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terça-feira, 6 de maio de 2014

Brasileiros poderão ver chuva de meteoros nesta madrugada

Na madrugada desta terça-feira, o céu deve ficar mais iluminado. Isso porque está prevista a chuva de meteoros Eta Aquarídeas, um fenômeno celeste que poderá ser visto, inclusive, por quem estiver no Brasil. As informações são do Huffington Post
Segundo a Nasa, o melhor horário para ver as faíscas de luz cortando o céu será às 4h da manhã. No entanto, a agência avisa que é mais fácil visualizar o fenômeno em áreas afastadas de cidades e de luzes urbanas. 
Os meteoros Eta Aquarídeas são originados do rastro deixado pelo cometa Halley no espaço. Há pouco tempo, o cometa cruzou o mesmo trecho do Sistema Solar pelo qual a Terra passa agora e o que veremos serão os resquícios do que passou. Cerca de 45 meteoros devem entrar na atmosfera terrestre a cada hora.
Ainda de acordo com a Nasa, o hemisfério sul será a melhor parte do planeta para ver o fenômeno. Além disso, enquanto os meteoros estiverem visíveis, eles estarão se deslocando a uma velocidade próxima a 254 mil quilômetros por hora.[Fonte: Jornal do Brasil]

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Cientistas identificam 'mais antigo pedaço de Marte' na Terra



Meteorito de origem marciana teria mais de 4 bilhões de anos

Foto: Luc Labenne / Divulgação
Uma rocha descoberta no deserto do Saara parece ser o meteorito de Marte mais antigo já descoberto, segundo cientistas. Pesquisas anteriores já sugeriam que a rocha tinha cerca de 2 bilhões de anos, mas novos exames realizados recentemente indicam que a rocha tem, na verdade, mais de 4 bilhões de anos. O meteorito negro e brilhante, apelidado de "Beleza Negra", teria se formado ainda na infância do planeta. 
"Esta (rocha) nos conta sobre uma das épocas mais importantes da história de Marte", afirmou o autor da pesquisa, Munir Humayan, professor da Universidade Estadual da Flórida (EUA). A pesquisa foi publicada na revista especializada Nature.

Firmado em dezembro de 2010, o acordo de participação do Brasil no Observatório Europeu do Sul (European Southern Observatory, ESO) foi celebrado pelos cientistas brasileiros. Contudo, Quase três anos depois, no entanto, o projeto, que custará aproximadamente R$ 1,1 bilhão ao longo de 11 anos, ainda espera aprovação do Legislativo. Veja a seguir algumas das instalações do ESO que os brasileiros podem ter aceso Foto: Matheus Pessel / Terra
Brasil pode concretizar acordo bilionário com observatório astronômico
Foto: Matheus Pessel / Terra

Rochas marcianas
Existem cerca de cem meteoritos marcianos na Terra. A quase maioria dessas rochas é bem mais jovem, datadas entre 150 milhões e 600 milhões de anos.

Elas teriam caído na Terra depois de um asteroide ou cometa ter se chocado contra Marte e desprendido as rochas, que viajaram pelo espaço até acabarem no nosso planeta.
A "Beleza Negra" é formada por cinco fragmentos. Um deles, o NWA 7034, foi examinado no passado e sua idade foi calculada em 2 bilhões de anos.

 Foto: ESO/L. Calçada / Divulgação
Brasil tem papel-chave na construção do maior olho da humanidade
Foto: ESO/L. Calçada / Divulgação

Mas a pesquisa mais recente descobriu que outro pedaço, o NWA 7533, tem 4,4 bilhões de anos - o que sugere que o NWA 7034 também deva ter mais do que "apenas" 2 bilhões de anos.
A equipe afirmou que a rocha pode ter se formado quando Marte tinha apenas 100 milhões de anos de idade.
"É quase certo (que a rocha) veio das terras altas do sul, um terreno cheio de crateras que forma o hemisfério sul de Marte", disse Humayan.

Área 51 foi usada para o desenvolvimento do avião espião U-2, afirma documento Foto: Getty Images
Documento da CIA confirma existência da Área 51
Foto: Getty Images

O período em que as rochas se formaram pode ter sido uma era de turbulência em Marte, com erupções de vulcões em quase toda a superfície do planeta.
"A crosta de Marte deve ter mudado muito rapidamente com o passar do tempo. Houve um grande episódio vulcânico em toda a superfície, que então formou uma crosta e, depois disso, a atividade vulcânica teve uma queda dramática", prosseguiu Humayan.
"Quando isso aconteceu, devia haver água na forma gasosa, dióxido de carbono, nitrogênio e outros gases para produzir uma atmosfera primordial, além de um oceano primordial. É um período de tempo muito empolgante - se houve vida em Marte, a origem seria neste período em particular", acrescentou o cientista.

Humayan afirmou que sua equipe agora planeja nalisar a rocha para procurar sinais de algum tipo de vida marciana. Mas, segundo o professor, enquanto a rocha permaneceu no deserto do Saara, pode ter sido contaminada por organismos vivos da Terra.
Mistura
O professor Carl Agee, da Universidade do Novo México, foi o cientista que, na análise anterior, que concluiu que a rocha NWA 7034 tinha 2 bilhões de anos de idade. Ele descreveu a pesquisa mais recente como animadora.

Agee afirmou que a diferença entre as idades das rochas pode ter ocorrido pois o meteorito tem uma mistura de componentes, e a equipe dele agora também está encontrando partes da rocha que têm cerca de 4,4 bilhões de anos.
"Definitivamente há um componente antigo na rocha, mas acreditamos que pode haver uma mistura de eras", afirmou. O cientista explicou que o impacto de um cometa ou asteroide, uma erupção vulcânica ou algum outro evento que ocorreu há cerca de 1,5 bilhão de anos pode ter acrescentado materiais mais novos à crosta original.
"(A rocha) consiste de pelo menos seis tipos diferentes de rocha. Vemos diferentes rochas ígneas, tipos diferentes de rocha sedimentar, é um meteorito muito complexo. Este meteorito continua revelando seus segredos, estamos muito animados com isso."

domingo, 21 de abril de 2013

‘Bola de fogo’ deixa céu claro durante a madrugada e assusta argentinos




Meteorito foi visto às 3h30 da madrugada deste domingo em cidades argentinas - Foto: Reprodução

O céu se iluminou por alguns segundos durante a madrugada de domingo e causou surpresa, medo e fascínio, na população da cidade de Santiago del Estero, na Argentina, de acordo com informações do jornal La Nacion publicadas neste domingo.
A grande comoção ocorreu porque uma bola de “fogo” teria aparecido por alguns segundo por volta das 3h30 da madrugada e habitantes da cidade que faz fronteira com Cordoba teriam presenciado a cena. Após o susto, a polícia confirmou que não houve vítimas, feridos ou pessoas que relataram mais do que terem visto o céu iluminado por alguns segundos.
Segundo o site Contexto, o fenònemo obervado foi a desintegração de um meteorito, que também pode ser visto em Tucumán, Chaco, Corrientes, Formosa e Catamarca. Conforme Jorge Coghlan, diretor do Observatório Astronómico de Santa Fé, a “bola de fogo” foi causada pela destruição da rocha espacial em uma alta velocidade, o que permitiu que o fenômeno pudesse ser observado nas províncias argentinas.
O fato gerou comoção nas redes sociais e centenas de leitores do site Nuevo Diario comentaram a aparição. A polícia confirmou que as linhas telefônicas ficaram congestionadas por causa do fenômeno, a maioria por causa de pais preocupados com a segurança dos filhos. [Fonte: Terra]

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Tamanho impediu que meteoro fosse detectado antes de cair, dizem especialistas



Nasa afirma que trajetórias do meteorito que caiu na Rússia e a do asteroide 2012 DA14 são completamente diferentes e que as duas rochas não têm relação alguma



AP
Rastro deixado pelo meteorito é visto no céu de Chelyabinsk, na Rússia

Justamente no dia previsto para a passagem “de raspão” de um asteroide pela Terra, a imagem e os danos causados pela queda de um meteorito na Rússia chocaram o mundo. A passagem do asteroide 2012 DA14 a 27 mil quilômetros da Terra foi anunciada há mais de um mês, já o meteorito pegou todos de surpresa.
A agência espacial russa Roscosmos disse que o meteorito viajava a uma velocidade de 30 quilômetros por segundo e que eventos desse tipo são difíceis de serem previstos.
Especialistas afirmam que o motivo para o evento na Rússia não ter sido detectado deve ter relação com o tamanho do meteoro e também sua cor. “Calcula-se que o asteroide tenha cerca de 50 metros de comprimento, já o meteorito era muito menor. Estes objetos são observados e monitorados por vários centros especializados e agências espaciais. Centenas são observados todos os anos. Porém para ele ser captado pelos telescópios depende do tamanho e de sua cor cor”, disse ao iG Othon Winter, físico do departamento de Matemárica da Faculdade de Engenharia da da Unesp.
Estima-se que a queda de meteoros ocorra cerca de dez vezes ao ano. Porém, é raro um meteorito cair em uma região povoada, afinal 70% do planeta é composto por água e está inabitado por humanos. Porém, na manhã desta sexta-feira (15) a queda de um meteorito nos Montes Urais, na Rússia, deixou centenas de feridos e causou pânico em cidades da região. A explosão do meteoro ao entrar na atmosfera criou uma onda de choque que quebrou vidraças e lançou objetos pelo ar a quilômetros de distância.


Nasa
Ilustração mostra aproximação do asteroide 2012 DA14 com a Terra
















“Queda de meteoritos são eventos relativamente comuns, porém este caiu em uma área populosa e note que os ferimentos das vítimas não foram causados por choques com os fragmentos da rocha, mas por causa da movimentação de ar gerada e suas consequências”, disse ao iGDaniela Lazzaro, pesquisadora em ciências planetárias do Observatório Nacional.
A pesquisadora afirma que objetos como estes não são raros, mas para fazer os estragos que fez, além de cair sobre uma área habitada, é preciso uma série de fatores como tamanho, velocidade que entra na atmosfera e atinge a crosta terrestre. “Além disso, é levado em conta as condições das camadas da atmosfera, condições do vento. É uma conjunção de fatores.”
Em um comunicado, a Nasa afirmou que a trajetória do meteorito que caiu na Rússia e a do asteroide 2012 DA14 são completamente diferentes, o que faz deles dois objetos sem relação nenhuma. “As informações sobre o meteorito russo ainda estão sendo coletadas e as análises preliminares ainda estão sendo concluídas. Em vídeos do meteoro, ele parece passar da esquerda para a direita em frente ao sol nascente. Isto significa que ele estava viajando do Norte para o Sul. A trajetória do asteroide está na direção oposta, do Sul para o Norte”, afirmou o comunicado.
Astrônomos afirmam que não há chance de o asteroide colidir com a Terra, mas caso isto acontecesse, liberaria cerca de 2,5 megatoneladas de energia na atmosfera. “Seria algo comparável ao impacto causado por outro objeto em Tuguska na Sibéria em 1908”, disse Donald Yeomans administrador do Programa de Objetos Próximos a Terra, da Nasa. O choque na Sibéria resultou em grande devastação em uma área de 1.200 quilômetros quadrados.
Vale lembrar que meteoro é o nome dado aos pedaços de rochas do espaço, normalmente provenientes de grandes cometas ou asteroides. Quando eles entram na atmosfera, se fragmentam e se chocam com a Terra, são chamados de meteorito. [Fonte: IG]

Qual a diferença entre asteroide, cometa, meteoro e meteorito?


O medo de que um cometa atinja novamente a Terra tem permeado o imaginário da população mundial há séculos. Esse fenômeno astronômico, porém, não é o único que pode afetar nosso planeta. Asteroides, meteoroides, meteoros e meteoritos são outros corpos celestes que podem se chocar com a Terra - o que não é tão raro de acontecer. Cerca de 40 mil toneladas de rochas espaciais descem ao mundo a cada ano, principalmente na forma de poeira e pequenos meteoritos.
A última vez que um grande corpo celeste atingiu a Terra causando grande destruição foi em 1908, quando um asteroide com aproximadamente 50 metros de diâmetro explodiu no ar sobre a região de Tugunska, na Sibéria, destruindo uma floresta de 2 mil quilômetros quadrados. A recente queda de meteorito sobre a região de Montes Urais, na Rússia, representou apenas uma fração de toda essa magnitude. Fenômenos assim ocorrem a cada década, mas costumam atingir áreas despovoadas.
Não há registro de que alguma pessoa tenha sido morta devido à queda de meteoritos vindos do céu. Existem relatos de que um cachorro teria morrido em 1911 e de um garoto que foi atingido em Uganda em 1992, porém não ficou gravemente ferido. A maior parte da superfície terrestre não é habitada por humanos, então essas rochas espaciais tendem a cair sobre áreas desoladas ou nos oceanos.
Asteroides e cometas

Um asteroide é um corpo rochoso composto por minerais e metais que orbita no Sistema Solar. Já o cometa é uma bola de poeira e gelo - embora também contenha rocha em sua composição - que se forma no Cinturão de Kuiper ou na Nuvem de Oort, regiões externas do Sistema Solar. Essas pedras de gelo são atraídas pela gravidade dos maiores planetas.

Normalmente, os asteroides ficam em órbitas bem definidas e estáveis, concentrados entre as órbitas de Marte e Júpiter. Essa região é conhecida como Cinturão de Asteroides. Com formato irregular, a maioria dos asteroides tem cerca de 1 quilômetro de diâmetro - mas alguns podem chegar a centenas de quilômetros. Asteroides de diversos tamanhos já atingiram a Terra.
Há asteroides de tamanhos tão variados quanto 20 metros e 900 quilômetros de diâmetro. Estima-se que o asteroide que teria liquidado os dinossauros possuísse 10 quilômetros de diâmetro. Ao todo, a Nasa - a agência espacial americana - classifica mais de 4,7 mil objetos próximos da Terra como "potencialmente perigosos". Nessa conta, entram todos os bólidos espaciais maiores do que 100 metros de diâmetro, suficientemente grandes para resistir à entrada na atmosfera terrestre e de órbita relativamente próxima à do nosso planeta.
Os cometas também orbitam o Sol, mas têm órbitas muito maior do que a dos asteroides, que são geralmente mais elípticas. Conforme os cometas se aproximam do Sol, a energia solar começa a evaporar o gelo, emitindo gases e poeira e, assim, criando a sua cauda característica. Alguns têm órbitas regulares, mas outros são vistos apenas uma vez.
Um dos cometas mais famosos é o Halley. Ele foi identificado como cometa periódico em 1696 por Edmond Halley. Aproximadamente a cada 76 anos, o cometa Halley orbita em torno do Sol. Sua próxima aparição está prevista para 29 de julho de 2061.
Meteoritos, meteoros e meteoroides
Meteoroides são pequenas pedras ou pedaços de metal que viajam pelo espaço. Os astrônomos os definem como corpos celestes que orbitam o Sol e têm menos de 10 metros. Rochas espaciais de tamanho maior - até mil quilômetros - ficam conhecidas como asteroides.

Meteoros são flashes de luz que ocorrem quando um meteoroide queima e se desintegra na atmosfera da Terra, criando o que é popularmente conhecido como estrela cadente. Os meteoritos são pedras que, diferentemente do meteoro, sobrevivem à entrada na atmosfera da Terra e chegam ao chão. Foi o que atingiu a Rússia no dia 15 de fevereiro de 2013. [Fonte: Terra]

Agência Espacial Europeia descarta relação entre meteorito e asteroide


O meteorito que caiu nesta sexta-feira nos montes Urais, na Rússia, e que deixou pelo menos 950 feridos, não tem relação com o asteroide denominado 2012 DA14 que passará hoje a apenas 27 mil quilômetros da Terra, segundo a Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês).
O engenheiro de instalações de satélites de pesquisa da ESA, Rainer Krefken, disse àAgência EFE que "pode se descartar que o meteorito e o asteroide tenham a ver", já que sua trajetória é diferente.
"Se o meteorito tivesse a ver com o asteroide, teria apresentado outra direção de voo, teria voado do Sul para o Norte e não para o Oeste, como foi o caso", disse Krefken do centro de controle de operações da ESA na cidade alemã de Darmstadt.
Segundo o especialista, a queda do meteorito não poderia ser prevista com a técnica disponível na atualidade.
A queda de meteoritos é um fenômeno que ocorre uma vez ao ano, mas normalmente passa despercebido porque costuma ocorrer no deserto ou em outras áreas não povoadas. O fato registrado hoje na região russa de Cheliabinsk, nos montes Urais, é o acidente de maiores consequências causado por um corpo celeste na Terra nos últimos anos.
Também foi um meteorito o responsável por uma gigantesca explosão que na manhã do dia 30 de junho de 1908 devastou uma superfície de 2.200 quilômetros e arrasou mais de 80 mil árvores perto do rio Tunguska, na Sibéria (Rússia). O chamado "evento de Tunguska" liberou uma energia 300 vezes superior à bomba nuclear de Hiroshima.
O fenômeno de hoje aconteceu no mesmo dia previsto para que o asteroide 2012 DA14, com algo entre 45 e 95 metros de diâmetro, passe a cerca de 27.860 quilômetros da Terra, a maior aproximação registrada de um objeto cósmico de nosso planeta, embora suficientemente longe para que não tenha consequências, segundo os especialistas.
A queda de um meteorito de 10 quilômetros de diâmetro há 65,5 milhões de anos, sobre a península mexicana de Iucatã, pôs fim à era dos dinossauros e afetou quase 70% das espécies. Segundo o especialista da ESA, "isto é algo que poderia voltar a ocorrer". "É algo que poderia ser previsto, dependendo da órbita, mas para isso seria necessário muito tempo de adiantamento, pelo menos um ano. Mas quanto mais tempo melhor", segundo Krefken. [Fonte: Terra]

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Cientistas acham meteorito marciano com mais de 2 bilhões de anos


Cientistas estão empolgados com um meteorito marciano com cor de carvão que caiu no deserto do Saara. Um ano de análises revelou que a pedra é diferente de outros meteoritos de Marte.
Além de ser mais antiga, a rocha contém mais água. Com o tamanho de uma bola de beisebol e 2 bilhões de anos, o meteorito é muito similar a rochas vulcânicas analisadas pelos jipes Spirit e Opportunity na superfície de Marte.
“Aqui temos um pedaço de Marte que posso segurar em minhas mãos”, disse Carl Agee, da Universidade do Novo México, nos EUA, e autor do estudo publicado na revista “Science”.
O meteorito marciano que veio parar na Terra - Carl Agee/Universidade do Novo México/AP
A maior parte das pedras que caem do espaço na Terra como meteoritos vêm do cinturão de asteroides, mas alguns têm origem na Lua ou em Marte.
Cientistas creem que um asteroide ou algum outro objeto grande colidiu com Marte, deslocando rochas e mandando-as para o espaço. De vez em quando, algumas caem na atmosfera terrestre.
Fora o envio de naves ou astronautas ao planeta vermelho para trazer pedras para cá, os meteoritos são a melhor forma de os cientistas entenderem como o vizinho da Terra se transformou em um deserto gelado.
Cerca de 65 rochas marcianas já foram recolhidas na Terra, a maioria na Antártida ou no Saara. As mais antigas datam de 4,5 bilhões de anos atrás, quando Marte era mais úmido e quente.
Meia dúzia de meteoritos marcianos têm 1,3 bilhão de anos e os demais têm 600 milhões de anos ou menos.
Esse último meteorito, que recebeu o apelido de “Beleza Negra”, foi doado à Universidade do Novo México por um americano que o comprou de um vendedor marroquino no ano passado.
Os pesquisadores realizaram uma bateria de testes no meteorito e, com base em sua assinatura química, confirmaram que ele veio de Marte e se formou numa erupção vulcânica, além de ter sido alterado pela ação da água.[Jornal Agora MS]

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Meteorito de 300kg é descoberto na Polônia


(Arquivo) Meteorito em exposição na capital francesa
Geólogos poloneses confirmaram a notícia do maior meteorito já encontrado no leste europeu, e esperam que a descoberta ajude a entender a composição da camada interior do córtex terrestre.

"Sabemos que o córtex terrestre é composto por ferro, mas não podemos estudá-lo. Aqui temos um 'convidado' do espaço exterior que é similar em sua estrutura e podemos examiná-lo facilmente", declarou o professor Andrzej Miszynski à imprensa em Poznan, no oeste da Polônia, onde a descoberta foi anunciada nesta quarta-feira.

O exame do meteorito "pode ampliar nossos conhecimentos sobre a origem do Universo", declarou o professor Mizynski, citado pela agência polonesa PAP.
Dois caçadores de meteoritos encontraram o objeto de 300 quilos, em forma de cone, no final de setembro, a dois metros de profundidade na reserva de meteoritos de Morasko, ao norte da cidade de Poznan.
Eles usaram um detector eletromagnético e "trata-se da descoberta mais importante deste tipo nesta parte da Europa", explicou Miszynski.
Os cientistas que examinam o meteorito na Universidade de Poznan pensam que ele caiu sobre a Terra há 5 mil anos e é composto principalmente de ferro, com rastros de níquel.
Até agora, cerca de 1.500 quilos de meteoritos (menores) foram descobertos na reserva de Morasko. [Fonte: Yahoo]

terça-feira, 5 de junho de 2012

Meteoritos de Marte têm moléculas orgânicas, mas não biológicas


O meteorito marciano ALH84001, com cerca de 9 centímetros, é um dos 10 que possuem moléculas orgânicas, mas não biológicas.[Imagem: NASA/JSC/Stanford University]
"Moléculas orgânicas descobertas em meteorito marciano".
Se isto lhe parece familiar, eventualmente até com um cheiro de naftalina, não precisa se preocupar.
Juntamente com as "descobertas de água em Marte" e as impressionantes "descobertas de água na Lua", em volumes que chegaram a ser comparados aos oceanos da Terra, o assunto é polêmico e, por isso mesmo, repetitivo.
Moléculas com grandes cadeias de carbono e hidrogênio - os chamados blocos básicos de construção de toda a vida na Terra -, têm sido alvos das missões a Marte desde as sondas Viking, nos anos 1970.
Pelo menos 10 anos antes disso, essas moléculas já haviam sido encontradas em meteoritos de Marte caídos aqui na Terra.
Mas, desde essas primeiras descobertas, os cientistas têm discordado sobre como essas moléculas orgânicas teriam se formado, e se elas teriam ou não vindo realmente de Marte.
Moléculas orgânicas em Marte
Um novo estudo, publicado hoje na revista Science, fornece fortes argumentos de que este carbono teria se originado realmente em Marte, não sendo fruto de contaminação terráquea.
Mas a ressalva deve ser feita com ênfase, dizem os cientistas: as moléculas de carbono marciano não têm origem biológica.
Ou seja, as moléculas de carbono não são "prova da existência de vida em Marte", elas se originaram de processos vulcânicos.
Se elas se juntaram para formar vida marciana no futuro do planeta - depois que as rochas agora estudadas foram arrancadas de lá - é assunto que permanece em aberto.
Os que os cientistas argumentam é, essas moléculas orgânicas - ou seja, moléculas à base de carbono - não são moléculas biológicas. Embora os compostos orgânicos de carbono sejam essenciais para a vida, eles podem ser criados também por processos não-biológicos.
Marte tem moléculas de carbono orgânico, mas não biológico
Para fugir dos argumentos da contaminação, os cientistas procuraram pelas moléculas de carbono no interior dos cristais dos meteoritos, sem quebrar esses cristais, usando uma técnica chamada espectroscopia Raman. [Imagem: Steele et al./Science]
De resto, não há consenso entre os cientistas sobre a origem dessas macromoléculas de carbono detectadas nos meteoritos marcianos - simplesmente não há dados suficientes para qualquer conclusão definitiva.
Fora aqueles que argumentam que sua origem é a contaminação em outros meteoritos ou aqui na Terra mesmo, os argumentos dividem-se entre reações químicas em Marte, ou restos de vida biológica nos primórdios do planeta.
Origem vulcânica
Andrew Steele e seus colegas examinaram amostras de 11 meteoritos marcianos, cujas idades abrangem cerca de 4,2 bilhões de anos de história marciana.
Para fugir dos argumentos da contaminação, eles procuraram pelas moléculas no interior dos cristais dos meteoritos, sem quebrar esses cristais, usando uma técnica chamada espectroscopia Raman, que usa o espalhamento da luz de um laser no material para determinar sua estrutura atômica e sua composição química.
A equipe detectou compostos de carbono grandes em 10 dos meteoritos estudados, no interior dos grânulos cristalizados dos minerais, demonstrando que pelo menos algumas dessas moléculas são de fato marcianas.
Seus resultados indicam que o carbono foi formado durante o vulcanismo em Marte, mostrando que a química orgânica está presente na maior parte da vida de Marte - de resto, uma boa notícia para a busca de sinais de vida em Marte.
"Entender a gênese dessas macromoléculas não-biológicas de carbono é crucial para o desenvolvimento de futuras missões para detectar sinais de vida em nosso planeta vizinho," disse Steele. [ Fonte: Inovação Tecnológica]
Bibliografia:

A Reduced Organic Carbon Component in Martian Basalts
A. Steele, F. M. McCubbin, M. Fries, L. Kater, N. Z. Boctor, M. L. Fogel, P. G. Conrad, M. Glamoclija, M. Spencer, A. L. Morrow, M. R. Hammond, R. N. Zare, E. P. Vicenzi, S. Siljeström, R. Bowden, C. D. K. Herd, B. O. Mysen, S. B. Shirey, H. E. F. Amundsen, A. H. Treiman, E. S. Bullock, A. J. T. Jull
Science
Vol.: Published Online
DOI: 10.1126/science.1220715

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Terra receberá chuva de quase mil meteoros por hora no sábado


A Terra se prepara para receber os restos do cometa 21P/Giacobini-Zinner, em uma chuva de meteoros neste sábado, que poderá ser vista de diferentes pontos do planeta, segundo os meteorologistas da Nasa. "Previmos até 750 meteoros por hora" disse Bill Cooke, do Escritório de Meteoros da Nasa, que informou que o fenômeno poderá ser observado no Oriente Médio, norte da África e algumas partes da Europa.
As Dracônidas são uma chuva de meteoros provocada pelos restos que se desprendem do cometa periódico 21P/Giacobini-Zinner, que provém da constelação do Dragão. Aproximadamente a cada seis anos e meio, o cometa completa uma órbita ao redor do Sol e em seu percurso deixa um rastro de pó, que com o tempo forma uma rede de filamentos com os quais a Terra se encontra sempre no início de outubro.
"Quase todos os anos nosso planeta passa através dos espaços entre os filamentos, talvez de raspão com um ou dois", embora nem sempre com a mesma proximidade, explicou Cooke. "De vez em quando, no entanto, quase colidimos de frente com algum, e assim começam os fogos de artifício", acrescentou o cientista, apontando que isto talvez ocorra este ano.
Os meteorologistas da Nasa e de outras partes do mundo acham que a Terra se dirige a três ou mais filamentos e o encontro calculado para este sábado provocará uma série de explosões que poderão ser vistas a partir das 19h (de Brasília), com o apogeu entre às 22 e 24h.
O que se vê da Terra, denominado comumente como "estrelas cadentes" é o pó e os fragmentos originados pela passagem dos cometas ao redor do Sol, que ao entrar em contato com a atmosfera se incendeiam, dando lugar à chuva de meteoros.
Os meteorologistas não têm certeza de quão forte será o impacto e a posterior chuva. Alguns especialistas, como o meteorologista Paul Wiegert, da Universidade canadense Western Ontario, consideram que poderiam cair até mil meteoros por hora, o que a transformaria em tempestade.[Fonte: Terra]

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Nasa descobre, no espaço, substâncias que compõem DNA

Foto: Nasa Ampliar
Na ilustração, meteorito apresenta grande variedade de substâncias de DNA
Pesquisadores da agência espacial americana acharam provas de substâncias de DNA em meteoritos que foram criados no espaço. Os pesquisadores defendem a teoria de que um “kit” de partes prontas e criadas no espaço vieram parar na Terra por meio de meteoritos e cometas.
“Componentes de DNA vêm sendo descobertos em meteoritos desde os anos 1960, mas pesquisadores tinham dúvidas se eles eram realmente criados no espaço ou se vinham por contaminação de vida terrestre”, disse Michael Callahan do Centro Espacial Goddard, da Nasa. “Pela primeira vez, temos provas nos dão a certeza de que estes compostos de DNA foram de fato criados no espaço”, disse Callahan, autor do estudo publicado nesta segunda-feira (8) no periódico científico Proceedings of the National Academy of Sciences.

De acordo com a Nasa, a descoberta contribui para o número crescente de provas de que a química dentro de asteroides e cometas é capaz de trazer componentes de moléculas biológicas essenciais. Anteriormente, cientistas do Centro Espacial Goddard descobriram aminoácidos em amostras do cometa Wild 2 da Nasa, além de vários meteoritos ricos em carbono. vale destacar que aminoácidos formam proteínas, moléculas essenciais à vida. Eles estão presentes em tudo, desde estruturas capilares até enzimas - catalisadores que aceleram ou regulam reações químicas.
No novo estudo, a equipe Goddard coletou doze amostras de meteoritos ricos em carbono, nove dos quais foram retirados da Antártida. A equipe descobriu adenina e guanina - componentes de DNA chamados de nucleobases. O DNA tem o formato parecido ao de uma escada em espiral, a adenina e a guanina se conectam com outros dois nucleobases para formar os “degraus da escada”.

Além disso, os pesquisadores identificaram em dois meteoritos, pela primeira vez, traço de três moléculas relacionadas com nucleobases: purina, 2,6-diaminopurina, e 6,8-diaminopurina; os dois últimos quase nunca são usados em biologia. De acordo com o estudo, estes compostos têm o mesmo núcleo molecular que nucleobases, mas com estruturas adicionadas ou removidas.

Eles foram a primeira prova de que os compostos nos meteoritos vieram do espaço e não por contaminação terrestre. “Não é esperado ver estes análogos de nucleobase por contaminação terrestre, pois eles não são usados em biologia”, disse Callahan.

Para descartar a possibilidade de contaminação terrestre, a equipe também analisou 21,4 quilos da amostra de gelo da Antártida, onde a maioria dos meteoritos no estudo foi encontrada. As nucleobases encontradas no gelo eram muito menores - partes por trilhão - do que aquelas presentes nos meteoritos e nenhum dos análogos de nucleobase foram detectados nas amostras de gelo.

Um dos meteoritos caiu na Austrália, e a equipe também analisou uma amostra de solo. Assim como acontece com as amostras de gelo, não havia nenhuma das moléculas analógicas de nucleobase no solo da Austrália.

Trinta novos projetos
Nesta segunda-feira (8), a Nasa também anunciou o financiamento de 30 novos projetos, entre eles como proteger os astronautas da radiação no espaço, como eliminar os dejetos espaciais e como melhorar a tecnologia espacial.

Cada uma das propostas receberá 100.000 dólares de financiamento durante o período de um ano no âmbito do NIAC (Instituto de Conceitos Avançados da Nasa. "Estes conceitos inovadores têm o potencial de se tornar a capacidade transformadora que a Nasa precisa para melhorar nossas operações atuais de missões espaciais, semeando os avanços de tecnologia necessários para as desafiadoras missões espaciais no futuro da Nasa", disse o chefe de tecnologia da agência, Bobby Braun.

Outros projetos incluem o uso de tecnologia tridimensional de impressão para criar um posto avançado planetário e uma pesquisa sobre várias formas de combustível para futuras missões de exploração, entre elas, a energia solar e a nuclear.

O NIAC operou de 1998 a 2007 como um fórum independente "para complementar as atividades de conceitos avançados realizadas no âmbito da Nasa", destacou a agência espacial.

Os trabalhos do instituto foram suspensos para uma revisão em 2008 e foram restabelecidos no ano fiscal de 2011 "para pesquisar conceitos avançados visionários e de longo alcance, como parte da missão da agência". [Fonte: IG]

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Chuva de meteoros irá invadir o céu da sexta-feira 13

A Terra está passando por um local no Universo repleto de detritos deixados pela passagem de um cometa. Como consequência, as pessoas poderão ver no Brasil, principalmente entre 0h30 e 2h30 da sexta-feira (13/08/2010), uma chuva de meteoros. Em uma hora, dezenas de meteoros se chocarão com o planeta causando um show pirotécnico natural no céu.


Segundo a Sociedade Astronômica Real, do Reino Unido, será uma das chuvas de meteoros em melhores condições de visualização dos últimos anos, já que a Lua Nova não atrapalhará com a luz refletida do Sol. Porém, o fenômeno deverá ser melhor observado do Hemisfério Norte.


Detritos deixados pelo cometa Swift-Tuttle são os responsáveis pela chuva de meteoros Perseidas - os meteoros são provenientes da direção da constelação de Perseus. Os observadores poderão ver de 60 a 100 "estrelas cadentes" durante o pico. Os meteoros entram na atmosfera da Terra a cerca de 216 mil quilômetros por hora.


Diferentemente de outros fenômenos astronômicos, para observar meteoros não é preciso equipamentos especiais. Na verdade, é melhor vê-los a olho nu. Mas o céu não pode estar nublado. Até em cidades com poluição luminosa intensa, como São Paulo, será possível admirar um pouco da chuva.


No Twitter

Além disso, quem tem uma conta no Twitter que pode colaborar com a ciência. Basta postar na rede usando a hashtag #Meteorwatch para que as observações sejam exibidas em um mapa online de meteoros. A ideia faz parte de uma parceria da Sociedade Astronômica Real e da Associação Astronômica Britânica.[Fonte: Yahoo Notícias] 


quinta-feira, 5 de março de 2009

Asteroide passa próximo da Terra, diz Nasa...

PASADENA - O Laboratório de Propulsão a Jato da agência aeroespacial americana (Nasa, por suas iniciais em inglês) informou hoje que o asteroide 2009 DD45 passou perto da Terra na manhã da segunda-feira. O corpo celeste cortou uma região do espaço a apenas 78.500 quilômetros da Terra, equivalente a passar de raspão em termos astronômicos. Essa distância representa apenas o dobro da altitude de alguns satélites de telecomunicações e equivale a cerca de um quinto da distância da Terra à Lua.

O asteroide tinha entre 21 e 47 metros de diâmetro. De acordo com a Sociedade Planetária, ele era do mesmo tamanho de um asteroide que explodiu sobre a Sibéria em 1908 e devastou mais de 2 mil quilômetros quadrados de florestas russas. O asteroide foi percebido somente há dois dias e o ponto mais próximo da Terra que ele passou foi sobre o Oceano Pacífico, perto do Taiti. (Fonte: Estadão)

terça-feira, 18 de setembro de 2007

METEORITO CAI NO PERU

Após meteorito, Peru investiga doença misteriosa:

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