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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Estrela anã branca explode perto da Terra

Supernova encontra-se na M101, conhecida como Galáxia do Catavento (Créditos: BJ Fulton, LCOGT; Peter Nugent; Palomar Transient Factory)

O telescópio do Observatório do Monte Palomar, em San Diego (Califórnia), captou o início da transformação de uma estrela em supernova. O brilho desta supernova, de tipo Ia, está a aumentar a cada minuto. Devido à sua proximidade com a Terra,  a supernova poderá ser vista através de uns bons binóculos daqui a  uma semana ou dez dias, estimam os investigadores.
Os computadores que analisam os dados do telescópio identificaram o fenómeno no dia 24 de Agosto e difundiram-no pela rede mundial de observatórios. O primeiro cientista a observar a PTF 11kly foi Peter Nugent, do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley. A supernova encontra-se na M101, conhecida como Galáxia do Catavento, que se encontra “apenas” a 25 milhões de anos-luz de distância.
Estas explosões ocorrem quando uma estrela muito massiva queimou todo o hidrogénio (combustível) e o seu forno de fusão nuclear interno já não consegue conter a pressão da gravidade da própria estrela. O corpo entra em colapso desencadeando a explosão que chega a adquirir um brilho superior a toda a galáxia onde se encontra.
O investigador Mark Sullivan, da Universidade de Oxford, lidera uma das primeiras equipas que começou a seguir a evolução da supernova. Explica que estas supernovas tipo Ia são utilizadas para medir a expansão do Universo. Observar uma tão perto permite estudá-la detalhadamente como nunca foi feito.
Captar esta supernova nas suas primeiras horas é importante para os astrónomos pois permite não só ficar a conhecer a sua evolução como observar fragmentos da estrela que explodiu. Isto pode dar pistas para resolver o mistério da origem destas supernovas que têm intrigado os cientistas há várias décadas. [Fonte: Ci ência Hoje]

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Astrônomos encontram estrelas de massa 80 vezes maior que Sol


Duas estrelas de massa 80 vezes maior que a do Sol foram descobertas por um grupo de astrônomos liderados pelo brasileiro Alexandre Roman-Lopes. Elas receberam os nomes de WR20aa e WR20c. As informações estão numa publicação da Sociedade Astronômica Real inglesa.

Elas foram encontradas perto de várias outras estrelas pertencentes a um aglomerado chamado Westerlund 2, localizado 26 mil anos-luz longe da Terra. De acordo com astrônomos, elas teriam sido "expulsas" de lá logo após se formarem.[Fonte: SRZD]

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Astrônomos descobrem planeta feito de diamante

Além do carbono, o novo planeta também deve conter oxigênio
Astrônomos localizaram um exótico planeta que parece ser quase todo feito de diamante, girando em torno de uma pequena estrela nos confins da galáxia.
O novo planeta é bem mais denso do que qualquer outro já visto, e consiste praticamente só de carbono. Por ser tão denso, os cientistas calculam que o carbono deve ser cristalino, ou seja, uma grande parte dele é mesmo de diamante.

"A história evolutiva e a incrível densidade desse planeta sugerem que ele é composto de carbono, ou seja, um enorme diamante orbitando uma estrela de nêutrons a cada duas horas, numa órbita tão compacta que caberia dentro do nosso Sol", disse Matthew Bailes, da Universidade de Tecnologia Swinburne, em Melbourne.
A 4.000 anos-luz da Terra, ou cerca de um oitavo da distância entre o nosso planeta e o centro da Via Láctea, o planeta é provavelmente remanescente de uma estrela que já foi gigantesca, mas que perdeu suas camadas externas para a estrela que orbita.
Os pulsares são estrelas de nêutrons, pequenas e mortas, com apenas cerca de 20 quilômetros de diâmetro, girando centenas de vezes por segundo e emitindo feixes de radiação.
No caso do pulsar J1719-1438, seus feixes varrem a Terra regularmente e já foram monitorados por telescópios da Austrália, Grã-Bretanha e Havaí, o que permite aos astrônomos detectar modulações devido à atração gravitacional do seu companheiro planetário, que não é visto diretamente.
As medições sugerem que o planeta, com um "ano" de 130 minutos, tem uma massa ligeiramente superior à de Júpiter, mas é 20 vezes mais denso, segundo relato de Bailes e seus colegas na edição de quinta-feira da revista Science.
Além do carbono, o novo planeta também deve conter oxigênio, que pode ser mais abundante na superfície, tornando-se mais raro na direção do centro, onde há mais carbono.
Sua grande densidade sugere que os elementos mais leves -- hidrogênio e hélio -- que compõem a maior parte de gigantes gasosos, como Júpiter, não estão presentes.
O aspecto desse bizarro mundo de diamante, no entanto, é um mistério.
"Em termos do seu aspecto, não sei nem se eu posso especular", disse Ben Stappers, da Universidade de Manchester. "Não imagino que uma imagem de um objeto muito brilhante seja o que estejamos vendo aqui."[Fonte: Yahoo]

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Telescópio da Nasa detecta sinais de grafeno

Concepção artística dos sinais de grafeno encontrados / IAC/NASA/NOAO/ESA/STScI/NRAO 
 
A Nasa divulgou nessa segunda-feira, que o Telescópio Especial Spitzer identificou, pela primeira fez, sinais de grafeno, material formado por uma camada única de átomos de carbono, arranjados em hexágonos, como em colmeias de abelha em duas galáxias próximas, as Nuvens de Magalhães.

O cristal de carbono é conhecido pelas suas incríveis propriedades: entre elas por ser forte, ultrafino e por conduzir eletricidade tão bem quanto o cobre.

Se confirmada, a descoberta poderá trazer grandes evoluções para compreender não só as reações químicas do espaço, como também a origem da vida.

Além do grafeno o telescópio encontrou moléculas chamadas C70, esferas de carbono com 70 átomos. Os cientistas acreditam que essas moléculas estão presentes em asteroides e podem ter contribuído, de alguma forma, para o surgimento da vida na Terra.

A pesquisa sobre grafeno no espaço foi liderada por Domingo Aníbal García-Hernández, do Instituto de Astrofísica de Canarias, na Espanha, e publicada na  Astrophyscial Journal Letters. [Fonte: Band.com]

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Nasa divulga imagem inédita de Marte

Imagem da superfície do Planeta Vermelho / NASA/JPL-Caltech/Cornell/ASU


A Nasa divulgou nessa terça-feira a imagem de um local na qual nunca havia sido explorado. A captura das pedras e rochas foi durante a jornada Exploration Rover Opportunity, oportunidade na qual a empresa está procurando água em Marte. A exploração já percorreu 21 km pelas terras desconhecidas.

O carrinho, que tem o tamanho de um carro de golfe, retransmitiu a sua chegada ao ponto chamado Ponto Espírito na borda da cratera Endeavour, após subir para fora da cratera Victoria.

A Nasa descreveu o ato como um novo capítulo marcante na história da exploração de Marte, sendo algo fundamental na tomada de futuras missões humanas ao planeta.[Fonte: Band]

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Cientistas russos esperam encontrar vida alienígena até 2031

Cientistas russos esperam que a humanidade se depare com civilizações alienígenas nas próximas duas décadas, disse um importante astrônomo russo na segunda-feira (27).
"A gênese de vida é tão inevitável como a formação de átomos... A vida existe em outros planetas e vamos encontrá-la dentro de 20 anos", disse Andrei Finkelstein, diretor do Instituto de Astronomia Aplicada da Academia Russa de Ciências, segundo a agência de notícias Interfax.
Falando num fórum internacional sobre a busca de vida extraterrestre, Finkelstein disse que 10 por cento dos planetas conhecidos orbitando ao redor de estrelas parecem a Terra.
Se for encontrada água, então também pode ser encontrada a vida, disse ele, acrescentando que muito provavelmente os alienígenas serão parecidos com os humanos, com dois braços, duas pernas e uma cabeça.
"Eles podem ter uma cor de pele diferente, mas mesmo isso nós temos", disse ele.

O instituto de Finkelstein é responsável por um programa lançado nos anos 1960, no auge da corrida espacial da Guerra Fria, para observar e emitir sinais de rádio ao espaço.
"O tempo inteiro ficamos buscando por civilizações extraterrestres; basicamente esperamos por mensagens do espaço e não o outro lado", disse ele. [Fonte: IG]

Prêmio Nobel de Física garante que existe vida fora da Terra

O Prêmio Nobel de Física de 2004, o americano Frank Wilczek, se mostrou hoje convencido da existência de vida extraterrestre, "provavelmente", inclusive em nosso próprio sistema solar.
Em entrevista concedida à Agência Efe, Wilczek cogitou a possibilidade de que planetas como Marte, e talvez alguns satélites de Saturno, abriguem formas de vida, que seriam parecidas às bactérias extremófilas que habitam em condições de limite em alguns ambientes da Terra.
O Prêmio Nobel, que participa de um evento científico realizado em San Sebastián, no norte da Espanha, explicou que há tantos planetas e estrelas no universo que fica difícil "considerar que só um, a Terra, tenha vida".
De qualquer maneira, ele lembrou que "uma coisa é a vida e outra é a vida inteligente", uma qualidade que "requer muito tempo e uma série de condições" específicas. Segundo ele, haver todos esses ingredientes ao mesmo tempo "é difícil".
No entanto, embora ele não considere possível que Marte contenha alguma forma de vida, Wilczek não é favorável a organizar, no momento, missões tripuladas por humanos ao planeta vermelho, já que "a tecnologia da qual dispomos atualmente para enviar pessoas ao espaço é muito perigosa e muito cara".
Por este motivo, ele considera que até se pode enviar astronautas ao espaço, mas que seria melhor destinar o dinheiro "a outro tipo de coisas que têm mais prioridade". [Fonte: IG]

Nasa descobre, no espaço, substâncias que compõem DNA

Foto: Nasa Ampliar
Na ilustração, meteorito apresenta grande variedade de substâncias de DNA
Pesquisadores da agência espacial americana acharam provas de substâncias de DNA em meteoritos que foram criados no espaço. Os pesquisadores defendem a teoria de que um “kit” de partes prontas e criadas no espaço vieram parar na Terra por meio de meteoritos e cometas.
“Componentes de DNA vêm sendo descobertos em meteoritos desde os anos 1960, mas pesquisadores tinham dúvidas se eles eram realmente criados no espaço ou se vinham por contaminação de vida terrestre”, disse Michael Callahan do Centro Espacial Goddard, da Nasa. “Pela primeira vez, temos provas nos dão a certeza de que estes compostos de DNA foram de fato criados no espaço”, disse Callahan, autor do estudo publicado nesta segunda-feira (8) no periódico científico Proceedings of the National Academy of Sciences.

De acordo com a Nasa, a descoberta contribui para o número crescente de provas de que a química dentro de asteroides e cometas é capaz de trazer componentes de moléculas biológicas essenciais. Anteriormente, cientistas do Centro Espacial Goddard descobriram aminoácidos em amostras do cometa Wild 2 da Nasa, além de vários meteoritos ricos em carbono. vale destacar que aminoácidos formam proteínas, moléculas essenciais à vida. Eles estão presentes em tudo, desde estruturas capilares até enzimas - catalisadores que aceleram ou regulam reações químicas.
No novo estudo, a equipe Goddard coletou doze amostras de meteoritos ricos em carbono, nove dos quais foram retirados da Antártida. A equipe descobriu adenina e guanina - componentes de DNA chamados de nucleobases. O DNA tem o formato parecido ao de uma escada em espiral, a adenina e a guanina se conectam com outros dois nucleobases para formar os “degraus da escada”.

Além disso, os pesquisadores identificaram em dois meteoritos, pela primeira vez, traço de três moléculas relacionadas com nucleobases: purina, 2,6-diaminopurina, e 6,8-diaminopurina; os dois últimos quase nunca são usados em biologia. De acordo com o estudo, estes compostos têm o mesmo núcleo molecular que nucleobases, mas com estruturas adicionadas ou removidas.

Eles foram a primeira prova de que os compostos nos meteoritos vieram do espaço e não por contaminação terrestre. “Não é esperado ver estes análogos de nucleobase por contaminação terrestre, pois eles não são usados em biologia”, disse Callahan.

Para descartar a possibilidade de contaminação terrestre, a equipe também analisou 21,4 quilos da amostra de gelo da Antártida, onde a maioria dos meteoritos no estudo foi encontrada. As nucleobases encontradas no gelo eram muito menores - partes por trilhão - do que aquelas presentes nos meteoritos e nenhum dos análogos de nucleobase foram detectados nas amostras de gelo.

Um dos meteoritos caiu na Austrália, e a equipe também analisou uma amostra de solo. Assim como acontece com as amostras de gelo, não havia nenhuma das moléculas analógicas de nucleobase no solo da Austrália.

Trinta novos projetos
Nesta segunda-feira (8), a Nasa também anunciou o financiamento de 30 novos projetos, entre eles como proteger os astronautas da radiação no espaço, como eliminar os dejetos espaciais e como melhorar a tecnologia espacial.

Cada uma das propostas receberá 100.000 dólares de financiamento durante o período de um ano no âmbito do NIAC (Instituto de Conceitos Avançados da Nasa. "Estes conceitos inovadores têm o potencial de se tornar a capacidade transformadora que a Nasa precisa para melhorar nossas operações atuais de missões espaciais, semeando os avanços de tecnologia necessários para as desafiadoras missões espaciais no futuro da Nasa", disse o chefe de tecnologia da agência, Bobby Braun.

Outros projetos incluem o uso de tecnologia tridimensional de impressão para criar um posto avançado planetário e uma pesquisa sobre várias formas de combustível para futuras missões de exploração, entre elas, a energia solar e a nuclear.

O NIAC operou de 1998 a 2007 como um fórum independente "para complementar as atividades de conceitos avançados realizadas no âmbito da Nasa", destacou a agência espacial.

Os trabalhos do instituto foram suspensos para uma revisão em 2008 e foram restabelecidos no ano fiscal de 2011 "para pesquisar conceitos avançados visionários e de longo alcance, como parte da missão da agência". [Fonte: IG]

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Nasa lança com sucesso missão Juno rumo a Jupiter

Foguete Atlas decola levando a Juno ao espaço
(Foto: Reprodução/Nasa TV)
A Nasa lançou com sucesso às 13h25 (horário de Brasília) desta sexta-feira (5/8/2011) a sonda espacial Juno rumo a Júpiter. A nave vai estudar a atmosfera do gigante gasoso para entender melhor a formação tanto do planeta quanto do próprio Sistema Solar.
A sonda volta a passar pela Terra em 2013, para usar a gravidade de nosso planeta como um estilingue para lançá-la em direção a Júpiter, onde chegar em julho de 2016.
Lá, vai ficar um ano (terrestre) fazendo imagens e análises – ao todo, serão completadas 33 órbitas antes da nave espacial se chocar contra o planeta.
Júpiter é o maior de nossos vizinhos, onze vezes maior do que a Terra e com uma massa maior que duas vezes todos os outros planetas juntos. Assim como Saturno, Urano e Netuno, ele é gasoso – ao contrário de Terra, Marte, Vênus e Mercúrio.
Entre suas missões, a Juno deve determinar a composição da atmosfera do planeta e exatamente quanta água existe por ali. A sonda também vai estudar os pólos e o campo magnético de Júpiter.[Fonte: G1]



Nave Juno vai contar com miniaturas Galileu e de deuses romanos:

Três miniaturas de brinquedo dos deuses romanos Júpiter, sua mulher Juno e do cientista Galileu Galilei estão a bordo da nave Juno. Cada uma das pequenas "estátuas" mede 3,8 centímetros.
As pecinhas foram incluídas na missão após uma parceria da agência espacial norte-americana (Nasa) com a empresa Lego, que cria pecinhas para montar e bonecos de brinquedo para crianças. A ideia é estimular a curiosidade infantil por astronomia, matemática e temas voltados à tecnologia.
A nave viajará por cinco anos até atingir a órbita de Júpiter. O objetivo é conduzir observações e pesquisas no maior dos planetas do Sistema Solar.

Da esquerda para a direita: Júpiter, sua mulher Juno e Galileu Galilei. (Foto: Nasa / AP Photo)


quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Nasa anuncia primeiras evidências de água corrente em Marte

Cientistas da Nasa anunciaram esta quinta-feira ter encontrado as primeiras evidências de água corrente em Marte. Se confirmada, a descoberta, feita pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter, será a primeira de água em estado líquido e em movimento no solo do planeta vermelho.
"Nós encontramos evidências repetidas e previsíveis que sugerem a existência de água corrente em Marte", disse a jornalistas Michael Meyer, cientista chefe do programa Mars Exploration.
A agência espacial americana acrescentou que a sonda que orbita Marte desde 2006 havia monitorado numerosos indícios do que pareciam ser fluxos de água em locais diversos, durante a primavera e o verão marcianos.
As imagens em sequência cronológica da cratera Newton, na região sul, de meia latitude, por exemplo, apresentavam marcadores que se espalhavam por declives íngremes e desapareciam com o passar das temperaturas mais frias.
"A melhor explicação que temos para estas observações, até agora, é a corrente d''água salgada, embora este estudo não prove isto", disse Alfred McEwen, do Laboratório Lunar e Planetário da Universidade do Arizona.
"É um mistério agora, mas eu acho que é um mistério que pode ser solucionado com futuras observações e experimentos", disse McEwen, autor principal de um estudo que explica as descobertas na revista científica Science.
Especialistas da Nasa ainda não estão certos se aquilo que testemunharam é realmente água corrente em Marte, onde nenhuma água em estado líquido foi encontrada até agora.
"Em comparação com a Terra, é difícil imaginar que sejam formadas por outra coisa que fluido infiltrando-se nos declives", disse o cientista do projeto Mars Reconnaissance Orbiter, Richard Zurek, do Laboratório de Jatopropulsão da Nasa.
"A questão é se isto está acontecendo em Marte e, se estiver, porque nestes lugares em particular", afirmou.
McEwen, principal pesquisador do projeto High Resolution Imaging Science Experiment (HiRISE), que capturou as imagens, disse que a sonda gravou "milhares" de fluxos nos últimos três anos em sete locais.
A sonda identificou 20 outros possíveis locais de fluxos similares, afirmou.
McEwen alertou que os fluxos d''água permanecem "circunstanciais" e que os cientistas "carecem de confirmação direta de água" a partir de outros instrumentos que estudam o planeta, mas esperam que seja confirmada em missões e experimentos futuros.
De qualquer forma, não parece que os cientistas estejam vendo nada semelhante a um rio caudaloso em Marte, mas algo provavelmente mais similar a um movimento subterrâneo.
"Os fluxos não são escuros por estarem molhados", disse McEwen. "São escuros por outra razão", possivelmente porque a água corre abaixo da superfície e altera a aparência do solo de uma forma que a faz parecer escura.
Água congelada foi detectada em algumas latitudes elevadas de Marte e outra evidência sugeriu que a água interagiu com a superfície marciana ao longo da história do planeta.
A Nasa renovou seu interesse em Marte, com um programa de viagens espaciais de 30 anos e esforços para construir uma nave capaz de levar humanos ao planeta vermelho até 2030.[Fonte: Terra]



Nasa descobre fluxo de água em Marte:
Imagens de sonda espacial mostram água corrente nos meses mais quentes do planeta vermelho.

A Nasa divulgou um de seus mais importantes estudos sobre Marte até o momento. De acordo com a agência espacial norte-americana, é possível que exista um fluxo de água corrente nos meses mais quentes do planeta vermelho.

Imagens da sonda espacial Mars Reconnaissance Orbiter (MRO) mostram traços que possivelmente foram feitos por água corrente, entre a primavera e o verão. Astrônomos acompanharam as mudanças neste fluxo para determinar o estudo - veja a animação da Nasa abaixo.

De acordo com Alfred McEwen, da Universidade do Arizona, o fluxo de água deve ser salgado, como publicou em relatório na revista Science. O estudioso explicou que a água salgada demora mais para congelar. A água pura poderia congelar mesmo no verão de Marte.

A Nasa ainda afirmou que em breve poderá determinar se o planeta vermelho terá condições de abrigar alguma forma de vida.[Fonte: Band]

Clique na imagem para ver animação.

Terra pode ter tido duas luas há bilhões de anos...

Diferença na superfície dos lados escuro e claro da Lua intriga cientistas (Thinkstock)
Bilhões de anos atrás, a Terra pode ter tido duas luas em sua órbita. É o que dizem pesquisadores da Universidade da Califórnia em Santa Cruz, nos Estados Unidos, em artigo publicado na revista Nature. De acordo com eles, durante a formação do Sistema Solar, um segundo satélite, menor, pode ter sido incorporado à Lua em uma colisão ocorrida a baixa velocidade. A hipótese explicaria a diferença encontrada nos relevos atuais das duas faces do satélite.
A face clara da Lua, que está voltada para a Terra, é uma superfície relativamente suave e plana. Já o lado escuro do satélite, que não pode ser avistado da Terra, tem montanhas que chegam a 3.000 metros de altura e crateras profundas. A diferença tem intrigado cientistas há tempos. Várias teorias foram levantadas para explicar a diferença, como o bombardeio assimétrico de asteroides e cometas e a deformação desigual resultante da própria rotação do satélite.
Pela hipóteste de Martin Jutzi e Erik Asphaug, responsáveis pelo trabalho publicado na Nature, duas luas foram formadas com o material ejetado quando um protoplaneta do tamanho de Marte colidiu com a Terra. À medida que o Sistema Solar evoluiu para sua configuração atual, uma destas luas, com cerca de um terço do diâmetro da que vemos hoje, pode ter ficado suspensa entre as atrações gravitacionais da Terra e do satélite maior por dezenas de milhões de anos. Finalmente, o satélite menor passou a dividir a órbita com a Lua, até que se encontraram e se uniram.
Para chegar a estas conclusões, os pesquisadores simularam no computador o possível impacto entre a Lua e um satélite menor. A partir disso, conseguiram avaliar a evolução e distribuição dos materiais no Sistema Solar. Em uma velocidade baixa, a colisão entre luas não formaria uma cratera gigante nem induziria a dispersão do material. Em vez disso, uma nova camada espessa e sólida seria formada na superfície da Lua - como sua atual face escura. Este cenário também ajudaria a explicar a presença de certos minerais neste lado do satélite.
Provas - Em um comentário também publicado na Nature, Maria Zuber, pesquisadora do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), ressalva que, por enquanto, trata-se de uma hipótese. "O estudo demonstra plausibilidade, não provas", diz. Maria lembra que as origens das montanhas da face escura do satélite têm sido "um tópico de especulação desde as primeiras medições globais sobre a forma da Lua".
A nova teoria poderá ser confirmada ou contestada por dados que devem ser disponibilizados no ano que vem pela missão Lunar Reconnaissance Orbiter, da Nasa, bem como pelo mapeamento gravitacional de alta resolução a ser feito pela missão Grail (Gravity Recovery and Interior Laboratory, na sigla em inglês). [Fonte: Veja.com]

Neste diagrama elaborado pelos investigadores Martin Jutzi e Erik Asphaug, da Universidade da Califórnia, é simulada a colisão da lua mais pequena com a sua "irmã mais velha"
Martin Jutzi e Erik Asphaug/AP

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Telescópio encontra aglomerados estelares

Aglomerados estelares encontrados pelo telescópio infravermelho / ESO
Apenas 2.500 aglomerados abertos foram encontradas na Via Láctea, mas os astrônomos estimam que possam existir cerca de 30.000
Usando dados do telescópio infravermelho VISTA, instalado no Observatório Paranal do ESO (Observatório do Sul Europeu, na sigla em inglês), uma equipe internacional de astrônomos descobriu 96 novos aglomerados de estrelas escondidos pela poeira da Via Láctea. As imagens foram divulgadas nesta quarta-feira no site do observatório.

Esses objetos pequenos e fracos eram invisíveis às pesquisas anteriores, mas não escaparam dos detectores sensíveis de infravermelho do maior telescópio de pesquisa do mundo, com o qual é possível observar através da poeira.

Este resultado vem apenas um ano após o início do programa VVV (VISTA Variáveis na Via Láctea). Segundo um dos principais autores do estudo, esta descoberta destaca o potencial do VISTA e do VVV para encontrar aglomerados de estrelas, especialmente aqueles localizados em locais empoeirados de formação estelar em nossa galáxia.

A maioria das estrelas com mais de metade da massa do nosso Sol se formam em grupos, chamados de aglomerados abertos. Estes grupos são os blocos de construção das galáxias e vitais para a formação e evolução de galáxias como a nossa.

No entanto, aglomerados estelares se formam em regiões muito poeirentas que se difundem e absorvem a maior parte da luz visível que as estrelas jovens emitem, tornando-os invisíveis para a maioria das pesquisas céu, mas não para o 4.1-m telescópio infravermelho VISTA.

Desde a antiguidade, apenas 2.500 aglomerados abertos foram encontradas na Via Láctea, mas os astrônomos estimam que possam existir cerca de 30.000, escondidos atrás da poeira e gás.

Enquanto os aglomerados abertos, grandes e brilhantes, são facilmente localizáveis, esta é a primeira vez que tantos grupos fracos e pequenos foram encontrados em uma vez. [Fonte: Band]

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Telescópio Herschel encontra moléculas de oxigênio no espaço

Moléculas de oxigênio encontradas pelo telescópio Herschel
em Órion (Foto: JPL-Caltech/ESA/Nasa)


O Observatório Espacial Herschel, uma missão da Agência Espacial Europeia (ESA) e da agência espacial americana (Nasa), divulgou nesta segunda-feira (1º/07/2011 ) a primeira descoberta de moléculas de oxigênio no espaço.

Segundo os pesquisadores, o telescópio encontrou as moléculas na nebulosa de Órion, presos em pequenas partículas de gelo ao redor de poeira espacial.

As moléculas teriam sido formadas depois que as estrelas aqueceram o gelo, liberando água, convertida em oxigênio.

Embora átomos de oxigênio individuais sejam comuns, especialmente ao redor de estrelas, moléculas como as da Terra ainda não haviam sido descobertas, segundo a agência americana.

“O oxigênio foi descoberto nos anos 1770, mas levamos mais de 230 anos para finalmente poder dizer com certeza que essa simples molécula existe no espaço”, afirmou Paul Goldsmith, cientista do projeto da Nasa no laboratório de Propulsão a Jato, em Pasadena, na Califórnia, que publicou os resultados da descoberta na revista especializada Astrophysical Journal.

Astrônomos procuraram por moléculas no espaço por décadas. O telescópio Odin encontrou a molécula em 2007, mas a descoberta não pôde ser confirmada.

“Isso explica onde parte do oxigênio estava escondido”, diz Goldsmith. “Mas nós não encontramos grandes quantidades, e ainda não entendemos o que há de tão especial sobre os lugares onde o encontramos. O Universo ainda esconde muitos segredos.”

O objetivo é continuar procurando por moléculas nas áreas de formações de estrelas. “O oxigênio é o terceiro elemento mais comum no Universo e suas moléculas devem ser comuns no espaço”, diz Bill Danchi, cientista da Nasa em Washington que trabalha no projeto. “O Herschel está fornecendo uma ferramenta poderosa para desvendar esse mistério.” [Fonte: G1]

Gráfico ilustra onde os astrônomos encontraram as moléculas no espaço, na nebulosa de Órion (Foto: JPL-Caltech/ESA/Nasa)
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