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sexta-feira, 27 de abril de 2012

Estudo: rios de lava esculpiram vale em Marte


 Rios de lava esculpiram vales em Marte / Divulgação/Nasa/AFP

Rios de lava esculpiram vales em Marte, afirmaram cientistas americanos nesta quina-feira, em meio a um longo debate se a paisagem do Planeta Vermelho foi formada pela ação de vulcões ou da água.

A lava deixou para trás vestígios reveladores como os encontrados em algumas partes da Terra, como na Ilha Grande do Havaí e em rios de lava perto da fenda de Galápagos, no leito do Oceano Pacífico, revelou o estudo, publicado na revista Science.

O autor principal do artigo, Andrew Ryan, da ASU (Universidade do Estado do Arizona), se concentrou nos Vales Athabasca, perto do equador marciano, e fez sua análise usando mais de 100 imagens de alta resolução enviadas pela sonda da Nasa Mars Reconnaissance Orbiter.

Segundo Ryan, as grandes espirais na província vulcânica marciana Elysium, variam de 5 a 30 metros de largura e não poderiam ter sido formadas por processos relacionados com a água ou o gelo. "É maior do que qualquer espiral de lava conhecida na Terra", afirmou Ryan, que ficou surpreso pelo tamanho, mas não pelo fato de as espirais terem escapado do olhar dos cientistas que estudaram no passado a paisagem marciana.

"As espirais se tornam perceptíveis na imagem em alta resolução HiRISE (da câmera High Resolution Imaging Science Experiment a bordo da sonda Mars Reconnaissance Orbiter) apenas quando você a amplia muito", explicou. "Elas também tendem a se misturar com o restante do terreno, de cor cinza clara, isto é, até você aumentar o contraste um pouco", acrescentou.

"Eu não considero surpreendente que tenham passado despercebidas no passado. Eu quase as perdi também", emendou. As espirais, que lembram as linhas circulares da concha de um caracol, provavelmente se formaram quando rios de lava fluíram em diferentes velocidades e direções.

Até agora, Ryan, aluno da Escola de Exploração da Terra e do Espaço da ASU, e seu co-autor, Philip Christensen, professor de ciências geológicas da ASU, contaram quase 200 espirais de lava na região de Cerberus Palus, e acreditam que haja mais. "As espirais de lava podem estar presentes em outras províncias vulcânicas marcianas ou em canais de escoamento cobertos por feições vulcânicas. Eu espero que encontremos algumas mais no Elysium à medida que a cobertura da imagem da HiRISE aumentar com o tempo", disse Ryan.

A agência espacial americana lançou a sonda Mars Reconnaissance Orbiter em 2005 para circundar o planeta vermelho e tirar fotos que permitissem aos cientistas buscar por evidências de água em sua superfície e estudar por quanto tempo pode ter existido.

A câmera da sonda conseguiu aumentar por 10 o número de locais pesquisados e agora podem identificar objetos tão pequenos quanto uma mesa de jantar, destacou a Nasa.[Fonte: Band.com]

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Sonda captura 'guerra de bolas de neve' em anel de Saturno


As bolas de gelo se chocam contra o anel de Saturno a uma velocidade considerada baixa
Foto: NASA/JPL-Caltech/SSI/QMUL/Divulgação
A sonda Cassini conseguiu captar uma espécie de "guerra de bolas de neve" em um dos anéis de Saturno. Os cientistas que monitoram a atividade da sonda espacial testemunharam quando pequenos aglomerados de gelo avançaram através de um dos principais anéis de Saturno, o anel F.
Este anel é o mais externo de Saturno e está localizado a 3 mil quilômetros além do anel A, o mais próximo do anel F. A circunferência deste anel mais externo é de cerca de 900 mil quilômetros.
Enquanto estes aglomerados de gelo passavam, eles deixavam rastros brilhantes, em formato de jatos de partículas. Estes aglomerados são bolas de gelo cujo tamanho pode alcançar até um quilômetro. Algumas das colisões destas bolas de gelo deixam de rastro formas estranhas no anel F, como farpas em um arpão.
A pesquisa foi apresentada na reunião da União Europeia de Geociências (EGU, na sigla em inglês), em Viena, na Áustria, por Carl Murray, um dos membros da equipe de imagens da Cassini, baseado na Universidade Queen Mary, da Grã-Bretanha. O projeto Cassini é uma colaboração entre a agência espacial americana (NASA), a agência espacial européia (ESA) e a agência espacial italiana (ASI).
Lua Prometeu 
A equipe que monitora as imagens enviadas pela Cassini tem observado a lua Prometeu, de 40 quilômetros de largura, se movimentando na borda do anel F há algum tempo. A perturbação gravitacional gerada regularmente pela Prometeu gera canais e ondas no anel F.

Se sabia que parte das partículas de gelo que se movimentavam devido a esta perturbação gravitacional poderiam se unir, formando aglomerados. Mas, acreditava-se que as colisões ou outras forças na órbita de Saturno poderiam desfazer rapidamente estes aglomerados. "Sabemos que Prometeu, além de produzir padrões regulares, é capaz de produzir concentrações de materiais no anel", afirmou Carl Murray.
"Chamamos eles de grandes bolas de neve, e se estas coisas conseguirem sobreviver - porque Prometeu vai voltar ao mesmo lugar no anel F e interagir com elas de novo - elas podem crescer, e talvez são elas que formam os pequenos corpos celestes que colidem com o centro do anel F", acrescentou.
Sorte
A descoberta foi, de certa forma, um golpe de sorte. Quando os cientistas observavam a Prometeu mais uma vez, Murray e os colegas notaram uma espécie de jato no anel que não poderia ter sido formado pela lua ou por outro corpo celeste chamado S6, que em algumas ocasiões também cruza o anel. Quando a equipe examinou as 20 mil imagens do período de sete anos que a Cassini está em Saturno, encontraram 500 exemplos semelhantes destes rastros em forma de jatos.

E, algo que os cientistas já sabem, é que as bolas de gelo colidem com o anel F a uma velocidade considerada baixa, cerca de dois metros por segundo. Os jatos que produzem têm entre 40 e 180 quilômetros de comprimento. Em alguns casos, os jatos são produzidos apenas por uma bola de gelo, em outros, há provas de que grupos de bolas passaram pelo anel F para produzir estes rastros.
Os anéis de Saturno são compostos, primariamente, de gelo. Apesar de os anéis se estenderem por cerca de 140 mil quilômetros a partir do centro do planeta, a grossura média deles é de bem menos de cem metros. Além da grande beleza, os anéis fascinam os cientistas, pois podem ser usados como um modelo para estudar a formação do Sistema Solar.
Alguns dos comportamentos vistos nos anéis provavelmente são muito parecidos com os que ocorreram no disco de materiais em volta do Sol há mais de 4,5 bilhões de anos e que deu origem aos planetas, incluindo Saturno.

Fenômeno espacial 'estranho' é revelado por astrônomos do Brasil









Foto: NASA/ ESA
Pandora: as galáxias, parte mais brilhante, correspondem a menos que 5% da massa do aglomerado. O restante é gás (20%) e matéria escura (75%)

A análise de dados de telescópio do aglomerado de galáxias Abell 2744 revelou um fenômeno “estranhíssimo”, conforme relatou o Renato Dupke, pesquisador do Observatório Nacional. Ele participou do estudo internacional que reconstruiu a história de uma colisão cósmica que ocorreu durante um período de 350 milhões de anos.
O aglomerado fora do comum sofreu a colisão de quatro grandes aglomerados de galáxias, resultando em efeitos que nunca haviam sido observados antes. Colisões de aglomerados de galáxias já haviam sido observadas antes, mas apenas entre dois aglomerados. Os astrônomos acreditam que o estudo dos fenômenos incomuns resulta pode ajudar a revelar novidades sobre o espaço.
Um aglomerado é formado por galáxias, gás e matéria escura. “Em alguns pedaços do aglomerado Pandora tem só matéria escura, em outros não tem”, disse Dupke. A distribuição estranha do aglomerado pode revelar, no futuro, novas informações sobre como a matéria escura se comporta e como os vários ingredientes do Universo interagem entre si. Tanto que a Abell 2744 recebeu nome de Pandora, a deusa grega que revela os males da humanidade.

Para compreender o que estava a acontecer durante a colisão a equipe precisou mapear as posições dos três tipos de matéria no aglomerado. As galáxias, embora brilhantes, correspondem na realidade a menos que 5% da massa do aglomerado. O resto é gás (cerca de 20%) e matéria escura (cerca de 75%), que é completamente invisível.

O aglomerado de Pandora pode ser estudado com mais detalhe do que nunca graças a combinação de dados de telescópios como o Very Large Telescope do Observatório Europeu do SUL (ESO), o telescópio japonês Subaru, o Hubble e o Observatório de Raios X Chandra, da NASA.
Os aglomerados de galáxias são as maiores estruturas no cosmos, contendo bilhões de estrelas. O modo como se formam e se desenvolvem através de colisões repetidas tem profundas implicações no conhecimento do Universo.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Erupção solar chega a 160.000km de altura e escapa no Sistema Solar




Enquanto você tem um dia relativamente calmo na Terra, as coisas andam agitadas lá em cima. O Sol está violento, cuspindo plasma extremamente quente em uma erupção na superfície. A explosão é realmente grande – maior do que dez Terras.
A erupção é conhecida como ejeção de massa coronal (CME na sigla em inglês), quando os campos magnéticos do Sol puxam uma quantidade incrivelmente enorme de gás quente. “Uma CME pode conter um bilhão de toneladas de matéria, que pode ser acelerada a vários milhões de quilômetros por hora em uma explosão espetacular”, diz a NASA.
Além disso, a NASA explica que “o material solar flui para o meio interplanetário, impactando qualquer planeta ou nave em seu caminho”. Eles nos disseram que este jato de plasma chegou aos limites do nosso Sistema Solar.
E a megaexplosão é enorme. Karen Fox, da NASA, nos diz que a “altura” da CME, em nossa perspectiva, era de “25 raios de Terra”, ou cerca de 160.000km (isso significa, é claro, mais de 10 diâmetros da Terra). O que você vê abaixo é a explosão antes de se desprender do Sol, girando para fora e para frente. Felizmente, esta CME não veio em direção à Terra, mas mesmo assim: use protetor solar. [NASA]

terça-feira, 17 de abril de 2012

Crateras podem ajudar a encontrar vida em Marte, dizem cientistas


Cientistas buscam sinais de vida em Marte
Foto: Nasa/Divulgação
Um estudo sugere que crateras abertas por impactos de asteroides podem ser os melhores lugares para procurar por vida em Marte. Segundo o jornal britânicoDaily Mail, cientistas encontraram micróbios se proliferando a quase 2 km no interior de uma cratera nos Estados Unidos, que se formou quando uma rocha espacial colidiu com a Terra há 35 milhões de anos.
Pesquisadores da Universidade de Edimburgo perfuraram a maior cratera no estado americano da Virgínia e encontraram micróbios se espalhando de forma desigual no interior da rocha. Eles acreditam que, além de proteger insetos de fenômenos como eras glaciais e aquecimento global, as fraturas profundas permitem que água e nutrientes entrem e possam manter algum tipo de vida nas rochas. "Os achados sugerem que o subsolo das crateras em Marte podem ser um lugar promissor para encontrarmos evidências de vida nesse planeta", afirma Charles Cockell, professor da Escola de Física e Astronomia da Universidade de Edimburgo.[Fonte: Terra]

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Observatório dá pistas sobre sistema planetário 'misterioso'



O observatório Alma, no Chile, registrou um anel em torno da estrela brilhante Fomalhaut, desvendando mistérios sobre o sistema planetário - Foto: ESO/Divulgação
Um novo observatório ainda em construção no Chile, chamado de Alma, forneceu pistas importantes na compreensão de um sistema planetário que até então era um mistério para os pesquisadores. Os astrônomos descobriram que os planetas que orbitam a estrela Fomalhaut são muito menores do que o inicialmente suposto. Este é o primeiro resultado científico publicado a partir de observações científicas do Alma.
Segundo informou o Observatório Europoeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) nesta quinta-feira, a descoberta foi possível graças às imagens extremamente nítidas de um disco, ou anel, de poeira que orbita Fomalhaut, situada a cerca de 25 anos-luz da Terra, e ajuda a resolver uma controvérsia que se gerou entre os primeiros observadores deste sistema. As imagens do Alma mostram que tanto as bordas interiores como as exteriores do disco de poeira fino estão muito bem delineadas. Esse fato, combinado com simulações de computador, levou os cientistas a concluir que as partículas de poeira permanecem no interior do disco devido ao efeito gravitacional de dois planetas - um mais próximo da estrela do que o disco e outro mais distante.
Os seus cálculos também indicam o tamanho provável dos planetas - maiores que Marte mas não maiores que algumas vezes o tamanho da Terra. Estes valores são muito menores do que os astrônomos tinham inicialmente pensado. Em 2008, o Telescópio Espacial Hubble revelou o planeta interior, que na altura se pensou ser maior que Saturno, o segundo maior planeta do Sistema Solar. No entanto, observações posteriores com telescópios infravermelhos não conseguiram detectar o planeta.
Esta não detecção levou alguns astrônomos a duvidarem da presença do planeta na imagem Hubble. As observações do Alma, a comprimentos de onda maiores que o visível, traçam os grãos de poeira maiores - com cerca de 1 mm de diâmetro - que não são deslocados pela radiação estelar. Estes grãos revelam de modo claro as bordas nítidas do disco e a sua estrutura anelar, indicadores do efeito gravitacional dos dois planetas.
O tamanho pequeno dos planetas explica por que é que não foram detectados anteriormente pelas observações infravermelhas, disse Aaron Boley, cientista da Universidade da Flórida, que liderou o estudo. O estudo mostra que a largura do anel é mais ou menos 16 vezes a distância entre o Sol e a Terra, e a sua espessura é apenas um sétimo da largura. "O anel é ainda mais estreito e fino do que o que se pensava anteriormente", disse Matthew Payne, também da Universidade da Flórida. O anel encontra-se a uma distância da estrela de cerca de 140 vezes a distância Terra-Sol. No nosso Sistema Solar, Plutão encontra-se cerca de 40 vezes mais afastado do Sol do que a Terra. "Devido ao pequeno tamanho dos planetas próximos do anel e à sua grande distância à estrela hospedeira, estes estão entre os planetas mais frios já encontrados orbitando uma estrela de tipo normal", acrescentou Aaron Boley.
Construção do Alma
Os cientistas observaram o sistema Fomalhaut em setembro e outubro de 2011, quando apenas um quarto das 66 antenas do Alma estavam disponíveis. Quando a construção estiver completa no próximo ano, o sistema total será muito mais poderoso. No entanto, ainda na sua fase científica inicial, o observatório teve já capacidade suficiente para revelar uma estrutura que eludiu anteriores observadores em ondas milimétricas.


"O Alma pode estar ainda em construção, mas é já o telescópio mais poderoso do seu tipo. Este é apenas o início de uma nova e excitante era no estudo de discos e formação de planetas em torno de outras estrelas", disse Bill Dent, astrônomo do ESO e membro da equipe. O Atacama Large Millimeter/Submillimeter Array (Alma), é uma parceria entre a Europa, a América do Norte e o Leste Asiático, em cooperação com a o Chile.[Fonte: Terra]

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Galáxias espirais podem ajudar a entender a matéria escura

Estudo de galáxias espirais
Um estudo realizado no Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP analisou a luz emitida por galáxias espirais próximas observadas pelo Gassendi H Alpha survey of Spirals (GHASP), um programa francês de observação sistemática de galáxias espirais.
"O meu trabalho foi apenas uma parte do projeto maior envolvendo pesquisadores brasileiros e franceses. A partir dos dados obtidos pelas observações do GHASP, que são feitas na França, fiz a análise fotométrica para entender as diferentes componentes das galáxias espirais e quanto cada uma delas emite de luz", conta o astrônomo Carlos Eduardo Barbosa, que fez o trabalho sob orientação da professora Cláudia Lucia Mendes de Oliveira.
A pesquisa analisou a emissão de fótons na banda R, correspondente à região vermelha da luz visível, que é emitida principalmente pelas estrelas de baixa massa. Para se ter ideia do que é uma estrela considerada de baixa massa, o Sol é um exemplo.
"O número de estrelas de baixa massa que emitem luz vermelha é muito maior que o de estrelas de alta massa, que emitem luz azul. Portanto, identificando apenas a emissão de luz vermelha, consigo obter informações sobre como a maior parte da massa está distribuída na galáxia", conta o astrônomo.
O GHASP observou com grande detalhe as propriedades dinâmicas e cinemáticas de 203 galáxias espirais relativamente próximas.
O trabalho de Carlos Eduardo mostra o estudo fotométrico de 173 destas galáxias.
Disco galáctico
Após as observações das imagens enviadas pelo observatório de Haute-Province, na França, Carlos Eduardo constatou que a maior parte da massa e da emissão de luz da galáxia está no disco.
"Quando vemos uma galáxia espiral, temos a impressão de que os braços espirais concentram a maior parte das estrelas. Na verdade, estes braços são ondas mergulhadas em uma estrutura muito maior, o disco, que vai além da ponta dos braços. O que enxergamos é apenas onde as estrelas estão mais concentradas", explica.
A análise das imagens obtidas pelo telescópio de 1,2 metro do Observatório de Haute-Provence levou dois anos para ser concluída. As imagens precisavam ser calibradas e combinadas para que se excluíssem ruídos causados por corpos celestes que estejam entre a Terra e a galáxia observada ou pela própria atmosfera terrestre.
Também foi feita uma decomposição da luz, para identificar o que era emitido pelo bojo e pelo disco separadamente.
Matéria escura
Segundo Carlos Eduardo, o objetivo maior do projeto GHASP é uma melhor compreensão da matéria escura.
"Tudo o que tem massa influencia o movimento dos corpos celestes. Com os dados obtidos pelo GHASP, é possível mapear as velocidades do gás contido nessas galáxias. Com isto, nota-se que deve haver muito mais massa nas galáxias do que a luz das estrelas e o gás podem explicar. A hipótese mais aceita na comunidade científica é que essa massa seja a matéria escura", conta.
"Analisar a luz emitida pelas galáxias permite analisar a dinâmica da massa visível. E entendendo a dinâmica da massa visível, é possível compreender a dinâmica da matéria escura, ou seja, descobrir onde ela está localizada e como ela influencia a galáxia," completa.
Tipos de galáxias
Existem basicamente dois tipos de galáxias. As espirais, como as estudadas no trabalho de Carlos Eduardo, por exemplo, e as galáxias elípticas, que não possuem gás e, consequentemente, não formam mais estrelas.
O estudo das galáxias espirais, portanto, pode ajudar a entender melhor o funcionamento da própria Via Láctea, que é uma galáxia espiral.
Uma galáxia é formada a partir da compressão de uma esfera de gás. As galáxias espirais, ou galáxias disco, são formadas por duas partes principais. O bojo, ao centro, de forma arredondada, composto por estrelas formadas quando do colapso da esfera de gás, e o disco, composto por estrelas formadas após a compressão dos gases que formaram a galáxia.
"As estrelas tendem a manter características de movimento, como velocidade e direção, semelhantes às encontradas quando foram formadas. Por isso, o bojo mantém uma forma arredondada, semelhante à forma da galáxia quando começou a se formar, e o disco é achatado, pois as estrelas nasceram quando o gás já estava achatado em forma de disco", explica Carlos Eduardo.
O astrônomo ainda explica que mesmo as galáxias consideradas próximas, como as estudadas pelo projeto GHASP, estão tão distantes do planeta Terra que é impossível observar suas estrelas individualmente.
"A luz de uma galáxia próxima típica da amostra estudada demora cerca de 50 milhões de anos para chegar aqui. Na astronomia as distâncias e dimensões são em escalas que não conseguimos imaginar na nossa vida prática," conta.[Fonte: Inovação Tecnológica]

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