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segunda-feira, 29 de julho de 2013

Nasa captura 'buraco' gigante na atmosfera do Sol

A Nasa afirma que os buracos, chamados de coronais, são regiões escuras de baixa densidade da camada mais externa da atmosfera solar

Uma sonda da Nasa e da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) registrou um buraco gigante na atmosfera solar, na área do polo norte do Sol.
A sonda Observatório Solar e Helioscópico (SOHO, na sigla em inglês) capturou a imagem do buraco gigantesco no dia 18 de julho.
A Nasa afirma que os buracos, chamados de coronais, são regiões escuras de baixa densidade da camada mais externa da atmosfera solar, chamada de corona.
Estes buracos têm pouco material solar, temperaturas mais baixas e, por isso, aparecem mais escuros nas imagens.
Os buracos coronais são ocorrências típicas do Sol, mas costumam aparecer em outros lugares e com mais frequência em momentos diferentes do ciclo de atividade solar, que dura cerca de 11 anos.
O ciclo de atividade solar atualmente está se encaminhando para o chamado máximo solar, um pico na atividade que deve ocorrer no final de 2013.
Durante esta parte do ciclo, o número de buracos coronais diminui. No pico da atividade solar, os campos magnéticos no Sol mudam e novos buracos coronais aparecem perto dos polos.
O número destes buracos então aumenta e eles crescem de tamanho, se estendendo para além dos polos, enquando o ciclo solar volta para o mínimo de atividade novamente.
Os buracos são importantes para a compreensão do clima no espaço, pois eles são a fonte de ventos de alta velocidade com partículas solares, que são expelidos do Sol três vezes mais rápido do que os ventos solares vindos de outros lugares.



Ainda não se sabe a causa dos buracos coronais, mas eles estão correlacionados a áreas do Sol onde os campos magnéticos aumentam e sobem, não conseguindo cair de volta para a superfície do Sol, como fazem em outros lugares. [Fonte: Terra]

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Descobertas feitas com o Telescópio Herschel

Oxigênio no espaço:


Em 2011, astrônomos afirmaram a detecção de oxigênio molecular no espaço. Usando o Herschel, a equipe liderada por Paul Goldsmith, da Nasa, encontrou a presença do O2 próxima ao complexo de Orion, uma nuvem formadora de estrelas repleta de gás e poeira a 1500 anos-luz.

O oxigênio, em todas as suas formas, é o terceiro elemento mais abundante no Universo e fundamental para a vida no nosso planeta. Nós respiramos a sua forma molecular, ou seja, dois átomos de oxigênio unidos (02), que compõe 20% do ar na Terra.

As moléculas do gás estavam em uma concentração de uma para cada um milhão de moléculas de hidrogênio - uma abundância bem menor do que o esperado.[Fonte: Exame]


Cinturão de asteroides em estrela:


Com ajuda dos dados do Herschel e do Telescópio Spitzer, da Nasa, pesquisadores detectaram evidências da existência de um cinturão de asteroides ao redor da estrela Vega. Ela é a segunda estrela mais brilhante no céu noturno do norte. 
Um cinturão de asteroides ao redor da estrela a torna semelhante a Fomalhaut, outro astro. O estudo indica que as duas estrelas tem no interior de seus sistemas cinturões quentes. Por sua vez, o exterior tem cinturões frios de asteroides com espaços entre eles. Isso forma uma estrutura parecida com a do nosso sistema solar.

O cinturão de asteroides do nosso sistema solar fica entre Marte e Júpiter. Ele é mantido pela gravidade dos planetas. Isso também acontece com o Cinturão de Kuiper, sustentado por planetas gigantes. Por causa das características comuns, os pesquisadores concluíram que pode ser que o cinturão ao redor de Vega também seja sustentado por vários planetas. [Fonte: Exame]

Choque de galáxias:


A captação pelo Herschel de uma fusão incomum entre duas constelações poderia resolver a incógnita de como as grandes galáxias "passivas" se formaram no Universo originário.
As observações de Herschel permitem estabelecer que essas galáxias elípticas não se criam por uma fusão gravitacional de outras menores, como se acreditava anteriormente. Isso porque o Herschel capturou o início da fusão entre duas galáxias em espiral, de características similares à Via Láctea, que poderia ter dado lugar a uma grande galáxia elíptica.

Essa fusão foi identificada, inicialmente, como uma única fonte, a HXMM01. Porém, um estudo mais detalhado revelou que eram duas galáxias, cada uma com uma massa estelar equivalente a 100.000 vezes o Sol e com uma quantidade de gás de mesma ordem. Os cientistas calculam que HXMM01 demorará 200 milhões de anos para transformar todo o gás em estrelas, enquanto o processo de fusão demorará cerca de 1 bilhão de anos para se completar. O resultado final será uma galáxia elíptica em massa, vermelha e morta, com cerca de 400 bilhões de massas solares. [Fonte: Exame]

Anéis de poeira em Andrômeda:


Astrônomos descobriram uma variação de temperatura entre os anéis da galáxia de Andrômeda a partir de uma imagem capturada pelo Herschel. A foto mostra os anéis de poeira coloridos que preenchem a galáxia de Andrômeda. 

A diferença foi captada em várias cores. As nuvens mais frias aparecem em vermelho na imagem. Elas são muito mais brilhantes e estão em comprimentos de onda maiores. Por sua vez, as nuvens mais quentes têm uma cor azulada.

A capacidade de Herschel para detectar a luz permite aos astrônomos ver nuvens de poeira a temperaturas de apenas algumas dezenas de graus acima do zero absoluto. Estas nuvens são escuras e opacas em comprimentos de onda mais curtos.[Fonte: Exame]

Uma estrela pode gerar 50 planetas como Júpiter:


Astrônomos da Agência Espacial Europeia (ESA) descobriram uma estrela com massa suficiente para gerar 50 planetas do tamanho de Júpiter, o maior do nosso sistema solar. O inusitado é que essa estrela é milhões de anos mais velha do que os astros que costumam gerar planetas. 
Para chegar a essa conclusão, os cientistas do Observatório Herschel pesaram com precisão a massa do disco protoplanetário (material em volta de uma estrela), que tem os ingredientes para a construção de planetas. Ele é composto de hidrogênio gasoso molecular frio, que é transparente e invisível.
Assim, a equipe descobriu uma massa de gás no disco ao redor de TW Hydrae, a estrela jovem de 10 milhões de anos de idade. Ela está a apenas 176 anos-luz de distância, na constelação de Hidra. Segundo os astrônomos, esse tipo de disco maciço em torno da TW Hydrae é incomum para estrelas com essa idade. Segundo os astrônomos, a massa dela é capaz de gerar um sistema solar com planetas mais massivos do que Júpiter. [Fonte: Exame]

NASA mostra foto espetacular da Terra de perto de Saturno

Terra vista de Saturno: a esta distância, apesar de os anéis de Saturno serem bem reconhecíveis, a Terra é apenas um pequeno ponto de luz ao fundo
A agência espacial americana (NASA) divulgou nesta terça-feira uma foto espetacular da Terra e da Lua tirada de um ponto de vista inédito, perto de Saturno e de seus anéis, uma imagem única e rara. A foto colorida foi tirada pela sonda Cassini a 1,4 milhão de quilômetros da Terra, segundo a Nasa.
"A esta distância, apesar de os anéis de Saturno serem bem reconhecíveis, a Terra é apenas um pequeno ponto de luz ao fundo. A foto foi tirada em 19 de julho. Esta é a primeira vez que sabíamos de antemão que a Terra seria fotografada a uma distância interplanetária", afirmou a Nasa.
"Também é a primeira vez que a resolução da câmera da Cassini registra a Terra e a Lua como dois objetos distintos", disse. O ângulo pouco comum foi possível graças ao fato de que o Sol estava por trás de Saturno, do ponto de vista da sonda. O planeta bloqueou a maior parte da luz, que, de outro modo, teria sido tão intensa que teria podido danificar o sensor da câmera.
Esta foto é ainda mais incrível porque foi tirada com uma câmera dos anos 1990 (a sonda Cassini foi lançada em 1997), nem de perto tão sofisticada quanto os instrumentos ópticos atuais. "Não se pode ver os continentes ou as pessoas neste retrato da Terra, mas este pequeno ponto azul é um resumo de onde estávamos em 19 de julho", afirmou Linda Spilker, cientista da sonda Cassini. "As imagens da sonda Cassini nos recordam que nosso planeta é muito pequeno no Universo."
A nave espacial Cassini foi lançada em 15 de outubro de 1997 para estudar Saturno e seus inúmeros satélites. O aparelho se aproximou do planeta dos anéis em 2004 depois de passar perto de Júpiter. [Fonte: Exame]

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Astrônomos detectam neve em sistema planetário

Concepção artística da linha de neve em torno da estrela TW Hydrae. Em azul, aparece linha formada pela água congelada. Mais distante, em verde, está a linha do monóxido de carbono. (B. Saxton & A. Angelich/NRAO/AUI/NSF/ALMA (ESO/NAOJ/NRAO))
Pesquisadores conseguiram obter, pela primeira vez, a imagem de uma linha de neve se formando em um sistema planetário recém-nascido. A região fotografada se localiza em um disco de poeira que orbita a estrela TW Hydrae, localizada a 175 anos-luz de distância da Terra. A descoberta deve ajudar os astrônomos a compreender a formação de planetas e cometas, incluindo os localizados no próprio Sistema Solar. A pesquisa que detalha a imagem foi publicada nesta quinta-feira na revista Science Express.
CONHEÇA A PESQUISA





Onde foi divulgada: periódico Science Express



Quem fez: Chunhua Qi, entre outros



Instituição: Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica, nos Estados Unidos; entre outras



Dados de amostragem: Dados sobre o sistema planetário em torno da estrela TW Hydrae obtidos com o telescópio Alma



Resultado: Os pesquisadores conseguiram encontrar a região do disco de poeira em volta da estrela onde o monóxido de carbono se congela.
As linhas de neve que se formam no espaço são, de certa forma, semelhantes às que podem ser vistas em altas montanhas na Terra. No planeta, o frio faz com que a umidade do ar se transforme em gelo a partir de certa altitude — o que fica visível no ponto de transição entre o pico nevado das montanhas e sua face rochosa. Da mesma forma, as linhas de neve espaciais se formam em regiões frias em torno de estrelas jovens, rodeadas por um disco de poeira. A partir de certa distância da estrela, o calor emitido pelo astro diminui, fazendo com que algumas substâncias no disco se congelem.
Partindo da estrela em direção ao exterior, a água é a primeira substância a congelar, formando a primeira linha de neve. Um pouco mais longe, à medida que as temperaturas caem, as moléculas mais exóticas também começam a se transformar em neve, tais como o dióxido de carbono, o metano e o monóxido de carbono.
Esses diferentes tipos de neve fornecem aos pequenos grãos de poeira uma camada exterior mais viscosa, que os protege de serem destruídos por impactos e favorece o seu acúmulo em blocos cada vez maiores. Com o passar do tempo, isso pode levar à formação de planetas e cometas.
Cada uma das diferentes linhas de neve — água, dióxido de carbono, metano e monóxido de carbono — pode estar relacionada à formação de tipos particulares de planetas. Por exemplo, os planetas rochosos secos formam-se antes da linha de neve da água, onde apenas a poeira pode existir. No outro extremo encontram-se os planetas gigantes gelados, que se formam além da linha do monóxido de carbono. No Sistema Solar, a linha de neve da água se estenderia entre as órbitas de Marte e Júpiter, e a linha de neve do monóxido de carbono corresponderia à órbita de Netuno.
Truque científico — Até agora, no entanto, as linhas de neve eram conhecidas pelos astrônomos apenas na teoria. Agora, as primeiras imagens do fenômeno foram obtidas graças ao Atacama Large Millimeter Array (ALMA), uma rede de telescópios instalada no deserto do Atacama, no Chile.
ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)
monóxido de carbono
Como as linhas de gelo não são diretamente visíveis, os pesquisadores recorreram a um pequeno truque para localizar as linhas de monóxido de carbono
As imagens não haviam sido obtidas até hoje porque as linhas de neve costumam se formar em um plano relativamente estreito do disco de poeira, dificultando sua localização precisa. Os astrônomos só conseguiram encontrar as linhas ao utilizar um truque. Em vez de procurarem pela neve — que não pode ser observada diretamente —, procuraram por uma molécula chamada diazenylium, que brilha intensamente na região do espectro magnético estudada pelo ALMA. Esta molécula é muito frágil, e costuma ser destruída na presença de monóxido de carbono gasoso. Por isso, ela só aparece em quantidades detectáveis em regiões onde o monóxido de carbono se congelou.
Segundo os astrônomos, o sistema planetário em formação em torno da estrela TW Hydrae possui muitas características semelhantes ao Sistema Solar quando este tinha apenas alguns milhões de anos de idade. “O ALMA nos deu a primeira imagem real de uma linha de neve em torno de uma estrela jovem. Isso é tremendamente empolgante, especialmente pelo que podemos aprender sobre o período inicial da história do nosso Sistema Solar,” diz Chunhua Qi, pesquisador do Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica, nos Estados Unidos, um dos autores da pesquisa.[Fonte: Veja.com]

terça-feira, 16 de julho de 2013

Nova lua de Netuno é descoberta em arquivo do Hubble


A lua S/2004 N 1 segue uma órbita circular, completando uma volta em torno de Netuno a cada 23 horas. [Imagem: NASA/ESA/A. Feild(STScI)]

Muitos luares
Escarafunchando o arquivo de imagens coletadas pelo telescópio espacial Hubble, Mark Showalter, do Instituto SETI, conhecido por procurar vida extraterrestre, descobriu a 14ª lua de Netuno.
A lua é pequena, a menor de Netuno até agora, devendo ter algo próximo aos 20 quilômetros de diâmetro.
Talvez isso explique porque ela tenha escapado até hoje dos olhares curiosos dos astrônomos, e até mesmo da sonda espacial Voyager 2, que sobrevoou Netuno em 1989, observando todo o seu sistema de luas e anéis.
Ela é tão pequena e brilha tão pouco que sua luz é cerca de 100 milhões de vezes mais fraca do que a estrela mais fraca que pode ser vista a olho nu.
Temporariamente, a nova lua está sendo chamada de S/2004 N 1.
Arquivo vivo
A descoberta da nova lua de Netuno envolveu acompanhar o movimento de um ponto branco que aparece repetidas vezes em mais de 150 fotografias de Netuno guardadas no arquivo do Hubble - as fotos foram tiradas de 2004 a 2009.
Por um capricho, Mark Showalter deu uma olhada muito além dos segmentos de anel que ele estava estudando e notou um ponto branco a cerca de 105.000 quilômetros de Netuno, localizado entre as órbitas das luas Larissa e Proteus.
Rastreando esse ponto nas diversas imagens, Showalter descobriu que ele segue uma órbita circular, completando uma volta em torno de Netuno a cada 23 horas. [Fonte: Terra]

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Cauda do Sistema Solar é registrada pela 1ª vez por sonda

Imagem mostra como seria a cauda do Sistema Solar
Foto: Nasa / Divulgação

Uma sonda da Nasa conseguiu registrar pela primeira vez a cauda do Sistema Solar, divulgou a agência espacial americana nesta quarta-feira. Há muito tempo os cientistas acreditavam que o nosso sistema planetário tivesse, assim como cometa, uma cauda. Ela é um prolongamento da heliosfera (a "bolha" das partículas emitidas pelo Sol) causada pelo nosso deslocamento na Via Láctea, a nossa galáxia.
Os pesquisadores analisaram dados dos três primeiros anos de registros da sonda Ibex, que mapeou os limites do Sistema Solar, algo que outros equipamentos nunca conseguiram. Eles encontraram uma região com dois lóbulos com partículas em baixa velocidade, outros dois com partículas em alta, sendo que a estrutura é retorcida devido à influência de campos magnéticos fora do nosso sistema. Segundo os cientistas, a figura formada lembra um trevo de quatro folhas e pode ser explicada pelo fato de o Sol enviar as partículas mais rápidas de seus polos e as mais lentas da região equatorial.
Quando o Sol ejeta partículas, elas viajam uma enorme distância, muito além dos planetas, até mudar de direção e se juntar ao fluxo criado pelo nosso movimento no material interestelar. Essas partículas acabam na cauda do Sistema Solar e ficam para trás. Assim, ao acharmos essa "heliocauda", como chamam os cientistas, temos uma ideia da direção na qual nosso sistema está se movendo na Via Láctea.
"A cauda é nossa pegada na galáxia, e é emocionante que estamos começando a entender sua estrutura", diz Eric Christian, cientista da missão. "O próximo passo é incorporar essas observações em nossos modelos e começar o processo de realmente entender a heliosfera."

'Tsunami' varre superfície solar a 400 km por segundo

Dois satélites registraram um "tsunami" se espalhando pela superfície do Sol depois de uma descarga de matéria chamada Ejeção de Massa Coronal - erupções de gás em alta temperatura.
Esse "tsunami" é gerado após a erupção solar e caracteriza-se por um campo magnético em suspensão e gás ionizado em alta temperatura, que varre a superfície solar a uma velocidade de 400 km por segundo.
A análise deste fenômeno permitirá aos cientistas prever qual o impacto das ejeções de massa coronal para a Terra.
Se direcionadas a nosso planeta, as partículas geradas na erupção solar podem afetar sistemas de comunicação, redes de transmissão de energia e gerar intensas auroras no céu.
Estes lançamentos enormes de energia magnética - conhecidos como "super flares" (super chamas, na tradução literal) - podem danificar a atmosfera de um planeta em órbita nas proximidades, colocando em risco as formas de vida que eventualmente residam ali.
Felizmente as "super flares" são muito menos frequentes em estrelas de baixa rotação, como nosso Sol. [Fonte: Terra]

Universo tem mais um planeta azul mas fora do Sistema Solar



Imagem captada através do telescópio espacial Hubble - foto M. KORNMESSER / AFP

Astrónomos conseguiram determinar, pela primeira vez, a verdadeira cor de um planeta fora do Sistema Solar, azul como a Terra, embora mais intenso, anunciou em comunicado a agência espacial europeia.
A determinação da cor, azul-cobalto, do planeta HD 189733b, foi obtida à custa de observações do telescópio espacial Hubble.
O exoplaneta (planeta fora do Sistema Solar, que orbita uma estrela muito próxima) está relativamente perto da Terra, a 63 anos-luz, e a sua cor não é o reflexo de águas tropicais, mas antes se deve a partículas de silicato que, conforme admitem os investigadores, compõem a sua atmosfera e irradiam luz azul.
O HD 189733b é um gigante de gás com uma atmosfera turbulenta a rondar os mais de mil graus centígrados.
Para definirem o que o planeta é aos olhos humanos, os astrónomos mediram a quantidade de luz refletida fora da sua superfície.
A Terra parece azul vista do Espaço, porque os oceanos absorvem comprimentos de onda vermelhos e verdes mais vigorosamente do que os azuis e refletem a matiz azulada do firmamento.[Fonte: JN]

quinta-feira, 11 de julho de 2013

NASA quer trazer amostras de Marte para Terra em 2020


Fotografia © NASA

Fotografia © NASA
O novo robot que a NASA tem previsto enviar 
para Marte em 2020 utilizará um sistema de 
recolha de amostras que permitirá traze-las 
para Terra, numa missão posterior,
bem conservada.
Além disso, o veículo continuará à
procurar de vestígios de vida no
planeta vermelho e experimentará
novas tecnologias e uma
futura exploração humana.
A equipa, composta por 19 cientistas e 
engenheiros de universidades e centros de investigação,propôs um conceito de
investigação que poderia converter-se
num passo importante para cumprir
o desafio do Presidente dos 
Estados Unidos, Barack Obama, de enviar 
seres humanos a Marte na década de 2030.
A missão de 2020 foi proposta pela equipa 
de cientistas com base nas recolhas do 
robot Curiosity e outras missões a Marte 
(Opportunity e Spirit).
Com estas investigações confirmou-se a 
presença histórica de água no planeta 
vermelho, e que as condições ambientais 
no passado poderiam propiciar a vida de 
micróbios.[DN Ciência]

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Nova Curiosity vai procurar sinais de vida e definir exploração de Marte

Próximo veículo robótico deve ser lançado pela agência espacial americana em 2020 e promete abrir caminho para humanos no planeta vermelho


Nasa planeja para missão a Marte em 2020 uma estrutura básica que reaproveita o design e a engenharia desenvolvidas para o robô Curiosity, porém inclui novos instrumentos científicos para objetivos diferenciados
Foto: NASA/JPL-Caltech / Divulgação
O veículo de exploração espacial a ser enviado a Marte pela Nasa - agência espacial americana - em 2020 vai procurar por sinais de vidas passadas, coletar amostras para um possível retorno à Terra e testar a tecnologia destinada a futura exploração humana no planeta vermelho, de acordo com um relatório elaborado por técnicos da agência e apresentado ontem. No documento de 154 páginas, a equipe responsável por definir os objetivos da próxima missão com um robô similar ao Curiosity propôs metas de alta prioridade que podem representar um grande passo rumo ao objetivo definido pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de enviar humanos para Marte na década de 2030.
"Elaborar os objetivos de ciência e exploração é um marco crucial para a preparação da nossa próximo grande missão em Marte", afirmou John Grunsfeld, da Nasa. "Esses objetivos se tornarão a base para solicitar instrumentos que devem fazer parte da carga científica nesta etapa emocionante da exploração de Marte."
A Nasa vai promover uma competição aberta para escolher quais instrumentos científicos serão levados ao planeta vermelho em 2020. Esses objetos serão colocados em um veículo robótico semelhante ao Curiosity, que aterrissou em Marte há quase um ano. A Nasa planeja aproveitar o mesmo design - o que, segundo informou, vai ajudar a reduzir os custos e riscos da missão, além de assegurar que o robô será capaz de cumprir os objetivos da missão.
A missão de 2020 deve dar continuidade aos feitos da Curiosity e outros projetos de exploração de Marte. As sondas Spirit e Opportunity descobriram evidências de que houve água em solo marciano. A Curiosity confirmou, recentemente, que as condições ambientais do planeta no passado eram condizentes com a vida microbiológica. Segundo a Nasa, procurar por sinais de vidas passadas é o próximo passo.[Fonte: Terra]

Estudo: galáxias "devoram" matéria ao redor para se formar


Impressão artística mostra uma galáxia a "apenas" dois bilhões de anos após o Big Bang durante o processo de absorver matéria ao seu redor - Foto: Divulgação


Cientistas do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) conseguiram observar uma galáxia no processo de absorção de gás do exterior, a melhor evidência direta obtida até o momento para sustentar as teorias existentes sobre sua formação.
As observações, feitas com o telescópio VLT que fica no deserto do Atacama (Chile), reforçam as teorias que defendem que as galáxias atraem e "consomem" matéria próxima para possibilitar a formação estelar e impulsionar a própria rotação.
O objeto de estudo, que deu origem a conclusões publicadas nesta quinta-feira em um artigo na revista Science, foi um estranho alinhamento entre uma galáxia distante e um quasar - núcleo brilhante alimentado por um buraco negro supermassivo.
"Este tipo de alinhamento é muito incomum e nos permitiu fazer observações únicas", explicou o autor principal do artigo, Nicolas Bouché, em comunicado divulgado pelo ESO, sediado em Garching (Alemanha).
A luz do quasar atravessa o material que rodeia a galáxia antes de chegar à Terra, o que faz com que seja possível explorar de forma detalhada as propriedades do gás que se encontra no entorno da galáxia.
"Estes novos resultados nos oferecem a melhor visão obtida até o momento de uma galáxia em pleno processo de 'ingestão'", ressaltou o ESO.
Durante o processo de criação de novas estrelas, as galáxias esgotam rapidamente suas reservas de gás, que, por isso, deve ser reposto gradualmente para que a atividade possa continuar.
O coautor do artigo, Michael Murphy, garantiu que as propriedades deste gás são exatamente as que os cientistas esperavam encontrar, já que se movimenta como supunham, além de estar presente nas quantidades e composição corretas estipuladas nos modelos previamente desenvolvidos. [Fonte: Terra]

Astrônomos acham o maior “útero estelar” da Via Láctea

Um grupo de astrônomos descobriu uma estrela gigantesca se formando no seio de uma nuvem escura. Esse “útero estelar” é considerado o maior já encontrado na Via Láctea, com cerca de 500 vezes a massa solar.
A estrela embrionária no seio da nuvem se alimenta do material que cai para o interior. Esse embrião celeste deve dar origem a uma estrela muito brilhante com uma massa que poderá atingir 100 massas solares.
Existem duas teorias para a formação de estrelas de massa muito elevada. Uma sugere que a nuvem escura progenitora se fragmenta, criando vários núcleos pequenos que colapsam por si próprios, formando estrelas. A outra é mais dramática: uma nuvem inteira começa a colapsar, com o material em rápido descolamento para o centro da nuvem, o que cria na região uma ou mais estrelas de massa muito elevada.As estrelas mais brilhantes e de maior massa da Via Láctea se formam no interior de nuvens escuras e frias. Mas este processo sempre foi um mistério para a ciência. Por isso, uma equipe internacional de astrônomos resolveu investigar a formação de uma dessas estrelas gigantescas com o Alma (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array), do Observatório Europeu do Sul (ESO).
A equipe liderada por Nicolas Peretto do CEA/AIM Paris/Saclay, França e Universidade de Cardiff, Reino Unido, concluiu que o Alma era a ferramenta perfeita para descobrir o que se está realmente a passar no interior destas nuvens. A estrela analisada (SDC 335.579-0.292) está a cerca de 11 000 anos-luz de distância, numa nuvem conhecida como Nuvem Escura de Spitzer (sigla do inglês, SDC).
Com o auxílio do Telescópio Espacial Spitzer da Nasa (Agência Espacial Americana), e o Observatório Espacial Herschel da ESA (Agência Espacial Europeia), a SDC 335.579-0.292 revelou um ambiente dramático de filamentos de gás escuros e densos. Com o Alma foi possível observar em detalhes a quantidade de poeira e o movimento do gás no interior da nuvem escura.
O núcleo tem mais de 500 vezes a massa do nosso Sol agora. Mas esse valor deve aumentar ainda mais. Todo o material, eventualmente, colapsará para formar uma estrela jovem que poderá atingir as 100 massas solares - um monstro muito raro. De todas as estrelas da Via Láctea apenas uma em cada dez milhares atinge este tipo de massa, afirmam os cientistas do projeto.[Fonte: Info.Abril]

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