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sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Encontrado planeta na estrela mais próxima do Sol


Estrela mais próxima da Terra
O planeta agora encontrado tem três sóis, e é similar à Terra em termos de massa - mas está fora da zona habitável, sendo provavelmente mais quente do que Mercúrio. [Imagem: ESO/L. Calçada/N. Risinger]

Astrônomos localizaram um planeta com massa semelhante à da Terra em órbita de uma estrela do sistema de Alfa Centauri, na constelação do Centauro.
É o exoplaneta mais próximo da Terra já encontrado, e é também o mais leve encontrado em torno de uma estrela similar ao Sol.
O planeta agora encontrado é similar à Terra em termos de massa, mas está fora da zona habitável, sendo provavelmente mais quente do que Mercúrio.
A Alfa Centauri é uma das estrelas mais brilhantes do céu austral e é o sistema estelar mais próximo do nosso Sistema Solar - encontrando-se a apenas 4,3 anos-luz de distância.
Trata-se, na realidade, de uma estrela tripla, um sistema constituído por duas estrelas semelhantes ao Sol, em órbita muito próxima uma da outra, chamadas Alfa Centauri A e B, e uma outra estrela vermelha, mais distante e de luz mais fraca, conhecida como Proxima Centauri.
A Proxima Centauri encontra-se ligeiramente mais próxima da Terra do que as suas companheiras, por isso é formalmente a estrela mais próxima de nós.
Planeta com três sóis
O planeta agora descoberto possui uma massa um pouco maior que a da Terra - o método das velocidades radiais, usado na descoberta, permite estimar apenas a massa mínima de um planeta.
Alfa Centauri B é muito semelhante ao Sol, embora seja ligeiramente menor e menos brilhante.
A órbita da outra componente brilhante da estrela dupla, Alfa Centauri A, faz com que esta se mantenha centenas de vezes mais afastada, mas ainda assim esta estrela seria um objeto muito brilhante no céu do planeta.
Proxima Centauri aparece mais distante no céu.
Assim, o planeta possui três sóis, perdendo pouco para um planeta com quatro sóis cuja descoberta foi anunciada ontem.
O primeiro exoplaneta em órbita de uma estrela do tipo solar foi encontrado pela mesma equipe em 1995, e desde essa altura houve já mais de 800 descobertas confirmadas. No entanto, a maioria dos planetas são maiores que a Terra e muitos são tão grandes quanto Júpiter.
Não habitável
O desafio atual dos astrônomos é detectar um planeta com massa comparável à da Terra que orbite na zona habitável de uma outra estrela, que ainda não é o caso deste que acaba de ser encontrado.
O novo exoplaneta orbita a cerca de seis milhões de quilômetros de distância da estrela, muito mais perto do que Mercúrio se encontra do Sol no nosso Sistema Solar.
"Este é o primeiro planeta com massa semelhante à Terra encontrado em torno de uma estrela como o Sol. A sua órbita encontra-se muito próxima da estrela e por isso o planeta deve ser demasiado quente para poder ter vida tal como a conhecemos," acrescenta Stéphane Udry (Observatório de Genebra).
Contudo, este é apenas o primeiro planeta localizado neste sistema e, muito provavelmente, não é o único.
"Este resultado representa um enorme passo na detecção de um gêmeo da Terra, na vizinhança imediata do Sol. Estamos vivendo uma época entusiasmante," disse Xavier Dumusque (Observatório de Genebra, Suíça e Centro de Astrofísica da Universidade do Porto, Portugal).
Vizinhança planetária
Desde o século XIX que os astrônomos especulam sobre a existência de planetas em órbita destes corpos celestes, os mais próximos de nós, que poderiam abrigar vida além do Sistema Solar.
No entanto, só agora os equipamentos de observação alcançaram a precisão suficiente para localizá-los.
"As nossas observações, que se estenderam ao longo de mais de quatro anos, obtidas com o instrumento HARPS, revelaram um sinal, minúsculo mas real, de um planeta que orbita Alfa Centauri B, a cada 3,2 dias," diz Xavier Dumusque. "É uma descoberta extraordinária, que levou a nossa técnica ao limite."
Método das velocidades radiais
A equipe descobriu o planeta ao detectar pequenos desvios no movimento da estrela Alfa Centauri B, criados pela atração gravitacional do planeta em órbita.
O efeito é minúsculo, fazendo com que a estrela se desloque para a frente e para trás não mais que 51 centímetros por segundo (1,8 km/hora), o que corresponde à velocidade de um bebê engatinhando. Esta é a precisão mais elevada já conseguida com este método.
Para isso, foi usado o instrumento HARPS, montado no telescópio de 3,6 metros, instalado no Observatório de La Silla, no Chile.
O HARPS mede a velocidade radial de uma estrela - a sua velocidade na direção da Terra, tanto em afastamento como em aproximação - com extraordinária precisão.
Um planeta que orbita uma estrela faz com que a estrela se desloque regularmente, aproximando-se e afastando-se de um observador na Terra. Devido ao efeito Doppler, esta variação da velocidade radial induz um deslocamento no espectro da estrela na direção dos maiores comprimentos de onda quando esta se afasta (chamado um desvio para o vermelho) ou na direção dos menores comprimentos de onda, quando a estrela se aproxima (desvio para o azul).
Este pequeníssimo desvio do espectro da estrela pode ser medido com um espectrógrafo de elevada precisão, como o HARPS, e usado para inferir a presença de um planeta.[Fonte: Inovação Tecnológica]
Bibliografia:


An Earth-mass planet orbiting α Centauri B
Xavier Dumusque, Francesco Pepe, Christophe Lovis, Damien Ségransan, Johannes Sahlmann, Willy Benz, François Bouchy, Michel Mayor, Didier Queloz, Nuno Santos, Stéphane Udry
Nature Physics
Vol.: Published online
DOI: 10.1038/nature11572

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