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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Imagens de nebulosa ajudarão estudos sobre formação de estrelas



A Nebulosa de Órion é a região de formação de estrelas de grande massa mais próxima da Terra
Foto: ESO/Divulgação
Composição de imagens inéditas da Nebulosa de Órion, registradas pelo telescópio MPG, do ESO (Observatório Europeu do Sul, na sigla em inglês), instalado no Observatório de La Silla, no Chile, permite aos astrônomos uma observação mais detalhada de uma região de formação estelar de grande massa. Esta possibilidade de observação colaborará no avanço do conhecimento sobre a formação e evolução das estrelas.
Os dados que compõem a imagem foram selecionados por Igor Chekalin, russo, que foi o vencedor do concurso Tesouros Escondidos do ESO, em 2010, com outra composição de imagens.
A imagem é composta por exposições obtidas em cinco tipos de filtros diferentes. Na cor vermelha, aparece o gás hidrogênio e a radiação que atravessaram o filtro vermelho. Em verde, é mostrada a radiação vinda da região verde e amarela da Nebulosa. Em azul, pode-se enxergar a radiação que passou através do filtro ultravioleta.
A Nebulosa de Órion, também chamada de Messier 42, é um conjunto de gás e poeira no qual se formam estrelas de grande massa, sendo a região deste tipo mais próxima à Terra. Seu gás pode ser visto a olho nu da Terra. Se localiza a 1350 anos-luz do planeta. [Fonte: Terra]

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Buraco espacial intriga cientistas

Foto: National Geographic Ampliar

O trecho escuro na parte esverdeada da imagem é um "vácuo" espacial, recentemente descoberto pelo telescópio Herschel

O que se imaginava ser uma nuvem escura e fria na constelação de Órion na verdade é um “vazio” espacial

Um telescópio europeu em órbita encontrou algo inusitado enquanto procurava por estrelas jovens: um verdadeiro buraco espacial.

Ele fica na nebulosa NGC 1999, uma nuvem brilhante de gás e poeira na constelação de Órion. A nebulosa brilha com a luz de uma estrela próxima. O telescópio Hubble a fotografou pela primeira vez em dezembro de 1999. Na época, presumiu-se que um ponto escuro da nuvem era uma bolha mais fria de gás e poeira, que de tão densa bloquearia a passagem da luz.


Mas novas imagens do observatório Herschel, da Agência Espacial Europeia, mostram que a “bolha” na verdade é um espaço vazio. Isso porque o observatório capta imagens infravermelhas, o que permite que o telescópio veja além da poeira mais densa e enxergue os objetos dentro da nebulosa. Mas até mesmo ao Herschel, o ponto estava preto.

Os astrônomos acreditam que o buraco, medindo 0,2 anos-luz, foi feito pelo processo tumultuoso de nascimento de uma estrela embrionária vizinha, chamada V380 Ori. Esta proto-estrela já é 3,5 vezes o tamanho do Sol. O time que fez a descoberta acredita que a V380 Ori está sinalizando sua quase maturidade ao projetar rapidamente colunas de gás de seus pólos, que estão destruindo qualquer material remanescente da formação da estrela.

“Achamos que a estrela está lançando um jato na velocidade de centenas de quilômetros por segundo, e é ele que está causando o ‘buraco’ na nuvem vizinha,” disse Tom Megeath, que coordenou a pesquisa pela University of Toledo, em Ohio, nos Estados Unidos. “Essencialmente, esses jatos de gás estão sendo projetados e eles acabam com todo o gás e poeira.”

Herschel e os buracos
Megeath comentou que o telescópio que descobriu o buraco é batizado em homenagem ao astrônomo William Herschel, que viveu no século XIX. Em suas catalogações do céu noturno, Herschel registrou diversos trechos escurecidos que ele imaginou que fossem buracos, mas na verdade eram apenas nuvens escuras.

“Daí em diante, sempre que se via o que parecia um buraco espacial, se presume que são nuvens,” explicou. “Chega a ser irônico que agora, quase 150 anos depois, um telescópio chamado Herschel viu algo que todos achavam que era uma nuvem, e na verdade era um buraco de verdade”. [Fonte: Último Segundo]

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