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sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Astrônomo americano consegue primeira foto de um exoplaneta


Depois de oito anos em busca de imagens, um astrônomo americano conseguiu captar, com uma câmera do telescópio espacial Hubble, as primeiras fotografias ópticas de um exoplaneta, situado a 25 anos-luz do Sistema Solar.
Com uma massa provavelmente próxima da de Júpiter, este planeta orbita a estrela Fomalhaut na constelação de Piscis austrinus (Peixe Austral), situada quatro vezes a distância que separa Netuno do Sol, afirma Paul Kalas, da Universidade de Berkeley, Califórnia, principal autor do estudo.
O planeta, batizado Fomalhaut b, pode ter um sistema de anéis de dimensão comparável aos que rodeiam Júpiter.
Suspeitava-se da existência deste exoplaneta desde 2005, quando imagens feitas por Kalas, com a ajuda da câmera de observação avançada do Hubble, mostraram uma borda muito claramente definida no interior do cinturão de pó em torno de Fomalhaut, o que levou a pensar num astro com uma órbita elíptica.
"Previmos este fenômeno em 2005 e agora temos a prova direta com duas fotos do planeta", afirmou Kalas.
A estrela Fomalhaut tem apenas 200 milhões de anos e deve esgotar seu combustível nuclear em, aproximadamente, 1 bilhão de anos, uma vida curta se comparada a do nosso Sol, de 4,5 bilhões de anos e que ainda deve brilhar por mais 5 bilhões de anos.
Uma segunda equipe, dirigida por Christian Marois, do Instituto de Astrofísica Herzberg, em Vitória, na Columbia Britânica (Canadá), obteve com a ajuda de telescópios no Havaí as primeiras imagens realmente visíveis de três planetas gigantes, na órbita de uma jovem estrela chamada HR8799, na constelação de Pegasus, a cerca de 130 anos-luz da Terra.
"São planetas gasosos, muito quentes, e têm entre sete e dez vezes a massa de Júpiter. São muito novos", disse à AFP René Doyon, um dos oito astrofísicos que participaram desta investigação.
"É muito difícil ver planetas em torno de estrelas porque são muito débeis em relação a elas, o que nos levou a desenvolver uma técnica que permite atenuar o sinal da estrela de forma muito eficaz", assinalou o astrofísico canadense.
As duas descobertas aparecem publicadas na revista americana Science de 14 de novembro.
Desde 1995, já foram descobertos cerca de 300 planetas fora do nosso sistema solar, principalmente observando seus efeitos sobre os campos gravitacionais de sua estrela. (Fonte: Google Notícias)

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Astrônomos podem estar procurando vida em lugares errados

Os astrônomos que buscam sistema solares que podem abrigar vida poderiam estar procurando em lugares errados, segundo um novo estudo que sugere que nosso Sol está longe de suas origens na galáxia. Foto:/AFP

Os astrônomos que buscam sistema solares que podem abrigar vida poderiam estar procurando em lugares errados, segundo um novo estudo que sugere que nosso Sol está longe de suas origens na galáxia.

Cientistas da Universidade de Washington (Seattle), da Universidade de Central Lancashire (Inglaterra) e da Universidade de McMaster (Ontário) fabricaram um modelo informático que simula o movimento das estrelas na Via Láctea durante mais de nove bilhões de anos.
A simulação, que levou 100.000 horas de computador, descobriu que as estrelas não permanecem na mesma órbita em torno do centro de uma galáxia, como se acreditava, e sim que migram do centro de seus braços em espiral ou, inclusive, mais longe.
Por isso, os astrônomos que consideram a posição de nosso Sol como um ponto de partida em sua busca por regiões da galáxia onde se acredita que existam elementos necessários para a vida devem ampliar sua busca.
"Existia esta suposição de que nossa posição e a galáxia eram estáticas, que uma estrela estava na mesma posição no disco galáctico que no momento em que se formou", explicou James Wadsley, da Universidade McMaster.
"Agora o panorama mudou um pouco ", acrescentou.
Em termos práticos, isso dificulta o trabalho de achar sistemas solares similares ao nosso porque a zona habitável é muito mais fluida e, inclusive, pode se estender até a "beirada da própria galáxia ", indicou Wadsley.
Estudos anteriores não conseguiram observar a migração das estrelas porque seus movimentos são muito sutis. Observando a galáxia durante mais de um bilhão de anos, estes movimentos e as forças por trás deles se tornaram mais evidentes.
A descoberta foi publicada na última edição da revista Astrophysical Journal Letters. (Fonte: Yahoo Notícias)


quinta-feira, 10 de julho de 2008

Dois pulsares na órbita um do outro dão razão a Einstein


Aproveitando-se de uma configuração cósmica única, astrofísicos conseguiram medir os efeitos previstos pela teoria da relatividade de Einstein, observando a gravitação extrema de dois pulsares em órbita um do outro, segundo estudo divulgados pela revista americana Science.
Em outras palavras, a teoria de 93 anos do 'pai da física moderna' passou num novo teste, destacaram cientistas.
Os pulsares são pequenos objetos estelares extremamente densos e que sobrevivem após a explosão de uma estrela em supernova.
A massa desta estrela é, na maioria das vezes, maior que a do sol, mas ela é muito pequena.
Estes pulsares giram em torno deles mesmos a uma velocidade vertiginosa e geram um gigantesco campo gravitacional, emitindo fortes faíscas em ondas radio que iluminam os radiotelelescópios na Terra como faróis à beira-mar.
Mais de 1.700 pulsares foram revelados nos últimos meses em nossa galáxia, a Via Láctea, mas este duplo pulsar ou pulsar binário, descoberto em 2003, é o único conhecido.
"Um pulsar binário cria condições ideais para verificar a teoria da relatividade porque quanto maiores as massas e quanio mais elas se aproximam umas das outras, maiores os efeitos da relatividade", explicou René Breton da Universidade McGill em Montreal, um dos autores destes trabalhos.
"A teoria de Einstein prevê que, num campo gravitacional, o eixo em torno do qual o objeto gira mudará lentamente de direção quando o pulsar passar na frente de seu par", como uma espiral ligeiramente inclinada no eixo de rotação oscila, explicou Victoria Kaspi da Universidade McGill.
Os pesquisadores puderam observar que um dos dois pulsares realizam perfeitamente este movimento quando o outro passa na sua frente, confirmando esta parte da teoria de Einstein de 1915. (Fonte: Yahoo Notícias)

Cientistas descobrem sinal de água em vidro lunar

A análise de contas de vidro colorido encontradas na Lua pelas missões Apollo 15 e Apollo 17, realizadas em 1971 e 1972, revelam que o interior do satélite foi rico em água até cerca de 3 bilhões de anos atrás. A descoberta, apresentada na edição desta semana da revista científica Nature, contradiz a idéia, mais comumente aceita, de que a Lua já surgiu desidratada, e oferece uma explicação para a origem dos depósitos que gelo que parecem existir em crateras localizadas nos pólos do satélite.
"O que nossas descobertas indicam é de que ou a água não se perdeu por completo no grande impacto que formou a Lua, ou que ela voltou a se acumular por meio de material de meteoritos, nos primeiros 100 milhões de anos da formação do satélite", diz o principal autor do estudo, o argentino Alberto Saal, atualmente na Universidade Brown, nos EUA. Embora as amostras sejam antigas, a análise atual só foi possível graças a desenvolvimentos tecnológicos recentes.
A teoria mais aceita para a origem da Lua diz que o satélite surgiu após a colisão de um outro astro, do tamanho de Marte, com a Terra primitiva, há mais de 4 bilhões de anos. "A idéia é de que o material expelido pelo impacto formou um anel, que aos poucos se agregou para formar a Lua", explica Saal. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Maior cratera do Sistema Solar está em Marte

Por quase 30 anos, cientistas e astrônomos pesquisam e debatem em busca de respostas para um dos maiores enigmas do Sistema Solar: por que Marte tem duas faces? Foto:/AFP

Uma cratera na superfície de Marte, formada pelo impacto de um asteróide, seria a maior do Sistema Solar e remontaria à época em que a ocorrência de um fenômeno semelhante sobre a Terra resultou na formação da nossa Lua, segundo artigos publicados nesta quinta-feira pela revista britânica Nature.
A cratera tem uma forma elíptica de 10.000 km de extensão e fica na região de Tharsis, segundo os astrônomos americanos que escreveram os artigos.
O choque do asteróide explicaria, segundo eles, por que um dos hemisférios do planeta vermelho é mais baixo que o outro, com uma camada externa mais fina.Duas hipóteses explicariam o fenômeno: o impacto de um asteróide gigante ou de um cometa ou a convecção do manto em grande escala.
A equipe do professor Jeffrey Andrews-Hanna, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), usou um novo método de observação que lhe permitiu atualizar os dados referentes à cratera - que teria sido criada por um impacto oblíquo e seria quatro vezes maior do que a cratera considerada até então a maior do Sistema Solar.
Em um segundo artigo, uma equipe do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) calculou, graças a simulações em três dimensões, o ângulo do impacto (estimado entre 30 e 60 graus), energia e velocidade (6 a 10 km/h) do asteróide (que teria entre 1.600 e 2.700 km de diâmetro) para criar os relevos observados no solo marciano.
Finalmente, uma terceira equipe da Universidade da Califórnia em Santa Cruz construiu um modelo para estudar o comportamento da superfície do planeta após o impacto. Segundo os pesquisadores, uma colisão importante formaria uma cavidade comparável à observada, e modificaria o campo magnético do planeta, tal como aconteceu com Marte, e provocaria a formação de rachaduras. (Fonte: YahooNotícias)

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Cientistas descobrem três exoplanetas 'super-Terras' em torno de uma estrela

Três exoplanetas um pouco maiores do que a Terra, denominados "super-Terras", foram detectados em torno de uma mesma estrela por uma equipe de astrofísicos suíços e franceses que revelou sua descoberta nesta segunda-feira (16/06/2008), em Nantes (oeste da França).

A equipe do Observatório da Universidade de Genebra (Unige) apresentou três exoplanetas com massa 4,2, 6,7 e 9,4 vezes maior que a da Terra, gravitando em torno da estrela HD 40307, situada a 42 anos-luz do nosso planeta. "A estrela está muito próxima, é quase nossa vizinha", explicou Michel Mayor, astrônomo de Genebra e descobridor do primeiro exoplaneta em 1995.
Os astrônomos também anunciaram ter encontrado duas "super-terras" em torno de duas outras estrelas, sendo uma com 7,5 vezes a massa da Terra em torno de HD 181433.

Mais de 270 exoplanetas já foram registrados em torno de estrelas, mas eles eram até hoje, em sua maioria, grandes demais para serem comparados à Terra, do tamanho de Saturno ou de Júpiter.
As últimas "super-Terras" foram detectadas graças ao espectrógrafo HARPS, um instrumento de ponta concebido e construído no Observatório da Unige e instalado sobre um dos telescópios de La Silla, no Chile. Ele já permitiu a descoberta de 45 planetas de menos de 30 vezes a massa da Terra, indicaram os astrônomos nesta segunda-feira (16/06/2008).

"Sabemos atualmente que talvez quase todas as estrelas têm planetas que giram em torno delas. O que anunciamos nesta segunda-feira é que seguramente existem planetas muito pequenos, ou seja, quatro vezes menos a massa da Terra", explicou Michel Mayor.
"Em torno das estrelas, sem dúvida em um ou dois anos, descobriremos planetas habitáveis", assegurou Stephane Udry, outro membro da equipe da Universidade de Genebra. (Fonte: YahooNotícias)

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Missão de nave que deixou Sistema Solar em busca de ETs faz 25 anos

Em 13 de junho de 1983, a nave "Pioneer 10" abandonou o Sistema Solar em busca de seres de outros mundos para entregar a eles uma mensagem do Homem que povoa o pequeno planeta Terra.

A nave partiu a esse encontro às cegas no dia 2 de março de 1972 montada em um foguete Atlas-Centaur de três módulos que a colocou na órbita de Júpiter a mais de 51.850 km/h, a máquina mais veloz fabricada pelo homem até então.
Além dos instrumentos com os quais transmitiu informação sobre os planetas de nosso sistema, a "Pioneer 10" levava consigo uma placa de ouro que descreve o Homem, nossa aparência e a data do começo da missão.

O último contato de rádio com o Centro Glenn de Pesquisa da Nasa (agência espacial americana) que tinha o controle da missão ocorreu em 23 de janeiro de 2003.

Na ocasião, o mensageiro espacial do homem se encontrava a 12,160 bilhões de quilômetros da Terra, além do cinturão de asteróides, de Júpiter e de Plutão.
Segundo engenheiros da Nasa, as transmissões da "Pioneer 10" morreram devido ao esgotamento da fonte radioisotópica de energia da nave.
"Para nós, a missão terminou quando foram interrompidas as comunicações. Não sabemos nada da 'Pioneer 10', mas supomos que continuou sua viagem pelo cosmos na busca de seu destino final", disse um porta-voz do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, em inglês) da Nasa.

"Passou-se toda uma geração e quem tinha em mãos a missão, engenheiros e cientistas, já não estão conosco", acrescentou.
Entretanto, suas façanhas científicas estão longe de ficar no esquecimento e a "Pioneer 10" continua sendo considerada uma das grandes façanhas da exploração espacial dos Estados Unidos.
Em 15 de julho de 1972, a "Pioneer 10" ingressou no cinturão de asteróides, uma zona de mais de 288 milhões de quilômetros de largura e mais de 80 milhões de quilômetros de espessura.

O cinturão é povoado por milhões e milhões de corpos que vão desde partículas de pó estelar até massas de rochas de milhares de quilômetros de diâmetro.
Desta região a nave foi para Júpiter, planeta em frente do qual cruzou em 3 de dezembro de 1973.

A "Pioneer 10" foi a primeira nave espacial que fez observações diretas e transmitiu imagens em primeiro plano de Júpiter. Também enviou informação sobre seus cinturões de radiação, localizou seus campos magnéticos e constatou que esse planeta é gasoso.
Após seu encontro com Júpiter e passar além da órbita de Plutão, o "ex-planeta" mais distante do Sol, a "Pioneer 10" explorou os extramuros do Sistema Solar e estudou o vento do Sol e os raios cósmicos que invadem a parte da Via Láctea onde se encontra a Terra.
A nave continuou fornecendo informação sobre os extremos do Sistema Solar até que se deu oficialmente por concluída sua missão, em 31 de março de 1997.

"A 'Pioneer 10' foi uma pioneira no mais rígido sentido da palavra. Após deixar Marte para trás em sua viagem rumo às profundezas do espaço, entrou em lugares onde nunca tinha chegado algo construído pelo homem", disse então Colleen Hartman, diretora da Divisão de Prospecção do Sistema Solar na Nasa.

"A 'Pioneer 10' figura entre as missões mais históricas e mais ricas em prospecção científica empreendidas", acrescentou.
Para Larry Lasher, que dirigiu o projeto, a "Pioneer 10" cumpriu seus objetivos além do esperado.

"Originalmente designada como uma missão de 21 meses, a 'Pioneer 10' durou mais de 30 anos. Poderíamos dizer que valeu cada centavo gasto", manifestou.
Os cientistas admitem que não sabem o que aconteceu com a "Pioneer 10" nos últimos anos de uma viagem virtualmente eterna.

Caso não tenha acontecido nada, o mensageiro do homem no espaço interestelar deveria estar agora se deslocando em direção à estrela vermelha Aldebarã, no centro da constelação de Touro e vai demorar dois milhões de anos para chegar a seu destino final. (Fonte: Yahoo Notícias)

quinta-feira, 12 de junho de 2008

O novo mapa da nossa Galáxia...


Você é daqueles esquecidos que volta e meia perde um guarda chuva, esquece um casaco ou vive perdendo as chaves do carro? Não se lamente tanto, a Via Láctea também é assim, mas muito pior. Ela acaba de perder dois braços!

Hoje saiu o mais novo mapa da Galáxia com os dados do telescópio espacial Spitzer. Este era um dos principais projetos deste satélite que já está funcionando parcialmente depois de 5 anos de trabalhos.
Desde a década de 1950 os astrônomos tentam desenhar nossa galáxia. Imagine só o problema, ter de fazer um mapa da sua cidade sem poder olhar de cima e nem mesmo sem poder sair da sua casa. O máximo permitido seria olhar pela janela e tentar rabiscar como seriam as ruas, a distribuição de parques e prédios. O problema com a Via Láctea é o mesmo, visto da Terra, como desenhar o mapa da galáxia inteira?
Várias técnicas foram desenvolvidas para tentar suplantar este problema. Até hoje, as mais promissoras eram as técnicas de observação em rádio. Toda questão se resume em saber qual a distância dos aglomerados de estrelas, pois a direção é fácil, basta anotar a posição em que o telescópio está apontado. Pelo método rádio, a determinação da distância se baseia em muitas hipóteses combinadas e nem todas elas muito sólidas. Daí surgiu um mapa, repetido inúmeras vezes quando alguém quer mostrar como é nossa galáxia. Este mapa mostra uma galáxia espiral barrada (com uma barra de estrelas bem no centro) com quatro braços. Que a Via Láctea parece ser uma galáxia espiral barrada já é consenso, mas o número de braços ainda é assunto para discussão.
Agora com este mapa do Spitzer, que observou boa parte da nossa galáxia em comprimentos de onda no infravermelho nossa percepção da galáxia vai mudar. Baseado em um método de contagens de estrelas, ou seja, observando em uma dada direção um programa de computador analisa as posições em que há maior concentração de estrelas, duas equipes de astrônomos lideradas por Robert Benjamin perceberam que faltavam estrelas onde se pensava haver dois braços, conhecidos como braço de Norma e Sagitário. Olhando para o braço de Scutum-Centauro, notaram que o número de estrelas aumentava como esperado, ou seja, o programa foi capaz de detectar um braço onde ele existia. Se na direção de Sagitário e Norma não foram detectadas altas concentrações de estrelas, então não há mesmo um braço por lá.
Este resultado é bastante interessante e vai trazer uma nova discussão: o que nos induziu a pensar que existiam mais dois braços na Via Láctea? Observações erradas ou modelos incompletos? O fato é que eu estou em um grupo de pesquisa que vem estudando a forma de nossa galáxia e que já há alguns anos nós estamos notando discrepâncias entre distâncias obtidas via rádio e obtidas via infravermelho. Nosso palpite sempre foi que os modelos são, no mínimo, incompletos. Ainda precisamos analisar este mapa com cuidado, pois ele saiu hoje, mas parece que este é mais um ponto a nosso favor!
Fonte: Observatório

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Sonda Phoenix pousa em Marte e envia fotos do planeta

A sonda espacial Phoenix Mars Lander pousou em Marte no fim da noite de domingo depois de uma viagem de mais de 10 meses e já enviou as primeiras imagens do pólo norte do Planeta Vermelho. As imagens enviadas pela Phoenix chegaram à Terra apenas algumas horas depois do pouso nas planícies árticas marcianas, deslumbrando os cientistas com as primeiras fotografias das mais altas latitudes do planeta vizinho.
As dezenas de imagens enviadas pela sonda revelam um cenário parecido com o das regiões de gelo permanente da Terra - padrões geométricos no solo provavelmente relacionados ao congelamento e posterior degelo da superfície. Acredita-se que exista um reservatório de gelo sob essa região. "É o sonho de todo cientista, (realizado) bem ali naquele local de pouso", disse o chefe de pesquisa Peter Smith, da Universidade de Arizona, numa entrevista coletiva concedida depois da chegada da sonda.
A Phoenix levou 10 meses para percorrer 679 milhões de quilômetros na viagem entre a Terra e Marte. Depois de uma semana de checagem de instrumentos, a sonda iniciará uma missão de 90 dias de escavação para estudar o solo e determinar se a região polar de Marte possui os ingredientes necessários para o surgimento de vida. (fonte: Yahoo Notícias)

Fotos:

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Descoberta a mais jovem supernova da Via Láctea


A descoberta da mais jovem supernova conhecida em nossa galáxia, a Via Láctea, poderá fazer avançar os conhecimentos sobre as explosões das estrelas no final da vida - que parecem desempenhar um papel importante na dinâmica galáctica, segundo trabalhos de cientistas publicados durante a semana.

A idade desta supernova, com existência estimada em cerca de 140 anos, seria de cerca de 200 anos menos que a supernova considerada até então a mais jovem desta categoria de objetos celestes da Via Láctea.

Batizada Cassiopeia, teria se produzido por volta de 1680, segundo as estimativas baseadas nos restos da explosão luminosa.
Uma supernova descreve o conjunto de fenômenos diretamente ligados à explosão de uma estrela, acompanhada de um aumento breve mas extremamente intenso de sua luminosidade.
O astrofísico Stephen Reynolds da Universidade do Estado da Carolina do Norte (sudeste), principal autor desta descoberta, supõe que este objeto, batizado G1.9+0.3, é uma supernova muito recente estudada por astrônomos há mais de 50 anos.

Ele examinou imagens do objeto tomadas pelo telescópio espacial americano "Chandra X-Ray Observatory" em 2007 e as comparou às obtidas em 1985 pelo telescópio "National radio astronomy observatory's very large array" da Nasa.

As imagens provenientes do telescópio Chandra não apenas confirmaram que se tratava de um fenômeno de supernova recente, mas mostraram também que esta supernova aumentou seu tamanho em 16% em apenas 22 anos.

Ficou estabelecido que esta estrela explodiu há 140 anos, ou ainda mais tarde se a velocidade da explosão diminuiu, explica Stephen Reynolds.

As supernovas parecem desempenhar um papel essencial na história do universo porque, a explosão de uma estrela que chega ao final da vida, após ter esgotado seu combustível nuclear, libera elementos químicos. Além disso, a onda de choque da supernova favorece a formação de novas estrelas, explicam os astrônomos.

As supernovas são acontecimentos raros na dimensão humana, com uma freqüência de três por século na nossa Via Láctea. (Fonte: Yahoo Notícias)

terça-feira, 13 de maio de 2008

Astronautas do Endeavour estão convencidos de que há vida extraterrestre

O homem descobrirá novas formas de vida no universo se mantiver a exploração do espaço, consideraram nesta segunda-feira os astronautas da missão espacial Endeavour em uma coletiva de imprensa em Tóquio. Na foto, tripulantes da última missão americana ao espaço participam de coletiva em Tóquio. À direita, o capitão Dominic Gorie (D) responde a pergunta de um jornalista. Foto:Toru Yamanaka/AFP

O homem descobrirá novas formas de vida no universo se mantiver a exploração do espaço, disseram nesta segunda-feira os astronautas da missão espacial Endeavour em uma coletiva de imprensa em Tóquio.
"Se nos aventurarmos longe o suficiente, estou seguro de que descobriremos algo lá em cima", disse Mike Foreman, um dos sete membros da tripulação da nave que retornou à Terra em março.
"É difícil acreditar que não haja vida em alguma parte deste imenso universo, mesmo se não for tão evoluída como a nossa", acrescentou.
Os astronautas, que passaram 16 dias a bordo do Endeavour, reconheceram no entanto que nunca viram nada de inexplicável.
"Creio que encontraremos algo que não poderemos explicar", declarou Gregory Johnson, acrescentando que "provavelmente, há algo lá em cima", embora pessoalmente "nunca tenha visto".
Dominic Gorie, comandante da missão que já realizou quatro vôos espaciais, lembrou que os exploradores não sabiam de antemão se descobririam algo quando viajassem pelos oceanos.
"Quando viajamos através do espaço também não sabemos o que encontraremos. Essa é a beleza das missões. Espero que um dia possamos descobrir algo que não entendemos", assegurou.
No entanto, uma descoberta deste tipo de vida extraterrestre poderá estar distante, comentou Richard Linnehan, um astronauta que está convencido de que existe vida fora da Terra.
"Infelizmente só damos passos de bebê na descoberta do espaço", lamentou.
Takao Doi, o astronauta japonês que também viajou no Endeavour, declarou que compartilha as opiniões de seus companheiros e acrescentou que "deve existir uma vida como a nossa" em alguma parte do universo. (Fonte: Yahoo Notícias)

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Novas imagens do Hubble mostram colisão de galáxias



O Space Telescope Science Institute divulgou nesta quinta-feira (23/04/2008) 59 novas imagens do Telescópio Hubble, para comemorar os 18 anos de seu lançamento. Fotos mostram imagens da colisão de galáxias, com elas rodando, deslizando e entrando uma na outra. O movimento pode dar origem a galáxias novas e maiores.
"Esse novo atlas do Hubble ilustra dramaticamente como as colisões de galáxias produzem uma variedade notável de estruturas complexas, em detalhes nunca vistos antes", afirmou o instituto, em um comunicado.

Imagens do telescópio Hubble mostram fusão de galáxias no Espaço; fotos estão em álbum do Space Telescope Science Institute
"Os astrônomos observam apenas uma entre as milhões de galáxias no Universo próximo em ato de colisão. Entretanto, fusões de galáxias eram muito mais comuns há muito tempo atrás, quando elas estavam mais próximas", diz o instituto.
As imagens, disponíveis na internet, representam uma visão do passado. Leva centenas de milhões de anos até que as galáxias se fundam --a luz de suas estrelas "viajaram" também por centenas de milhões de anos pelo espaço.
Como o equipamento orbita fora da atmosfera da Terra, as câmeras do Hubble podem fazer imagens extremamente nítidas. O futuro do telescópio é controverso, já que exige manutenções regulares feitas por astronautas.
Depois do desastre de 2003 com o Columbia, uma missão marcada inicialmente para 2004 foi cancelada. A Nasa (agência espacial norte-americana) chegou a pensar em abandonar o telescópio, bastante popular entre os cientistas. Depois dos protestos, a agência voltou atrás e uma missão para fazer reparos no Hubble está marcada para agosto. Em 2013, o telescópio James Webb deve substituir o Hubble. (Fonte: FolhaOnline)


sexta-feira, 4 de abril de 2008

Astrônomos descobrem o 1º trio de quasares

Astrônomos anunciaram em reunião da Sociedade Astronômica Americana na cidade de Seattle, nos Estados Unidos, a descoberta do primeiro conjunto conhecido de três quasares.
Quasar é uma poderosa fonte de energia que, acredita-se, seja acionada por buracos negros gigantescos.
Inicialmente, os pesquisadores acharam que o sistema triplo era apenas uma ilusão, causada pelo desvio de feixes de luz.
Mas uma equipe que utilizou o Observatório WM Keck do Havaí constatou que o sistema realmente envolve três buracos negros.
Cada quasar produz enormes quantidades de energia eletromagnética, inclusive luz visível e ondas de rádio.
Eles são acionados por gás que cai em um buraco negro no centro de uma galáxia. Isto acontece com mais eficácia quando galáxias colidem e se fundem.
Um único quasar pode ser milhares de vezes mais brilhante do que uma galáxia inteira com centenas de bilhões de estrelas.


Miragem
George Djorgovski, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, em Pasadena, e seus colegas, estudaram um sistema chamado LBQS 1429-008.
Ele foi descoberto por um outro grupo de astrônomos em 1989. Eles afirmaram que o sistema parecia envolver dois quasares.
Primeiramente, acreditava-se que um dos quasares do par era uma miragem - um fenômeno chamado efeito de lente gravitacional, que ocorre quando um objeto de grande massa se coloca no caminho da luz que emana do quasar. Isto divide os fachos de luz em dois, criando, na verdade, uma imagem dupla.
Mas desde então os astrônomos identificaram cerca de 100 mil quasares e dezenas de quasares binários genuínos.
A equipe de Djorgovski encontrou um terceiro, um quasar quase apagado, usando um dos telescópios de Keck, e medidas de um telescópio de um observatório no Chile.


Galáxia
Eles usaram um modelo de computador para ver se o fenômeno podia ser explicado por efeito de lente gravitacional. A explicação acabou não se encaixando.
Se o sistema triplo tivesse sido causado pela lente, os astrônomos deveriam ter visto quatro fontes de quasar, não três. Teria que haver algo ocultando uma das imagens.
Não havia sinal de uma galáxia, ou cluster de galáxias que poderiam ter causado o efeito de lente gravitacional.
A equipe também documentou diferenças pequenas, mas significativas nas propriedades dos três quasares.
Esta observação é muito mais fácil de entender se os três quasares são objetos fisicamente distintos, e não apenas miragens.
"Quasares são objetos extremamente raros", disse Djorgovski. "Encontrar três é sem precedentes."
Djorgovski acha que a distribuição de quasares no universo não é casual. Ele acredita que a colisão e fusão de galáxias - e os gigantescos buracos negros que residem em seus centros - podem na verdade alimentar essas potentes fontes de energia.
Isto pode explicar porque há mais do que o esperado número de quasares binários.
O quasar está sendo visto durante um período de tempo cósmico, quando tais interações entre galáxias estão em seu auge.
Estes fenômenos podem até desempenhar um importante papel na regulação do crescimento da galáxia, levando à formação de galáxias e seus gigantescos buracos negros, que acionam os quasares.
Djorgovski disse que também é possível que exista e possa ser descoberto um dia um sistema de quatro quasares. (fonte: BBCBrasil)

Planeta descoberto pode ter menos de 2 mil anos

Emissões de rádio mostram o 'planeta' no alto à direita


Pesquisadores britânicos da Universidade de St Andrews, na Escócia, detectaram um "planeta em estágio embrionário", nos arredores do nosso Sistema Solar, que pode ter menos de 2 mil anos de idade.
A descoberta foi apresentada na Reunião Nacional de Astronomia da Grã-Bretanha, em Belfast.
A equipe de astrônomos disse que detectou, em volta de uma estrela, uma bola de poeira e gás que está se transformando em um planeta gigante.
A cientista que liderou as pesquisas, Jane Greaves, afirmou que a descoberta foi uma grande surpresa e acrescentou que o crescimento do planeta pode ter sido desencadeado pela passagem de uma outra jovem estrela pelo sistema há cerca de 1,6 mil anos.
"Na verdade (o planeta) não era o que estávamos procurando. E ficamos surpresos quando encontramos. O planeta mais jovem já confirmado tem 10 milhões de anos", disse Greaves.


Disco de gás
Os cientistas começaram estudando um disco de gás e partículas rochosas em volta da estrela HL Tau, que está a 520 anos-luz da constelação de Touro e teria menos de 100 mil anos.
O disco seria gigantesco e brilhante, o que o torna um local excelente para a procura por sinais de planetas em processo de formação.
Segundo os pesquisadores a imagem que eles conseguiram é a de um planeta primitivo, ainda envolto no material presente em seu nascimento.
Foto: Simulação de computador dos astrônomos britânicos com a estrela HL Tau e o disco de gás e rochasMas existe a possibilidade de que este gigante, que é 14 vezes maior que Júpiter, seja ainda mais novo.


De passagem
Para Ken Rice, do Instituto de Astronomia de Edimburgo, na Escócia, a descoberta joga nova luz nas teorias sobre a formação de planetas.
Segundo um modelo de teoria, os planetas se formam de baixo para cima. Observando este cenário, as partículas de material rochoso colidem e "grudam" umas nas outras, formando um objeto cada vez maior.
Para Rice o planeta primitivo perto da estrela HL Tau se formou de maneira relativamente rápida quando uma região do disco sofreu um colapso, formando uma estrutura independente. Isto poderia ter ocorrido devido à instabilidade no próprio disco.
E, o mais intrigante, uma outra jovem estrela na mesma região, chamada XZ Tau, pode ter passado bem próxima da HL Tau, há cerca de 1,6 mil anos.
Apesar de isso não ser necessário para a formação de um novo planeta, é possível que a passagem desta estrela tenha perturbado o disco, tornando-o instável. E, em termos astronômicos, este evento é muito recente.
"É possível que (a estrela XZ Tau) tenha dado 'puxão' em um lado do disco em volta da HL Tau, o que fez com que ele ficasse instável, e este foi o 'gatilho' para que o planeta se formasse", disse Rice.
"Se o planeta foi formado nos últimos 1,6 mil anos, este evento seria incrivelmente recente", acrescentou o cientista. (Fonte: BBCBrasil)


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Cientistas descobrem menor buraco negro já detectado

Foto de arquivo de ilustração da Nasa de um buraco negro. A descoberta do menor buraco negro já detectado por parte de dois cientistas da Nasa deve ser motivo de preocupação para os futuros viajantes do espaço, pois esse fenômeno poderá aprisioná-los e transformar o mais forte dos astronautas em espaguete. Foto:/AFP
A descoberta do menor buraco negro já detectado por parte de dois cientistas da Nasa deve ser motivo de preocupação para os futuros viajantes do espaço, pois esse fenômeno poderá aprisioná-los e transformar o mais forte dos astronautas em espaguete.
Pequeno, porém forte, com uma massa de apenas 3,8 vezes o tamanho do Sol e com um diâmetro de pouco mais de 24 quilômetros, este buraco negro detectado na Via Láctea "revoluciona verdadeiramente os limites", ressaltou o autor da descoberta, Nikolai Shaposhnikov, do centro espacial Goddard da Nasa em Greenbelt (Maryland, leste).
"Há vários anos, os astronautas queriam saber qual poderia ser o menor tamanho de um buraco negro, e este 'rapazinho' nos faz dar um grande passo para responder a esta pergunta", acrescentou.
Apesar de seu tamanho, os futuros astronautas têm muito com o que se preocupar, assegurou Shaposhnikov. Os miniburacos negros exercem uma força de atração muito maior que os gigantes, que se encontram no centro das galáxias. De fato, os objetos pequenos são mais perigosos que os grandes.
"Se você se aventurar muito próximo deste buraco negro, a gravidade transformará seu corpo em um espaguete todo estirado", disse, em tom jocoso, o astrofísico, ressaltando a importância "crucial" do satélite da Nasa RXTE para que essas descobertas tenham siso realizadas.
Este pequeno buraco negro, cujo campo gravitacional é tão intenso que impede qualquer forma de matéria ou radiação, foi detectado ao sul de nossa galáxia, na constelação Ara.
O satélite de raios X da Nasa, RXTE (Rossi X-ray Timing Explorer), descobriu em 2001 esta dupla formada por uma estrela e o buraco negro, batizado de XTE J1650-500, mas não determinou sua massa.
Shaposhnikov e seu colega Lev Titarchuk apresentaram sua descoberta na reunião da Sociedade Americana de Astronomia em Los Angeles (oeste dos Estados Unidos).
Os buracos negros não podem ser observados diretamente, mas são detectáveis graças ao seu impacto sobre seu ambiente. Os cientistas também observaram a matéria aprisionada pelo buraco negro, aquecida a temperaturas consideráveis antes de ser tragada, e que emitem uma torrente de raios X.
Baseando-se na medida da intensidade dos raios X, os astrônomos conseguiram determinar a massa do buraco negro e calcularam que é de 3,8 vezes a do Sol. Esta massa é muito inferior à do menor buraco negro descoberto anteriormente: 6,3 vezes a massa do Sol.
A detecção de um buraco negro tão pequeno tem uma importância capital para a pesquisa em Física.
Uma estrela ao se extinguir pode se tornar uma estrela de nêutrons ou um buraco negro. Os astrofísicos estimam que a diferença entre a formação de um buraco negro e a de uma estrela de nêutrons é de entre 1,7 e 2,7 vezes a massa do Sol.
A definição deste limite será fundamental porque permitirá aos cientistas saber mais sobre o comportamento da matéria submetida a condições de uma densidade extaordinariamente alta.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Não, o Cosmo não vai parar de crescer

Ritmo de expansão do Universo não mudou desde o Big Bang.

Uma das grandes questões da Cosmologia é saber se o Universo vai se expandir para sempre (como vem se expandindo desde o Big Bang, há cerca de 15 bilhões de anos-luz) ou se um dia vai se encolher de novo até virar um ponto ínfimo. A resposta depende fundamentalmente da concentração de matéria que existe no Cosmo. Só com uma alta concentração a atração da gravidade puxaria os corpos de volta. Dois times de astrônomos americanos, da Universidade da Califórnia e do Instituto Harvard-Smithsonian, acham que a primeira hipótese vai prevalecer. Eles analisaram o brilho de supernovas (estrelas explodindo, no fim da vida) muito longe da Terra. A mais distante (e antiga) delas está a 7,5 bilhões de anos-luz, a meio caminho entre o Big Bang e os dias atuais. E verificaram que o ritmo de expansão do Universo não mudou praticamente nada de lá para cá. Ou seja, tudo indica que o Cosmo vai se inflar ainda mais. (Fonte: Super Arquivo)

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Via Láctea pode conter 'centenas de planetas' propícios à vida

Planetas rochosos e provavelmente com condições adequadas para o surgimento de vida são mais comuns em nossa galáxia do que se crê atualmente, afirmaram pesquisadores americanos durante um congresso científico nos Estados Unidos.


O astrônomo Michael Meyer, professor associado da Universidade do Arizona, afirmou que entre 20% e 60% das estrelas semelhantes ao Sol na Via Láctea têm em sua órbita planetas com estruturas rochosas semelhantes à da Terra.
"Nossas observações encontraram evidência de formação de planetas rochosos, não diferentes dos processos que levaram ao planeta Terra", ele afirmou no encontro da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS, na sigla em inglês), que se realiza até esta segunda-feira em Boston, Massachussetts.
Meyer citou um estudo de sua autoria publicado na edição de fevereiro da revista científica The Astrophysics Journal com conclusões baseadas em observações dos telescópios Hubble e Spitzer.
Nelas, os investigadores detectaram discos de poeira cósmica em torno de estrelas, supostamente resultantes de grandes rochas que se chocaram entre si antes de formar planetas.
"Nossa antiga visão de que o sistema solar tem nove planetas será suplantada por uma de que existem centenas, se não milhares de planetas no nosso sistema solar", afirmou Meyer à BBC.


Condições:
Em sua intervenção no evento, a pesquisadora Débora Fischer, da San Francisco State University, disse que é mais provável encontrar vida extraterrestre em planetas de determinada massa e a certa distância de uma estrela.
Dadas essas condições, ela afirmou, é possível que um planeta possa suportar vida a partir de carbono - ou seja, orgânica -, pois o clima "não será muito quente nem frio, e poderia haver acúmulo de água".
Já o pesquisador da agência espacial americana (Nasa) Alan Stern ressalvou que vasculhar o espaço em busca de vida em outros planetas é como "procurar uma agulha em um palheiro".
"É como se quiséssemos explorar a América do Norte estando na costa leste e conhecendo apenas os cem quilômetros iniciais", ele afirmou. "Não sabemos realmente o que vamos encontrar."
Os pesquisadores concordaram que a nova geração de telescópios, que serão empregados em missões espaciais futuras, trará mais informações para aumentar o conhecimento da humanidade sobre o sistema planetário. (Fonte: BBCBrasil)

MAIS:
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