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quarta-feira, 27 de março de 2013

Telescópio MPG/ESO capta grupo de estrelas azuis jovens e brilhantes

Telescópio MPG/ESO capta grupo de estrelas azuis jovens e brilhantes - Foto ESO

Telescópio MPG/ESO capta grupo de estrelas azuis jovens e brilhantes – Foto ESO




São Paulo (27/03/13) - O maravilhoso grupo de estrelas azuis brilhantes é o aglomerado NGC 2547, um grupo de estrelas recém formadas situado na constelação austral da Vela. A imagem foi obtida com o instrumento Wide Field Imager, montado no telescópio MPG/ESO de 2,2 metros no Observatório de La Silla, no Chile.
Universo é muito antigo e tem cerca de 13,8 bilhões de anos. A nossa galáxia, a Via Láctea, também bastante antiga – algumas das estrelas que contém têm mais de 13 bilhões de anos. No entanto, muita coisa ainda está para acontecer: novos objetos formam-se e outros são destruídos. Na imagem, pode-se ver alguns destes recém-chegados: estrelas jovens que se estão se formando no aglomerado NGC 2547.
Mas, quão novos são realmente estes jovens cósmicos? Embora a sua idade exata seja incerta, os astrônomos estimam que as estrelas em NGC 2547 tenham entre 20 e 35 milhões de anos de idade. O que na realidade, não parece muito jovem. No entanto, comparando com o Sol que ainda nem chegou à meia idade e tem 4 bilhões e 600 milhões de anos, corresponde a imaginarmos que se o Sol for uma pessoa de 40 anos de idade, as estrelas brilhantes da imagem são bebês de três meses.
A maior parte das estrelas não se formam isoladas, mas sim em ricos aglomerados estelares com tamanhos que vão das várias dezenas aos vários milhares de estrelas. Embora o NGC 2547 contenha muitas estrelas quentes que brilham intensamente no azul, um sinal claro da sua juventude, podemos também encontrar uma ou duas estrelas amarelas ou vermelhas que já evoluíram até se tornarem gigantes vermelhas. Os aglomerados estelares abertos como este têm vidas comparativamente curtas, da ordem das várias centenas de milhões de anos, antes de se desintegrarem à medida que as suas estrelas se afastam.
Os aglomerados são objetos chave no estudo da evolução das estrelas ao longo das suas vidas. Os membros de um aglomerado nascem todos a partir do mesmo material e ao mesmo tempo, o que torna mais fácil determinar os efeitos de outras propriedades estelares.
O aglomerado estelar NGC 2547 situa-se na constelação da Vela, a cerca de 1500 anos-luz de distância da Terra, e é suficientemente brilhante para poder ser visto com binóculos. Foi descoberto em 1751 pelo astrônomo francês Nicolas-Louis de Lacaille, com o auxílio de um pequeno telescópio com menos de dois centímetros de abertura, durante uma expedição astronômica ao Cabo da Boa Esperança, na África do Sul.
Entre as estrelas brilhantes da imagem pode-se observar também imensos outros objetos, especialmente se observarmos a imagem de perto. Muitos são estrelas da Via Láctea, mais tênues ou mais distantes de nós, mas alguns, que aparecem como objetos extensos difusos, são galáxias situadas muito para além das estrelas do campo de visão, a milhões de anos-luz de distância.
Contatos

Gustavo Rojas
Universidade Federal de São Carlos
São Carlos, Brazil

Tel.: 551633519795


Este texto é a tradução da Nota de Imprensa do ESO eso1316, cortesia do ESON, uma rede de pessoas nos Países Membros do ESO, que servem como pontos de contato local para a imprensa. O representante brasileiro é Gustavo Rojas, da Universidade Federal de São Carlos. A nota de imprensa foi traduzida por Margarida Serote (Portugal) e adaptada para o português brasileiro por Gustavo Rojas.[Fonte: Folha Paulistana]
Edição final e complemento: William Camargo/Folha Paulistana

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