Mostrando postagens com marcador ESA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ESA. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 16 de junho de 2025

Mapa ‘Mais Profundo do Universo’ é Disponibilizado Online

Utilizado como base para este projeto, o Telescópio Espacial James Webb é o mais avançado observatório já lançado ao espaço, desenvolvido pela NASA em parceria com a ESA (Agência Espacial Europeia) e a CSA (Agência Espacial Canadense).

Lançado em dezembro de 2021, ele foi projetado para suceder o Telescópio Hubble (foto), oferecendo uma visão muito mais detalhada do universo.

O James Webb é capaz de observar as primeiras galáxias formadas após o Big Bang, estudar a formação de estrelas e planetas, e analisar as atmosferas de exoplanetas em busca de sinais de habitabilidade.

Para acessar o COSMOS-Web, visite a página: 

https://cosmos2025.iap.fr/fitsmap/?ra=150.2210848&dec=2.1884383&zoom=6



quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Telescópio Gaia revela mais detalhado mapa astronômico já produzido

 
Atlas da Via Láctea e das galáxias vizinhas baseado nas observações do telescópio Gaia
 
 
O mapa astronômico mais detalhado já produzido até hoje, com 1,142 bilhão de estrelas da Via Láctea, foi divulgado nesta quarta-feira (14/09/16) pela Agência Espacial Europeia (ESA), com base nas observações de seu telescópio espacial Gaia.
"É o maior e mais preciso mapa já realizado da nossa galáxia", disse o pesquisador Anthony Brown, da Universidade de Leiden, na Holanda, e diretor do centro de processamento de dados do projeto Gaia, em entrevista coletiva da ESA em Madri.
Esse inventário impressionante inclui estrelas até meio milhão de vezes menos brilhantes do que aquelas que podemos ver a olho nu.
Ao todo, 450 astrônomos de 25 países participam desse projeto, que complementa os dados reunidos há 23 anos pela Hipparcos, outra missão astronômica da ESA.
Lançada em 19 de dezembro de 2013, a sonda espacial Gaia orbita a Terra, enquanto observa o espaço dotada de dois telescópios - o segredo de sua espetacular precisão - e uma câmera fotográfica com 1 bilhão de pixels.
A resolução é nítida o suficiente para medir o diâmetro de um fio de cabelo humano a uma distância de 1.000 quilômetros, disse Brown.
"Gaia está na vanguarda da astrometria, mapeando o céu com uma precisão jamais alcançada", explicou o diretor científico da ESA, o espanhol Álvaro Giménez.
A sonda mapeia a posição das estrelas na Via Láctea, que se estende por cerca de 100.000 anos-luz, e não somente identifica sua localização, como também traça seus movimentos, ao digitalizar cada estrela várias vezes.
"A publicação de hoje nos dá apenas uma primeira impressão da extraordinária quantidade de dados que nos esperam e que vão revolucionar nosso conhecimento sobre como as estrelas estão distribuídas e se movem em nossa galáxia", descreveu Giménez.
A enorme quantidade de dados que reuniu já permitiu elaborar esse catálogo com as posições de 1,142 bilhão de estrelas, ou seja, 200 milhões a mais do que havia sido previsto inicialmente. O objetivo final é completar o mapa celeste em 3D mais preciso até o momento.
Além das mais de um bilhão de estrelas - uma mina de ouro para os astrônomos, mas apenas 1% da população estelar estimada da nossa galáxia -, o telescópio também mostra a trajetória de dois milhões delas.
Ao longo da missão de cinco anos de Gaia, o catálogo de estrelas deverá se expandir em 500 vezes.
Ao mesmo tempo, a sonda irá coletar dados sobre temperatura, luminosidade e composição química, de modo a compilar o que os astrônomos chamam de "carteira de identidade" de cada estrela individual.
Milhares de outros objetos não detectados anteriormente também foram descobertos, como asteroides, planetas que circundam estrelas próximas e supernovas.
- A origem da galáxia -
Após seu lançamento, há exatamente 1.000 dias, Gaia começou seu trabalho de observação em julho de 2014. Os dados divulgados nesta quarta-feira englobam os dados registrados nos 14 primeiros meses de trabalho, até setembro de 2015.
A partir de agora, os astrônomos poderão consultar os dados sobre os diferentes corpos celestes, incluindo anãs brancas, estrelas variáveis e 2.152 quasares, os objetos mais afastados do Universo.
"Gaia não apenas nos fornece a posição das estrelas, mas também seu movimento, e isso também nos permite compreender melhor como nossa galáxia se formou", explicou Antonella Vallenari, do Observatório de Pádua (Itália).
A sonda permitirá, por exemplo, saber se nosso Sol foi criado de um "cluster", um aglomerado de matéria. A posição e o movimento de 400 desses aglomerados já foram registrados por Gaia, lembrou Vallenari.
Cerca de 2.500 desses - as incubadoras de novas estrelas - foram identificados na Via Láctea até agora, mas os cientistas suspeitam de que existem mais de 100.000, e a Gaia deve ser capaz de rastrear todos eles.
Também se espera que a informação coletada permita saber mais acerca de um dos grandes enigmas do universo, a matéria escura.
Os astrofísicos pretendem, ainda, testar a Teoria da Relatividade Geral, de Albert Einstein, ao observar como a luz é desviada pelo Sol e por seus planetas.
Sentinela sempre alerta, Gaia também observa o movimento dos asteroides, caso sua trajetória constitua uma ameaça para a Terra.
Gregory Laughlin, da Universidade de Yale, afirma que Gaia revelará à comunidade de astrônomos "milhares de novos mundos", embora ainda precise completar seu trabalho de coleta. Sua missão de observação astronômica será concluída no fim de 2020.
Um primeiro conjunto de estudos científicos baseados nos novos dados foi publicado nesta quarta em uma edição especial da revista Astronomy & Astrophysics.
O lançamento de hoje "abre um novo capítulo na Astronomia" e certamente vai gerar centenas de outros estudos, disse François Mignard, membro da equipe de Gaia.[Fonte: Yahoo]

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

ESA divulga 'canto' produzido por cometa



(Foto: AP)

A Agência Espacial Europeia divulgou nesta quinta-feira o “canto” do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, onde o robô Philae conseguiu pousar após se desprender da sonda Rosetta em um feito inédito na história da humanidade. O som, inaudível para os seres humanos, teve que ser aumentado 10 mil vezes para ser distinguido. Ouça aqui!

Chamado de "música" pelos próprios pesquisadores, o registro foi captado pela nave espacial Rosetta, que permanece na órbita do corpo celeste.

"Isso é emocionante porque é completamente novo para nós. Não esperávamos isso e ainda estamos tentando entender a física do que está acontecendo", explicou Karl-Heinz Glabmeier, chefe de departamento de Física Espacial Universidade de Tecnologia de Braunschweig, da Alemanha, ao blog RESA Rosetta.

De acordo com a publicação, o som provavelmente é produzido pela atividade do cometa, que solta partículas neutras no espaço, onde colidem com outras partículas de alta energia. “O mecanismo físico exato por trás das oscilações permanece um mistério", continuou o pesquisador.

Postado no SoundCloud, o som já se tornou febre entre os internautas. Alguns acreditam que o “canto” é feito por alienígenas. Outros já usaram o arquivo para criar músicas. O áudio foi ouvido mais de 1 milhão de vezes desde que foi postado.

Primeiro dia na superfície do cometa
O módulo Philae continua ativo nesta quinta-feira sobre a superfície do cometa 67/P Churyumov-Gerasimenko, após uma aterrissagem bastante complexa e já enviou os primeiros dados, entre eles imagens.

Na manobra de aterrissagem, dois arpões com os quais o Philae se prenderia à superfície do cometa não funcionaram e um sistema para fixar o módulo sobre o cometa também falhou, de acordo com informações veiculadas no Twitter.

Por isso, foi necessário corrigir a manobra até conseguir a aterrissagem correta. A sonda Rosetta lançou na quarta-feira o módulo Philae sobre o cometa, quando se encontrava a uma distância de 22 quilômetros.

Philae, que tem o tamanho de uma geladeira e 98 quilos de peso, aterrissou sete horas depois sobre o cometa para analisar sua composição. Os cometas são os corpos celestes mais antigos do Universo e acredita-se que podem ter levado água para a Terra. [Fonte: Yahoo]

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Buraco negro gigante é encontrado em galáxia anã através do Hubble


Buraco negro gigante é encontrado dentro de galáxia anã Foto: Nasa

Com o auxílio de dados obtidos pelo telescópio Hubble e de observações feitas em terra pelas agências espaciais americana (NASA) e europeia (ESA), astrônomos encontraram um gigantesco buraco negro em um lugar inesperado: dentro de uma das menores galáxias conhecidas. 

Há também um buraco negro no centro da nossa Via Láctea. Mas aquele, localizado na pequena e densa galáxia M60-UCD1 a 50 milhões de anos-luz daqui , tem 5 vezes a massa do nosso. Buracos negros são entidades espaciais ultracompactas que tem um campo gravitacional tão forte que atrai até a luz. Buracos negros supermaciços - que têm massa pelo menos de um milhão de vezes a do nosso Sol provavelmente estão no centro de várias galáxias. O diâmetro da M60-UCD1 é de 300 anos-luz apenas 0,2% do diâmetro da Via Láctea. 

Com um buraco negro tão desproporcional para o tamanho da galáxia, os astrônomos ficaram intrigados. Uma hipótese para explicar essa inusitada existência é que galáxias como a M60-UCD são pedaços remanescestes da colisão de galáxias gigantescas. "Não conseguiríamos explicar de outra maneira a existência de um buraco negro numa espaço tão pequeno", diz o astrônomo da Universidade de Utah, Anil Seth. 

Esses achados sugerem que há outros buracos negros que não estavam sendo contabilizados, e que eles podem aparecer mesmo em lugares antes considerados improváveis. O estudo foi publicado nesta quinta (18) na revista científica "Nature".[Fonte: TNonline]




quarta-feira, 17 de abril de 2013

ESA descobre galáxia que produz estrelas "rápido demais"



Existência de galáxia que produz estrelas muito mais rápido que a Via Láctea chamou a atenção de astrônomos. A imagem mostra registros de diversos telescópios - em infravermelho próximo e ondas milimétricas (detalhe no canto superior esquerdo), óptico (centro) e em ondas submilimétricas (feitos pelo Herschel) - Foto: ESA/Herschel/HerMES/IRAM/GTC/W.M. Keck Observatory / Divulgação

O telescópio Herschel, da Agência Espacial Europeia (ESA), descobriu uma nova galáxia que fabrica estrelas a uma velocidade 2 mil vezes superior à da Via Láctea, o que questiona as teorias atuais sobre a evolução de nossa nebulosa.
A nova galáxia, denominada HFLS3 e observada quando o Universo tinha menos de 1 bilhão de anos frente aos atuais 13.810 bilhões de anos, parece pouco mais do que um ponto na imagem capturada pelo telescópio espacial, disse nesta quarta-feira a ESA em comunicado.
Mas sua "decepcionante aparência" não deve ser enganosa, pois "essa pequena mancha é na realidade uma fábrica de estrelas que transforma furiosamente o gás em novas estrelas".
Apesar de sua curta idade, a galáxia recém-descoberta pelos cientistas tinha então uma massa similar à da Via Láctea na atualidade, por isso que deduzem que com outros 13 bilhões de anos de crescimento poderia ter se transformado na "galáxia de maior massa conhecida no Universo".
Essa dedução implica em um enigma pois, segundo as teorias que atualmente são feitas pelos especialistas sobre a evolução das galáxias, nenhuma deveria ter essa massa em um curto período de tempo - em escala espacial - desde a explosão do Big Bang.
"Esta galáxia em particular nos chamou a atenção porque era brilhante e muito vermelha se comparada com outras como ela", declarou o investigador do Imperial College of London Dave Clements.
Esse cor vermelha levou os cientistas a pensarem que a HFLS3 poderia ser encontrada a uma grande distância, em um universo que se expande, e algumas análises posteriores confirmaram que, efetivamente, se trata da galáxia desse tipo mais distante encontrada até hoje.
Trata-se, portanto, do que os especialistas chamam de "galáxia com foco estelar", ou seja, uma fábrica cósmica que produz o que depois se transforma em gerações de galáxias, estrelas e a maior parte da matéria conhecida. Os especialistas sabiam que existiam, mas nunca tinham descoberto nenhuma com idade tão avançada depois do Big Bang.
"O Herschel encontrou um estranho exemplo de uma galáxia abarrotada de estrelas em um período cósmico no qual havia muito poucas como ela", comentou o especialista da ESA Göran Pilbratt.[Fonte: Terra]

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Agência Espacial Europeia descarta relação entre meteorito e asteroide


O meteorito que caiu nesta sexta-feira nos montes Urais, na Rússia, e que deixou pelo menos 950 feridos, não tem relação com o asteroide denominado 2012 DA14 que passará hoje a apenas 27 mil quilômetros da Terra, segundo a Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês).
O engenheiro de instalações de satélites de pesquisa da ESA, Rainer Krefken, disse àAgência EFE que "pode se descartar que o meteorito e o asteroide tenham a ver", já que sua trajetória é diferente.
"Se o meteorito tivesse a ver com o asteroide, teria apresentado outra direção de voo, teria voado do Sul para o Norte e não para o Oeste, como foi o caso", disse Krefken do centro de controle de operações da ESA na cidade alemã de Darmstadt.
Segundo o especialista, a queda do meteorito não poderia ser prevista com a técnica disponível na atualidade.
A queda de meteoritos é um fenômeno que ocorre uma vez ao ano, mas normalmente passa despercebido porque costuma ocorrer no deserto ou em outras áreas não povoadas. O fato registrado hoje na região russa de Cheliabinsk, nos montes Urais, é o acidente de maiores consequências causado por um corpo celeste na Terra nos últimos anos.
Também foi um meteorito o responsável por uma gigantesca explosão que na manhã do dia 30 de junho de 1908 devastou uma superfície de 2.200 quilômetros e arrasou mais de 80 mil árvores perto do rio Tunguska, na Sibéria (Rússia). O chamado "evento de Tunguska" liberou uma energia 300 vezes superior à bomba nuclear de Hiroshima.
O fenômeno de hoje aconteceu no mesmo dia previsto para que o asteroide 2012 DA14, com algo entre 45 e 95 metros de diâmetro, passe a cerca de 27.860 quilômetros da Terra, a maior aproximação registrada de um objeto cósmico de nosso planeta, embora suficientemente longe para que não tenha consequências, segundo os especialistas.
A queda de um meteorito de 10 quilômetros de diâmetro há 65,5 milhões de anos, sobre a península mexicana de Iucatã, pôs fim à era dos dinossauros e afetou quase 70% das espécies. Segundo o especialista da ESA, "isto é algo que poderia voltar a ocorrer". "É algo que poderia ser previsto, dependendo da órbita, mas para isso seria necessário muito tempo de adiantamento, pelo menos um ano. Mas quanto mais tempo melhor", segundo Krefken. [Fonte: Terra]

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Estudo descobre halo de gás gigante ao redor de nossa galáxia


Ilustração mostra como seria o Halo.
 No centro, a Via Láctea e suas 
vizinhas - a Grande e a Pequena 
Nuvem de Magalhães -
 Foto: Nasa/CXC/M.Weiss; 
Nasa/CXC/Ohio State/A Gupta et al
Divulgação
Observações do telescópio Chandra - da Nasa (a agência espacial americana) -, do satélite japonês Suzaku e do observatório XMM-Newton - da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) - indicam que a Via Láctea está rodeada por um gigantesco halo de gás quente que teria massa comparável às de todas as estrelas de nossa galáxia somadas.
Em comunicado nesta segunda-feira, a Nasa afirma que se o tamanho e a massa do halo forem confirmados, ele poderia explicar o problema dos "bárions desaparecidos". Os bárions mais conhecidos são os prótons e os nêutrons (os elétrons, que também compõem os átomos, fazem parte do grupo dos léptons).
Essas partículas compõem mais de 99,9% da massa dos átomos no universo. Observações de galáxias e halos de gás muito distantes (e, portanto, que aparecem ainda jovens para nós) indicam que existiam os bárions nos primórdios do universo representavam uma parcela maior da massa do universo jovem. Ou seja, hoje, cerca de metade dessas partículas está "desaparecida".
O novo estudo indica que as partículas desaparecidas podem estar nesse halo. Segundo a pesquisa, o objeto tem oito fontes brilhantes de raios-x a centenas de milhões de anos-luz de distância da Terra. Essas fontes têm temperatura entre cerca de 1 milhão e 2,5 milhão de °C - centenas de vezes mais quente que a superfície do Sol.
Os pesquisadores estimam que a massa desse gás é equivalente a 10 bilhões de vezes a do Sol, talvez até 60 bilhões de vezes. Eles acreditam ainda que ele pode ter "algumas centenas de milhares de anos-luz". A densidade é tão baixa que halos parecidos em outras galáxias podem ter escapado do registro dos pesquisadores. [Fonte: Terra]

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Hubble capta imagem "excepcional" de galáxia a 55 milhões de anos-luz


Imagem inédita da constelação foi publicada nesta segunda-feira pela ESA e pela Nasa. (Foto: Divulgação)
O telescópio Hubble, das agências espaciais europeia (ESA) e americana (Nasa), capturou uma imagem "excepcional" da galáxia NGC 4183, situada a 55 milhões de anos-luz da Terra.

A foto, que não permite ver completamente os braços em espiral dessa galáxia, mostra como cenário de fundo outras galáxias distantes e estrelas próximas, explicou a ESA em comunicado divulgado nesta segunda-feira.
A NGC 4183, ligeiramente menor que a Via Láctea, está na direção da constelação de Canes Venatici. Trata-se de uma galáxia espiral com núcleo leve que se expande a uma velocidade de 80 mil anos-luz. Da Terra, ela é vista de perfil, informou a agência europeia.
O primeiro a observar a galáxia NGC 4183 foi William Herschel, em 14 de janeiro de 1778, lembrou a ESA. [Fonte: Yahoo]

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Estudo indica que verme vive melhor no espaço do que na Terra


Um estudo da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) indica que vermes da espécie Caenorhabditis elegans vivem melhor no espaço do que na Terra. Os cientistas descobriram que espécimes do animal que estavam na Estação Espacial Internacional (ISS) diminuíram a atividade de sete genes o que, por sua vez, levou à queda na produção de proteínas tóxicas em seus músculos. Ou seja, no espaço, esses vermes viveram mais e melhor.
C. elegans foi o primeiro ser multicelular a ter seu genoma sequenciado e divide 55% dos genes com o ser humano. No espaço, os astronautas sofrem com perda de massa muscular e óssea e precisam se readaptar ao voltarem para a Terra. Segundo os pesquisadores, o estudo indica que o corpo não está reagindo involuntariamente à microgravidade, e sim se adaptando ao ambiente.
"Os músculos no espaço parecem envelhecer melhor do que na Terra. Isso também pode significar que voos espaciais freiam o processo de envelhecimento", diz Nathaniel Szewczyk, que fez parte do estudo publicado na revista especializada Scientific Reports, do grupo Nature.
O astronauta André Kuipers, que levou os vermes ao espaço pela primeira vez em 2004, faz parte de um novo experimento. Os cientistas retiraram um minúsculo pedaço de músculo da perna do holandês antes dele decolar em dezembro de 2011. Kuipers voltou para a Terra em 1º de julho e terá seus músculos analisados novamente para que os cientistas entendam como o processo ocorre no corpo humano.[Fonte: Terra]

sábado, 17 de março de 2012

ESA revela galáxia similar a Via Láctea

 Galáxia NGC 1073 tem estrutura em espiral como a Via Láctea / Nasa/ESA/Hubble/AFP


A ESA (Agência Espacial Europeia) divulgou, nesta sexta-feira, uma foto tirada pelo o telescópio espacial Hubble que mostra a galáxia espiral barrada NGC 1073, que está localizada na constelação de Cetus ( The Sea Monster).

A galáxia é similar a Via Láctea, que abriga o planeta Terra. A partir de estudos de galáxias espirais barradas os astrônomos podem conseguir cada vez mais informações sobre o nosso Universo. [Fonte: Band.com]

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Esfera metálica de 6 quilos achada na Namíbia pode ter vindo do espaço


Uma bola metálica com pouco mais de 1 metro de diâmetro e 6 quilos caiu em uma região desabitada na Namíbia, país no sul da África. A imagem do artefato foi divulgada pelo National Forensic Institute nesta quarta-feira (21).
A bola foi achada a 750 quilômetros da capital Windhoek. Segundo o diretor de polícia forense local Paul Ludik, a esfera é feita de uma liga metática "conhecida pelo homem". Ele afirma que habitantes do vilarejo local escutaram várias pequenas explosões há cinco dias e encontraram o artefato agora.
Feita com dois hemisférios soldados, a esfera foi achada em uma cratera com 3,8 metros de diâmetro e 33 centímetros de profundidade.
Autoridades locais entraram em contato com as agências espaciais norte-americana (Nasa) e europeia (ESA) para tentar desvendar a origem do objeto. A Nasa já havia alertado no passado para o volume de entulho orbitando a Terra recentemente, todos a mais de 28 mil quilômetros por hora. Só até julho de 2011, eram 16.094 objetos catalogados girando ao redor do planeta.[Fonte: G1]
Foto divulgada pelo National Forensic Science Institute mostra uma bola metálica de pouco mais de 1 metro de diâmetro e 6 quilos que caiu na Namíbia, país localizado na África. (Foto: National Forensic Science / AFP)

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Sonda descobre a existência de uma camada de ozônio em Vênus

Uma sonda da Agência Espacial Europeia (ESA) descobriu a existência de uma camada de ozônio no planeta Vênus, o que permitirá avanços nas investigações sobre a ocorrência de vida fora da Terra.
A descoberta da Venus Express aconteceu quando a sonda permitiu a observação de estrelas situadas junto ao perfil do planeta e através de sua atmosfera, segundo comunicado da ESA. O ozônio pôde ser detectado porque absorveu parte dos raios ultravioletas procedentes de algumas dessas estrelas observadas.
Um dos cientistas responsáveis pela missão declarou que o achado permite entender a química de Vênus e além disso pode servir na busca de vida em outros planetas.
O ozônio contém três átomos de oxigênio e o do planeta estudado se forma quando a luz do sol rompe as moléculas de dióxido de carbono da atmosfera e permite a liberação de átomos de oxigênio. O elemento já tinha sido encontrado antes na Terra e em Marte.
Em nosso planeta, sua importância é fundamental para a vida porque absorve grande parte dos raios ultravioletas do sol.
Os cientistas consideram que isso permitiu que a vida surgisse na Terra, onde o oxigênio começou a se formar há aproximadamente 2.400 bilhões de anos, ressaltou a ESA.[Fonte: Terra]

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Sonda europeia identifica cratera em Marte onde pode ter havido água


A sonda Mars Express, da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), detectou o caso raro de uma cratera em Marte que um dia teria sido preenchida por um lago.
A evidência, segundo os cientistas, ocorre pela presença de um delta (foz em forma de leque com vários braços de água e sedimentos) na cratera Eberswalde, que tem 65 quilômetros de diâmetro e fica nas montanhas ao sul do planeta vermelho. A descoberta aponta, portanto, para um passado bem mais úmido que o solo árido de hoje, com a existência de água em estado líquido na superfície.

Cratera Eberswalde é a menor, à direita, e Holden é a maior (Foto: ESA/DLR/FU Berlin (G. Neukum)



Na imagem acima, Eberswalde – que se formou há 3,7 bilhões de anos, quando um asteroide atingiu Marte – aparece como um semicírculo (menor, à direita da foto), já que a borda ficou intacta e visível em apenas um dos lados.
Um impacto posterior formou a cratera Holden, de 140 quilômetros de diâmetro. Ela pode ser vista à esquerda na imagem e também teria abrigado água líquida, algo indicado pela diversidade de minerais e diferentes estruturas que apresenta. O choque expulsou grande quantidade de material e enterrou parte da cratera menor.
No entanto, na parte visível de Eberswalde, o delta – que cobre uma área de 115 quilômetros quadrados – e seus pequenos e sinuosos canais de alimentação estão bem preservados, como pode ser visto no canto superior direito da cratera. Esse tipo de estrutura foi identificado pela Nasa pela primeira vez com a sonda Mars Global Surveyor.

As duas crateras marcianas estavam na lista dos quatro possíveis destinos de um robô da missão Mars Exploration Rover, que deve ser lançada ainda este ano. Mas a cratera Gale venceu a disputa, e ela também concentra minérios e estruturas relacionadas à presença de água no passado.
O principal objetivo da agência espacial americana é procurar ambientes habitáveis atuais ou antigos no planeta. Até lá, a sonda europeia Mars Express buscará o melhor lugar para o pouso.
A margem da cratera Eberswalde está intacta em sua parte nordeste (Foto: ESA/DLR/FU Berlin (G. Neukum)

MAIS BLOGS: