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sábado, 18 de fevereiro de 2017

Descoberta a Maior Galáxia do Universo

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Apareceu um mistério no Aglomerado de Perseu

Imagine uma nuvem de gás na qual cada átomo seja uma galáxia inteira - o aglomerado Perseu é algo assim. [Imagem: NASA]

Aglomerado de Perseu
O Universo é um lugar grande, cheio de incógnitas. Mais uma delas acaba de ser catalogada com a ajuda do observatório de raios X Chandra, da NASA.
"Eu não podia acreditar nos meus olhos. À primeira vista, o que descobrimos não pode ser explicado pela física conhecida," disse Esra Bulbul do Centro de Astrofísica da Universidade de Harvard.
Juntamente com uma equipe de mais meia dúzia de colegas, Bulbul vem utilizando o Chandra para explorar o aglomerado de Perseu, um enxame de galáxias a aproximadamente 250 milhões de anos-luz da Terra.
Imagine uma nuvem de gás na qual cada átomo seja uma galáxia inteira - o aglomerado Perseu é algo assim. É um dos objetos de maior massa conhecidos no Universo.
O agrupamento em si é imerso em uma enorme "atmosfera" de plasma superaquecido - e é aí que reside o mistério.
O elemento está lá, mas ninguém sabe o que ele é. [Imagem: Esra Bulbul]

Elemento desconhecido
"A atmosfera do aglomerado está cheia de íons como ferro 25 (Fe XXV), silício 14 (Si XIV) e enxofre 15 (S XV). Cada um produz um 'pico' ou 'linha' no espectro de raios X, que nós podemos mapear usando o Chandra. Estas linhas espectrais estão dentro das energias de raios X bem conhecidas," explica Bulbul.
Contudo, em 2012, durante as observações emergiu uma nova linha onde não deveria haver uma.
"Uma linha apareceu em 3,56 keV (quilo-elétron-volts), que não corresponde a qualquer transição atômica conhecida," relata a astrônoma. "Foi uma grande surpresa."
Desde 2012, quando a linha apareceu, a equipe já encontrou a mesma assinatura espectral nas emissões de raios X de 73 outros aglomerados de galáxias.
Para tirar as dúvidas, a equipe fez observações com o observatório XMM-Newton, da ESA, um telescópio de raios X completamente independente. E outras equipes agora já confirmaram as observações.
Palpites
Resta agora explicar o que esse pico de energia revela.
"Depois de submetermos nosso artigo, teóricos já apareceram com cerca de 60 diferentes tipos de matéria escura que poderiam explicar essa linha. Alguns físicos de partículas têm feito piadas chamando essa 'partícula' de 'bulbulon'," comenta Bulbul.
O zoológico de candidatos a partículas de matéria escura que podem produzir este tipo de linha inclui áxionsneutrinos estéreis e "módulos de matéria escura", que poderiam resultar da curvatura de dimensões extras na teoria das cordas.
Mas passar da teoria para a prática e resolver o mistério pode exigir um telescópio espacial totalmente novo.
Em 2015, a agência espacial japonesa está planejando lançar um telescópio de raios X avançado, chamado Astro-H.
Ele terá um novo tipo de detector de raios X, que será capaz de medir a linha do mistério com mais precisão do que é possível com os telescópios atuais. [Fonte: Inovação Tecnológica]
Bibliografia:


Detection of An Unidentified Emission Line in the Stacked X-ray spectrum of Galaxy Clusters
Esra Bulbul, Maxim Markevitch, Adam Foster, Randall K. Smith, Michael Loewenstein, Scott W. Randall
http://arxiv.org/abs/1402.2301

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Fenômeno espacial 'estranho' é revelado por astrônomos do Brasil









Foto: NASA/ ESA
Pandora: as galáxias, parte mais brilhante, correspondem a menos que 5% da massa do aglomerado. O restante é gás (20%) e matéria escura (75%)

A análise de dados de telescópio do aglomerado de galáxias Abell 2744 revelou um fenômeno “estranhíssimo”, conforme relatou o Renato Dupke, pesquisador do Observatório Nacional. Ele participou do estudo internacional que reconstruiu a história de uma colisão cósmica que ocorreu durante um período de 350 milhões de anos.
O aglomerado fora do comum sofreu a colisão de quatro grandes aglomerados de galáxias, resultando em efeitos que nunca haviam sido observados antes. Colisões de aglomerados de galáxias já haviam sido observadas antes, mas apenas entre dois aglomerados. Os astrônomos acreditam que o estudo dos fenômenos incomuns resulta pode ajudar a revelar novidades sobre o espaço.
Um aglomerado é formado por galáxias, gás e matéria escura. “Em alguns pedaços do aglomerado Pandora tem só matéria escura, em outros não tem”, disse Dupke. A distribuição estranha do aglomerado pode revelar, no futuro, novas informações sobre como a matéria escura se comporta e como os vários ingredientes do Universo interagem entre si. Tanto que a Abell 2744 recebeu nome de Pandora, a deusa grega que revela os males da humanidade.

Para compreender o que estava a acontecer durante a colisão a equipe precisou mapear as posições dos três tipos de matéria no aglomerado. As galáxias, embora brilhantes, correspondem na realidade a menos que 5% da massa do aglomerado. O resto é gás (cerca de 20%) e matéria escura (cerca de 75%), que é completamente invisível.

O aglomerado de Pandora pode ser estudado com mais detalhe do que nunca graças a combinação de dados de telescópios como o Very Large Telescope do Observatório Europeu do SUL (ESO), o telescópio japonês Subaru, o Hubble e o Observatório de Raios X Chandra, da NASA.
Os aglomerados de galáxias são as maiores estruturas no cosmos, contendo bilhões de estrelas. O modo como se formam e se desenvolvem através de colisões repetidas tem profundas implicações no conhecimento do Universo.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Maior aglomerado de galáxias longínquo é apelidado de Gordo

 A imagem combina registros dos telescópios VLT (do ESO), Soar e Chandra (Nasa)
Foto: ESO/Soar/Nasa/Divulgação

Astrônomos do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) divulgam nesta terça-feira o resultado de estudos do maior aglomerado de galáxias conhecido do universo longínquo. Os cientistas apelidaram o grupo de El Gordo e disseram que ele é composto por dois subaglomerados de estrelas que estão em colisão. Contudo, vale lembrar, a luz do Gordo leva anos (mais exatamente 7 bilhões) para chegar à Terra.
"Este aglomerado tem mais massa, é mais quente e emite mais raios-X do que qualquer outro aglomerado encontrado a esta distância ou a distâncias ainda maiores", disse Felipe Menanteau da Universidade Rutgers, que liderou o estudo. "Dedicamos muito do nosso tempo de observação ao El Gordo e estou contente por termos conseguido descobrir este espantoso aglomerado em colisão."
Os pesquisadores acreditam que o estudo de aglomerados pode ajudar a entender, por exemplo, a matéria e a energia escura. "Aglomerados de galáxias gigantescos como este são exatamente o que estávamos à procura", disse o membro da equipe Jack Hughes, também da Universidade Rutgers.
"Queremos ver se conseguimos compreender como se formam estes objetos tão extremos, utilizando os melhores modelos cosmológicos disponíveis hoje em dia". A equipe, liderada por astrônomos chilenos e da Universidade Rutgers, descobriu o El Gordo ao detectar uma distorção da radiação cósmica de fundo de micro-ondas.[Fonte: Terra]

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