão experimental em construção na Europa que tentará criar as condições para tornar esse sonho realidade.


Além disso, há muitas oportunidades para desenvolvimento científico na Lua. Telescópios instalados por lá poderiam, por exemplo, passar vários dias seguidos apontados para o mesmo objeto, sem uma atmosfera para atrapalhar as observações. Também na busca por sinais de civilizações extraterrestres, o satélite natural será fundamental: seu lado afastado da Terra é o único lugar do Sistema Solar protegido da interferência de sinais de rádio emitidos por nossa própria civilização.


E, finalmente, a Lua pode ser o ponto de partida para a conquista de astros mais distantes. Ninguém cogita lançar uma missão a Marte sem antes testar equipamentos e procedimentos numa missão lunar. Enquanto nosso satélite natural pode ser visitado numa viagem de três dias, a jornada até o planeta vermelho levaria cerca de oito meses. Quem tiver um pé fincado na Lua estará muito mais próximo de se tornar uma nação que estendeu sua dominação e capacidade de explorar recursos além de suas fronteiras no globo terrestre.


Chineses tomam a dianteira

Com o cancelamento das missões de retorno à Lua pelo governo Obama, o sonho de uma futura base lunar ficou mais distante. Mas a corrida pelo satélite natural continua em andamento, e a nação que agora é favorita a vencê-la é a China.
O país está em franco desenvolvimento como potência espacial plena. Em 2003 tornou-se o terceiro país a ter meios independentes de enviar astronautas ao espaço, e em outubro de 2007 lançou sua primeira sonda não-tripulada em direção à Lua, a Chang'e-1.


Está nos planos dos chineses, provavelmente na década de 2020, levar astronautas à superfície lunar. Já está em desenvolvimento um foguete capaz de levantar o peso necessário a uma missão desse porte, e o país promete lançar outras sondas Chang'e nos próximos anos, incluindo um jipe não-tripulado similar aos que a Nasa enviou a Marte.


No Ocidente, o interesse científico pela Lua nunca foi tão grande. Geólogos estão ansiosos pela possibilidade de obter mais informações sobre a água descoberta em solo lunar, mas por ora, pelos planos adotados pela Casa Branca, terão de trabalhar apenas com missões não-tripuladas.
De toda forma, está claro que essa nova corrida para a Lua acabará no estabelecimento de uma presença humana mais consistente em nosso vizinho mais próximo no espaço sideral. Quantos anos isso levará para acontecer, ainda não se sabe - ainda mais com o crescente potencial da iniciativa privada no desenvolvimento das missões espaciais. Mas é certo que é isso que o futuro nos reserva, mais cedo ou mais tarde. (Por Salvador Nogueira, especial para o Yahoo! Brasil)

terça-feira, 2 de março de 2010

Terremoto no Chile pode ter encurtado duração dos dias, diz Nasa


Washington, 2 mar (EFE).- O forte terremoto que atingiu o Chile no último fim de semana pode ter movido o eixo da Terra e encurtado a duração dos dias, segundo cientistas da Agência Espacial Americana (Nasa).

O pesquisador Richard Gross e seus colaboradores do Laboratório de Propulsão da Nasa avaliaram, com a ajuda de computadores, de que forma o abalo de 8,8 graus na escala Richter poderia ter alterado a rotação do planeta.

De acordo com o estudo, o tremor fez com que um dia na Terra passasse a ter 1,26 microssegundos - um microssegundo é a milionésima parte de um segundo - a menos.
Além disso, os cientistas chegaram à conclusão de que o eixo da Terra - sobre o qual a massa do planeta se mantém equilibrada e que é diferente do eixo norte-sul, de polo a polo - mudou em 2,7 milissegundos (cerca de oito centímetros).

Ainda segundo o cientista, o mesmo modelo de cálculo foi usado para fazer a mesma avaliação no caso do terremoto que atingiu a ilha de Sumatra (Indonésia) em 2004. Por causa daquele tremor de 9,1 graus na escala Richter, os dias foram reduzidos em 6,8 microsegundos, e o eixo do planeta sofreu redução de 2,32 milisegundos - cerca de 7 centímetros.

Gross afirmou que apesar do terremoto no Chile ter sido menor do que aquele, provocou mais alteração no eixo terrestre por ter ocorrido mais longe da linha do equador, e porque a falha geológica na qual aconteceu o terremoto chileno foi mais profunda e ocorreu em um ângulo ligeiramente mais acentuado do que a responsável pelo terremoto de Sumatra. EFE. [Fonte: Yahoo Notícias]

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Descoberta atmosfera de carbono em estrela

X-ray: NASA/CXC/Southampton/W. Ho et al.; Illustration: NASA/CXC/M.Weiss


Uma estrela de nêutrons descoberta em 1999 intrigava os pesquisadores por suas estranhas características.

Agora, com dados do observatório de Raios-X Chandra, cientistas conseguiram explicar porque, aparentemente, ela não emitia nenhuma pulsação: tudo culpa de uma fina atmosfera de carbono, que faz com que as emissões sejam constantes e não variem com a rotação do astro.

Localizada na constelação de Cassiopéia, a estrela de nêutrons está a 10 mil anos luz da Terra. Ela fica no meio dos restos da explosão de uma estrela de grande massa, uma estrutura com cerca de 14 anos-luz de largura.

As propriedades dessa atmosfera de carbono são bastante peculiares. Ela tem apenas dez centímetros de espessura, uma densidade similar ao diamante e pressão de mais de dez vezes aquela encontrada no centro da Terra.

Na imagem do Chandra (complementada com uma ilustração da estrela), os raios-X de baixa energia são representados pela cor vermelha, os de média energia pela cor verde e os de alta energia pela cor azul. [Fonte: InfoPlantão]

Descoberta super-Terra com atmosfera

Ilustração retrata o exoplaneta sendo detectado por meio da sombra

A busca por planetas habitáveis deu mais um passo com a descoberta do GJ1214b, a apenas 40 anos-luz de distância.

Classificado como uma super-Terra, ou seja, um planeta que possui massa entre uma e dez vezes a da Terra, ele orbita uma pequena estrela e, o mais importante, possui uma atmosfera.

Sua massa é cerca de seis vezes a do nosso planeta e o seu interior provavelmente é feito de gelo. Já o raio do GJ1214b, 2,7 vezes o da Terra, o torna intermediário entre nosso planeta e os gigantes do sistema solar, como Urano e Netuno.

Os dias por lá possuem 38 horas, e ele está a apenas dois milhões de quilômetros de uma estrela cinco vezes menor que o Sol e 300 vezes menos brilhante que ele. Mas, como está 70 vezes mais perto de sua estrela do que nós estamos do Sol, a temperatura chega a 200º C na superfície.

Como se essas condições não fossem hostis o bastante, o exoplaneta (assim chamado por orbitar uma estrela que não o Sol) possui uma atmosfera tão espessa que sua pressão e bloqueio da luz tornam o planeta completamente inabitável para as formas de vida que conhecemos.

Esta é a segunda super-Terra já encontrada: a primeira foi a Corot-7b. Apesar da massa do recém descoberto GJ1214b ser parecida com a de seu predecessor, seu raio é muito maior, o que sugere que a composição dos dois planetas deve ser bem diferente.

Cientistas acreditam que, enquanto o Corot-7b provavelmente tem um centro rochoso e é coberto de lava, ¾ do GJ1214b são compostos de gelo, e o restante de silício e ferro.

Esses dois planetas foram detectados indiretamente, quando causaram uma sombra nas estrelas em que orbitam. O projeto que os encontrou é chamado de MEarth, e monitora cerca de 2000 estrelas de baixa massa procurando por exoplanetas. Para confirmar os dados, como massa e o raio, foi utilizado o espectrógrafo HARPS, do Europena Southern Observatory, em La Silla, Chile.

Já a existência de uma atmosfera só foi descoberta quando astrônomos compararam o modelo matemático para planetas com o raio medido, notando que ele excedia as previsões. Isso significa que havia alguma coisa a mais que a superfície sólida sendo detectada: uma atmosfera, de 200 quilômetros de espessura.

Apesar do GJ1214b não ser um planeta habitável, o fato de estar tão perto – 40 anos-luz – representa uma oportunidade para se estudar um planeta com atmosfera utilizando a tecnologia atual.

A descoberta da super-Terra foi publicada na revista Nature. [Fonte: InfoPlantão]


quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Descoberto na órbita de Saturno o maior anel do sistema solar


Descoberto anel gigante de Saturno

No seu diâmetro cabem alinhados mil milhões de planetas do tamanho da Terra

O telescópio espacial Spitzer detectou na órbita de Saturno o maior anel do sistema solar, que se estende a 13 milhões de quilômetros de distância do planeta e está 50 vezes mais longe que os anéis mais conhecidos.

As imagens registradas pelo telescópio da Nasa (agência espacial americana) mostram um círculo de pó de dimensões nunca vistas até o momento e que poderia ter se formado, segundo os especialistas, a partir de restos desprendidos da lua de Saturno Febe após pequenos impactos, segundo publica hoje a revista científica "Nature".

Até agora, o maior anel deste planeta - e também do sistema solar - era o "E" (os anéis de Saturno estão classificados em ordem alfabética, segundo a ordem em que foram descobertos), que rodeia o planeta a uma distância de 240 mil quilômetros.

Uma das peculiaridades do anel recém descoberto é que conta com uma inclinação de 27 graus em relação ao plano no qual está o resto dos anéis, algo que levou os pesquisadores a pensarem que sua origem pode estar relacionada com a lua Febe, que também se inclina ao redor de Saturno. [Fonte: Yahoo Notícias/EFE]

quinta-feira, 2 de abril de 2009

100 Horas de Astronomia (100HA)

A celebração do Ano Internacional da Astronomia 2009 tem como um de seus programas globais o evento 100 Horas de Astronomia (100HA), que consiste em atividades de divulgação entre hoje e domingo, 2 e 5 de abril. Setenta e nove países já divulgaram sua programação, contando mais de 1500 atividades. Espera-se que 1 milhão de pessoas participem dos eventos. Para uma visão mais detalhada, visite o site http://www.100hoursofastronomy.org

É muito interessante ver que o Brasil está no honroso segundo lugar, com 180 atividades, comparado com os EUA, em primeiro lugar, com 400 atividades, e a Nova Zelândia, em terceiro, com 67. Esses números são do dia 1° de abril e crescem continuamente, dado o vício brasileiro de anunciar tudo na última hora. Para visualizar atividades em todo o mundo, use este link. Ele abre um mapa, como o que está ao lado, e, clicando em cima de cada bandeira, você acessa o mapa de cada país. Detalhes de cada evento no Brasil, como horário, endereço etc., podem ser acessados no site http://www.astronomia2009.org.br, clicando no link “Eventos”.

A amplitude das 100 Horas de Astronomia se deve principalmente ao entusiasmo dos astrônomos amadores. Esse tipo de atividade é feita fora das academias, por cidadãos autodidatas que custeiam seus próprios meios de observação. Na Europa, essa atividade remonta há séculos, logo depois da invenção do telescópio. Muitos astrônomos amadores fizeram contribuições elevantes para a ciência astronômica, o que não tem paralelo em outros ramos do conhecimento.

Mas, como interpretar esse surpreendente desempenho do Brasil, um país com tradição de cultura científica tão pobre e incipiente? Quantos grupos de amadores existem? Ao iniciarmos, em 2007, a preparação do Ano Internacional da Astronomia, esperávamos encontrar 30-40 clubes amadores no Brasil. Cadastramos 125! Um número comparável ao da França ou Inglaterra, que são os países de maior tradição na área. Isso é difícil de explicar devido a fatores adversos no Brasil como: pobreza de cultura científica, falta de instrumentos de observação no mercado local e alto custo dos importados, reduzido número de noites de céu limpo. O brilhante desempenho da astronomia profissional brasileira, que vem crescendo 15% ao ano sem parar ao longo de 3 décadas, tem tido uma excelente receptividade pública. Entretanto, isso sozinho não explica o enorme entusiasmo de nossos cidadãos para os eventos celestes. Fica aqui a sugestão para que alguém estude esse fato.

No âmbito profissional, existe um programa chamado “Volta ao Mundo em 80 Telescópios”. Ele consiste de webcasts (transmissões de vídeo e áudio pela internet) ao vivo a partir dos maiores telescópios em operação: no solo, o Keck, o Gemini, o VLT, o telescópio sul-africano de 11 metros; no espaço, o telescópio espacial Hubble/NASA, os telescópios da ESA (Agência Espacial Européia) em altas energias XMM-Newton e Integral. O programa se inicia amanhã, dia 3, às 9h UT (Universal Time, ou horário de Greenwich, que está três horas à frente do fuso de Brasília) e dura 24 horas seguidas. Os webcasts serão transmitidos pelo popular site www.ustream.tv, que se associou ao 100HA. Além desse site internacional, o próprio site do 100HA estará transmitindo webcasts de todas as partes do mundo.

A idéia é que, a qualquer hora do dia ou da noite, os cidadãos de todo o mundo poderão olhar o céu através de algum telescópio. O Hubble ofereceu uma oportunidade de votação (you decide) para um grupo de 6 alvos e um deles será observado durante as 100HA. No Brasil, o Laboratório Nacional de Astrofísica do Ministério da Ciência e Tecnologia (LNA/MCT) oferecerá um evento de portas abertas no Observatório do Pico dos Dias , em Brazópolis, no sul de Minas Gerais, com visitação pública no dia 4, sábado. A partir das 16h (hora local), haverá transmissão via internet a partir de um de seus telescópios.

Augusto Damineli - Edição Online - 02/04/2009
Revista Pesquisa FAPESP

quinta-feira, 5 de março de 2009

Novo telescópio da Nasa vai procurar planetas parecidos com a Terra - Kepler vai varrer área com 100 mil estrelas semelhantes ao Sol...

A Nasa colocará esta semana em andamento sua primeira missão com capacidade para responder a um dos principais questionamentos da humanidade: existe vida além da Terra? A esperança de encontrá-la está nos exoplanetas, corpos que giram em torno de outras estrelas além do Sistema Solar. Até agora, a partir de diversos sistemas de detecção, os astrônomos confirmaram a existência de mais de 320 desses planetas.
E, para continuar essa busca, a agência espacial americana lançará o observatório Kepler, que partirá na sexta-feira (6). Será uma das primeiras missões com a capacidade de encontrar lugares como a Terra, planetas rochosos que se encontrem em uma área quente em que se possa manter em sua forma líquida a água, elemento essencial para a formação da vida, conforme disse a Nasa em comunicado. "O Kepler é um componente crucial dos esforços da Nasa para encontrar e estudar planetas com características similares às da Terra", assinalou Jon Morse, diretor de astrofísica da agência espacial em Washington.

Segundo o cientista, o censo planetário que o Kepler fará ajudará a compreender a frequência em que existem esses planetas na Via Láctea. Também contribuirá para o planejamento de outras missões que, em um futuro a médio prazo, detectem diretamente e transmitam informação sobre as características dos mundos que existem em torno de estrelas vizinhas.

Cisne-Lira

O Kepler iniciará a busca na "minúscula" região de Cisne-Lira, que contém cerca de 100 mil estrelas similares ao Sol. Com seus instrumentos, o Kepler determinará a existência dos exoplanetas através das mudanças de luz que suas estrelas refletem quando os astros passarem entre elas e o observatório. Teoricamente, se esses corpos observados pelo Kepler forem similares à Terra, teriam de completar uma órbita de cerca de um ano em torno de sua estrela.

O observatório contará com instrumentos que estão entre os mais poderosos produzidos até agora para a prospecção científica do espaço, como uma câmera com resolução de 95 megapixels. Segundo Debra Fischer, astrônoma da Universidade Estadual de San Francisco, o Kepler será um instrumento básico para saber que tipo de planetas giram em torno de outras estrelas. Suas descobertas serão utilizadas imediatamente para analisar as atmosferas dos exoplanetas. E as estatísticas recolhidas levarão a determinar o rumo que deverá ser seguido para estabelecer se efetivamente há "um planeta de cor azul que orbita outra estrela em nossa galáxia", assinalou.(fonte: G1)

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Balão da Nasa "Escuta" Ruído Misterioso no Cosmo

O Universo acaba de pregar uma peça em pesquisadores brasileiros e americanos. Um experimento configurado para medir a energia injetada no cosmo pelas suas primeiras estrelas, em tese, achou muito mais do que isso.


Em vez do sinal fraco dos primeiros astros, o Projeto Arcade registrou um ruído de rádio seis vez maior do que o previsto. O quebra-cabeça do início do Universo acaba de ficar muito mais embaralhado, e a detecção das primeiras estrelas, mais difícil.

"É uma surpresa total. A diferença é grande. Estamos diante de um desafio totalmente novo", disse à Folha o astrofísico Thyrso Villela, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). O cientista, ao lado de Carlos Alexandre Wuensche, também do Inpe, é um dos autores de quatro artigos científicos submetidos ao periódico "The Astrophysical Journal" descrevendo a descoberta.

Os cientistas estão classificando o novo estrondo primordial como algo misterioso porque todas as fontes já conhecidas para esse ruído foram descartadas.

Não é um rastro de nenhuma estrela antiga, de nenhuma fonte cósmica conhecida de ondas de rádio ou muito menos um resquício de gás de perto da Via Láctea.

Nem mesmo o resíduo do Big Bang, a chamada radiação cósmica de fundo (energia "fóssil" da infância do cosmo --os primeiros cem mil anos), pode estar na fonte do ruído misterioso --por causa da diferença de intensidade entre ambos.

Grandes ruídos, por sinal, podem ser boas trilhas para importantes descobertas. O eco do Big Bang nos anos 1960, achado também de forma acidental, rendeu o Nobel de Física (1978) à dupla Arno Penzias e Robert Wilson.

Tecnologia nacional


A detecção do novo ruído misterioso também ocorreu devido a instrumentos confeccionados em São José dos Campos, no Inpe: antenas que captam frequências de rádio de 3, 5 e 7 gigahertz.

Na prática, o Projeto Arcade obteve todos os resultados processados agora com um único vôo, em 2006. O balão estratosférico da Nasa, no dia 22 de julho, atingiu 37 km de altura por quatro horas. Os sensores do equipamento, mergulhados em aproximadamente 2.000 litros de hélio, permitem que o sistema funcione próximo do zero absoluto (-270°C).

Na astrofísica, os cientistas relacionam a energia de radiação de um corpo com sua temperatura. O balão do Arcade estuda desvios de temperatura de 2,7 Kelvin (-267,3°C) em relação à radiação cósmica de fundo. Esse tipo de radiação primordial, medida há 20 anos, tem uma temperatura homogênea de -270,25°C.

Nessas diferenças sutis de temperatura estão as assinaturas cada vez mais "enigmáticas" do início do cosmo.

Fonte: 24 Horas News

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Dois pulsares na órbita um do outro dão razão a Einstein


Aproveitando-se de uma configuração cósmica única, astrofísicos conseguiram medir os efeitos previstos pela teoria da relatividade de Einstein, observando a gravitação extrema de dois pulsares em órbita um do outro, segundo estudo divulgados pela revista americana Science.
Em outras palavras, a teoria de 93 anos do 'pai da física moderna' passou num novo teste, destacaram cientistas.
Os pulsares são pequenos objetos estelares extremamente densos e que sobrevivem após a explosão de uma estrela em supernova.
A massa desta estrela é, na maioria das vezes, maior que a do sol, mas ela é muito pequena.
Estes pulsares giram em torno deles mesmos a uma velocidade vertiginosa e geram um gigantesco campo gravitacional, emitindo fortes faíscas em ondas radio que iluminam os radiotelelescópios na Terra como faróis à beira-mar.
Mais de 1.700 pulsares foram revelados nos últimos meses em nossa galáxia, a Via Láctea, mas este duplo pulsar ou pulsar binário, descoberto em 2003, é o único conhecido.
"Um pulsar binário cria condições ideais para verificar a teoria da relatividade porque quanto maiores as massas e quanio mais elas se aproximam umas das outras, maiores os efeitos da relatividade", explicou René Breton da Universidade McGill em Montreal, um dos autores destes trabalhos.
"A teoria de Einstein prevê que, num campo gravitacional, o eixo em torno do qual o objeto gira mudará lentamente de direção quando o pulsar passar na frente de seu par", como uma espiral ligeiramente inclinada no eixo de rotação oscila, explicou Victoria Kaspi da Universidade McGill.
Os pesquisadores puderam observar que um dos dois pulsares realizam perfeitamente este movimento quando o outro passa na sua frente, confirmando esta parte da teoria de Einstein de 1915. (Fonte: Yahoo Notícias)

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Cientistas descobrem três exoplanetas 'super-Terras' em torno de uma estrela

Três exoplanetas um pouco maiores do que a Terra, denominados "super-Terras", foram detectados em torno de uma mesma estrela por uma equipe de astrofísicos suíços e franceses que revelou sua descoberta nesta segunda-feira (16/06/2008), em Nantes (oeste da França).

A equipe do Observatório da Universidade de Genebra (Unige) apresentou três exoplanetas com massa 4,2, 6,7 e 9,4 vezes maior que a da Terra, gravitando em torno da estrela HD 40307, situada a 42 anos-luz do nosso planeta. "A estrela está muito próxima, é quase nossa vizinha", explicou Michel Mayor, astrônomo de Genebra e descobridor do primeiro exoplaneta em 1995.
Os astrônomos também anunciaram ter encontrado duas "super-terras" em torno de duas outras estrelas, sendo uma com 7,5 vezes a massa da Terra em torno de HD 181433.

Mais de 270 exoplanetas já foram registrados em torno de estrelas, mas eles eram até hoje, em sua maioria, grandes demais para serem comparados à Terra, do tamanho de Saturno ou de Júpiter.
As últimas "super-Terras" foram detectadas graças ao espectrógrafo HARPS, um instrumento de ponta concebido e construído no Observatório da Unige e instalado sobre um dos telescópios de La Silla, no Chile. Ele já permitiu a descoberta de 45 planetas de menos de 30 vezes a massa da Terra, indicaram os astrônomos nesta segunda-feira (16/06/2008).

"Sabemos atualmente que talvez quase todas as estrelas têm planetas que giram em torno delas. O que anunciamos nesta segunda-feira é que seguramente existem planetas muito pequenos, ou seja, quatro vezes menos a massa da Terra", explicou Michel Mayor.
"Em torno das estrelas, sem dúvida em um ou dois anos, descobriremos planetas habitáveis", assegurou Stephane Udry, outro membro da equipe da Universidade de Genebra. (Fonte: YahooNotícias)

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Missão de nave que deixou Sistema Solar em busca de ETs faz 25 anos

Em 13 de junho de 1983, a nave "Pioneer 10" abandonou o Sistema Solar em busca de seres de outros mundos para entregar a eles uma mensagem do Homem que povoa o pequeno planeta Terra.

A nave partiu a esse encontro às cegas no dia 2 de março de 1972 montada em um foguete Atlas-Centaur de três módulos que a colocou na órbita de Júpiter a mais de 51.850 km/h, a máquina mais veloz fabricada pelo homem até então.
Além dos instrumentos com os quais transmitiu informação sobre os planetas de nosso sistema, a "Pioneer 10" levava consigo uma placa de ouro que descreve o Homem, nossa aparência e a data do começo da missão.

O último contato de rádio com o Centro Glenn de Pesquisa da Nasa (agência espacial americana) que tinha o controle da missão ocorreu em 23 de janeiro de 2003.

Na ocasião, o mensageiro espacial do homem se encontrava a 12,160 bilhões de quilômetros da Terra, além do cinturão de asteróides, de Júpiter e de Plutão.
Segundo engenheiros da Nasa, as transmissões da "Pioneer 10" morreram devido ao esgotamento da fonte radioisotópica de energia da nave.
"Para nós, a missão terminou quando foram interrompidas as comunicações. Não sabemos nada da 'Pioneer 10', mas supomos que continuou sua viagem pelo cosmos na busca de seu destino final", disse um porta-voz do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, em inglês) da Nasa.

"Passou-se toda uma geração e quem tinha em mãos a missão, engenheiros e cientistas, já não estão conosco", acrescentou.
Entretanto, suas façanhas científicas estão longe de ficar no esquecimento e a "Pioneer 10" continua sendo considerada uma das grandes façanhas da exploração espacial dos Estados Unidos.
Em 15 de julho de 1972, a "Pioneer 10" ingressou no cinturão de asteróides, uma zona de mais de 288 milhões de quilômetros de largura e mais de 80 milhões de quilômetros de espessura.

O cinturão é povoado por milhões e milhões de corpos que vão desde partículas de pó estelar até massas de rochas de milhares de quilômetros de diâmetro.
Desta região a nave foi para Júpiter, planeta em frente do qual cruzou em 3 de dezembro de 1973.

A "Pioneer 10" foi a primeira nave espacial que fez observações diretas e transmitiu imagens em primeiro plano de Júpiter. Também enviou informação sobre seus cinturões de radiação, localizou seus campos magnéticos e constatou que esse planeta é gasoso.
Após seu encontro com Júpiter e passar além da órbita de Plutão, o "ex-planeta" mais distante do Sol, a "Pioneer 10" explorou os extramuros do Sistema Solar e estudou o vento do Sol e os raios cósmicos que invadem a parte da Via Láctea onde se encontra a Terra.
A nave continuou fornecendo informação sobre os extremos do Sistema Solar até que se deu oficialmente por concluída sua missão, em 31 de março de 1997.

"A 'Pioneer 10' foi uma pioneira no mais rígido sentido da palavra. Após deixar Marte para trás em sua viagem rumo às profundezas do espaço, entrou em lugares onde nunca tinha chegado algo construído pelo homem", disse então Colleen Hartman, diretora da Divisão de Prospecção do Sistema Solar na Nasa.

"A 'Pioneer 10' figura entre as missões mais históricas e mais ricas em prospecção científica empreendidas", acrescentou.
Para Larry Lasher, que dirigiu o projeto, a "Pioneer 10" cumpriu seus objetivos além do esperado.

"Originalmente designada como uma missão de 21 meses, a 'Pioneer 10' durou mais de 30 anos. Poderíamos dizer que valeu cada centavo gasto", manifestou.
Os cientistas admitem que não sabem o que aconteceu com a "Pioneer 10" nos últimos anos de uma viagem virtualmente eterna.

Caso não tenha acontecido nada, o mensageiro do homem no espaço interestelar deveria estar agora se deslocando em direção à estrela vermelha Aldebarã, no centro da constelação de Touro e vai demorar dois milhões de anos para chegar a seu destino final. (Fonte: Yahoo Notícias)

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Descoberta a mais jovem supernova da Via Láctea


A descoberta da mais jovem supernova conhecida em nossa galáxia, a Via Láctea, poderá fazer avançar os conhecimentos sobre as explosões das estrelas no final da vida - que parecem desempenhar um papel importante na dinâmica galáctica, segundo trabalhos de cientistas publicados durante a semana.

A idade desta supernova, com existência estimada em cerca de 140 anos, seria de cerca de 200 anos menos que a supernova considerada até então a mais jovem desta categoria de objetos celestes da Via Láctea.

Batizada Cassiopeia, teria se produzido por volta de 1680, segundo as estimativas baseadas nos restos da explosão luminosa.
Uma supernova descreve o conjunto de fenômenos diretamente ligados à explosão de uma estrela, acompanhada de um aumento breve mas extremamente intenso de sua luminosidade.
O astrofísico Stephen Reynolds da Universidade do Estado da Carolina do Norte (sudeste), principal autor desta descoberta, supõe que este objeto, batizado G1.9+0.3, é uma supernova muito recente estudada por astrônomos há mais de 50 anos.

Ele examinou imagens do objeto tomadas pelo telescópio espacial americano "Chandra X-Ray Observatory" em 2007 e as comparou às obtidas em 1985 pelo telescópio "National radio astronomy observatory's very large array" da Nasa.

As imagens provenientes do telescópio Chandra não apenas confirmaram que se tratava de um fenômeno de supernova recente, mas mostraram também que esta supernova aumentou seu tamanho em 16% em apenas 22 anos.

Ficou estabelecido que esta estrela explodiu há 140 anos, ou ainda mais tarde se a velocidade da explosão diminuiu, explica Stephen Reynolds.

As supernovas parecem desempenhar um papel essencial na história do universo porque, a explosão de uma estrela que chega ao final da vida, após ter esgotado seu combustível nuclear, libera elementos químicos. Além disso, a onda de choque da supernova favorece a formação de novas estrelas, explicam os astrônomos.

As supernovas são acontecimentos raros na dimensão humana, com uma freqüência de três por século na nossa Via Láctea. (Fonte: Yahoo Notícias)

terça-feira, 13 de maio de 2008

Astronautas do Endeavour estão convencidos de que há vida extraterrestre

O homem descobrirá novas formas de vida no universo se mantiver a exploração do espaço, consideraram nesta segunda-feira os astronautas da missão espacial Endeavour em uma coletiva de imprensa em Tóquio. Na foto, tripulantes da última missão americana ao espaço participam de coletiva em Tóquio. À direita, o capitão Dominic Gorie (D) responde a pergunta de um jornalista. Foto:Toru Yamanaka/AFP

O homem descobrirá novas formas de vida no universo se mantiver a exploração do espaço, disseram nesta segunda-feira os astronautas da missão espacial Endeavour em uma coletiva de imprensa em Tóquio.
"Se nos aventurarmos longe o suficiente, estou seguro de que descobriremos algo lá em cima", disse Mike Foreman, um dos sete membros da tripulação da nave que retornou à Terra em março.
"É difícil acreditar que não haja vida em alguma parte deste imenso universo, mesmo se não for tão evoluída como a nossa", acrescentou.
Os astronautas, que passaram 16 dias a bordo do Endeavour, reconheceram no entanto que nunca viram nada de inexplicável.
"Creio que encontraremos algo que não poderemos explicar", declarou Gregory Johnson, acrescentando que "provavelmente, há algo lá em cima", embora pessoalmente "nunca tenha visto".
Dominic Gorie, comandante da missão que já realizou quatro vôos espaciais, lembrou que os exploradores não sabiam de antemão se descobririam algo quando viajassem pelos oceanos.
"Quando viajamos através do espaço também não sabemos o que encontraremos. Essa é a beleza das missões. Espero que um dia possamos descobrir algo que não entendemos", assegurou.
No entanto, uma descoberta deste tipo de vida extraterrestre poderá estar distante, comentou Richard Linnehan, um astronauta que está convencido de que existe vida fora da Terra.
"Infelizmente só damos passos de bebê na descoberta do espaço", lamentou.
Takao Doi, o astronauta japonês que também viajou no Endeavour, declarou que compartilha as opiniões de seus companheiros e acrescentou que "deve existir uma vida como a nossa" em alguma parte do universo. (Fonte: Yahoo Notícias)

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Novas imagens do Hubble mostram colisão de galáxias



O Space Telescope Science Institute divulgou nesta quinta-feira (23/04/2008) 59 novas imagens do Telescópio Hubble, para comemorar os 18 anos de seu lançamento. Fotos mostram imagens da colisão de galáxias, com elas rodando, deslizando e entrando uma na outra. O movimento pode dar origem a galáxias novas e maiores.
"Esse novo atlas do Hubble ilustra dramaticamente como as colisões de galáxias produzem uma variedade notável de estruturas complexas, em detalhes nunca vistos antes", afirmou o instituto, em um comunicado.

Imagens do telescópio Hubble mostram fusão de galáxias no Espaço; fotos estão em álbum do Space Telescope Science Institute
"Os astrônomos observam apenas uma entre as milhões de galáxias no Universo próximo em ato de colisão. Entretanto, fusões de galáxias eram muito mais comuns há muito tempo atrás, quando elas estavam mais próximas", diz o instituto.
As imagens, disponíveis na internet, representam uma visão do passado. Leva centenas de milhões de anos até que as galáxias se fundam --a luz de suas estrelas "viajaram" também por centenas de milhões de anos pelo espaço.
Como o equipamento orbita fora da atmosfera da Terra, as câmeras do Hubble podem fazer imagens extremamente nítidas. O futuro do telescópio é controverso, já que exige manutenções regulares feitas por astronautas.
Depois do desastre de 2003 com o Columbia, uma missão marcada inicialmente para 2004 foi cancelada. A Nasa (agência espacial norte-americana) chegou a pensar em abandonar o telescópio, bastante popular entre os cientistas. Depois dos protestos, a agência voltou atrás e uma missão para fazer reparos no Hubble está marcada para agosto. Em 2013, o telescópio James Webb deve substituir o Hubble. (Fonte: FolhaOnline)


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