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quarta-feira, 13 de abril de 2016

Stephen Hawking respalda projeto para enviar nave a outro sistema solar

O físico britânico Stephen Hawking expressou nesta terça-feira seu apoio a um programa financiado pelo milionário russo Yuri Milner para enviar uma nave a outro sistema solar.
O plano, que conta com um orçamento de US$ 99,2 milhões e é respaldado também pelo fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, pretende enviar uma pequena nave para além de onde chegou qualquer outro artefato construído até agora.
"O desenvolvimento das últimas duas décadas e os avanços futuros fazem com que seja possível criá-la dentro de uma geração", afirmou Hawking à emissora pública britânica "BBC".
O projeto depende da organização privada Breakthrough Foundation, criada por Milner para impulsionar diversas iniciativas científicas que os governos e as instituições públicas consideram ambiciosas demais para dedicar-lhes fundos.
"Os astrônomos acreditam que há possibilidades razoáveis de que um planeta similar à Terra orbite em alguma das estrelas do sistema Alpha Centauri. Saberemos mais nas próximas duas décadas graças aos telescópios que estão em terra e em órbita", declarou Hawking.
A Breakthrough Foundation organizou um grupo de pesquisadores para avaliar as possibilidades técnicas de fabricar naves capazes de alcançar outra estrela no tempo que dura uma geração e enviar informação outra vez.
O sistema estelar mais próximo à Terra está a 40 trilhões de quilômetros de distância, um espaço que uma nave construída com a tecnologia atual demoraria 30.000 anos para percorrer.
O diretor do projeto, Pete Worden, afirmou que "há poucos anos nem sequer teria sido possível viajar para uma estrela a essa velocidade".
Seu grupo de cientistas projetou um mecanismo que poderia permitir passar por cima de algumas das limitações técnicas atuais.
Sua ideia é pôr em órbita pequenas naves espaciais do tamanho de um microchip equipadas com uma espécie de "vela solar", um método de propulsão alternativo ao uso de motores.
Graças ao empurrão proporcionado por um potente laser na Terra, essas naves diminutas poderiam alcançar 20% da velocidade da luz, segundo os cálculos do grupo de Worden. EFE/Yahoo.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Nasa divulga imagem da silhueta da Atlantis contra o Sol

A imagem foi capturada a partir do solo usando um telescópio com filtro solar

A Agência Espacial Americana, Nasa, divulgou uma imagem da silhueta da nave Atlantis passando contra o Sol nesta terça-feira. A imagem foi capturada a partir do solo usando um telescópio com filtro solar. As informações são do jornal timesonline.

Nesta sexta-feira, a tripulação da nave Atlantis irá fazer a segunda de cinco caminhadas espaciais para reparar o Telescópio Espacial Hubble. Os astronautas concluiram nesta quinta-feira o primeira dia de trabalho para melhorar o funcionamento do telescópio, que agora já conta com uma nova e poderosa câmera para fotografar o espaço.

Após mais de sete horas de trabalho no exterior da nave, no espaço aberto, os astronautas John Grunsfeld e Andrew Feustel conseguiram substituir a velha câmera do Hubble por uma nova mais eficiente.

Eles trocaram a câmera Wide Field Planetary, de 15 anos de idade, por outra muito mais poderosa, do tamanho de um piano de parede. A Nasa deixou claro que com esse novo instrumento, o telescópio, que transmitiu imagens incríveis das profundezas do Universo, será capaz de captar fotografias maiores, mais claras e detalhadas. (Fonte: Terra)

quinta-feira, 5 de março de 2009

Novo telescópio da Nasa vai procurar planetas parecidos com a Terra - Kepler vai varrer área com 100 mil estrelas semelhantes ao Sol...

A Nasa colocará esta semana em andamento sua primeira missão com capacidade para responder a um dos principais questionamentos da humanidade: existe vida além da Terra? A esperança de encontrá-la está nos exoplanetas, corpos que giram em torno de outras estrelas além do Sistema Solar. Até agora, a partir de diversos sistemas de detecção, os astrônomos confirmaram a existência de mais de 320 desses planetas.
E, para continuar essa busca, a agência espacial americana lançará o observatório Kepler, que partirá na sexta-feira (6). Será uma das primeiras missões com a capacidade de encontrar lugares como a Terra, planetas rochosos que se encontrem em uma área quente em que se possa manter em sua forma líquida a água, elemento essencial para a formação da vida, conforme disse a Nasa em comunicado. "O Kepler é um componente crucial dos esforços da Nasa para encontrar e estudar planetas com características similares às da Terra", assinalou Jon Morse, diretor de astrofísica da agência espacial em Washington.

Segundo o cientista, o censo planetário que o Kepler fará ajudará a compreender a frequência em que existem esses planetas na Via Láctea. Também contribuirá para o planejamento de outras missões que, em um futuro a médio prazo, detectem diretamente e transmitam informação sobre as características dos mundos que existem em torno de estrelas vizinhas.

Cisne-Lira

O Kepler iniciará a busca na "minúscula" região de Cisne-Lira, que contém cerca de 100 mil estrelas similares ao Sol. Com seus instrumentos, o Kepler determinará a existência dos exoplanetas através das mudanças de luz que suas estrelas refletem quando os astros passarem entre elas e o observatório. Teoricamente, se esses corpos observados pelo Kepler forem similares à Terra, teriam de completar uma órbita de cerca de um ano em torno de sua estrela.

O observatório contará com instrumentos que estão entre os mais poderosos produzidos até agora para a prospecção científica do espaço, como uma câmera com resolução de 95 megapixels. Segundo Debra Fischer, astrônoma da Universidade Estadual de San Francisco, o Kepler será um instrumento básico para saber que tipo de planetas giram em torno de outras estrelas. Suas descobertas serão utilizadas imediatamente para analisar as atmosferas dos exoplanetas. E as estatísticas recolhidas levarão a determinar o rumo que deverá ser seguido para estabelecer se efetivamente há "um planeta de cor azul que orbita outra estrela em nossa galáxia", assinalou.(fonte: G1)

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Missão de nave que deixou Sistema Solar em busca de ETs faz 25 anos

Em 13 de junho de 1983, a nave "Pioneer 10" abandonou o Sistema Solar em busca de seres de outros mundos para entregar a eles uma mensagem do Homem que povoa o pequeno planeta Terra.

A nave partiu a esse encontro às cegas no dia 2 de março de 1972 montada em um foguete Atlas-Centaur de três módulos que a colocou na órbita de Júpiter a mais de 51.850 km/h, a máquina mais veloz fabricada pelo homem até então.
Além dos instrumentos com os quais transmitiu informação sobre os planetas de nosso sistema, a "Pioneer 10" levava consigo uma placa de ouro que descreve o Homem, nossa aparência e a data do começo da missão.

O último contato de rádio com o Centro Glenn de Pesquisa da Nasa (agência espacial americana) que tinha o controle da missão ocorreu em 23 de janeiro de 2003.

Na ocasião, o mensageiro espacial do homem se encontrava a 12,160 bilhões de quilômetros da Terra, além do cinturão de asteróides, de Júpiter e de Plutão.
Segundo engenheiros da Nasa, as transmissões da "Pioneer 10" morreram devido ao esgotamento da fonte radioisotópica de energia da nave.
"Para nós, a missão terminou quando foram interrompidas as comunicações. Não sabemos nada da 'Pioneer 10', mas supomos que continuou sua viagem pelo cosmos na busca de seu destino final", disse um porta-voz do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, em inglês) da Nasa.

"Passou-se toda uma geração e quem tinha em mãos a missão, engenheiros e cientistas, já não estão conosco", acrescentou.
Entretanto, suas façanhas científicas estão longe de ficar no esquecimento e a "Pioneer 10" continua sendo considerada uma das grandes façanhas da exploração espacial dos Estados Unidos.
Em 15 de julho de 1972, a "Pioneer 10" ingressou no cinturão de asteróides, uma zona de mais de 288 milhões de quilômetros de largura e mais de 80 milhões de quilômetros de espessura.

O cinturão é povoado por milhões e milhões de corpos que vão desde partículas de pó estelar até massas de rochas de milhares de quilômetros de diâmetro.
Desta região a nave foi para Júpiter, planeta em frente do qual cruzou em 3 de dezembro de 1973.

A "Pioneer 10" foi a primeira nave espacial que fez observações diretas e transmitiu imagens em primeiro plano de Júpiter. Também enviou informação sobre seus cinturões de radiação, localizou seus campos magnéticos e constatou que esse planeta é gasoso.
Após seu encontro com Júpiter e passar além da órbita de Plutão, o "ex-planeta" mais distante do Sol, a "Pioneer 10" explorou os extramuros do Sistema Solar e estudou o vento do Sol e os raios cósmicos que invadem a parte da Via Láctea onde se encontra a Terra.
A nave continuou fornecendo informação sobre os extremos do Sistema Solar até que se deu oficialmente por concluída sua missão, em 31 de março de 1997.

"A 'Pioneer 10' foi uma pioneira no mais rígido sentido da palavra. Após deixar Marte para trás em sua viagem rumo às profundezas do espaço, entrou em lugares onde nunca tinha chegado algo construído pelo homem", disse então Colleen Hartman, diretora da Divisão de Prospecção do Sistema Solar na Nasa.

"A 'Pioneer 10' figura entre as missões mais históricas e mais ricas em prospecção científica empreendidas", acrescentou.
Para Larry Lasher, que dirigiu o projeto, a "Pioneer 10" cumpriu seus objetivos além do esperado.

"Originalmente designada como uma missão de 21 meses, a 'Pioneer 10' durou mais de 30 anos. Poderíamos dizer que valeu cada centavo gasto", manifestou.
Os cientistas admitem que não sabem o que aconteceu com a "Pioneer 10" nos últimos anos de uma viagem virtualmente eterna.

Caso não tenha acontecido nada, o mensageiro do homem no espaço interestelar deveria estar agora se deslocando em direção à estrela vermelha Aldebarã, no centro da constelação de Touro e vai demorar dois milhões de anos para chegar a seu destino final. (Fonte: Yahoo Notícias)

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