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quinta-feira, 25 de julho de 2013

Descobertas feitas com o Telescópio Herschel

Oxigênio no espaço:


Em 2011, astrônomos afirmaram a detecção de oxigênio molecular no espaço. Usando o Herschel, a equipe liderada por Paul Goldsmith, da Nasa, encontrou a presença do O2 próxima ao complexo de Orion, uma nuvem formadora de estrelas repleta de gás e poeira a 1500 anos-luz.

O oxigênio, em todas as suas formas, é o terceiro elemento mais abundante no Universo e fundamental para a vida no nosso planeta. Nós respiramos a sua forma molecular, ou seja, dois átomos de oxigênio unidos (02), que compõe 20% do ar na Terra.

As moléculas do gás estavam em uma concentração de uma para cada um milhão de moléculas de hidrogênio - uma abundância bem menor do que o esperado.[Fonte: Exame]


Cinturão de asteroides em estrela:


Com ajuda dos dados do Herschel e do Telescópio Spitzer, da Nasa, pesquisadores detectaram evidências da existência de um cinturão de asteroides ao redor da estrela Vega. Ela é a segunda estrela mais brilhante no céu noturno do norte. 
Um cinturão de asteroides ao redor da estrela a torna semelhante a Fomalhaut, outro astro. O estudo indica que as duas estrelas tem no interior de seus sistemas cinturões quentes. Por sua vez, o exterior tem cinturões frios de asteroides com espaços entre eles. Isso forma uma estrutura parecida com a do nosso sistema solar.

O cinturão de asteroides do nosso sistema solar fica entre Marte e Júpiter. Ele é mantido pela gravidade dos planetas. Isso também acontece com o Cinturão de Kuiper, sustentado por planetas gigantes. Por causa das características comuns, os pesquisadores concluíram que pode ser que o cinturão ao redor de Vega também seja sustentado por vários planetas. [Fonte: Exame]

Choque de galáxias:


A captação pelo Herschel de uma fusão incomum entre duas constelações poderia resolver a incógnita de como as grandes galáxias "passivas" se formaram no Universo originário.
As observações de Herschel permitem estabelecer que essas galáxias elípticas não se criam por uma fusão gravitacional de outras menores, como se acreditava anteriormente. Isso porque o Herschel capturou o início da fusão entre duas galáxias em espiral, de características similares à Via Láctea, que poderia ter dado lugar a uma grande galáxia elíptica.

Essa fusão foi identificada, inicialmente, como uma única fonte, a HXMM01. Porém, um estudo mais detalhado revelou que eram duas galáxias, cada uma com uma massa estelar equivalente a 100.000 vezes o Sol e com uma quantidade de gás de mesma ordem. Os cientistas calculam que HXMM01 demorará 200 milhões de anos para transformar todo o gás em estrelas, enquanto o processo de fusão demorará cerca de 1 bilhão de anos para se completar. O resultado final será uma galáxia elíptica em massa, vermelha e morta, com cerca de 400 bilhões de massas solares. [Fonte: Exame]

Anéis de poeira em Andrômeda:


Astrônomos descobriram uma variação de temperatura entre os anéis da galáxia de Andrômeda a partir de uma imagem capturada pelo Herschel. A foto mostra os anéis de poeira coloridos que preenchem a galáxia de Andrômeda. 

A diferença foi captada em várias cores. As nuvens mais frias aparecem em vermelho na imagem. Elas são muito mais brilhantes e estão em comprimentos de onda maiores. Por sua vez, as nuvens mais quentes têm uma cor azulada.

A capacidade de Herschel para detectar a luz permite aos astrônomos ver nuvens de poeira a temperaturas de apenas algumas dezenas de graus acima do zero absoluto. Estas nuvens são escuras e opacas em comprimentos de onda mais curtos.[Fonte: Exame]

Uma estrela pode gerar 50 planetas como Júpiter:


Astrônomos da Agência Espacial Europeia (ESA) descobriram uma estrela com massa suficiente para gerar 50 planetas do tamanho de Júpiter, o maior do nosso sistema solar. O inusitado é que essa estrela é milhões de anos mais velha do que os astros que costumam gerar planetas. 
Para chegar a essa conclusão, os cientistas do Observatório Herschel pesaram com precisão a massa do disco protoplanetário (material em volta de uma estrela), que tem os ingredientes para a construção de planetas. Ele é composto de hidrogênio gasoso molecular frio, que é transparente e invisível.
Assim, a equipe descobriu uma massa de gás no disco ao redor de TW Hydrae, a estrela jovem de 10 milhões de anos de idade. Ela está a apenas 176 anos-luz de distância, na constelação de Hidra. Segundo os astrônomos, esse tipo de disco maciço em torno da TW Hydrae é incomum para estrelas com essa idade. Segundo os astrônomos, a massa dela é capaz de gerar um sistema solar com planetas mais massivos do que Júpiter. [Fonte: Exame]

segunda-feira, 5 de março de 2012

Sonda Cassini detecta oxigênio em lua de Saturno



A sonda espacial Cassini detectou oxigênio em uma baixa concentração em Dione, uma das luas de Saturno, o que indica que o planeta teria uma tênue atmosfera, embora muito menos densa que a da Terra.
"A sonda Cassini encontrou pela primeira vez íons de oxigênio molecular na gelada lua de Saturno de Dione", anuncia um comunicado emitido nesta sexta-feira pela equipe encarregada da missão.
No entanto, os íons de oxigênio estão muito dispersos - um por cada 11 centímetros cúbicos -, o que faz esta concentração equivalente à da atmosfera da Terra a uma altura de 480 quilômetros.
"Agora sabemos que Dione, da mesma forma que os anéis de Saturno e sua lua Rhea, é uma fonte de moléculas de oxigênio", indicou Robert Tokar, um membro da missão Cassini no Laboratório Nacional de Los Álamos (EUA).
Em sua opinião, esta descoberta confirma que o oxigênio é comum no sistema de luas de Saturno e que pode surgir em processos que não implicam formas de vida.
O oxigênio, elemento básico para a vida na Terra - onde sua concentração na atmosfera chega a cerca de 21% -, poderia se originar nas luas de Saturno devido a fótons solares ou partículas de energia que impactam contra a superfície de água gelada do satélite.
Os cientistas não pensavam que Dione, devido a seu pequeno tamanho, pudesse abrigar uma atmosfera. A nova descoberta faz deste pequeno satélite um objeto de estudo muito mais interessante.
A sonda Cassini, lançada em 1997, é uma missão que conta com a participação da Nasa, da Agência Espacial Europeia (ESA) e da Agência Espacial Italiana, cujo objetivo é estudar as mudanças climáticas em Saturno e em suas luas.[Fonte: Terra]

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Telescópio Herschel encontra moléculas de oxigênio no espaço

Moléculas de oxigênio encontradas pelo telescópio Herschel
em Órion (Foto: JPL-Caltech/ESA/Nasa)


O Observatório Espacial Herschel, uma missão da Agência Espacial Europeia (ESA) e da agência espacial americana (Nasa), divulgou nesta segunda-feira (1º/07/2011 ) a primeira descoberta de moléculas de oxigênio no espaço.

Segundo os pesquisadores, o telescópio encontrou as moléculas na nebulosa de Órion, presos em pequenas partículas de gelo ao redor de poeira espacial.

As moléculas teriam sido formadas depois que as estrelas aqueceram o gelo, liberando água, convertida em oxigênio.

Embora átomos de oxigênio individuais sejam comuns, especialmente ao redor de estrelas, moléculas como as da Terra ainda não haviam sido descobertas, segundo a agência americana.

“O oxigênio foi descoberto nos anos 1770, mas levamos mais de 230 anos para finalmente poder dizer com certeza que essa simples molécula existe no espaço”, afirmou Paul Goldsmith, cientista do projeto da Nasa no laboratório de Propulsão a Jato, em Pasadena, na Califórnia, que publicou os resultados da descoberta na revista especializada Astrophysical Journal.

Astrônomos procuraram por moléculas no espaço por décadas. O telescópio Odin encontrou a molécula em 2007, mas a descoberta não pôde ser confirmada.

“Isso explica onde parte do oxigênio estava escondido”, diz Goldsmith. “Mas nós não encontramos grandes quantidades, e ainda não entendemos o que há de tão especial sobre os lugares onde o encontramos. O Universo ainda esconde muitos segredos.”

O objetivo é continuar procurando por moléculas nas áreas de formações de estrelas. “O oxigênio é o terceiro elemento mais comum no Universo e suas moléculas devem ser comuns no espaço”, diz Bill Danchi, cientista da Nasa em Washington que trabalha no projeto. “O Herschel está fornecendo uma ferramenta poderosa para desvendar esse mistério.” [Fonte: G1]

Gráfico ilustra onde os astrônomos encontraram as moléculas no espaço, na nebulosa de Órion (Foto: JPL-Caltech/ESA/Nasa)

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