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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Telescópio capta colorido de berçário de estrelas

ESO

Nuvem de gás tem formato parecido com a cabeça de uma gaivota. 
O brilho intenso é causado pela radiação de uma estrela jovem e quente situada no seu centro da galáxia

O Observatório Europeu do Sul (ESO), no Chile, conseguiu captar a imagem de uma maternidade estelar conhecida como Nebulosa da Gaivota. A nuvem de gás parece ter a forma de uma cabeça de gaivota e brilha intensamente por causa da radiação muito emitida por uma estrela jovem e quente situada no seu centro.
As nebulosas encontram-se entre os objetos visualmente mais impressionantes do céu noturno. São nuvens interestelares de poeira, moléculas, hidrogênio, hélio e outros gases ionizados, onde novas estrelas nascem. Embora estas nebulosas apresentem diferentes formas e cores, muitas partilham uma característica comum: quando observadas pela primeira vez, as suas formas estranhas fazem disparar a imaginação dos astrônomos, que lhes dão nomes curiosos. 
A imagem detalhada foi obtida pelo instrumento Wide Field Imager montado no telescópio MPG/ESO de 2,2 metros. A Nebulosa da Gaivota situa-se na fronteira entre as constelações do Unicórnio e do Cão Maior, próximo de Sirius, a estrela mais brilhante do céu noturno. A nebulosa está 400 vezes mais distante do que a famosa estrela de Sirius. [Fonte: IG]

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Hubble produz imagem detalhada do universo distante



O Telescópio Espacial Hubble (TEH) acaba de produzir uma das mais fantásticas imagens do universo já vistas.
Batizada de Extreme Deep Field (XDF), a foto capturou uma infindável quantidade de galáxias que se estende até os tempos em que as primeiras estrelas começaram a brilhar.
A imagem não é um retrato normal já que alguns dos objetos estão distantes e têm brilho fraco demais para aparecerem em um simples clique.
Para 'vê-los', o Hubble foi obrigado a observar um pequeno pedaço do céu por mais de 500 horas - até capturar toda a luz possível.
O XDF pode se tornar um valioso instrumento para a astronomia.
Cada um dos objetos que aparecem na foto agora pode ser observado com mais detalhes por outros telescópios, o que pode significar anos de trabalho para os cientistas - estudando a formação e a evolução de galáxias.
A nova imagem é uma atualização de um produto anterior do TEH, o Hubble Ultra Deep Field (UDF).
Além das fronteiras
A foto anterior foi formada a partir de dados coletados entre 2003 e 2004, quando o telescópio se concentrou na constelação Fornax, conhecida como A Fornalha. Também para esta imagem, foram necessárias muitas horas de observação para capturar a tênue luz de milhares de galáxias, distantes ou próximas, o que fez dela a mais completa foto do universo na época.
Mas o XDF foi além, fechando o foco em uma área ainda menor que o do UDF.
O novo retrato incorpora mais de 2 mil exposições diferentes, sacadas ao longo de dez anos pelas duas principais câmaras do Hubble, a Câmara Avançada para Pesquisas, instalada por astronautas em 2002, e a Câmara de Largo Campo 3, acrescentada ao observatório na sua última manutenção, em 2009.
Para visualizar o universo além das fronteiras, o Hubble explorou a luz infra-vermelha ao máximo. Somente as ondas de luz mais longas são capazes de detectar os objetos mais distantes.
Das mais de 5 mil galáxias observadas pelo XDF, uma pôde ser vista como era 450 milhões de anos depois do nascimento do universo, conhecido como Big Bang.
O acontecimento teria sido registrado, segundo cientistas, há 13,7 bilhões de anos.
A próxima atualização dessa imagem notável acontecerá apenas quando o sucessor do Hubble entrar em órbita. O Telescópio Espacial James Webb deve ser lançado em 2018.
A nova geração de observatório espacial tem um espelho ainda maior e instrumentos infra-vermelhos ainda mais sensíveis. Com eles, astrônomos poderão ver ainda mais longe, talvez testemunhando o nascimento das primeiras estrelas do universo.[Fonte: R7]

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Estudo descobre halo de gás gigante ao redor de nossa galáxia


Ilustração mostra como seria o Halo.
 No centro, a Via Láctea e suas 
vizinhas - a Grande e a Pequena 
Nuvem de Magalhães -
 Foto: Nasa/CXC/M.Weiss; 
Nasa/CXC/Ohio State/A Gupta et al
Divulgação
Observações do telescópio Chandra - da Nasa (a agência espacial americana) -, do satélite japonês Suzaku e do observatório XMM-Newton - da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) - indicam que a Via Láctea está rodeada por um gigantesco halo de gás quente que teria massa comparável às de todas as estrelas de nossa galáxia somadas.
Em comunicado nesta segunda-feira, a Nasa afirma que se o tamanho e a massa do halo forem confirmados, ele poderia explicar o problema dos "bárions desaparecidos". Os bárions mais conhecidos são os prótons e os nêutrons (os elétrons, que também compõem os átomos, fazem parte do grupo dos léptons).
Essas partículas compõem mais de 99,9% da massa dos átomos no universo. Observações de galáxias e halos de gás muito distantes (e, portanto, que aparecem ainda jovens para nós) indicam que existiam os bárions nos primórdios do universo representavam uma parcela maior da massa do universo jovem. Ou seja, hoje, cerca de metade dessas partículas está "desaparecida".
O novo estudo indica que as partículas desaparecidas podem estar nesse halo. Segundo a pesquisa, o objeto tem oito fontes brilhantes de raios-x a centenas de milhões de anos-luz de distância da Terra. Essas fontes têm temperatura entre cerca de 1 milhão e 2,5 milhão de °C - centenas de vezes mais quente que a superfície do Sol.
Os pesquisadores estimam que a massa desse gás é equivalente a 10 bilhões de vezes a do Sol, talvez até 60 bilhões de vezes. Eles acreditam ainda que ele pode ter "algumas centenas de milhares de anos-luz". A densidade é tão baixa que halos parecidos em outras galáxias podem ter escapado do registro dos pesquisadores. [Fonte: Terra]

Sonda Curiosity analisa rocha pela primeira vez em Marte


Pela primeira vez, a sonda Curiosity analisou uma pedra em Marte
Foto: Nasa/Divulgação
A sonda Curiosity da Nasa, que está em Marte desde o dia 6 de agosto, tocou em uma rocha com seu braço robótico no último sábado, 22 de setembro. Foi a primeira vez que a sonda analisou um material do planeta vermelho tão de perto. Foram estudados os elementos químicos presentes na pedra, chamada Jake Matjevic.
De acordo com o site da Nasa, o espectrômetro (APXS) da sonda entrou em contato com a pedra no 46º dia em que o robô está em solo marciano. A câmera "Mars Hand Lens Imager" (Mahli), localizada no mesmo braço robótico, foi usada para inspeções na rocha.
Com testes finais feitos a laser, a Curiosity encerrou o trabalho na Jake Matijevic na última segunda-feira. A sonda pousou em Marte há sete semanas e iniciou uma missão que terá dois anos de duração usando 10 instrumentos. [Fonte: Terra]

Brasil conquista ouro em Olimpíada de Astronomia e Astronáutica


Weslley da Silva (ouro), Luis Fernando Valle (prata), Amanda Pedarnig (ouro), Victor Venturi e Larissa de Aquino (ambos receberam prata) foram os medalhistas brasileiros
Foto: Divulgação
O Brasil conquistou duas medalhas de ouro e três de prata na 4º edição da Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (Olaa). O evento ocorreu na cidade de Barranquilla, na Colômbia, e reuniu jovens de oito países da América Latina. Os medalhistas de ouro foram Amanda Seraphim Pedarnig (Valinhos, SP) e Weslley de Vasconcelos Rodrigues da Silva (Teresina, PI). E os de prata, Larissa Fernandes de Aquino (Olinda, PE), Luis Fernando Machado Poletti Valle (Guarulhos, SP) e Victor Venturi (Campinas, SP). A equipe foi liderada pelos professores João Garcia Canalle e Julio Cesar Klafke.
A olimpíada foi dividida em três partes: teórica, prática e reconhecimento do céu. A prova teórica teve duas fases: individual e em grupo, mesclando as delegações. Os estudantes ainda participaram de uma competição de lançamento de foguetes em grupos multinacionais. As últimas avaliações foram individuais e exigiram o reconhecimento do céu real e o manuseio de telescópio.
Durante o evento, os participantes conheceram o Planetário de Barranquilla, o Centro Interativo de Ciência Combarranquilla, a Universidade Livre, a Berckley International School e o Museu do Caribe.
Treinamento
Antes da Olaa, os estudantes da delegação brasileira tiveram um treinamento intensivo com astrônomos, ex-participantes de olimpíadas e acadêmicos na cidade de Passa Quatro, em Minas Gerais. As aulas foram coordenadas pelos professores Gustavo Rojas, da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar); Luciana Antunes Rios, do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), Julio Klafke, da Universidade Paulista (Unip); Pâmela Marjorie C. Coelho, coordenadora da Mostra Brasileira de Foguetes (Mobfog); e pelos estudantes universitários Rafael Tafarello (USP) e Júlio César Campagnolo (Observatório Nacional).

Para participar da Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica ou da Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA, na sigla em inglês), o candidato necessita de uma excelente pontuação na prova da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA). Em seguida, participa das seletivas e ainda passa por mais uma etapa. Depois de todo esse processo, os classificados fazem um treinamento intensivo com vários astrônomos, como o que aconteceu na cidade de Passa Quatro.
A Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica foi fundada em outubro de 2008 na capital uruguaia, Montevidéu. O Brasil já foi sede do evento por duas vezes, e essa foi a segunda vez que a Colômbia recebeu a olimpíada.
Já a OBA é organizada por uma comissão formada por membros da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) e da Agência Espacial Brasileira (AEB). O grupo responsável é constituído pelos astrônomos João Batista Garcia Canalle (Uerj), Thaís Mothé-Diniz (UFRJ), Helio Jacques Rocha-Pinto (UFRJ), Jaime Fernando Villas da Rocha (Unirio) e pelo engenheiro aeroespacial José Bezerra Pessoa Filho (IAE). [Fonte: Terra]

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Hubble capta imagem "excepcional" de galáxia a 55 milhões de anos-luz


Imagem inédita da constelação foi publicada nesta segunda-feira pela ESA e pela Nasa. (Foto: Divulgação)
O telescópio Hubble, das agências espaciais europeia (ESA) e americana (Nasa), capturou uma imagem "excepcional" da galáxia NGC 4183, situada a 55 milhões de anos-luz da Terra.

A foto, que não permite ver completamente os braços em espiral dessa galáxia, mostra como cenário de fundo outras galáxias distantes e estrelas próximas, explicou a ESA em comunicado divulgado nesta segunda-feira.
A NGC 4183, ligeiramente menor que a Via Láctea, está na direção da constelação de Canes Venatici. Trata-se de uma galáxia espiral com núcleo leve que se expande a uma velocidade de 80 mil anos-luz. Da Terra, ela é vista de perfil, informou a agência europeia.
O primeiro a observar a galáxia NGC 4183 foi William Herschel, em 14 de janeiro de 1778, lembrou a ESA. [Fonte: Yahoo]

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Fotógrafos registram espaço em concurso

Essa foto foi a grande vencedora do Concurso “Fotógrafo de Astronomia do Ano” realizado pelo Royal Observatory of Greenwich. O autor foi o australiano Martin Pugh que figura pela segunda vez entre os escolhidos pelos jurados. A imagem mostra a Galáxia do Rodamoinho (MR1) que ganhou o prêmuio geral e a categoria Deep Space. (Foto: Martin Pugh)

Energia escura é real, dizem astrônomos

Os mapas extragalácticos selecionados pelos pesquisadores como relevantes são mostrados como conchas, representando uma distância crescente da Terra, da esquerda para a direita. [Imagem: Terra: NASA/BlueEarth; Via Láctea: ESO/S.Brunier;CMB:NASA/WMAP]

Realidade desconhecida
Energia escura, a misteriosa força teorizada para explicar a aceleração da expansão do Universo, "está realmente lá".
É o que garante uma equipe de astrônomos das universidades de Portsmouth e Munique.
Ao término de um estudo que durou dois anos, os astrônomos concluíram que a probabilidade da existência real da energia escura é de 99,996%.
"A energia escura é um dos maiores mistérios científicos do nosso tempo, por isso não surpreende que muitos pesquisadores questionem sua existência," comentou Bob Nichol, membro da equipe.
"Mas, com nosso trabalho, estamos mais confiantes do que nunca que esse exótico componente do Universo é real - ainda que nós continuemos sem saber do que ela é feita," acrescentou.
Conchas de Universo
Os dados analisados pela equipe assumiram a forma de uma série de conchas sobrepostas.
Os mapas extragalácticos selecionados pelos pesquisadores como relevantes são mostrados como conchas, representando uma distância crescente da Terra, da esquerda para a direita.
O objeto mais próximo visto nos mapas é a nossa galáxia, a Via Láctea, que é uma potencial fonte de ruído para a análise dos objetos mais distantes.
A seguir estão seis conchas contendo mapas de milhões de galáxias distantes utilizadas no estudo.
Estes mapas foram produzidos com diferentes telescópios, em comprimentos de onda diferentes, e foram codificados por cores para mostrar aglomerados de galáxias mais densos em vermelho e menos densos em azul - existem furos nos mapas, devido a cortes efetuados por diferenças de qualidade dos dados.
A última e maior concha mostra a temperatura da radiação cósmica de fundo detectada pela sonda espacial WMAP (vermelho é quente, azul é frio), que é a imagem mais distante do Universo já vista, alcançando cerca de 46 bilhões de anos-luz de distância.
A equipe afirma ter detectado, com 99,996% de significância, correlações muito pequenas entre os mapas de primeiro plano (à esquerda) e a radiação cósmica de fundo (à direita).
Efeito Integrado Sachs Wolfe
Na falta da energia escura, ou de uma grande curvatura no Universo, não deveria haver correspondência entre os mapas da distante radiação cósmica de fundo e das galáxias mais próximas, do chamado Universo Local.
A existência da energia escura, por outro lado, produz um efeito estranho e contraintuitivo, pelo qual os fótons da radiação cósmica de fundo ganham energia conforme viajam através de grandes aglomerados de matéria.
Conhecido como Efeito Integrado Sachs Wolfe - em referência a Rainer Sachs e Arthur Wolfe - o fenômeno foi detectado pela primeira vez em 2003, mas era tão pequeno que os resultados foram questionados e atribuídos à poeira presente na nossa galáxia.
Agora, os cientistas alegam ter re-examinado todos os argumentos contra aquela detecção, assim como melhorado os mapas.
E chegaram ao índice de precisão alegado - de 99,996% - que é similar ao atribuído ao Bóson de Higgs detectado recentemente pelo LHC.
Sempre Einstein
"Este trabalho nos fala a respeito de possíveis modificações à Teoria da Relatividade Geral de Einstein," afirmou Tommaso Giannantonio, que coordenou os estudos.
"A próxima geração de rastreios de galáxias e da radiação cósmica de fundo deverá fornecer uma medição definitiva, ou confirmando a relatividade geral, incluindo a energia escura, ou, de forma ainda mais intrigante, exigindo um entendimento completamente novo de como a gravidade funciona," concluiu. [Fonte: Inovação Tecnológica]
Bibliografia:


The significance of the integrated Sachs-Wolfe effect revisited
Tommaso Ginnantonio, Robert Crittenden, Robert Nichol, A. Ross
Monthly Notices of the Royal Astronomical Society
Vol.: In Press
http://arxiv.org/abs/1209.2125

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Nuvem molecular "rabo de porco" surpreende astrônomos



Nuvens moleculares
Astrônomos da Universidade de Keio, no Japão, descobriram uma nuvem molecular com uma estrutura inusitada, em formato de parafuso.
Shinji Matsumura e seus colegas batizaram a estrutura de "rabo de porco".
A nuvem molecular rabo de porco está localizada no centro da Via Láctea, a aproximadamente 30.000 anos-luz do Sistema Solar.
Gigantescas nuvens moleculares nessa região estão girando em torno do centro da galáxia em duas órbitas muito fechadas. Na base da nuvem rabo de porco, essas duas órbitas se cruzam.
Analisando as linhas espectrais, os astrônomos descobriram que essa interseção ocorre exatamente na base da nuvem molecular rabo de porco.
Isso sugere que a estrutura helicoidal pode ter-se formado quando as duas nuvens moleculares com diferentes órbitas colidiram, induzindo um giro no campo magnético de uma delas, fazendo-a torcer-se.
A colisão de nuvens moleculares no centro da Via Láctea é tida com um dos fenômenos mais importantes na formação de novas estrelas.


Impressão artística da nebulosa rabo de porco.[Imagem: Keio University/NAOJ]

Astrônomos japoneses propuseram um esquema explicativo para as nuvens moleculares formadoras de estrelas no centro da Via Láctea. [Imagem: Keio University/NAOJ]
Campo magnético torcido
Os astrônomos acreditam que os gases na região central da galáxia movem-se principalmente ao longo de duas órbitas elípticas. Esses dois grupos têm uma estrutura aninhada, cruzando-se em dois pontos.
As teorias indicam que essas colisões causam uma compressão no gás, ativando a formação de estrelas.
Observações anteriores já haviam confirmado a presença de um fluxo de linhas magnéticas - de aproximadamente 1 miligauss - perpendicular ao disco da galáxia.
Entretanto, se esse campo magnético se estende por toda a região central da galáxia, ou se é local, tem sido matéria de debate há muitos anos.
Com suas novas observações, os astrônomos japoneses propõem o seguinte cenário para solucionar essa questão:
  1. O tubo magnético perpendicular ao disco da galáxia está presente entre as duas nuvens moleculares gigantes. Essas nuvens movem-se ao longo de duas órbitas elípticas principais ao redor do núcleo da galáxia.
  2. O tubo magnético é torcido e comprimido a ponto de se tornar uma estrutura helicoidal durante o contato friccional entre as duas nuvens.
  3. O gás molecular é capturado pelo tubo magnético torcido, formando assim a nuvem molecular rabo de porco. [Fonte: Inovação Tecnológica]
Bibliografia:


Discovery of the Pigtail Molecular Cloud in the Galactic Center

Shinji Matsumura, Tomoharu Oka, Kunihiko Tanaka, Makoto Nagai, Kazuhisa Kamegai, Tetsuo Hasegawa

The Astrophysical Journal

Vol.: 756, Issue 1, article id. 87

DOI: 10.1088/0004-637X/756/1/87

Misteriosas esferas marcianas são encontradas pela Opportunity


O lançamento da Curiosity fez com que muitos se esquecessem da boa e velha Opportunity, sonda que já está em missão há cerca de oito anos – e continua até hoje mandando informações de grande importância de Marte.
Recentemente, a Opportunity enviou esta foto que você vê acima, tirada do solo da cratera de Kirkwood – a área fotografada tem apenas cerca de 6 cm de largura. O que são essas pequenas esferas? Como elas foram parar aí? Os cientistas ainda não fazem ideia.
Em 2004, pouco depois de aterrissar, a sonda encontrou esferas similares no solo do local de pouso, o que foi considerado uma grande descoberta na época. Apelidadas de “blueberries” (mirtilos, uma espécie de baga), as esferas tinham grande concentração do mineral hematita – o que indicava que houve um ambiente úmido ali no passado distante.
As novas esferas, contudo, não têm a mesma composição das “blueberries”, e também diferem em tamanho e distribuição. Agora, a equipe de cientistas responsáveis pela Opportunity está avaliando qual é a melhor maneira de analisar as recém-descobertas estruturas e, assim, descobrir mais sobre o passado geológico de Marte.[Fonte: Hypescience - PopSci

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Curiosity pode estabelecer provas de vida em Marte


O chefe do laboratório do Instituto de Exploradores Espaciais da Rússia, Igor Mitrofanov, afirmou que o jipe-robô Curiosity, tem a capacidade de descobrir lugares em Marte onde foi ou seja possível a existência de organismos vivos. Para isto, conta com o instrumento Dinâmico de Nêutrons Albedo (DAN), contribuição russa para o projeto e que pode encontrar indícios de água a até 50 cm do solo do Planeta Vermelho.
Sobre a probabilidade de que as moléculas não sejam de origem biogênica, quando um ser vivo só é originado por outro ser vivo, o cientista russo explicou que sempre se discutirá sobre este tema enquanto não se tenha na Terra uma mostra do solo marciano para que se possa fazer uma análise com o objetivo de se ter certeza sobre a natureza molecular.
O Curiosity encontrou manchas úmidas na cratera Gale, em Marte

Medições do DAN mostraram que a cratera Gale, onde o Curiosity pousou em Marte, possui de três a cinco por cento de água distribuída em forma de manchas. [Fonte: Diário da Rússia]

Via Láctea tem bilhões de planetas supostamente habitáveis


ESO/L. Calçada - Ilustração retrata entardecer no planeta Gliese 667 Cc

Uma equipe internacional de astrônomos descobriu que a Via Láctea abriga dezenas de bilhões de planetas rochosos que giram em torno de anãs vermelhas - estrelas cuja massa é menor que a do Sol.
O estudo, realizado pelo Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) e divulgado nesta quarta-feira, contou com dados obtidos pelo espectrógrafo Harps, o "caçador de planetas" instalado em um telescópio de 3,6 metros do observatório La Silla, no Chile.

Segundo a pesquisa, é possível deduzir que nas vizinhanças do Sistema Solar, a distâncias inferiores a 30 anos luz, pode haver uma centena de "Super-Terras" (planetas com massa de uma a dez vezes superior à da Terra).

Esta foi a primeira vez que foi medida de forma direta a frequência de Super-Terras em torno de anãs-vermelhas, que representam 80% das estrelas de nossa galáxia.

"Cerca de 40% de todas as estrelas anãs-vermelhas têm uma Super-Terra orbitando em sua zona de habitabilidade, uma região que permite a existência de água líquida sobre a superfície do planeta", explicou o líder da equipe internacional, Xavier Bonfils.

Segundo o astrônomo do Observatório de Ciências do Universo de Grenoble (França), como as anãs vermelhas são muito comuns - há 160 bilhões delas na Via Láctea -, pode-se concluir que "há dezenas de bilhões de planetas deste tipo só em nossa galáxia".

Durante as observações, realizadas durante um período de seis anos no hemisfério sul a partir de uma amostra composta por 102 estrelas anãs-vermelhas, os cientistas descobriram um total de nove Super-Terras.
Os astrônomos estudaram a presença de diferentes planetas em torno de anãs-vermelhas e conseguiram determinar que a frequência de Super-Terras na zona de habitabilidade é de 41% em uma categoria que vai de 28% a 95%.


Por outro lado, os planetas gigantes - similares em massa a Júpiter e Saturno no nosso Sistema Solar - não são tão comuns ao redor de anãs-vermelhas, com uma presença inferior a 12%.
Segundo Stéphane Udry, do Observatório de Genebra, "a zona de habitabilidade em torno de uma anã-vermelha, onde a temperatura é apta para a existência de água líquida na superfície, está mais perto da estrela do que no caso da Terra em relação ao Sol".
"Mas as anãs-vermelhas são conhecidas por estarem submissas a erupções estelares ou labaredas, o que inundaria o planeta de raios-X ou radiação ultravioleta: isso tornaria mais difícil a existência de vida", acrescentou.
Por sua vez, Xavier Delfosse, do Instituto de Planetologia e Astrofísica de Grenoble, indicou que agora que se conhece a existência de muitas Super-Terras próximas, "espera-se que algum desses planetas passe em frente à sua estrela anfitriã durante sua órbita em torno desta".
"Isso abrirá a excitante possibilidade de estudar a atmosfera destes planetas e buscar sinais de vida", concluiu.
Um dos planetas descobertos pelo espectrógrafo Harps é Gliese 667 Cc, o mais parecido com nosso planeta, e que com quase certeza reúne as condições adequadas para a presença de água líquida em sua superfície, segundo o ESO. [Fonte: IG]

Planeta como a Terra será encontrado antes de 2022, afirmam astrofísicos


Nasa - Especialistas identificaram mais de 800 planetas ao redor de estrelas frias
Os astrofísicos não descartam a possibilidade de encontrar um pequeno planeta similar à Terra em menos de 10 anos, declarou nesta segunda-feira (25) Ignaci Ribas, um dos organizadores do "Cool Stars 17", a reunião internacional sobre estrelas frias que ocorre em Barcelona. 

Ribas explicou que os especialistas já identificaram mais de 800 planetas ao redor das estrelas frias e que falta muito pouco para encontrarem um que seja muito parecido ao nosso.

Segundo o especialista, apesar de saberem onde esse planeta se encontra, a atual tecnologia ainda não é eficaz para este tipo de experiência. No entanto, se este planeta fosse habitado por seres inteligentes, Ribas destacou que seria possível conversar com eles através de sinais de rádio, embora essa troca de mensagens poderia demorar mais de 100 anos.

Ribas destacou que os planetas se concentram ao redor das estrelas frias, que representam 80% das que se vêem e há no universo, entre elas o Sol. Esses astros são chamados de "frios" porque sua temperatura está abaixo dos 6 mil graus.

Em nossa galáxia há cerca de 200 mil estrelas frias, e as estrelas quentes, que representam 20%, possuem uma temperatura que oscila entre 20 mil e 50 mil graus.
Durante o encontro realizado em Barcelona, os especialistas constataram que as estrelas frias podem ser 10% maior do que se pensava, um dado que possui muita importância na hora de buscar modelos de estudo.
Os especialistas envolvidos no "Cool Stars 17" também destacaram a chamada "música das estrelas", ou seja, as vibrações que esses corpos celestes possuem e que, de acordo com os astrofísicos, aparecem como uma série de frequências, algo similar as notas musicais.
Segundo Ribas, que é astrofísico do Instituto de Ciências do Espaço do CSIC-IEEC, o tom emitido pelas estrelas frias permite a identificação de seu tamanho, sua composição e até sua evolução.
Neste encontro em Barcelona também foram apresentados alguns resultados da missão Kepler (da Nasa), que possui o objetivo de detectar planetas extra-solares através destas frequências com uma técnica similar à sismografia, mas adaptada ao espaço. [Fonte: IG]

Simulação por computador indica que pode haver vida em vários outros planetas


ESO/L. Calçada
Exoplaneta GJ 1214b é considerado potencialmente habitável

Cientistas escoceses desenvolveram um simulador para identificar planetas onde há condições para a existência de vida. O sistema poderá indicar a existência de diversos planetas habitáveis em sistemas solares distantes.
Até o presente estudo, da Universidade de Aberdeen, as estimativas sobre o número de planetas habitáveis eram baseadas na probabilidade de que houvesse água na superfície desses lugares.
O simulador, baseado em um modelo científico, permite, no entanto, que os pesquisadores identifiquem planetas com água subterrânea mantida em forma líquida, por calor gerado pelo próprio planeta. O estudo foi apresentado durante o British Science Festival, em Aberdeen.

Entre astrônomos, a teoria era a de que, para possuir água em forma líquida (estado que favorece a formação de vida), o planeta tinha de estar a uma certa distância de sua estrela - na chamada zona habitável. 

Isso porque planetas muito próximos de seu sol perdem a água de sua superfície por meio da evaporação.
Já a água presente na superfície de planetas que orbitam regiões mais distantes de seus sóis - e portanto mais frias - transforma-se em gelo.

'Simples demais' 
Sean McMahon, responsável pelo projeto, diz que entre os pesquisadores o conceito de zona habitável (também chamado de Goldilocks Zone -- em português, "Zona Cachinhos de Ouro", por conta da história da menina que prefere seu mingau nem muito quente, nem muito frio), aumenta a sensação de que essa teoria é simples demais.
"Tradicionalmente as pessoas dizem que se um planeta está nessa Goldilocks Zone –nem tão quente nem tão frio - pode conter água líquida em sua superfície e ser um planeta habitável", diz.
McMahon lembra, no entanto, que um planeta é aquecido por duas fontes de calor – calor direto da estrela (energia solar) e calor gerado nas profundezas do próprio planeta, chamado de calor interno.
Quanto mais longe um planeta está de seu sol, menos energia ele recebe e a água em sua superfície congela. Conforme a distância aumenta, a água subterrânea também começa a congelar. Mas se o planeta é grande o suficiente e produz calor interno suficiente, poderia ainda manter reservatórios profundos de água líquida capazes de sustentar a vida, não importa quão longe ele estiver do sol.

'Vida primitiva' 
O cientista John Parnell, da Universidade de Aberdeen, que também está liderando o estudo, disse que "há um habitat significativo para microorganismos abaixo da superfície da Terra, extendendo-se por muitos quilômetros abaixo".
"E alguns acreditam que a maior parte da vida da Terra poderia até mesmo residir nessa biosfera profunda", ressalta.
O simulador desenvolvido na Escócia quer apontar, justamente, os planetas distantes que possuem tais reservatórios subterrâneos de água líquida com a possibilidade de desenvolver vida alienígena.
"Se você levar em conta a possibilidade de biosferas profundas, então terá um problema em tentar relacionar isso com a ideia de que uma zona habitável é definida somente por algumas condições encontradas na superfície", disse McMahon ao explicar a lógica.
McMahon acredia que mesmo se um planeta estiver tão distante da estrela a ponto de receber quase nenhum calor solar, ele ainda poderia manter água líquida no subterrâneo. Por isso mesmo o cientista é otimista em relação aos frutos do experimento. "Veremos muitos outros planetas (habitáveis)", diz. [Fonte: IG]

sábado, 8 de setembro de 2012

Nasa divulga imagens de tempestade solar



A Nasa liberou imagens de uma nova tempestade solar que, de tão forte, causou uma aurora boreal na Terra, vista no norte do Canadá.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Hubble registra diferenças entre galáxias

Nasa divulgou imagem feita pelo Hubble nesta quinta-feira / Divulgação/Nasa
A Nasa (Agência Espacial Americana) divulgou nesta quinta-feira uma imagem, registrada pelo telescópio Hubble, que mostra duas galáxias diferentes - lado a lado - formando um par galáctico chamado Arp 116. Juntas, elas ganham destaque no céu. 

A Messier 60, que aparece do lado esquerdo da imagem, é mais brilhante. Ela é a terceira mais clara no aglomerado de Virgem, que possui mais de 1,3 mil galáxias. Já a NGC 4647, que aparece em espiral,possui uma variedade de estrelas mais jovem e, por isso, é mais azulada. 

Cientistas analisam a interação entre os dois astros. É como se fosse a relação da Terra com a Lua, em que nosso satélite influencia nas marés. [Fonte: Band]

Big2: teria sido o Big Bang seguido por um Big Chill?

Se a teoria estiver correta, o Universo pode ter trincas em sua estrutura, geradas quando do seu resfriamento - um Big Chill. [Imagem: NASA/WMAP]

Grande Resfriamento
Físicos australianos estão propondo que o início do Universo - aqueles primeiríssimos e problemáticos femtossegundos, quando nada do que se conhece em física funciona - podem ter-se parecido com o congelamento da água.
Segundo eles, esses primeiros momentos poderiam ser modelados de uma forma que lembra a água se congelando, o que eles chamaram de Big Chill - grande resfriamento, em tradução livre.
Assim, o famoso Big Bang teria sido imediatamente seguido por um Big Chill.
O Big Bang é imaginado como uma explosão que gerou algo similar a um plasma, extremamente quente e denso, que desde o início começou a esfriar. Até aí nenhuma novidade.
Mas a forma como algo esfria depende da estrutura desse algo.
James Quach e seus colegas afirmam que o nosso entendimento da natureza do Universo pode melhorar se prestarmos atenção às trincas e rachaduras comuns em todos os cristais, incluindo o gelo de água.
Quantum Graphity
"Albert Einstein assumiu que o espaço e o tempo eram contínuos e fluíam uniformemente, mas agora acreditamos que esta hipótese não pode ser válida em escalas muito pequenas.
"Uma nova teoria, conhecida como Quantum Graphity, sugere que o espaço pode ser formado por blocos indivisíveis, como os átomos. Esses blocos indivisíveis podem ser pensados como semelhantes aos pixels que formam uma imagem em uma tela. O desafio tem sido que esses blocos de construção do espaço são muito pequenos, e assim é impossível vê-los diretamente," explicou Quach.
A teoria Quantum Graphity, proposta em 2006, estabelece que o espaço emerge de estados de baixa energia dos graus de liberdade de uma rede dinâmica. Assim, propriedades como a velocidade da luz e o número de dimensões do Universo seriam emergentes, assim como a massa das partículas emergiria de sua interação com o bóson de Higgs.
O nome da teoria deriva de grafo (graph, em inglês, "ajustado" para se parecer comgravity), já que, nesse modelo, os pontos no espaço-tempo - os pixels usados na comparação do pesquisador - são representados por nós em um grafo, conectados por links que podem estar "ligados" ou "desligados" - os nós "ligados" possuem variáveis de estado adicionais que definem o Universo resultante.
Partículas de espaço
A novidade agora é que Quach e seus colegas acreditam ter encontrado uma forma de ver essas "partículas de espaço" indiretamente.
"Pense no início do Universo como sendo um líquido," continua ele. "Então, conforme o Universo vai se esfriando, ele 'cristaliza' para as três dimensões espaciais e uma temporal que vemos hoje. Teorizado desta forma, conforme o universo se resfria, seria de se esperar que se formem rachaduras, semelhantes às fendas que se formam quando a água se transforma em gelo."
Se assim for, acreditam eles, então alguns desses defeitos na estrutura do espaço poderiam ser detectáveis.
Afinal, se o Universo passou por uma fase de congelamento, com suas decorrentes trincas, então essas trincas poderiam ser detectadas, já que, em princípio, elas deveriam interferir com a propagação da luz.
"A luz e outras partículas deveriam curvar ou serem refletidas nesses defeitos, e assim, em teoria, nós poderemos ser capazes de detectar esses defeitos," defende Andrew Greentree, um dos proponentes da ideia.
Big2
Infelizmente, no artigo publicado na revista Physical Review D, os pesquisadores não demonstram como a Quantum Graphity influenciaria na propagação da luz, seja em termos cósmicos, seja em termos quânticos.
Contudo, o artigo é desafiador o suficiente para alimentar expectativas de que alguma equipe de experimentalistas consiga traduzir os cálculos em uma proposta de observação para finalmente decidir se poderemos considerar o início do Universo como um Big2 - um Big Bang seguido de um Big Chill. [Fonte: Inovação Tecnológica]
Bibliografia:

Domain structures in quantum graphity
James Q. Quach, Chun-Hsu Su, Andrew M. Martin, Andrew D. Greentree
Physical Review D
Vol.: 86, 044001
DOI: 10.1103/PhysRevD.86.044001
http://arxiv.org/abs/hep-th/0611197
Quantum Graphity
Tomasz Konopka, Fotini Markopoulou, Lee Smolin
Physical Review D
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