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sexta-feira, 13 de março de 2015

Nasa lança quatro naves para estudar campo magnético


A Nasa lançou na noite desta quinta-feira (12 de março de 2015) quatro naves para estudar o campo magnético que rodeia a Terra e suas interações com os ventos solares, que em alguns casos podem afetar as telecomunicações, o GPS e redes elétricas.
A nave Atlas da empresa americana United Launch Alliance, que transporta os quatro satélites, decolou de Cabo Canaveral, na Flórida, às 22H44 local (23H44 Brasília), como estava previsto, numa janela de lançamentos de 30 minutos.
Os quatro satélites foram lançados com sucesso uma hora e 45 minutos depois do lançamento, informou a Nasa duas horas depois, em comunicado.
"A separação da da nave espacial foi total".
Os satélites circulam numa órbita de um perigeu de 7.500 quilômetros e um apogeu de 75.000 quilômetros na primeira fase da missão.
As quatro naves espaciais idênticas - de 1,2 tonelada cada uma - da missão "Magnetospheric Multiscale" ou MMS voarão em formação de pirâmide, o que permitirá obter imagens em três dimensões e recolher uma grande quantidade de informação desta zona de colisão entre o campo magnético terrestre e as partículas solares que chegam a grande velocidade e formam seu próprio campo magnético, a cerca de 60.000 km da Terra.
O campo magnético do nosso planeta normalmente o protege destas partículas, mas quando há erupções solares de alta potência ocorre um fenômeno chamado de reconexão magnética na magnetosfera terrestre responsável pelas auroras boreais e também pelas tormentas magnéticas que podem perturbar os satélites de comunicações e as redes elétricas.
"A reconexão magnética é um dos fatores mais importantes nos fenômenos meteorológicos espaciais", explica Jeff Newmark, diretor da divisão de heliofísica da Nasa.
"As erupções solares, as ejeções de massa coronal, as tempestades de geomagnéticas...todos esses fenômenos incluem a liberação por reconexão magnética de energia armazenada nos campos magnéticos", detalha.
A missão tem um custo de 1.100 milhões de dólares e durará dois anos.
Na primeira fase, as sondas MMS explorarão a região onde o vento solar se choca com o campo magnético da Terra.
Diferentemente de missões anteriores para estudar as reconexões magnéticas, os satélites MMS terão uma resolução suficientemente alta para capturar o fenômeno em tempo real, no momento em que ocorrerem.
Os quatro satélites começarão a missão científica em setembro, quando estiverem os instrumentos estiverem calibrados. [Fonte: Yahoo]

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Inversão de polaridade do Sol vai afetar todo o Sistema Solar

Buraco no Sol foi registrado pela Nasa em julho: inversão de campo magnético deve ocorrer em breve - Foto: Nasa / Divulgação

Nos próximos três a quatro meses, o campo magnético do Sol completará uma inversão de polaridade, um processo que ocorre a cada 11 anos e está quase na metade do caminho, de acordo com a Nasa (agência espacial americana).
"Esta mudança terá repercussões em todo o Sistema Solar", disse o físico solar Todd Hoeksema, da Universidade de Stanford (Califórnia), em declarações para a agência espacial.
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A inversão de polaridade - norte e sul trocam de posição - ocorre no fim de cada ciclo solar, quando o dínamo magnético interno do Sol se reorganiza. Durante essa fase, que os físicos denominam máximo solar, as erupções de energia podem aumentar os raios cósmicos e ultravioleta que chegam à Terra, e isto pode interferir nas comunicações de rádio e afetar a temperatura do planeta.
Hoeksema é diretor do observatório Solar Wilcox, de Stanford, um dos poucos observatórios do mundo que estudam os campos magnéticos do Sol e cujos magnetogramas observaram o magnetismo polar da estrela a partir de 1976, desde quando já foram registrados três ciclos.
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Phil Scherrer, outro físico solar em Stanford, disse que "os campos magnéticos polares do Sol se debilitam, ficam em zero, e depois emergem novamente com a polaridade oposta. É parte regular do ciclo solar".
O alcance da influência magnética solar, conhecida como heliosfera, se estende a bilhões de quilômetros além de Plutão, e as sondas Voyager, lançadas em 1977, que agora rondam o umbral do espaço interestelar, captam essa influência.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

O campo magnético do Sol será invertido nos próximos meses

Crédito: Nasa
Em 2012, ouvimos falar que, em dezembro, a Terra passaria por uma reversão nos polos magnéticos (o Norte e o Sul seriam invertidos em nossas bússolas) - o que desencadearia, de alguma forma, a destruição do planeta. Como ainda estamos aqui, obviamente a teoria não se concretizou. A verdade é que a Terra passa, sim, por inversões de campo magnético, mas essas mudanças não são abruptas, acontecendo a cada 5 mil anos, aproximadamente.
E, nos próximos 3 ou 4 meses, o astro que irá concluir essa inversão de polos magnéticos será o Sol.
Não há razão para pânico - a nossa estrela passa por esse tipo de alteração a cada 11 anos, aproximadamente, coincidindo com o período de máxima solar. Essa fase do Sol é quando suas erupções estão mais ativas e fortes, o que pode desencadear uma maior liberação de energia, causando um aumento nos raios cósmicos e ultravioleta que chegam até nós.
Essas mudanças podem afetar a tecnologia: o serviço de satélites pode ser prejudicado, interrompendo a comunicação por ondas de rádio. A radiação também pode ser prejudicial para astronautas em órbita. Mas não há riscos de que as tempestades solares prejudiquem a vida terrestre de forma direta.
Quando cientistas discutem as mudanças de polos do Sol, eles falam sobre a corrente elétrica emitida pelo equador da estrela. Imagine que o astro emita uma corrente elétrica de forma permanente, através de uma linha horizontal que fica em seu centro. Com os pólos se invertendo, essa corrente também passará por mudanças, saíndo de sua constante horizontal e emitindo padrões mais ondulados. A Terra, ao orbitar o Sol, passa a entrar e sair com mais frequência da zona de maior influência dessas correntes.
A nossa recepção de raios cósmicos também é afetada. A emissão regular de eletricidade que recebemos do Sol protege o sistema inteiro, desde Plutão, destes raios (emissões de partículas elétricas altamente energizadas causadas por supernovas e outros eventos espaciais violentos). Como teremos uma recepção irregular da corrente elétrica de nossa estrela (descrita na imagem abaixo), ficamos mais suscetíveis a esses raios, que podem alterar o clima por aqui e, novamente, prejudicar astronautas em órbita.
Cientistas do Observatório Solar Wilcox, de Stanford, já registraram a inversão dos polos solares três vezes desde 1976. A última vez aconteceu em 2001 e quarta e próxima vez acontecerá ainda este ano.[Fonte: Galileu - Via Space.com]

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