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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Astrônomos descobrem maior ejeção de matéria já registrada em um quasar


Os quasares são núcleos galácticos extremamente brilhantes, alimentados por um buraco negro muito massivo. Os cientistas previam que os quasares fossem capazes de liberar enormes quantidades de material para as galáxias onde estão hospedados, desempenhando um papel fundamental em sua evolução. No entanto, os jatos de matéria observados até hoje não haviam sido tão potentes quanto o esperado pela teoria. Agora, uma equipe de astrônomos encontrou um quasar com jato tão potente quanto o previsto  – sua energia é pelo menos cinco vezes maior do que a de qualquer outro já registrado. O estudo foi publicado no periódico The Astrophysical Journal.

Saiba mais

QUASAR
Quasar é a abreviação em inglês para “fonte de rádio quase-estelar”. O termo surgiu em 1964 para designar estranhos objetos muito distantes e muito luminosos. Hoje, os cientistas acreditam que os quasares são núcleos galácticos movidos a buracos-negros supermassivos em seus centros. O brilho dos quasares são pontos de referência poderosos para ajudar a iluminar uma era distante, quando as primeiras galáxias e estrelas se formavam a partir do gás primordial.

BURACO NEGRO
Corpos tão densos que a força da gravidade existente não deixa nada escapar - nem sequer a luz -, engolindo matéria visível e invisível aos olhos humanos (matéria escura). Alguns podem ter o tamanho de uma estrela, e por isso se supõe que procedem da explosão de uma estrela gigante. Outros, no entanto, têm o tamanho equivalente ao de bilhões de sóis e são denominados 'supermassivos'.
Buracos negros são conhecidos por atraírem matéria. Já a maioria dos quasares causa o efeito contrário. Ao acelerar uma enorme quantidade de matéria em torno de si mesmo, o quasar acaba ejetando uma parte a altas velocidades. Muitas simulações teóricas sugerem que o impacto destes jatos nas galáxias que os rodeiam pode resolver vários enigmas da cosmologia, mostrando como é que a massa de uma galáxia se encontra ligada a seu buraco negro central e a razão do pequeno número de galáxias muito grandes no Universo.
No entanto, até agora permanecia incerto se os quasares conseguiam ou não produzir jatos de matéria suficientemente poderosos. "Esta é a primeira vez que um jato de quasar mostra ter as altas energias previstas pela teoria", diz Nahum Arav, astrônomo Instituto Politécnico e Universidade Estadual da Virgínia, nos Estados Unidos, responsável pelo estudo.
Instrumentos - Os pesquisadores observaram um quasar conhecido como SDSS J1106+1939 utilizando o instrumento X-shooter, montado no Very Large Telescope do Observatório Europeu do Sul (ESO), instalado no Observatório do Paranal, no Chile. "Descobrimos o jato de quasar mais energético visto até hoje. A energia dissipada por esta enorme massa de material é equivalente a dois trilhões de vezes a energia liberada pelo Sol. Isso é cerca de 100 vezes mais do que a energia liberada pela Via Láctea", diz Nahum Arav.
O jato situa-se a cerca de mil anos-luz de distância do buraco negro central, o coração do quasar. A análise efetuada pela equipe de astrônomos mostra que uma massa de aproximadamente 400 vezes a do Sol é liberada pelo quasar todos os anos, deslocando-se a uma velocidade de 8.000 quilômetros por segundo.
Além de SDSS J1106+1939, a equipe observou também outro quasar e descobriu que ambos os objetos possuem jatos poderosos. Os pesquisadores estimam que estes resultados também devem aplicar-se a outros quasares luminosos em todo o Universo. Agora, eles pretendem estudar uma dúzia de objetos similares para ver se este é efetivamente o caso.[Fonte: Veja.com]
Concepção artística do material ejetado da região em torno do buraco negro supermassivo no quasar SDSS J1106+1939(ESO/L. Calçada)

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Nasa observa tempestade de poeira em Marte






Nasa
Opportunity foi lançado em 2003 para estudar o solo de Marte

A agência espacial americana revelou nesta segunda-feira (26) ter observado, por meio do robô Opportunity, uma enorme tempestade de poeira na superfície de Marte, que produziu mudanças atmosféricas no planeta.
É a primeira vez desde 1970 que a Nasa estuda este fenômeno da órbita e também de uma estação meteorológica na superfície de Marte, destacou o site da agência espacial.
"Isto é agora uma tempestade de poeira regional", afirmou Rich Zurek, chefe científico para Marte do Jet Propulsion Laboratory (JPL), em Pasadena, Califórnia.
"A tempestade cobre uma região bastante ampla com sua nuvem de poeira e em uma parte do planeta onde tormentas regionais no passado já provocaram tempestades de poeira globais", explicou Zurek. Tormentas regionais de poeira se expandiram no passado em Marte e afetaram grandes áreas do planeta em 2001 e 2007. 
"Uma coisa que queremos entender é por que motivo algumas tempestades marcianas de poeira chegam a este tamanho e deixam de crescer, enquanto outras continuam crescendo e se transformam em globais", afirmou Zurek.
Depois de décadas de observação, os especialistas sabem que há um fator temporal ligado às maiores tormentas de poeira marcianas, segundo a NASA. A mais recente delas começou há apenas algumas semanas com o começo da primavera no hemisfério sul.
No dia 16 de novembro, a sonda Mars Reconnaissance detectou um aquecimento da atmosfera cerca de 25 quilômetros acima da tormenta. Desde então, a temperatura da atmosfera da região aumentou em 25 graus Celsius.
O fenômeno se deve à poeira, que se eleva acima da superfície e absorve a luz do sol nas alturas, segundo a NASA.
Temperaturas mais quentes também foram detectadas em um "lugar quente" próximo às latitudes polares do norte, devido às mudanças na circulação atmosférica.
Os instrumentos meteorológicos a bordo do robô norte-americano Opportunity, em Marte desde 2004 e que se encontra, no momento, a mais de 1.300 quilômetros da tempestade, também mediram uma mudança na pressão atmosférica.
Se a tempestade continuar se expandindo, o Opportunity poderá ser afetado, já que seu abastecimento depende da energia solar. Não é o caso do veículo robótico Curiosity, que chegou ao equador marciano no dia 6 de agosto e depende de um gerador nuclear.
A estação meteorológica do Curiosity detectou mudanças atmosféricas ligadas à tormenta. Os sensores observaram uma queda na pressão atmosférica e um leve aumento nas temperaturas noturnas mais baixas.
Curiosity é um projeto de dois anos e 2,5 bilhões de dólares que tem o objetivo de pesquisar se é possível viver em Marte e descobrir se as condições do planeta poderiam ter abrigado vida no passado. [Fonte: IG]


Mosaico de imagens mostra a tempestade de poeira detectada pela NASA (Reprodução: NASA)A agência espacial americana (Nasa) revelou nesta segunda-feira ter observado, por meio do robô Opportunity, uma enorme tempestade de poeira na superfície de Marte, que produziu mudanças atmosféricas no planeta. [Fonte: Terra]

domingo, 25 de novembro de 2012

Cientista anuncia descoberta histórica em Marte, mas Nasa reduz expectativa




Nasa - Ilustração mostra Curiosity durante pesquisar em solo marciano

A excitação foi total nesta quarta-feira (21/11/12) quando um cientista da Nasa mencionou uma descoberta "digna de entrar para os livros de história" feita pelo veículo-robô Curiosity em Marte, mas, em seguida, a agência espacial americana reduziu as expectativas em torno do feito.
"Esta descoberta vai entrar nos livros de história, parece realmente excelente", afirmou à rádio NPR John Grotzinger, diretor da missão Curiosity no Laboratório de Propulsão a Jato Jet Propulsion Laboratory, JPL) em Pasadena (Califórnia, oeste dos Estados Unidos).
Segundo a entrevista, divulgada na terça-feira, análises feitas pelo robô enviado ao planeta vermelho para tentar encontrar vestígios de vida no passado, teriam apontado para uma descoberta incrível. Mas os cientistas não poderiam antecipar nada mais antes de confirmar seus estudos preliminares, o que poderá levar várias semanas.
Nesta quarta-feira, no entanto, Guy Webster, responsável pelas relações com a imprensa do JPL, reduziu a expectativa em torno de uma descoberta revolucionária.

"No que diz respeito ao seu comentário sobre os 'livros de história', a missão em seu conjunto tem uma natureza (que a torna candidata) a entrar nos livros de história (...), não há nada específico no futuro que seja revolucionário", disse.
"John (Grotzinger) estava encantado com a qualidade das análises das amostras provenientes do veículo robótico quando estava com um jornalista em seu escritório na semana passada", explicou Webster. "Já tinha ficado entusiasmado no passado com resultados anteriores e estará de novo no futuro", acrescentou.
Composição de imagens do instrumento MAHLI criam auto retrato completo do Curiosity (1/11/2012). Foto: JPL/Nasa
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"A equipe científica analisa os dados de uma amostra do solo marciano, mas não se pode falar disso neste momento", continuou. "Isto não muda os procedimentos habituais: deve-se confirmar os primeiros resultados antes de torná-los públicos", afirmou.
No final de setembro, o Curiosity descobriu cascalho proveniente do leito de um antigo riacho, sustentando a hipótese da existência de água no planeta vermelho. O veículo robô, dotado de vários instrumentos de medição e análise, encontrou no mês passado "objetos brilhantes" na superfície do solo, o que deixou os especialistas perplexos. [Fonte: IG]
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