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quarta-feira, 9 de julho de 2014

Brasil firma convênios para iniciação em astronomia e exploração espacial

Brincadeira de criança levada a sério em outros países, exploração espacial começa a ter projetos também no Brasi
Brasília – Um termo de cooperação técnica firmado entre a Agência Espacial Brasileira (AEB), o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e a Fundação Universidade de Brasília (FUB) com as instituições francesas Astrium SAS – BU Space Transportation,  Safran e o Isae (Instituto Superior de Aeronáutica e do Espaço) é a mair recente iniciativa para estimular a formação de brasileiros e brasileiras em áreas como astronomia e desenvolvimento de foguetes.
O objetivo é criar tutorias e desenvolvimento de projetos entre os estudantes, num programa que tende a ser estendido para outras universidades do país. Para isso, está sendo formado um comitê, composto por representantes das seis entidades parceiras, que vai elaborar nos próximos meses projetos conjuntos de pesquisa e desenvolvimento com alunos brasileiros, bem como cursos de treinamento em temas diversos e workshops no âmbito do chamado  “Projeto de Veículo Lançador” que é desenvolvido pelas empresas francesas Astrium e Safran.
“A parceria tem um significado especial, porque reúne duas questões fundamentais para que um empreendimento tenha sucesso: soma de objetivos comuns e o trabalho conjunto. Responde a um esforço de formar recursos humanos nesta área, para que possamos, com os novos profissionais, enfrentar os desafios tecnológicos impostos pelos avanços do mundo moderno”, afirmou o presidente da Agência Espacial Brasileira, José Raimundo Braga Coelho.
Ainda não há uma estimativa de quantos alunos brasileiros possam vir a ser beneficiados com a parceria, porque a elaboração do programa de trabalho começa a ser feita a partir de agora, pelo comitê a ser criado, mas a ideia é beneficiar todos os interessados em ingressar numa carreira voltada para a área espacial, conforme explicou o Físico João Lopes, professor da UnB. Para o reitor do ITA, Carlos Américo Pacheco, a cooperação vai ampliar a qualidade e intercâmbio que já são realizados entre França e Brasil, países que possuem longa trajetória de trabalhos em conjunto na área educacional.
A iniciativa também vai ao encontro de trabalho que já está sendo desenvolvido pela AEB nos estados brasileiros, em conjunto com governos estaduais, em escolas e universidades. Um dos exemplos bem sucedidos é o "AEB Escola", programa que em Sergipe auxilia o programa "Espaço&Escola" na preparação para aulas sobre satélites, sensoriamento remoto e  meteorologia para alunos secundaristas e universitários. O intuito das aulas é formar multiplicadores, dentro da concepção para o Curso Astronáutica e Ciências, do referido “Espaço”.
“Nossa proposta é incentivar os educadores a trabalharem com a temática espacial em sala de aula, enriquecendo os conteúdos diferentes das disciplinas. Queremos aproveitar para ampliar a participação dos estudantes de Sergipe na Olimpíada de Astronomia e Astronáutica que acontece todos os anos”, ressaltou o professor Marcos Silva, coordenador da Rede Sergipe de Geotecnologias e um dos idealizadores do Espaço&Escola.

Foguete recuperável

A experiência sergipana já está rendendo bons frutos. Exemplo disso é o trabalho do professor Nilson Santos, do colégio Estadual General Calazans, localizado no sertão sergipano. Ao conhecer o material didático do programa, o Santos juntou seus alunos e encarou o desenvolvimento de um projeto de foguete, cujo esboço foi apresentado no início do ano à AEB. Para a gerente do programa na Agência, Ivette Rodrigues, exemplos como este mostram a importância das parcerias que estão sendo firmadas. “Eles (professor e alunos sergipanos), com a experiência, conseguiram traduzir um exemplo de novos desafios e autosuperação da equipe”, salientou.
De acordo com o representante da Astrium, Jean Noel Hardy, é de fundamental importância atualmente, para todas as nações, o investimento na capacitação de recursos humanos, motivo pelo qual, completou ele, a parceria representa boas perspectivas tanto para o Brasil como também para a França. Já o representante da Safran, Michel Provost, enfatizou que considera esse acordo para estimular a educação espacial como um reforço no interesse que Brasil e França possuem na área educacional.
Expectativa semelhante também está sendo observada além de Sergipe e do Distrito Federal (onde fica a UnB). “Temos alunos interessados em participar de um projeto como esse na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e em pólos de ensino da Paraíba e do Amazonas. É uma oportunidade ímpar que se abre para os jovens brasileiros”, afirmou o físico Fernando Cantalice, professor da UFPE – formado pelo ITA, que há 15 anos procura o desenvolvimento de trabalhos deste tipo. [Fonte: RBA]

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Astrônomos brasileiros desenvolvem novo modelo da formação de Marte

Estudo internacional liderado por pesquisadores da Unesp de Guaratinguetá analisa a densidade da nuvem que formou o Sistema Solar para explicar o tamanho do planeta vermelho (Nasa)
Os modelos de formação dos planetas rochosos do Sistema Solar desenvolvidos nas últimas duas décadas têm sido bem-sucedidos na explicação da origem de Vênus e da Terra – com tamanho similar – e de Mercúrio, que tem apenas 5% da massa da Terra.

As simulações computacionais de alta resolução, no entanto, ainda não permitiram explicar como Marte se formou nem por que o planeta tem apenas 10% da massa da Terra.
Segundo os pesquisadores, a questão é intrigante, já que os quatro planetas são constituídos pelos mesmos embriões planetários – corpos celestes com dimensões similares aos planetas atuais – que se fundiram ao longo de dezenas de milhões de anos.
Uma equipe internacional de astrônomos – formada por pesquisadores do Brasil, dos Estados Unidos, da Alemanha e da França e liderada pelo Grupo de Dinâmica Orbital & Planetologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), no campus de Guaratinguetá – realizou recentemente uma série de simulações demostrando que o tamanho de Marte pode estar relacionado à densidade da nebulosa protossolar – a nuvem de gás e poeira que deu origem ao Sistema Solar – na região orbital do planeta.
Resultado do Projeto Temático “Dinâmica orbital de pequenos corpos”, realizado com apoio da FAPESP, o estudo foi descrito em um artigo publicado em fevereiro no The Astrophysical Journal, da American Astronomical Society.
O trabalho foi destacado por John Chambers, pesquisador do Departamento de Magnetismo Terrestre da Carnegie Institution for Science, dos Estados Unidos, em um artigo publicado na edição de maio da revista Science.
“A maioria das simulações de formação dos planetas terrestres do Sistema Solar não consegue gerar um objeto do tamanho e na órbita de Marte, que está a 1,5 unidade astronômica [UA, equivalente a aproximadamente 150 milhões de quilômetros] de distância do Sol”, disse Othon Cabo Winter, pesquisador do Grupo de Dinâmica Orbital & Planetologia e coordenador do projeto, à Agência FAPESP.
“Esses modelos geram um corpo na órbita de Marte com tamanho equivalente mais ou menos ao da Terra, o que é muito grande”, disse o pesquisador, coautor do artigo ao lado de André Izidoro, que atualmente realiza pós-doutorado no Observatoire de la Côte d'Azur (OLCD) em Nice, na França.
Grand Tack
De acordo com Winter, um dos modelos já propostos para tentar explicar a formação de Marte é o chamado “Grand Tack”, desenvolvido por pesquisadores do OLCD.
O modelo presume que na formação do Sistema Solar, há 4,5 bilhões de anos, a órbita de Júpiter – o planeta gigante mais próximo de Marte – migrou de sua atual posição, em 5 UAs do Sol, para perto da órbita do planeta vermelho, a 2 UAs do Sol.
Ao se aproximar da órbita de Marte, Júpiter teria cruzado o cinturão de asteroides e varrido a maioria dos embriões planetesimais (corpos sólidos feitos de poeira cósmica e gelo, semelhantes aos asteroides e cometas) e planetários situados no cinturão ou próximos da órbita do planeta vermelho para mais perto do Sol.
Por isso, a massa de Marte e do cinturão de asteroides foi reduzida e o material planetesimal e planetário acabou participando da formação da Terra e de Vênus, estima o modelo Grand Tack.
Por causa das interações gravitacionais com a nebulosa solar e com Saturno, contudo, Júpiter teria retornado à sua órbita atual. “Esse modelo é válido, mas bastante questionável porque é muito improvável que isso realmente tenha acontecido”, disse Winter.
Modelo alternativo
Para desenvolver um modelo alternativo ao Grand Tack, os pesquisadores brasileiros, em cooperação com colegas do OLCD, além do Instituto de Astrobiologia da agência espacial norte-americana (Nasa) e do Instituto de Astronomia e Astrofísica da University of Tübingen, na Alemanha, realizaram uma série de simulações do fluxo de gás e poeira dentro da nebulosa protossolar durante a sua formação.
As simulações sugerem que o material fluiu em direção ao Sol, movendo-se a velocidades diversas, em diferentes distâncias da estrela. Na região entre 1 e 3 UAs do Sol, a nebulosa protossolar pode ter sofrido perda ou redução (depleção) de matéria equivalente a entre 50% e 75% de sua densidade.
A perda desse volume de “blocos de construção planetários” pela nebulosa protossolar nessa região, próxima da órbita de Marte, teria causado a redução da massa final de Marte e o crescimento da Terra e de Vênus, supõe o modelo.
“Estudamos diversos parâmetros e concluímos que, se houve uma depleção de matéria entre 50% e 75% da nebulosa protossolar na região entre 1 e 3 UAs, há mais de 50% de chance de ter sido formado um planeta com massa similar na atual órbita de Marte, além da Terra, de Vênus e alguns poucos objetos no cinturão de asteroides”, disse Winter.
“O modelo é bem completo, porque abrange não só o problema da formação de Marte, mas mantém e consegue gerar os outros planetas terrestres com suas massas e atuais órbitas”, avaliou.
Possíveis contribuições
Na avaliação de Winter, o novo modelo fechou uma lacuna que havia no modelo de formação do Sistema Solar, indicando que o perfil de densidade de massa da nuvem protossolar não era uniforme e sofreu depleções. “Esse dado pode ter implicações em estudos para tentar explicar a formação do cinturão de asteroides, por exemplo”, indicou.
O modelo também poderá contribuir em pesquisas na área de astrobiologia – área do conhecimento na interface entre astronomia, biologia, química, geologia e ciências atmosféricas, entre outras disciplinas –, relacionadas a objetos vindos de Marte em direção à Terra, além de estudos de planetas extrassolares, afirmou.
“Os objetos e planetas extrassolares já descobertos atingiram a casa do milhar e têm uma distribuição muito variada e diferente dos corpos do Sistema Solar”, disse Winter. “O modelo que desenvolvemos pode auxiliar a entender como eles foram formados.”
Agência Fapesp



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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Ciência de A a Z - Astronomia

Você sabe a diferença entre nova, supernova e hipernova? A distância de um parsec (ou como os astrônomos chegaram a ela) é algo que lhe incomoda? Não consegue dormir antes de descobrir de qual estado da matéria o Sol é feito? Clique no Texto e Descubra!!!

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Museu Dica oferece curso gratuito de Astronomia

Em meio aos avanços da ciência e da tecnologia está a intervenção do homem caracterizada pela curiosidade e pela busca por desvendar a natureza, com o intuito de entender o que acontece ou poderá acontecer à sua volta. A busca pelas respostas a essas observações tem sua gênese na Astronomia, ciência considerada a mais antiga do mundo e que trata de questões relacionadas ao tempo e ao espaço ocupados pelo ser humano no planeta.


De acordo com pesquisas, no cenário atual, o conhecimento da Astronomia se apresenta permeado por várias concepções e equívocos conceituais.

Com o objetivo de contribuir com a formação de professores de Ciências do ensino fundamental, o Museu Diversão com Ciência e Arte (DICA), do Instituto de Física (INFIS), da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), oferece curso gratuito de Astronomia. São disponibilizadas 15 vagas. As inscrições estão abertas e vão até o próximo dia 11 de setembro. Os interessados em participar deverão preencher o formulário de inscrição pelo site www.dica.ufu.br.

Mais informações com a coordenadora do Museu Dica, professora Sílvia Martins, pelos telefones (34) 3230-9517 e (34) 9998-7398.

Museu Diversão com Ciência e Arte
Instituto de Física
Universidade Federal de Uberlândia
Telefone:  (34) 3230-9517 

terça-feira, 4 de junho de 2013

Você Sabia? Veja 33 dúvidas sobre astronomia

Você Sabia? Veja 33 dúvidas sobre astronomia

Buracos negros, galáxias, grandes explosões, nascimento, desenvolvimento e morte de estrelas e muitos outros fenômenos encantam leigos e especialistas. Veja algumas curiosas dúvidas sobre o nosso Universo – ou, pelo menos, o Universo conhecido até hoje.

Clique no Texto para Acessar!!!

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Brasil conquista ouro em Olimpíada de Astronomia e Astronáutica


Weslley da Silva (ouro), Luis Fernando Valle (prata), Amanda Pedarnig (ouro), Victor Venturi e Larissa de Aquino (ambos receberam prata) foram os medalhistas brasileiros
Foto: Divulgação
O Brasil conquistou duas medalhas de ouro e três de prata na 4º edição da Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (Olaa). O evento ocorreu na cidade de Barranquilla, na Colômbia, e reuniu jovens de oito países da América Latina. Os medalhistas de ouro foram Amanda Seraphim Pedarnig (Valinhos, SP) e Weslley de Vasconcelos Rodrigues da Silva (Teresina, PI). E os de prata, Larissa Fernandes de Aquino (Olinda, PE), Luis Fernando Machado Poletti Valle (Guarulhos, SP) e Victor Venturi (Campinas, SP). A equipe foi liderada pelos professores João Garcia Canalle e Julio Cesar Klafke.
A olimpíada foi dividida em três partes: teórica, prática e reconhecimento do céu. A prova teórica teve duas fases: individual e em grupo, mesclando as delegações. Os estudantes ainda participaram de uma competição de lançamento de foguetes em grupos multinacionais. As últimas avaliações foram individuais e exigiram o reconhecimento do céu real e o manuseio de telescópio.
Durante o evento, os participantes conheceram o Planetário de Barranquilla, o Centro Interativo de Ciência Combarranquilla, a Universidade Livre, a Berckley International School e o Museu do Caribe.
Treinamento
Antes da Olaa, os estudantes da delegação brasileira tiveram um treinamento intensivo com astrônomos, ex-participantes de olimpíadas e acadêmicos na cidade de Passa Quatro, em Minas Gerais. As aulas foram coordenadas pelos professores Gustavo Rojas, da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar); Luciana Antunes Rios, do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), Julio Klafke, da Universidade Paulista (Unip); Pâmela Marjorie C. Coelho, coordenadora da Mostra Brasileira de Foguetes (Mobfog); e pelos estudantes universitários Rafael Tafarello (USP) e Júlio César Campagnolo (Observatório Nacional).

Para participar da Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica ou da Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA, na sigla em inglês), o candidato necessita de uma excelente pontuação na prova da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA). Em seguida, participa das seletivas e ainda passa por mais uma etapa. Depois de todo esse processo, os classificados fazem um treinamento intensivo com vários astrônomos, como o que aconteceu na cidade de Passa Quatro.
A Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica foi fundada em outubro de 2008 na capital uruguaia, Montevidéu. O Brasil já foi sede do evento por duas vezes, e essa foi a segunda vez que a Colômbia recebeu a olimpíada.
Já a OBA é organizada por uma comissão formada por membros da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) e da Agência Espacial Brasileira (AEB). O grupo responsável é constituído pelos astrônomos João Batista Garcia Canalle (Uerj), Thaís Mothé-Diniz (UFRJ), Helio Jacques Rocha-Pinto (UFRJ), Jaime Fernando Villas da Rocha (Unirio) e pelo engenheiro aeroespacial José Bezerra Pessoa Filho (IAE). [Fonte: Terra]

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Com observatórios nas escolas, Polônia procura um novo Copérnico



Na cidade de Copérnico, observatório astronômico foi instalado nas proximidades de escola para estimular novos talentos - Foto: AFP
Para revelar talentos assim como Nicolau Copérnico, as escolas da região de Torun, cidade natal do grande astro polonês, colocaram à disposição de seus alunos observatórios astronômicos. O programa inédito, chamado Astrobase, foi lançado há quatro anos. Agora, seis observatórios funcionam na região e outros oito estão em construção.
"Nossa inspiração veio, em grande parte, de Nicolau Copérnico. Como nasceu em Torun, quisemos realizar um projeto à altura, mas sem gastar muito dinheiro", contou Piotr Calbecki, conselheiro geral da região polonesa de Cuiavia-Pomerânia.
"Primeiro, escolhemos uma galáxia, depois apontamos a estrela que queremos seguir, após regular o telescópio, deixando-o numa boa inclinação, para começar as observações", explica Sébastien Laser, aluno do secundário, junto com mais de dez colegas. O observatório fica a apenas 50 m do liceu de Jablonowo, onde estuda.
Pintado de branco e azul, possui uma cúpula que se abre para o céu, dois telescópios, um para olhar o sol e, o outro, maior, para ver as estrelas à noite. Os estudantes também têm à disposição computadores com programas especializados e esse conjunto é administrado por dois professores apaixonados por astronomia.
"Nosso objetivo é popularizar a astronomia e as matérias científicas", disse Rafal Laskowski, professor de ciências em Jablonowo. Antes de se envolver no projeto do observatório, ele recebeu formação especializada na Universidade de Torun.
Despertar o interesse
O custo de um observatório desse tipo é de pouco menos de 100 mil euros, com financiamento europeu. "Os fundos europeus nos permitiram propor algo de novo, em relação ao ensino das matérias científicas, principalmente matemática e física, para melhorar a formação em nossa região", diz ele.


Na pátria de Copérnico (1473-1543), que descobriu que a Terra rodava em torno do Sol, as portas do observatório de Jablonowo não fecham. Trinta alunos do colégio local acompanham cursos regulares de astronomia.
As escolas da redondeza também organizam excursões. Uma vez por semana, o observatório abre só para elas. Num desses dias, duas meninas de 7 anos vieram para observar Júpiter. Infelizmente, o céu estava encoberto e elas voltaram para casa um pouco decepcionadas, mas prometendo voltar.
"O principal é despertar o interesse", considerou Laskowski.
O projeto permite, também, "identificar os alunos com mais aptidão para a matéria, desde cedo, e dar a eles a oportunidade de seguir o ensino de um assunto apaixonante", destaca Barbara Bober, diretora da escola de Jablonowo.
Aluna do liceu de Jablonowo, Marta Jaworska queria observar, com o olhar no telescópio, o recente eclipse da Lua. Nesse dia, como o céu estava encoberto, ela passou o tempo se entretendo, no computador, com programas de astronomia. "De qualquer forma, é melhor do que ficar assistindo à televisão", disse.
O conselheiro geral Calbecki quer ainda mais. Como o céu se apresenta quase sempre encoberto na Polônia, ele quer instalar um observatório no Peru ou na Argentina, para permitir aos alunos observar o céu no Hemisfério Sul. "Será ligado pela internet aos observatórios na Polônia, permitindo aos alunos acompanhar o céu ao longo do ano", explica, entusiasmado.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Astrônomos desenvolvem melhor mapa 3D de nosso universo

Está pronto o mais completo mapa 3D do nosso universo local, que revela detalhes inéditos sobre o lugar do planeta Terra no cosmos. O mapa mostra todas as estruturas visíveis a cerca de 380 milhões de anos-luz, o que inclui aproximadamente 45 mil das nossas galáxias vizinhas – o diâmetro da Via Láctea é de cerca de 100 mil anos-luz.
“O mapa nos dá algumas respostas no sentido de compreender o nosso lugar no universo”, observa Karen Masters, da Universidade de Portsmouth, na Inglaterra. “Seria ruim não ter um mapa completo da Terra. Trata-se da mesma situação aqui. É bom ter um mapa completo do lugar onde vivemos”, compara.
O mapa foi montado com os dados de dois projetos de pesquisa astronômicos: Two-Micron All-Sky Survey, ou “2MASS” na sigla em inglês, e Redshift Survey, ou “2MRS”. Ambos levaram 10 anos para fazer a varredura completa do céu noturno utilizando luz infravermelha. Os projetos contaram com o auxílio de dois telescópios terrestres, nos EUA e no Chile.
A radiação infravermelha, que possui um comprimento de onda mais longo que a luz visível, pode penetrar nas nuvens de poeira opacas, comuns nas galáxias. Isso permitiu que o levantamento 2MRS estendesse seus “olhos” para mais perto do plano da Via Láctea do que jamais havia sido possível em estudos anteriores. A área é muito escura devido à poeira e apenas tecnologias como a empregada pelo 2MRS de luz infravermelha conseguem penetrar no local.
“Isso cobre 95% do céu”, conta Masters. “Com o infravermelho, somos menos afetados pelos componentes da Via Láctea que não nos interessam e, assim, somos capazes de enxergar melhor e mais perto o plano da galáxia”.
O aspecto 3D do mapa vem do fato de que os pesquisadores mediram o desvio de objetos cósmicos, o que indica o quanto da luz foi deslocada para a extremidade vermelha do espectro de cores. Isso acontece por causa do chamado efeito Doppler, que faz com que o comprimento de onda de luz seja ampliado quando a fonte de luz está se afastando de nós.
Tendo em vista que o universo está se expandindo, através da medição do desvio para o vermelho de um objeto e, consequentemente, sua velocidade, os astrônomos podem deduzir sua distância. Isso porque objetos mais distantes se movem mais rapidamente.
Além de fornecer um quadro mais completo do nosso lugar no universo, o novo mapa poderia ajudar a resolver o mistério desconcertante do movimento peculiar da Via Láctea. Este movimento, de aproximadamente 600 quilômetros por segundo, ainda tem de ser explicado pela atração gravitacional dos objetos conhecidos perto da nossa galáxia.
“A questão científica mais importante do que possuir um mapa completo do universo é descobrir a fonte do movimento da Via Láctea”, afirma Masters. “Sabemos que a causa de tudo isso é a gravidade. Agora encontrar a fonte da gravidade e onde a massa está tem sido o grande problema, já há algum tempo. Porém, agora que temos um mapa completo de todas as galáxias, devemos ser capazes de explicar esse movimento”, acredita.
Por exemplo, foi encontrada uma estrutura até então desconhecida e ainda um tanto misteriosa, que pode exercer uma força gravitacional na Via Láctea. De acordo com os pesquisadores, essa pode ser parte da solução.[LiveScience]

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Trio de estrelas vermelhas intriga astrônomos



O telescópio Kepler fez uma descoberta recentemente que tem intrigado os cientistas: três estrelas foram observadas “dançando” graciosamente, mas desacompanhadas de melodia.

A maioria das estrelas gera grandes sons em seu interior enquanto orbita, e o Kepler é capaz de detectar a mudança resultante disso na luz que elas emitem.

O estudo dos sons dentro das estrelas é conhecido como astrosismologia. O Kepler já mediu o “som” de mais de 500 estrelas. Conforme os processos de convecção dentro das estrelas movem massas de material a partir do núcleo, ondas de grande pressão (em essência, ondas sonoras de frequência muito baixa) são criadas.

Como os gases são comprimidos e rarefeitos, mudanças de temperatura levam a mudanças na luz que sai das estrelas. Os sons dentro das estrelas oferecem pistas sobre elas, e podem ser inferidos a partir dessas pequenas mudanças na “curva de luz” que os telescópios medem.

No entanto, os astrônomos afirmam que uma nova gigante vermelha identificada é inesperadamente quieta. A HD181068A é orbitada por duas estrelas menores, anãs vermelhas, que orbitam uma a outra.

Isso já é um caso incomum – o sistema “triplamente eclipsar”. Do ponto de vista de Kepler, as duas estrelas binárias menores passam em frente uma da outra à medida que orbitam, passando na frente da gigante vermelha.

Essas conclusões vêm das quantidades minúsculas de luz bloqueadas por cada estrela que o Kepler mede. Não é a primeira vez que um sistema eclipsar triplo é identificado; a honra vai para KOI 126, descoberto em fevereiro.

Mas o silêncio da nova gigante vermelha confundiu os pesquisadores. Segundo eles, a estrela deveria pulsar. Toda gigante vermelha mostra algumas oscilações (a superfície deve mostrar algumas ondas na curva de luz) que podem ser estimadas. A HD181068 não mostra.

Os cientistas acreditam que as forças gravitacionais que trabalham entre as três estrelas podem “amortecer” essas oscilações na superfície da gigante. Isso porque as duas estrelas menores orbitam uma a outra em 0,9 dias, enquanto o esperado período de oscilações entre os sons da gigante vermelha é quase exatamente a metade. Pode ser que o par binário pare as oscilações da gigante vermelha passando pela superfície da estrela nos momentos certos.

Outros astrônomos têm teorias diferentes. Quando as estrelas estão em um sistema binário ou triplo, e uma delas queima todo seu hidrogênio e se torna uma gigante vermelha, se estiver perto o bastante pode começar a “doar” uma parte de seu material para outras estrelas. Esta é apenas uma evidência circunstancial, mas talvez a estrutura interna da gigante não seja mais a mesma, o que de alguma forma afeta sua capacidade de pulsar.

De qualquer forma, as descobertas de Kepler significam que outros exemplos de sistemas deste tipo podem aparecer em breve. Eles não devem ser tão raros, e provavelmente os cientistas vão descobrir mais sobre eles daqui uns anos, podendo dar melhores explicações a respeito. [BBC/Hypescience]

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Telescópio fotografa radiação de estrelas...


Nasa/ESA/Hubble Heritage Project (STScI/AURA) 
A imagem é composta por observações feitas em 2005 a partir da luz emitida pelo hidrogênio e por registros feitos neste ano devido a emissão de luz por átomos de oxigênio.

Pilares formados pelo gás frio hidrogênio e poeira foram fotografados pelo telescópio espacial Hubble, da Nasa (agência espacial americana) na nebulosa Carina em meio a ventos estelares violentos e enorme radiação proveniente de estrelas que rodeiam a nebulosa.
Localizada e aproximadamente 7.500 anos-luz (distância percorrida pela luz em um ano no vácuo), a nebulosa fica ao sul de uma constelação que tem o mesmo nome.
A imagem é composta por observações feitas em 2005 a partir da luz emitida pelo hidrogênio e por registros feitos neste ano devido a emissão de luz por átomos de oxigênio.
As nebulosas são nuvens de poeira, hidrogênio e plasma, onde constantemente se formam as estrelas. Como o processo de formação das estrelas é muito violento, os restos de materiais formam um grande número de planetas e de sistemas planetários.
A vantagem do Hubble, que em 2010 completou 20 anos de missão no espaço, é que ele fica a cerca de 550 km acima da atmosfera da Terra, reduzindo distorções da luz. Com isso, ele consegue imagens melhores do que os telescópios instalados na superfície do nosso planeta.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Astrônomos cidadãos descobrem tipo raro de pulsar de rádio

O novo pulsar - chamado PSR J2007+2722 - é uma estrela de nêutrons que gira 41 vezes por segundo, emitindo ondas de rádio. Ele está na Via Láctea, a cerca de 17 mil anos-luz da Terra, na constelação da Raposa.[Imagem: AEI Hannover]


Ócio criativo
Três "cientistas-cidadãos" - um alemão e um casal norte-americano - descobriram um novo pulsar de rádio escondido nos dados coletados pelo Observatório de Arecibo.
Esta é primeira descoberta feita pelo projeto Einstein@Home, um grande projeto de computação distribuída que usa o tempo ocioso dos computadores de 250 mil voluntários de 192 países diferentes.

Os voluntários, em cujos computadores o novo pulsar foi descoberto, são Chris e Helen Colvin, de Ames, Iowa, nos Estados Unidos, e Gebhardt Daniel, da Universidade de Mainz, na Alemanha.
Seus computadores, juntamente com outros 500 mil de todo o mundo, analisam continuamente os dados do Einstein@Home - em média, os doadores contribuem com dois computadores cada um.
Pulsar de rádio
O novo pulsar - chamado PSR J2007+2722 - é uma estrela de nêutrons muito densa, que gira 41 vezes por segundo, emitindo ondas de rádio na frequência de 40,8 hertz. Ele está na Via Láctea, a cerca de 17 mil anos-luz da Terra, na constelação da Raposa.
Diferentemente da maioria dos pulsares que giram constantemente em velocidade semelhante, o PSR J2007+2722 está sozinho no espaço, e não tem nenhuma estrela companheira.
Os astrônomos o consideraram especialmente interessante porque ele é provavelmente um pulsar reciclado que perdeu sua companheira. No entanto, eles não descartam a possibilidade de que ele seja um pulsar jovem nascido com um campo magnético menor do que o usual.
Cientista cidadão
O projeto Einstein@Home funciona a partir da instalação de um software nos computadores dos voluntários, que devem estar ligados à internet.
Toda vez que a máquina estiver ociosa por alguns minutos, o software entra em funcionamento, usando a capacidade de processamento para analisar os dados recebidos dos servidores centrais que ficam na Universidade de Wisconsin - veja mais detalhes na reportagem Caçadores de pulsares farão expedição astronômica usando PCs.

sábado, 8 de maio de 2010

O universo na palma da mão

Aplicativos para smartphones tornam a astronomia mais acessível e divertida

Para desvendar as constelações e aprender mais sobre o espaço, não é mais obrigatório ter uma luneta em casa. Um smartphone pode ser um instrumento útil e instigante para os astrônomos amadores com a oferta de aplicativos como Starmap, Google Sky Map e Star Walk, entre outros. Em sua maioria, esses programas disponíveis via internet se baseiam no conceito de realidade aumentada – tecnologia que, a grosso modo, consiste em apontar um dispositivo móvel para um determinado objeto e obter mais informações do que as que estão simplesmente ao alcance dos olhos.

Há opções distintas de aplicativos que variam de acordo com o nível de conhecimento astronômico do usuário e o sistema operacional usado pelo smartphone. A maioria dos programas está disponível para iPhone, via loja virtual App Store, da Apple, mas também há alternativas para aparelhos que funcionam com a plataforma Android, o sistema operacional de código aberto do Google para smartphones (veja quadro*).

Se você é iniciante, uma boa dica é começar pelo Star Walk. O aplicativo é capaz de identificar planetas, estrelas e constelações e fornecer detalhes em termos possíveis de serem compreendidos por amadores. Por exemplo, se você estiver procurando pela constelação de Gêmeos, o aplicativo mostrará como ela está aparecendo no céu naquele exato momento. O usuário que tocar na tela do aparelho sobre Pólux, a estrela mais brilhante da constelação, e selecionar o ícone de informação, verá um display com uma breve descrição sobre o astro.

Para astrônomos mais avançados, o Starmap Pro parece ser um aplicativo mais interessante. O programa pode ser usado como se fosse um controle remoto que aponta um telescópio para objetos distantes ou ser ajustado para exibir como as estrelas vão parecer quando vistas com lentes diferentes. Pelo site starmapshare.com o aplicativo também permite ver imagens que os outros usuários fizeram e colocaram na rede.

Menos ambicioso é o Starmap 3D, aplicativo que, entre outras coisas, leva o usuário a se sentir no controle de um voo simulado pelo espaço sideral. Para quem não tem a pretensão de descobrir o próximo cometa, é uma boa pedida e garantia de diversão. O Pocket Universe segue na mesma linha. Concebido para ser intuitivo, o aplicativo permite apontar o smartphone para o céu e começar a aprender. O programa também traz uma opção que apresenta uma lista de planetas que podem ser observados a olho nu.

John Kennedy, o desenvolvedor do aplicativo, diz que, em breve, uma nova versão do software estará disponível para smartphones com plataforma Android. Nesse caso, o programa enfrentará uma dura concorrência com o Google Sky Map, um software gratuito e que funciona muito bem. Basta digitar “Jupiter” ou “M83” na caixa de pesquisa, por exemplo, e o programa indicará em qual direção apontar o smartphone. Infelizmente, o software não oferece opções para você aprender mais sobre o astro escolhido. Comparado aos aplicativos para iPhone, as alternativas para os smartphones com plataforma Android ainda são restritas, mas tendem a crescer acompanhando a quantidade de aparelhos que vêm adotando o sistema operacional de código aberto para o Google. [Fonte: Jornal AN]

*Veja Quadro Aqui

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Hawking: homem deveria evitar contato com eventuais ETs

Os extraterrestres podem existir, mas os homens deveriam evitar qualquer contato com eles porque as consequências poderiam ser devastadoras, advertiu o astrofísico britânico Stephen Hawking, em um programa exibido no domingo pelo canal Discovery Channel.
"Se os extraterrestres nos visitassem, o resultado seria mais importante do que quando Cristóvão Colombo chegou à América, o que não foi positivo para os índios americanos", afirmou o cientista.
"Extraterrestres evoluídos poderiam talvez ser nômades e querer conquistar e colonizar os planetas que forem conhecendo", completou na nova série "No Universo com Stephen Hawking".
Na hipótese da existência de vida extraterrestre, o astrofísico destacou que "o verdadeiro desafio consiste em saber com que se parecem atualmente os 'aliens'".
O homem já fez várias tentativas de contato com civilizações extraterrestres. Em 2008, a Nasa, a agência espacial americana, emitiu no espaço a canção dos Beatles "Across the Universe" para mandar uma mensagem de paz a eventuais extraterrestres. A mensagem deve chegar à região de Polaris em 2439.
Stephen Hawking, 68 anos, mundialmente conhecido pelos trabalhos sobre o universo e a gravidade, é autor de "Uma Breve História do Tempo", um dos maiores êxitos da literatura científica, e de "O Universo numa Casca de Noz". [Fonte: Yahoo Notícias]

APRENDA A VIAJAR NO COSMOS


Estão abertas as inscrições para o curso de introdução à astronomia “Leitura do Céu e Sistema Solar”. As aulas acontecem no mês de maio no Planetário da UFSC. Os participantes do curso poderão aprender sobre formações como a nebulosa de Orion (foto), uma enorme concentração de poeira estelar e de gases localizada a 1,5 mil anos-luz do nosso sistema solar. Informações: http://www.gea.org.br/curso.html

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Movimento retrógrado e fora do plano do equador da estrela requer explicação. Divulgação


A combinação da descoberta de nove novos planetas, anunciada em uma reunião da Royal Astronomical Society, com dados anteriores de outros planetas já descobertos deixou os astrônomos surpresos: de uma amostra de 27 mundos orbitando ao redor de estrelas distantes, seis giram uma direção oposta à rotação da estrela. A constatação representa um problema para as teorias dominantes a respeito da formação planetária.


"Esta é uma bomba que estamos soltando no campo dos exoplanetas", disse Amaury Triaud, do Observatório de Genebra, que juntamente com Andrew Cameron e Didier Queloz, encabeça a maior parte da campanha de observação.

Cientistas acreditam que planetas se formam no disco de gás e poeira que envolve as estrelas jovens. Esse disco protoplanetário gira na mesma direção que a estrela, e por isso espera-se que os planetas surgidos a partir do disco acompanhem essa orientação, e se mantenham mais ou menos no mesmo plano.


Depois da detecção inicial de nove planetas no programa britânico Wide Angle Search for Planets (Wasp), a equipe usou o espectrógrafo de um telescópio do Observatório Europeu Sul, baseado no Chile, e dados de outros pesquisadores para confirmar as descobertas e caracterizar os planetas, todos do tipo de trânsito - isto é, que passam pela linha de visão entre a Terra e suas estrelas.
Quando os cientistas combinaram os novos dados com observações mais antigas, descobriram que mais da metade de todos os "Júpiters Quentes" - planetas muito grandes e que giram muito perto de suas estrelas - em órbitas fora de alinhamento com o eixo das estrelas. E seis desses planetas têm movimento retrógrado: orbitam a estrela na direção oposta à da rotação do astro.
Nos 15 anos desde que os primeiros "Júpiters Quentes" foram descobertos, sua origem tem sido um mistério. Acredita-se que o núcleo de planetas gigantes se forme a partir de uma mistura de gelo e rocha nas regiões mais frias - e, portanto, mais distantes da estrela - de um sistema. Os planetas gigantes precisam, portanto, migrar para o interior do sistema para que se possam tornar "quentes". Essa migração seria causada por interações gravitacionais com o restante do disco protoplanetário.

Para dar conta dos planetas quentes e retrógrado,s no entanto, uma nova teoria é necessária. A equipe de Triaud propõe que a presença desses planetas junto a suas estrelas possa ser causada por um cabo-de-guerra de centenas de milhões de anos, envolvendo outros planetas e até mesmo outras estrelas. "Um efeito colateral dramático desse processo é que qualquer planeta pequeno, como a Terra, seria eliminado desses sistemas", disse Didier Queloz.[Fonte: Estadão.com.br]

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Teoria Planetária

A teoria planetária que afirma que os planetas sempre orbitam em torno de seu sol na mesma direção, imitando a rotação da própria estrela, foi questionada pela descoberta de novos exoplanetas – planetas fora do Sistema Solar –, afirmaram astrônomos. As descobertas serão oficialmente anunciadas em uma reunião esta semana em Glasgow, na Escócia. A ideia tem como base a descoberta de nove novos exoplanetas, aumentando as descobertas para 452. [Fonte: AN]

quinta-feira, 18 de março de 2010

Descoberto exoplaneta 'semelhante' aos planetas do Sistema Solar

Em um passo à frente na busca por novos planetas em órbita de outras estrelas, astrônomos anunciaram nesta quarta-feira, em um estudo publicado na revista científica britânica Nature, a descoberta de um planeta do tamanho de Júpiter, que circunda sua estrela a grande proximidade:



O exoplaneta recém-descoberto, batizado de CoRoT-9b em homenagem ao telescópio orbital francês que o avistou pela primeira vez em 2008, leva 95 dias para orbitar sua estrela quente, a CoRoT-9, situada 1.500 anos-luz da Constelação de Serpens, a serpente.

A título de comparação, nosso Mercúrio leva 88 dias para orbitar o sol.

"Este é o primeiro planeta extrassolar que se assemelha aos planetas do nosso Sistema Solar; é o primeiro planeta extrassolar no qual podemos testar modelos que desenvolvemos a partir dos planetas do Sistema Solar", disse à AFP o cientista que chefiou as pesquisas, Hans Deeg, do Instituto de Astrofísica do arquipélago espanhol das Ilhas Canárias.

"Este é o primeiro (exoplaneta) cujas propriedades podemos estudar em profundidade", disse Claire Moutou, que integra a equipe de 60 astrônomos que fez a descoberta sobre o novo exoplaneta, ou seja, um planeta situado fora do nosso Sistema Solar.

Mais de 400 exoplanetas foram detectados desde que o primeiro foi descoberto, em 1995.

Para desapontamento dos que sonham com a possibilidade de se descobrir um novo lar para a espécie humana, nenhum deles demonstrou ser pequeno, rochoso e hidrófilo como o nosso.

A maioria se parecia mais com um "Júpiter quente", ou seja, uma grande bola gasosa tão próxima de seu sol que a temperatura da superfície seria de mil graus Celsius ou mais.

O CoRoT-9b, no entanto, é um gigante gasoso com uma massa correspondente a 80 aquela de Júpiter e - em comparação com outros exoplanetas - é relativamente temperado, com uma temperatura superficial entre 160 e -20 graus Celsius.

A grande margem desta estimativa provém, sobretudo, das incertezas sobre a reflexibilidade das nuveus na alta atmosfera do planeta.

Porém, mais informações sobre o CoRoT-9b devem começar a fluir, pois ele é um dos 70 exoplanetas que têm sido acompanhados de perto porque transitam diretamente entre a estrela e o telescópio.

Este alinhamento significa que a luz da estrela passa diretamente pela atmosfera do planeta, gerando dados chave sobre o seu tamanho e composição química.

No caso do CoRoT-9b, o trânsito leva cerca de oito horas, dando uma oportunidade única para os astrônomos.

Nos primórdios da busca por exoplanetas, os planetas que apareciam ou eram muito quentes, ou circundavam suas estrelas em órbitas muito excêntricas.

Mas à medida que foram ganhando experiência e melhores ferramentas, os astrônomos se mostraram cada vez mais capazes de localizar planetas com características que parecem similares àquelas do nosso próprio quintal, acrescentou Deeg.

Uma das descobertas é que existe uma "variação bastante considerável" nos tipos de planetas que orbitam perto de suas estrelas, afirmou.

"Por exemplo, Vênus provavelmente foi capaz de abrigar vida em seus primeiros estágios antes de um efeito estufa se estabelecer e a temperatura subir em algumas centenas de graus", declarou.[Fonte: Terra Brasil]


quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Apenas 15% dos sistemas solares são como o da Terra, segundo astrônomos

Apenas 15% dos sistemas solares existentes no universo são similares ao que vivemos, segundo as conclusões de um grupo de astrônomos após dez anos de pesquisas.
Para o astrônomo Andrew Gould, professor da Universidade de Ohio (Estados Unidos), o dado é "positivo", porque "com bilhões de estrelas, reduzir as possibilidades para 10% significa que pode haver algumas centenas de milhões de sistemas similares".
"Agora sabemos qual é nosso lugar no Universo", disse o astrônomo Scott Gaudi, da mesma universidade, para quem "os sistemas solares como o nosso não são raros, mas também não são maioria".
Gaudi apresentará os resultados do estudo hoje em Washington durante uma reunião da Sociedade Astronômica Americana. Com eles, os cientistas devem poder fazer uma estimativa aproximada das possibilidades de vida no resto do Universo.
A pesquisa é fruto de uma cooperação em nível mundial através do programa Microlensing Follow-Up Network (MicroFUN), sediada na Universidade de Ohio, que mapeia o céu na busca de planetas que se encontram fora do sistema solar.
Os astrônomos do MicroFUN utilizam o efeito de microlente gravitacional, que ocorre quando uma estrela passa diante de outra, vista desde a Terra. A estrela mais próxima amplifica a luz da mais distante, como se fosse uma lente.
Esse efeito é mais intenso se houver planetas em órbita em torno da estrela que age como lente.
As conclusões alcançadas pelos astrônomos se reduzem a uma análise estatística, diz Gould.
Nos últimos quatro anos, o programa MicroFUN descobriu apenas um sistema solar parecido com o nosso, com dois planetas gigantes de gás similares a Júpiter e Saturno.
"Só achamos este sistema, e deveríamos ter encontrado seis até agora se cada estrela tivesse um sistema solar como o da Terra", disse Gaudi, ao explicar que este reduzido número de descobertas só faz sentido com a existência de um pequeno número de sistemas - ao redor de 15% - como o nosso. EFE [Fonte:G1]

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Descoberto planeta gasoso com matéria orgânica

NASA/JPL-Caltech
Encontrada base química da vida em planeta
Ilustração do planeta HD 209458b, a 150 anos-luz


Pela segunda vez, astrônomos detectaram moléculas básicas da vida na atmosfera de um planeta gigante gasoso que fica fora do Sistema Solar. O anúncio, feito por cientistas da Nasa (agência espacial norte-americana), ocorre pouco depois da descoberta de 32 planetas localizados ao redor de outras estrelas e de sinais de moléculas orgânicas em Haumea, um planeta anão do nosso Sistema Solar.

As descobertas, porém, ainda não evidenciam um sinal claro de vida extraterrestre. "Um sinal claro de vida exige, primeiro, um planeta onde possa haver vida. Depois, a detecção de moléculas relacionadas a processos biológicos. E, por fim, a evidência de que a abundância dessas moléculas requer atividade biológica", explica Mark Swain, do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL), da Nasa. "Nós apenas não fomos capazes, ainda, de satisfazer a todos os três critérios."

O planeta no qual foi detectada a presença de água, metano e dióxido de carbono falha logo no primeiro critério. Chamado HD 209458b, esse mundo é um "Júpiter quente", um gigante gasoso que orbita muito perto de sua estrela, a um oitavo da distância que separa Mercúrio do Sol, na constelação de Pégaso, a 150 anos-luz da Terra.

A estrela em torno da qual HD 209458b gira é semelhante ao Sol. A descoberta da matéria orgânica foi feita com o uso dos telescópios espaciais Spitzer e Hubble. O Hubble detectou as moléculas e o Spitzer calculou suas concentrações. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

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