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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Novo telescópio registra imagens de 268 megapixels do espaço



A segunda imagem do VST é do conglomerado de estrelas Ômega Centauro, o maior conglomerado globular no céu. A capacidade do VST, que consegue registrar imagens de 268 megapixels, mostra 300 mil estrelas em uma única fotografia - Foto: ESO/Divulgação.






A primeira imagem realizada pelo VST mostram a região de formação de estrelas Messier 17 - Foto: ESC/Divulgação

Astrônomos registram buraco negro dilacerando estrela


Representação mostra como seria o jato de raios-X  - Foto: AFP



Um buraco negro, descrito como um "monstro cósmico" à espreita no centro de uma galáxia, foi flagrado no momento em que dilacerava uma estrela, anunciaram astrônomos em um artigo publicado na edição desta quarta-feira da revista científica Nature. Em 25 de março, o telescópio orbital Swift, da Nasa, captou uma emissão de raios-X do espaço sideral, expelido claramente por uma fonte imensamente poderosa.
Uma observação mais próxima revelou um buraco negro supermassivo com massa 1 milhão de vezes superior àquela do sol. O lampejo de raios-X foi um "jato relativístico" ou um jato de matéria de alta energia que jorrou da estrela à medida em que era atraída pelo empuxo gravitacional do buraco negro e foi arrastada na direção de suas entranhas.
O jato, chamado Swift J164449.3+573451, moveu-se a 99,5% da velocidade da luz. Os buracos negros supermassivos são comumente encontrados no centro de galáxias. O buraco negro recém-descoberto tem cerca de metade do tamanho de seus similares em nossa galáxia, a Via Láctea. Mesmo assim, são relativamente jovens perante alguns espécimes supermassivos, cuja massa foi medida em mais de um bilhão de sóis.[Fonte: Terra]

Astrônomos revelam nova anatomia em torno de buraco negro



Imagem da galáxia ativa Markarian 509 registrada pelo telescópio espacial Hubble Foto: Nasa/ESA/J. Kriss (STScI)/J. de Plaa (SRON)/Divulgação

A frota de naves espaciais da Agência Espacial Europeia (ESA,na sigla em inglês) conseguiram obter detalhes sem precedentes perto de um buraco negro supermassivo. Eles revelam enorme 'balas' de gás sendo impulsionadas longe do "monstro gravitacional". O buraco negro que a equipe escolheu para estudar está no coração da galáxia Markarian 509, 500 milhões de anos-luz no espaço. Este buraco negro é enorme, contendo 300 milhões de vezes a massa do Sol e que a cada dia se torna mais maciça.
A Markarian 509 foi escolhida porque ela é conhecida por variar em brilho, o que indica que o fluxo de matéria para o buraco negro é turbulento.
O buraco negro foi monitorado por 100 dias. "(a nave) XMM-Newton realmente conseguiu essas observações porque tem uma cobertura de raios-X de largura, bem como uma câmera de vigilância óptica", afirma Jelle Kaastra, do Instituto de Pesquisas Espaciais da Holanda, que coordenou uma equipe internacional de 26 astrônomos de 21 institutos em quatro continentes.
As observações resultantes mostraram que a saída consiste de "balas gigantes" movidas a milhões de quilômetros por hora. As balas são arrancados de um reservatório de gás empoeirado e depois caem no buraco negro. A surpresa é que o reservatório está situado a mais de 15 anos-luz de distância do buraco negro. Esta distância é ainda maior do que alguns astrônomos pensavam que era possível, tendo em vista os vento que se originam.
A detecção
Junto com as naves XMM-Newton e Integral, da ESA, os astrônomos usaram os telescópios espaciais Hubble e Chandra, da Nasa (a agência espacial americana), além de outros instrumentos que proporcionaram informações sobre a cobertura do buraco negro não conhecidas antes.
"Os resultados sublinham a importância de observações a longo prazo e campanhas de monitorização, que estão a ganhar uma compreensão mais profunda da variável de objetos astrofísicos. XMM-Newton fez todas as mudanças organizacionais necessárias para realizar tais observações, e agora o esforço está valendo a pena", diz Norbert Schartel , cientista do projeto da XMM-Newton.
Buracos negros
Os buracos negros são objetos tão densos que a força da gravidade que geram não deixa escapar nada, nem sequer a luz, e engolem tanto matéria, visível ou escura, que cai em seu campo de ação. Alguns podem ter um tamanho "estelar" e se supõe que procedem da explosão de uma estrela gigante, uma supernova, mas outros têm um tamanho equivalente ao de bilhões de sóis e se denominam "supermassivos".[Fonte: Terra]

Telescópio registra estrela gigante mil vezes maior que o Sol


Esta nova imagem é a melhor já obtida para uma estrela hipergigante Foto - ESO/Divulgação
Astrônomos do Observatório Europeu do Sul (ESO) utilizaram o Very Large Telescope para obter imagens de uma estrela colossal pertencente a uma das mais raras classes de estrelas no universo, as hipergigantes amarelas. Esta nova imagem é a melhor já obtida para uma estrela desta classe e mostra pela primeira vez uma enorme concha dupla de poeira a rodear a hipergigante central. A estrela e a sua concha parecem-se com a clara de um ovo em torno da gema central, o que levou os astrônomos a darem-lhe o nome de Nebulosa do Ovo Frito.
A estrela monstruosa, conhecida pelos astrônomos como IRAS 17163-3907 tem um diâmetro cerca de mil vezes maior que o do Sol. A uma distância de cerca de 13 mil anos-luz da Terra, é a hipergigante amarela mais próxima de nós encontrada até hoje e as novas observações mostram que brilha cerca de 500 mil vezes mais intensamente do que o Sol.
"Sabia-se que este objeto brilhava intensamente no infravermelho mas, surpreendentemente, ninguém o tinha ainda identificado como uma hipergigante amarela", disse Eric Lagadec, líder da equipa que produziu estas novas imagens.
As observações da estrela e a descoberta das suas conchas envolventes foram feitas pela câmara infravermelha VISIR. As imagens obtidas são as primeiras que mostram claramente o material que rodeia a estrela e revelam claramente duas conchas quase perfeitamente esféricas.
Se a Nebulosa do Ovo Frito fosse colocada no centro do Sistema Solar, a Terra ficaria bem no interior da própria estrela e o planeta Júpiter orbitaria por cima da sua superfície. A concha muito maior que envolve a estrela englobaria todos os planetas, planetas anões e ainda alguns dos cometas que orbitam muito além da órbita de Netuno. A concha exterior tem um raio 10 mil vezes maior que a distância da Terra ao Sol.
As hipergigantes amarelas estão numa fase extremamente ativa da sua evolução, sofrendo uma série de eventos explosivos - esta estrela ejetou já quatro vezes a massa do Sol em apenas algumas centenas de anos. O material ejetado durante estas explosões formou a extensa concha dupla da nebulosa, a qual é constituída por poeira rica em silicatos misturada com gás.
Esta atividade mostra igualmente que a estrela deverá sofrer brevemente uma morte explosiva - será uma das próximas explosões de supernova na nossa Galáxia. As supernovas fornecem ao meio interestelar circundante muitos químicos necessários e as ondas de choque resultantes podem dar origem à formação de novas estrelas.[Fonte: Terra]

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Cientistas atentos à evolução de mancha solar muito ativa



Washington, 27 set (Prensa Latina) Cientistas da NASA observam atenciosos a evolução de uma grande mancha solar conhecida como 1302, que não só está ativa, senão que pudesse afetar à Terra nos próximos dias.

  O Observatório de Dinâmica Solar (SDO) da NASA informou hoje que no passado 22 de setembro e no sábado 24 foram detectados dois grandes flash ultra-violetas no sol.

Estas erupções dirigem-se a Terra e foram notáveis no norte da Europa no jeito de auroras boreais, indicaram peritos.

Por sua parte, cientistas do Laboratório de Clima Espacial Goddard, também da NASA, determinaram a presencia de uma forte compressão na magnetosfera da terra, o plasma do vento solar tem entrado perto da órbita geo-estacionaria, onde se encontram os satélites, disseram.

O fenômeno poderia ocasionar danos nos sistemas de comunicação, assim como nas redes de energia.

Alguns acham até possível um grande blackout e que poderiam acontecer explosões atômicas espontâneas, outros especulam se a queda de um satélite que girava ao redor da terra foi por causas de tormentas solares e se mais aparelhos como este poderiam ter a sorte mesma.

Países como a Rússia estão alerta:Neste ano têm sido detectadas outras erupções solares de igual importância. Um exemplo similar aconteceu no passado fevereiro, classificado como classe X, que ocasionou imensas auroras boreais e algumas afeições no sistema de comunicações, embora esses efeitos limitam-se a latitudes muito no norte do planeta.[Fonte: Prensa Latina]

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Nasa "perdoa" asteróide Baptistina por extinção dos dinossauros

A queda do asteróide Baptistina na Terra, há 65 milhões de anos, pode não ter sido a causa do desaparecimento dos dinossauros, segundo estudo baseado em observações recentes captadas pela sonda WISE e divulgado nessa segunda-feira pela Nasa (agência espacial americana).

Os cientistas têm certeza de que um grande asteróide atingiu o planeta e provocou a morte dos répteis gigantes, mas desconhecem sua origem exata. Em 2007, um estudo realizado com telescópios terrestres, feito pelo Instituo de Pesquisa de Southwest, no Colorado, apontou como suspeito pela extinção dos dinossauros um corpo celeste do tipo Baptistina, situado no cinturão de asteróides entre Marte e Júpiter.
Segundo essa teoria, o corpo celeste se chocou contra outro asteróide do cinturão há 160 milhões de anos, que se despedaçou em fragmentos gigantescos. Um deles acabou atingindo a Terra, no que hoje é península de Yucatã, no México, e causou a morte dos répteis.
No entanto, observações realizadas com instrumentos infravermelhos da sonda WISE afastaram essa possibilidade, deixando sem resposta um dos grandes mistérios do universo.
Durante mais de um ano uma equipe da Nasa estudou 120 mil asteróides, entre eles 1.056 da família Baptistina, e constatou que a quebra do asteróide cujo pedaço atingiu a Terra aconteceu há 80 milhões de anos, metade do tempo sugerido anteriormente.
A pesquisa mostrou que se esse asteróide fosse o culpado da extinção, ele teria que ter se chocado contra a Terra em menos tempo do que se acreditava anteriormente. Segundo a principal cientista do projeto, Amy Mainzer, não houve tempo para que o corpo celeste provocasse o fim do período Cretáceo.[Fonte: Terra]

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Uma viagem fantástica sobre a Terra

Vídeo composto com 600 fotografias tiradas pela Estação Espacial Internacional (ISS, em inglês) mostra como seria voar sobre a Terra.


As imagens foram feitas enquanto a ISS orbitava o planeta à noite. O passeio começa no Oceano Pacífico, passa pelas Américas até chegar próximo à Antártida, ao amanhecer. [Fonte: Terra]



quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Mais de 500 milhões de planetas podem ter vida


Equipe da Nasa estima que podem existir até 50 bilhões de planetas apenas na Via Láctea.


Cientistas ligados à Nasa apresentaram novas estimativas do número de planetas existentes na Via Láctea: nada menos que 50 bilhões. Destes, 500 milhões podem ter temperaturas compatíveis com a vida.
Os dados foram apresentados neste sábado (19) durante a reunião da Sociedade Americana para o Avanço da Ciência (na sigla em inglês, AAAS) em Washington, Estados Unidos, e saíram dos primeiros resultados da missão Kepler, que enviou um telescópio ao espaço para descobrir a existência de planetas fora do sistema solar.
Para chegar a esse número, William Borucki, cientista-chefe da missão, levaram em conta aquantidade de candidatos a planetas já encontrados pelo Kepler (cerca de 1200, 54 deles dentro da zona habitável)  e estimaram que uma a cada duas estrelas têm pelo menos um planeta, e em uma a cada 200, esse planeta pode ser compatível com vida --- pelo menos no que se refere à sua temperatura. Os números então foram extrapolados para o número de estrelas estimados na galáxia, 100 bilhões. "Mas o Kepler só consegue ver planetas que orbitem perto da estrela", explicou. “Se ele estivesse observando o Sol, a chance dele captar a Terra, por exemplo, seria pequena”.
A missão Kepler descobre os planetas ao registrar a diferença de brilho de sua estrela quando o planeta passa entre a Terra e ela. Os resultados até agora são muito animadores, disse Sara Seager, professora de astronomia do MIT (Massachusetts Institute of Technology). “Muitos dos planetas que descobrimos desafiam as leis da Física como as conhecemos hoje. Já encontramos mais de 100 planetas com o tamanho de Júpiter, por exemplo. Não achávamos que poderiam haver tantos planetas tão grandes”, disse. “Kepler está nos mostrando que tudo é possível”. [Fonte: IG]

Sonda espacial descobre mini-sistema planetário com seis planetas





Na última década a descoberta de planetas fora do sistema solar literalmente explodiu. O número saltou de cerca de 50 para mais de 500 neste período. A descoberta de mais um não seria novidade não fosse pelo fato desta vez a sonda espacial Kepler, lançada pela Nasa em 2009, ter achado um sistema solar singular com seis planetas orbitando em torno dele. 


“Sabemos há anos que sistemas multiplanetários são razoavelmente comuns. Ano passado um grupo europeu encontrou um com seis planetas (que não transitam). O que é realmente surpreendente é quão perto eles estão um dos outros. Os cinco planetas mais perto da estrela formam o sistema mais compacto já encontrado. Todos eles tem uma translação [tempo em que demora para dar uma volta em torno da estrela] menor do que 50 dias”, explicou ao iG o astrônomo Jonathan Fortney, da Universidade da California em Santa Cruz.


Batizada de Kepler-11, a estrela e seus planetas estão descritos na edição desta quarta (2) da revista Nature. O trabalho pode trazer novas compreensões sobre sistemas planetários segundo Fortney, um dos autores do estudo. “Em nosso próprio sistema solar conseguimos entender melhor nossos planetas [..] comparando as semelhanças e diferenças entre eles. Podemos fazer algo semelhante com esses seis planetas. Temos evidências fortes de que a atmosfera de cinco deles [os mais internos] é dominada por hidrogênio. Com isso podemos entender melhor o processo de 'evaporação' delas”, explica Fortney.
Os cinco planetas mais perto da Kepler-11 já são um dos menores a terem massa e tamanho medidos por cientistas – o menor deles, chamado Kepler-11b, tem raio de 1,97 vezes o da Terra e massa de cerca de 4,3 vezes maior que o do nosso planeta. A Kepler irá continuar a enviar dados sobre os planetas e, com a análise deles, mais detalhes sobre eles serão conhecidos.
De 1200 candidatos a planeta, 54 potencialmente habitáveis
A busca por novos planetas, no entanto, não para. A Nasa anunciou nesta quarta que em seus 4 meses de envio de dados a Kepler detectou 1235 candidatos a planetas. “Foram detectados 115 sistemas com dois planetas, 45 com três, 8 com quatro e 1 com cinco [...] Todos eles devem ser considerados candidatos ainda pois, diferentemente do Kepler-11, não temos a confirmação de sua massa [a Kepler mede apenas os raios dos planetas e não suas massas]”, afirmou Fortney.
A Kepler, no entanto, ainda não achou um planeta com características semelhantes às da Terra. Ou seja: rochoso, com translação de centenas de dias e considerável pelos cientistas como habitável: ou seja, com a presença de água e condições favoráveis à vida. "A Kepler encontrou 54 candidatos a planeta na zona habitável", afirmou William Boroucki, principal cientista da missão Kepler durante coletiva da Nasa. "Serão necessários ao menos 3 anos de análise de dados da Kepler em conjunto com dados de telescópios localizados na Terra para confirmar esses dados", disse Douglas Hudgins também da missão Kepler durante a coletiva. Destes 54 candidatos a planetas na zona habitável, cinco são de tamanho similar à Terra e os outros 49 vão de até 2 vezes o tamanho da Terra a maiores do que Júpiter.
Apesar de a tarefa de encontrar planetas fora do sistema solar vá de vento em popa, o financiamento para o trabalho não tem sido fácil. Os astrônomos têm tido que se virar para detectar os planetas enquanto missões bilionárias específicas para a busca de outras Terras são canceladas, como foi o caso da Missão Espacial de Interferometria que iria buscar especificamente planetas com massa e órbita semelhantes à da Terra em estrelas próximas semelhantes ao Sol.[Fonte: IG]

Telescópios da Nasa descobriram formação rara de dois buracos negros na mesma galáxia



Astrônomos encontraram um segundo e enorme buraco negro no centro de uma galáxia incomum, vizinha à Via Láctea. A galáxia conhecida como Markarian 739 or NGC 3758 fica a 425 milhões de anos-luz de distância da constelação de Leão.

Apenas cerca de 11 mil anos-luz separam núcleos dos buracos negros, e formam, perantes as lentes dos telescópios Chandra e Swift, da Nasa, uma formação que parece um rosto sorridente, com a dupla de núcleos acima de um arco.

Astrônomos já sabiam que o núcleo oriental da Markarian 739 continha um buraco negro ativo e que gera muita energia. O estudo, que será publicado no periódico científico The Astrophysical Journal Letters, mostra na parte ocidental há outro buraco negro ativo. Isto faz da galáxia um dos caos mais próximos e claros de galáxia com dois buracos negros.

A distância que separa os dois buracos negros é cerca de um terço a que separa o sistema solar do centro da Via Láctea. Entre as galáxias conhecidas até agora, a Markarian 739 é a segunda a ter buracos negros tão próximos.
“No centro da maioria das galáxias, inclusive na nossa via lacteal, há um buraco negrosupermassivo com milhões de vezes a massa do Sol”, disse Michael Koss, autor do estudo da Nasa. “Algumas delas irradiam mais de bilhões de vezes a energia do Sol”, disse.

Nasa descobre planeta com dois sóis


Ilustração mostra planeta Kepler-16 ao lado de seus dois sois - Foto: Nasa/JPL-Caltech


Ele pode não ser Tatooine, o planeta de dois sois que é lar do personagem Luke Skywalker, da série de cinema Star Wars, mas o Kepler-16 mexeu com os ânimos e imaginações dos astrônomos. Pela primeira vez foi possível captar informações concretas a respeito de um planeta desse tipo, com base em dados do telescópio espacial Kepler, da Nasa. "O Kepler-16 é a primeira detecção definitiva de um sistema planetário circumbinário (no qual um planeta orbita duas estrelas)”, afirmou ao iG Laurance Doyle, principal autor do artigo publicado nesta quinta-feira (15) pelo periódico científico Science que trabalha no Instituto SETI, mais conhecido por sua busca de vida fora da Terra porém uma parte do trabalho é justamente achar a frequência de planetas no universo e depois checar quais são semelhantes à Terra e potencialmente habitáveis. 

No trabalho, os pesquisadores conseguiram descobrir várias característica do planeta e suas estrelas, que estão a 220 anos-luz do Sol, na constelação do Cisne. Um dos sóis possui 20% da massa e tamanho do nosso Sol, enquanto outro tem cerca de 69% de ambos. Já a massa do planeta corresponde a 105 vezes a da Terra, ou um terço da de Júpiter. Seu tamanho é próximo do de Saturno. O ano do Kepler-16 (o tempo que ele demora para dar a volta em torno de suas estrelas) é de 229 dias, enquanto seus sois têm órbitas de 22 dias.

Segundo os cientistas é muito provável que o planeta tenha se formado a partir do mesmo disco de poeira e gás que originou as duas estrelas.

A expectativa é encontrar outros sistemas semelhantes. "Sabemos agora como fazer isso. O processo que utilizamos para encontrar o Kepler-16 pode ser usado para achar outros sistemas. A Kepler atualmente está observando cerca de dois mil desses sistemas então esperamos ser capazes de encontrar mais deles", explicou Doyle.
Com novos desses sistemas em mãos, o próximo passo será analisar a prevalência e frequência deles. "E finalmente, esperamos, encontrar um planeta do tamanho da Terra com dois sóis que esteja na zona habitável e medir como ele pode se adaptar a uma eventual colonização humana. Isso também será muito desafiador", afirmou Doyle.[Fonte: IG]

Veja o Vídeo:





Caso não consiga ver o vídeo, clique para assistir na TV iG: Nasa descobre planeta com dois sóis

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Sonda europeia identifica cratera em Marte onde pode ter havido água


A sonda Mars Express, da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), detectou o caso raro de uma cratera em Marte que um dia teria sido preenchida por um lago.
A evidência, segundo os cientistas, ocorre pela presença de um delta (foz em forma de leque com vários braços de água e sedimentos) na cratera Eberswalde, que tem 65 quilômetros de diâmetro e fica nas montanhas ao sul do planeta vermelho. A descoberta aponta, portanto, para um passado bem mais úmido que o solo árido de hoje, com a existência de água em estado líquido na superfície.

Cratera Eberswalde é a menor, à direita, e Holden é a maior (Foto: ESA/DLR/FU Berlin (G. Neukum)



Na imagem acima, Eberswalde – que se formou há 3,7 bilhões de anos, quando um asteroide atingiu Marte – aparece como um semicírculo (menor, à direita da foto), já que a borda ficou intacta e visível em apenas um dos lados.
Um impacto posterior formou a cratera Holden, de 140 quilômetros de diâmetro. Ela pode ser vista à esquerda na imagem e também teria abrigado água líquida, algo indicado pela diversidade de minerais e diferentes estruturas que apresenta. O choque expulsou grande quantidade de material e enterrou parte da cratera menor.
No entanto, na parte visível de Eberswalde, o delta – que cobre uma área de 115 quilômetros quadrados – e seus pequenos e sinuosos canais de alimentação estão bem preservados, como pode ser visto no canto superior direito da cratera. Esse tipo de estrutura foi identificado pela Nasa pela primeira vez com a sonda Mars Global Surveyor.

As duas crateras marcianas estavam na lista dos quatro possíveis destinos de um robô da missão Mars Exploration Rover, que deve ser lançada ainda este ano. Mas a cratera Gale venceu a disputa, e ela também concentra minérios e estruturas relacionadas à presença de água no passado.
O principal objetivo da agência espacial americana é procurar ambientes habitáveis atuais ou antigos no planeta. Até lá, a sonda europeia Mars Express buscará o melhor lugar para o pouso.
A margem da cratera Eberswalde está intacta em sua parte nordeste (Foto: ESA/DLR/FU Berlin (G. Neukum)

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Nasa descobre buracos negros supermassivos próximos da Terra


Imagem do primeiro par de buracos negros supermassivos em uma galáxia espiral similar a da Via Láctea - Foto: Nasa/Divulgação

Os astrônomos descobriram o primeiro par de buracos negros supermassivos em uma galáxia espiral similar a da Via Láctea a cerca de 160 milhões de anos luz, e o mais próximo da Terra descoberto até agora, informou nesta quarta-feira a Nasa (agência espacial americana).
Os buracos negros se encontram próximo do centro da galáxia espiral NGC 3393 e foram identificados graças às observações realizadas pelo observatório de raios-X Chandra. Os cientistas calcularam que ambos estão separados por apenas 490 anos luz, por isso que acreditam que podem ser o remanescente da fusão de duas galáxias de massa desigual que aconteceu há mais de 1 bilhão de anos.
"Se esta galáxia não estivesse tão perto, não teríamos tido nenhuma possibilidade de ver os dois buracos negros separados como os vimos", disse Pepi Fabbiano do Centro de Atrofísica Harvard-Smithsonian (CfA) em Cambridge (Massachusetts).
As observações anteriores em frequência raios-X e em outras longitudes de onda faziam crer que havia apenas um buraco negro supermassivo no centro da galáxia NGC 3393. No entanto, um olhar de longo alcance realizado com os potentes instrumentos de Chandra permitiu aos pesquisadores detectar e separar os buracos negros.
Os buracos negros são objetos tão densos que a força da gravidade que geram não deixa escapar nada, nem sequer a luz, e engolem tanto matéria, visível ou escura, que cai em seu campo de ação. Alguns podem ter um tamanho "estelar" e se supõe que procedem da explosão de uma estrela gigante, uma supernova, mas outros têm um tamanho equivalente ao de bilhões de sóis e se denominam "supermassivos".[Fonte: terra]
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