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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Vaticano não liga para críticas e mantém Observatório do Universo funcionando


Reprodução
Ainda que a religião católica não admita a existência de vida fora da Terra, parte da Igreja se dedica bastante à observação de fenômenos extraterrestres. Para isso, existem sacerdotes especializados em astronomia que, segundo eles próprios, buscam ajuda para “se conectar com o criador”. 

Por mais que o Observatório Astronômico do Vaticano se dedique a observar o espaço e, consequentemente, fenômenos extraterrestres, ele nega que esteja em busca de outras formas de vida. “Não fazemos nada de estranho, estamos apenas fazendo ciência, não procurando extraterrestres para evangelizar”, afirma Paul Gabor, vice-diretor do Observatório.

E mesmo com todas as críticas vindas de astrônomos consagrados, os sacerdotes que trabalham no Observatório não se deixam abater. “Não é porque somos religiosos que somos fechados à ciência. Sabemos que o Universo está aí para que o entendamos”, finaliza Gabor.

As primeiras referências ao Observatório do Vaticano datam de 1582. Foi, porém, o papa Leão 8 que o estabeleceu oficialmente em 1891. Desde então, ele serve para que a Igreja fique mais próxima do Universo e, segundo os sacerdotes, entenda melhor Deus. [Fonte: Yahoo]

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Com observatórios nas escolas, Polônia procura um novo Copérnico



Na cidade de Copérnico, observatório astronômico foi instalado nas proximidades de escola para estimular novos talentos - Foto: AFP
Para revelar talentos assim como Nicolau Copérnico, as escolas da região de Torun, cidade natal do grande astro polonês, colocaram à disposição de seus alunos observatórios astronômicos. O programa inédito, chamado Astrobase, foi lançado há quatro anos. Agora, seis observatórios funcionam na região e outros oito estão em construção.
"Nossa inspiração veio, em grande parte, de Nicolau Copérnico. Como nasceu em Torun, quisemos realizar um projeto à altura, mas sem gastar muito dinheiro", contou Piotr Calbecki, conselheiro geral da região polonesa de Cuiavia-Pomerânia.
"Primeiro, escolhemos uma galáxia, depois apontamos a estrela que queremos seguir, após regular o telescópio, deixando-o numa boa inclinação, para começar as observações", explica Sébastien Laser, aluno do secundário, junto com mais de dez colegas. O observatório fica a apenas 50 m do liceu de Jablonowo, onde estuda.
Pintado de branco e azul, possui uma cúpula que se abre para o céu, dois telescópios, um para olhar o sol e, o outro, maior, para ver as estrelas à noite. Os estudantes também têm à disposição computadores com programas especializados e esse conjunto é administrado por dois professores apaixonados por astronomia.
"Nosso objetivo é popularizar a astronomia e as matérias científicas", disse Rafal Laskowski, professor de ciências em Jablonowo. Antes de se envolver no projeto do observatório, ele recebeu formação especializada na Universidade de Torun.
Despertar o interesse
O custo de um observatório desse tipo é de pouco menos de 100 mil euros, com financiamento europeu. "Os fundos europeus nos permitiram propor algo de novo, em relação ao ensino das matérias científicas, principalmente matemática e física, para melhorar a formação em nossa região", diz ele.


Na pátria de Copérnico (1473-1543), que descobriu que a Terra rodava em torno do Sol, as portas do observatório de Jablonowo não fecham. Trinta alunos do colégio local acompanham cursos regulares de astronomia.
As escolas da redondeza também organizam excursões. Uma vez por semana, o observatório abre só para elas. Num desses dias, duas meninas de 7 anos vieram para observar Júpiter. Infelizmente, o céu estava encoberto e elas voltaram para casa um pouco decepcionadas, mas prometendo voltar.
"O principal é despertar o interesse", considerou Laskowski.
O projeto permite, também, "identificar os alunos com mais aptidão para a matéria, desde cedo, e dar a eles a oportunidade de seguir o ensino de um assunto apaixonante", destaca Barbara Bober, diretora da escola de Jablonowo.
Aluna do liceu de Jablonowo, Marta Jaworska queria observar, com o olhar no telescópio, o recente eclipse da Lua. Nesse dia, como o céu estava encoberto, ela passou o tempo se entretendo, no computador, com programas de astronomia. "De qualquer forma, é melhor do que ficar assistindo à televisão", disse.
O conselheiro geral Calbecki quer ainda mais. Como o céu se apresenta quase sempre encoberto na Polônia, ele quer instalar um observatório no Peru ou na Argentina, para permitir aos alunos observar o céu no Hemisfério Sul. "Será ligado pela internet aos observatórios na Polônia, permitindo aos alunos acompanhar o céu ao longo do ano", explica, entusiasmado.

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