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sexta-feira, 30 de março de 2012

Vídeo: Cientistas capturam imagens de tornados na superfície solar


Cientistas de uma universidade no País de Gales filmaram um grupo de tornados gigantes na superfície do Sol. O tamanho das tempestades é diversas vezes o do Planeta Terra inteiro.
Pesquisadores da Universidade de Aberystwyth encontraram as tempestades com ajuda do telescópio atmosférico que fica a bordo do Observador Dinâmico Solar (SDO, na sigla em inglês), da agência espacial americana Nasa.
O vídeo foi apresentado em um encontro nacional de astronomia em Manchester.
"Está é provavelmente a primeira vez que um tornado solar tão grande é filmado", afirma o astrônomo Xing Li, do Instituto de Matemática e Física da universidade. "Outros tornados menores já haviam sido detectados por satélites SOHO, mas eles não haviam sido filmados."
Os tornados solares foram observados no dia 25 de setembro de 2011. Eles foram descobertos com um equipamento que havia sido lançado no espaço em fevereiro de 2010.
O objetivo do satélite é coletar dados que ajudem os cientistas a entender como variações nos padrões do Sol podem afetar o resto do espaço.
O telescópio viu gases superaquecidos – com temperaturas entre 47.250 e 2 milhões de graus Celsius – circulando em distâncias de cerca de 200 mil quilômetros por pelo períodos de pelo menos três horas.
A velocidade dos gases pode atingir até 300 mil quilômetros por hora. Na Terra, os tornados de ar chegam a 150 quilômetros por hora, no máximo.
As tempestades solares têm efeitos na Terra. Durante o fenômeno, eles podem provocar interrupções no serviço de alguns satélites e em redes de eletricidade. [Fonte: IG]




Sonda espacial acha condições favoráveis para a vida em lua de Saturno



Foto: Nasa
Imagem da sonda Cassini mostra a lua Encélado, de Saturno, a uma distância de 232.197 kms


A sonda espacial Cassini registrou jatos de água gelada em vários voos próximos à superfície de uma lua de Saturno, Encélado, que poderiam indicar um habitat propício para a existência de vida, informou a Nasa na quarta-feira (27).
"Mais de 90 gêiser de todos os tamanhos estão emitindo vapor de água, partículas de gelo, e componentes orgânicos na superfície do Polo Sul de Encélado", disse Carolyn Porco, chefe da equipe de Imagens Científicas da missão.


Estes gêiser, que surgem através de fendas na superfície gelada da sexta lua de Saturno, poderiam revelar a existência de um vasto mar subterrâneo.

"Cassini voou várias vezes através destas partículas e as analisou. Além de água e material orgânico, encontramos sal nas partículas de gelo. A salinidade é a mesma que a existente nos oceanos da Terra", explicou Carolyn.
A cientista afirmou que parece "coisa de louco", mas parece como "se nevasse sobre a superfície deste pequeno mundo", em referência às condições favoráveis à vida microbiana neste satélite.
"No fim, esse é o lugar mais promissor que conhecemos para a pesquisa em astrobiologia. Não precisamos sequer mexer na superfície. Basta voar entre estas colunas de partículas. Ou podemos pousar sobre a superfície e tirar mostras", disse.
A sonda Cassini, lançada em 1997, é uma missão na qual participam a Nasa, a Agência Espacial Europeia (ESA) e a Agência Espacial Italiana, cujo objetivo é estudar as mudanças climáticas em Saturno e em suas luas.
No ano passado a Nasa decidiu prolongar a missão, que transmitiu informações do sistema de Saturno durante quase seis anos, até 2017.
"O tipo de ecossistemas que Encélado pode abrigar poderiam ser como os existentes nas profundezas de nosso planeta. Embora tudo aconteça inteiramente à revelia de luz solar", acrescentou.
Cassini foi lançada ao espaço em outubro de 1997 junto com a sonda Huygens da ESA, e chegou às imediações de Saturno em 2004 para iniciar o estudo de Titã, a maior lua do planeta. [Fonte: IG]

quarta-feira, 28 de março de 2012

Vento Supergaláctico




Na constelação de Ursa Maior, a meros 12 milhões de anos-luz da Terra, encontra-se a galáxia Cigar (ou M82). De sua galáxia vizinha, a M81, partiu um estranho fenômeno que causou a perturbação retratada na imagem acima.
Os tons em vermelho brilhante mostram nada mais do que um filamento de gás expandido a partir da M81, que foi distorcido pelo que os cientistas chamam de “vento supergalático”.
Evidências recentes, baseadas nesta e em outras observações, indicam que as estrelas produzem, em conjunto, ventos provenientes de suas partículas. Sob determinadas condições cósmicas, este “conjunto de ventos” é direcionado ao mesmo local, formando uma corrente que tem força o bastante para alterar o estado de uma outra galáxia, como foi o caso.
A área retratada na foto é gigantesca. Estes filamentos de hidrogênio em vermelho se estendem por dez mil anos-luz. Em um telescópio infravermelho, esta é galáxia mais brilhante que pode ser observada; basta focar na constelação de Ursa Maior. [NASA]

Galáxia ‘cospe’ planetas a 48 milhões de km/h




Planetas com órbitas muito próximas a estrelas que são ejetadas da nossa galáxia podem ser “cuspidos” da Via Láctea a velocidades de até 48 milhões de quilômetros por hora (km/h).
“Fora os fótons e partículas como os raios cósmicos, esses planetas estão entre os objetos mais rápidos da galáxia”, afirma Avi Loeb, que está estudando o assunto. “Em termos de objetos sólidos e grandes, eles são os mais rápidos. Levariam 10 segundos para cruzar o diâmetro da Terra”.
Os pesquisadores criaram simulações para examinar o que aconteceria se cada estrela ejetada da galáxia tivesse pelo menos um planeta orbitando perto. Eles descobriram que cerca de 10% dos planetas poderia ser atirado junto com a estrela.
Uma estrela que for capturada por um buraco negro, que antes puxava gravitacionalmente outra estrela, também poderia ter seu planeta “ejetado”, e ele sairia “viajando” pela galáxia a enormes velocidades.
Eventualmente, esses planetas de hipervelocidade vão escapar da Via Láctea e viajar pelo espaço interestelar.
“Essa é a primeira vez que alguém fala sobre procurar por planetas ao redor de estrelas em hipervelocidade”, afirma Loeb. “Isso é possível usando grandes telescópios, mas os observatórios precisam colocar isso nos seus planos ainda”. [LiveScience]

Bilhões de planetas rochosos são descobertos em zonas habitáveis



Concepção artística do entardecer na super-Terra Gliese 667 Cc-Foto: ESO/Terra
Um novo resultado do instrumento HARPS, o descobridor de planetas do ESO, mostra que os planetas rochosos não muito maiores que a Terra são bastante comuns nas zonas habitáveis em torno das estrelas vermelhas de baixa luminosidade. Uma equipe internacional de astrônomos estimou que existem dezenas de bilhões de tais planetas só na nossa galáxia, a Via Láctea, e provavelmente cerca de uma centena na vizinhança imediata do Sol. Esta é a primeira medição direta da frequência de super-Terras em torno de anãs vermelhas, as quais constituem cerca de 80% de todas as estrelas da Via Láctea.
Esta primeira estimativa direta do número de planetas leves em torno das estrelas anãs vermelhas foi anunciada por uma equipe internacional, que utilizou observações obtidas com o espectrógrafo HARPS instalado no telescópio de 3,6 metros que se encontra no Observatório de La Silla do ESO.
A equipe está à procura de exoplanetas que orbitam os tipos de estrelas mais comuns da Via Láctea - as anãs vermelhas (também conhecidas como anãs do tipo M). Estas estrelas apresentam fraca luminosidade e são pequenas quando comparadas com o Sol, no entanto são muito comuns e vivem durante muito tempo, correspondendo por isso a 80% de todas as estrelas da Via Láctea. "As nossas novas observações obtidas com o HARPS indicam que cerca de 40% de todas as estrelas anãs vermelhas possuem uma super-Terra que orbita na zona habitável, isto é, onde água líquida pode existir na superfície do planeta," diz Xavier Bonfils, líder da equipe. "Como as anãs vermelhas são muito comuns - existem cerca de 160 bilhões de estrelas deste tipo na Via Láctea - chegamos ao resultado surpreendente de que existirão dezenas de bilhões destes planetas só na nossa galáxia."
Um dos planetas descobertos no rastreio HARPS de anãs vermelhas é o Gliese 667 Cc. Este é o segundo planeta descoberto neste sistema estelar triplo e parece estar próximo do centro da zona habitável. Embora este planeta seja mais de quatro vezes mais pesado do que a Terra, é o "irmão gêmeo" mais parecido com a Terra encontrado até agora e possui quase com certeza as condições necessárias à existência de água líquida à sua superfície. É a segunda super-Terra descoberta no interior da zona habitável de uma anã vermelha durante este rastreio HARPS, depois de Gliese 581d, anunciado em 2007 e confirmado em 2009.
"Agora que sabemos que existem muitas super-Terras em órbita de anãs vermelhas próximas de nós, precisamos identificar mais delas utilizando tanto o HARPS como futuros instrumentos. Espera-se que alguns destes planetas passem em frente das suas estrelas hospedeiras à medida que as orbitam - o que nos dará uma excelente oportunidade de estudar a atmosfera do planeta e procurar sinais de vida", conclui Xavier Delfosse, outro membro da equipe.[Fonte: Terra]

Estudo indica que Via Láctea tem bilhões de planetas supostamente habitáveis



Uma equipe internacional de astrônomos descobriu que a galáxia onde fica a Terra, a Via Láctea, abriga dezenas de bilhões de planetas rochosos que giram em torno de anãs vermelhas - estrelas cuja massa é menor que a do Sol.


O estudo, realizado pelo ESO (Observatório Europeu do Sul) e divulgado nesta quarta-feira (28/03), contou com dados obtidos pelo espectrógrafo Harps, o "caçador de planetas" instalado em um telescópio de 3,6 metros do observatório La Silla, no Chile.



Segundo a pesquisa, é possível deduzir que nas vizinhanças do Sistema Solar, a distâncias inferiores a 30 anos luz, pode haver uma centena de "Super-Terras" (planetas com massa de uma a dez vezes superior à da Terra).


Esta foi a primeira vez que foi medida de forma direta a frequência de Super-Terras em torno de anãs-vermelhas, que representam 80% das estrelas de nossa galáxia.

Wikimedia Commons

"Cerca de 40% de todas as estrelas anãs-vermelhas têm uma Super-Terra orbitando em sua zona de habitabilidade, uma região que permite a existência de água líquida sobre a superfície do planeta", explicou o líder da equipe internacional, Xavier Bonfils.

Segundo o astrônomo do Observatório de Ciências do Universo de Grenoble, na França, como as anãs vermelhas são muito comuns - há 160 bilhões delas na Via Láctea -, pode-se concluir que "há dezenas de bilhões de planetas deste tipo só em nossa galáxia".

Durante as observações, realizadas durante um período de seis anos no hemisfério sul a partir de uma amostra composta por 102 estrelas anãs-vermelhas, os cientistas descobriram um total de nove Super-Terras.

Os astrônomos estudaram a presença de diferentes planetas em torno de anãs-vermelhas e conseguiram determinar que a frequência de Super-Terras na zona de habitabilidade é de 41% em uma categoria que vai de 28% a 95%.

Por outro lado, os planetas gigantes - similares em massa a Júpiter e Saturno no nosso Sistema Solar - não são tão comuns ao redor de anãs-vermelhas, com uma presença inferior a 12%.

Segundo Stéphane Udry, do Observatório de Genebra, "a zona de habitabilidade em torno de uma anã-vermelha, onde a temperatura é apta para a existência de água líquida na superfície, está mais perto da estrela do que no caso da Terra em relação ao Sol".

"Mas as anãs-vermelhas são conhecidas por estarem submissas a erupções estelares ou labaredas, o que inundaria o planeta de raios-X ou radiação ultravioleta: isso tornaria mais difícil a existência de vida", acrescentou.

Por sua vez, Xavier Delfosse, do Instituto de Planetologia e Astrofísica de Grenoble, indicou que agora que se conhece a existência de muitas Super-Terras próximas, "espera-se que algum desses planetas passe em frente à sua estrela anfitriã durante sua órbita em torno desta".

"Isso abrirá a excitante possibilidade de estudar a atmosfera destes planetas e buscar sinais de vida", concluiu.

Um dos planetas descobertos pelo espectrógrafo Harps é Gliese 667 Cc, o mais parecido com nosso planeta, e que com quase certeza reúne as condições adequadas para a presença de água líquida em sua superfície, segundo o ESO.[Fonte: Opera Mundi]



sexta-feira, 23 de março de 2012

Astrônomos descobrem uma galáxia retangular

 Uma galáxia retangular "é uma daquelas coisas que só pode fazer você rir, porque ela não deveria existir, ou, pelo menos, nós não esperávamos que existisse."[Imagem: Swinburne University of Technology]

Desafiando as leis da natureza
Uma equipe internacional de astrônomos achou algo quase inacreditável: uma galáxia retangular.
"No Universo ao nosso redor, a maioria das galáxias tem uma dentre três formas: esferoidal, disco ou irregular," comentou o professor Alister Graham da Universidade de Tecnologia de Swinburne, na Austrália, membro da equipe que congrega ainda astrônomos da Alemanha, Suíça e Finlândia.
Mas descobrir uma galáxia retangular "é como descobrir uma nova espécie que, à primeira vista, parece desafiar as leis da natureza".
"É uma daquelas coisas que só pode fazer você rir, porque ela não deveria existir, ou, pelo menos, nós não esperávamos que existisse," disse Graham.

Astrônomos descobrem uma galáxia retangular
A galáxia retangular, batizada de LEDA 074886, está a 700 milhões de anos-luz da Terra. [Imagem: Swinburne University of Technology]
Galáxia retangular
A galáxia retangular, que lembra a lapidação típica de uma esmeralda, foi descoberta durante um rastreio feito pelo telescópio japonês Subaru.
Serão necessárias observações adicionais para desvendar o mistério, mas os astrônomos afirmam que seja improvável que essa galáxia seja um cubo.
O mais provável, acreditam eles, é que ele lembra um disco inflado visto de lado.
Quanto à explicação do seu formato, a hipótese mais plausível é que ela seja fruto de uma colisão entre galáxias, ainda estando em processo de se "ajeitar" - o único problema é que ela é muito pequena, considerada uma galáxia-anã.
A galáxia retangular, batizada de LEDA 074886, está a 700 milhões de anos-luz da Terra.[Fonte:InovaçãoTecnológica]
Bibliografia:

LEDA 074886: A remarkable rectangular-looking galaxy
Alister W. Graham, Lee R. Spitler, Duncan A. Forbes, Thorsten Lisker, Ben Moore, Joachim Janz
arXiv
http://arxiv.org/abs/1203.3608v1

quinta-feira, 22 de março de 2012

Sonda da Nasa fornece visão inesperada de Mercúrio


Mercúrio parece ser menos montanhoso que Marte e a Lua, e as suas «entranhas» são muito diferentes das de outros planetas do Sistema Solar, segundo um artigo publicado na revista Science.

A publicação inclui dois estudos realizados a partir das informações enviadas pela sonda espacial Messenger, que há um ano se tornou o primeiro satélite artificial de Mercúrio e tem vindo a fazer observações da topografia e do campo gravitacional no hemisfério norte do planeta, que possui reservas profundas de sulfureto de ferro.
Os dados mostram que a variedade de elevações em Mercúrio é consideravelmente menor que as da Lua e de Marte. Segundo dados, a característica mais proeminente na metade norte do planeta é uma extensa região de terras baixas que inclui uma planície vulcânica. O rastreamento da sonda também fez outra descoberta: a crosta de Mercúrio é mais grossa em latitudes baixas e mais espessa em direção à região polar norte.
A sonda, de quase meia tonelada, foi lançada para o espaço por um foguete Delta II em Agosto de 2004 e, após três passagens pelas proximidades do planeta, em Março de 2011 posicionou-se numa órbita altamente elíptica, entre 200 e 15 mil quilómetros da superfície de Mercúrio.

Os técnicos da Nasa - agência espacial americana - indicam que essa órbita busca proteger o aparelho do calor propagado pelas áreas mais quentes da superfície de Mercúrio.
Um dos instrumentos na cápsula robótica é um altímetro de laser que estudou a superfície no hemisfério norte de Mercúrio, onde se verificou que a variedade de elevações é consideravelmente menor que as da Lua e de Marte.
A equipa liderada por Maria T. Zuber, do Departamento de Ciências da Terra, Atmosfera e Planetas do Instituto Tecnológico de Massachusetts, usou o altímetro que cobre áreas de 15 a 100 metros de diâmetro, a 400 metros de distância uma da outra, ao longo das regiões sob a órbita.
«A precisão radial das medições individuais é de mais de um metro e a precisão em relação ao centro de massa de Mercúrio é de menos de 20 metros», destaca o artigo, que teve a colaboração de cientistas dos Estados Unidos, Canadá e Alemanha.
Segundo os pesquisadores, a característica mais proeminente na metade norte de Mercúrio é uma extensa região de terras baixas que inclui uma planície vulcânica.
Maria e os seus colegas também puderam examinar a cratera Caloris, de 1,5 mil quilómetros de diâmetro. Eles determinaram que uma parte do fundo da cratera tem uma elevação maior que a sua circunferência.
Já uma equipa liderada por David Smith, da qual Maria também faz parte, usou o rastreamento por rádio da cápsula Messenger para determinar o campo de gravidade do planeta. Com os dados obtidos, observou-se que a crosta de Mercúrio é mais grossa em latitudes baixas e mais espessa em direção à região polar norte.
Essas conclusões descrevem o interior do planeta e indicam que a camada externa de Mercúrio é mais densa do que os cientistas acreditavam até agora.
«A estrutura interna de um planeta preserva informações substanciais dos processos que influíram na evolução térmica e tectônica», ressalta o artigo. «A medição do campo de gravidade de um planeta proporciona informações fundamentais para compreender a distribuição da massa interna desse corpo».
Durante as primeiras semanas em órbita, a sonda foi rastreada constantemente pelas estações de banda X (8 gigahertz) da Rede de Espaço Profundo da Nasa. Após esse período, a cobertura foi menos frequente.
Os pesquisadores explicam que processaram os dados recolhidos entre 18 de Março e 23 de Agosto de 2011 e mediram as anomalias causadas pela gravidade no hemisfério norte do planeta.
Para surpresa dos cientistas, os dados apontam uma grande densidade de massa nas mantas superiores de Mercúrio, embora seja baixa a presença de ferro nas rochas da superfície.
«Portanto, deve existir uma reserva profunda de material altamente denso que explique a grande densidade do manto sólido e o momento de inércia», acrescenta o artigo, concluindo que a composição mais provável dessa reserva seja de sulfureto de ferro.[Fonte: Diário Digital]

sábado, 17 de março de 2012

ESA revela galáxia similar a Via Láctea

 Galáxia NGC 1073 tem estrutura em espiral como a Via Láctea / Nasa/ESA/Hubble/AFP


A ESA (Agência Espacial Europeia) divulgou, nesta sexta-feira, uma foto tirada pelo o telescópio espacial Hubble que mostra a galáxia espiral barrada NGC 1073, que está localizada na constelação de Cetus ( The Sea Monster).

A galáxia é similar a Via Láctea, que abriga o planeta Terra. A partir de estudos de galáxias espirais barradas os astrônomos podem conseguir cada vez mais informações sobre o nosso Universo. [Fonte: Band.com]

Hubble capta imagem de aglomerado de estrelas

Foto: Divulgação/NASA
O telescópio Hubble, da Nasa (Agência Espacial Americana), registrou uma imagem do Messier 9, um aglomerado de estrelas que fica próximo ao centro da Via Láctea. O registro é a imagem mais detalhada e nítida da constelação. 

O telescópio mostrou mais de 250 mil estrelas dentro do aglomerado, que fica a 25 mil anos-luz da Terra, perto do centro da galáxia. As estrelas do Messier 9, além de duplicar a idade do Sol, possuem uma composição bem diferente, com menos elementos pesados que o astro.
As cores dos astros, relacionadas à temperatura de casa um, também são mostradas pelo telescópio.[Fonte: Band.com]

terça-feira, 13 de março de 2012

Pesquisa: viagem espacial longa pode causar danos a cérebro e olhos




Um estudo divulgado nesta terça, dia 13, aponta que astronautas que passaram mais de um mês no espaço apresentaram problemas nos olhos e no cérebro, o que pode marcar um potencial revés para os planos de se realizar missões espaciais mais longas e profundas.
A pesquisa, divulgada no Journal Radiology, analisou imagens de ressonância magnética de 27 astronautas que passaram uma média de 108 dias no espaço, tanto em missões em ônibus espaciais, que duram normalmente duas semanas, quanto a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), que podem levar mais de seis meses. Uma missão até e Marte, prevista para ocorrer nas próximas décadas, pode demorar cerca de um ano e meio.
Dentre os astronautas que viveram mais de um mês no espaço durante a vida, os pesquisadores encontraram uma variedade de complicações que parecem similares a uma síndrome causada por uma pressão inexplicada no cérebro. Estes sintomas incluem fluído cérebro-espinhal em excesso ao redor do nervo óptico em 33% dos astronautas estudados e achatamento da parte de trás do globo ocular em 22% deles. Cerca de 15% sofreram um abaulamento do nervo óptico e 11% apresentaram alterações na glândula pituitária - que se localiza entre os nervos ópticos, secretando hormônios sexuais e regulando a tireoide - e em sua conexão com o cérebro.
Efeitos similares, que podem levar a problemas de visão, foram observados em viajantes não-espaciais que sofrem de uma acumulação de pressão inexplicável no cérebro, uma condição conhecida como hipertensão intracraniana. "Hipertensão intracraniana induzida por microgravidade representa um fator de risco hipotético e uma limitação especial para viagens espaciais de longa duração", informou o principal autor do estudo, Larry Kramer, professor de diagnóstico e de intervenções na Escola de Medicina da Universidade do Texas, em Houston.
"Os achados da ressonância magnética revelaram várias combinações de anormalidades seguindo exposições à microgravidade tanto no curto quanto no longo prazo, também vistas em pessoas com hipertensão intracraniana idiopática".
Enquanto perda de massa óssea, dores musculares temporárias e anormalidades nos nervos já eram conhecidas por atingir astronautas no passado, os novos dados relacionados a problemas nos olhos preocuparam muitos na Nasa em relação à saúde de seus membros enviados ao espaço.
"A Nasa colocou este problema no topo de sua lista de riscos humanos, iniciou um programa abrangente para estudar seus mecanismos e implicações e continuará monitorando de perto a situação", disse William Tarver, chefe de medicina clínica de voo no Centro Espacial Johnson, da Nasa. Ele ressaltou que as descobertas são suspeitas, mas não conclusivas sobre a hipertensão intracraniana, e disse que nenhum astronauta se tornou inelegível para futuros voos espaciais como resultado dos estudos.[Fonte: Terra]

segunda-feira, 12 de março de 2012

Maior tempestade solar desde 2004 atingiu a Terra em cheio

A tempestade solar em foto telescópica

Uma forte tempestade solar, que parecia se dissipar, atingiu a Terra em cheio na noite de quinta-feira (08/03/2012), tornando-se o evento geomagnético mais importante desde 2004, disseram nesta sexta-feira (09/03/2012) especialistas americanos, que esperam mais atividade para este fim de semana.
A descarga de radiação solar causou poucos transtornos na rede elétrica, mas obrigou as companhias aéreas a desviar rotas em torno dos pólos e gerou imagens impressionantes de aurora boreal em algumas partes do mundo.
O fenômeno começou na noite de terça-feira com uma série de explosões no Sol, que lançaram partículas carregadas em grande velocidade para a Terra, mas a tempestade parecia se dissipar na quinta-feira, sem provocar os cortes de energia ou os problemas com os sistemas de navegação por satélite GPS, como se esperava.
As condições mudaram à noite, quando aumentou a intensidade da tormenta, que se elevou à categoria "forte" (G3) em uma escada de um a cinco, disse Bob Rutledge, chefe do departamento de previsões do clima espacial na Adminstração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês).
"Acabamos recebendo alguma coisa do forte impacto que esperávamos", disse, explicando que a mudança se deveu a uma alteração no campo magnético dentro da ejeção de massa coronal que explodiu fora do sol.
"Quando se olha a tempestade de forma global, em termos de tamanho e de potência, poderia se dizer que é a tormenta mais forte desde novembro de 2004", disse.
Nos estados do norte dos Estados Unidos, como Wisconsin, Michigan e Washington, houve registros de um espetáculo de luz noturna, causado pela aurora boreal, quando partículas altamente carregadas interagem com o campo magnético da Terra, criando um brilho colorido.
E embora os operadores elétricos já tenham "visto estas alterações em seus sistemas, tudo deveria estar dentro do que são capazes de manejar", acrescentou Rutledge.
Embora se espere uma redução paulatina da tempestade a partir desta sexta-feira, Rutledge advertiu sobre a possibilidade de mais alterações até domingo devido a uma erupção durante a noite na mesma região solar conhecida como 1429, que tem estado em atividade desde o começo da semana.
A labareda solar atingiu nível dois em uma escala de cinco e não foi tão grande quanto a erupção de terça-feira, mas se combinou a uma ejeção de massa coronal que, segundo Rutledge, se dirigirá para a Terra na madrugada de domingo.
"Vai afetar a Terra. Dirige-se diretamente para nós", disse.
"Achamos que isto poderia provocar uma intensidade de tempestade que pode alcançar novamente o nível G3. Não achamos que tenha a mesma intensidade sustentada que teve a tempestade que acaba de terminar", acrescentou.
As tempestades geomagnéticas e de radiação são cada vez mais frequentes à medida que o Sol evolui de seu período de mínima a máxima atividade nos próximos anos, mas as pessoas geralmente são protegidas pelo campo magnético da Terra.
No entanto, alguns especialistas estão preocupados porque, como a dependência da tecnologia de satélites GPS é maior do que durante o último máximo de atividade solar, poderia haver maiores transtornos na vida moderna.[Fonte: Jornal do Brasil]

quinta-feira, 8 de março de 2012

Maior tempestade solar em cinco anos chega à Terra


O campo magnético da Terra está prestes a ser sacudido como uma bola de neve com a maior tempestade solar em cinco anos. Depois de atravessar o espaço em um dia e meio, uma enorme nuvem carregada de partículas deve chegar nesta quinta-feira e afetar as redes de eletricidade, os sistemas de navegação por satélite e os voos das aeronaves, especialmente nas regiões do Hemisfério Norte. Perturbar redes de serviços públicos, voos de companhias aéreas, redes de satélites e o GPS, especialmente em áreas do Hemisfério Norte. Mas a explosão também poderia pintar auroras coloridas mais longe dos polos do que o normal.
Os cientistas dizem que a tempestade solar, que começou no início da semana, está crescendo à medida que se afasta do sol, expandindo-se como uma bolha de sabão gigante. Quando ela atacar na manhã desta quinta-feira, as partículas irão se mover em 4 milhões de quilômetros por hora.
- Vai nos bater bem no nariz - disse Joe Kunches, um cientista da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica, em Boulder, Colorado.
Os astrônomos dizem que o sol tem estado relativamente calmo por algum tempo. E esta tempestade pode parecer mais feroz porque a Terra foi embalada por vários anos de atividade solar fraca.
A tempestade faz parte do ciclo normal do sol de 11 anos, que deve ao auge no próximo ano. Tempestades solares não causam danos às pessoas, mas elas afetam a tecnologia. E durante o último pico, por volta de 2002, os especialistas descobriram que o sistema de posicionamento global, conhecido como GPS na sigla em inglês, era vulnerável às explosões solares.
- Como a nova tecnologia que floresceu desde então, os cientistas descobriram que alguns novos sistemas também estão em risco - disse Jeffrey Hughes, diretor do Centro Integrado de Modelagem de Clima Espacial da Universidade de Boston.
O sol entrou em erupção na noite de terça feira e os efeitos mais notáveis deveriam alcançar a Terra nesta quinta-feira entra 3h e 7h (no horário de Brasília), segundo as previsões do Centro Espacial de Meteorológica. Os efeitos podem persistir até a manhã de sexta-feira.
- Este é um evento de bom tamanho, mas não do tipo extremo - disse Bill Murtah, coordenador do programa do Centro de Previsão de Clima Espacial.
Rob Steenburgh, meteorologista do Centro de Previsão de Clima Espacial, disse que até às 23h30m de quarta-feira não houve efeitos visíveis da tempestade solar na Terra. Mas ele observou que havia alguns indícios de um satélite, que registrou um ligeiro aumento em partículas de baixa energia.
Outras tempestades magnéticas foram observadas nas últimas décadas. Uma explosão solar enorme, em 1972, paralisou as linhas telefônicas do Estado americano de Illinois.[Fonte: Yahoo]

quarta-feira, 7 de março de 2012

Telescópio registra colisões entre galáxias

Interações entre galáxias podem formar uma outra muito maior; fenômenos podem demorar milhões de anos.



O ESO (Observatório Europeu do Sul) divulgou nesta quarta-feira imagens de encontros entre jovens galáxias, localizadas no aglomerado de Hércules. As imagens foram realizadas pelo telescópio espacial VST, instalado no Observatório do Paranal, no Chile. 


Nas imagens do registro, é possível observar alguns pares de galáxias se aproximando umas da outras, por conta da forte gravidade que uma impõe sobre a mais próxima. Tal fenômeno poderá terminar na fusão destes pares, formando uma muito maior. 

O aglomerado está a 500 milhões de anos-luz de distância da constelação de Hércules. Este grupo possui características diferentes dos demais já encontrados no espaço, apresentando uma forma muito irregular, além de uma variedade muito grande de tipos de galáxias.[Fonte:Band.com]

Intensa erupção solar envia partículas na direção da Terra


Imagem divulgada nesta segunda-feira pela Nasa mostra no canto superior esquerdo uma região em intensa erupção - Foto: Nasa/Divulgação
Uma forte erupção na superfície do Sol, somada com a temporada de tempestades, enviou ondas de plasma e partículas que alcançarão a Terra, conforme informou nesta segunda-feira o Centro de Prognósticos Climatológicos Espaciais (SWPC). O SWPC, operado pelo Serviço Meteorológico Nacional dos Estados Unidos, indicou que o clarão foi de classe X1.1, o que significa que se trata de uma das mais poderosas das erupções solares. O fenômeno aconteceu à 1h13 desta segunda-feira.
A expectativa é de que a onda de plasma e partículas solares alcance a Terra em dois ou três dias. As erupções solares interferem no campo magnético da Terra e as ondas, que obrigaram a mudar a rota de alguns aviões comerciais que sobrevoavam os pólos, continuarão se intensificando, segundo os especialistas.
O Sol passa por ciclos regulares de atividade, que a cada 11 anos aproximadamente se intensificam e provocam tempestades que às vezes deformam e inclusive atravessam o campo magnético da Terra. Os especialistas indicaram que a atual temporada de tempestades é a mais intensa registrada desde setembro de 2005 e que estas provocam efeitos especiais únicos como as auroras boreais, além de interferir nas comunicações.
Além disso, as redes de transmissão de eletricidade, as comunicações via rádio e os sistemas de satélites são afetados, mas a Nasa afirmou que os astronautas da Estação Espacial Internacional (ISS) não correm perigo.
Em janeiro, os cientistas detectaram duas erupções no período de quatro dias seguidos por ondas com bilhões de toneladas de plasma viajando a cerca de 8 milhões de km/h. A onda causada pelo segundo dos dois clarões alcançou a Terra cerca de 34 horas depois da erupção, em vez dos dois ou mais dias que habitualmente esse deslocamento demora.[Fonte: Terra]
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