Pesquisa Personalizada


Receba as atualizações de Astronomia Hoje por e-mail:

Ouça Temas da Bíblia Agora:

Estude a Palavra de Deus Agora!

Estude a Palavra de Deus Agora!
Cursos e Estudos Bíblicos Gratuítos

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Tripulação da estação espacial se prepara para comemorar Natal

Com gorros natalinos, a tripulação da Estação Espacial Internacional (ISS) é fotografada enquanto conversa com suas bases na Rússia, Japão e Estados Unidos. A foto foi tirada no Módulo de Serviço Zvezda (na seção russa da ISS). Na fila da frente estão o comandante de turno da ISS, o americano Jeffrey Williams (à direita) e o russo Maxim Suraev. Na fila de trás (da esquerda para a direita) estão o russo Oleg Kotov, comandante da Soyuz, o americano T.J. Creamer e o japonês Soichi Noguchi.

Tripulação da ISS se prepara para comemorar o Natal (Foto: Nasa)


O complexo espacial é habitado desde 2 de novembro de 2000. A uma velocidade de 28 mil quilômetros por hora, a estação orbita a Terra 16 vezes por dia a cerca de 400 km de altitude, monitorando 90% da superfície do planeta. A ISS é uma parceria das agências espaciais de EUA, Rússia, União Europeia, Japão e Canadá. Quando estiver concluída, em 2010, vai pesar 363 toneladas. A tripulação completa é composta por 6 astronautas/cosmonautas, com a missão de conduzir experimentos científicos e preparar futura exploração da Lua e de Marte . [Fonte: G1]

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Anéis de Saturno em Três Dimensões

Pela primeira vez em 400 anos, os anéis de Saturno foram vistos em três dimensões [Fonte: Terra - The New York Times]

Nebulosa Pelicano

A nebulosa Pelicano, também conhecida como IC 5067, está localizada na constelação Cygnus (Cisne, na tradução em inglês) - Foto: NASA

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Lua de Saturno possui sob superfície oceano salgado, diz pesquisa

Imagem de Encélado feita pela sonda Cassini (Foto: Nasa)
Encélado, uma das luas geladas de Saturno, oculta sob a superfície do polo sul um oceano salgado, de acordo com cientistas alemães e britânicos, que publicam nesta quarta (24) a descoberta na revista "Nature". O achado pode ter implicações para a busca de vida extraterrestre e para entender como são formadas as luas planetárias, afirmam. Jürgen Schmidt, da Universidade de Potsdam, e Nikolai Brilliantov, da Universidade de Leicester, chegaram a essa conclusão após estudar os gêiseres de vapor e gás e as minúsculas partículas de gelo lançados do polo sul de Encélado a centenas de quilômetros no espaço.


A sonda Cassini descobriu os jatos em 2005 durante observações de Saturno. Com a ajuda da Universidade de Heidelberg e do Instituto Max Planck de Física Nuclear, os cientistas fizeram experiências em laboratório e analisaram dados procedentes do Analisador de Poeira Cósmica da Cassini. Eles confirmaram que as partículas geladas expulsas pela Encélado contêm quantidades substanciais de sais de sódio, "o que sugere a presença de um oceano salgado a grande profundidade". O estudo indica também que a concentração de cloreto de sódio nesse oceano pode ser tão elevada quanto a dos oceanos na Terra.


Esta é a primeira prova experimental direta da existência deste oceano salgado, ao qual Schmidt e Brilliantov já se referiram em outro artigo na "Nature" em 2008, ao explicar que os jatos de vapor eram expulsos com maior força que as partículas de poeira. Essa força significa a existência de água líquida sob a superfície, e as teorias sobre a formação de satélites sugerem que quando um oceano líquido está em contato durante milhões de anos com o núcleo rochoso de uma lua se trata de um oceano salgado. Encélado é um de três únicos corpos extraterrestres no Sistema Wolar no qual ocorrem erupções de pó e vapor, e é um dos poucos lugares, além de Terra, Marte e da lua Europa, de Júpiter, onde os astrônomos têm provas diretas da presença de água. [Fonte: G1]

Nasa prova a existência de um mar em lua de Saturno

A Nasa apresentou provas de que existe um mar em Titã, a maior Lua de Saturno. Cientistas acreditam que a presença de líquido em uma Lua ou planeta pode indicar a existência de alguma forma de vida.

Astrônomos alemães descobriram em Titã um gigantesco mar, maior que o Mar Cáspio, considerado o maior mar interno da Terra. Na quinta-feira (17), o Centro Alemão Aeroespacial (DLR) anunciou que o mar de Titã, descoberto por membros do instituto de estudos planetários de Berlim do DLR, tem uma superfície de até 400 mil quilômetros quadrados.

Batizado como "Krake Mare", o mar descoberto no satélite de Saturno não é composto de água, mas de metano líquido ou de outro tipo de hidrocarboneto.

Foto: NASA/JPL/University of Arizona/DLR

Lago em Titã: imagem foi registrada em 8 de julho de 2009, no 59º sobrevoo da sonda Cassini, a 200 mil quilômetros (Foto: NASA/JPL/University of Arizona/DLR)

O mar está no polo norte de Titã e sua descoberta foi possível graças às imagens obtidas pela sonda americana Cassini. Um espectômetro de mapeamento visual e infravermelho (VIMS, na sigla em inglês) permitiu ver um brilho, similar ao reflexo do sol sobre o mar.

A novidade será apresentada amanhã na convenção anual da União Americana de Geofísica (AGU, na sigla em inglês) em San Francisco. O anúncio ocorre um ano após a descoberta de um mar de etano líquido no polo sul de Titã.

Com um diâmetro de 5,15 mil quilômetros, Titã é o segundo maior satélite de nosso sistema solar - depois de Ganimedes, que orbita em torno de Júpiter - e o único que conta com uma densa atmosfera.

Por causa de sua atmosfera carregada de nitrogênio, Titã se parece com o antigo estado da Terra. Os cientistas alemães entendem que na natureza só pode brilhar assim uma superfície líquida.

O nome do mar, "Krake Mare", tem origem em um monstro marinho das sagas nórdicas, um polvo ou lula gigante que atacava os navios e devorava os marinheiros. [Fonte: G1]

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Descoberta atmosfera de carbono em estrela

X-ray: NASA/CXC/Southampton/W. Ho et al.; Illustration: NASA/CXC/M.Weiss


Uma estrela de nêutrons descoberta em 1999 intrigava os pesquisadores por suas estranhas características.

Agora, com dados do observatório de Raios-X Chandra, cientistas conseguiram explicar porque, aparentemente, ela não emitia nenhuma pulsação: tudo culpa de uma fina atmosfera de carbono, que faz com que as emissões sejam constantes e não variem com a rotação do astro.

Localizada na constelação de Cassiopéia, a estrela de nêutrons está a 10 mil anos luz da Terra. Ela fica no meio dos restos da explosão de uma estrela de grande massa, uma estrutura com cerca de 14 anos-luz de largura.

As propriedades dessa atmosfera de carbono são bastante peculiares. Ela tem apenas dez centímetros de espessura, uma densidade similar ao diamante e pressão de mais de dez vezes aquela encontrada no centro da Terra.

Na imagem do Chandra (complementada com uma ilustração da estrela), os raios-X de baixa energia são representados pela cor vermelha, os de média energia pela cor verde e os de alta energia pela cor azul. [Fonte: InfoPlantão]

Descoberta super-Terra com atmosfera

Ilustração retrata o exoplaneta sendo detectado por meio da sombra

A busca por planetas habitáveis deu mais um passo com a descoberta do GJ1214b, a apenas 40 anos-luz de distância.

Classificado como uma super-Terra, ou seja, um planeta que possui massa entre uma e dez vezes a da Terra, ele orbita uma pequena estrela e, o mais importante, possui uma atmosfera.

Sua massa é cerca de seis vezes a do nosso planeta e o seu interior provavelmente é feito de gelo. Já o raio do GJ1214b, 2,7 vezes o da Terra, o torna intermediário entre nosso planeta e os gigantes do sistema solar, como Urano e Netuno.

Os dias por lá possuem 38 horas, e ele está a apenas dois milhões de quilômetros de uma estrela cinco vezes menor que o Sol e 300 vezes menos brilhante que ele. Mas, como está 70 vezes mais perto de sua estrela do que nós estamos do Sol, a temperatura chega a 200º C na superfície.

Como se essas condições não fossem hostis o bastante, o exoplaneta (assim chamado por orbitar uma estrela que não o Sol) possui uma atmosfera tão espessa que sua pressão e bloqueio da luz tornam o planeta completamente inabitável para as formas de vida que conhecemos.

Esta é a segunda super-Terra já encontrada: a primeira foi a Corot-7b. Apesar da massa do recém descoberto GJ1214b ser parecida com a de seu predecessor, seu raio é muito maior, o que sugere que a composição dos dois planetas deve ser bem diferente.

Cientistas acreditam que, enquanto o Corot-7b provavelmente tem um centro rochoso e é coberto de lava, ¾ do GJ1214b são compostos de gelo, e o restante de silício e ferro.

Esses dois planetas foram detectados indiretamente, quando causaram uma sombra nas estrelas em que orbitam. O projeto que os encontrou é chamado de MEarth, e monitora cerca de 2000 estrelas de baixa massa procurando por exoplanetas. Para confirmar os dados, como massa e o raio, foi utilizado o espectrógrafo HARPS, do Europena Southern Observatory, em La Silla, Chile.

Já a existência de uma atmosfera só foi descoberta quando astrônomos compararam o modelo matemático para planetas com o raio medido, notando que ele excedia as previsões. Isso significa que havia alguma coisa a mais que a superfície sólida sendo detectada: uma atmosfera, de 200 quilômetros de espessura.

Apesar do GJ1214b não ser um planeta habitável, o fato de estar tão perto – 40 anos-luz – representa uma oportunidade para se estudar um planeta com atmosfera utilizando a tecnologia atual.

A descoberta da super-Terra foi publicada na revista Nature. [Fonte: InfoPlantão]


segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Nasa lança satélite de cartografia celeste

A Nasa lançou nesta segunda-feira (14 de dezembro de 2009) seu satélite de cartografia celeste Wide-field Infrared Survey Explorer (WISE) que orbitará a Terra e escaneará o céu para fotografar centenas de milhões de objetos. O lançamento, adiado na sexta-feira passada por problemas em um dos motores do foguete, aconteceu às 14H09 GMT da base da Força Aérea Vandenberg na Califórnia (oeste).O WISE orbitará a 500 km sobre a superfície da Terra.Para o final de sua missão, calcula-se que o WISE terá tirado quase 1,5 milhão de fotografias de todo o céu. (Fonte: Último Segundo)

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Hubble descobre as galáxias mais antigas já registradas


O telescópio espacial Hubble encontrou as galáxias mais antigas já registradas, informou hoje a agência aeroespacial americana (Nasa). Uma nova câmera instalada no semestre passado no Hubble capturou imagens de milhares de galáxias jamais vistas, formadas 600 milhões de anos após o "Big Bang".


As galáxias estão a cerca de 13 bilhões de anos-luz da Terra. Cada ano-luz representa algo em torno de 9,6 trilhões de quilômetros de distância da Terra. A imagem foi captada em uma região do espaço que o Hubble está monitorando desde 2004.


Desde a instalação da nova câmera, o telescópio orbital conseguiu observar regiões mais distantes. A nova câmera foi instalada em maio pela Nasa, em uma operação que envolveu a caminhada espacial de astronautas, que fizeram as instalações e repararam equipamentos do telescópio. O Hubble faz parte de um projeto cooperativo entre a Nasa e a Agência Espacial Europeia. [Fonte: Estadão]

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Astrônomos encontram estrela 35 vezes mais quente que o Sol

A Nebulosa do Inseto, que está a cerca de 35 mil anos-luz da Terra, na constelação de Escorpião, é uma das nebulosas planetárias mais espetaculares já vistas. [Imagem: Anthony Holloway & Tim O'Brien, JBCA.]


Astrônomos da Universidade de Manchester, na Grã-Bretanha, descobriram uma das estrelas mais quentes da galáxia, com uma temperatura 35 vezes maior do que a temperatura do Sol.
Segundo os cientistas, esta é a primeira vez que a estrela, que fica na Nebulosa do Inseto, foi observada e retratada. A sua temperatura é superior a 200 mil graus Celsius.
"Esta estrela foi muito difícil de ser encontrada porque ela está escondida atrás de uma nuvem de poeira e gelo no meio da nebulosa", disse o professor Albert Zijlstra, da Universidade de Manchester.


Futuro do Sol
De acordo com o pesquisador, nebulosas planetárias como a do Inseto se formam quando estrelas que estão morrendo ejetam gás no espaço.
"Nosso Sol vai fazer isso em cerca de cinco bilhões de anos. A Nebulosa do Inseto, que está a cerca de 35 mil anos-luz [da Terra,] na constelação de Escorpião, é uma das nebulosas planetárias mais espetaculares."
"Nós fomos extremamente sortudos que tivemos a oportunidade para capturar esta estrela próximo ao seu ponto mais quente. De agora em diante ela vai se resfriar na medida em que vai morrendo", disse o autor do artigo, Cezary Szyszka, que trabalha no European Southern Observatory.


Mecanismo desconhecido
Zijlstra e sua equipe usaram o telescópio Hubble para encontrar a estrela. Em setembro, o telescópio foi reformado, com a instalação de mais uma câmera.
As imagens capturadas pelo Hubble serão publicadas na próxima semana na revista científica Astrophysical Journal.
"Este é um objeto verdadeiramente excepcional."
Segundo o cientista Tim O'Brein, da Universidade de Manchester, ainda não se sabe como uma estrela do tipo ejeta sua massa para formação de nebulosas. [Fonte: Inovação Tecnológica - BBC]

domingo, 22 de novembro de 2009

Astronautas do ônibus espacial Atlantis fazem segunda caminhada espacial


Estão programadas três sessões de trabalhos externos. Astroonauta da Atlantis faz reparos na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) durante a segunda caminhada espacial da missão.

Os astronautas Mike Foreman e Randy Bresnik deram início neste sábado (21/11/2009) à segunda caminhada espacial de sua missão para instalar um adaptador no laboratório europeu "Columbus", na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), além de uma antena adicional para radioamadores. Após passar a noite no compartimento "Quest", que prepara o sistema sanguíneo para prevenir problemas de descompressão com a saída do aparelho, os astronautas abriram a escotilha às 12h31 (horário de Brasília) para iniciar uma jornada de trabalho de seis horas. Para Bresnik será a primeira saída espacial, enquanto que para Foreman será a segunda nesta missão e a quinta em sua carreira, já que também participou da missão STS do ônibus espacial "Endeavour" em 2008.


Foreman vestiu um traje espacial com detalhes vermelhos para poder ser diferenciado de Bresnik e o especialista de missão Robert Satcher ficou encarregado de coordenar as atividades e as comunicações entre os astronautas e o centro de controle em Houston. Foreman e Bresnik também instalarão outra antena sobre a viga principal para melhorar a transmissão das câmaras de vídeo que os astronautas levam sobre o capacete. Além disso, reposicionarão um dispositivo que registra o potencial elétrico entorno da estação e instalarão um gancho para aderir carga à viga principal.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Nível de água descoberto na Lua enche 12 baldes, diz Nasa

A Nasa, agência espacial americana, confirmou nesta sexta-feira a existência de água congelada em uma cratera da Lua após a análise dos dados enviados pela sonda espacial LCROSS (Lunar Crater Observation and Sensing Satellite, em inglês), que se chocou com o satélite terrestre no último dia 9 de outubro. Segundo a agência, a quantidade do recurso natural encontrado no buraco, com profundidade de cerca de 20 m, é equivalente a 12 baldes de água.
Em comunicado, a agência espacial informou que a descoberta abre um novo capítulo na história que compreende a Lua. "Estamos descobrindo os mistérios do nosso vizinho mais próximo e, por consequência, do Sistema Solar", afirmou Michael Wargo, cientista-chefe da missão, na sede da Nasa, em Washington. "A lua abriga muitos segredos e a LCROSS acrescentou um novo ingrediente para nossa compreensão", disse.
Antes da colisão, a LCROSS lançou com sucesso um foguete sobre a cratera Cabeus A, que se encontra na região do pólo sul, na face oculta da Lua. O primeiro impacto do foguete vazio provocou uma coluna de poeira que subiu sobre o alto da cratera e foi seguido minutos depois pela sonda, que recolheu informação da esteira antes de cair.
Um porta-voz da Nasa explicou nesta sexta que "provavelmente a água está congelada e misturada a outras substâncias". "A água só foi vista após o impacto, o que indica que ela não estava disponível na superfície", disse. No entanto, o porta-voz afirmou que "ainda não é possível determinar que tipo de água é essa".
Segundo ele, o foco agora é em estudar as informações obtidas para atingir novas descobertas. "Agora temos que dar um passo para trás e pensar no que mais pode haver lá. A Lua é viva", acrescentou.
Os cientistas têm investigado há tempos a origem de quantidades significativas de hidrogênio que foram detectadas nos pólos lunares. De acordo com a agência, os dados coletados pela LCROSS podem indicar ainda uma quantidade de água maior do que se suspeitava anteriormente.
Se a água realmente se formou ou permaneceu em depósitos em bilhões de anos, isto seria a chave para os especialistas entenderem a história e a evolução do Sistema Solar. Além disso, a água e outros compostos são recursos potenciais que poderiam sustentar o sonho humano de fixar uma base no solo lunar futuramente.
A sonda espacial partiu da Terra em junho passado, a bordo de um foguete Atlas V, junto à sonda LRO (Lunar Reconaissance Orbiter). Os dois artefatos integram a primeira missão do programa Constellation, que prevê a volta do homem à Lua a partir de 2020. (Fonte: Redação Terra).
Veja as fotos

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Descoberto planeta gasoso com matéria orgânica

NASA/JPL-Caltech
Encontrada base química da vida em planeta
Ilustração do planeta HD 209458b, a 150 anos-luz


Pela segunda vez, astrônomos detectaram moléculas básicas da vida na atmosfera de um planeta gigante gasoso que fica fora do Sistema Solar. O anúncio, feito por cientistas da Nasa (agência espacial norte-americana), ocorre pouco depois da descoberta de 32 planetas localizados ao redor de outras estrelas e de sinais de moléculas orgânicas em Haumea, um planeta anão do nosso Sistema Solar.

As descobertas, porém, ainda não evidenciam um sinal claro de vida extraterrestre. "Um sinal claro de vida exige, primeiro, um planeta onde possa haver vida. Depois, a detecção de moléculas relacionadas a processos biológicos. E, por fim, a evidência de que a abundância dessas moléculas requer atividade biológica", explica Mark Swain, do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL), da Nasa. "Nós apenas não fomos capazes, ainda, de satisfazer a todos os três critérios."

O planeta no qual foi detectada a presença de água, metano e dióxido de carbono falha logo no primeiro critério. Chamado HD 209458b, esse mundo é um "Júpiter quente", um gigante gasoso que orbita muito perto de sua estrela, a um oitavo da distância que separa Mercúrio do Sol, na constelação de Pégaso, a 150 anos-luz da Terra.

A estrela em torno da qual HD 209458b gira é semelhante ao Sol. A descoberta da matéria orgânica foi feita com o uso dos telescópios espaciais Spitzer e Hubble. O Hubble detectou as moléculas e o Spitzer calculou suas concentrações. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Descoberto na órbita de Saturno o maior anel do sistema solar


Descoberto anel gigante de Saturno

No seu diâmetro cabem alinhados mil milhões de planetas do tamanho da Terra

O telescópio espacial Spitzer detectou na órbita de Saturno o maior anel do sistema solar, que se estende a 13 milhões de quilômetros de distância do planeta e está 50 vezes mais longe que os anéis mais conhecidos.

As imagens registradas pelo telescópio da Nasa (agência espacial americana) mostram um círculo de pó de dimensões nunca vistas até o momento e que poderia ter se formado, segundo os especialistas, a partir de restos desprendidos da lua de Saturno Febe após pequenos impactos, segundo publica hoje a revista científica "Nature".

Até agora, o maior anel deste planeta - e também do sistema solar - era o "E" (os anéis de Saturno estão classificados em ordem alfabética, segundo a ordem em que foram descobertos), que rodeia o planeta a uma distância de 240 mil quilômetros.

Uma das peculiaridades do anel recém descoberto é que conta com uma inclinação de 27 graus em relação ao plano no qual está o resto dos anéis, algo que levou os pesquisadores a pensarem que sua origem pode estar relacionada com a lua Febe, que também se inclina ao redor de Saturno. [Fonte: Yahoo Notícias/EFE]

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Bolha Cósmica

[Imagem: Keith B. Quattrocchi]

Nebulosa bolha de sabão

Dois grupos de astrônomos, trabalhando de forma independente, "co-descobriram" um corpo celeste inusitado e sem precedentes.

O novo objeto, que se parece com uma gigantesca bolha de sabão cósmica, foi catalogado como uma nebulosa planetária. Apesar do nome, nebulosas planetárias são formadas quando uma estrela com uma massa equivalente a até oito vezes a massa do Sol ejeta suas camadas externas na forma de um gás luminoso.

Bolha de Cisne

O novo objeto foi batizada de PN G75.5+1.7, mas já está sendo chamado de Bolha de Cisne, em referência à constelação onde ela se encontra.

A bolha de sabão cósmica pode ser um cilindro, do qual estaríamos vendo apenas uma das extremidades. Existem nebulosas de diversos formatos, sendo que a maioria é elíptica. Quando a estrela ejeta seus gases a partir dos pólos, a nebulosa formada pode ter um aspecto cilíndrico.

Contudo, a Bolha de Cisne tem uma simetria muito grande, o que aumenta a probabilidade de que ela seja de fato uma bolha.

Perdida nas fotos

Revisando imagens de um mapeamento celeste feito há 16 anos, os pesquisadores perceberam que a Bolha de Cisne já estava nas fotografias. Contudo, ela passou despercebida devido ao seu brilho, que é muito tênue. Os cálculos indicam que hoje ela continua com a mesma luminosidade e o mesmo tamanho.

Ainda não está claro quem constará como descobridor da nebulosa-bolha-de-sabão. O astrônomo Dave Jurasevich, do Observatório Monte Wilson detectou o novo objeto mas, em seguida, descobriu-se um comunicado de duas outras astrônomas, Mel Helm e Keith Quattrocchi, que também o detectaram. Em seu site, Keith Quattrocchi reconhece a precedência da descoberta do Dr. Jurasevich, mas ainda não há uma definição formal da União Astronômica Internacional. [Fonte: Inovação Tecnológica]


Hubble fotografa galáxia se desmanchando

[Imagem: NASA & ESA]

O Telescópio Espacial Hubble fotografou duas galáxias que estão perdendo porções gigantescas de sua massa por meio de um processo conhecido como "esvaziamento por pressão de arrasto."

O fenômeno, que faz com que as galáxias pareçam estar explodindo, ocorre quando elas se afastam rapidamente do centro de um aglomerado de galáxias em direção às suas bordas.

A pressão de arrasto é a força que resulta quando alguma coisa move-se através de um fluido. Ela pode ser percebida, por exemplo, pela brisa que você sente em seu rosto quando anda de bicicleta, mesmo em um dia totalmente sem vento.

No contexto galáctico, a pressão de arrasto é percebida quando galáxias localizadas na parte central de um aglomerado movem-se rapidamente através do chamado meio intra-aglomerado - uma "corrente" de raios X extremamente quente -

Virgem

Quando a galáxia se movimenta contra esse fluxo de raios X, ele arranca gases de seu interior. O processo é tão dramático que pode até parar o processo de formação de estrelas no interior da galáxia.

A galáxia espiral NGC 4522 está localizada a cerca de 60 milhões de anos-luz da Terra e é um exemplo espetacular de uma galáxia espiral que está sendo despojada dos seus gases.

A NGC 4522 é parte do aglomerado de galáxias de Virgem e o seu rápido movimento no interior do aglomerado resulta em fortes "ventos" que a atravessam, deixando seus gases para trás. Os cientistas estimam que a galáxia está se movendo a mais de 10 milhões de quilômetros por hora.

A imagem foi feita com a câmera ACS do Hubble, antes que ela apresentasse defeito. Os astronautas que participaram da quarta missão de conserto do telescópio espacial consertaram-na no início deste ano - veja Atlantis captura Telescópio Espacial Hubble [Fonte: InovaçãoTecnológica]


quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Cientistas apontam superfície rochosa em "super-Terra"

Dados detalhados sobre o menor planeta já encontrado fora do nosso sistema solar sugerem que se trata de uma "super-Terra" com superfície rochosa, muito parecida com a nossa, disseram astrônomos europeus nesta quarta-feira. O chamado exoplaneta, cuja descoberta foi anunciada em fevereiro, tem cinco vezes a massa da Terra, o que, combinado com seu raio, sugere que tenha uma superfície sólida e uma densidade semelhante ao do nosso planeta.

"Isso é ciência no que ela tem de mais excitante e incrível", disse o astrônomo suíço Didier Queloz, chefe da equipe que fez as observações.

Cerca de 330 exoplanetas já foram achados orbitando outras estrelas além do Sol. A maioria são gigantes gasosos com características semelhantes a Netuno, que tem 17 vezes a massa da Terra.

Mas o planeta citado no estudo de quarta-feira, chamado CoRoT-7b - é diferente. Ele completa uma órbita a cada 20 horas, a uma distância de apenas 2,5 milhões de quilômetros da sua estrela. Sua temperatura oscila entre 1.000C e 1.500C, o que significa que não pode abrigar vida. Seu raio é cerca de 80 por cento maior que o da Terra.

Em artigo na revista Astronomy and Astrophysics, os cientistas disseram que suas conclusões colocam o CoRoT-7b na categoria das "super-Terras". Cerca de 12 delas já foram localizadas, mas é a primeira vez que se mensura com relativa precisão a densidade e a massa de um exoplaneta tão pequeno, disseram eles.

Para fazer essas medições, eles usaram um dispositivo chamado "procurador de planetas por velocidade radial de alta precisão" (Harps, na sigla em inglês), que é um espectrógrafo ligado ao telescópio do Observatório Europeu Meridional, em La Silla, no Chile.

De acordo com os cientistas, esse é "o melhor dispositivo caçador de exoplanetas no mundo." "Embora o Harps seja certamente imbatível quando se trata de detectar exoplanetas pequenos, as medições do CoRoT-7b se mostraram tão exigentes que tivemos de reunir 70 horas de observações," disse François Bouchy, outro integrante da equipe europeia de astrônomos.

Artiz Hatzes, que também faz parte da equipe, disse que o trabalho representou um "tour de force" das medições astronômicas. (Fonte: Yahoo Notícias)

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Hubble revela maravilhas cósmicas

Foto: AFP

O telescópio Hubble, totalmente modernizado, mostrou uma série de imagens de maravilhas cósmicas com incrível nitidez, incluindo uma "borboleta" celestial e um "pilar da criação".

As 10 imagens foram as primeiras capturadas do espaço profundo obtidas pelo Hubble desde que sofreu reparos na missão realizada em maio passado, que instalou uma nova câmera e na qual outros instrumentos científicos foram reparados.

A foto com a forma de borboleta mostra uma nebulosa - nuvem de poeira estrelar e gás- criada pelos restos de uma estrela agonizante que, em algum momento, teve cinco vezes a massa do Sol.

A Nebulosa Borboleta ou as asas da "Bug Nebula" são na realidade o que a Nasa chama "caldeiras de gás" aquecidas a mais de (20.000 graus Celsius) que se deslocam pelo espaço a mais de 965.600 km/h.

"Isso marca um novo começo para o Hubble", ressaltou Ed Weiler, diretor associado da Agência Espacial Americana e responsável pelas missões científicas.

O telescópio, colocado em órbita em 1990, "foi totalmente modernizado e agora está mais poderoso do que nunca, com novos equipamentos que o permitirão se manter em operação durante a próxima década", indicou em um comunicado.

Os novos instrumentos permitem ao Hubble pesquisar o universo em uma extensa gama do espectro luminoso, que vai dos raios ultravioletas aos infravermelhos.

O telescópio Hubble, totalmente modernizado, mostrou uma série de imagens de maravilhas cósmicas com incrível nitidez, incluindo uma "borboleta" celestial e um "pilar da criação". (Fonte: Yahoo Notícias)

Veja as fotos no site da NASA - clique aqui

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

NASA fotografa olho no espaço



NASA/JPL-Caltech/The SINGS Team (SSC/Caltech)
Galáxia NGC 1097: buraco negro cercado de estrelas é fotografado por teléscópio espacial

A imagem capturada pela agência espacial americana impressiona por sua semelhança a um grande olho estelar.

Trata-se, na verdade, de uma galáxia localizada a 50 milhões de anos luz da Terra. Sua forma espiral é como a da nossa Via Láctea, e o “olho” ao centro é, na verdade, um gigantesco buraco negro cercado por um anel e longos braços de estrelas.

Nomeada de NGC 1097, a galáxia foi fotografada pelo telescópio espacial Spitzer. Na imagem, feita em infravermelho, a luz com menor comprimento de onda é capturada em azul, enquanto as mais longas aparecem vermelhas. Os braços em espiral da galáxia e os raios agitados vistos entre eles, todos na cor vermelha, mostram poeira aquecida pelo nascimento de novas estrelas. Populações mais antigas de estrelas espalhadas pela galáxia são azuis.

Segundo a NASA, o anel em volta do centro está borbulhando com a formação de novas estrelas, a uma taxa bastante alta. Se comparado ao buraco negro localizado no meio da Via Láctea, que possui a massa de alguns milhares de sóis, este é gigantesco. Com cerca de 100 milhões de vezes a massa do nosso Sol, ele se alimenta de gás e poeira. Algumas teorias afirmam que ele pode se acalmar e eventualmente entrar em um estado mais dormente, como acontece com o buraco negro da nossa galáxia.

O ponto azul de destaque à esquerda, que parece ter se encaixado entre os longos braços vermelhos, é uma galáxia companheira, que tanto pode ter “cavado” um espaço ali no meio, como pode ter se alinhado com a área livre deixada entre os braços. Os outros pontos na imagem são estrelas próximas na nossa galáxia ou imagens de galáxias distantes. (Fonte: Info Abril)

Sai imagem da nebulosa Olho de Gato

NASA/UIUC/Y.Chu et al., Optical: NASA/HST
Nebulosa Olho de Gato, a 3 000 anos-luz de distância

Dois centros de observação da NASA combinaram dados para criar esta imagem da nebulosa Olho de Gato, localizada a 3 000 anos-luz da Terra.

A imagem é resultado da junção de informações do Observatório de Raio-X Chandra e do Telescópio Espacial Hubble. A intensidade do brilho da cor alaranjada indica a emissão de raios-X: a quantidade emitida pela estrela central surpreendeu os astrônomos: é a primeira vez que se observa essa intensidade vinda do astro central de uma nebulosa planetária.

Apesar do nome, as “nebulosas planetárias” não possuem nenhuma relação com planetas. Elas se formam quando as reações no núcleo de uma estrela não conseguem mais segurar sua estrutura, o que força as camadas externas para fora. Justamente por estar morrendo, a nebulosa Olho de Gato libera gás e dá este efeito à foto. (Fonte: Info Abril.com)

Uma galáxia similar à Via Láctea


Em uma galáxia não muito distante, astrônomos encontraram semelhanças com a nossa Via Láctea.(Foto: ESO)

O European Southern Observatory (ESO), observatório do sudoeste europeu, divulgou nova imagem da NGC 4945. A 13 milhões de anos-luz, ela parece ter características que a aproximam bastante da nossa galáxia.

Além da forma em espiral, ela possui braços brilhantes e uma região central em forma de barra, como a Via Láctea. Em seu centro, provavelmente um buraco negro de grande massa devora matéria e lança energia pelo espaço.

Localizada na constelação de Centaurus, a NGC 4945 é visível por meio de qualquer telescópio amador. A foto divulgada foi feita pelo observatório La Silla, no Chile, e, nela, a galáxia aparece com forma alongada. O efeito é causado pela perspectiva que temos da Terra, mas, na verdade, ela é um disco muito mais largo que espesso.

Com a aplicação de filtros especiais, que isolam a cor da luz emitida por gases aquecidos (como hidrogênio), o ESO pode localizar áreas de formação de estrelas, identificadas pelo grande contraste na galáxia. Outras observações indicam que a NGC 4945 possui, também, suas diferenças em relação à Via Láctea: seu centro é muito ativo, e emite muito mais energia que galáxias mais calmas.

O ESO é uma organização européia financiada por 14 países: Áustria, Bélgica, Dinamarca, França, Finlândia, Alemanha, Itália, Holanda, Portugal, Espanha, Suécia, Suíça e Reino Unido. (Fonte:Abril.com)

sábado, 25 de julho de 2009

Eclipse Total

O eclipse chegou ao sudoeste da China a partir das 09h00 local (22H00 Brasília), e a província de Sichuan foi a primeira a ter o fenômeno visível, e bem visível, segundo imagens transmitidas pela TV estatal. Foto:Pedro Ugarte/AFP (Fonte: Yahoo Notícias)


O mais longo eclipse solar total do século 21 avançou nesta quarta-feira (22/07/2009) pela Ásia, passando por Índia e China, os dois países mais povoados do planeta.
Até dois bilhões de pessoas podem ter observado diretamente este "enorme" eclipse do Sol, um recorde na história da humanidade, segundo os astrofísicos.
A partir da 00H30 GMT (21H30 Brasília), a escuridão voltava a uma faixa de 15 mil km de comprimento por 258 km de largura, atravessando a Índia de oeste a leste, chegando ao Nepal, Butão, Bangladesh, Myanmar, China e às ilhas meridionais japonesas.
O eclipse chegou ao sudoeste da China a partir das 09h00 local (22H00 Brasília), e a província de Sichuan foi a primeira a ter o fenômeno visível, e bem visível, segundo imagens transmitidas pela TV estatal.
Em Xangai, que recebeu milhares de turistas nos últimos dias, o tempo encoberto não permitiu observar plenamente o eclipse.
Na Índia, a agência Cox and Kings fretou um Boeing 737-700, que decolou de Nova Délhi antes do amanhecer para "interceptar" o eclipse total a uma altitude de 12.500 metros, voando para o leste, em direção ao Estado de Bihar. Os 21 assentos do aparelho no lado do nascente foram vendidos a 1.700 dólares cada.
Milhares de pessoas assistiram ao fenômeno na cidade santa hindu de Varanasi, constatou o fotógrafo da AFP.
O Sol ficou completamente encoberto pela Lua durante seis minutos e 39 segundos em uma região pouco habitada do Pacífico, um recorde que apenas será superado no ano de 2132.
O eclipse é envolto em grande superstição na Índia e na China.
No evento de um eclipse, alguns hindus (80% dos 1,17 bilhão de indianos) acreditam que os demônios Rahu e Ketu "tragam" o Sol, fazendo com que seja impossível comer os alimentos e tornando a água impotável.
As indianas grávidas, que programaram cesariana para esta quarta-feira, decidiram reprogramar a cirurgia devido ao fenômeno, revelou Shivani Sachdev Gour, ginecologista do hospital Fortis de Nova Délhi.
Na China Imperial, os eclipses eram presságio de catástrofes naturais ou da morte de um imperador. Estas crenças e superstições ainda não desapareceram.
Segundo um artigo do portal chinês Baidu.com., "a probabilidade de haver violência ou uma guerra após um eclipse total é de 95%". (Fonte: Yahoo Notícias)

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Fotos Históricas do Homem na Lua

Há exatos 40 anos, o homem chegava à Lua pela 1ª vez
No dia 20 de julho de 1969, os astronautas da "Apollo 11", Neil Armstrong, Michael Collins e Edwin "Buzz" Aldrin, foram os primeiros homens a pisarem na Lua, realizando um dos sonhos mais antigos da Humanidade. Este feito mudou a percepção de nosso lugar no Universo e nosso olhar sobre a Lua, até então um lugar que, por milênios, foi alvo de veneração, sonhos e superstições.
"Quando chegamos lá, desmitificamos de forma a Lua", considerou Roger Launius, chefe do departamento de História Espacial do Smithsonian Institution de Washington. Confira abaixo algumas fotos que relembram este grande marco na nossa história:











quarta-feira, 15 de julho de 2009

Saiba o que aconteceu com os astronautas que foram à Lua

Armstrong, Aldrin e Collins ainda vivem 40 anos após jornada histórica.Biografias oficiais dos aventureiros estão disponíveis em inglês.

Embora a Nasa tivesse um total de 17 voos em seu programa Apollo, somente seis realmente pousaram na Lua. Junto com Neil A. Armstrong, que deu o primeiro passo na superfície, outros onze homens deixaram a segurança relativa de seus módulos lunares para recolher amostras de rochas e poeira e completar os objetivos de cada missão.

Da esquerda para a direita, os astronautas da Apollo 11, Michael Collins, Neil Armstrong e Buzz Aldrin junto com o presidente George W. Bush em 2004 (Foto: Nasa)

Em cada viagem, um dos três astronautas permanecia no módulo de comando e orbitava ao redor da Lua, até que os outros voltassem. Após o fim do programa Apollo, os astronautas buscaram diferentes atividades. Abaixo, uma atualização sobre os astronautas que viajaram à Lua na Apollo 11, em julho de 1969.

NEIL A. ARMSTRONG

Comandante. Nascido em 5 de agosto de 1930, em Wapakoneta, Ohio. Armstrong deixou a Nasa em 1971 para se tornar professor de engenharia aeronáutica na Universidade de Cincinnati. Depois, serviu à diretoria de várias empresas privadas. Também trabalhou na Comissão Nacional do Espaço, de 1985 e 1986, e na Comissão Presidencial do Acidente da Challenger, em 1986. Em 2005, a biografia autorizada de Armstrong, "First Man: The Life of Neil A. Armstrong", escrita por James R. Hansen, foi publicada pela Simon & Schuster. Ele hoje mora em Cincinnati.

EDWIN E. ALDRIN JR.

Piloto de módulo lunar. Nascido em 20 de janeiro de 1930, em Montclair, Nova Jersey. Aldrin, conhecido como Buzz, deixou a Nasa em julho de 1971 e Força Aérea em 1972. Ele fundou a Starcraft Boosters, empresa de projetos de foguetes, e a Fundação ShareSpace, uma organização sem fins lucrativos dedicada a promover a educação e a exploração espacial e voos espaciais acessíveis. Aldrin publicou uma autobiografia em 1973, "Return to Earth" (Random House), e outro livro de memórias neste ano, "Magnificent Desolation: The Long Journey Home from the Moon" (Harmony), no qual descreve sua batalha contra o alcoolismo e seu comprometimento contínuo com a exploração espacial. Hoje, ele mora em Los Angeles.

MICHAEL COLLINS

Piloto do módulo de comando. Nascido em 31 de outubro de 1930, em Roma. Collins deixou a Nasa em 1970 e se tornou diretor do Museu Nacional do Ar e do Espaço, do Instituto Smithsonian, em Washington. Depois, abriu sua própria empresa de consultoria. Ele é autor de "Carrying the Fire: An Astronaut’s Journeys" (Farrar, Straus & Giroux) e "Liftoff: The Story of America’s Adventure in Space" (Grove Press), bem como do livro infantil "Flying to the Moon and Other Strange Places" (Farrar, Straus & Giroux). Collins é aposentado e mora no sul da Flórida. (Fonte: G1)

Novo mapa de Vênus sugere que planeta teve continentes e oceano

Concepção artística da nave Venus Express (Foto: ESA)


Dados foram obtidos por sonda com sensores de infravermelho.Hoje planeta é estufa gigante, quente o suficiente para derreter chumbo.


Vênus pode ter sido mais parecido com a Terra, com um oceano e um sistema de placas tectônicas que deu lugar à formação de continentes, segundo o primeiro mapa do hemisfério sul desse planeta elaborado com as câmeras de infravermelho da nave Venus Express. O mapa é o resultado de mais de mil imagens obtidas entre maio de 2006 e dezembro de 2007 por equipamentos com infravermelho que permitem ver através das densas nuvens que cobrem Vênus, segundo a Agência Espacial Europeia (ESA).


Antes, foram utilizados sistemas de radar para obter mapas de alta resolução da superfície de Vênus, mas esta é a primeira vez que se obtém um mapa que indica qual poderia ser a composição química das rochas. Os novos dados são compatíveis com as suspeitas de que os dois planaltos montanhosos de Vênus são antigos continentes produzidos por uma atividade vulcânica, que antes estiveram cercados por um oceano. "Não é uma prova, mas é compatível. Tudo o que podemos dizer, por enquanto, é que as rochas do planalto parecem diferentes das encontradas em outros lugares", afirma, em uma nota da ESA, o cientista alemão Nils Müller, que dirigiu os trabalhos cartográficos. Na opinião do cientista, a única maneira de ter certeza de que os dois planaltos de Vênus são continentes será enviando uma sonda a essas áreas. Embora a água de Vênus tenha desaparecido, ainda pode haver atividade vulcânica, afirma. "Vênus é um planeta grande, aquecido por elementos radioativos em seu interior. Deve ter a mesma atividade vulcânica que a Terra", afirma Müller. O mapa oferece aos astrônomos uma nova ferramenta para entender por que Vênus é tão semelhante em tamanho à Terra e, no entanto, evoluiu de forma tão diferente, afirma a ESA. A nave "Venus Express" foi lançada em 9 de novembro de 2005 e levou 155 dias para chegar à sua órbita operacional. (Fonte: G1)

terça-feira, 19 de maio de 2009

Nasa divulga imagem da silhueta da Atlantis contra o Sol

A imagem foi capturada a partir do solo usando um telescópio com filtro solar

A Agência Espacial Americana, Nasa, divulgou uma imagem da silhueta da nave Atlantis passando contra o Sol nesta terça-feira. A imagem foi capturada a partir do solo usando um telescópio com filtro solar. As informações são do jornal timesonline.

Nesta sexta-feira, a tripulação da nave Atlantis irá fazer a segunda de cinco caminhadas espaciais para reparar o Telescópio Espacial Hubble. Os astronautas concluiram nesta quinta-feira o primeira dia de trabalho para melhorar o funcionamento do telescópio, que agora já conta com uma nova e poderosa câmera para fotografar o espaço.

Após mais de sete horas de trabalho no exterior da nave, no espaço aberto, os astronautas John Grunsfeld e Andrew Feustel conseguiram substituir a velha câmera do Hubble por uma nova mais eficiente.

Eles trocaram a câmera Wide Field Planetary, de 15 anos de idade, por outra muito mais poderosa, do tamanho de um piano de parede. A Nasa deixou claro que com esse novo instrumento, o telescópio, que transmitiu imagens incríveis das profundezas do Universo, será capaz de captar fotografias maiores, mais claras e detalhadas. (Fonte: Terra)

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Construa o seu próprio Universo


Cientistas querem criar um big-bang em outra dimensão:

Deus existe? Se existir, é melhor se cuidar, pois tem cientista de olho no cargo Dele. Parece megalomania, mas é verdade: baseados em idéias da cosmologia, alguns físicos estão ousando criar o impensável dentro do laboratório: universos. Um deles é Nobuyuki Sakai, da Universidade Yamagata, no Japão, que diz ter descoberto um meio de usar aceleradores de partículas para bombear zilhões de cacos de átomos num único ponto e, com isso, causar um novo big-bang, a explosão que deu origem a tudo. Segundo o físico, é só fornecer a matéria-prima que ele faz o serviço. O problema é que muitos dos ingredientes de que Sakai precisa para brincar de Deus são um tanto excêntricos – como o monopolo, uma partícula que só existe em teoria. Mas, mesmo que o cientista encontre o material necessário para inaugurar um novo Cosmos, não conseguirá segurar o cargo de todo-poderoso por muito tempo. Isso porque, depois de criado, o novo Universo desaparecerá do nosso num piscar de olhos. E o cientista continuará sem nenhum planetinha para governar. Pois é: Deus não é funcionário público, mas tem estabilidade no emprego.

Crescei-vos

Pegue tudo o que existe num raio de 50 metros e coloque no pingo deste i. Essa é a densidade de um núcleo atômico. Agora repita o processo 1 060 vezes e comprima tudo no ponto. Difícil? Os cientistas também acham. Então inventaram um atalho para isso: bombardear um monopolo (1) – um tipo de partícula superdensa – com pedaços de átomos até que ele obtenha essa concentração de matéria.

Espalhai-vos

Desse jeito, o ponto ficaria tão denso que o "peso" dele abriria um rombo no espaço-tempo – a parede invisível que envolve o nosso Universo. Na prática, nasce um pequeno buraco negro (2). Alguns cientistas acham que os buracos dão origem a novos universos do lado de fora do espaço-tempo. Então pronto: ao criar um corpo assim no laboratório, você detonaria um big-bang em outra dimensão (3).

Multiplicai-vos

O buraquinho negro se desconecta do nosso Universo em um trilionésimo de segundo (4). Ou seja, se você conseguir virar Deus, nem terá tempo de contemplar sua obra (5). Mais: os eventuais habitantes de lá nunca saberão o que os criou. A menos que eles descubram como fazer universos... Mas, ei: quem garante que alguém em outro Universo não tenha aprendido isso há 13,5 bilhões de anos? (Fonte: Super Arquivo)

sexta-feira, 17 de abril de 2009

"Mão Cósmica"...


Novas fotografias liberadas pela Nasa mostram uma “mão cósmica”, muito parecida com uma mão humana, enorme, procurando tocar o espaço como se estivesse tentando alcança-lo. A imagem foi capturada pelo telescópio da Nasa localizado no observatório de Chandra, e mostra uma nebulosa de 150 anos-luz de comprimento, ou seja, 142.000.000.000.000.000 km, ou seja, a maior mão do universo. Os dedos fantasmagóricos e azuis são, de acordo com a agência, causados por um “pulsar”, uma estrela muito rápida, que libera energia e matéria pelo espaço, causando formações como essa mão. O nome dessa pulsar em particular é PSR B1509-58.

(Fonte: Hypescience)

Astrônomos encontram nebulosa em forma de DNA

Astrônomos usando o telescópio espacial Spitzer observaram uma nebulosa surpreendente que tem o formato de uma hélice dupla, próxima ao centro da Via Láctea. Eles estimam que a nebulosa tenha cerca de 80 anos-luz de comprimento e esteja situada a 300 anos-luz do grande buraco negro que fica no meio da galáxia.

A nebulosa em forma de DNA impressionou os astrônomos envolvidos. "Nós nunca vimos nada como isso no domínio cósmico. A maioria das nebulosas são galáxias em espiral cheias de estrelas ou conglomerados amorfos de poeira e gás. O que nós vemos indica um alto grau de ordem", disse Mark Morris, professor de astronomia da UCLA e autor do estudo.

Morris acha que o campo magnético do centro da Via Láctea seja o responsável pelo intrigante formato da nebulosa. Esse campo - que é cerca de mil vezes mais fraco que o do Sol - ocupa um volume tão grande de espaço que possui muito mais energia que o campo magnético do Sol. Morris acredita que todas as galáxias que têm um centro galáctico bastante concentrado também devem ter um forte campo magnético.

O que exatamente criou a onda de torção ainda é um mistério, mas Morris não acredita que o grande buraco negro no centro da galáxia seja o culpado. Orbitando o buraco negro, a muitos anos luz de distância, está um disco massivo de gás que Morris levantou a hipótese de estar ancorando as linhas de campo magnético. O disco passa pela órbita do buraco negro aproximadamente uma vez a cada dez mil anos. "Uma vez a cada dez mil anos é exatamente o que precisamos para explicar a torção das linhas de campo magnético que vemos da nebulosa", disse Morris.

O artigo de Morris foi publicado na revista Nature.

(Fonte: Estadão)

quinta-feira, 2 de abril de 2009

100 Horas de Astronomia (100HA)

A celebração do Ano Internacional da Astronomia 2009 tem como um de seus programas globais o evento 100 Horas de Astronomia (100HA), que consiste em atividades de divulgação entre hoje e domingo, 2 e 5 de abril. Setenta e nove países já divulgaram sua programação, contando mais de 1500 atividades. Espera-se que 1 milhão de pessoas participem dos eventos. Para uma visão mais detalhada, visite o site http://www.100hoursofastronomy.org

É muito interessante ver que o Brasil está no honroso segundo lugar, com 180 atividades, comparado com os EUA, em primeiro lugar, com 400 atividades, e a Nova Zelândia, em terceiro, com 67. Esses números são do dia 1° de abril e crescem continuamente, dado o vício brasileiro de anunciar tudo na última hora. Para visualizar atividades em todo o mundo, use este link. Ele abre um mapa, como o que está ao lado, e, clicando em cima de cada bandeira, você acessa o mapa de cada país. Detalhes de cada evento no Brasil, como horário, endereço etc., podem ser acessados no site http://www.astronomia2009.org.br, clicando no link “Eventos”.

A amplitude das 100 Horas de Astronomia se deve principalmente ao entusiasmo dos astrônomos amadores. Esse tipo de atividade é feita fora das academias, por cidadãos autodidatas que custeiam seus próprios meios de observação. Na Europa, essa atividade remonta há séculos, logo depois da invenção do telescópio. Muitos astrônomos amadores fizeram contribuições elevantes para a ciência astronômica, o que não tem paralelo em outros ramos do conhecimento.

Mas, como interpretar esse surpreendente desempenho do Brasil, um país com tradição de cultura científica tão pobre e incipiente? Quantos grupos de amadores existem? Ao iniciarmos, em 2007, a preparação do Ano Internacional da Astronomia, esperávamos encontrar 30-40 clubes amadores no Brasil. Cadastramos 125! Um número comparável ao da França ou Inglaterra, que são os países de maior tradição na área. Isso é difícil de explicar devido a fatores adversos no Brasil como: pobreza de cultura científica, falta de instrumentos de observação no mercado local e alto custo dos importados, reduzido número de noites de céu limpo. O brilhante desempenho da astronomia profissional brasileira, que vem crescendo 15% ao ano sem parar ao longo de 3 décadas, tem tido uma excelente receptividade pública. Entretanto, isso sozinho não explica o enorme entusiasmo de nossos cidadãos para os eventos celestes. Fica aqui a sugestão para que alguém estude esse fato.

No âmbito profissional, existe um programa chamado “Volta ao Mundo em 80 Telescópios”. Ele consiste de webcasts (transmissões de vídeo e áudio pela internet) ao vivo a partir dos maiores telescópios em operação: no solo, o Keck, o Gemini, o VLT, o telescópio sul-africano de 11 metros; no espaço, o telescópio espacial Hubble/NASA, os telescópios da ESA (Agência Espacial Européia) em altas energias XMM-Newton e Integral. O programa se inicia amanhã, dia 3, às 9h UT (Universal Time, ou horário de Greenwich, que está três horas à frente do fuso de Brasília) e dura 24 horas seguidas. Os webcasts serão transmitidos pelo popular site www.ustream.tv, que se associou ao 100HA. Além desse site internacional, o próprio site do 100HA estará transmitindo webcasts de todas as partes do mundo.

A idéia é que, a qualquer hora do dia ou da noite, os cidadãos de todo o mundo poderão olhar o céu através de algum telescópio. O Hubble ofereceu uma oportunidade de votação (you decide) para um grupo de 6 alvos e um deles será observado durante as 100HA. No Brasil, o Laboratório Nacional de Astrofísica do Ministério da Ciência e Tecnologia (LNA/MCT) oferecerá um evento de portas abertas no Observatório do Pico dos Dias , em Brazópolis, no sul de Minas Gerais, com visitação pública no dia 4, sábado. A partir das 16h (hora local), haverá transmissão via internet a partir de um de seus telescópios.

Augusto Damineli - Edição Online - 02/04/2009
Revista Pesquisa FAPESP

quinta-feira, 5 de março de 2009

Novo telescópio da Nasa vai procurar planetas parecidos com a Terra - Kepler vai varrer área com 100 mil estrelas semelhantes ao Sol...

A Nasa colocará esta semana em andamento sua primeira missão com capacidade para responder a um dos principais questionamentos da humanidade: existe vida além da Terra? A esperança de encontrá-la está nos exoplanetas, corpos que giram em torno de outras estrelas além do Sistema Solar. Até agora, a partir de diversos sistemas de detecção, os astrônomos confirmaram a existência de mais de 320 desses planetas.
E, para continuar essa busca, a agência espacial americana lançará o observatório Kepler, que partirá na sexta-feira (6). Será uma das primeiras missões com a capacidade de encontrar lugares como a Terra, planetas rochosos que se encontrem em uma área quente em que se possa manter em sua forma líquida a água, elemento essencial para a formação da vida, conforme disse a Nasa em comunicado. "O Kepler é um componente crucial dos esforços da Nasa para encontrar e estudar planetas com características similares às da Terra", assinalou Jon Morse, diretor de astrofísica da agência espacial em Washington.

Segundo o cientista, o censo planetário que o Kepler fará ajudará a compreender a frequência em que existem esses planetas na Via Láctea. Também contribuirá para o planejamento de outras missões que, em um futuro a médio prazo, detectem diretamente e transmitam informação sobre as características dos mundos que existem em torno de estrelas vizinhas.

Cisne-Lira

O Kepler iniciará a busca na "minúscula" região de Cisne-Lira, que contém cerca de 100 mil estrelas similares ao Sol. Com seus instrumentos, o Kepler determinará a existência dos exoplanetas através das mudanças de luz que suas estrelas refletem quando os astros passarem entre elas e o observatório. Teoricamente, se esses corpos observados pelo Kepler forem similares à Terra, teriam de completar uma órbita de cerca de um ano em torno de sua estrela.

O observatório contará com instrumentos que estão entre os mais poderosos produzidos até agora para a prospecção científica do espaço, como uma câmera com resolução de 95 megapixels. Segundo Debra Fischer, astrônoma da Universidade Estadual de San Francisco, o Kepler será um instrumento básico para saber que tipo de planetas giram em torno de outras estrelas. Suas descobertas serão utilizadas imediatamente para analisar as atmosferas dos exoplanetas. E as estatísticas recolhidas levarão a determinar o rumo que deverá ser seguido para estabelecer se efetivamente há "um planeta de cor azul que orbita outra estrela em nossa galáxia", assinalou.(fonte: G1)

Asteroide passa próximo da Terra, diz Nasa...

PASADENA - O Laboratório de Propulsão a Jato da agência aeroespacial americana (Nasa, por suas iniciais em inglês) informou hoje que o asteroide 2009 DD45 passou perto da Terra na manhã da segunda-feira. O corpo celeste cortou uma região do espaço a apenas 78.500 quilômetros da Terra, equivalente a passar de raspão em termos astronômicos. Essa distância representa apenas o dobro da altitude de alguns satélites de telecomunicações e equivale a cerca de um quinto da distância da Terra à Lua.

O asteroide tinha entre 21 e 47 metros de diâmetro. De acordo com a Sociedade Planetária, ele era do mesmo tamanho de um asteroide que explodiu sobre a Sibéria em 1908 e devastou mais de 2 mil quilômetros quadrados de florestas russas. O asteroide foi percebido somente há dois dias e o ponto mais próximo da Terra que ele passou foi sobre o Oceano Pacífico, perto do Taiti. (Fonte: Estadão)

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Galáxia Acelerada


A Via Láctea é mais rápida, tem massa maior e corre maior risco de colisão do que se imaginava. Segundo um novo estudo, feito por um grupo internacional de cientistas, a velocidade de rotação da galáxia é aproximadamente 165 mil quilômetros por hora superior à estimada em medidas anteriores.

A diferença de velocidade é suficiente para fazer com que a massa seja 50% maior, aproximando-a ainda mais da vizinha galáxia de Andrômeda, segundo a pesquisa apresentada no 213º encontro da Sociedade Astronômica dos Estados Unidos, em Long Beach, na Califórnia, que termina no dia 8.

“Deixaremos de pensar na Via Láctea como a irmãzinha de Andrômeda em nosso grupo local”, disse Mark Reid, do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica, que apresentou o trabalho nesta segunda-feira (5/1).

A maior massa implica um empuxo gravitacional superior, que, por sua vez, aumenta a chance de colisões com a galáxia de Andrômeda ou com outras menores.


O Sistema Solar está a cerca de 28 mil anos-luz do centro da Via Láctea. Segundo as novas observações, o sistema se desloca a cerca de 990 mil km/h na órbita galáctica, mais do que a velocidade estimada até então, de 825 mil km/h.

Os cientistas estão usando o Very Long Baseline Array (VLBA), um sistema de dez radiotelescópios distribuídos do Havaí ao Caribe capaz de produzir imagens extremamente detalhadas, para refazer o mapa da Via Láctea.

“As novas observações com o VLBA têm resultado em medidas diretas de distâncias e de movimentos altamente acuradas. Diferentemente de estudos anteriores, essas medidas usam o método tradicional de triangulação e não dependem de qualquer tipo de inferência baseada em outras propriedades, como brilho”, disse Karl Menten, do Instituto Max Planck de Radioastronomia, na Alemanha, outro autor da pesquisa.

“Essas medidas diretas têm alterado nossa compreensão da estrutura e dos movimentos de nossa galáxia. Por estarmos dentro dela, é difícil determinar sua estrutura. Em outros casos, temos que simplesmente olhar, mas não podemos fazer isso para a Via Láctea: é preciso medi-la e mapeá-la”, disse Menten.

Os cientistas observaram na galáxia regiões de grande formação de estrelas. Em áreas dentro dessas regiões moléculas de gases ampliam as emissões de rádio, de forma semelhante à que os lasers ampliam os raios de luz. Essas áreas, chamadas masers cósmicos, servem como pontos de referência luminosos para as medidas feitas com o VLBA.

Ao observar essas regiões repetidamente, quando a Terra está em lados opostos de sua órbita em torno do Sol, os astrônomos são capazes de medir a pequena alteração aparente na posição dos objetos em relação ao plano de fundo de objetos mais distantes.

Quatro braços
O VLBA é capaz de fixar posições no céu de modo tão exato que o movimento real dos objetos pode ser detectado à medida que eles orbitam o centro da Via Láctea. Ao adicionar medidas de movimentos ao longo da linha de visão, determinadas a partir de alterações na frequência da emissão de rádio de masers, os astrônomos podem determinar os movimentos completos, em três dimensões, das regiões que formam estrelas.

“A maior parte das regiões que formam estrelas não segue um caminho circular à medida que orbita a galáxia. Em vez disso, verificamos que elas se movem mais lentamente do que outras regiões e em órbitas não circulares, mas elípticas”, afirmou Reid.

Segundo os autores do estudo, isso pode ser atribuído às chamadas ondas de choque de densidade espiral, que acumulam gases em órbitas circulares, comprimem esses gases para formar estrelas e fazem com que eles entrem em uma órbita nova e elíptica. Isso ajudaria a reforçar a estrutura espiral.

Ao medir as distâncias de regiões múltiplas em um único braço espiral da Via Láctea, os cientistas conseguiram calcular o ângulo do braço. “As medidas obtidas indicam que nossa galáxia tem não dois, mas quatro braços espirais de gases e poeira que estão formando estrelas”, disse Reid.

Recentes estudos conduzidos a partir de observações com o telescópio espacial Spitzer apontaram que as estrelas mais velhas residem em dois braços espirais, o que levanta a questão de por que elas não estão em todos os braços. De acordo com os autores do novo estudo, para responder a essa pergunta será preciso fazer mais medidas e ter uma compreensão maior do funcionamento da Via Láctea.

Fonte: Agência FAPESP

Balão da Nasa "Escuta" Ruído Misterioso no Cosmo

O Universo acaba de pregar uma peça em pesquisadores brasileiros e americanos. Um experimento configurado para medir a energia injetada no cosmo pelas suas primeiras estrelas, em tese, achou muito mais do que isso.


Em vez do sinal fraco dos primeiros astros, o Projeto Arcade registrou um ruído de rádio seis vez maior do que o previsto. O quebra-cabeça do início do Universo acaba de ficar muito mais embaralhado, e a detecção das primeiras estrelas, mais difícil.

"É uma surpresa total. A diferença é grande. Estamos diante de um desafio totalmente novo", disse à Folha o astrofísico Thyrso Villela, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). O cientista, ao lado de Carlos Alexandre Wuensche, também do Inpe, é um dos autores de quatro artigos científicos submetidos ao periódico "The Astrophysical Journal" descrevendo a descoberta.

Os cientistas estão classificando o novo estrondo primordial como algo misterioso porque todas as fontes já conhecidas para esse ruído foram descartadas.

Não é um rastro de nenhuma estrela antiga, de nenhuma fonte cósmica conhecida de ondas de rádio ou muito menos um resquício de gás de perto da Via Láctea.

Nem mesmo o resíduo do Big Bang, a chamada radiação cósmica de fundo (energia "fóssil" da infância do cosmo --os primeiros cem mil anos), pode estar na fonte do ruído misterioso --por causa da diferença de intensidade entre ambos.

Grandes ruídos, por sinal, podem ser boas trilhas para importantes descobertas. O eco do Big Bang nos anos 1960, achado também de forma acidental, rendeu o Nobel de Física (1978) à dupla Arno Penzias e Robert Wilson.

Tecnologia nacional


A detecção do novo ruído misterioso também ocorreu devido a instrumentos confeccionados em São José dos Campos, no Inpe: antenas que captam frequências de rádio de 3, 5 e 7 gigahertz.

Na prática, o Projeto Arcade obteve todos os resultados processados agora com um único vôo, em 2006. O balão estratosférico da Nasa, no dia 22 de julho, atingiu 37 km de altura por quatro horas. Os sensores do equipamento, mergulhados em aproximadamente 2.000 litros de hélio, permitem que o sistema funcione próximo do zero absoluto (-270°C).

Na astrofísica, os cientistas relacionam a energia de radiação de um corpo com sua temperatura. O balão do Arcade estuda desvios de temperatura de 2,7 Kelvin (-267,3°C) em relação à radiação cósmica de fundo. Esse tipo de radiação primordial, medida há 20 anos, tem uma temperatura homogênea de -270,25°C.

Nessas diferenças sutis de temperatura estão as assinaturas cada vez mais "enigmáticas" do início do cosmo.

Fonte: 24 Horas News

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Pesquisa personalizada

Livro Gratuito em PDF - Baixe Agora!