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quarta-feira, 20 de março de 2013

Galáxia próxima da Via Láctea registra supernova 'sumindo'

Supernovas estão entre os fenômenos mais violentos da natureza



Supernova na galáxia espiral NGC 1637 tem seu lento declínio acompanhado desde 1999 Foto: ESO / Divulgação
Supernova na galáxia espiral NGC 1637 tem seu lento declínio acompanhado desde 1999
Foto: ESO / Divulgação

​Os astrônomos que estudam o resultado de uma supernova muito brilhante na galáxia espiral NGC 1637 - relativamente próxima da Via Láctea - divulgaram nesta quarta-feira uma imagem do fenômeno. A galáxia, situada a cerca de 35 milhões de anos-luz da Terra, na constelação do Rio Erídano, teve sua aparência serena perturbada pelo aparecimento da supernova - a morte ofuscante de estrelas, que pode brilhar mais intensamente do que a radiação combinada de bilhões de estrelas nas suas galáxias hospedeiras.
Com o auxílio do Very Large Telescope do Observatório Europeu do Sul (ESO), astrônomos obtiveram muitas fotografias de uma nova supernova na galáxia espiral NGC 1637, relatada pela primeira vez em 1999 pelo Observatório Lick na Califórnia. Depois da sua explosão, o brilho da supernova tem sido cuidadosamente monitorizado pelos cientistas, que observam o seu declínio relativamente lento ao longo dos anos.
A estrutura em espiral aparece na imagem de forma muito distinta, com traços azulados de estrelas jovens, nuvens de gás brilhante e camadas de poeira obscurante. Embora pareça um objeto relativamente simétrico, possui algumas particularidades interessantes. É um tipo de galáxia a que os astrônomos chamam espiral irregular: o braço em espiral mais aberto, em cima e à esquerda, estende-se em torno do núcleo muito mais longe do que o braço mais compacto e curto, em baixo e à direita, que parece ter sido dramaticamente cortado ao meio.
Espalhadas por toda a imagem, podemos ver estrelas mais próximas e galáxias mais distantes que, por acaso, se encontram na mesma direção no céu. [Fonte: Terra]

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Nasa divulga imagens da primeira supernova já documentada




A agência espacial americana (Nasa) divulgou nesta terça-feira (25/10/11) uma imagem da primeira supernova documentada da história, observada por astrônomos chineses há quase dois mil anos. A foto é uma reconstrução do evento. Supernovas são explosões cósmicas de intensidades extremas que ocorrem quando uma estrela morre.
Para fazer a nova imagem, a Nasa combinou dados de quatro telescópios espaciais diferentes. Conhecida como RCW 86, a supernova é a mais antiga que consta dos registros de astronomia. Os astrônomos chineses foram testemunhas do evento que aconteceu no ano 185 d. C., quando descobriram uma estrela muito luminosa que permaneceu no céu durante oito meses.


As imagens de raios X do observatório XMM-Newton da Agência Espacial Europeia (ESA) e do Observatório de Chandra, da Nasa, foram combinadas para formar cores azul e verde na imagem. Essas tonalidades mostram que o gás interestelar se aqueceu a milhões de graus devido à onda expansiva da supernova.


Os dados infravermelhos do Telescópio Espacial Spitzer, da Nasa, e da sonda Wise (Wide-field Infrared Survey Explorer), que são vistos em amarelo e vermelho, revelam o pó que chega a várias centenas de graus abaixo de zero, cálido em comparação com o pó cósmico habitual na Via Láctea, segundo afirmou a agência espacial.




Mediante o estudo dos raios X e dos dados infravermelhos, os astrônomos foram capazes de determinar que a causa daquela misteriosa explosão no céu foi uma supernova de tipo “Ia”, que se produz depois da violenta explosão de uma estrela anã branca.

A supernova RCW 86 está a aproximadamente oito mil anos luz de distância. Tem 85 anos luz de diâmetro e ocupa uma região do céu na constelação austral de Circinus que, segundo a Nasa, é ligeiramente maior que a lua cheia. [Fonte: Época]

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