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quarta-feira, 13 de abril de 2016

Stephen Hawking respalda projeto para enviar nave a outro sistema solar

O físico britânico Stephen Hawking expressou nesta terça-feira seu apoio a um programa financiado pelo milionário russo Yuri Milner para enviar uma nave a outro sistema solar.
O plano, que conta com um orçamento de US$ 99,2 milhões e é respaldado também pelo fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, pretende enviar uma pequena nave para além de onde chegou qualquer outro artefato construído até agora.
"O desenvolvimento das últimas duas décadas e os avanços futuros fazem com que seja possível criá-la dentro de uma geração", afirmou Hawking à emissora pública britânica "BBC".
O projeto depende da organização privada Breakthrough Foundation, criada por Milner para impulsionar diversas iniciativas científicas que os governos e as instituições públicas consideram ambiciosas demais para dedicar-lhes fundos.
"Os astrônomos acreditam que há possibilidades razoáveis de que um planeta similar à Terra orbite em alguma das estrelas do sistema Alpha Centauri. Saberemos mais nas próximas duas décadas graças aos telescópios que estão em terra e em órbita", declarou Hawking.
A Breakthrough Foundation organizou um grupo de pesquisadores para avaliar as possibilidades técnicas de fabricar naves capazes de alcançar outra estrela no tempo que dura uma geração e enviar informação outra vez.
O sistema estelar mais próximo à Terra está a 40 trilhões de quilômetros de distância, um espaço que uma nave construída com a tecnologia atual demoraria 30.000 anos para percorrer.
O diretor do projeto, Pete Worden, afirmou que "há poucos anos nem sequer teria sido possível viajar para uma estrela a essa velocidade".
Seu grupo de cientistas projetou um mecanismo que poderia permitir passar por cima de algumas das limitações técnicas atuais.
Sua ideia é pôr em órbita pequenas naves espaciais do tamanho de um microchip equipadas com uma espécie de "vela solar", um método de propulsão alternativo ao uso de motores.
Graças ao empurrão proporcionado por um potente laser na Terra, essas naves diminutas poderiam alcançar 20% da velocidade da luz, segundo os cálculos do grupo de Worden. EFE/Yahoo.

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Cientistas podem ter descoberto Planeta 9 que está fora do sistema solar

Uma equipe de cientistas liderada por Alexander Mustill do Observatório de Lund, na Suécia, está propondo que o Planeta 9 pode ser realmente um exoplaneta (um mundo além do nosso Sistema Solar) capturado por nosso Sol durante uma passagem estreita de outra estrela. “Embora essas probabilidades sejam baixas, não podemos negar que existem”, disse Mustill.
A evidência para essa teoria vem de simulações dirigidas por Mustill e seus colegas sobre como o sol interagiu com outras estrelas. O estudo observa que o sol deve ter passado por uma estrela a uma distância de mais de 150 unidades astronômicas para evitar perturbar significativamente a região de cometas na borda do sistema solar conhecida como Cinturão de Kuiper.
A teoria original proposta por Michael Brown e Konstantin Batygin era que o Planeta 9 poderia ser um planeta gasoso do tamanho de Netuno. Outra teoria também publicada recentemente na Arxiv, sugere que pode simplesmente ter se formado da mesma maneira como outros corpos do Sistema Solar.[Fonte: Yahoo]

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Cientistas descobrem maior sistema solar do universo


Planeta: ao longo das investigações, a equipe descobriu que o planeta tem massa 12 vezes superior à de Júpiter e orbita ao redor de uma estrela anã
Um grupo de cientistas descobriu o maior sistema solar do universo conhecido, formado apenas por um planeta e uma estrela – separados por bilhões de quilômetros de distância. As informações são de fontes acadêmicas da Universidade Nacional Australiana.
“Surpreendeu-nos muito encontrar um objeto de massa baixa [o planeta] tão longe da sua estrela mãe”, comentou Simon Murphy, da Faculdade de Astronomia e Astrofísica da universidade australiana.
Esta faculdade conta com uma equipe internacional de investigadores que estudam o planeta, conhecido como 2MASS J2126-8140.
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Ao longo das investigações, a equipe descobriu que o planeta tem massa 12 vezes superior à de Júpiter e orbita ao redor de uma estrela anã chamada TYC 9486-927-1.
Os dois corpos estão separados por uma distância equivalente a 6,9 mil unidades astronômicas, ou seja, 0,1 ano luz ou um trilhão de quilômetros, segundo um comunicado da Universidade Nacional Australiana.
Esta distância é “aproximadamente três vezes superior” à do que era considerado, até agora, o maior sistema solar existente. [Fonte: Exame]

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Como seria a cidade de Nova York se fosse transportada para outros planetas

O ilustrador Nickolay Lamm desenhou como ficaria a paisagem da cidade se ela tivesse sido construída na atmosfera de outros planetas do Sistema Solar. Os textos são da astrobióloga Marilyn Vogel.

Mercúrio


"Mercúrio é envolto por uma fina camada de gás — que mal dá para chamar de atmosfera. O vento solar retira de modo contínuo qualquer gás que possa ser capturado ou retido pela gravidade do planeta. A tênue atmosfera é feita primariamente de hidrogênio, tornando-a transparente para o escuro do espaço e o brilho do Sol. O vento solar interage com o campo magnético do planeta, lançando colunas de poeira e partículas carregadas para o topo da atmosfera. A superfície do planeta é perfurada pelo impacto de crateras e coberta por poeira vulcânica, parecida com a que existe na lua da Terra."

Vênus


"Por causa de sua grande atividade vulcânica, Vênus está envolto em uma atmosfera de CO2, com nuvens de ácido sulfúrico. Isso cria uma cobertura amarelada de ar quente e sulfuroso, que obscurece o horizonte de Nova York e o Sol. A paisagem é desprovida de água e coberta por crateras, lava, e poeira de enxofre, além de outras características criadas pelos vulcões do planeta."

Terra

Com as ilustrações, Nickolay Lamm quis demonstrar o quanto a vida depende de uma série de condições específicas encontradas somente no planeta Terra — e ausentes de qualquer outro lugar do Sistema Solar. O ilustrador questiona o que aconteceria se a cidade de Nova York fosse levada a qualquer outro planeta da região. E responde: "A vida como conhecemos deixaria de existir. Apesar de raramente pensarmos em nosso universo infinito, o fato de vivermos onde estamos é um milagre."
Marte
"Marte possui uma atmosfera bastante fina e fria, composta principalmente por CO2. A composição química da atmosfera resulta em propriedades oxidantes que convertem grandes quantidades de materiais metálicos em várias formas de ferrugem, o que fica evidente na paisagem da cidade. Fortes correntes na atmosfera também originam frequentes tempestades de areia, que cobrem grandes extensões do planeta e duram por meses. A paisagem de Nova York fica, portanto, envolta por poeira e enquadrada no ambiente vermelho de Marte."
Júpiter
"Jupiter é o maior dos planetas gasosos. Sua atmosfera é tão grande e densa que o hidrogênio e o hélio se tornam líquidos — e até mesmo metálicos — perto da base da atmosfera. A cerca de cem quilômetros acima dessa superfície líquida, o ar possui uma pressão similar à da Terra, mas com uma composição química capaz de enferrujar qualquer superfície metálica, incluindo a da Estátua da Liberdade. A paisagem é ilustrada como se estivesse nesse nível dos cem quilômetros, flutuando na atmosfera. Essa área do céu é formada por uma grande massa de hidrogênio gasoso. Nova York está localizada perto de grandes nuvens de água, amônia e gases do enxofre (as nuvens claras na parte inferior da imagem), que às vezes formam grandes tempestades. Por sobre a paisagem paira uma neblina amarela de hidrocarbonetos."
Saturno
"Saturno possui uma atmosfera similar à de Júpiter, contendo uma mistura de hidrogênio e hélio que se condensam na base da atmosfera. Nova York está ilustrada como se estivesse a cem quilômetros dessa superfície líquida, onde o hidrogênio se encontra em pressões semelhantes à da atmosfera terrestre e contem nuvens suaves, cores de creme, feitas de gelo de amônia, com ocasionais tempestades (como mostrado na parte inferior da imagem). Assim como Júpiter, os gases atmosféricos iriam dissolver de modo devagar qualquer superfíce metálica, como a que cobre a Estátua da Liberdade. Nuvens brancas de amônia e leves hidrocarbonetos flutuam por sobre a paisagem."

Urano

"Urano é um frio gigante gasoso que gira de modo perpendicular ao plano de sua órbita. Em certas latitudes, o planeta possui ventos muitos rápidos, causados pela aquecimento desproporcional de sua superfície. Esses ventos são mais velozes do que o furacão mais poderoso da Terra e seriam capazes de destruir diversas estruturas como a Estátua da Liberdade. A atmosfera é composta primariamente por hidrogênio e hélio, com nuvens ocasionais de metano e trechos de neblina de hidrocarbonetos (como as nuvens vistas acima da linha do horizonte). A atmosfera também contém uma fração considerável de metano, dando ao ar uma bela coloração marinha."

Netuno

"Netuno é o planeta mais externo do sistema solar e, por isso, o mais escuro. Assim como os outros gigantes gasosos, ele abriga ventos extremos que iriam destruir prédios e outras estruturas. A atmosfera consiste primariamente de hidrogênio e hélio, com traços de amônia e água, dando ao ambiente uma coloração azulada. Amônio e gelo de água flutuam como nuvens coloridas acima da paisagem urbana."[Fonte; Veja]

Como seria o céu se os planetas estivessem tão perto da Terra quanto a Lua?




Um animador conhecido apenas como Nick publicou em seu canal no YouTube, yeti dynamics, um vídeo que mostra como seria o céu se os outros planetas do Sistema Solar estivessem tão perto da Terra quanto a Lua.
No vídeo abaixo, os planetas Marte, Vênus, Netuno, Urano, Júpiter e Saturno aparecem no lugar da Lua. O criador explica que Mercúrio foi deixado de fora propositalmente, porque é apenas um pouco maior que a Lua, de forma que o efeito não seria muito perceptível. A lua Tétis passa na frente de Saturno durante o vídeo. Já Dione, outro satélite do mesmo planeta, estaria em rota de colisão com a Terra.
Na descrição do vídeo, Nick explica que, se essa simulação fosse real, a Terra se tornaria um satélite de Saturno, Júpiter, Urano e Netuno, que são planetas maiores. Como Vênus tem um tamanho parecido com o da Terra, os dois planetas orbitariam em torno de um ponto central.[Fonte: Veja]

quinta-feira, 5 de março de 2015

NASA prepara-se para a chegada a planeta inexplorado


A sonda espacial Dawn entra amanhã, dia 6 de março de 2015, na órbita de Ceres. Lançada pela NASA em setembro de 2007,entrou na fase final de aproximação do planeta-anão em dezembro passado. Desde então tem fornecido à estação espacial norte-americana imagens com cada vez melhor resolução deste pequeno planeta ainda tão desconhecido e que se localiza no cinturão de asteróides entre Marte e Júpiter.
Nas últimas informações enviadas a sonda deixou os cientistas de todo o mundo perplexos por ter capturado imagens de Ceres, revelando dois pontos brilhantes sob a sua superfície, dentro de uma cratera. "Estas manchas foram extremamente surpreendentes. Nas primeiras imagens de Ceres vemos muitas características estranhas: áreas planas, áreas caoticamente fracturadas e crateras de todos os tamanhos e feitios. De particular interesse são estes pontos brilhantes que se destacam contra a superfície escura de Ceres", declarou a cientista Carol Raymond, do laboratório da NASA Jet Propulsion, responsável pela missão. Os cientistas especulam que os pontos brilhantes podem corresponder a blocos de gelo, suspeitando que o planeta-anão poderá ter tido um oceano no subsolo, que congelou.
Pelo caminho até Ceres, a sonda visitou ainda o asteróide Vesta, por um período de catorze meses, entre 2011 e 2012, com o objetivo de perceber melhor a formação do nosso sistema solar. "Tanto Vesta como Ceres estavam a caminho de se tornar planetas, mas o seu crescimento foi interrompido pela gravidade de Júpiter", afirma Raymond. "Estes dois corpos são como fósseis dos primórdios do sistema solar e lançam luzes sobre a sua origem. São amostras dos blocos construtores que formaram Vénus, Terra e Marte. Os corpos como o de Vesta podem ter contribuído fortemente para o núcleo do nosso planeta, e corpos como Ceres podem ter providenciado a nossa água".
Depois da sua chegada marcada para amanhã, a Dawn vai ainda demorar cerca de um mês a posicionar-se para cumprir a sua função de observar Ceres por um período de catorze meses. Juntamente com a sonda New Horizons, que deverá chegar a Plutão em julho de 2015, estas missões podem devolver o estatuto de planeta a estes dois corpos celestes, desde 2006 despromovidos para a categoria de planeta-anão. Segundo a União Astronómica Internacional, tanto Plutão como Ceres cumprem uma série de critérios para a denominação de "planeta": orbitam em torno de uma estrela e têm massa suficiente para terem uma forma esférica, considerando a sua gravidade. O principal entrave prende-se com o critério da dominância orbital, isto é, não compartilhar a sua órbita com outros corpos do mesmo tamanho, que não sejam os seus satélites. Este é, contudo, um critério que tem gerado debate no seio da comunidade científica.
Ceres foi descoberto pelo astrónomo siciliano Giuseppe Piazzi, em 1801. Primeiramente classificado de planeta foi, posteriormente, destituído para a categoria de asteróide e, em 2006, de planeta-anão.[Fonte: Tecnologia]

Missões da NASA podem acrescentar dois planetas ao sistema solar?


Na imagem comparativa da NASA, Plutão surge em baixo, com a sua lua Caronte, que tem quase metade do tamanho do planeta anãoFotografia © NASA
Missões da NASA podem relançar debate sobre estatuto dos dois objetos que já foram considerados planetas, Plutão e Ceres.
Pode Plutão voltar a ser um planeta? As missões da Agência Espacial norte-americana (NASA) aos planetas anões Ceres e Plutão podem contribuir para mudar a definição dos dois objetos, devolvendo-lhes o estatuto de planeta.
É pelo menos essa a expectativa de muitos astrónomos, que esperam que as missões tragam as respostas necessárias. A Dawn entra amanhã na órbita de Ceres e a New Horizons vai chegar a Plutão a 15 de julho.
Apesar de estarem na categoria de planeta anão desde 2006, Ceres e Platão cumprem várias condições para a definição de planeta estabelecida pela União Astronómica Internacional (IAU na sigla em inglês). Os dois orbitam à volta de uma estrela e ambos têm massa suficiente para serem esféricos, um efeito da sua própria gravidade. O que os diferencia dos planetas maiores é o facto de não cumprirem o terceiro critério da dominância orbital (quando um objeto domina a sua órbita, tendo afastado os outros objetos).
Mas ainda não existe um consenso quanto a esta condição ser considerada necessária para definir um objeto como planeta. Alguns astrónomos argumentam que a Terra também não conseguiria atingir a dominância orbital se estivesse situada na localização de Ceres e, como tal, não seria considerada um planeta pela definição da IAU.
"Espero que 2015 seja o ano em que um consenso geral, construído sobre o conhecimento destes dois objetos, permite devolver Plutão e acrescentar Ceres à nossa família de planetas", escreveu o astrónomo David Weintraub, da Universidade de Vanderbilt, na página Phys.org [Fonte: DN Ciência]

domingo, 15 de junho de 2014

Sistema Solar pode ter mais dois planetas gigantes


Sistema Solar pode ter mais dois planetas gigantes

Este diagrama dá uma ideia das distâncias envolvidas, sugerindo porque o Planeta X e seu irmão Planeta Y nunca foram observados: estando o Sol no centro, os círculos concêntricos em roxo mostram as órbitas dos quatro planetas gigantes Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. O pontilhado é o Cinturão de Kuiper, onde está Plutão. Em laranja está a órbita de Sedna (UB313) e, em vermelho, a órbita do planeta-anão VP113. Os dois planetas hipotéticos estarão ainda mais distantes. [Imagem: Scott Sheppard/Chad Trujillo]










Há tempos a NASA procura por um hipotético Planeta X além das chamadas "fronteiras do Sistema Solar", em busca de uma explicação para um padrão muito regular observado na queda de cometas na Terra.
Os primeiros indícios da existência de mais um planeta gigante no Sistema Solar foram anunciados há pouco mais de um mês, juntamente com a descoberta do planeta-anão 2012 VP113.
O VP113 e uma série de outros corpos menores além de Plutão apresentam órbitas estranhamente alinhadas, o que sugere a existência de um grande planeta cuja atração gravitacional estabelece essa "organização".
Agora, dois irmãos astrônomos encontraram indícios que o próprio Planeta X pode também ter um irmão, um Planeta Y.
Carlos e Raul de la Fuente, da Universidade Complutense de Madri, resolveram estudar melhor esses distantes corpos celestes, que só agora começam a se revelar graças à melhoria nos equipamentos de observação - eles são pequenos, frios e escuros demais para os telescópios anteriores.
Além de confirmar que algo interfere no alinhamento orbital do planeta-anão VP113 e todos os seus vizinhos situados a mais de 30 ua (unidades astronômicas), os dois astrônomos verificaram padrões orbitais adicionais que, segundo eles, só podem ser explicados pela presença de "pelo menos dois planetas trans-plutonianos".
Ressonância orbital
O "efeito manada" verificado pelos dois astrônomos parece estar associado a um planeta ainda desconhecido, que estaria orbitando o Sol 200 vezes mais longe do que a Terra (200 ua).
Segundo as simulações rodadas pelos dois astrônomos, os corpos celestes observados não possuem massa suficiente para criar uma interferência mútua, e suas rotas só podem ser explicadas através do "mecanismo Kozai", que explica a perturbação na órbita de um corpo celeste por outro corpo celeste distante.
O mecanismo Kozai, ou ressonância de Kozai, é um tipo especial de ressonância orbital, uma influência orbital entre corpos como a que existe entre Netuno e Plutão ou entre algumas luas de Júpiter - Netuno e Plutão têm uma ressonância 2:3, significando que, para cada duas órbitas de Plutão ao redor do Sol, Netuno completa três.
Como não é comum que um grande planeta orbite tão próximo a outros corpos celestes a menos que esteja dinamicamente atrelado a outro através da ressonância orbital, os astrônomos sugerem que seu hipotético planeta está em ressonância com um outro planeta gigante a cerca de 250 ua - exatamente onde a equipe anterior sugeriu que estaria o Planeta X associado com o VP113.
Assim, existiriam não apenas um, mas dois Planetas X - ou um Planeta X a 200 ua, e um Planeta Y a 250 ua.
Novos Horizontes
Agora só falta observar diretamente os novos planetas - ou encontrar outras explicações para os estranhos comportamentos orbitais no Cinturão de Kuiper.
Contudo, mesmo com a melhoria dos telescópios, que está permitindo estudar essas regiões distantes do Sistema Solar, os astrônomos estimam que será uma tarefa árdua identificar dois frios e escuros planetas a distâncias tão grandes.
Na atualidade, a grande esperança, sugerida por eles, está nas lentes da sonda espacial Novos Horizontes, que chegará a Plutão no ano que vem.[Fonte: Inovação Tecnológica]
Bibliografia:

Extreme trans-Neptunian objects and the Kozai mechanism: signaling the presence of trans-Plutonian planets?
Carlos de la Fuente Marcos, Raul de la Fuente Marcos
arXiv
http://arxiv.org/abs/1406.0715

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Inversão de polaridade do Sol vai afetar todo o Sistema Solar

Buraco no Sol foi registrado pela Nasa em julho: inversão de campo magnético deve ocorrer em breve - Foto: Nasa / Divulgação

Nos próximos três a quatro meses, o campo magnético do Sol completará uma inversão de polaridade, um processo que ocorre a cada 11 anos e está quase na metade do caminho, de acordo com a Nasa (agência espacial americana).
"Esta mudança terá repercussões em todo o Sistema Solar", disse o físico solar Todd Hoeksema, da Universidade de Stanford (Califórnia), em declarações para a agência espacial.
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A inversão de polaridade - norte e sul trocam de posição - ocorre no fim de cada ciclo solar, quando o dínamo magnético interno do Sol se reorganiza. Durante essa fase, que os físicos denominam máximo solar, as erupções de energia podem aumentar os raios cósmicos e ultravioleta que chegam à Terra, e isto pode interferir nas comunicações de rádio e afetar a temperatura do planeta.
Hoeksema é diretor do observatório Solar Wilcox, de Stanford, um dos poucos observatórios do mundo que estudam os campos magnéticos do Sol e cujos magnetogramas observaram o magnetismo polar da estrela a partir de 1976, desde quando já foram registrados três ciclos.
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Phil Scherrer, outro físico solar em Stanford, disse que "os campos magnéticos polares do Sol se debilitam, ficam em zero, e depois emergem novamente com a polaridade oposta. É parte regular do ciclo solar".
O alcance da influência magnética solar, conhecida como heliosfera, se estende a bilhões de quilômetros além de Plutão, e as sondas Voyager, lançadas em 1977, que agora rondam o umbral do espaço interestelar, captam essa influência.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Cauda do Sistema Solar é registrada pela 1ª vez por sonda

Imagem mostra como seria a cauda do Sistema Solar
Foto: Nasa / Divulgação

Uma sonda da Nasa conseguiu registrar pela primeira vez a cauda do Sistema Solar, divulgou a agência espacial americana nesta quarta-feira. Há muito tempo os cientistas acreditavam que o nosso sistema planetário tivesse, assim como cometa, uma cauda. Ela é um prolongamento da heliosfera (a "bolha" das partículas emitidas pelo Sol) causada pelo nosso deslocamento na Via Láctea, a nossa galáxia.
Os pesquisadores analisaram dados dos três primeiros anos de registros da sonda Ibex, que mapeou os limites do Sistema Solar, algo que outros equipamentos nunca conseguiram. Eles encontraram uma região com dois lóbulos com partículas em baixa velocidade, outros dois com partículas em alta, sendo que a estrutura é retorcida devido à influência de campos magnéticos fora do nosso sistema. Segundo os cientistas, a figura formada lembra um trevo de quatro folhas e pode ser explicada pelo fato de o Sol enviar as partículas mais rápidas de seus polos e as mais lentas da região equatorial.
Quando o Sol ejeta partículas, elas viajam uma enorme distância, muito além dos planetas, até mudar de direção e se juntar ao fluxo criado pelo nosso movimento no material interestelar. Essas partículas acabam na cauda do Sistema Solar e ficam para trás. Assim, ao acharmos essa "heliocauda", como chamam os cientistas, temos uma ideia da direção na qual nosso sistema está se movendo na Via Láctea.
"A cauda é nossa pegada na galáxia, e é emocionante que estamos começando a entender sua estrutura", diz Eric Christian, cientista da missão. "O próximo passo é incorporar essas observações em nossos modelos e começar o processo de realmente entender a heliosfera."

quarta-feira, 20 de março de 2013

Voyager ultrapassa oficialmente as fronteiras do sistemas solar

Desenho da Voyager I // Crédito: NASA

A União Geofísica Americana acaba de confirmar que a sonda Voyager I ultrapassou, oficialmente, a fronteira do Sistema Solar. Não há como saber, por enquanto, qual é a distância exata do Sol na qual a fronteira é localizada, mas ela foi calculada de acordo com a interferência do astro que a sonda recebia. Quando a Voyager I parou de ser bombardeada pela radiação de nossa estrela, no dia 25 de agosto de 2012, os cientistas consideram que ela quebrou a barreira.
Se isso aconteceu no ano passado, então por que a notícia só saiu agora? Porque, antes de divulgar o fato, cientistas precisaram confirmar nos dias seguintes que a quantidade de radiação solar recebida pela Voyager ainda era mínima.
Agora astrônomos debatem se o local atingido pela sonda é um espaço interestelar ou uma zona além do nosso sistema que ainda não tenha definição. [Fonte: Galileu]

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Astrônomos calculam velocidade do Sistema Solar



Órbita do Sistema Solar
Os astrônomos refizeram os cálculos da massa da matéria escura, da velocidade e da órbita do Sistema Solar.[Imagem: NAOJ]
Há poucos dias, astrônomos aumentaram a precisão da constante de Hubble, que mede a taxa de expansão do Universo.
Agora, uma equipe de astrônomos japoneses fez novas medições de nossa própria galáxia, o que levou a um refinamento da massa da matéria escura presente na Via Láctea.
Eles chegaram a duas conclusões principais.
A primeira é que a distância do nosso Sistema Solar até o centro da galáxia é de 26,1 anos-luz - um ano-luz é uma medida de distância, que equivale a aproximadamente 9,5 trilhões de quilômetros.
A segunda conclusão é que a velocidade imposta ao Sistema Solar pela rotação da galáxia é de aproximadamente 240 km/s.
Isso significa que leva 200 milhões de anos para que o Sistema Solar complete uma "órbita" em torno do centro da galáxia.
Massa da matéria escura
O valor agora medido de 240 km/s é conhecido como V0.
O valor atualmente aceito para o V0 é de de 220 km/s, tendo sido estabelecido pela União Astronômica Internacional em 1986.
Em geral, a velocidade de rotação da galáxia é determinada pelo equilíbrio com a gravidade galáctica - assim, medir a rotação da galáxia equivale a medir a massa da galáxia.
Imagem da Via Láctea como ela fosse vista de cima, e a distribuição das 52 estrelas usadas nas medições. [Imagem: NAOJ]
Quando os dados da nova pesquisa foram usados para recalcular o valor de V0, os astrônomos verificaram que a massa de matéria escura na Via Láctea é 20% maior do que o valor aceito hoje.
Segundo os pesquisadores, esse valor tem impacto direto sobre os experimentos que vêm tentando, até agora sem sucesso, detectar partículas de matéria escura.
Mareki Honma e seus colegas do Observatório Nacional do Japão usaram o projeto VERA (VLBI Exploration of Radio Astrometry) para medir as distâncias precisas e o movimento de 50 objetos celestes para obter o ganho de precisão. [Fonte: Inovação Tecnológica]



Astrônomos encontram superterra em região habitável


Superterra:  Uma equipe de astrônomos de vários países encontrou uma "superterra", um planeta que pode ter um clima parecido com o da Terra e com potencial para ser habitado, a apenas 42 anos-luz de distância. O planeta orbita em volta da estrela HD 40307. Anteriormente, sabia-se que três planetas orbitavam em volta desta estrela, todos eles próximos demais para permitir a existência de água. Mas outros três planetas foram encontrados em volta da HD 40307, entre eles a "superterra", que tem sete vezes a massa da Terra e está localizada na área habitável do sistema, onde a água líquida pode existir. Esta última descoberta se junta aos mais de 800 exoplanetas (planetas de fora do Sistema Solar) já conhecidos pelos cientistas. E parece ser apenas uma questão de tempo para os astrônomos finalmente encontrarem a chamada "Terra 2.0", um planeta rochoso com atmosfera e orbitando uma estrela parecida com o Sol, localizado em uma zona habitável. Planeta com dia e noite O planeta, batizado de HD 40307g, tem a órbita mais externa entre os seis em volta da estrela e percorre esta órbita em um tempo equivalente a 200 dias terrestres. E, o mais importante, os cientistas acreditam que o planeta gira em torno de seu próprio eixo, o que gera o efeito de dia e noite. Com isso, aumentam as chances de ele ter um ambiente mais parecido com o da Terra. "A órbita mais longa do novo planeta significa que seu clima e atmosfera podem ser os certos para abrigar a vida", disse Hugh Jones, da Universidade de Hertfordshire, que participou da pesquisa. A estrela HD 40307 é uma versão menor e mais fria do Sol, que emite luz laranja. Foram as variações sutis nesta luz que permitiram que os cientistas, trabalhando com a rede Rocky Planets Around Cool Stars (Ropacs), descobrissem os outros três planetas.

Parece ser apenas uma questão de tempo para os astrônomos finalmente encontrarem a chamada "Terra 2.0", um planeta rochoso com atmosfera e orbitando uma estrela parecida com o Sol, localizado em uma zona habitável. [Imagem: PHL/UPR Arecibo]

Revelado pela luz
A equipe internacional de cientistas usou um instrumento chamado HARPS, localizado no Observatório Europeu do Sul, em La Silla, Chile.
O HARPS não vê os planetas diretamente mas detecta pequenas mudanças na cor da luz de uma estrela causada pelas pequenas alterações gravitacionais causadas pelos planetas, uma medição e alta precisão.
O próximo passo da equipe de cientistas é usar telescópios baseados no espaço observar diretamente o planeta HD 40307g e descobrir qual é sua composição.
Recentemente, o HARPS foi usado para localizar outro exoplaneta, desta vez orbitando uma estrela do sistema Alpha Centauri, o mais próximo ao Sistema Solar, a apenas quatro anos-luz de distância. [Fonte: Inovação Tecnológica]
Bibliografia:


Habitable-zone super-Earth candidate in a six-planet system around the K2.5V star HD 40307
Mikko Tuomi, Guillem Anglada-Escude, Enrico Gerlach, Hugh R. A. Jones, Ansgar Reiners, Eugenio J. Rivera, Steven S. Vogt, R. Paul Butler
Vol.: Accepted paper

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Água da Terra veio do Cinturão de Asteroides, indica estudo


O Sistema Solar nasceu em uma nebulosa - e acredita-se que nossa água se formou nessas condições
Foto: JPL/Nasa/ Divulgação
Muitos cientistas acreditam que a água que veio parar na Terra foi formada nos confins do Sistema Solar, além de Netuno. Contudo, um estudo divulgado nesta quinta-feira e que será publicado amanhã na Science indica que a substância veio de um região muito mais próxima - o Cinturão de Asteroides (entre Marte e Júpiter) - através de meteoritos e asteroides, o que contradiz algumas das principais teorias sobre a evolução do Sistema Solar.
Pesquisadores afirmam que nosso planeta era quente demais nos seus primórdios para ter água (temperatura seria tão alta que as moléculas teriam sido "expulsas para o espaço") e, portanto, a substância deve ter vindo de fora. Uma das hipóteses afirma que ela se formou na região transneptuniana (que fica além de Netuno, o último planeta conhecido do sistema) e depois se moveu para mais perto do Sol, junto com cometas, meteoritos e asteroides. Contudo, é possível saber a distância em que as moléculas de água se formaram em relação ao Sol ao analisar os isótopos de hidrogênio presentes. Quanto mais longe da estrela, haverá menos radiação e, portanto, mais deutério (o átomo de hidrogênio "pesado", que tem um próton, um nêutron e um elétron, ao contrário do mais comum, que tem apenas um próton e um elétron).
O novo estudo comparou a presença de deutério no gelo trazido por condritos (um tipo de meteorito) e indicou que ela foi formada muito mais próxima de nós, no Cinturão de Asteroides (esses meteoritos não contêm mais água, mas a substância fica registrada através de um tipo de mineral chamado de silicato hidratado, e é o hidrogênio presente nele que é investigado). Além disso, comparando com os isótopos de cometas, a pesquisa indica que esses corpos se formaram em regiões diferentes dos asteroides e meteoritos e, portanto, não atuaram na origem da água no nosso planeta.
"Dois modelos dinâmicos têm os cometas e os meteoritos condritos se formando na mesma região, e alguns destes objetos devem ter sido injetados na região em que a Terra se formava. Contudo, a composição da água de cometa é inconsistente com nossos dados de meteoritos condritos. O que realmente deixa apenas os asteroides como fonte da água na Terra", diz ao Terra Conel Alexander, do Instituto Carnegie, líder do estudo.

Debate reacendido
Em 2011, a hipótese de que os cometas tiveram pouca importância na origem da água na Terra já estava com pouca força. Mas um estudo divulgado na revista Nature usou o telescópio Herschel, da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), para descobrir que a composição do cometa Hartley 2 tem uma quantidade de deutérios similar à encontrada no oceano. Foi o primeiro cometa com essa composição, já que outros seis analisados anteriormente tinham uma quantidade de deutério muito diferente dos mares da Terra.
Contudo, o novo estudo também refuta essa possibilidade. Segundo os pesquisadores, o cometa não traz apenas água, mas também outras substâncias (inclusive orgânicas) que contêm hidrogênio. E a quantidade de deutério presente nos cometas ainda fica acima daquela observada no nosso planeta, o que impede que esses corpos sejam considerados como uma importante fonte de água.
"A recente medição do cometa Hartley 2 tem uma composição isotópica de hidrogênio parecida com a da Terra, mas nós argumentamos que todo o cometa, incluindo a matéria orgânica, é provavelmente rica demais em deutério para ser uma fonte da água da Terra", diz Alexander.
Sobram duas possíveis fontes, que devem ter atuado juntas: rochas do Cinturão de Asteroides e gases (hidrogênio e o oxigênio) que existiam na nebulosa na qual o Sistema Solar se formou. O estudo foi conduzido por pesquisadores do Instituto Carnegie (EUA), Universidade da Cidade de Nova York, Museu de História Natural de Londres e da Universidade de Alberta, no Canadá.[Fonte: Terra]

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