"O céu anuncia a glória de Deus e nos mostra aquilo que as suas mãos fizeram.Cada dia fala dessa glória
ao dia seguinte, e cada noite repete isso à outra noite.Não há discurso nem palavras, e não se ouve nenhum som. No entanto, a voz do céu se espalha pelo mundo inteiro,e as suas palavras alcançam a terra toda" [...].
BÍBLIA SAGRADA - SALMOS 19: 1-4
A lua gelada de Júpiter, Europa, em uma imagem da Nasa
Um novo olhar sobre dados de um sobrevoo de 1997 da lua de Júpiter Europa sugere que a espaçonave Galileo da Nasa voou diretamente através de uma pluma de água, aumentando as esperanças de encontrar sinais de vida em torno do segundo planeta do Sistema Solar a partir da Terra.
As revelações, divulgadas nesta segunda-feira (14/05/2018), vieram depois que os cientistas revisitaram uma leitura intrigante de um instrumento a bordo do Galileo, que em 1995 se tornou a primeira nave espacial a entrar na órbita de um planeta gigante gasoso.
O que eles encontraram foi a evidência mais direta até hoje de plumas emergindo da superfície congelada de Europa, relataram pesquisadores na revista científica Nature Astronomy.
Os cientistas acreditam que Europa abriga um oceano salgado com o dobro do tamanho do nosso.
Dada a suspeita de abundância de água morna e líquida sob sua camada de gelo espessa, esta lua é considerada uma "candidata principal" pela Nasa a abrigar vida no sistema solar, além da Terra.
Nos últimos anos, o Telescópio Espacial Hubble da Nasa detectou evidências de plumas em Europa, mas de longe.
O Galileo chegou muito mais perto durante seus 11 sobrevoos da Europa.
"Em uma passagem particular por Europa, a nave chegou muito, muito perto da superfície - que eu me lembre a menos de 150 quilômetros acima da superfície - e foi nessa passagem que vimos assinaturas que nós nunca realmente entendemos", disse Margaret Kivelson, professora emérita de física espacial da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, na Nasa TV.
Essa região estava em uma área onde o Telescópio Espacial Hubble havia detectado repetidas evidências de plumas.
Quando outro pesquisador apresentou recentemente descobertas sobre a coleção de observações do Hubble, "isso nos levou a perceber que precisávamos voltar e examinar os dados da Galileo", disse Xianzhe Jia, professor associado da Universidade de Michigan, em Ann Arbor.
Para o novo estudo, os especialistas mediram as variações no campo magnético da lua e nas ondas de plasma, com base nos dados obtidos durante o sobrevoo de perto de Galileu, e descobriram que elas eram "consistentes" com o cruzamento de uma pluma pela nave espacial.
"Esses resultados fornecem fortes evidências independentes da presença de plumas na Europa", escreveram na Nature.
A equipe reconstruiu o caminho da espaçonave para identificar a localização da pluma na superfície da lua.
"Essas descobertas ajudarão a planejar missões futuras à Europa, como a Europa Clipper, da Nasa, e a nave Jupiter Icy Moons Explorer, da ESA, ambas previstas para chegar a Júpiter entre o final da década de 2020 e início da década de 2030", disse um resumo da Nature.
- Perguntas permanecem -
A Nasa havia relatado evidências duas vezes, a partir de seu Telescópio Espacial Hubble, da existência de plumas de água em Europa, embora essa interpretação tenha causado muito debate.
E muitas questões permanecem sobre o que as plumas contêm, e se isso inclui alguma forma de vida.
Elizabeth Turtle, pesquisadora do Laboratório de Física Aplicada Johns Hopkins em Laurel, Maryland, disse que o oceano subterrâneo "é provavelmente a parte mais habitável de Europa porque é mais quente e protegida do ambiente de radiação pela camada de gelo".
E se as plumas entrarem em erupção como gêiseres, "pode haver maneiras do material do oceano sair para cima da camada de gelo, e isso significa que poderíamos testá-lo", disse.
O relatório foi descrito pela Nasa como uma "boa notícia" para a missão não tripulada Europa Clipper, um empreendimento de US$ 8 bilhões com lançamento previsto para junho de 2022 e planos de uma série de sobrevoos de baixa altitude em Europa, quando poderia obter amostras do líquido congelado e de partículas de poeira.
"Agora parece haver muitas linhas de evidência para descartar plumas na Europa", disse Robert Pappalardo, cientista do projeto Europa Clipper no Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa em Pasadena, Califórnia.
"Se existem plumas, e podemos testar diretamente o que vem do interior de Europa, então podemos mais facilmente saber se Europa tem os ingredientes para a vida", disse em um comunicado.
A Galileo foi lançada em 1989 para examinar o quinto planeta a partir do sol.
Antes de terminar sua missão em 2003, com uma queda planejada na atmosfera de Júpiter, Galileu reportou os primeiros dados sugerindo um oceano de água líquida sob a superfície de Europa.(Fonte: Yahoo)
Encélado, uma pequena lua na órbita de Saturno, pode abrigar vida, segundo um anúncio da Nasa nesta quinta-feira. A agência espacial dos Estados Unidos revelou a descoberta de um oceano subterrâneo com várias condições que possibilitariam a existência de organismos vivos.
As descobertas foram detalhadas em artigo publicado na revista científica Science. A agência, no entanto, deixa claro que a descoberta de hoje não significa que qualquer tipo de ser biológico já foi encontrado. O anúncio apenas aponta que existe água, os componentes químicos e as fontes de energia necessárias para que a vida se prolifere.
De acordo com os cientistas, Encélado tem uma superfície congelada, mas por baixo dela está um oceano de água salgada com níveis de hidrogênio, produzido como uma reação entre a água quente e rochas, que indicam que há fontes de energia como as fontes hidrotermais que são encontradas no planeta Terra e que poderiam gerar o calor o suficiente para sustentar vida.
Para quem não sabe, as fontes hidrotermais são os espaços em que a água do mar se encontra com o magma, formando nuvens de elementos químicos. Na Terra, essa situação é altamente favorável para a proliferação de vida, com ecossistemas inteiros do fundo do oceano sobrevivendo dessa forma; os cientistas acreditam que o mesmo possa acontecer em Encélado.
As suspeitas com Encélado datam de 2015. Na ocasião, a sonda espacial Cassini passava perto da lua e acabou detectando uma nuvem de vapor que conseguiu escapar pelos vãos da superfície congelada. Foram detectados água, gelo, metano, sais, outros compostos de carbono e silicatos, segundo os pesquisadores. Os elementos químicos servem como alimento para micro-organismos na Terra e poderiam fornecer a energia para micróbios na lua de Saturno também.
Com isso, a lua se junta a Marte, que já teve água líquida detectada, como principais candidatas a abrigar a vida como conhecemos no nosso Sistema Solar. Outro possível nome é Europa, na órbita de Júpiter, que deve receber uma sonda na próxima década para estudar melhor a situação com instrumentos para medir calor e penetrar o gelo atrás de fontes hidrotermais. A agência indica que há algumas evidências como as de Encélado que apontam a possibilidade de existência de condições para vida. [Fonte: Olhar Digital]
Cientistas encontraram evidências de que a Europa, uma das 67 luas conhecidas de Júpiter, pode ter sido lar de vida alienígena dentro de seus oceanos congelados. A pequena lua já havia sido declarada pela NASA como "o lugar mais provável para se encontrar vida em nosso sistema solar atualmente", graças aos oceanos profundos e salgados que muitos suspeitam esconder algo. Um novo estudo mostrou que o equilíbrio químico desses oceanos é similar aos oceanos da Terra, sugerindo que lá existe hidrogênio e oxigênio suficientes para que haja vida - mesmo sem atividade vulcânica. O pesquisador chefe do laboratório de propulsão à jato da NASA, Steve Vance, explicou que a equipe está estudando o oceano alienígena usando métodos desenvolvidos para entender o movimento de energia e nutrientes dos próprios sistemas terrestres. "O ciclo de oxigênio e hidrogênio no oceano de Europa será um grande propulsor para a atividade química de qualquer vida lá, assim como na Terra", disse. Para entender como isso funciona, a equipe comparou o potencial da Europa de produzir hidrogênio e oxigênio com o da Terra. Para os propósitos de pesquisa, só foram considerados processos que não envolvem o vulcanismo, atividade que é considerada chave para a formação da vida na Terra. A equipe queria entender se os processos passivos na lua também poderiam ter originado vida. A surpresa foi que, pelos cálculos, esses processos poderiam, sim, ter gerado vida no corpo celeste. Os resultados do estudo foram publicados na revista Geophysical Research Letters e mostram que quantidades de hidrogênio e oxigênio podem ser comparáveis em escala. Em ambos os astros, a produção de oxigênio é 10 vezes maior que a produção de hidrogênio. Na Terra, nossos oceanos produzem hidrogênio através de um processo chamado serpentinização. Nele, quando a água salgada entra nas aberturas da crosta terrestre, acaba reagindo com diversos minerais e produzindo hidrogênio e calor, dois importantes ingredientes para a vida. O potencial disso também acontecer na Europa é a primeira coisa que a equipe pesquisadora procurou entender, e, baseado em como a lua tem esfriado desde sua formação, eles calcularam que seria necessário que as fraturas no interior rochoso da lua tivessem a profundidade de 25 quilômetros (cinco vezes mais profundo que na Terra) para que o processo de produção de hidrogênio ocorresse. Em relação ao potencial de formar oxigênio, a equipe acredita que isso poderia acontecer quando as moléculas de água congeladas na superfície do oceano fossem repartidas no meio por radiação cósmica. O time prevê que esses elementos podem, então, ser transportados para as profundezas do oceano e começar seu ciclo da vida. Se a vida pode ser originada a partir desses elementos, é uma questão que ainda precisa ser respondida. A agência espacial dos EUA está planejando uma missão para a Europa na metade de 2020, e, até que uma nave seja enviada para escanear o que acontece no subterrâneo do mar congelado, não é possível precisar se a lua tem capacidade de abrigar vida.
Um grupo internacional de cientistas descobriu três planetas de tamanhos e temperaturas semelhantes às da Terra que orbitam ao redor de uma estrela anã ultrafria a apenas 40 anos luz da Terra, anunciou nesta segunda-feira (2/05/2016) o Observatório Austral Europeu (ISSO).
Ilustração artística mostra como seria a superfície de um dos três planetas que orbita uma estrela anã ultrafina que fica a apenas 40 anos luz da Terra (Foto: ESO/M. Kornmesser/AP)
Os astrônomos fizeram esta descoberta ao detectar através do telescópio TRAPPIST, instalado no Observatório La Silla (Chile), que esta estrela desvanecia em intervalos regulares, o que significa que vários objetos passavam entre ela e a Terra.
Segundo os astrônomos, a estrela TRAPPIST-1, que fica na constelação de Aquário, é uma estrela anã frágil, mais fria e vermelha que o Sol, e de um tipo muito comum na Via Láctea, mas se trata da primeira vez que foram encontrados planetas gravitando ao seu redor.
Os achados deste estudo, publicado pela revista "Nature", foram defendidos com entusiasmo por Emmanuël Jehin, um dos cientistas envolvidos - "se trata de uma mudança de paradigma" - e por Julien de Wit, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, (MIT, EUA), "é um passo gigante na busca de vida no Universo".
"Se queremos encontrar vida em outros lugares do Universo, aí é onde devemos começar a buscar", explicou o responsável pela equipe de astrônomos, Michaël Gillon, do Instituto de Astrofísica e Geofísica da Universidade de Liège, Bélgica.
Determinar o tamanho destes três planetas foi possível graças a aparelhos ópticos maiores, como o instrumento HAWK-I, instalado no telescópio de longo alcance (VLT, e de oito metros) do Observatório La Silla.
O estudo constatou que do trio de planetas, dois deles demoram 1,5 e 2,4 dias respectivamente para completar sua órbita, enquanto o terceiro gasta entre 4,5 e 73 dias.
A consequência destes períodos orbitais tão curtos é que "os planetas estão entre 20 e 100 vezes mais perto de sua estrela que a Terra do Sol", explicou Gillon.
Paradoxalmente, os dois planetas mais próximos recebem só quatro e duas vezes a radiação que a Terra recebe, enquanto o terceiro, exterior, provavelmente recebe menos que a Terra.
Atualmente estão em construção vários telescópios gigantes com os quais De Wit acredita poder estudar estes planetas e suas atmosferas, "primeiro na busca de água e depois de plantas de atividade biológica".
O ISSO espera abrir uma nova via para a caça de exoplanetas que possam ser habitáveis, "primos" da Terra em condições, como os descobertos neste estudo.[Fonte: G1]
Aglomerados globulares como estes podem ser o local certo para procurar vida alienígena? (Foto: NASA/ESA/Hubble Heritage (STScI/AURA)-ESA/Hubble Collaboration via AP)
Aglomerados antigos e repletos de estrelas encontrados em um canto da Via Láctea são uma boa aposta na busca por vida extraterrestre inteligente (Seti, na sigla em inglês), de acordo com uma pesquisa apresentada no encontro da Sociedade de Astronomia americana.
Devido à abundância de estrelas, esses "aglomerados globulares" sempre foram um dos queridinhos do campo.
Mas tentativas recentes de esmiuçar o espaço em busca de planetas orbitando estrelas não tiveram sucesso em aglomerados globulares.
Agora, porém, dois astrônomos dizem que há bons motivos para continuar a busca.
Rosanne Di Stefano, do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian, nos Estados Unidos, e Alak Ray, do Instituto de Pesquisa Fundamental, na Índia, descreveram o que chamaram de "oportunidade do aglomerado globular".
Com uma idade média de 10 bilhões de anos (muito superior à do Sol, com 4 bilhões), aglomerados globulares não têm muitas estrelas jovens, ricas em elementos metálicos necessários para fazer planetas.
Mas durante participação no 227º encontro da Sociedade de Astronomia americana, Di Stefano disse que pesquisas recentes haviam descoberto exoplanetas (planetas que orbitam outras estrelas que não o Sol) - especialmente os pequenos e rochosos, parecidos à Terra - em torno de estrelas muito menos ricas em metal que nosso Sol.
E se isso aconteceu uma vez...
"Quando as pesquisas sobre vida alienígena começaram, nos anos 1950 e 1960, ainda nem sabíamos se havia exoplanetas" disse ela.
"Agora podemos usar a informação que reunimos de outras descobertas de planetas - e há mais de 2 mil planetas conhecidos hoje - para perguntar se é provável que eles estejam em aglomerados globulares."
Di Stefano usou o exemplo do PSR B1620-26 b, às vezes chamada de "Methuselah". É o único exoplaneta identificado até o momento que orbita uma estrela - ou, no caso, duas - em um aglomerado globular.
"Acho que a maior parte de nós diria que a descoberta desse planeta indica que deve haver outros planetas naquele aglomerado", disse.
Além disso, Di Stefano e Ray identificaram um "ponto ideal" nas dimensões de aglomerados globulares.
Como a maioria das estrelas são velhas, anãs vermelhas e frias, qualquer planeta habitável teria que orbitar muito perto delas para manter água líquida.
Se manter molhado, porém, não é o único desafio para um planeta em que a vida seja viável em um aglomerado globular. Uma bola com um milhão de estrelas a apenas 100 anos-luz de distância é um forte tumulto de forças gravitacionais que poderiam desintegrar o Sistema Solar.
Mas há uma região nesses aglomerados, segundo Di Stefano, onde as estrelas não estão tão grudadas a ponto de planetas rochosos e pequenos serem arrancados de suas estrelas - mas que, apesar disso, as estrelas estão perto o suficiente para que uma civilização alienígena possa conseguir ir de uma estrela para outra.
Especulação divertida
"Nessa grande região (...) sistemas planetários podem sobreviver, e ela ainda é densa o suficiente para facilitar viagens interestelares."
Ela acrescentou que esses planetas - se eles existirem - podem durar até mais do que a idade atual do Universo, deixando tempo suficiente para que florescessem vida inteligente e uma ambição interestelar.
Outros pesquisadores na conferência concordaram que essas são observações interessantes, mesmo se a noção de civilizações antigas saltando de estrela em estrela tenha sido, obviamente, uma especulação provocativa.
"(A tese) se sustenta", disse Jessie Christiansen, do Instituto Científico de Exoplanetas da Nasa, na Universidade Caltech. "É muito especulativa, mas eu gosto da ideia de que como aglomerados globulares são antigos, eles tiveram mais tempo."
"Formas de vida simples e unicelulares podem se desenvolver rápido, mas formas de vida complexas - isso para não falar de vida inteligente - parece levar muito tempo", acrescentou, citando a história natural da Terra como um exemplo limitado. "Então talvez sejam necessários dezenas de bilhões de anos."
Alan Penny, astrônomo da Universidade de St Andrews, na Escócia, e coordenador da rede de pesquisas sobre vida inteligente alienígena do Reino Unido, disse acreditar que a pesquisa "dá esperanças sobre os aglomerados globulares, na busca por alvos onde procurar".
Mas eles continuam sendo alvos muito difíceis, acrescenta.
"Eles ainda estão muito, muito longe. O aglomerado globular mais próximo está a milhares de anos-luz." [Fonte: G1]
Para pesquisadores, batatas poderiam alimentar uma futura colônia humana em Marte (Foto: CIP/BBC)
Pouco sabemos sobre os detalhes da viagem que, em algum momento do futuro, levará o primeiro explorador humano a Marte. Porém, é bem possível que a batata peruana figure na dieta desse astronauta pioneiro.
A Nasa (agência especial americana), em conjunto com o Centro Internacional da Batata (CIP, na sigla em espanhol), com sede no Peru, está fazendo experimentos para descobrir como se desenvolveriam os tubérculos peruanos em solo marciano.
Para isso, deram início a um cultivo experimental de batata em condições que simulam as do planeta vermelho.
Segundo as instituições, na Terra há poucos lugares para o teste melhores que o deserto de Pampas de la Joya, no Peru, na fronteira com o Chile.
"São solos vulcânicos que não contêm nenhuma forma de vida, assim como em Marte", afirmou à BBC Mundo, serviço em espanhol da BBC, Joel Ranck, chefe de comunicações do CIP.
Dieta para todos
Além das paisagens "marcianas", há outro motivo que torna o Peru o local ideal para fazer experimentos com batatas.
"Aqui temos 4,5 mil variedades de batata. Por isso, o Peru é um lugar muito bom para descobrir qual delas melhor se ajustaria às condições de Marte", afirma o porta-voz da CIP, instituição que faz parte de uma rede internacional de centros de investigação agrícola.
Na primeira fase do experimento, Julio Valdivia, um cientista peruano afiliado à Nasa, colherá amostras do solo desértico e entregará aos laboratórios da CIP, onde até nove tipos de batata serão testados nessas condições severas.
A partir daí, será usada uma tecnologia desenvolvida pela Nasa para replicar também as condições atmosféricas de Marte, e ver que efeitos elas teriam sobre as plantas.
A ideia é deixar os astronautas com uma boa ideia do quão viável seria a colonização agrícola do planeta com esse tipo de cultivo.
Laboratórios da CIP têm amostras de mais de 4 mil tipos de batata (Foto: CIP/BBC)
Hollywood
Trata-se de uma ideia que, de alguma maneira, está na moda graças a Hollywood.
É exatamente isso que faz o personagem de Matt Damon, um astronauta abandonado no planeta vermelho, no recente filme Perdido em Marte.
Para sobreviver nos meses que antecedem a chegada de uma missão de resgate, ele semeia o tubérculo em solo marciano, e assim consegue se alimentar.
"As batatas são uma excelente fonte de vitamina C, ferro e zinco", lembra Ranck.
"Não acreditamos que ninguém deva depender exclusivamente de um só alimento, mas a batata é muito nutritiva. Uma só, fervida, entrega a vitamina C que um adulto precisa para um dia", explica.
Segundo ele, não há dúvidas de que a batata seria uma parte importante da dieta variada e balanceada da qual necessitariam os astronautas para levar adiante suas tarefas a 225 milhões de quilômetros da Terra.
Batata congelada
Uma das variáveis que preocupam os pesquisadores é que as batatas comecem a germinar antes do tempo.
"Estimamos que a viagem a Marte leve nove meses", conta o porta-voz da CIP.
E como já sabe qualquer um que tenha armazenado batatas em casa, depois de um tempo os tubérculos começam a germinar. Por isso, a ideia seria congelá-las durante a travessia espacial.
Os experimentos que buscam responder a essas questões serão realizados na sede da CIP, em Lima, e em outras localidades, incluindo o deserto.
Eventualmente também se integrarão ao time de pesquisadores especialistas e estudantes de universidades de vários países, que ajudariam a reunir os dados necessários para o estudo.
O conhecimento a ser obtido, aliás, não se limitará à aplicação em viagens interplanetárias.
"A batata é o terceiro cultivo mais importante do mundo, e é parte da dieta de quase todas as culturas humanas", explica Ranck.
Com o aquecimento global e a desertificação, fica cada vez mais importante encontrar variedades mais resistentes a condições de seca, lembra.[Fonte: G1]
Atividade poderia ser uma 'esfera de Dyson'. (Reprodução)
Localizada a 1.480 anos-luz de distância da Terra, a estrela KIC 84622852 está intrigando cientistas norte-americanos. O astro possui uma quantidade de ondas muito maior do que qualquer estrela comum, o que poderia ser efeito de uma enorme estrutura alienígena instalada nele.
“É muito estranho”, diz a pós-doutora Tabetha Boyajian, pesquisadora da Universidade de Yale, em entrevista ao The Atlantic. “Nós nunca vimos nada como essa estrela. Pensávamos que poderiam ser dados corrompidos ou até o movimento da cápsula [do telescópio], mas essas possibilidades foram checadas.”
Descoberta pelo telescópio espacial Kepler, ela é monitorada pelo observatório desde 2009, mas foi em 2011 que Tabetha e sua equipe – financiada por um site colaborativo – descobriram as atividades “bizarras” da KIC 84622852.
“Nós concluímos que o cenário mais provável com as informações que temos seria a passagem de uma familía de exocometas fragmentados, todos eles oriundos do mesmo evento”, escreveu o grupo de pesquisadores no relatório divulgado recentemente.
Mas há quem levante a possibilidade de tudo isso ser, na verdade, fortes indícios de atividade alienígena. “Aliens devem ser sempre a última hipótese a ser considerada, mas isso que estamos vendo parece muito algo que você espera que uma civilização extraterrestre construiria”, aponta o astronomo Jason Wright, da Universidade Penn State, à mesma publicação.
Para Wright, a atividade vista na KIC 84622852 lembra bastante a teoria da “esfera de Dyson”, proposta pelo físico Freeman Dyson, ainda em 1960. Ele especulou uma megaestrutura formada por um verdadeiro “enxame” de satélites em torno de uma estrela, a fim de capturar energia proveniente daquele astro.
O astrônomo atualmente trabalha com a Dra. Boyajian no Seti Institute (Instituto de Pesquisa da Vida Extraterrestre, em inglês), em Berkeley, na Califórnia. Juntos, eles defendem que as pesquisas na estrela sejam realizadas também por um telescópio de rádio (mais especificamente o Green Bank, em West Virginia, que tem mais de 100 metros), para tentar capturar alguma atividade que emita ondas com som.
“A ideia por trás da nossa pesquisa é que, se uma galáxia inteira foi colonizada por uma civilização que viaja pelo espaço, a energia produzida por essa civilização poderia ser detectada em ondas infravermelhas médias”, completa. “É o mesmo princípio que faz os nossos computadores a radiar calor quando está ligado.” [Fonte: Yahoo]
O
que somos nós, seres humanos, diante de todo o Universo? Qual a nossa
relevância em meio a um céu repleto de estrelas? Se sua resposta é de
que a humanidade é insignificante nesses casos, então você é uma pessoa
melhor.
Quem diz isso é uma pesquisa comandada pela American
Psychological Association, dos Estados Unidos. Segundo o estudo, as
pessoas que são tomadas por esse sentimento de insignificância perante o
Universo são mais educadas e generosas.
“Nossa investigação
indica que o sentimento, embora muitas vezes efêmero e difícil de
descrever, possui uma função social vital para as pessoas. Por conta
disso a criação desse tipo de estudo se faz completamente necessário”,
afirmou o líder da pesquisa, Paul Piff.
A pesquisa indica que o
principal fator levado em conta é a diminuição do próprio ego. Segundo o
estudo, pessoas que acreditam serem insignificantes perante o Universo
têm mais noção no sentido de abrirem mão do interesse próprio em nome de
melhores condições para os outros.
Para realizar a pesquisa,
Piff e sua equipe submeteram voluntários a diversas imagens relacionadas
diretamente ao planeta Terra. Na sequência, questionaram as pessoas de
modo a medir seu comportamento ético e generosidade.
“Quando as
pessoas vivenciam situação desse tipo, elas realmente querem
compartilhar aquela experiência com outras pessoas, sugerindo que o
sentimento em questão tem um componente particularmente viral”, explica
Piff.
Ou seja, segundo o coordenador do estudo, é possível que
ações positivas contaminem o mundo. Assim sendo, uma boa ação isolada
nunca seria isolada a partir do momento que outras pessoas, participando
dela ou não, teriam a chance de fazer algo melhor em suas vidas.
Depois de um final de semana recheado de mistérios, a Nasa finalmente fez sua revelação sobre uma descoberta impactante em Marte. E, agora, o Planeta Vermelho está mais ‘próximo’ da Terra.
Segundo o estudo divulgado nesta segunda-feira (28) pela agência espacial norte-americana, algumas montanhas em Marte possuem veios estreitos de água salgada líquida.
As formações já aviam sido reveladas em imagens posteriores do planeta. Segundo especialistas, já se suspeitavam que elas eram possíveis origens de salmouras, mas só agora as evidências do fenômeno foram comprovadas.
As faixas estreitas, com menos de 5 metros de largura, aparecem durante as estações quentes em certas regiões marcianas. Os cientistas que as descobriram as chamaram de “linhas de encosta recorrentes”.
“Determinar se água líquida existe na superfície marciana é central para a compreensão do ciclo hidrológico e para o potencial de existência de vida em Marte”, escreveu Lujendra Ojha, do Instituto de Tecnologia da Georgia, em estudo publicado hoje na Nature Geoscience.
Os especialistas, porém, ainda afirmam que a existência de liquido em Marte ainda não faz possível a existência de vida no planeta. Para efeito de comparação, o centro do deserto do Atacama é o único lugar parecido com essas condições onde há vida na Terra.
“Se as linhas de encosta recorrente se formam como resultado de deliqüescência [absorção de umidade] de sais percloratos, elas podem fornecer condições úmidas transitórias na superfície de Marte, apesar de a atividade de água nas soluções de perclorato ser baixa demais para sustenta a vida do tipo terrestre”, concluiu Ojha. [Fonte: Yahoo]
A Via Láctea, vista de cima: muitos outros planetas, além da Terra, podem abrigar vida(Nasa/VEJA)
Na Via Láctea não há apenas uma Terra. Há 40 bilhões delas. O Kepler-186f, planeta fora do Sistema Solar muito semelhante ao nosso, descoberto no último dia 17, provavelmente será conhecido como o primeiro dessa espécie. Em um futuro próximo, contudo, muitos planetas assim, parecidos com a Terra, serão revelados pelos astrônomos.
Com dimensões muito próximas às do mundo onde vivemos, o Kepler-186f deve ser rochoso e composto também de ferro, água e gelo, segundo cientistas. Isso significa que sua atmosfera também deve ser parecida com a nossa. Ele orbita a zona habitável de uma estrela anã - ou seja, uma faixa nem muito próxima e nem muito distante de sua fonte de calor e luminosidade, o que faz com que suas temperaturas não sejam extremas. Essa é uma das características que mais empolgou a comunidade científica: o planeta tem grandes chances de ter água na forma líquida, uma das condições fundamentais para a existência de vida sobre sua crosta.
"Essa descoberta mostra que realmente existem planetas do tamanho do nosso em zonas habitáveis", afirma a astrofísica Elisa Quintana, principal pesquisadora da Nasa responsável pela revelação do Kepler-186f. "Estamos percebendo que há muitos como ele e, por isso, as chances de existir vida em outros planetas é muito alta."
Até 2010 ainda não havia confirmações de que outros lugares no espaço poderiam reunir as mínimas condições propícias à vida - água na forma líquida, energia e algum dos seis elementos fundamentais para a existência (carbono, hidrogênio, oxigênio, nitrogênio, fósforo e enxofre). No entanto, com o lançamento de missões como a Kepler, há cinco anos, e o avanço de telescópios capazes de visualizar e enxergar não só partes longínquas do cosmo, mas também pequenos planetas (do tamanho da Terra ou menores que ela), os cientistas estão percebendo que, sim, há bilhões de planetas que exibem as mesmas características do nosso. E deles, o Kepler-186f é o mais semelhante à Terra até agora. Então por que, entre inúmeras possibilidades, seríamos os únicos privilegiados com a vida?
Para a Nasa, vida é oficialmente definida como "um sistema químico auto-sustentado, capaz de sofrer evolução Darwiniana". Não significa dizer que há animais ou civilizações como as criadas pelo homem em planetas afastados. Mesmo organismos muito simples, como vírus ou colônias de bactérias, significam vida para a Nasa e para as quase 150 missões em todo o mundo que buscam planetas fora do Sistema Solar. Em conjunto, eles tentam responder à questão que inquieta astrônomos desde a Antiguidade: estamos sozinhos no universo? Ainda não chegou a confirmação categórica de que existe vida fora da Terra. Mas o conjunto de evidências, que agora ganhou reforço com a existência do Kepler-186f, indica que a resposta está cada vez mais próxima. E talvez a pergunta a ser respondida nos próximos anos seja outra: que tipo de vida nos cerca?
A descoberta de mundos - A divulgação do novo planeta mereceu a atenção de todo o mundo porque era aguardada desde a metade do século XX pelos cientistas. Foi nessa época, com o lançamento de telescópios como o Hubble, que os cientistas puderam, finalmente, ter imagens nítidas do cosmo. Com elas, perceberam que vivemos em um universo muito mais rico e cheio de planetas do que antes se imaginava. As novas informações indicaram a possibilidade da existência de diversos sistemas estelares, ou seja, que outras estrelas, além do Sol, têm planetas orbitando ao seu redor. A confirmação dessa hipótese, entretanto, só veio em 1995, quando astrônomos da Universidade de Genebra, na Suíça, identificaram um planeta feito de gás, como Júpiter, em volta de uma estrela, a 51 Pegasi. Assim, faz menos de 20 anos que sabemos que outros sistemas solares, como o nosso, podem povoar o universo.
"Nossa galáxia tem cerca de 300 bilhões de estrelas e estamos rapidamente confirmando a noção de que todas têm planetas rochosos ao seu redor", afirma o astrofísico Stephen Kane, da Universidade Estadual de São Francisco, nos Estados Unidos, coautor da pesquisa que descreveu o Kepler-186f. "Resultados da missão Kepler têm nos mostrado que, quanto menor o planeta, mais comum é sua existência. Assim, parece-nos que planetas rochosos são muito frequentes. Ainda precisamos saber quantos deles estão em zonas habitáveis, mas as primeiras estimativas já mostram que o número também deve ser incrivelmente alto."
A última conta feita pelos cientistas, publicada em novembro de 2013 na revista Pnas, mostra que uma em cada cinco estrelas como o Sol tem pelo menos um planeta do tamanho da Terra em sua zona habitável. Isso significa que só na Via Láctea podem existir 11 bilhões de planetas como o nosso. Se na conta entrarem os planetas ao redor de estrelas anãs, o número sobre para 40 bilhões. De acordo com os autores do estudo - entre eles Geoffrey Marcy, da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos,um dos "caçadores de planetas" mais bem-sucedidos da astronomia moderna - o mais próximo pode estar a 12 anos-luz de distância (cada ano-luz equivale a 9,46 trilhões de quilômetros).
Ou seja, os astrônomos imaginavam que planetas como o Kepler-186f existiam aos bilhões, mas ainda não tinham visto nenhum. A cerca de 500 anos-luz do Sol, o novo planeta orbita uma estrela anã, o tipo mais comum em nossa galáxia - elas são mais de 70% das centenas de bilhões de estrelas.
"Há pelo menos um século tínhamos ideias sobre os planetas fora do sistema solar e há mais de cinquenta anos desenvolvemos o conceito de zona habitável. Ainda não contávamos, no entanto, com telescópios potentes para fazer os experimentos e ter as confirmações que precisávamos sobre eles. Agora finalmente possuímos essa tecnologia", afirma Kane. "Nos próximos anos, muitas descobertas devem ser feitas. Só nos dados da missão Kepler há várias, aguardando para serem reveladas."
Missões do futuro - A sonda Kepler, que forneceu os dados para a revelação do novo planeta, foi a grande alavanca para a explosão de novos planetas encontrados pelos cientistas nos últimos anos. Lançada em março 2009 pela agência espacial americana, ela tinha o objetivo principal de procurar planetas parecidos com o nosso, durante quatro anos. Seu telescópio e um sistema de imagens em alta definição são capazes de identificar mesmo planetas considerados pequenos, como a Terra. Em relação ao Hubble, a Kepler tem duas vantagens: capta mais estrelas em detalhes e faz imagens mais nítidas por possuir um filtro que diminui as interferências luminosas e detecta diferentes cores.
Até agora, a maior parte dos planetas revelados por ela tem um tamanho intermediário entre a Terra e Netuno, quatro vezes maior que a Terra. A análise das informações dos três primeiros anos da missão já identificou 3 845 possíveis candidatos a planetas. Desses, 962 foram confirmados.
Como outras missões de busca, a Kepler tem mais facilidade em identificar grandes planetas. Eles são mais visíveis e facilmente monitorados pelos telescópios em regiões longínquas do cosmo. Por isso, grande parte das descobertas são de super-Terras, planetas mais pesados e maiores que Terra, ou gigantes gasosos, bolas de gás como Júpiter, planeta de hidrogênio com massa equivalente à de 317 terras. Lugares assim, no entanto, exibem condições menos propícias à vida - os gigantes gasosos costumam ter uma atmosfera maciça, causando uma grande pressão que praticamente inviabiliza a existência de seres complexos, enquanto as super-Terras têm menor probabilidade de reunir as condições atmosféricas necessárias para garantir a presença de vida.
Por isso, programas espaciais em todo o mundo investem maciçamente em telescópios potentes, capazes de captar planetas menores. Dados e imagens ainda mais precisos que os da missão Kepler - que encerrou a primeira fase de seu programa em 2013 e, no início da segunda fase, chamada K2, teve um problema com o sistema que "mira" o telescópio, mas continua em atividade - virão de programas como aquele que será lançado pela Nasa em 2017, com uma nova geração de telescópios. Nessa data, irá para o espaço o Transiting Exoplanet Survey Satellite (Tess) e o telescópio James Webb, substituto do Hubble. O Tess vai monitorar planetas ao redor de estrelas anãs, enquanto o James Webb pretende examinar a atmosfera desses planetas e procurar substâncias que só poderiam ser geradas por organismos vivos, como os seis elementos essenciais à vida (carbono, hidrogênio, nitrogênio, oxigênio, fósforo e enxofre).
Possibilidade de vida - Quanto mais planetas são descobertos, maior é a probabilidade de achar planetas semelhantes ao nosso e, assim, os astrônomos acreditam que aumente também as chances de encontrar vida em outros lugares do universo. A definição de vida, porém, é algo complexo, que está longe de ser consenso entre os cientistas. O estudo da vida terráquea - o único tipo conhecido até hoje - mostrou que, apesar da grande biodiversidade terrestre, todos os seres são similares: são feitos de células ou, como os vírus, dependem delas; usam ácidos nucleicos como o DNA para armazenar e transmitir informação genética; e possuem um metabolismo similar.
Mas não é impossível a existência de outros tipos de vida espalhados pelo universo. Afinal, mesmo a Terra guarda muitos organismos que ainda são enigmas para os cientistas. Em 2010, pesquisadores da Nasa encontraram uma bactéria em um lago da Califórnia, nos Estados Unidos, que se comporta como um ser extraterrestre: não usava nenhum dos seis elementos fundamentais à existência, mas sobrevivia a partir de arsênio, um elemento altamente tóxico.
"Sabemos que para surgir vida é necessária uma complexidade química mínima, ou seja, moléculas orgânicas e razoavelmente complexas, formadas a partir de elementos básicos. Mas sua origem pode exigir algumas condições especiais. Ainda estamos aprendendo como todos esses elementos se juntam para formar um sistema químico autossustentado, capaz de se reproduzir e evoluir", explica Douglas Galante, pesquisador do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron, em Campinas, e do Núcleo de Pesquisa em Astrobiologia da Universidade de São Paulo (USP).
Por isso, os cientistas ainda procuram corpos vivos no espaço de uma maneira "Terrocêntrica", buscando as condições que proporcionaram o surgimento dos seres por aqui: presença de água líquida ou moléculas orgânicas complexas.
"Mesmo a vida que conhecemos tem uma flexibilidade imensa a diferentes situações. Não é impossível imaginar um universo com muitos planetas, alguns mais quentes, outros frios, porém todos com organismos capazes de lidar com essas condições. Talvez em muitos desses planetas que estamos descobrindo as condições sejam extremas demais para atingir a multicelularidade, ou chegar a uma civilização tecnológica como a nossa. Mas, ainda assim, isso mostraria que a Terra não é privilegiada em ter vida", afirma o cientista.
Um cosmo próspero? - Quando se fala da existência de seres animados no espaço, normalmente os cientistas imaginam formas microscópicas, como as primeiras que provavelmente habitaram a Terra em sua origem.
"Se houver vida, como ela funciona? Podemos estar próximo a um momento de descobrir sistemas vivos completamente novos, novas biosferas para conhecer e explorar. É quase como se estivéssemos no papel do naturalista inglês Charles Darwin, em 1800, a bordo do navio Beagle explorando novas terras e toda a sua riqueza", diz Galante.
Para a maior parte dos astrônomos envolvidos com a busca de planetas fora do Sistema Solar, é muito improvável que, em um universo tão cheio de constelações, planetas e sistemas estelares com condições próximas a nossa, a Terra seja o único lugar a ter desenvolvido organismos vivos. "Sabemos agora que planetas semelhantes à Terra são comuns na Via Láctea. Para nosso planeta ser o único com vida na galáxia, isso significa que a vida é algo incrivelmente raro - uma ocorrência em 40 bilhões. Mas, mesmo que a probabilidade seja apenas de 1 em 1 milhão de possibilidades, isso já significaria muita vida só nessa galáxia", afirma o astrofísico Erik Petigura, pesquisador da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos.
Se essas hipóteses forem confirmadas nos próximos anos pelos cientistas, esses alienígenas, que podem estar na iminência de serem encontrados, causariam uma grande revolução científica, semelhante à provocada pelo astrônomo Nicolau Copérnico, quando ele formulou, no século XVI, a teoria de que o Sol é o centro do Sistema Solar. Teríamos de aprender que somos apenas mais um planeta - e minúsculo - cercado de bilhões de outros com seres diferentes.
"Uma descoberta como essa teria impactos profundos. Até o momento, o conhecimento que temos parte da hipótese de que a Terra é o único lugar do cosmo onde a vida apareceu e evoluiu. Se for provado que a vida é uma consequência natural da formação de planetas nas zonas habitáveis, assim como foi provado que a formação de planetas é uma consequência natural da formação de estrelas, então isso significa que o universo é, literalmente, fértil em vida", diz o astrofísico Stephen Kane. "O único desafio que permanecerá depois disso será descobrir como atravessar as vastas distância que nos separam desses outros seres." [Fonte: Veja.Com]
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