Mostrando postagens com marcador Universo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Universo. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 4 de dezembro de 2024

Cientistas Fazem Descoberta Que Pode Mudar Para Sempre a Nossa Compreensão do Universo

 


Cientistas fizeram uma descoberta que pode transformar completamente nossa compreensão sobre a energia escura, um dos principais componentes do universo, nos próximos anos.


De acordo com a AP News, há décadas, os cientistas sabem que o universo está se expandindo, impulsionado por uma força misteriosa.


Além disso, acreditava-se, até então, que essa expansão ocorria em aceleração constante.

Essa força, invisível e impossível de medir diretamente, foi nomeada energia escura.


Os cientistas teorizavam que, além de ser uma força constante, é perfeitamente ajustada ao modelo matemático padrão do cosmos, explicando a simetria do universo.


De acordo com a NASA, a energia escura compõe cerca de 70% do universo, enquanto as estrelas e a matéria visível somam apenas cerca de 5%.


No entanto, com a nova pesquisa, os cientistas passaram a questionar não apenas o funcionamento, mas até mesmo a própria existência da matéria escura, causando um grande impacto em diversos campos científicos, informou a AP News.


Os resultados foram apresentados por uma colaboração internacional de 900 cientistas especializados no estudo do movimento das galáxias.


A equipe internacional descobriu que a força responsável pelo movimento das galáxias e, consequentemente, pela expansão do universo, em vez de ser uma constante, pode mover-se de forma irregular.


Segundo a AP News, a colaboração internacional já havia apresentado resultados semelhantes no início deste ano. Agora, com uma análise mais abrangente, o novo estudo confirmou os mesmos achados.


terça-feira, 16 de abril de 2024

"Temos Que Começar do Zero": Maior Mapa 3D do Universo Levanta Novas Questões na Ciência

 

"Temos que começar do zero": maior mapa 3D do Universo levanta novas questões na ciência© Fornecido por IGN Brasil

Astrônomos reproduziram o maior mapa 3D do universo observável e ele está disponível em um vídeo logo abaixo. No entanto, com a alta tecnologia e novas informações, também surgem novas dúvidas sobre a física e o cosmo que nos rodeia.

Vamos deixar claro que não é tão incomum que cientistas descubram novas informações sobre o universo e que isso signifique mudanças em alguns conceitos e teorias, mas isso não quer dizer, por exemplo, que o Big Bang é foi "destronado". Apenas que temos mais precisão sobre algumas ideias.

Um mapa 3D interativo

O maior mapa 3D do universo com cerca de 6 milhões de galáxias levantam novas questões para cientistas. Ele é baseado em dados recolhidos pelo Instrumento Espectroscópico de Energia Escura (Desi).

Alguns pesquisadores afirmaram que, ao utilizar o mapa, conseguiram medir a velocidade com a qual o universo se expandiu em diferentes momentos do passado. Nunca tivemos tanta precisão.

Seshadri Nadathur, coautor do trabalho e pesquisador sênior do Instituto de Cosmologia e Gravitação da Universidade de Portsmouth, disse: "O que estamos vendo são alguns indícios de que isso realmente vem mudando ao longo do tempo, o que é bastante emocionante porque não é como o modelo padrão de uma energia escura constante cosmológica."

Conceitos sobre a física precisam mudar com novas informações

Constataram não apenas que a velocidade de expansão está aumentando, mas que a energia escura pode não ser constante, como era sugerido anteriormente. Isso pode mudar muita coisa.

"Agora, tudo isso foi jogado pela janela e, essencialmente, temos que começar do zero, e isso significa revisar nossa compreensão da física básica, nossa compreensão do próprio big bang e nossa compreensão da previsão de longo prazo para o universo", disse ele, acrescentando que as novas pistas deixaram em aberto a possibilidade de que o universo possa sofrer uma “grande crise".

Fonte: MSN

terça-feira, 5 de setembro de 2023

NASA: IM1 é Primeiro Objeto Interestelar Encontrado na Terra

 

Uma esférula do objeto espacial encontrado nas proximidades de Pápua-Nova Guiné© Fornecido por Correio do Brasil

Análises químicas de fragmentos reforçam afirmativa da Nasa de que meteorito caído no Pacífico em 2014 vem de fora do sistema solar. Astrofísico vai mais longe: IM1 pode ser lixo espacial de civilização extraterrestre.

Uma equipe liderada pelo astrofísico Abraham "Avi" Loeb, da Universidade de Harvard, confirmou que os fragmentos de um meteorito encontrado no Oceano Pacífico tem origem externa ao sistema solar. Sua análise, que ainda precisa ser validada por revisões independentes, foi apresentada no último dia 29, no website de pré-publicações arXiv.org

O bólido de cerca de um metro de diâmetro, denominado IM1, caíra em 8 de janeiro de 2014 perto de Papua-Nova Guiné. Embora não fosse possível identificar sua origem, Loeb advertiu que ele apresentava características inusuais.

O astrofísico israelo-americano é conhecido por suas teorias controvertidas. Uma delas é que a rocha espacial Oumuamua ("mensageiro de longe que chega primeiro", em havaiano), detectada em outubro de 2017, que cruza o sistema solar a alta velocidade, seria uma nave extraterrestre.

Combinação de elementos indica exoplaneta

Em março de 2022, com base em estimativas de velocidade, o Comando Espacial dos Estados Unidos da Nasa confirmou oficialmente que o IM1 fora o primeiro objeto interestelar a chegar à Terra.

Loeb, que desde 2021 trabalhava no Projeto Galileo, encarregado de detectar tecnologia de origem extraterrestre, realizou entre 14 e 28 de junho de 2023 uma expedição ao local onde o meteorito caíra, com o fim de determinar sua origem.

Sua equipe examinou um raio de dez quilômetros a partir do ponto de contato do IM1, a dois quilômetros de profundidade no oceano. Utilizando diferentes tipos de ímãs, coletou cerca de 700 esferas de material de 0,05 a 1,3 milímetro de diâmetro, resultantes do impacto do meteorito.

A análise preliminar de 57 dessas esférulas acusou uma constituição química sem precedentes na literatura científica, e possivelmente extrassolar. Algumas, por exemplo, contêm quantidades de berílio (Be), lantânio (La) e urânio (U) centenas de vezes superiores às encontradas no sistema solar.

"Esse padrão de abundância BeLaU é potencialmente explicável se o IM1 se originou da crosta altamente diferenciada de um exoplaneta com um núcleo de ferro e um oceano de magma", explicou a coautora Stein Jacobsen, em comunicado expedido pela Universidade de Harvard.

Lixo espacial de outras civilizações?

Os pesquisadores calculam que, antes de penetrar no sistema solar, o meteorito se deslocava a uma velocidade de 60 quilômetros por segundo em relação ao sistema local de repouso da Via Láctea – ou seja, mais rápido do que 95% das estrelas nas cercanias do Sol.

Ainda assim, o fato de o objeto ter mantido sua integridade a uma velocidade de impacto de 45 quilômetros por segundo, após tombar de uma altura de 17 quilômetros acima do Oceano Pacífico, sugeriria que ele se compõe de materiais extremamente resistentes, pelo menos muito mais do que as 272 rochas especiais documentadas pela Nasa no catálogo de meteoritos de seu Centro de Estudos de Objetos Próximos da Terra (CNEOS).

Apesar de não dispor de provas que confirmem essa hipótese, em seu website para o Projeto Galileo, Avi Loeb sustenta que o IM1 poderia ter origem artificial: "Encontrar a primeira e a segunda formiga numa cozinha é alarmante, pois implica que há muitas outras por aí afora. Uma taxa de detecção de uma vez por década para objetos interestelares de um metro implica que, em qualquer momento dado, há alguns milhões deles na órbita terrestre em torno do Sol. Alguns podem representar lixo espacial tecnológico de outras civilizações."

Fonte: MSN Notícias

quarta-feira, 26 de outubro de 2022

NASA Divulga a Sonificação de Dados: M16 (Nebulosa da Águia, "Pilares da Criação")

 

A sonificação de dados das missões da NASA fornece um novo método para desfrutar de um arranjo de objetos cósmicos. Essas sonificações de dados traduzem informações coletadas por várias missões da NASA — como o Observatório de Raios-X Chandra, o Telescópio Espacial Hubble e o Telescópio Espacial Spitzer — em som.

Na peça "Pilares da Criação", os sons são gerados movendo-se horizontalmente através da imagem da esquerda para a direita, como visto tanto na luz óptica quanto de raios-X. Assim como a sonificação do Centro Galáctico, a posição vertical da luz gravada controla o campo, mas neste caso varia ao longo de uma gama contínua de arremessos. 

Atenção especial é dada à estrutura dos pilares que podem ser ouvidos como varreduras de baixo a alto arremessos e costas. As duas diferentes "melodias" de luz óptica e de raios-X podem ser apreciadas individualmente ou simultaneamente.

ESTÁ ESCRITO NA PALAVRA DE D'US:

Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos. Um dia discursa a outro dia, e uma noite revela conhecimento a outra noite. Não há linguagem, nem há palavras, e deles não se ouve nenhum som; no entanto, por toda a terra se faz ouvir a sua voz, e as suas palavras, até aos confins do mundo...Salmos 19:1-4

Onde estavas tu, quando eu lançava os fundamentos da terra? Dize-mo, se tens entendimento. Quem lhe pôs as medidas, se é que o sabes? Ou quem estendeu sobre ela o cordel? Sobre que estão fundadas as suas bases ou quem lhe assentou a pedra angular, quando as estrelas da alva, juntas, alegremente cantavam, e rejubilavam todos os filhos de Deus? Jó 38:4-7


OUÇA MAIS SONIFICAÇÕES DE DADOS DO UNIVERSO AQUI!



segunda-feira, 11 de julho de 2022

James Webb: Nasa Divulga Primeira Foto do Maior Telescópio do Mundo

 


Primeiro Campo Profundo de Webb (Divulgação/Nasa)

A Nasa, agência espacial estadunidense, revelou nesta segunda-feira (11), a primeira foto oficial do maior telescópio do mundo, James Webb, em uma transmissão ao vivo em seu canal no Youtube.

Apresentada pelo presidente americano Joe Biden, e com comentários do administrador da Nasa, Bill Nelson, a foto foi revelada com um certo atraso no horário. Inicialmente a transmissão começaria às 18 horas (horário de Brasília). Usuários no Twitter levaram rapidamente o assunto aos Trending Topics dizendo estar viciados na música de espera da transmissão.

A revelação, no entanto, maravilhou os espectadores. Essa imagem, no entanto, é só a primeira de uma coleção de imagens que serão publicadas amanhã em uma transmissão ao vivo com a ESA (Agência Espacial Européia) e a CSA (Agência Espacial Canadense) às 11h30 (horário de Brasília)

Essa imagem, denominada de "Primeiro Campo Profundo de Webb", mostra um aglomerado de galáxias conhecido como SMACS 0723. São milhares de galáxias, alguns inéditos em foto graças a visão infravermelha do Webb. "Esta fatia do vasto universo cobre um pedaço de céu aproximadamente do tamanho de um grão de areia mantido à distância de um braço por alguém no chão", disse a Nasa, em seu comunicado oficial.

O James Webb é capaz de operar na faixa infravermelha da luz, podendo ver assim ondas que não são visíveis por humanos ou outros telescópios. A ideia é que, como as ondas infravermelhas têm uma curva mais alongada, ela consegue viajar por maiores distâncias. Dessa forma, o James Webb consegue enxergar a uma distância muito maior que os demais.

Isto também é refletido em sua posição no espaço. O telescópio foi lançado a uma altura de 1,5 milhões de quilômetros da Terra. Em comparação, o Hubble, um dos telescópios mais famosos do mundo e que já realizou inúmeros avanços astronômicos, está a apenas 55 quilômetros da Terra. Fonte: Yahoo

sexta-feira, 3 de junho de 2022

Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos. Salmos 19:1


 

sexta-feira, 17 de março de 2017

Nasa privilegiará exploração do espaço profundo em orçamento

Imagem da NASA mostra a lua de Júpiter, no dia 22 de novembro de 2014

O projeto de orçamento da Nasa apresentado nesta quinta-feira pelo presidente americano, Donald Trump, privilegia a exploração do espaço profundo, mas reduz os fundos dedicados às ciências da Terra e ao estudo do clima.
O texto confirma o apoio do governo Trump às alianças entre a agência espacial americana e o setor privado, iniciadas pela administração do seu antecessor, Barack Obama, "como a base do desenvolvimento do setor comercial espacial americano".
O orçamento de 2018, de 19,1 bilhões de dólares, 0,8% menor que o de 2017, elimina o projeto apoiado pelo governo de Obama de capturar um asteroide e colocá-lo numa órbita perto da Lua, para estudá-lo em profundidade.
O projeto aumenta, principalmente, os recursos dedicados às ciências planetárias e à astrofísica, que passam de 1,5 bilhão para quase dois bilhões de dólares.
A Casa Branca propõe, ainda, a aceleração de um projeto de exploração robótica de uma lua de Júpiter chamada Europa, que contém um vasto oceano de água sob uma grossa camada de gelo onde pode existir vida.
A Nasa trabalha atualmente no desenvolvimento de uma sonda, "Europa Clipper", cujo lançamento está previsto para a década de 2020. O objetivo é sobrevoar a lua de Júpiter para cartografar sua superfície e buscar possíveis sinais de vida no oceano.
O projeto de Trump destina 1,8 bilhão de dólares - o que representa uma redução de 200 milhões de dólares - para o desenvolvimento de pesquisas sobre as ciências da Terra, que incluem quatro missões relacionadas com o estudo do clima.
Uma delas é a do Observatory-3, um satélite que pode medir e monitorar as emissões de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera.
Para o diretor interino da Nasa, Robert Lightfoot, o projeto de orçamento é "em geral positivo" para a agência.
"Como com qualquer orçamento, temos aspirações que ultrapassam nossas possibilidades, mas este projeto de orçamento nos proporciona recursos consideráveis para realizar nossa missão", acrescentou em um comunicado.
No entanto, a publicação do projeto de orçamento é apenas o começo de uma longa batalha com o Congresso, que tem a última palavra. [Fonte: Yahoo].

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Universo tem 2 trilhões de galáxias, 10 vezes mais que o esperado

Análise de dados coletados durante vinte anos pelo telescópio Hubble teve o objetivo de resolver o mistério de quantas galáxias é formado o universo

Imagens como essa da foto acima foram captadas pelo Telescópio Espacial Hubble e serviram de base para o estudo (AFP)


Um levantamento feito com dados recolhidos durante duas décadas pelo telescópio Hubble revelou que o universo abriga 2 trilhões de galáxias, dez vezes mais do que os astrônomos acreditavam. O estudo, liderado pelo astrofísico Christopher Conselice, da Universidade de Nottingham, na Inglaterra, levou quinze anos para ser concluído e será publicado no periódico científico Astrophysical Journal. Segundo Conselice, 90% dessas galáxias não podem ser observadas da Terra, restando apenas 10% para ser captado pelos instrumentos. Parte da luz emitida no espaço pelos objetos distantes ainda não chegou aqui no planeta.
“A maioria delas tem sinais muito fracos ou estão muito longe. Quem sabe que propriedades interessantes vamos encontrar quando estudarmos essas galáxias com a próxima geração de telescópios?” afirmou Conselice, em nota.
A quantidade exata de galáxias intriga os cientistas desde a descoberta de Edwin Hubble. O astrônomo americano detectou que as chamadas nebulosas eram galáxias fora da Via Láctea e isso poderia fazer o número aumentar.

Mapa de galáxias

O primeiro passo para encontrar o número foi converter as imagens captadas pelo Hubble de 2D para 3D. Em seguida, os cientistas fizeram cálculos para descobrir a densidade das galáxias e o volume das regiões mapeadas para tentar descobrir quantas galáxias poderiam ser vistas. A análise cobriu 13 bilhões de anos, época muito próxima ao Big Bang – momento em que a ciência acredita que o universo teve origem – e chegou ao número de 2 trilhões. De acordo com os cientistas, no princípio do universo existiam ainda mais galáxias, cerca de dez vezes mais.
“Isto é muito surpreendente, pois sabemos que, ao longo dos 13,7 bilhões de anos de evolução cósmica desde o Big Bang, galáxias foram crescendo através de formação de estrelas e fusões com outras galáxias. Encontrar mais galáxias no passado implica que a evolução significativa deve ter ocorrido para reduzir o número de galáxias através de uma extensa fusão de sistemas”, afirmou Conselice. [Fonte: Veja.com] 
 

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Telescópio Gaia revela mais detalhado mapa astronômico já produzido

 
Atlas da Via Láctea e das galáxias vizinhas baseado nas observações do telescópio Gaia
 
 
O mapa astronômico mais detalhado já produzido até hoje, com 1,142 bilhão de estrelas da Via Láctea, foi divulgado nesta quarta-feira (14/09/16) pela Agência Espacial Europeia (ESA), com base nas observações de seu telescópio espacial Gaia.
"É o maior e mais preciso mapa já realizado da nossa galáxia", disse o pesquisador Anthony Brown, da Universidade de Leiden, na Holanda, e diretor do centro de processamento de dados do projeto Gaia, em entrevista coletiva da ESA em Madri.
Esse inventário impressionante inclui estrelas até meio milhão de vezes menos brilhantes do que aquelas que podemos ver a olho nu.
Ao todo, 450 astrônomos de 25 países participam desse projeto, que complementa os dados reunidos há 23 anos pela Hipparcos, outra missão astronômica da ESA.
Lançada em 19 de dezembro de 2013, a sonda espacial Gaia orbita a Terra, enquanto observa o espaço dotada de dois telescópios - o segredo de sua espetacular precisão - e uma câmera fotográfica com 1 bilhão de pixels.
A resolução é nítida o suficiente para medir o diâmetro de um fio de cabelo humano a uma distância de 1.000 quilômetros, disse Brown.
"Gaia está na vanguarda da astrometria, mapeando o céu com uma precisão jamais alcançada", explicou o diretor científico da ESA, o espanhol Álvaro Giménez.
A sonda mapeia a posição das estrelas na Via Láctea, que se estende por cerca de 100.000 anos-luz, e não somente identifica sua localização, como também traça seus movimentos, ao digitalizar cada estrela várias vezes.
"A publicação de hoje nos dá apenas uma primeira impressão da extraordinária quantidade de dados que nos esperam e que vão revolucionar nosso conhecimento sobre como as estrelas estão distribuídas e se movem em nossa galáxia", descreveu Giménez.
A enorme quantidade de dados que reuniu já permitiu elaborar esse catálogo com as posições de 1,142 bilhão de estrelas, ou seja, 200 milhões a mais do que havia sido previsto inicialmente. O objetivo final é completar o mapa celeste em 3D mais preciso até o momento.
Além das mais de um bilhão de estrelas - uma mina de ouro para os astrônomos, mas apenas 1% da população estelar estimada da nossa galáxia -, o telescópio também mostra a trajetória de dois milhões delas.
Ao longo da missão de cinco anos de Gaia, o catálogo de estrelas deverá se expandir em 500 vezes.
Ao mesmo tempo, a sonda irá coletar dados sobre temperatura, luminosidade e composição química, de modo a compilar o que os astrônomos chamam de "carteira de identidade" de cada estrela individual.
Milhares de outros objetos não detectados anteriormente também foram descobertos, como asteroides, planetas que circundam estrelas próximas e supernovas.
- A origem da galáxia -
Após seu lançamento, há exatamente 1.000 dias, Gaia começou seu trabalho de observação em julho de 2014. Os dados divulgados nesta quarta-feira englobam os dados registrados nos 14 primeiros meses de trabalho, até setembro de 2015.
A partir de agora, os astrônomos poderão consultar os dados sobre os diferentes corpos celestes, incluindo anãs brancas, estrelas variáveis e 2.152 quasares, os objetos mais afastados do Universo.
"Gaia não apenas nos fornece a posição das estrelas, mas também seu movimento, e isso também nos permite compreender melhor como nossa galáxia se formou", explicou Antonella Vallenari, do Observatório de Pádua (Itália).
A sonda permitirá, por exemplo, saber se nosso Sol foi criado de um "cluster", um aglomerado de matéria. A posição e o movimento de 400 desses aglomerados já foram registrados por Gaia, lembrou Vallenari.
Cerca de 2.500 desses - as incubadoras de novas estrelas - foram identificados na Via Láctea até agora, mas os cientistas suspeitam de que existem mais de 100.000, e a Gaia deve ser capaz de rastrear todos eles.
Também se espera que a informação coletada permita saber mais acerca de um dos grandes enigmas do universo, a matéria escura.
Os astrofísicos pretendem, ainda, testar a Teoria da Relatividade Geral, de Albert Einstein, ao observar como a luz é desviada pelo Sol e por seus planetas.
Sentinela sempre alerta, Gaia também observa o movimento dos asteroides, caso sua trajetória constitua uma ameaça para a Terra.
Gregory Laughlin, da Universidade de Yale, afirma que Gaia revelará à comunidade de astrônomos "milhares de novos mundos", embora ainda precise completar seu trabalho de coleta. Sua missão de observação astronômica será concluída no fim de 2020.
Um primeiro conjunto de estudos científicos baseados nos novos dados foi publicado nesta quarta em uma edição especial da revista Astronomy & Astrophysics.
O lançamento de hoje "abre um novo capítulo na Astronomia" e certamente vai gerar centenas de outros estudos, disse François Mignard, membro da equipe de Gaia.[Fonte: Yahoo]

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Hubble faz imagens inéditas do 'fim do Universo'


Existem várias teorias do que é e como funciona o Universo. Uma delas diz que ele tem sim um fim, mas que está em eterna expansão. E se ele realmente tiver um fim, esse foi fotografado.
Bem, não exatamente o fim, pois, como dito, não há nem certeza se ele existe. 

Mas o telescópio Hubble conseguiu fazer, pela primeira vez, imagens do acúmulo de galáxia Abell S1063. Esse acúmulo em questão está a 4 bilhões de anos luz da Terra e possui nada menos do que 100 trilhões de massas solares entre suas 450 galáxias, nebulosas e estrelas. As imagens, apesar de distorcidas, se tornam essenciais na compreensão do Universo.

Isso porque, para cientistas, essa pode ser a chamada “fronteira final”. Graças às imagens obtidas, também, poderemos saber como eram nossas galáxias logo após o Big Bang. Mais do que isso, cientistas creem que poderão saber mais sobre matéria escura.





segunda-feira, 2 de maio de 2016

Cientistas descobrem 3 planetas semelhantes à Terra

Um grupo internacional de cientistas descobriu três planetas de tamanhos e temperaturas semelhantes às da Terra que orbitam ao redor de uma estrela anã ultrafria a apenas 40 anos luz da Terra, anunciou nesta segunda-feira (2/05/2016) o Observatório Austral Europeu (ISSO).
  •  
Ilustração artística mostra como seria a superfície de um dos três planetas que orbita uma estrela anã ultrafina que fica a apenas 40 anos luz da Terra (Foto: ESO/M. Kornmesser/AP)Ilustração artística mostra como seria a superfície de um dos três planetas que orbita uma estrela anã ultrafina que fica a apenas 40 anos luz da Terra (Foto: ESO/M. Kornmesser/AP)
Os astrônomos fizeram esta descoberta ao detectar através do telescópio TRAPPIST, instalado no Observatório La Silla (Chile), que esta estrela desvanecia em intervalos regulares, o que significa que vários objetos passavam entre ela e a Terra.
Segundo os astrônomos, a estrela TRAPPIST-1, que fica na constelação de Aquário, é uma estrela anã frágil, mais fria e vermelha que o Sol, e de um tipo muito comum na Via Láctea, mas se trata da primeira vez que foram encontrados planetas gravitando ao seu redor.
Os achados deste estudo, publicado pela revista "Nature", foram defendidos com entusiasmo por Emmanuël Jehin, um dos cientistas envolvidos - "se trata de uma mudança de paradigma" - e por Julien de Wit, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, (MIT, EUA), "é um passo gigante na busca de vida no Universo".
"Se queremos encontrar vida em outros lugares do Universo, aí é onde devemos começar a buscar", explicou o responsável pela equipe de astrônomos, Michaël Gillon, do Instituto de Astrofísica e Geofísica da Universidade de Liège, Bélgica.
Determinar o tamanho destes três planetas foi possível graças a aparelhos ópticos maiores, como o instrumento HAWK-I, instalado no telescópio de longo alcance (VLT, e de oito metros) do Observatório La Silla.
O estudo constatou que do trio de planetas, dois deles demoram 1,5 e 2,4 dias respectivamente para completar sua órbita, enquanto o terceiro gasta entre 4,5 e 73 dias.
A consequência destes períodos orbitais tão curtos é que "os planetas estão entre 20 e 100 vezes mais perto de sua estrela que a Terra do Sol", explicou Gillon.
Paradoxalmente, os dois planetas mais próximos recebem só quatro e duas vezes a radiação que a Terra recebe, enquanto o terceiro, exterior, provavelmente recebe menos que a Terra.
Atualmente estão em construção vários telescópios gigantes com os quais De Wit acredita poder estudar estes planetas e suas atmosferas, "primeiro na busca de água e depois de plantas de atividade biológica".
O ISSO espera abrir uma nova via para a caça de exoplanetas que possam ser habitáveis, "primos" da Terra em condições, como os descobertos neste estudo.[Fonte: G1]

MAIS BLOGS: