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sexta-feira, 17 de julho de 2015

7 descobertas impressionantes sobre Plutão

Foto: Reprodução)

A sonda New Horizons já passou a 766 mil quilômetros de Plutão, o mais próximo que uma sonda da NASA já esteve do planeta.

Com a aproximação foi possível observar melhor a superfície do planeta e aprender mais coisas sobre ele.
Confira algumas das principais descobertas sobre Plutão obtidas com a ajuda do equipamento, que usa o processador do primeiro PlayStation:

1. Plutão tem montanhas de gelo

A imagem mais nítida já capturada do planeta permitiu que os cientistas observassem que há diversas montanhas de gelo com altura de mais de 3 quilômetros. A foto mostrou também uma mancha mais clara em formato de coração.

Os pesquisadores da NASA acreditam que as montanhas são feitas de gelo de água, com base na composição do restante do sistema solar. A superfície de Plutão também é extremamente gelada, medindo por volta de -387 graus Fahrenheit (cerca de -232ºC). É essa temperatura que permite a formação de superfícies de gelo tão altas.

2. O planeta não se parece em nada com qualquer outra coisa no sistema solar
Plutão é único. Os cientistas que trabalham com a New Horizons não conseguiram comparar as características de aparência geral e superfície do planeta com nada encontrado no sistema solar. Antes, a ideia era de que que ele se parecesse com a lua Triton de Netuno, mas a aproximação acomprovou que a comparação não é correta.

"Triton não tem esse tipo de terreno acidentado", afirmou um dos responsáveis pela missão. "Ela tem uma grande quantidade de materiais estranhos, mas não se parece em nada com isso. Há algo muito diferente sobre geologia plutoniana".

3. É maior do que se acreditava
Dados da nave espacial mostram que Plutão é maior do que o estimado, se classificando como o maior objeto conhecido no Cinturão de Kuiper - cinturão de asteroides maciços que circunda o sistema solar.

Uma medição a partir da New Horizons mostra que o planeta mede aproximadamente 1473 milhas (cerca de 2.370 km) de diâmetro.

4. Plutão tem poucas crateras
Antes de chegar a Plutão, muitos pesquisadores esperavam encontrar um mundo repleto de crateras. No entanto, a superfície é muito mais suave - e, portanto, mais jovem - do que o previsto. A estimativa é de que as montanhas de gelo do planeta tenham apenas 100 milhões de anos, algo considerado pouco diante dos 4,5 bilhões de anos do sistema solar.

É possível que o planeta anão abrigue um oceano subterrâneo ou até mesmo vulcões de gelo, o que poderia ajudar a suavizar a superfície. No entanto, os pesquisadores afirmam que ainda não há informações suficientes para determinar isso.

5. Pode nevar em Plutão
Os cientistas sabiam há algum tempo que Plutão tem uma atmosfera rica em nitrogênio, mas descobriram que pode realmente nevar nitrogênio na superfície do planeta anão. O diretor de ciências planetárias da NASA Jim Green explicou que a formação em forma de coração é provavelmente feita de nitrogênio, metano, monóxido de carbono ou algum outro tipo de neve que cai na superfície.

6. Ele (provavelmente) não tem outras luas
Os responsáveis pela missão esperavam encontrar pelo menos mais uma lua orbitando Plutão, mas a sonda não encontrou nenhum indício de outras além das cinco já catalogadas: Caronte, Nix, Hidra, Cérbero e Estinge.

7. A maior lua de Plutão ainda pode ser geologicamente ativa
Caronte, a maior lua do planeta, parece ser jovem. Imagens de alta resolução do satélite mostram uma superfície suave, o que indica que ele pode ter sido geologicamente ativo há pouco tempo. Nas fotos é possível ainda observar uma grande depressão que mede entre 6 e 9 quilômetros.[Fonte: Olhar Digital]

MAIS:
Depois de nove anos e 4,8 bilhões de quilômetros percorridos, a Sonda New Horizons realizou hoje o registro fotográfico mais nítido existente do planeta Plutão, a cerca de 766 mil quilômetros de distância – a mais próxima já alcançada.  A foto foi postada no Instagram da NASA, a agência espacial americana. Confira abaixo.



Com o ‘Eyes on the Solar System’, um aplicativo para Windows e Mac, os usuários podem acompanhar diversas informações sobre a expedição e ver em tempo real como a sonda está sendo operada. Vale lembrar que é uma simulação e que o app não funciona como um serviço de streaming.

Na imagem, capturada 16 horas antes da sonda se aproximar ao máximo possível do planeta, é possível ver a mancha mais clara em formato de “coração”. A NASA também divulgou um GIF explicando a viagem e prometeu postar mais fotos em HD em seu site.[Fonte: Olhar Digital]

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Sonda da NASA inicia exploração de Plutão


Após nove anos de viagens e 4,8 bilhões de quilômetros, a sonda americana New Horizons começou a explorar Plutão para desvendar os mistérios do distante planeta anão e suas luas.
Depois de um longo período de hibernação de 1.873 dias para preservar seus instrumentos e sistemas eletrônicos, a sonda da agência espacial norte-americana (NASA) começou a exploração de Plutão em 15 de janeiro, a uma distância de 260 milhões km.
Até agora, as imagens transmitidas são apenas pontos de luz que os cientistas da NASA usam para guiar a nave ao seu destino, localizado precisamente a 12.500 km da superfície de Plutão, ponto mais próximo de sobrevoo.
A atmosfera em torno de Plutão, descoberta em 1930, faz com que seja impossível uma órbita ao redor do planeta, forçando a sonda para a observação remota.
Apesar da baixa luminosidade de Plutão e sua lua Caronte, a sonda New Horizons deve coletar dados sobre a geologia das duas estrelas e estabelecer uma topografia precisa.
"New Horizons está a caminho de Plutão, o maior e mais complexo de planetas anões no Cinturão de Kuiper", um grande anel de detritos em torno do sistema solar, explicou Alan Stern, do Instituto de Pesquisa do Sudoeste (SWRI), principal cientista da missão.
"Este 'encontro do século 21' será uma exploração de impacto (...) sem igual desde as missões Voyager nos anos 1980", disse terça-feira em conferência de imprensa. As duas sondas Voyager - entre elas uma que saiu do sistema solar - voou sobre os planetas Júpiter, Saturno, Urano, Netuno e 48 de seus satélites.
"Com este voo sem precedentes em julho, nosso conhecimento sobre Plutão e suas luas vai aumentar de forma exponencial e eu não tenho nenhuma dúvida de que vamos fazer descobertas emocionantes", disse John Grunsfeld, chefe de missões científicas da NASA.
Menor que a Lua
Plutão, que tem cinco luas, tem uma atmosfera composta de nitrogênio, um sistema de estações complexo, características geológicas distintas e é composto principalmente de rocha e gelo.
O planeta anão gira em torno do sol em 247,7 anos. Com um diâmetro de 2300 km, é menor do que a Lua e tem uma massa 500 vezes inferior à da Terra. Plutão pode ter um oceano de água sob o gelo grosso, assim como sua lua Charon, onde poderia existir uma atmosfera.
Uma vez que a sonda tenha concluído sua missão de observação de Plutão e Caronte, ele poderia continuar sua jornada para se aproximar de outros objetos no Cinturão de Kuiper, uma vasta pilha de escombros para além da órbita de Netuno formada no momento do nascimento do sistema solar há 4,6 bilhões anos.
Graças ao telescópio espacial Hubble, a missão científica da New Horizons identificou três objetos potencialmente interessantes, que a sonda poderia ir vasculhar. Com um diâmetro de 25 a 55 km, estão a cerca de 1,5 bilhões de quilômetros da Plutão.
A nave espacial tem a bordo sete instrumentos, como espectrômetros de imagens em infravermelho e ultravioleta, duas câmeras com um telescópio de alta resolução, dois poderosos espectrômetros de partículas e um detector de poeira espacial.
A energia da sonda New Horizons depende de um único gerador termoelétrico e opera com menos eletricidade do que duas lâmpadas de 100 watts.
A NASA também convida os internautas, até 24 de abril, a ajudar os cientistas a batizarem localizações geográficas de Plutão e suas luas.
Em 2006, a União Astronômica Internacional retirou o estatuto de planeta de Plutão dado seu pequeno tamanho - tendo sido enquadrado na categoria de planetas anões.
O sistema solar conta, hoje em dia, com apenas oito planetas. [Fonte: Exame]

quinta-feira, 5 de março de 2015

NASA prepara-se para a chegada a planeta inexplorado


A sonda espacial Dawn entra amanhã, dia 6 de março de 2015, na órbita de Ceres. Lançada pela NASA em setembro de 2007,entrou na fase final de aproximação do planeta-anão em dezembro passado. Desde então tem fornecido à estação espacial norte-americana imagens com cada vez melhor resolução deste pequeno planeta ainda tão desconhecido e que se localiza no cinturão de asteróides entre Marte e Júpiter.
Nas últimas informações enviadas a sonda deixou os cientistas de todo o mundo perplexos por ter capturado imagens de Ceres, revelando dois pontos brilhantes sob a sua superfície, dentro de uma cratera. "Estas manchas foram extremamente surpreendentes. Nas primeiras imagens de Ceres vemos muitas características estranhas: áreas planas, áreas caoticamente fracturadas e crateras de todos os tamanhos e feitios. De particular interesse são estes pontos brilhantes que se destacam contra a superfície escura de Ceres", declarou a cientista Carol Raymond, do laboratório da NASA Jet Propulsion, responsável pela missão. Os cientistas especulam que os pontos brilhantes podem corresponder a blocos de gelo, suspeitando que o planeta-anão poderá ter tido um oceano no subsolo, que congelou.
Pelo caminho até Ceres, a sonda visitou ainda o asteróide Vesta, por um período de catorze meses, entre 2011 e 2012, com o objetivo de perceber melhor a formação do nosso sistema solar. "Tanto Vesta como Ceres estavam a caminho de se tornar planetas, mas o seu crescimento foi interrompido pela gravidade de Júpiter", afirma Raymond. "Estes dois corpos são como fósseis dos primórdios do sistema solar e lançam luzes sobre a sua origem. São amostras dos blocos construtores que formaram Vénus, Terra e Marte. Os corpos como o de Vesta podem ter contribuído fortemente para o núcleo do nosso planeta, e corpos como Ceres podem ter providenciado a nossa água".
Depois da sua chegada marcada para amanhã, a Dawn vai ainda demorar cerca de um mês a posicionar-se para cumprir a sua função de observar Ceres por um período de catorze meses. Juntamente com a sonda New Horizons, que deverá chegar a Plutão em julho de 2015, estas missões podem devolver o estatuto de planeta a estes dois corpos celestes, desde 2006 despromovidos para a categoria de planeta-anão. Segundo a União Astronómica Internacional, tanto Plutão como Ceres cumprem uma série de critérios para a denominação de "planeta": orbitam em torno de uma estrela e têm massa suficiente para terem uma forma esférica, considerando a sua gravidade. O principal entrave prende-se com o critério da dominância orbital, isto é, não compartilhar a sua órbita com outros corpos do mesmo tamanho, que não sejam os seus satélites. Este é, contudo, um critério que tem gerado debate no seio da comunidade científica.
Ceres foi descoberto pelo astrónomo siciliano Giuseppe Piazzi, em 1801. Primeiramente classificado de planeta foi, posteriormente, destituído para a categoria de asteróide e, em 2006, de planeta-anão.[Fonte: Tecnologia]

Missões da NASA podem acrescentar dois planetas ao sistema solar?


Na imagem comparativa da NASA, Plutão surge em baixo, com a sua lua Caronte, que tem quase metade do tamanho do planeta anãoFotografia © NASA
Missões da NASA podem relançar debate sobre estatuto dos dois objetos que já foram considerados planetas, Plutão e Ceres.
Pode Plutão voltar a ser um planeta? As missões da Agência Espacial norte-americana (NASA) aos planetas anões Ceres e Plutão podem contribuir para mudar a definição dos dois objetos, devolvendo-lhes o estatuto de planeta.
É pelo menos essa a expectativa de muitos astrónomos, que esperam que as missões tragam as respostas necessárias. A Dawn entra amanhã na órbita de Ceres e a New Horizons vai chegar a Plutão a 15 de julho.
Apesar de estarem na categoria de planeta anão desde 2006, Ceres e Platão cumprem várias condições para a definição de planeta estabelecida pela União Astronómica Internacional (IAU na sigla em inglês). Os dois orbitam à volta de uma estrela e ambos têm massa suficiente para serem esféricos, um efeito da sua própria gravidade. O que os diferencia dos planetas maiores é o facto de não cumprirem o terceiro critério da dominância orbital (quando um objeto domina a sua órbita, tendo afastado os outros objetos).
Mas ainda não existe um consenso quanto a esta condição ser considerada necessária para definir um objeto como planeta. Alguns astrónomos argumentam que a Terra também não conseguiria atingir a dominância orbital se estivesse situada na localização de Ceres e, como tal, não seria considerada um planeta pela definição da IAU.
"Espero que 2015 seja o ano em que um consenso geral, construído sobre o conhecimento destes dois objetos, permite devolver Plutão e acrescentar Ceres à nossa família de planetas", escreveu o astrónomo David Weintraub, da Universidade de Vanderbilt, na página Phys.org [Fonte: DN Ciência]

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Chegou a Plutão a sonda que nos vai dar a conhecer o 'ex-planeta'

Após quase nove anos de viagem, a sonda ‘New Horizons’ acordou e está pronta para enviar à Terra nova informações sobre Plutão, refere o jornal i.


Foi há cerca de nove anos que a sonda ‘New Horizons’ foi enviada para o espaço com o objetivo de aterrar em Plutão e poder fazer chegar à Terra observações de perto daquele planeta.


A sonda estava regulada de forma a que quando chegasse ao destino começasse a tocar o tema ‘Where My Heart Will Take Me’ de Russel Watson e foi isso que aconteceu este sábado, pelas 10h.

De acordo com os cientistas Alan Stern deu-se “o fim da travessia da New Horizons através de um vasto oceano espacial até à fronteira do nosso sistema solar e o início do objetivo inicial da missão: explorar Plutão e as suas muitas luas em 2015”.

A viagem da sonda não fica por aqui. Esta irá prosseguir rumo ao rochedo mais distante do Sol, dentro do sistema solar, atingindo o ponto mais próximo já no Verão de 2015, escreve o jornal i.

Equipada com uma câmara de vídeo, uma camara telescópica de alta resolução, um detetor de poeiras espaciais, entre outros, esta permitirá conhecer mais em pormenor Plutão.[Fonte: Notícias ao Minuto]

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Telescópio Hubble descobre quinta lua de Plutão




AP
Imagem do Hubble mostra Plutão e três de suas luas

Astrônomos descobriram que havia algo escondido ao redor do distante e gelado planeta anão Plutão. Uma equipe de cientistas, a partir de dados do telescópio Hubble, afirmou nesta quarta (11) a ter encontrado a menor lua de Putão. Com isto o planeta-anão passa a ter cinco luas conhecidas.
“Ainda não terminamos as buscas”, disse Hal Weaver, da Universidade Johns Hopkins, e que acredita que possam existir outras luas ao redor de Plutão.
Estima-se que a minilua tenha 24 quilômetros de diâmetro, menor que a anunciada no ano passado e que tinha 35 quilômetros de diâmetro. Caronte, a maior lua de Plutão descoberta em 1978, tem cerca de mil quilômetros de diâmetro. As outras duas luas Nix e Hydra, foram descobertas em 2005.
Acredita-se que as luas tenham sido formadas após a colisão entre Plutão e um objeto no Cinturão de Kuiper, disco repleto de pequenos corpos celestes que fica fora da orbita de Netuno.
Mark Showalter, do instituto Seti, disse que os nomes da nova lua e da descoberta no ano passado não serão divulgados até que a equipe termine de analisar os dados do Hubble, pois podem haver ainda outras luas escondidas. [Fonte: IG - com informações da AP)

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