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terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Descobertos objetos estranhos no centro da Via Láctea


Impressão artística dos Objetos G, com os centros avermelhados, orbitando o buraco negro supermassivo no centro da nossa galáxia. O buraco negro é representado como uma esfera escura dentro de um anel branco (acima do meio da imagem). [Imagem: Jack Ciurlo]


Objetos G
Astrônomos descobriram uma nova classe de objetos bizarros no centro da nossa galáxia, não muito longe do buraco negro supermassivo chamado Sagitário A*.
Esses novos corpos celestes, que estão sendo chamados de "Objetos G", parecem compactos na maior parte do tempo, mas se estendem quando suas órbitas os aproximam do buraco negro.
Ou seja, os Objetos G se parecem com gás, mas se comportam como estrelas.
O mesmo grupo de pesquisa havia identificado um objeto incomum no centro da nossa galáxia em 2005, que mais tarde foi batizado de G1. Em 2012, astrônomos na Alemanha fizeram uma descoberta intrigante de um objeto bizarro, agora conhecido como G2, também no centro da Via Láctea, que fez uma aproximação ao buraco negro em 2014.
"No momento de maior aproximação, o G2 tinha uma assinatura realmente estranha," explicou a professora Andrea Ghez, da Universidade da Califórnia de Los Angeles. "Nós já o havíamos visto antes, mas ele não parecia muito peculiar até chegar perto do buraco negro e se tornar alongado, e grande parte do seu gás foi arrancada. Ele deixou de ser um objeto bastante inócuo quando estava longe do buraco negro, para um que ficou realmente esticado e distorcido conforme se aproximava e perdia sua concha externa, e agora está ficando mais compacto novamente."
Agora, a equipe da professora Ghez relatou a descoberta de mais quatro objetos, que estão sendo chamados de G3, G4, G5 e G6. Enquanto G1 e G2 têm órbitas semelhantes, os quatro novos objetos têm órbitas muito diferentes.
"Suas órbitas variam de 100 a 1.000 anos," conta a astrofísica Anna Ciurlo.
E esse não parece ser o fim da história, uma vez que a equipe já identificou alguns outros candidatos que podem fazer parte dessa nova classe de objetos. Novas análises e observações serão necessárias para garantir que esses candidatos também são Objetos G.
Descobertos objetos estranhos no centro da Via Láctea
Órbitas dos Objetos G no centro da nossa galáxia, com o buraco negro supermassivo indicado por uma cruz branca. Estrelas, gás e poeira estão em segundo plano.

[Imagem: Anna Ciurlo/Tuan Do/UCLA Galactic Center Group]
Fogos de artifício de escala galáctica
Uma explicação sugerida pela equipe propõe que todos os seis objetos eram estrelas binárias - um sistema de duas estrelas orbitando uma à outra - que se fundiram devido à forte força gravitacional do buraco negro supermassivo, envoltas em gás e poeira incomumente espessos - a fusão de duas estrelas leva mais de 1 milhão de anos para ser concluída.
Ciurlo observa que, embora o gás da concha externa do G2 tenha se esticado dramaticamente, a poeira no interior do gás não se estendeu muito: "Algo deve tê-lo mantido compacto e permitido que ele sobrevivesse ao encontro com o buraco negro. Isso é evidência de um objeto estelar dentro do G2," disse Ciurlo.
Qualquer que seja a explicação, contudo, a proximidade desses objetos do buraco negro Sagitário A* indica que o núcleo da Via Láctea poderá produzir um show de fogos de artifício de escala galáctica.
"Uma das coisas que deixou todo mundo empolgado com os Objetos G é que coisas que são arrancadas deles pelas forças de maré, conforme eles circundam o buraco negro central, devem inevitavelmente cair no buraco negro," disse o professor Mark Morris, membro da equipe. "Quando isso acontecer, poderá produzir um impressionante show de fogos de artifício, já que o material consumido pelo buraco negro esquentará e emitirá radiação abundante antes de desaparecer no horizonte de eventos." Fonte: Inovação Tecnológica.
Bibliografia:


Artigo: A population of dust-enshrouded objects orbiting the Galactic black hole

Autores: Anna Ciurlo, Randall D. Campbell, Mark R. Morris, Tuan Do, Andrea M. Ghez, Aurélien Hees, Breann N. Sitarski, Kelly Kosmo O’Neil, Devin S. Chu, Gregory D. Martinez, Smadar Naoz, Alexander P. Stephan
Revista: Nature
Vol.: 577, pages 337-340
DOI: 10.1038/s41586-019-1883-y

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Telescópio fotografa o Sol com uma qualidade inédita


O sol visto pelo telescópio solar Inouye. Essa área representa uma região solar de 36.500 km por 36.500 km

Um enorme telescópio americano situado no topo de uma ilha vulcânica do Pacífico fotografou o Sol com uma resolução inédita, permitindo ver bolhas de plasma do tamanho da França. E para o diretor do telescópio, "isto é apenas o começo".
O sol é uma bola de plasma (gás submetido a altíssima temperatura), observada com telescópios há séculos e por satélites há décadas.
Mas a resolução das imagens sempre foi limitada. Um telescópio espacial japonês, Hinotori, tinha, por exemplo, uma abertura de 50 cm. O modelo Daniel K. Inouye, na ilha havaiana de Maui, tem uma abertura de quatro, metros, o maior espelho do mundo para um telescópio solar.
"Essas imagens têm a maior resolução já vista", diz à AFP Thomas Rimmele, diretor do telescópio de 344 milhões de dólares, de Boulder (Colorado), sede do National Solar Observatory, uma instituição pública americana.
"Agora podemos ver estruturas de cuja existência suspeitávamos em modelos informáticos, mas não podíamos ver por falta de resolução", explica o astrônomo alemão de quase 60 anos, que chegou aos Estados Unidos para fazer um pós-doutorado e se uniu ao projeto há 25 anos.
Em imagens e vídeos publicados na quarta-feira, pode-se ver bolhas que crescem e sobem para a superfície antes de mudar de cor. São bolhas de plasma que aquecem e esfriam. Cada célula da imagem tem mais ou menos o tamanho da França. A foto em primeiro plano publicada mostra uma parte do Sol de 8.200 km por 8.200 km.
Após nove anos de construção, o telescópio foi usado pela primeira vez em 10 de dezembro. "Foi muito emocionante", lembra o diretor. "É o trabalho da minha vida".
Como o telescópio concentra a luz do sol em uma pequena superfície sob sua cúpula, a temperatura alcança níveis extremos. "Se a gente colocasse metal ali, derreteria muito rápido", disse Rimmele. Um prédio inteiro foi construído para abrigar equipamentos de resfriamento.
- Coroa e manchas -
Restam seis meses de construção para instalar ferramentas adicionais. O verdadeiro objetivo científico é medir os campos magnéticos na atmosfera do sol e, sobretudo, na coroa solar, a parte mais extensa do astro, que distinguimos durante um eclipse.
Rimmele explica que os campos magnéticos são os responsáveis pelas erupções solares, liberações repentinas de energia e de partículas que podem alcançar a Terra e provocar falhas em redes elétricas, equipamentos eletrônicos ou satélites por GPS. Isto acontece com frequência.
As observações em alta definição do telescópio ajudarão a estabelecer a física fundamental destes campos magnéticos para criar modelos de previsão, uma espécie de meteorologia espacial que pode permitir antecipar tempestades solares para poder desligar os equipamentos mais vulneráveis.
O telescópio aparece um um momento apaixonante para os astrônomos: o sol vai entrar em um novo ciclo de 11 anos e vai começar a produzir novas manchas solares.
"O objetivo é publicar um primeiro plano de uma mancha solar com a maior resolução já alcançada", disse Rimmele. E como o telescópio grava 30 imagens por segundo durante horas, também fará filmes destas manchas. [Fonte: Yahoo]

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Identificado buraco negro tão grande que “nem deveria existir” na galáxia

Buraco negro: (Elen11/Getty Images)
Astrônomos descobriram na Via Láctea um buraco negro tão grande que desafia os modelos existentes de como as estrelas evoluem, disseram pesquisadores nesta quinta-feira.
O LB-1 fica a 15.000 anos-luz da Terra e tem uma massa 70 vezes maior que a do Sol, segundo a revista Nature.
Estima-se que na Via Láctea haja 100 milhões de buracos negros estelares, mas o LB-1 é duas vezes mais maciço do que o que os cientistas pensavam ser possível, disse Liu Jifeng, professor do Observatório Astronômico Nacional da China, que liderou a pesquisa.
“Buracos negros com essa massa nem deveriam existir em nossa galáxia, de acordo com a maioria dos modelos atuais de evolução estelar”, acrescentou.
Os cientistas em geral acreditam que existem dois tipos de buracos negros.
Os buracos negros estelares, mais comuns – até 20 vezes mais maciços que o Sol – se formam quando o centro de uma estrela muito grande entra em colapso.
Buracos negros supermaciços são pelo menos um milhão de vezes maiores que o Sol e suas origens são incertas.
Mas os pesquisadores acreditam que estrelas típicas da Via Láctea liberam a maior parte de seu gás através de ventos estelares, impedindo o surgimento de um buraco negro do tamanho do LB-1, disse Liu.
“Agora os teóricos terão que aceitar o desafio de explicar sua formação”, afirmou em comunicado.
Os astrônomos ainda estão começando a entender “a abundância de buracos negros e os mecanismos pelos quais eles se formam”, disse à AFP David Reitze, físico do Instituto de Tecnologia da Califórnia que não está envolvido na descoberta.
Buracos negros estelares geralmente são formados após as supernovas, explosões de estrelas extremamente grandes no final de suas vidas.
A grande massa do LB-1 cai dentro de um intervalo “conhecido como ‘instabilidade de pares’ no qual as supernovas não deveriam tê-lo produzido”, disse Reitze.
“Isso significa que este é um novo tipo de buraco negro, formado por outro mecanismo físico”, acrescentou.
O LB-1 foi descoberto por uma equipe internacional de cientistas por meio do sofisticado telescópio LAMOST da China.
Imagens adicionais de dois dos maiores telescópios ópticos do mundo – o espanhol Gran Telescopio Canarias e o telescópio Keck I nos Estados Unidos – confirmaram o tamanho do LB-1, que o Observatório Nacional Astronômico da China disse “não é nada menos que fantástico”. Fonte: Exame.

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Rádio Deshima

Pesquisadores japoneses e holandeses construíram um novo tipo de receptor de rádio que está se mostrando a ferramenta ideal para ouvir as estrelas.
O novo rádio foi batizado de DESHIMA, nome de um lugar importante na história dos dois países, mas que se converteu em uma sigla para Mapeador Espectroscópico Profundo de Elevado Desvio para o Vermelho - o desvio para o vermelho é o "esticamento" do comprimento de onda da luz que viaja até nós em virtude da expansão constante do Universo.
Combinando a capacidade de detectar simultaneamente uma ampla faixa de frequência de ondas de rádio cósmicas e dispersá-las em diferentes frequências, o novo rádio demonstrou sua capacidade única de medir distâncias até os objetos mais remotos e mapear as distribuições de várias moléculas em nuvens cósmicas próximas.
"O DESHIMA é um tipo completamente novo de instrumento astronômico, com o qual poderemos construir um mapa 3D do Universo primitivo," disse Akira Endo, da Universidade de Tecnologia de Delft, referindo-se aos corpos celestes mais distantes de nós.


A singularidade do rádio espectroscópico é que ele pode dispersar a ampla faixa de frequências das ondas de rádio captadas do Universo em diferentes frequências - ele captura uma banda larga e distribui as frequências, permitindo que elas sejam estudadas individualmente. Sua largura de frequência instantânea (332-377 GHz) é mais de cinco vezes maior do que a dos receptores usados pelo radiotelescópio ALMA, que está revolucionando a astronomia - foi o ALMA que fez a primeira 
imagem histórica da formação de planetas, por exemplo.
Dispersar as ondas de rádio cósmicas em diferentes frequências significa fazer espectroscopia, uma técnica usada para extrair várias informações sobre o Universo. Como diferentes moléculas emitem ondas de rádio em diferentes frequências, observações espectroscópicas nos informam a composição dos objetos celestes. Além disso, a expansão cósmica diminui as frequências medidas, e medir o desvio da frequência em relação à frequência nativa nos fornece as distâncias até os corpos celestes mais remotos.
Embora a espectroscopia esteja por trás de avanços como o telescópio virtual do tamanho da Terrae a primeira imagem de um buraco negro, colocar tudo em um único equipamento exigiu o desenvolvimento de uma nanotecnologia inovadora.
Akira Endo e seus colegas desenvolveram um circuito elétrico supercondutor, chamado banco de filtros, no qual as ondas de rádio são dispersas em diferentes frequências, de forma parecida com uma correia transportadora em um centro de distribuição, que manda as mercadorias para seus diversos destinos. No final dos "transportadores de sinais", sensores especiais, chamados detectores de indutância cinética por micro-ondas (MKID) detectam os sinais individuais. O rádio DESHIMA é o primeiro instrumento do mundo a combinar essas duas tecnologias em um único chip.
Novo rádio detecta todas as estações do Universo
Distribuição de moléculas CO, HCN e HCO+ na Nebulosa de Órion, comprovando a capacidade do equipamento em medir várias assinaturas de substâncias em uma única observação. [Imagem: DESHIMA Project Team/Endo et al.] Universo
Quando os astrônomos tentam detectar a emissão de rádio de um objeto remoto com distância desconhecida, geralmente eles varrem uma certa faixa de frequências. Usando receptores de rádio convencionais, com sua largura de banda tipicamente estreita, eles precisam repetir as observações enquanto mudam levemente a frequência. Já o DESHIMA, com sua banda larga, faz tudo de uma vez só, simplificando as observações sem deixar nenhuma frequência para trás, o que permitirá produzir mapas de galáxias distantes, por exemplo.
Como primeira observação de teste, o instrumento DESHIMA foi instalado no Telescópio Submilimétrico de Atacama (ASTE), operado pelo Observatório Astronômico Nacional do Japão (NAOJ) no norte do Chile. O primeiro alvo era a galáxia ativa VV 114. A distância até a galáxia já havia sido medida em 290 milhões de anos-luz, o que serviu para aferir os resultados.
Mas os resultados mais entusiasmantes vieram com a detecção das moléculas de monóxido de carbono (CO) na galáxia na frequência correta esperada quando se leva em conta a expansão do Universo, mostrando que o instrumento permite verificar a composição mesmo de regiões e corpos celestes muito distantes.
O alto desempenho do DESHIMA também foi comprovado para observações de nuvens moleculares próximas, visualizando a distribuição dos sinais de emissão de três moléculas - CO, íon formila (HCO+) e cianeto de hidrogênio (HCN) - na nebulosa de Órion. [Fonte: Inovação Tecnológica]

quarta-feira, 10 de abril de 2019

Astrônomos revelam a primeira imagem de um buraco negro

Astrônomos tiraram a primeira foto de um buraco negro no coração de uma galáxia distante. Ele foi descrito por cientistas como "um monstro". É três milhões de vezes maior que a Terra e está na distante galáxia M87, a 55 milhões de anos-luz. Ainda assim, não foi fácil registrar as imagens. Foi necessário criar uma rede de oito telescópios em diferentes partes do mundo e cinco dias para registrar as primeiras imagens reais - até agora só havia ilustrações de buracos negros. Buracos negros são estrelas moribundas que entram em colapso dentro de si mesmas. A atração da gravidade dentro deles é tão forte que não deixa escapar luz e os fazem começar a sugar tudo que se aproxima, como um aspirador gigante. O vídeo mostra as primeiras imagens do buraco negro fotografado e também apresenta simulação do que fazem esses corpos que, tecnicamente, são invisíveis. As imagens capturadas são das rajadas de energia de radiação do que é puxado para dentro do buraco. Fonte: UOL.

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Asteroide que se parece com um crânio passará perto da Terra em novembro de 2018

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Antiga nave da Nasa aponta para nova evidência de água em lua de Júpiter





A lua gelada de Júpiter, Europa, em uma imagem da Nasa

Um novo olhar sobre dados de um sobrevoo de 1997 da lua de Júpiter Europa sugere que a espaçonave Galileo da Nasa voou diretamente através de uma pluma de água, aumentando as esperanças de encontrar sinais de vida em torno do segundo planeta do Sistema Solar a partir da Terra.
As revelações, divulgadas nesta segunda-feira (14/05/2018), vieram depois que os cientistas revisitaram uma leitura intrigante de um instrumento a bordo do Galileo, que em 1995 se tornou a primeira nave espacial a entrar na órbita de um planeta gigante gasoso.
O que eles encontraram foi a evidência mais direta até hoje de plumas emergindo da superfície congelada de Europa, relataram pesquisadores na revista científica Nature Astronomy.
Os cientistas acreditam que Europa abriga um oceano salgado com o dobro do tamanho do nosso.
Dada a suspeita de abundância de água morna e líquida sob sua camada de gelo espessa, esta lua é considerada uma "candidata principal" pela Nasa a abrigar vida no sistema solar, além da Terra.
Nos últimos anos, o Telescópio Espacial Hubble da Nasa detectou evidências de plumas em Europa, mas de longe.
O Galileo chegou muito mais perto durante seus 11 sobrevoos da Europa.
"Em uma passagem particular por Europa, a nave chegou muito, muito perto da superfície - que eu me lembre a menos de 150 quilômetros acima da superfície - e foi nessa passagem que vimos assinaturas que nós nunca realmente entendemos", disse Margaret Kivelson, professora emérita de física espacial da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, na Nasa TV.
Essa região estava em uma área onde o Telescópio Espacial Hubble havia detectado repetidas evidências de plumas.
Quando outro pesquisador apresentou recentemente descobertas sobre a coleção de observações do Hubble, "isso nos levou a perceber que precisávamos voltar e examinar os dados da Galileo", disse Xianzhe Jia, professor associado da Universidade de Michigan, em Ann Arbor.
Para o novo estudo, os especialistas mediram as variações no campo magnético da lua e nas ondas de plasma, com base nos dados obtidos durante o sobrevoo de perto de Galileu, e descobriram que elas eram "consistentes" com o cruzamento de uma pluma pela nave espacial.
"Esses resultados fornecem fortes evidências independentes da presença de plumas na Europa", escreveram na Nature.
A equipe reconstruiu o caminho da espaçonave para identificar a localização da pluma na superfície da lua.
"Essas descobertas ajudarão a planejar missões futuras à Europa, como a Europa Clipper, da Nasa, e a nave Jupiter Icy Moons Explorer, da ESA, ambas previstas para chegar a Júpiter entre o final da década de 2020 e início da década de 2030", disse um resumo da Nature.
- Perguntas permanecem -
A Nasa havia relatado evidências duas vezes, a partir de seu Telescópio Espacial Hubble, da existência de plumas de água em Europa, embora essa interpretação tenha causado muito debate.
E muitas questões permanecem sobre o que as plumas contêm, e se isso inclui alguma forma de vida.
Elizabeth Turtle, pesquisadora do Laboratório de Física Aplicada Johns Hopkins em Laurel, Maryland, disse que o oceano subterrâneo "é provavelmente a parte mais habitável de Europa porque é mais quente e protegida do ambiente de radiação pela camada de gelo".
E se as plumas entrarem em erupção como gêiseres, "pode ​​haver maneiras do material do oceano sair para cima da camada de gelo, e isso significa que poderíamos testá-lo", disse.
O relatório foi descrito pela Nasa como uma "boa notícia" para a missão não tripulada Europa Clipper, um empreendimento de US$ 8 bilhões com lançamento previsto para junho de 2022 e planos de uma série de sobrevoos de baixa altitude em Europa, quando poderia obter amostras do líquido congelado e de partículas de poeira.
"Agora parece haver muitas linhas de evidência para descartar plumas na Europa", disse Robert Pappalardo, cientista do projeto Europa Clipper no Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa em Pasadena, Califórnia.
"Se existem plumas, e podemos testar diretamente o que vem do interior de Europa, então podemos mais facilmente saber se Europa tem os ingredientes para a vida", disse em um comunicado.
A Galileo foi lançada em 1989 para examinar o quinto planeta a partir do sol.
Antes de terminar sua missão em 2003, com uma queda planejada na atmosfera de Júpiter, Galileu reportou os primeiros dados sugerindo um oceano de água líquida sob a superfície de Europa.(Fonte: Yahoo)

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Lua seria rica em água, aponta estudo


A Lua teria quantidades muito superiores de água do que o estimado - indica um estudo publicado nesta segunda-feira (24/07/2017) na revista Nature Geosciences, o que facilitaria a colonização do satélite e sua utilização como base para reabastecimento de voos interplanetários.
"Encontramos traços de água em todos os lugares nas profundezas da Lua, utilizando dados satelitais", explicou à AFP Shuai Li, da Universidade Brown, em Providence (Estados Unidos), coautor do estudo.
Por muito tempo, a Lua foi percebida como um astro árido, "completamente seco" e de "uma magnífica desolação" - como definiu Buzz Aldrin, o segundo homem a pisar no satélite.
A presença de água na Lua já não é mais assunto para debates. Em 2008, pesquisadores descobriram moléculas de água no interior do magma trazido à Terra pelos astronautas do Programa Apollo.
"Ainda é preciso descobrir se estas amostras refletiam as condições gerais das entranhas da Lua, ou se representavam regiões excepcionalmente ricas em água, anormais em uma crosta seca", indica Ralph Milliken, também da Universidade de Brown e coautor do estudo.
Usando dados de satélite, os pesquisadores conseguiram esclarecer que os depósitos vulcânicos contêm quantidades excepcionalmente elevadas de água, proveniente das profundezas da Lua.
"Estes depósitos ricos em água estão distribuídos sobre a superfície, comprovando que a água encontrada nas amostras do Apollo não são casos isolados", explica Milliken.
A hipótese mais difundida sobre a origem da formação da Lua é a de uma enorme colisão entre a Terra e um corpo do tamanho de Marte, logo após a formação do Sistema Solar.
Essa descoberta levanta uma questão: como o hidrogênio necessário para a formação de água conseguiu sobreviver às temperaturas extremas causadas por um tal impacto?
De acordo com o estudo, estes depósitos contêm pouca água (menos do que 0,05%), mas são enormes, podendo chegar a até 1.000 quilômetros quadrados. O satélite seria, portanto, "incrivelmente rico em água", segundo os pesquisadores.
A descoberta pode ter uma aplicação concreta no futuro. "A água poderia ser utilizada como um recurso 'in situ' para uma posterior exploração" do espaço, de acordo com Shuai Li.
A água pode ser usada não apenas para as necessidades dos colonos, mas também como agente propulsor. Com isso, seria possível contar com uma espécie de posto de reabastecimento - algo essencial, considerando-se o alto consumo de combustível desde o lançamento da superfície terrestre. [Fonte: Yahoo]

domingo, 16 de abril de 2017

Nasa anuncia ter encontrado condições para vida em lua de Saturno


Encélado, uma pequena lua na órbita de Saturno, pode abrigar vida, segundo um anúncio da Nasa nesta quinta-feira. A agência espacial dos Estados Unidos revelou a descoberta de um oceano subterrâneo com várias condições que possibilitariam a existência de organismos vivos.
As descobertas foram detalhadas em artigo publicado na revista científica Science. A agência, no entanto, deixa claro que a descoberta de hoje não significa que qualquer tipo de ser biológico já foi encontrado. O anúncio apenas aponta que existe água, os componentes químicos e as fontes de energia necessárias para que a vida se prolifere.
De acordo com os cientistas, Encélado tem uma superfície congelada, mas por baixo dela está um oceano de água salgada com níveis de hidrogênio, produzido como uma reação entre a água quente e rochas, que indicam que há fontes de energia como as fontes hidrotermais que são encontradas no planeta Terra e que poderiam gerar o calor o suficiente para sustentar vida.
Para quem não sabe, as fontes hidrotermais são os espaços em que a água do mar se encontra com o magma, formando nuvens de elementos químicos. Na Terra, essa situação é altamente favorável para a proliferação de vida, com ecossistemas inteiros do fundo do oceano sobrevivendo dessa forma; os cientistas acreditam que o mesmo possa acontecer em Encélado.
As suspeitas com Encélado datam de 2015. Na ocasião, a sonda espacial Cassini passava perto da lua e acabou detectando uma nuvem de vapor que conseguiu escapar pelos vãos da superfície congelada. Foram detectados água, gelo, metano, sais, outros compostos de carbono e silicatos, segundo os pesquisadores. Os elementos químicos servem como alimento para micro-organismos na Terra e poderiam fornecer a energia para micróbios na lua de Saturno também.
Com isso, a lua se junta a Marte, que já teve água líquida detectada, como principais candidatas a abrigar a vida como conhecemos no nosso Sistema Solar. Outro possível nome é Europa, na órbita de Júpiter, que deve receber uma sonda na próxima década para estudar melhor a situação com instrumentos para medir calor e penetrar o gelo atrás de fontes hidrotermais. A agência indica que há algumas evidências como as de Encélado que apontam a possibilidade de existência de condições para vida. [Fonte: Olhar Digital]

terça-feira, 11 de abril de 2017

Cientistas descobrem atmosfera em planeta semelhante à Terra


O planeta rochoso GJ 1132b foi localizado pela primeira vez em 2015 (Dana Berry)
Cientistas descobriram uma atmosfera em torno de um planeta distante, semelhante à Terra, levantando a hipótese de que ele poderia abrigar vida alienígena.
O exoplaneta rochoso GJ 1132b está a cerca de 39 anos-luz da Terra, mas as novas descobertas sugerem que ele pode ser um mundo de água com uma atmosfera quente e cheia de vapor.

Esta não é a primeira vez em que uma atmosfera foi detectada ao redor de um outro planeta, mas o GJ 1132b é o planeta mais semelhante à Terra, no qual isso ocorreu.


Ilustração do exoplaneta GJ 1132b orbitando uma estrela anã vermelha (MPIA)
Até o momento, os pesquisadores só haviam conseguido detectar atmosferas ao redor de gigantes gasosos semelhantes a Júpiter, que seriam incapazes de oferecer as condições necessárias para a vida.
“Embora esta não seja uma descoberta da presença de vida em outro planeta, é um passo importante na direção certa: a detecção de uma atmosfera ao redor da super-Terra GJ 1132b marca a primeira vez em que uma atmosfera foi encontrada em um planeta semelhante à Terra,” explicou o Dr. John Southworth, pesquisador principal da Universidade de Keele, na Inglaterra.
A equipe observou o exoplaneta enquanto ele passava na frente de sua estrela anfitriã – a estrela anã vermelha ao redor da qual ele orbita – bloqueando parte da sua luz durante a passagem.
A partir da quantidade de luz perdida, os pesquisadores conseguiram calcular o tamanho do planeta – cerca de 1,4 vez o tamanho da Terra.
Eles também descobriram que o planeta era maior em um de seus comprimentos de onda de luz, sugerindo a presença de uma atmosfera.
A descoberta é um passo importante na busca por vida extraterrestre.
“Com esta pesquisa, demos o primeiro passo no que diz respeito ao estudo das atmosferas de planetas menores, similares à Terra,” disse o Dr. Southworth.
“Nós simulamos uma gama de possíveis atmosferas para este planeta, e descobrimos que aquelas ricas em água e/ou metano poderiam explicar as observações do GJ 1132b. O planeta é significativamente mais quente e um pouco maior do que a Terra, então uma possibilidade é de que seja um ‘mundo de água’ com uma atmosfera de vapor quente”. [Fonte: Yahoo]

sexta-feira, 17 de março de 2017

Hubble identifica sinais de 'última ceia' e 'arroto' de buraco negro no centro da Via Láctea

© NASA/DOE/Fermi LAT/D. Finkbeiner et al. As bolhas de Fermi (no centro da imagem) se formaram a partir do gás emanado do buraco negro e têm uma massa equivalente a dois milhões de sóis

O vasto buraco negro no centro da Via Láctea fez sua "última ceia" há cerca de 6 milhões de anos, quando ingeriu uma enorme massa de gás, absorvida por sua implacável força gravitacional.
O banquete deve ter causado uma forte indigestão, uma vez que o buraco estufado logo "arrotou" uma bolha de gás gigante, que pesa o equivalente a milhões de sóis e vaga agora acima e abaixo do centro da nossa galáxia.
As estruturas gigantescas, conhecidas como bolhas de Fermi, foram descobertas em 2010 pelo telescópio espacial de raios gama Fermi, da Nasa. Mas pouco se sabia, até agora, sobre sua origem e idade.
Com o auxílio do telescópio espacial Hubble, também da Nasa, os astrônomos conseguiram calcular com mais precisão em que época as bolhas se formaram.
"Pela primeira vez rastreamos o movimento do gás frio por meio de uma das bolhas, o que nos permitiu registrar a velocidade do gás e calcular quando as bolhas se formaram", explicou Rongmon Bordoloi, pesquisador do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, e diretor do estudo.
"Descobrimos que este evento impressionante ocorreu entre 6 milhões e 9 milhões de anos atrás. Pode ter sido uma nuvem de gás fluindo para o buraco negro, que disparou jatos de matéria, formando os lóbulos duplos de gás quente que vemos hoje em observações de raios-X e raios gama", acrescentou Bordoloi.
Segundo ele, desde então, o buraco negro só faz pequenos "lanches".
O buraco negro é uma região densa e compacta do espaço com uma força gravitacional tão forte que nenhuma matéria, nem mesmo a luz, consegue escapar.

© Getty Images A poderosa gravidade do buraco negro absorve tudo que o cerca, incluindo a luz

O buraco negro no centro da Via Láctea comprime uma massa equivalente a 4,5 milhões de estrelas do tamanho do Sol em uma pequena área do espaço.
Uma matéria que se aproxima demais do buraco negro é atraída por sua poderosa gravidade, girando em torno dele até, finalmente, ser absorvida para seu interior.
No entanto, parte desta matéria fica tão quente que consegue escapar por meio do eixo de rotação do buraco negro, criando uma formação que se estende acima e abaixo do plano da galáxia. No caso da nossa galáxia, tratam-se das bolhas de Fermi. O estudo do MIT é uma continuação das observações feitas anteriormente pelo Hubble, em que a idade das bolhas foi estimada em 2 milhões de anos.
As novas conclusões foram baseadas em observações do Cosmic Origins Spectrograph (COS), instalado no Hubble, que analisou o comportamento da luz ultravioleta emitida por 47 quasares.
Os quasares são os centros brilhantes de galáxias distantes. A luz de um quasar que passa através do centro da bolha da Via Láctea carrega informações sobre velocidade, composição e temperatura do gás no interior da bolha à medida que se expande.

© NASA, ESA, and Z. Levy (STScI) Estudo analisou a luz de quasares que atravessa a bolha

Segundo o COS, a temperatura do gás na bolha é de cerca 9.800°C. Mesmo a essa temperatura, o gás ainda é muito mais frio do que aquele que é emanado, que chega a 10 milhões de graus Celsius.
O gás mais frio atravessa a bolha a uma velocidade de 3 milhões de quilômetros por hora. Ao mapear o movimento do gás através da estrutura, os astrônomos estimaram que a massa mínima das bolhas de gás frio dispersada é equivalente a 2 milhões de sóis.
Além disso, eles calculam que a ponta do lóbulo norte da bolha se estende a uma distância de até 23 mil anos-luz acima da galáxia.
De acordo com Bordoloi, os cientistas conseguiram rastrear os fluxos de outras galáxias, mas não tinham sido capazes de mapear o movimento do gás.
"A única razão pela qual pudemos fazer isso aqui é que estamos dentro da Via Láctea. Isso nos dá vantagem para mapear a estrutura cinemática das emanações da Via Láctea", disse.
"Os dados fornecidos pelo Hubble jogam uma nova luz sobre as bolhas de Fermi", acrescenta o coautor do estudo, Andrew Faox, do Instituto de Ciência de Telescópios Espaciais, em Baltimore, nos Estados Unidos.
"Antes, a gente sabia o quão grande eram e quanta radiação era emitida; agora sabemos a que velocidade se movem e que elementos químicos contêm. É um grande avanço". Fonte: MSN
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