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quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Descoberto primeiro sistema de dois planetas que orbita ao redor de dois sóis

Divulgação
Ilustração mostra o sistema Kepler 47, que consiste em dois planetas orbitando ao redor de dois sois

Cientistas da Universidade Estadual de San Diego, nos Estados Unidos, anunciaram nesta terça-feira (28) em Pequim a descoberta pela missão espacial Kepler do primeiro sistema circumbinário e multiplanetário, no qual mais de um planeta orbita ao redor de dois sóis. 


A descoberta, divulgada na Assembleia Geral da União Astronômica Internacional na capital chinesa, "mostra que sistemas planetários podem formar-se e sobreviver inclusive no caótico meio ao redor de uma estrela binária", segundo os cientistas da universidade californiana, liderados pelo astrônomo Jerome Orosz. 

As duas estrelas do novo sistema, batizado como Kepler 47 e situado a cinco mil anos-luz na constelação do Cisne, orbitam uma ao redor da outra a cada sete dias e meio; uma delas é similar em tamanho ao Sol, enquanto a outra tem um volume três vezes menor e é 175 vezes mais fraco. 

Quanto aos dois planetas, o que orbita mais próxima das duas estrelas - algo que realiza a cada 49 dias - é três vezes maior em diâmetro que a Terra, o que o transforma no menor dos que se conhecem orbitando em um sistema circumbinário. 


O segundo planeta é ligeiramente maior que Urano e demora 303 dias para orbitar os dois sóis de Kepler 47, e por isso é considerado em uma "área habitável", ou seja, que tem condições similares à Terra e portanto poderia ter água em sua superfície. 

"Embora o (segundo) planeta seja provavelmente um 'gigante de gás' e, portanto, não adequado para a vida, seu descobrimento mostra que os planetas circumbinários (aqueles que giram ao redor de duas estrelas) podem existir, e existem, em zonas habitáveis", assinalou a universidade. 

Até agora haviam sido encontrados quatro sistemas de planetas girando ao redor de duas estrelas (os Kepler-16, 34, 35 e 38), mas este é o primeiro com mais de um planeta. "Aprendemos que os planetas circumbinários podem ser como os de nosso Sistema Solar, mas com dois sóis", comentou Joshua Carter, coautor do estudo e analista do Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics. 

Os presentes à Assembleia Geral da União Astronômica Internacional avaliaram muito positivamente os avanços na busca de planetas fora de nosso Sistema Solar como primeiro passo para, em longo prazo, encontrar outros lugares aptos para a vida. [Fonte: IG]

sábado, 25 de agosto de 2012

Neil Armstrong, primeiro homem a pisar na Lua, morre aos 82 anos nos EUA

O ex-astronauta norte-americano Neil Armstrong, o primeiro homem a pisar na lua, morreu aos 82 anos neste sábado, em Ohio, nos Estados Unidos. Armstrong tinha sido submetido a uma cirurgia no coração no último dia 5 para desobstruir artérias. Segundo a própria família do ex-astronauta, Armstrong morreu após complicações da mesma cirurgia.[Fonte: IG]

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Cientistas descobrem um dos maiores conjuntos de galáxias


Ilustração mostra a galáxia central do aglomerado Fênix, que gera 740 novas estrelas anualmente (Foto: AP/Nasa)

Imagem combina registros do conjunto de galáxias
Foto: Nasa/Divulgação
A Agência Espacial Americana (Nasa) anunciou nesta quarta-feira o descobrimento de um aglomerado de galáxias apelidado Fênix, pela constelação na qual se encontra, e que segundo os pesquisadores é um dos maiores e mais ativos objetos descobertos até agora no universo.

Michael McDonald, do Instituto Tecnológico de Massachusetts em Cambridge, destacou em conferência telefônica que se trata de um objeto único que contém "a maior taxa de formação de estrelas jamais vista no centro de um conjunto de galáxias".
O descobrimento foi possível pelas observações do observatório de raios-X Chandra, da Nasa, o Telescópio da Fundação Nacional de Ciências do Polo Sul e outros oito observatórios internacionais. O aglomerado de galáxias, localizado a 5,7 bilhões de anos-luz da Terra, pode levar os astrônomos a repensar a forma destas estruturas colossais e das galáxias. McDonald informou que a superestrutura é também o maior produtor de raios-X de qualquer grupo conhecido e um dos mais sólidos.
Além disso, segundo os dados colhidos, a velocidade de esfriamento de gás quente nas regiões centrais do agrupamento é a maior já observada, o que pode fornecer informação sobre como se formam as galáxias. "Apesar da galáxia central da maioria dos grupos ter estado inativa durante bilhões de anos, a galáxia central nesse grupo parece ter voltado à vida com uma nova explosão de formação estelar", explica McDonald, principal autor de um artigo que será publicado no número desta semana da revista britânica Nature.
Como outros aglomerados de galáxias, Fênix contém uma enorme reserva de gás quente, que por sua vez tem mais matéria que todas as galáxias do conjunto combinadas, detectaram com o observatório de raios-X Chandra.
O gás quente emite grande quantidade de raios-X, esfriando rapidamente o centro do aglomerado, o que provoca um fluxo de gás para o interior e a formação de um grande número de estrelas, o que não é muito habitual.
Os astrônomos acham que o buraco negro supermassivo que costuma ser encontrado na galáxia central destes conjuntos bombeia energia ao sistema, o que evita que um esfriamento do gás ocasione uma explosão de formação de estrelas.
No entanto, no caso de Fênix, os jatos de energia desprendidos do buraco negro gigante da galáxia central não são suficientemente potentes para prevenir o esfriamento, daí o grande nível de atividade. Os dados de Chandra e também das observações em outras longitudes de onda, apontam que o buraco negro supermassivo está crescendo muito rapidamente, cerca de 60 vezes a massa do Sol a cada ano.
Uma taxa que os cientistas acham "insustentável", segundo Bradford Benson da Universidade de Chicago e coautor do estudo, já que o buraco negro é muito grande, com uma massa de aproximadamente 20 bilhões de vezes a massa do Sol.
"Esse ritmo de crescimento não pode durar mais de 100 milhões de anos. Caso contrário, a galáxia e o buraco negro voltariam muito maiores que seus pares no universo próximo", aponta Bradford.[Fonte: Terra]


Conheça aqui os tipos de galáxias e mais sobre astronomia

domingo, 12 de agosto de 2012

Curiosity: o início da colonização de Marte



O Laboratório de Ciências de Marte (Mars Science Laboratory) e o Curiosity é uma sonda-laboratório desenvolvida pela Nasa para analisar o solo marciano e recolher amostras que serão analisadas, após o que serão enviados à Terra os resultados. Este robô teleguiado é cinco vezes mais pesado do que os da missão Mars Exploration Rovers (Spirit e Opportunity), que desembarcaram em 2004. O MSL irá levar os instrumentos científicos mais avançados do que qualquer outra missão a Marte até hoje, incluindo a análise de amostras obtidas escavando e perfurando o solo que serão transformadas em pó. Irá também investigar a possibilidade de Marte ter vida microbiana no passado e no pres. Os Estados Unidos, Alemanha, França, Rússia e Espanha forneceram os instrumentos de bordo.
A sonda-laboratório foi lançada pelo foguete Atlas V 541 em 26 de novembro de 2011. Após realizar o primeiro desembarque de precisão em Marte, está prevista a sua exploração durante pelo menos um ano marciano (668 sóis marcianos /686 dias terrestres); sua capacidade exploradora será superior às anteriores. O custo do programa foi estimado em 2,5 bilhões de dólares. 
Na atualidade, um dos grandes defensores dos ciclos ecológicos fechados e da exploração dos recursos extraterrestres é o engenheiro norte-americano Robert Zubrin, principal líder do movimento espacial norte-americano, depois do desaparecimento de Gerard O’Neill, e um dos fundadores da Mars Society, criada com o objetivo de promover uma conquista rápida de Marte. Para Robert Zubrin será possível enviar astronautas para o planeta Marte nos próximos dez anos, com um custo de 50 bilhões de dólares, despesa inferior à da Estação Espacial Internacional. 
Zubrin planejou uma reduzida expedição a Marte com um modesto veículo espacial que utilizasse quase somente recursos recicláveis. Uma das propostas mais avançadas é a exploração das fontes marcianas capazes de produzir os combustíveis necessários às naves de regresso à superfície terrestre. Imagina-se que esta técnica poderá ser rapidamente desenvolvida, podendo servir, desde os primeiros anos do século 21, para as próximas missões automáticas de reconhecimento da superfície do planeta vermelho, tais como: Sojourner, em 1997; Spirit e Opportunity, em 2004; e Curiosity, em 2012.  
Zubrin não é um mero visionário: as suas exposições vêm confirmadas por experiências realizadas em seu laboratório do Colorado, onde testou um aparelho capaz de fabricar propergóis a partir dos gases existentes na atmosfera marciana. Tal sistema poderá ser colocado na superfície do planeta Marte e, deste modo, reabastecer as sondas que deverão trazer as amostras para a Terra nos próximos anos. Uma versão maior deverá ser utilizada mais tarde pelos veículos que transportarão os primeiros exploradores humanos do solo de Marte à superfície terrestre. Para reduzir os gastos durante essas viagens, será possível também fazer uma escala de ida e volta a Fobos – um dos dois pequenos satélites de Marte – de onde serão extraídas água e matérias orgânicas, importantes para a vida dos eventuais astronautas assim como para a produção dos combustíveis no próprio local. 
A terraformação de Marte.
A ideia dos novos pioneiros, dentre eles Robert Zubrin, não é somente ir a Marte; eles desejam transformá-lo num planeta habitável e, deste modo, duplicar a superfície de que a humanidade poderá dispor no sistema solar. Sua concepção é transformar o planeta vermelho numa segunda Terra. Para isto, será necessário terraformar (terraforming) o planeta, ou seja, utilizar os recursos do próprio astro para criar uma atmosfera respirável, com rios, mares, florestas, bosques etc. Tal operação é o mais audacioso projeto de “engenharia civil” jamais concebido pela mente humana. Aliás, convém assinalar que a própria atmosfera terrestre, atualmente rica em oxigênio, não o foi no início. A nossa atmosfera foi transformada pela ação de bactérias primitivas nas épocas iniciais da sua história. A proposta dos defensores da terraformação é a de introduzir estes organismos simples capazes de produzir uma biosfera na superfície de Marte ou de outros quaisquer corpos celestes. 
Na realidade, o planeta vermelho tem todas as condições para que a terraformação seja possível. Por um lado, os estudos científicos sugerem que existem indícios, segundo os quais o subsolo do planeta vermelho contém uma enorme quantidade de gelo, no interior de seu solo congelado, como o permafrost siberiano. Por outro lado, se o gás carbônico congelado das suas calotas polares fosse liberado na atmosfera marciana, ocorreria um efeito estufa e, em consequência, um reaquecimento do clima do planeta. Uma vez iniciado este processo de aquecimento, a temperatura mais elevada aceleraria o degelo das calotas polares e do permafrost subterrâneo. A partir desse momento, o planeta vermelho teria um clima mais ameno, em sua superfície surgiriam rios e lagos, assim como uma vegetação que poderia ser levada da Terra. 
Para dar início a este processo, Robert Zubrin propôs que se colocassem ao redor do planeta grandes espelhos capazes de focalizar a luz solar sobre os polos marcianos. Outra solução seria cobrir as calotas polares com uma camada de poeira que absorvesse o calor solar, com o objetivo de acelerar o degelo. Os menos otimistas questionam que seriam necessários séculos para que a atmosfera de Marte se tornasse mais densa e mais quente, para que a água começasse a fluir em sua superfície. No entanto, convém notar que não seria preciso atingir os últimos estágios de terraformação para que se iniciasse o seu povoamento. 
A terraformação de Marte na ficção científica
A ideia da terraformação do planeta vermelho em um astro habitável encontra-se no filme de ficção científica Vingador do futuro (Total recall, EUA, 1990), de Paul Verhoeven, uma adaptação do romance de Philip K. Dick, no qual o planeta não ocupa um papel muito importante. Ao contrário, no filme ele é apenas o cenário central da trama que envolve Douglas Quaid, seu herói principal, representado pelo ator Arnold Schwarzenegger que, na cena final, deveria morrer na superfície desolada de Marte, quando é salvo pela brutal erupção de uma atmosfera respirável: Marte se torna habitável em alguns segundos. Na realidade, séculos e milhares de anos seriam necessários. Mas, na imaginação da ficção-científica, tudo é possível. 
Mais cautelosos são os três livros de ficção científica escritos por Kim Stanley Robinson: Marte o vermelhoMarte o verde eMarte o azul; todos eles inspirados nas ideias de Robert Zubrin. Com efeito, os seus títulos exprimem as diferentes etapas da terraformação de Marte e do seu povoamento de Marte pelo homem. 
Outro notável filme a utilizar as ideias de Robert Zubrin é o Red planet, de Anthony Hoffman (EUA, 2000), no qual uma equipe de astronautas é enviada ao planeta vermelho para investigar o que não deu certo no projeto de terraformação de Marte, descobrindo que existia uma atmosfera respirável e um tipo de inseto vivo gerado pelas algas lançadas no programa de terraformação do planeta. Tais insetos, além de terem destruído a base lançada anteriormente, constituíam uma ameaça aos astronautas.[Fonte: Jornal do Brasil] 
Ronaldo Rogério de Freitas Mourão, astrônomo, é também escritor. Escreveu mais de 90 livros, entre outros, 'Marte – Da imaginação à realidade'. - http://www.ronaldomourao.com

Nasa divulga imagem de 'filamento em forma de chicote' no Sol



"Chicote" é formado por nuvens frias que aderem ao Sol
Foto: NASA/Divulgação
A Nasa divulgou nesta sexta-feira uma imagem do Sol em que aparece um filamento longo com formato de chicote em sua superfície.
Os filamentos são nuvens frias que são "amarradas" ao astro, atraídas a ele por forças eletromagnéticas instáveis.
A imagem foi obtida pelo Observatório Solar Dinâmico (SDO na sigla em inglês) entre os dias 6 e 8 deste mês (Agosto de 2012) [Fonte: Terra]

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Vídeo mostra movimento da via Láctea acima do Atacama

No vídeo abaixo é possível ver a via Láctea passando pelo céu em uma das regiões mais áridas e escuras do planeta, o deserto do Atacama, no Chile. Nas imagens, os quatro telescópios do Observatório Europeu do Sul aparecem em primeiro plano e em plena atividade, mas o que fascina mesmo é a movimentação do céu e sua variação de cores. O vídeo de Stephane Guisard e Jose Francisco Salgado é uma montagem de imagens captadas no Very Large Telescope do Observatório Europeu do Sul, no deserto do Atacama, Chile.

Telescópio capta melhor imagem de galáxia em espiral

ESO - Imagem obtida com o Very Large Telescope do ESO mostra a galáxia NGC 1187
Nova imagem obtida pelo Very Large Telescope do Observatório Europeu do Sul, no Chile,  mostra a galáxia NGC 1187, que tem a forma espiral e está a cerca de 60 milhões de anos-luz de distância na constelação do Eridano, o Rio. Duas explosões de supernova já foram observadas em NGC 1187 nos últimos trinta anos, sendo a última em 2007. Porém , esta nova imagem da galáxia é a mais detalhada obtida até agora.



A nova imagem da galáxia dá aos astrônomos a perspectiva da estrutura em espiral da NGC 1187 e cerca de meia dúzia de braços espirais proeminentes, cada um contendo enormes quantidades de gás e poeira. As regiões azuladas nos braços em espiral indicam a presença de estrelas jovens nascidas de nuvens de gás interestelar.


NGC 1187 parece tranquila e imutável, no entanto, foi palco de duas explosões de supernova desde 1982. As supernovas são explosões estelares muito violentas, que resultam da morte de uma estrela de elevada massa ou de uma anã branca num sistema binário. As supernovas estão entre os fenômenos mais energéticos do Universo e são tão brilhantes que muitas vezes se tornam, brevemente, mais brilhantes que toda a galáxia, antes de se desvanecerem ao longo de várias semanas ou meses. Durante esse curto espaço de tempo, uma supernova emite tanta energia como o Sol emitirá ao longo de toda a sua vida.
Em Outubro de 1982, uma supernova observada pela primeira vez em NGC 1187. Mais recentemente, em 2007, o astrônomo amador Berto Monard na África do Sul, descobriu outra supernova nesta galáxia, a SN 2007Y. Uma equipe de astrônomos posteriormente estudou detalhadamente e monitorizou a SN 2007Y durante um ano, utilizando diferentes telescópios. A nova imagem da NGC 1187 foi produzida a partir de observações obtidas no âmbito deste estudo e podemos ver a supernova, muito depois do brilho máximo, próximo da parte de baixo da imagem.[Fonte: IG]





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