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quarta-feira, 27 de março de 2013

Telescópio MPG/ESO capta grupo de estrelas azuis jovens e brilhantes

Telescópio MPG/ESO capta grupo de estrelas azuis jovens e brilhantes - Foto ESO

Telescópio MPG/ESO capta grupo de estrelas azuis jovens e brilhantes – Foto ESO




São Paulo (27/03/13) - O maravilhoso grupo de estrelas azuis brilhantes é o aglomerado NGC 2547, um grupo de estrelas recém formadas situado na constelação austral da Vela. A imagem foi obtida com o instrumento Wide Field Imager, montado no telescópio MPG/ESO de 2,2 metros no Observatório de La Silla, no Chile.
Universo é muito antigo e tem cerca de 13,8 bilhões de anos. A nossa galáxia, a Via Láctea, também bastante antiga – algumas das estrelas que contém têm mais de 13 bilhões de anos. No entanto, muita coisa ainda está para acontecer: novos objetos formam-se e outros são destruídos. Na imagem, pode-se ver alguns destes recém-chegados: estrelas jovens que se estão se formando no aglomerado NGC 2547.
Mas, quão novos são realmente estes jovens cósmicos? Embora a sua idade exata seja incerta, os astrônomos estimam que as estrelas em NGC 2547 tenham entre 20 e 35 milhões de anos de idade. O que na realidade, não parece muito jovem. No entanto, comparando com o Sol que ainda nem chegou à meia idade e tem 4 bilhões e 600 milhões de anos, corresponde a imaginarmos que se o Sol for uma pessoa de 40 anos de idade, as estrelas brilhantes da imagem são bebês de três meses.
A maior parte das estrelas não se formam isoladas, mas sim em ricos aglomerados estelares com tamanhos que vão das várias dezenas aos vários milhares de estrelas. Embora o NGC 2547 contenha muitas estrelas quentes que brilham intensamente no azul, um sinal claro da sua juventude, podemos também encontrar uma ou duas estrelas amarelas ou vermelhas que já evoluíram até se tornarem gigantes vermelhas. Os aglomerados estelares abertos como este têm vidas comparativamente curtas, da ordem das várias centenas de milhões de anos, antes de se desintegrarem à medida que as suas estrelas se afastam.
Os aglomerados são objetos chave no estudo da evolução das estrelas ao longo das suas vidas. Os membros de um aglomerado nascem todos a partir do mesmo material e ao mesmo tempo, o que torna mais fácil determinar os efeitos de outras propriedades estelares.
O aglomerado estelar NGC 2547 situa-se na constelação da Vela, a cerca de 1500 anos-luz de distância da Terra, e é suficientemente brilhante para poder ser visto com binóculos. Foi descoberto em 1751 pelo astrônomo francês Nicolas-Louis de Lacaille, com o auxílio de um pequeno telescópio com menos de dois centímetros de abertura, durante uma expedição astronômica ao Cabo da Boa Esperança, na África do Sul.
Entre as estrelas brilhantes da imagem pode-se observar também imensos outros objetos, especialmente se observarmos a imagem de perto. Muitos são estrelas da Via Láctea, mais tênues ou mais distantes de nós, mas alguns, que aparecem como objetos extensos difusos, são galáxias situadas muito para além das estrelas do campo de visão, a milhões de anos-luz de distância.
Contatos

Gustavo Rojas
Universidade Federal de São Carlos
São Carlos, Brazil

Tel.: 551633519795


Este texto é a tradução da Nota de Imprensa do ESO eso1316, cortesia do ESON, uma rede de pessoas nos Países Membros do ESO, que servem como pontos de contato local para a imprensa. O representante brasileiro é Gustavo Rojas, da Universidade Federal de São Carlos. A nota de imprensa foi traduzida por Margarida Serote (Portugal) e adaptada para o português brasileiro por Gustavo Rojas.[Fonte: Folha Paulistana]
Edição final e complemento: William Camargo/Folha Paulistana

quinta-feira, 21 de março de 2013

Satélite revela imagem mais precisa já feita do Big Bang

Foto: ESA

O satélite europeu Planck, lançado em 2009 para realizar a busca da primeira luz emitida depois do Big Bang, revelou nesta quinta-feira a imagem mais precisa já feita dos primeiros momentos de vida do Universo.
"Ousamos olhar o Big Bang de muito perto, o que permite uma compreensão da formação do Universo vinte vezes melhor do que antes", comemorou o diretor-geral da Agência Espacial Europeia (AEE), Jean-Jacques Dordain, ao apresentar os primeiros resultados do Planck, em coletiva de imprensa em Paris.
Salvo algumas anomalias que farão com que os cientistas teóricos tenham trabalho por semanas, os dados do Planck corroboram de maneira espetacular a hipótese de um modelo de universo relativamente simples, plano e em expansão, afirmou a AEE.
As imagens permitiram igualmente aos cientistas um maior conhecimento da chamada "receita cósmica", os diferentes componentes da formação do universo.
"É verdade que a imagem se assemelha um pouco a uma bola de rúgbi deformada ou a uma obra de arte moderna, mas posso assegurar que alguns cientistas teriam trocado seus filhos por esta imagem", brincou George Efstathiou, astrofísico da Universidade britânica de Cambridge, ao comentar os resultados obtidos pela missão de Planck na sede da AEE.
"Trata-se de uma imagem do universo tal como ele era 380.000 anos depois do Big Bang", explicou. Nesse momento, a temperatura local estava em torno dos 3.000°C, acrescentou.
Antes desse momento, o universo tinha uma temperatura tao alta que nenhuma luz podia sair dele. O Planck captou, pois, na integridade do céu, o traço fóssil dos primeiros fótons (partículas elementares da luz) que surgiram do Cosmos e que viajaram durante mais de 13 bilhões de anos para chegar até nós.
Essa irradiação fóssil é agora muito fria, com 3°C a mais do "zero absoluto" (-273°C). É invisível, mas pode ser detectada na gama das ondas de rádio.
A radiação de fundo cosmológica (CMB) apresenta ínfimas flutuações de temperatura que correspondem a regiões de densidade levemente diferente e portam em si o germe de todas as estrelas e das galáxias que nós conhecemos.
Para poder medir essas ínfimas flutuações, com uma precisão de cerca de um milionésimo, e eliminar todas os sinais parasitários emitidos pela Via Láctea e outras galáxias, o instrumento de alta frequência HFI do satélite Planck deve ser esfriado até um décimo de grau acima do zero absoluto.
Essa proeza tecnológica, feita na ausência de gravidade e no vácuo, "não tem equivalente e nenhum artefacto espacial poderá ultrapassá-la por muito tempo", concluiu Jean-Jacques Dordain. [Fonte: Yahoo]

quarta-feira, 20 de março de 2013

Voyager ultrapassa oficialmente as fronteiras do sistemas solar

Desenho da Voyager I // Crédito: NASA

A União Geofísica Americana acaba de confirmar que a sonda Voyager I ultrapassou, oficialmente, a fronteira do Sistema Solar. Não há como saber, por enquanto, qual é a distância exata do Sol na qual a fronteira é localizada, mas ela foi calculada de acordo com a interferência do astro que a sonda recebia. Quando a Voyager I parou de ser bombardeada pela radiação de nossa estrela, no dia 25 de agosto de 2012, os cientistas consideram que ela quebrou a barreira.
Se isso aconteceu no ano passado, então por que a notícia só saiu agora? Porque, antes de divulgar o fato, cientistas precisaram confirmar nos dias seguintes que a quantidade de radiação solar recebida pela Voyager ainda era mínima.
Agora astrônomos debatem se o local atingido pela sonda é um espaço interestelar ou uma zona além do nosso sistema que ainda não tenha definição. [Fonte: Galileu]

"Rezem", diz diretor da Nasa sobre aproximação de asteroides


O diretor da Nasa (agência espacial americana), Charles Bolden, tem um conselho sobre o que fazer se um grande asteroide estiver a caminho da Terra: rezar. Isso é praticamente tudo o que se poderia fazer neste momento se asteroides ou meteoros desconhecidos estivessem em rota de colisão com o planeta, afirmou ele a legisladores na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos. A projeção fatalista ocorre enquanto a Nasa pede que o governo americano financie programas para detecção e desvio de objetos celestiais próximos da Terra.
Ameaças vindas do espaço costumam ser objetos da ficção científica - em filmes como Armageddon e Impacto Profundo -, porém membros do Congresso americano abordaram o assunto depois que um meteorito caiu sobre a Rússia em 15 de fevereiro e um asteroide passou muito próximo do planeta no mesmo dia. Preocupados com esses fenômenos, os políticos convidaram o diretor da Nasa para falar sobre o programa espacial e como se pode prevenir que a Terra seja atingida por corpos celestes.
Os legisladores não gostaram do que ouviram. O representante republicano Lamar Smith afirmou aos participantes, mais de uma vez, que o relatório "não era tranquilizador". Deputados governistas e da oposição, porém, se mostraram receptivos à ideia de colocar mais recursos no esforço de conter ameaças cósmicas, conforme solicitado por Charles Bolden.
O consultor científico da Casa Branca, John Holdren, observou que o financiamento anual dedicado ao catálogo de asteroides potencialmente perigosos subiu de US$ 5 milhões para mais de US$ 20 milhões nos últimos dois anos. Mesmo assim, o administrador da Nasa estimou que o trabalho de identificação de 90% dos objetos celestiais próximos da Terra entre 140 metros e 1 quilômetro de largura, como demandado pelo Congresso, deve demorar até 2030.

Galáxia próxima da Via Láctea registra supernova 'sumindo'

Supernovas estão entre os fenômenos mais violentos da natureza



Supernova na galáxia espiral NGC 1637 tem seu lento declínio acompanhado desde 1999 Foto: ESO / Divulgação
Supernova na galáxia espiral NGC 1637 tem seu lento declínio acompanhado desde 1999
Foto: ESO / Divulgação

​Os astrônomos que estudam o resultado de uma supernova muito brilhante na galáxia espiral NGC 1637 - relativamente próxima da Via Láctea - divulgaram nesta quarta-feira uma imagem do fenômeno. A galáxia, situada a cerca de 35 milhões de anos-luz da Terra, na constelação do Rio Erídano, teve sua aparência serena perturbada pelo aparecimento da supernova - a morte ofuscante de estrelas, que pode brilhar mais intensamente do que a radiação combinada de bilhões de estrelas nas suas galáxias hospedeiras.
Com o auxílio do Very Large Telescope do Observatório Europeu do Sul (ESO), astrônomos obtiveram muitas fotografias de uma nova supernova na galáxia espiral NGC 1637, relatada pela primeira vez em 1999 pelo Observatório Lick na Califórnia. Depois da sua explosão, o brilho da supernova tem sido cuidadosamente monitorizado pelos cientistas, que observam o seu declínio relativamente lento ao longo dos anos.
A estrutura em espiral aparece na imagem de forma muito distinta, com traços azulados de estrelas jovens, nuvens de gás brilhante e camadas de poeira obscurante. Embora pareça um objeto relativamente simétrico, possui algumas particularidades interessantes. É um tipo de galáxia a que os astrônomos chamam espiral irregular: o braço em espiral mais aberto, em cima e à esquerda, estende-se em torno do núcleo muito mais longe do que o braço mais compacto e curto, em baixo e à direita, que parece ter sido dramaticamente cortado ao meio.
Espalhadas por toda a imagem, podemos ver estrelas mais próximas e galáxias mais distantes que, por acaso, se encontram na mesma direção no céu. [Fonte: Terra]

segunda-feira, 18 de março de 2013

Inscrições para Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica são prorrogadas


A 16ª edição da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) teve o período de inscrições prorrogado até o dia 24 de março devido ao grande número de escolas se cadastrando. As provas ocorrerão no dia 10 de maio e serão divididas em quatro níveis. Podem participar estudantes dos ensinos fundamental e médio.
Segundo o astrônomo e coordenador nacional da OBA, João Canalle, cada prova será constituída de 10 perguntas: cinco de astronomia, três de astronáutica e duas de energia. "As questões serão, em sua maioria, de raciocínio lógico", informa.
Os estudantes mais bem classificados vão integrar as equipes que representarão o país nas olimpíadas Internacional de Astronomia e Astrofísica e Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica, de 2014, além de participarem, nesse ano, das Jornadas Espacial, de Energia, de Foguetes e do Space Camp.
Mostra de Foguetes

Além da olimpíada, as escolas também poderão participar da VII Mostra de Foguetes (MOFOG). O evento avalia a capacidade dos jovens de construir e lançar, o mais longe possível, foguetes feitos de garrafa pet ou de canudo de refrigerante. Para isso, as instituições devem se cadastrar primeiramente no site da OBA. http://www.oba.org.br

A MOFOG ocorre dentro da própria escola e possui quatro níveis. Não há obrigatoriedade em relação ao número mínimo ou máximo de alunos participantes. Os foguetes deverão ser elaborados e lançados individualmente ou em equipe. Após o dia 10 de maio, a escola deverá informar os nomes dos participantes e os alcances obtidos por seus foguetes. No final, todos, incluindo professores e diretores, recebem um certificado da OBA e os estudantes que alcançarem os melhores resultados receberão medalhas.
Os estudantes do ensino médio que se destacarem serão convidados para a Jornada de Foguetes, que esse ano terá a participação especial de estudantes colombianos medalhistas. Além de palestras com especialistas, nesse evento os participantes vão apresentar e lançar seus foguetes diante de uma comissão julgadora. Os vencedores receberão material didático e um troféu. Ainda serão distribuídas bolsas de Iniciação Científica Júnior, com duração de um ano.[Fonte: Terra]

Erupção solar envia bilhões de partículas à Terra, a 1400 km por segundo

A Nasa afirma ter captado uma erupção ocorrida no Sol ontem, que pode ter enviado um "jato" com bilhões de partículas pelo espaço rumo à Terra. As partículas solares podem atingir o planeta entre entre sábado e segunda-feira (16 e 18/03/2013) e interferir em satélites, sistemas de telecomunicações e aparelhos eletrônicos na Terra, segundo a agência espacial americana. Com base em detecções feitas pelo Observatório de Relações Terrestres, a Nasa calcula que o "jato" de partículas esteja viajando a 1.400 km por segundo rumo à Terra, o que é considerada uma velocidade grande para o fenômeno. A Nasa afirma que, no passado, ejeções solares parecidas não causaram tempestades geomagnéticas substanciais, mas deixaram sua marca com auroras visíveis nos polos. [Fonte: MontesClaros]


Partículas devem atingir o planeta entre este sábado (16) e segunda (18).
Fenômeno pode causar tempestade geomagnética e afetar satélites.

Sol é bloqueado por 'disco' nas imagens acima, para dar uma melhor noção da erupção ocorrida na 'atmosfera' da estrela, a chamada coroa. Uma ejeção de massa foi registrada nesta sexta-feira (15) (Foto: Divulgação/ESA/Nasa/Soho)Sol é bloqueado por 'discos' para dar uma visão melhor da erupção ocorrida na 'atmosfera' da estrela, a chamada coroa. Uma ejeção de massa foi registrada nesta sexta (15) (Foto: Divulgação/ESA/Nasa/Soho)A agência espacial americana (Nasa) afirma ter captado uma erupção ocorrida no Sol nesta sexta-feira (15), que pode ter enviado um "jato" com bilhões de particulas pelo espaço rumo à Terra.
As partículas solares, que devem atingir o planeta entre este sábado (16) e segunda-feira (18), podem interferir em satélites, sistemas de telecomunicações e aparelhos eletrônicos na Terra, segundo uma nota divulgada pela agência.
O fenômeno é chamado de ejeção de massa coronal (CME, na sigla em inglês). Com base em detecções feitas pelo Observatório de Relações Terrestres (Stereo), a Nasa calcula que o "jato" de partículas esteja viajando a 1,4 mil quilômetros por segundo rumo à Terra, o que é considerada uma velocidade grande para o fenômeno.
Os efeitos do CME devem ser de baixos a moderados no planeta, avalia a Nasa. A agência afirma que o "jato" deve passar pelas sonda Messenger e pelo telescópio Spitzer, e que é possível que ele cause uma tempestade geomagnética na Terra.
A Nasa afirma que, no passado, ejeções solares parecidas não causaram tempestades geomagnéticas substanciais, mas deixaram sua marca com auroras visíveis nos polos. [Fonte: G1]
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quarta-feira, 13 de março de 2013

Observatório astronômico mais potente do mundo é inaugurado no Chile


O Grande Conjunto de Radiotelescópios do Atacama (Alma, na sigla em inglês), o mais potente observatório astronômico do mundo, foi inaugurado nesta quarta-feira 13/03/2013 na Planície Chajnantor, a mais de 5 mil metros de altura, no norte do Chile.
Com 66 antenas que podem operar em uníssono, o Alma foi inaugurado em uma cerimônia que contou com a presença do presidente chileno Sebastián Piñera e autoridades de diversos países.
Após mais de uma década de construção, em um empreendimento conjunto de Estados Unidos, Europa e Japão, o Alma está destinado a investigar a origem do universo e da vida. "O Alma é como um grande telescópio de 16 km de diâmetro", disse o diretor do observatório, Mattheus de Graauw, ao inaugurar o complexo astronômico, localizado nas proximidades da cidade turística de San Pedro do Atacama, em pleno deserto do Atacama.
A inauguração foi acompanhada pelo presidente do Chile, Sebastián Piñera, e autoridades de diversos países Foto: ESO / Divulgação
A inauguração foi acompanhada pelo presidente do Chile, Sebastián Piñera, e autoridades de diversos países
Foto: ESO / Divulgação
Por sua capacidade para chegar às zonas mais remotas, escuras e frias do universo, ao captar longitudes de ondas milimétricas e submilimétricas invisíveis a olho nu e a outros instrumentos ópticos, o Alma é considerado o observatório mais potente atualmente em funções.
O observatório mostrará pormenores nunca antes analisados sobre a formação de estrelas, galáxias bebês no universo primordial e planetas em formação em torno de sóis distantes. Descobrirá e medirá também a distribuição de moléculas - muitas delas essenciais à vida - que se formam no espaço entre as estrelas.[Fonte: Terra]

Nasa acha condições favoráveis à vida em solo de Marte


Nasa
Pó de rocha coletada pelo Curiosity, e que foi analisado pelos instrumentos do robô

A primeira análise de amostras de rochas marcianas feitas pelo Curiosity, da Nasa, indica que a missão já pode ser considerada um sucesso: antes mesmo de chegar ao Monte Sharp, seu objetivo inicial, o Curiosity já conseguiu descobrir condições favoráveis à vida microbiana em Marte, segundo anunciou a agência espacial americana nesta terça-feira (12/3/13).
Entre os elementos químicos encontrados em uma rocha, chamada pelos cientistas de John Klein, estão nitrogênio, hidrogênio, oxigênio, fósforo, enxofre e carbono, todos ingredientes vitais para o desenvolvimento de bactérias e outros microorganismos. Além disso, as rochas continham argila que foi formada em um ambiente aquoso - um ambiente favorável para vida, com pH neutro e quantidades apropriadas de sais.  


"Encontramos um ambiente tão benigno e propício à vida que se esta água estivesse disponível, alguém que estivesse em Marte poderia bebê-la," afirmou John Grotzinger, diretor da missão Curiosity no Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, durante entrevista coletiva no quartel-general de Washington. Além disso, a composição de substâncias poderia ter funcionado como uma espécie de 'bateria", que poderia fornecer energia química aos micróbios. 



Logo no início da missão o Curiosity já havia se deparado com um leito de rio antigo, o que comprovava a presença de água corrente na região de pouso do robô. Foi ali que os cientistas resolveram perfurar sua primeira amostra.

A análise não chegou no entanto a confirmar a existência de compostos orgânicos imprescindíveis à vida tal qual a conhecemos na Terra. Mas os cientistas dizem ter a esperança de resolver essa questão.
O Curiosity não se propõe a encontrar vida em Marte, e sim os compostos orgânicos que tenham sido eventualmente preservado.
A próxima perfuração do Curiosity acontecerá em maio. A pausa nas atividades científicas acontecerá por causa da checagem dos equipamentos, ocasionada por uma falha recente no computador do robô, e o período de conjunção solar, no qual o Sol ficará entre Marte e Terra, prejudicando a comunicação entre os dois planetas.[Fonte: IG]

terça-feira, 12 de março de 2013

Marte pode ter abrigado vida, afirma Nasa


Foto: NASA/Divulgação
Pode ter existido vida microbiana no passado em Marte, segundo uma análise dos minerais contidos na primeira amostra de uma rocha coletada com instrumentos do robô americano Curiosity, anunciou nesta terça-feira (12/3/13) a Nasa (Agência Espacial Americana).
"Uma pergunta fundamental desta missão é se Marte pode ter sido propício para a vida", disse Michael Meyer, cientista chefe do Programa de Exploração de Marte da Nasa. "Pelo que sabemos agora, a resposta é sim".
 Os cientistas identificaram enxofre, nitrogênio, hidrogênio, oxigênio, fósforo e carbono - alguns dos ingredientes químicos essenciais para a vida - no pó retirado pelo Curiosity mês passado.
Em dezembro. a agência havia divulgado que o Curiosity descobriu moléculas de água, enxofre e perclorato, um composto formado por cloro e oxigênio, na duna de areia Rocknest. O perclorato tem partículas de carbono, elemento orgânico fundamental para a formação da vida, mas na época ainda não era possível afirmar se o carbono era de origem marciana ou tratava-se de uma contaminação da Terra.
Condições para a vida


As pistas que indicam que Marte já teve um meio habitável vieram da análise de dados dos instrumentos SAM (Análise de Amostras de Marte) e CheMin (Química e Mineralogia). Segundo elas, a área de Yellowknife Bay era o final de um antigo rio ou um lago intermitente que pode ter fornecido a energia química e outras condições favoráveis para o desenvolvimento de micróbios. A pedra é composta de um tipo de argilito refinado, com minerais de argila, minerais de sulfato e outras substâncias químicas. Este ambiente antigo e molhado, ao contrário de alguns outros em Marte, não é muito oxidado, ácido nem extremamente salgado.

A amostra foi retirada de uma rocha onde encontra-se em uma rede antiga de canais de correnteza na borda da Cratera Gale. A base mostra evidências de múltiplos períodos de terra molhado, incluindo nódulos e veias.
Na última quinta (7/3/13), artigo publicado na Science informou que foram encontradas marcas "recentes e profundas" de corredeiras debaixo do solo de um dos maiores vales de Marte. O sistema de canais tem mil quilômetros de comprimento e indica que a atividade hidrológica dataria de cerca de 500 milhões de anos atrás.
No início de fevereiro, o robô concluiu a primeira perfuração no planeta vermelho, para coletar amostras da rocha chamada "John Klein" no 182º dia de missão. Os resultados divulgados hoje são destas amostras.[Fonte: Primeiraedicao.com]

segunda-feira, 11 de março de 2013

Nasa recalcula idade da estrela mais antiga do universo


Cientistas da Nasa recalcularam a idade da estrela HD 140283, conhecida como Estrela Matusalém. Ela é considerada a estrela mais antiga do universo.
Essa estrela já é alvo de estudo dos astrônomos há mais de um século. Ela é formada por hidrogênio e hélio, os mesmos componentes do Sol, e está a 190 anos-luz do Sistema Solar.
O novo cálculo da Nasa aponta que a estrela tem 14,5 bilhões de anos, mas com margem de erro de 0,8 bilhão para mais ou para menos. Isso significa que ela pode ter de 13,7 a 15,3 bilhões de anos.
Estimativas anteriores diziam que a estrela poderia ter 16 bilhões de anos. Isso fez com que os pesquisadores calculassem novamente a idade de HD 140283.
A nova medição reduz a margem de idade da estrele. Isso permite que sua existência seja mais compatível com a idade calculada do universo. Isso porque a grande explosão que originou o universo, o Big Bang, aconteceu há 13,8 bilhões anos. Portanto, havia um paradoxo entre a existência da estrela e a idade do universo.
O novo cálculo faz com que a idade da estrela seja mais plausível. Agora, a Nasa pode confirmar que a estrela HD 140283 é a mais antiga do universo e com uma idade bem definida. A Estrela Matusalém está nos primeiros estágios de se expandir e se tornar uma gigante vermelha.[Fonte: Info.Abril]


Nasa acha alienígena de ´Space Invaders´ em galáxia


Cientistas encontraram um alienígena de "Space Invaders" (Invasores do Espaço) em uma galáxia fotografa pelo Telescópio Espacial Hubble, da Nasa. O game fez sucesso nos anos 1970 e é considerado um clássico dos jogos eletrônicos.
O Hubble fotografou a região espacial com o objetivo de capturar Abell 68, um grande aglomerado de galáxias. O campo gravitacional em torno de Abell 68 atua como uma lente natural no espaço para ampliar a luz vinda de galáxias. O nome deste efeito é “lente gravitacional", previsto pela relatividade geral do físico Albert Einstein.
Assim como os espelhos de distorção comuns em parques de diversão, a lente gravitacional em Abell 68 cria uma paisagem única de imagens em forma de arco e espelhos das galáxias de fundo.
Nesta foto, a imagem de uma galáxia espiral ganhou uma forma semelhante à dos alienígenas por causa do campo gravitacional ao seu redor, que funciona como uma lente de aumento capaz de dobrar e esticar a luz distante.
O aglomerado de galáxias no primeiro plano da fotografia está a 2 bilhões de anos-luz de distância. As imagens capturadas pelo efeito da lente gravitacional vêm de galáxias muito mais distantes.[Fonte: Info.Abril]


sexta-feira, 8 de março de 2013

Astrônomos conseguem medir a distância até a galáxia mais próxima da Via Láctea


Grande Nuvem de Magalhães, galáxima mais próxima à Via Láctea (NASA/Getty Images)
Astrônomos do Observatório La Silla, no Chile, conseguiram medir de forma precisa a distância da Via Láctea até a galáxia mais próxima, a Grande Nuvem de Magalhães: 136.000 anos-luz.  Com imprecisão de apenas 2,2%, o resultado deve contribuir com futuros cálculos da idade e tamanho do universo. O trabalho foi publicado nesta quinta-feira, na revista Nature.

Conheça a pesquisa

ONDE FOI DIVULGADA: revista Nature
QUEM FEZ: Bradley E. Schaefer
INSTITUIÇÃO: Observatório Europeu do Sul (European Southern Observatory)
RESULTADO: A Grande Nuvem de Magalhães, galáxia mais próxima da Via Láctea, está a 136.000 anos-luz. de distância. Com apenas 2,2% de imprecisão, esse dado pode ajudar a estimar a idade e o tamanho do universo.




"Estou muito emocionado. Os astrônomos estão tentando há cem anos medir com precisão a distância para a Grande Nuvem de Magalhães, e se comprovou que isto é extremamente difícil", disse Wolfgang Gieren, um dos pesquisadores da equipe.
Medições — Para calcular a distância com precisão, os pesquisadores observaram um par de estrelas raras, denominadas binárias eclipsantes. Essas estrelas orbitam ao redor uma da outra, de forma que, a cada volta, uma oculta a outra, o que reduz seu brilho para quem as observa da terra. Medindo essas mudanças de intensidade de brilho e a velocidade orbital dessas estrelas, foi possível calcular sua distância em relação à Terra.
Esse método já havia sido utilizado antes para estimar a distância em relação à galáxia vizinha, mas as medições foram realizadas com outros tipos de estrelas, que não forneciam um resultado preciso. A equipe de pesquisadores observou oito pares de estrelas durante oito anos.
Tamanho do universo — A medição da distância em relação à Grande Nuvem de Magalhães pode ser utilizada para aumentar a precisão dos cálculos de expansão do Universo, feitos com base na Lei de Hubble. Desenvolvida por Edwin P. Hubble, astrônomo americano que chocou o mundo no século 20 ao propor que o universo está em constante expansão desde seu surgimento, essa lei é importante para estimar a idade e o tamanho no universo.
E um dos maiores impedimentos para um cálculo mais preciso da Lei de Hubble era a distância da Via Láctea até sua galáxia vizinha. Isso ocorre porque, para determinar o tamanho do universo, os astrônomos medem primeiro a distância em relação a objetos próximos e usam esses valores para estimar as distâncias maiores.
O Observatório La Silla fica instalado a 2.400 metros de altitude no deserto do Atacama, 1.400 quilômetros ao norte de Santiago, e conta com 18 telescópios. Ele é operado pelo Observatório Europeu do Sul (European Southern Observatory), principal organização astronômica intergovernamental da Europa. (Com Agência France-Presse - Fonte: Terra]

quarta-feira, 6 de março de 2013

Cometa pode colidir em Marte em 2014 e causar explosão gigantesca


Astrônomos acreditam que existe uma pequena possibilidade de um enorme cometa colidir em Marte em 2014. Segundo os cientistas que calculam a trajetória do corpo, mesmo que ele não bata no planeta vermelho, ele vai causar um espetáculo nos céus de lá. As informações são do site Universe Today e da agência Ria Novosti.
O C/2013 A1 (Siding Spring) foi descoberto no começo deste ano pelo caçador de cometas Robert McNaught, do Observatório Siding Spring, na Austrália. O cometa teria entre 10 e 50 quilômetros e a colisão ocorreria a 56 km/s, o que poderia resultar em uma liberação de energia de 20 bilhões de megatons (um megaton é igual à energia da explosão de uma tonelada de TNT), o que deixaria uma cratera de 500 quilômetros de largura por dois de profundidade. Para se ter ideia, a Tsar Bomba, maior artefato nuclear explodido pelo homem, tinha 50 megatons.
Especialistas acreditam que um impacto poderia mudar as características de Marte. A quantidade de dióxido de carbono liberado poderia causar um efeito estufa e deixar a fraca atmosfera marciana mais densa. Por outro lado, a liberação de poeira poderia bloquear a radiação solar e causar uma queda da temperatura no planeta.
O astrônomo amador Leonid Elenin, que tem seu nome em outra pedra espacial famosa, calcula que com os dados atuais a passagem do cometa será a 109.200 km de Marte, em outubro de 2014. Contudo, os especialistas assinalam que é muito difícil prever a trajetória de um objeto desses, ainda mais com tanto tempo de antecedência, e que são necessários mais dados antes de se ter certeza da rota.
"Tal como está agora, a chance de um impacto direto é pequena, mas é provável que Marte será crivado com destroços associados ao cometa", diz o astrônomo Phil Plait no blog Bad Astronomy.[Fonte: Terra]

terça-feira, 5 de março de 2013

Telescópio registra possível formação de planeta gigante

Planetas gigantes crescem ao capturar parte do gás e poeira que restam após a formação da estrela, de acordo com as atuais teorias - Foto: Divulgação


Astrônomos do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) acreditam ter feito a primeira observação direta de um protoplaneta - planeta gigante - em formação. O corpo celeste foi encontrado dentro do seu "útero" estelar ainda envolto por um espesso disco de gás e poeira. Se confirmada, essa descoberta ajudará a compreender melhor como se formam os planetas.

O planeta em formação, ainda envolto no disco de material que rodeia a jovem estrela HD100546, foi descoberto por uma equipe internacional liderada por Sascha Quanz, do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique (Suíça), que estudava o disco de gás e poeira em torno da estrela, situada a 335 anos-luz de distância da Terra. A estrela HD100546 tem sido muito estudada e foi já sugerida a existência de um planeta gigante situado cerca de sete vezes mais distante da estrela do que a Terra se encontra do Sol.
“Até agora, a formação de planetas tem sido um tópico desenvolvido essencialmente por simulações de computador”, diz Sascha Quanz. “Se a nossa descoberta for confirmada como realmente um planeta em formação, então pela primeira vez os cientistas poderão estudar de forma empírica o processo de formação planetária e a interação entre um planeta em formação e o seu meio circundante, desde a fase primordial.”[Fonte: Terra]

sexta-feira, 1 de março de 2013

Milionário planeja primeira missão tripulada a Marte em 2018


Simulação de cápsula que 
levará turistas espaciais a
Marte em 2018 
(Divulgação/Inspiration Mars)
2018 deverá ser o ano em que a humanidade chegará a Marte. Nesta quarta-feira, o multimilionário americano Dennis Tito, primeiro turista espacial da história (em 2001, ele pagou 20 milhões de dólares para passar sete dias no espaço a bordo de uma nave russa), anunciou a "Inspiração Marte", nome da primeira missão tripulada da história ao Planeta Vermelho.
O lançamento está previsto para o dia 5 de janeiro de 2018, e a viagem terá duração de 501 dias, entre ida e volta. Nesta época, o alinhamento das órbitas de Marte e Terra diminui a distância entre os dois planetas. "Este périplo histórico de 501 dias, com um sobrevoo do planeta vermelho a menos de 160 quilômetros de altitude, é possível graças a um estranho alinhamento planetário que ocorre a cada cinco anos", disse Tito, de 72 anos, durante coletiva de imprensa.
O empresário não informou o custo do projeto, mas, segundo o presidente da empresa privada Mars Society, Robert Zubrin, uma missão assim seria realizável com "um ou dois bilhões de dólares". Apesar da cifra, a viagem espacial a Marte é considerada de baixo custo, e um marco na exploração privada do espaço. "A exploração humana do espaço é um catalisador essencial para o crescimento e a prosperidade futura dos Estados Unidos", afirmou o multimilionário. "Trata-se de uma missão para os Estados Unidos que vai gerar conhecimento, experiência e impulso para a nova grande era da exploração espacial que inspirará a próxima geração de exploradores."
Candidatos — A missão usará a tecnologia existente e transporte espacial previamente testado, derivado do setor aeroespacial privado, da Nasa e da Estação Espacial Internacional (ISS). A "Inspiração Marte" deverá chegar 12 anos antes da meta que a agência espacial americana estabeleceu para suas próprias missões tripuladas ao planeta.
O sistema utilizado consistirá em uma cápsula modificada, propulsionada fora da órbita terrestre com uma única manobra para se posicionar na trajetória de Marte. Após o lançamento, um módulo tripulável inflável será acionado. Neste módulo, ficarão os dois candidatos a turistas em Marte. Os potenciais candidatos deverão ser funcionários de Tito — um homem e uma mulher já fora da idade reprodutiva.
Tito prefere que seja um casal que consiga viver mais de um ano em espaço reduzido, e que já tenha idade avançada, uma vez que os astronautas podem ser expostos a altos níveis de radiação, superiores aos limites aceitos pela Nasa. Essa exposição pode multiplicar as chances de contrair câncer, além de afetar a capacidade reprodutora da tripulação.
Embora ainda não tenham sido escolhidos, dois candidatos já estão a postos: Taber MacCallum, de 49 anos, e sua esposa, Jane Poynter, de 50. Ambos são co-fundadores da Paragon Space Development Corporation, uma empresa especializada em sistemas de suporte para as naves espaciais, e os dois trabalham no projeto "Inspiração Marte".[Fonte: Veja.Abril] (Com agências France-Presse e EFE)
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