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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Astronômos preveem colisão de Via Láctea com galáxia vizinha


Astrônomos estão usando o telescópio espacial Hubble para determinar quando a Via Láctea irá colidir com Andrômeda, sua galáxia vizinha.
As duas galáxias estão se aproximando devido à gravidade que exercem uma sobre a outra. Cientistas acreditam que elas começarão a se fundir dentro de 4 bilhões de anos. E dentro de outros 2 bilhões de anos elas deverão ser uma única entidade.
Quando isso ocorrer, a posição do nosso sol será abalada, mas tanto o astro como os planetas que orbitam em torno dele enfrentam pouco risco de serem destruídos.
Por outro lado, o céu noturno visto da Terra deverá ter uma aparência espetacular. Partindo do princípio, é claro, de que a espécie humana ainda estará presente dentro de bilhões de anos para poder olhar para cima.
''Hoje em dia, a galáxia de Andrômeda se apresenta para nós no céu como um pequeno objeto difuso que foi visto pela primeira vez por astrônomos há mil anos'', afirma Roeland van der Marel, o pesquisador sênior do Space Telescope Science Institute, de Baltimore, nos Estados Unidos.

Fusão de galáxias


As duas galáxias estão separadas por uma distância de 2,5 milhões de anos-luz, mas estão convergindo a uma velocidade de aproximadamente 400 mil quilômetros por hora.
"Poucas coisas fascinam os seres humanos mais do que o nosso destino cósmico e qual será o nosso futuro. O fato de que podemos prever que esse pequeno objeto difuso um dia irá engolir e encobrir o nosso sol e o nosso sistema solar é uma descoberta verdadeiramente notável e fascinante'', diz van der Marel.
Isso é possível porque o observatório mediu em detalhes mais precisos do que nunca os movimentos de determinadas regiões de Andrômeda, que também é conhecia por seu nome científico M31.
''É necessário saber não apenas como Andrômeda está se movendo em nossa direção, mas também seus motivos laterais, porque isso vai determinar se Andrômeda irá passar a uma boa distância de nós ou se ela virá direto em nosso encontro'', explica van der Marel.
''Astrônomos tentam há séculos medir o movimento lateral. Mas isso sempre falhou porque as técnicas disponíveis não eram suficientes para realizar a medição. Pela primeira vez, fomos capazes de medir o movimento lateral - conhecido na astronomia como movimento apropriado - da Galáxia de Andrômeda, usando as capacidades de observação únicas oferecidas pelo telescópio espacial Hubble.''
Simulações de computador baseadas nas informações do Hubble indicam que as duas grandes massas de estrelas irão eventualmente se moldar em uma única galáxia elíptica similar a outras vistas costumeiramente no universo.

Mudança de localização


Mas apesar da provável fusão das duas galáxias, estrelas individualmente não irão colidir porque o espaço entre elas permanecerá sendo grande.
O abalo gravitacional deverá, no entanto, mudar a localização do sistema solar, acreditam os pesquisadores.
É provável que a fusão provoque uma vigorosa fase de formação de novas estrelas e que nuvens de gás serão abaladas e passem a colidir umas com as outras.
Pelo que os cientistas observaram até aqui, é bem possível que a pequena companheira de Andrômeda, a galáxia de Triangulum, ou M33, também entre na "briga".[Fonte: BBC Brasil]

Ilustração mostra como seria o céu dentro de 3,75 bilhões de anos; Andrômeda (à esq.) preenche a vista e começa a distorcer a posição da nossa Via Láctea

Em 4 bilhões de anos, Andrômeda se esticará de forma impecável e a Via Láctea se deformará

Em 7 bilhões de anos, a fusão formará enorme estrutura elíptica com um centro brilhante


sexta-feira, 1 de junho de 2012

Nossa galáxia colidirá com outra em 4 bilhões de anos, segundo a Nasa



Imagem da galáxia Andrômeda, capturada m 2006 pelo telescópio Spitzer Space, da Nasa
Foto de AFP/Arquivo

Nossa galáxia está em rota de colisão com sua vizinha mais próxima, Andrômeda, e o choque está previsto para ocorrer em 4 bilhões de anos, anunciou nesta quinta-feira a agência espacial americana.
Os astrônomos levaram anos teorizando sobre uma possível colisão entre as duas enormes galáxias, embora não se saiba a gravidade do impacto, com previsões que variavam de três a seis milhões de anos.
Mas depois de anos de "observações extraordinariamente precisas" do telescópio Hubble, da Nasa, que a acompanhou a movimentação de Andrômeda, "se dissipa toda a dúvida de que está destinada a colidir e se fundir com a Via Láctea", reportou a Nasa em um comunicado.
"Levará milhões de anos antes que ocorra o impacto", destacou.
Após o impacto inicial, levará outros dois bilhões de anos para "que se fundam completamente sob a força da gravidade e que tomem a forma de uma galáxia única elíptica, similar às que são comumente vistas no universo", acrescentou a Nasa.
As estrelas dentro de cada galáxia se encontram tão distantes umas das outras que não se acredita que possam se chocar entre si, mas é possível que as estrelas "sejam lançadas a uma órbita diferente ao redor do novo centro galáctico".
Os cientistas sabiam há tempos que Andrômeda, também conhecida como M31, se move na direção da Via Láctea a uma velocidade de 402.000 km por hora, rápido o suficiente para viajar da Terra à Lua em uma hora.
Mas a natureza da colisão e sua trajetória foram um mistério para os cientistas durante mais de cem anos, até que foram analisados os últimos resultados do Hubble.
Estes "foram obtidos observando repetidamente regiões específicas da galáxia, em um período entre cinco e sete anos", disse Jay Anderson, do Space Telescope Science Institute, em Baltimore.

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