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quarta-feira, 27 de agosto de 2025

O planeta anão Ceres foi um mundo oceânico que pode ter sido habitado

 


Ele é o maior asteroide do Sistema Solar, e o maior corpo do cinturão localizado entre Marte e Júpiter. Ceres tem um diâmetro próximo ao limite do que definimos como planeta, mas ainda assim é um planeta anão, como Plutão.

A missão Dawn, da Nasa, orbitou Ceres há uma década, mapeando-o em detalhes. Neste período, obteve informações sobre sua gravidade e topografia, e concluiu-se que ele é diferenciado internamente, com camadas com composições distintas em diferentes profundidades.


Agora, um novoestudo com os dados obtidos pela sonda Dawn, publicado na revista científica Science Advances e liderado por Samuel W. Courville, da Universidade do Estado do Arizona (EUA) e do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa (JPL), revela que Ceres já teve um oceano, com implicações importantes na astrobiologia.

Habitável para vida microbiana

O novo estudo aponta que Ceres já abrigou um oceano global abaixo da superfície em sua história inicial. Nesse ambiente, ocorreu a interação entre rochas e água, gerando os minerais detectados pela missão Dawn.

Considerando a mineralogia superficial de Ceres, combinada com sua alta abundância de carbono, o planeta anão pode ter sido habitável para a vida microbiana.

Diante disso, Ceres pode ter sido povoado por organismos semelhantes aos descobertos nas profundezas da crosta terrestre e em chaminés hidrotermais submarinas. Eles são chamados de quimiotróficos porque são capazes de usar compostos inorgânicos reduzidos, que surgem do interior de um corpo planetário, como substratos para obter energia e utilizá-la no metabolismo respiratório.

Nas origens de Ceres

O novo trabalho apresenta um modelo detalhado da evolução química e térmica no ambiente aquático interno de Ceres em suas origens. Os autores chegam à conclusão de que, se o interior rochoso atingiu uma temperatura superior a cerca de 277° C, os fluidos liberados pelas transformações da rocha em profundidade teriam promovido condições favoráveis à habitabilidade de Ceres.

A transformação dos minerais pelo processo de alteração aquosa gerou reações redox, nas quais alguns compostos são oxidados (cedem elétrons) e outros são reduzidos (os aceitam). Se a vida surgiu em Ceres, os microrganismos poderiam ter aproveitado esse desequilíbrio redox no oceano como fonte de energia para seu metabolismo.

Esse período favorável à vida não foi desprezível, uma vez que pode ter se estendido entre cerca de 500 milhões e 2 bilhões de anos após a formação do planeta anão.

A hipótese parece comprovável, particularmente agora que há décadas estudamos melhor as comunidades de microrganismos quimiotróficos que habitam as profundezas do oceano e da crosta do nosso planeta.

Um futuro objetivo astrobiológico

Assim, o novo estudo posiciona Ceres como um objetivo astrobiológico interessante para uma missão de coleta e retorno de amostras, como propusemos há alguns anos.

Ceres é um corpo planetário único, ideal para estudar a possível evolução de mundos oceânicos com cerca de 1.000 km de raio. Há mais de vinte anos, suspeitava-se que seu interior gelado contivesse mais água do que toda a Terra. De fato, nos primórdios, esses corpos poderiam ter representado o tipo mais abundante de ambiente habitável em nosso Sistema Solar.

Em grande profundidade

Mas encontrar vestígios dessa vida passada atualmente não será tarefa fácil. Os estudos realizados pela sonda Dawn revelaram as profundidades em que esses processos ocorreram: abaixo da crosta, que tem cerca de 40 km de espessura. Lá existe um manto dominado por rochas hidratadas, como as argilas.

A própria crosta gelada já nos dá uma ideia da enorme quantidade de água armazenada em Ceres. Essa água não seria fácil de reutilizar porque é uma mistura complexa de gelo, sais e minerais hidratados, em proporções provavelmente variáveis à medida que nos aprofundamos em sua estrutura.

Entre as duas camadas, tudo indica que há um líquido rico em sais acumulados, uma espécie de salmoura que se estende até 100 quilômetros de profundidade, remanescente do oceano que existia antigamente.

Um possível objetivo astrobiológico poderia ser coletar amostras perto de um ambiente próximo a algum dos criovulcões de Ceres. Em vez de rocha derretida, os vulcões de lama salgada, ou “criovulcões”, expelem água fria e salgada, muitas vezes misturada com lama.

Os autores do estudo publicado na Science Advances apontam que a distância que o fluido percorreria desde o núcleo rochoso de Ceres seria maior do que a dos sistemas hidrotermais terrestres análogos, e isso poderia afetar a habitabilidade. Os fluidos no fundo dos oceanos terrestres só precisam circular hidrotermalmente a profundidades de poucos quilômetros abaixo do fundo oceânico, enquanto em Ceres eles deveriam se originar a profundidades de dezenas de quilômetros.

Só a exploração espacial nos permite conhecer a natureza e a estrutura desses mundos gelados. Missões futuras nos permitirão compreender melhor seu papel no transporte de água para planetas rochosos como a Terra, formados principalmente pela junção de corpos desidratados, muito diferentes de Ceres.

Josep M. Trigo Rodríguez recebe recursos do projeto do Plan Nacional de Astronomía y Astrofísica PID2021-128062NB-I00 financiado pelo MICINN e pela Agencia Estatal de Investigación da Espanha.


FONTE: MSN

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2025

Asteroide 2024 YR4: Saiba o Que Pode Acontecer se Ele Atingir a Terra

 

Asteroide 2024 YR4: saiba o que pode acontecer se ele atingir a Terra

Um asteroide descoberto recentemente, chamado 2024 YR4, tem de 2,8% a 3,1% de chance de atingir a Terra em 2032, de acordo com a NASA e a Agência Espacial Europeia. Embora as chances de um impacto sejam pequenas, os astrônomos estão rastreando de perto a rocha espacial para descobrir mais detalhes — um processo que pode em breve envolver o observatório mais poderoso já lançado ao espaço.

Não se sabe muito sobre 2024 YR4, mas estima-se que o asteroide tenha de 40 a 90 metros de largura, uma "faixa de tamanho comparável à de um grande edifício", disse Paul Chodas, gerente do Centro de Estudos de Objetos Próximos à Terra, ou CNEOS, no Laboratório de Propulsão a Jato da NASA em Pasadena, Califórnia. Isso não chega nem perto do tamanho do asteroide "matador de planetas" que atingiu a Terra há 66 milhões de anos e levou à extinção dos dinossauros . 

Esse foi estimado em cerca de 6,2 milhas (10 quilômetros) de diâmetro e marcou o último grande asteroide conhecido a atingir nosso mundo. Os asteroides assassinos de planetas são rochas espaciais com 1 quilômetro de diâmetro ou mais e podem ter um efeito devastador na vida. Mas asteroides menores podem causar devastação regional se forem identificados em rota de colisão com a Terra, e é por isso que os astrônomos precisam descobrir o máximo possível — o mais rápido possível — sobre 2024 YR4. 

Adquirir mais dados, como refinar a trajetória da rocha espacial, pode reduzir as chances de um impacto direto a zero. Mas os astrônomos têm apenas um certo tempo para observar o asteroide antes que ele desapareça de vista em abril. Agora, eles estão planejando virar o poderoso olho do Telescópio Espacial James Webb na direção do 2024 YR4 com a esperança de fixar o tamanho e a órbita da rocha espacial. Rastreando uma rocha espacial potencialmente perigosa O telescópio Asteroid Terrestrial-impact Last Alert System, ou ATLAS, em Rio Hurtado, Chile, descobriu o 2024 YR4 pela primeira vez em 27 de dezembro. 

O telescópio é um dos programas de descoberta de asteroides financiados pela NASA para escanear o céu em busca de asteroides próximos à Terra, disse Davide Farnocchia, engenheiro de navegação do JPL e CNEOS, por e-mail. A estimativa do tamanho do asteroide mudou muito pouco desde então, apesar de múltiplas observações usando uma série de telescópios, porque a rocha espacial só pode ser estudada usando a quantidade de luz solar que ela reflete. 

A quantidade de luz refletida pela superfície do asteroide é usada para estimar o quão grande ele é. No entanto, o telescópio Webb, programado para começar as observações de 2024 YR4 no início de março, vê o universo em luz infravermelha. O Webb será capaz de medir o calor refletido pelo asteroide e fornecer uma estimativa de tamanho muito mais precisa, de acordo com um estudo da Nature publicado em dezembro. 

Desde o início de janeiro, os astrônomos têm usado o Observatório Magdalena Ridge no Novo México, o Telescópio Dinamarquês e o Very Large Telescope no Chile para rastrear o asteroide, que está atualmente a mais de 30 milhões de milhas (48 milhões de quilômetros) da Terra e se afastando cada vez mais com o tempo, disse Farnocchia. O objeto celeste deve ser visível até o início de abril e desaparecer à medida que continua sua órbita ao redor do sol. Observatórios no Havaí também estão rastreando ativamente o asteroide. 

O Panoramic Survey Telescope and Rapid Response System, ou Pan-STARRS, localizado no vulcão Haleakalā em Maui, é o principal telescópio de descoberta de objetos próximos à Terra do mundo. Capaz de detectar asteroides quando estão distantes da Terra, o Pan-STARRS atualmente faz parte do esforço para acompanhar os movimentos do 2024 YR4. “Os telescópios do Havaí são algumas das ferramentas mais importantes para a defesa planetária”, disse Doug Simons, diretor do Instituto de Astronomia da Universidade do Havaí, em uma declaração. “Graças à nossa localização privilegiada e tecnologia avançada, podemos localizar, rastrear e estudar asteroides com incrível precisão. Isso dá aos cientistas o tempo de que precisam para avaliar ameaças potenciais e descobrir as melhores maneiras de responder", acrescentou. Webb ainda poderá observar 2024 YR4 quando o asteroide estiver além das capacidades de visualização dos telescópios baseados na Terra, fornecendo medições da posição do asteroide, de acordo com a Agência Espacial Europeia. Após as observações iniciais em março, uma segunda campanha de observação foi planejada para maio. 

Os cientistas usarão esses dados para fornecer as medições finais da órbita do asteroide, bem como como sua temperatura mudou à medida que ele se afasta do sol. Se o 2024 YR4 desaparecer de vista antes que as agências espaciais possam descartar qualquer chance de impacto, a rocha espacial permanecerá na lista de riscos até voltar a ser vista em junho de 2028. As estimativas atuais da órbita do asteroide sugerem que ele retorna à vizinhança da Terra a cada quatro anos, mas não representará uma ameaça em 2028, de acordo com a Universidade do Havaí. Estimando os riscos Entender o tamanho exato do asteroide pode ajudar os astrônomos a estimar os riscos caso seja determinado que 2024 YR4 esteja em rota de colisão com a Terra. “Se o asteroide estiver na extremidade maior de sua faixa de tamanho estimada, o impacto pode produzir danos de explosão a até 50 quilômetros (31 milhas) do local do impacto”, disse Chodas. “Mas isso é no caso improvável de que ele possa impactar. O potencial de dano surge por causa da velocidade incrivelmente alta (cerca de 17 quilômetros por segundo) na qual o asteroide entraria na atmosfera". 

Asteroides desse tamanho impactam a Terra a cada poucos milhares de anos e podem causar danos severos em regiões locais, de acordo com a ESA. Em 1908, um asteroide de 30 metros de largura (98 pés de largura) atingiu o Rio Podkamennaya Tunguska em uma remota floresta siberiana da Rússia, de acordo com a Planetary Society. O evento derrubou árvores e destruiu florestas em 830 milhas quadradas (2.150 quilômetros quadrados). E em 2013, um asteroide de 20 metros de largura (66 pés de largura) entrou na atmosfera da Terra sobre Chelyabinsk , Rússia. 

Ele explodiu no ar, liberando de 20 a 30 vezes mais energia do que a da primeira bomba atômica, gerando brilho maior que o sol, exalando calor, danificando mais de 7.000 edifícios e ferindo mais de 1.000 pessoas. Mas se 2024 YR4 for maior, os efeitos poderão ser significativamente piores, de acordo com a ESA. “Se for descoberto que o asteroide tem um diâmetro na faixa de (50 metros), e se for possível confirmar que é um asteroide rochoso, os efeitos seriam semelhantes aos do impacto de Tunguska em 1908, onde uma área de superfície de (2.000 quilômetros quadrados) foi devastada e 20 milhões de árvores foram afetadas”, de acordo com um documento compartilhado pela agência. 

“Isso é equivalente à área de um círculo (25 quilômetros) de diâmetro. Se for maior, os efeitos se estenderiam a várias dezenas de (quilômetros).” Cerca de 3.000 novos objetos próximos à Terra são encontrados a cada ano, mas tem sido mais difícil encontrar asteroides dentro da faixa de tamanho de 2024 YR4 porque eles são escuros, menores e mais difíceis de detectar com telescópios. 

Cientistas estimam que existam cerca de 600.000 objetos rochosos semelhantes em tamanho ao asteroide, mas apenas cerca de 2%, ou 12.000, foram encontrados, de acordo com a ESA. “Pequenos asteroides atingem a Terra o tempo todo, desintegrando-se na atmosfera como bolas de fogo; felizmente, os pequenos causam poucos danos no solo”, disse Larry Denneau, astrônomo do Instituto de Astronomia da Universidade do Havaí e coinvestigador principal do telescópio ATLAS, em uma declaração. 

“Asteroides maiores podem causar muito mais danos, mas impactam a Terra com muito menos frequência. Ainda há muitos grandes por aí que ainda não encontramos, e é por isso que estamos monitorando continuamente todo o céu para garantir que fiquemos à frente de potenciais ameaças.” 

FONTE: MSN

quinta-feira, 16 de setembro de 2021

Por que nem tudo no espaço tem formato redondo?

 

O formato gerado pela simulação bate precisamente com o formato dos asteroides, mostrando que as teorias aceitas até agora estavam incorretas. [Imagem: OIST]

Asteroides em formato de diamante

Conforme os corpos celestes crescem, eles rapidamente assumem o formato tendendo ao esférico que vemos nos planetas e estrelas, e temos algumas boas teorias para justificar isso.

Para os asteroides bem pequenos, não é difícil aceitar que eles têm seus formatos irregulares ou porque não cresceram o suficiente, ou porque são pedaços de corpos maiores que colidiram. Mas também há asteroides grandes, e só recentemente começamos a enviar sondas espaciais até eles para descobrir seus formatos reais, já que eles estão longe demais e brilham muito pouco para conseguirmos imagens com telescópios com resolução suficiente para delinear seu formato.

Assim, quando a sonda Hayabusa visitou o asteroide Ryugu para coletar amostras, e quando a sonda OSIRIS-REx fotografou o asteroide Bennu no passado, os astrônomos ficaram coçando a cabeça: Por que esses dois corpos celestes têm formato de diamante?

As dimensões dos dois estão numa faixa limite da teoria que explica o arredondamento dos planetoides, planetas e estrelas, mas como podemos explicar que um corpo celeste não seja nem irregular e nem arredondado, mas especificamente diamondoide?

Um trio de pesquisadores da Universidade de Okinawa, no Japão, acaba de encontrar a resposta.

Material granular

Tapan Sabuwala e seus colegas criaram uma simulação de computador para verificar como um corpo celeste se desenvolve até atingir o tamanho do Ryugu e do Bennu para tentar entender seus formatos.

"Modelos anteriores atribuíram essas formas de diamante às forças causadas pela rotação, o que resultou no material sendo conduzido dos pólos para o equador. Mas, quando os asteroides foram simulados usando esses modelos, a forma acabou achatada ou assimétrica, em vez de diamante, então sabíamos que algo não estava certo [com os modelos]," explicou Sabuwala.

Partindo dos primeiros princípios, eles usaram então um modelo físico granular simples, projetado para explicar o fluxo e a aglomeração de materiais como areia e açúcar.

"Descobrimos que esses modelos [anteriores] careciam de um ingrediente chave, a deposição de material. E um modelo físico granular simples, normalmente usado para a deposição de grãos como areia ou açúcar, consegue prever a forma observada," contou o pesquisador.

Imagine despejar areia ou açúcar em um funil: Uma variedade de forças diferentes agindo em nosso ambiente garantirá que o material granular forme uma pilha cônica - é possível calcular com precisão a forma da pilha com base nas diferentes forças que atuam sobre os grãos. Acontece que, quando falamos de um asteroide, a gravidade opera de forma muito diferente do que na superfície de uma mesa aqui na Terra.

Quando os pesquisadores levaram a gravidade em conta, descrevendo sua intensidade, variação e comportamento, o simulador parou de gerar cones e mostrou formas de diamante com muita precisão. Além disso, a força centrífuga, causada pela rotação, diminui perto dos pólos dos asteroides, ajudando mais material se acumular ali, reforçando o aspecto mais elevado do equador.

Diamante desde o princípio

Os resultados deste trabalho destronam a explicação dada pelos cientistas até agora: Sem saber como uma pilha de material poderia crescer para atingir o formato de diamante, eles defendiam que o asteroide era maior e esférico, e então se desgastou de alguma forma.

O que a nova simulação mostra é que o acúmulo de detritos faz com que a forma de diamante se delineie muito cedo na formação do asteroide, com qualquer remodelagem subsequente por impacto ou desgaste sendo mínima. Além disso, a noção de que as formas de diamante foram moldadas durante os estágios iniciais da formação do asteroide, embora em desacordo com os modelos anteriores, é consistente com as observações.

"Usamos conceitos simples de como os grãos fluem para explicar como esses asteroides assumiram suas formas curiosas," disse o professor Pinaki Chakraborty. "Que ideias simples possam iluminar problemas complexos é, para nós, talvez o aspecto mais encantador deste trabalho."

Bibliografia:

Artigo: Bennu and Ryugu: diamonds in the sky
Autores: Tapan Sabuwala, Pinaki Chakraborty, Troy Shinbrot
Revista: Granular Matter
Vol.: 23, Article number: 81
DOI: 10.1007/s10035-021-01152-z

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Asteroide que se parece com um crânio passará perto da Terra em novembro de 2018

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Asteroid HO3 - Earth's Constant Companion

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Asteroide passará "de raspão" pela Terra em março


Um asteroide de 30 metros de diâmetro passará "de raspão" pelaTerra no dia 5 março deste ano. 
Chamado 2013 TX68, ele estará a uma distância entre 14 milhões e 17 milhões de quilômetros do nosso planeta, o que é mais próximo do que a órbita de satélites geoestacionários.
O asteroide é observado há apenas alguns anos, por isso a incerteza quanto à distância que ele estará da Terra no começo do mês que vem. 
Não há chance de colisão nesta passagem do asteroide, segundo a Nasa. 
Já em 28 de setembro de 2017, o mesmo asteroide passará novamente perto do nosso planeta e terá uma chance em 250 milhões de atingi-lo. Isso ainda é pouco para gerar preocupação. Para efeito de comparação, uma pessoa que aposta na Mega-Sena com seis números tem uma chance de ganhar em 50 milhões.
Nas passagens do asteroide previstas para 2046 e 2097, as probabilidades de impacto com o planeta são ainda menores.
Em fevereiro de 2013, um meteorito menor atingiu a cidade de Chelyabinsk, na Rússia, deixando 1.491 feridos e 720 estruturas abaladas.
Se o 2013 TX68 entrasse na atmosfera terrestre, ele produziria uma rajada de vento quase duas vezes mais forte do que a do meteoro de Chelyabinsk – e potencialmente mais danos. [Correio do Estado]

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Cientistas revelam risco de "tsunami mortal" vindo de asteroide destruir a Terra


Reprodução


Sempre eles. Ao que parece 2015 está sendo o ano dos asteroides na Terra. Depois daquele que “seria enviado por Deus”, chegou a hora de mais um deles ser o causador da futura destruição do planeta — ou pelo menos de parte dele. É o que aponta um estudo publicado no Reino Unido.

Para comemorar o Dia do Asteroide (sim, a data existe), que aconteceu nesta terça-feira (30/06), especialistas divulgaram a possibilidade de um “tsunami vindo de asteroide” matar milhões de pessoas que vivem em costas pelo mundo. Tudo isso foi previsto através de uma ferramenta inovadora.

Segundo os pesquisadores, existem milhões de asteroides no Universo, mas conhecemos apenas 13 mil, sendo que 500 deles têm potencial de atingir a Terra. Mas se apenas um deles se chocasse com o planeta, poderia acabar com boa parte da vida humana.

O exemplo dado, é claro, foi o do Reino Unido. Se um deles se chocasse na Terra naquela região, toda ela seria devastada e o que sobrasse seria engolido por um maremoto gigantesco, que geraria tsunamis brutais. Sim, um cenário nada animador, convenhamos.

“Esse novo software não só nos permite ver onde um impacto é provável, mas também simula o que ocorreria se tentássemos desviá-lo, por exemplo, usando uma nave. É fácil ser leviano devido aos efeitos de Hollywood, mas o risco de tragédias é real”, explica o cientista Hugh Lewis, um dos responsáveis pelo projeto.

O último asteroide a colidir com a Terra foi o Tunguska, em 1908. Naquela época ele se chocou com o planeta liberando uma força relativa a mil (isso mesmo) bombas atômicas e destruindo uma área de nada menos do que 2.149.690km².[Fonte: Yahoo]

sexta-feira, 28 de março de 2014

Equipe com brasileiros descobre anéis em corpo celeste

Uma observação feita no ano passado por astrônomos de vários países, incluindo pesquisadores do Brasil, permitiu a descoberta de anéis em um corpo celeste do sistema solar do tipo centauro, pequenos objetos que orbitam ao redor do Sol atravessando as órbitas dos planetas. O objeto, denominado Chariklo, está situado entre as órbitas de Saturno e Urano, e tem dois anéis, distantes cerca de 9 quilômetros um do outro.
Agência Brasil
 Astrônomos descobrem anéis em corpo celeste
O artigo descrevendo a descoberta  foi publicado ontem (26) na revista Nature e é assinado por 62 astrônomos, sendo 11 brasileiros, dos quais cinco trabalham no Observatório Nacional (ON), órgão do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Os anéis foram batizados pelos descobridores como Oiapoque, para o mais largo, enquanto o outro foi denominado Chuí, mas a confirmação dos nomes depende ainda da IAU (sigla em inglês para União Astronômica Internacional).
A descoberta põe por terra a tese que vigorava até então, de que somente os planetas gigantes (Júpiter, Saturno, Urano e Netuno) têm anéis. O astrônomo Roberto Vieira Martins, do ON, disse hoje (26) à Agência Brasil  que o fenômeno foi visto em sete observatórios localizados na América Latina, com destaque para Chile, Uruguai, Argentina e Brasil. O projeto resultou de cooperação entre o ON, o Observatório de Paris e o Instituto de Astrofísica de Andaluzia,  na Espanha.
Martins esclareceu que a observação faz parte de um programa de longo prazo que pretende  entender como o sistema solar se formou  e como evoluiu no início de sua vida. “Dentro desse projeto, a gente observou esse objeto particular e descobriu, por acaso, que ele tinha anéis. A importância  do anel é que, até hoje, só se conhecia anéis nos grandes planetas do sistema solar. Nenhum outro objeto tinha anel”, sustentou.
Chariklo Centauro é um objeto pequeno, cujo diâmetro mede apenas 250 quilômetros. “É menor do que a Lua”. Fora a surpresa da descoberta, os astrônomos vão se dedicar agora a tentar explicar como isso ocorreu, porque o mecanismo de formação de anéis que a astronomia conhece hoje está ligado a planetas gigantes. "O achado vai motivar agora um olhar diferente para procurar entender como se formam anéis em um corpo celeste pequeno", disse o astrônomo do ON.
Martins ressaltou que a descoberta é  importante porque se trata de uma observação  feita em cooperação entre pesquisadores  de diversos países. “Para o Brasil, em particular, significa inserção internacional da ciência”, explicou. Como a descoberta utilizou  tecnologia de ponta, o achado tende ainda ao desenvolvimento  de novos métodos e equipamentos. “O retorno para a sociedade vem por meio da evolução da tecnologia que a ciência propicia”, disse. [Fonte: JCnet]
O pesquisador reiterou que, a partir do entendimento sobre o Chariklo, que é o maior de seu tipo, os astrônomos poderão ter uma boa ideia sobre a formação e evolução do próprio sistema solar. “É muito importante  para saber por que ele tem a cara que apresenta hoje, inclusive para poder tirar conclusões se um sistema como o nosso é comum ou não no Universo”.

terça-feira, 11 de março de 2014

Pesquisadores desenvolvem mapa de asteroides

Cientistas criam mapa completo de asteroides.
De acordo com uma publicação na revista “Nature”, pesquisadores da França e dos Estados Unidos criaram um mapa completo da localização dos asteroides que estão inseridos no cinturão principal do Sistema Solar, ou seja, entre Marte e Júpiter. As informações são do próprio Observatório de Paris.
O estudo foi divulgado nesta quinta-feira (30), e também confirma as teorias mais recentes sobre a formação do Sistema Solar, que defendem que todos os elementos que fazem parte do Sistema Solar tiveram deslocamento no decorrer da história.
Conforme os autores do estudo, os astrônomos Benoît Carry, do Observatório de Paris, e Francesca DeMeo, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), os asteroides, que são considerados os pequenos fragmentos de rocha e pó, podem fornecer muita informação sobre a formação dos planetas que estão perto da Terra, já que eles são os restos pouco evoluídos da nebulosa primitiva.
Mapa exibe os principais asteroides presentes entre Marte e Júpiter (Foto: Reprodução/Nature)
Mapa exibe os principais asteroides presentes entre Marte e Júpiter (Foto: Reprodução/Nature)
Vários cientistas defendiam que a estrutura do Sistema Solar era estática, que não tinha qualquer movimentação e que permaneciam na mesma zona onde foram formados. Com isso era possível avaliar os mais evoluídos e próximos ao Sol, dos mais primitivos e afastados.
Porém, a antiga teoria começou a ser reformulada a partir do ano 2000, quando foram encontrados asteroides formados em um entorno frio e também longe do Sol.
Os astrônomos responsáveis pelo trabalhado também determinaram a composição de cem mil asteroides de mais de cinco quilômetros de diâmetro, classificando-os a partir do seu tamanho e posição no Sistema Solar.
A partir do estudo, os cientistas concluíram que a teoria que foi criada desde os anos 80 é aplicada para os asteroides de mais de 50 quilômetros de diâmetro, que são mais primitivos e ficam mais afastados do Sol. No entanto, com os considerados menores, com diâmetro entre 5 e 20 quilômetros, acorre totalmente o contrário.
Porém, nem tudo pode ser explicado, alguns detalhes exibidos na recente cartografia, como a presença e corpos frios perto de Marte, ainda não podem ser decifrados com as atuais teorias.[Fonte: Oficinadanet]

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Asteroide devastador pode se chocar com a Terra em 2032 - A probabilidade de choque é de apenas 1 em 63 mil. Mas, se ele acontecer, terá a força de mais de 50 bombas nucleares

Asteroide próximo da Terra: o 2013-TV135 tem 410 metros de diâmetro

Trajetória do 2013-TV135: o asteroide passou perto da Terra em setembro e vai se aproximar novamente daqui a 19 anos

Quem gosta de divulgar previsões apocalípticas tem um novo fato para citar. Astrônomos ucranianos alertam que um asteroide com 410 metros de diâmetro pode atingir a Terra em 2032.
Chamado 2013-TV135, o asteroide foi descoberto dez dias atrás pela equipe do Observatório de Astrofísica da Criméia, na Ucrânia. Ele já passou perto da Terra há um mês e prosseguiu em direção a Júpiter em sua longa trajetória pelo sistema solar. 
Voltará a se aproximar da Terra daqui a 19 anos. Um artigo publicado ontem no site da NASA informa que a probabilidade de ele se chocar com o planeta é de apenas 1 em 63 mil. Há incerteza sobre isso porque os astrônomos determinaram a trajetória do asteroide com base em apenas uma semana de observações. 
“É uma descoberta nova. Com mais observações, espero que possamos reduzir ou até eliminar a probabilidade de impacto num futuro visível”, diz Don Yeomans, gerente do programa de monitoramento de objetos próximos à Terra da NASA. 
Yeomans inverte o cálculo da probabilidade para mostrar que quase não há razão para preocupação: “Dizendo de outra forma, a probabilidade de não haver choque em 2032 é de 99,998%”.
Caso um choque aconteça, ele será devastador. A energia liberada no impacto seria equivalente a 2.500 milhões de toneladas de TNT. É mais de 50 vezes a energia da mais potente bomba nuclear já detonada, informa a agência de notícias russa RIA Novosti. [Fonte: EXAME]

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Água encontrada em asteroide indica existência de exoplanetas habitáveis

Astrônomos anunciaram a descoberta da primeira evidência de água em um corpo celeste rochoso vindo de fora do Sistema Solar. Através dos destroços de um asteroide que orbitava uma estrela exaurida – ou anã branca –, os cientistas determinaram que a estrela GD 61 e seu sistema planetário, localizado a aproximadamente 150 anos-luz do nosso planeta e em seus últimos momentos de vida, têm o potencial de abrigar exoplanetas semelhantes à Terra. 
Essa é a primeira vez que tanto água quanto uma superfície rochosa – dois aspectos considerados fundamentais para a existência de planetas habitáveis e, portanto, vida – foram encontrados juntos além do nosso sistema solar.

Impressão artística mostra asteroide rico em pedras e água sendo despedaçado pela forte gravidade da estrela anã branca GD 61: essa é a primeira vez que água é encontrada além do Sistema Solar
Impressão artística mostra asteroide rico em pedras e água sendo despedaçado pela forte gravidade da estrela anã branca GD 61: essa é a primeira vez que água é encontrada além do Sistema Solar

A Terra é essencialmente um planeta "seco", com apenas 0.02% de sua massa contendo água de superfície, o que significa que oceanos surgiram depois que o planeta tinha se formado: provavelmente quando asteroides cheios de água vindos do Sistema Solar colidiram contra o nosso planeta. Pesquisadores das universidades de Cambridge e Warwick que publicaram o estudo na revista Science acreditam que o mesmo "sistema de entrega" de água possa ter ocorrido no distante sistema solar dessa estrela.
Evidências obtidas com base em análises do telescópio espacial Hubble e do observatório astronômico Keck, no Havaí, sugerem que esse sistema continha um tipo similar de asteroide rico em água – o mesmo que teria trazido o elemento pela primeira vez à Terra. O corpo celeste analisado é composto por 26% de água em sua massa, quantidade bastante parecida à de Ceres, outrora considerado o maior asteróide do Sistema Solar e hoje um planeta anão.[Fonte: JB]

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Nasa descobre mais de 10 mil asteroides e cometas próximos à Terra

Imagem divulgado pela Nasa mostra movimentação do asteroide 2013 MZ5 (indicado pela seta) com um conjunto de estrelas ao fundo
Foto: PS-1/UH / Divulgação

Mais de 10 mil asteroides e cometas que podem passar próximos à Terra já foram descobertos por astrônomos. A marca foi atingida no último dia 18 de junho, quando o telescópio Pan-STARRS-1, localizado no cume da cratera vulcânica do Monte Haleakalā, no Maui (a 3 mil metros de altura), detectou o 10.000º objeto espacial nas proximidades do planeta: o asteroide 2013 MZ5. Operado pela Universidade do Havaí, o telscópio faz parte dos projetos financiados pela Nasa, a agência espacial americana.
"Encontrar 10 mil objetos próximos à Terra é uma marca significativa", afirmou Lindley Johnson, da Nasa. "No entanto, há um número pelo menos 10 vezes maior ainda a ser descoberto antes que possamos estar certos de que teremos encontrado todos e quaisquer objetos que tenham a capacidade de impactar e causar danos significativos aos cidadãos da Terra", afirmou o pesquisador, sobre cujo comando - que já dura uma década - 76% das descobertas foram feitas.

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Objetos próximos da Terra (NEO, na sigla em inglês) são asteroides e cometas que podem se aproximar da Terra até uma distância orbital de 45 milhões de quilômetros. Eles variam em tamanho desde apenas alguns centímetros - os mais difíceis de se detectar - até dezenas de quilômetros, caso do asteroide 1036 Ganymed, o maior do tipo já descoberto, com quase 41 quilômetros de diâmetro.
O asteroide 2013 MZ5 tem aproximadamente 300 metros de diâmetro. Sua órbita já foi analisada e não inclui uma passagem pelo planeta próxima o suficiente para ser considerada potencialmente perigosa. Dos 10 mil objetos descobertos, apenas cerca de 10% tem mais de um quilômetro - tamanho grande o suficiente para causar impacto global, caso atingissem a Terra. Porém, a Nasa avalia que nenhum desses asteroides e cometas maiores são uma ameaça ao planeta atualmente - e é provável que apenas algumas dezenas desses permaneça descoberta.
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