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quinta-feira, 6 de junho de 2013

Fábrica de cometas é descoberta e ajuda a explicar fenômeno misterioso

Impressão artística mostra armadilha de poeira que fornece porto seguro para pedras, permitindo que cresçam até atingir um tamanho que garante sua sobrevivência

Foto: ESO/L. Calçada / Divulgação
A armadilha de poeira em torno de uma estrela jovem foi claramente observada e modelada por astrônomos pela primeira vez, resolvendo assim um mistério de longa data relativo ao modo como as partículas de poeira nos discos crescem até atingirem tamanhos suficientemente grandes, que as levem eventualmente a formarem cometas, planetas e outros corpos rochosos. Em uma região como essa, partículas de poeira podem crescer juntando-se umas às outras. A observação inédita foi feita com o auxílio do telescópio espacial Matriz Atacama de Largo Milímetro/submillímetro (ALMA, na sigla em inglês).
Os astrônomos sabem atualmente que existem inúmeros planetas em torno de outras estrelas, mas ainda não compreendem bem como é que esses corpos se formam. Existem muitos aspectos na formação de cometas, planetas e outros corpos rochosos que permanecem um mistério. Agora, novas observações como essa começam a responder a uma pergunta que intriga os cientistas: como é que pequeníssimos grãos de poeira situados no disco em torno de uma estrela jovem crescem mais e mais, até atingirem o tamanho de cascalho ou mesmo pedregulhos com mais de um metro? Os resultados serão publicados na edição desta semana da revista Science.

Modelos de computador sugerem que os grãos de poeira crescem quando colidem uns com os outros, aglutinando-se. No entanto, quando esses grãos maiores se chocam de novo a alta velocidade, ficam muitas vezes desfeitos em pedaços, voltando ao ponto original. Mesmo quando isso não acontece, os modelos mostram que os grãos maiores rapidamente se deslocam para o interior devido à fricção entre a poeira e o gás, caindo assim na estrela-mãe, o que não lhes deixa nenhuma hipótese de crescer mais.
Assim, os grãos de poeira precisam de uma espécie de porto seguro onde as partículas possam continuar a crescer até atingirem um tamanho que lhes permita sobreviver por si mesmas. Tais “armadilhas de poeira” foram já sugeridas, mas até agora não havia prova observacional da sua existência. [Fonte: Terra]

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