terça-feira, 2 de outubro de 2007

Há 50 anos, a URSS iniciava a corrida espacial com o satélite Sputnik

No dia 4 de outubro de 1957, a União Soviética enviava ao espaço o primeiro satélite artificial da História, o Sputnik, iniciando uma corrida com os Estados Unidos que se estenderia para o Sistema Solar, como parte da disputa teconológica da Guerra Fria. Foto:/AFP



No dia 4 de outubro de 1957, a União Soviética enviava ao espaço o primeiro satélite artificial da História, o Sputnik, iniciando uma corrida com os Estados Unidos que se estenderia para o Sistema Solar, como parte da disputa teconológica da Guerra Fria.
O Sputnik, uma esfera metálica de 83 quilos dotada de quatro antenas e dois transmissores de rádio, decolou às 02h28 preso a um foguete R7, o antepassado do Soyuz, das estepes do Cazaquistão. Deste mesmo local partiria no dia 12 de abril de 1961 o primeiro homem a viajar para o espaço, o russo Yuri Gagarin.
"Preparamos o lançamento do Sputnik sem muitas esperanças. Naquela época, nosso objetivo primordial era a preparação de um míssil de guerra", lembra Boris Chertok, um dos criadores dos primeiros foguetes soviéticos R7 e colaborador de Serguei Korolev, pai do programa espacial soviético.
Após os três acidentes sofridos pelo míssil R7, logo transformado em foguete, Korolev propôs então outro projeto, um satélite artificial.
Já que a URSS tentava construir um aparelho que estudasse a atmosfera e o espaço, Korolev teve a idéia de fabricar um satélite simplificado, com "dois hemisférios, um transmissor de rádio, antenas e um sistema de alimentação", segundo conta Chertok.
Temendo que os americanos lançassem um satélite no dia 5 de outubro em ocasião de uma conferência internacional, Korolev decidiu acelerar os trabalhos.
No dia 4 de outubro o Sputnik foi colocado em órbita e começou a emitir seu famoso "bip bip". Uma façanha que na União Soviética de então simbolizava, mais do que a rivalidade com os Estados Unidos, o otimismo que sucedeu a morte do ditador Joseph Stalin em 1953.
Embora o lançamento tenha ocupado apenas algumas discretas linhas do Pravda, a imprensa ocidental logo fez alarde com o potencial propagandístico e a "ameaça" militar representada pelo Sputnik.
Os Estados Unidos não tardaram a reagir, sobretudo ao ver que a URSS levava um mês depois para o espaço o primeiro ser vivo a bordo do Sputnik 2: a cachorrinha Laika.
Agora que a Rússia celebra o 50º aniversário do lançamento do primeiro satélite artificial para o espaço, existe um certo clima de otimismo entre seus cientistas, segundo o especialista Igor Lysov.
No próximo ano, o orçamento estatal para projetos espaciais é de cerca de 1,5 bilhão de dólares (por volta de 1 bilhão de euros).
"É onze vezes menos que o financiamento da Nasa, mas dez vezes mais que o orçamento do programa espacial russo de uma década atrás", disse Lysov.
A Rússia praticamente deixou de financiar programas espaciais após o colapso da União Soviética em 1991, o que levou ao fim da estação MIR em 2001.
Desde então, o bem-sucedido envio de cosmonautas para a Estação Espacial Internacional (ISS) a bordo do foguete Soyuz, incluindo alguns multimilionários turistas espaciais, melhorou muito a imagem dos cientistas russos. Entretanto, Washington estuda deixar a ISS em 2015.
Por outro lado, os ganhos que a Rússia obtém graças aos altos preços do petróleo e do gás permitem visualizar um panorama mais promissor. Na pauta estão um projeto conjunto com a China para enviar uma sonda a Marte em 2009 e um projeto russo de uma missão humana à Lua em 2025.
Moscou também pretende desenvolver uma nova nave espacial e o produzir um sistema de navegação por satélite que rivalizaria com o dispositivo americano GPS. No entanto, persiste uma certa incerteza quanto ao financiamento, segundo Leonid Gorshkov, diretor da projetista de aeronaves espaciais RKK.
"Embora os projetos comerciais nos ajudem a sobreviver, o desenvolvimento do programa espacial é impossível sem o apoio do Estado", disse Gorshkov.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Sombrero Galaxy (M104)


Visões do espaço - 'Sombrero Galaxy' (M104): um centro branco brilhante é envolto por voltas de poeira grossa nesta galáxia espiralada. A galáxia está distante 28 milhões anos-luz da Terra.

Bactéria se torna mais 'malvada' no espaço

Salmonella que foi levada em ônibus espacial ficou três vezes mais eficiente em matar. Mudanças gravitacionais podem ter induzido alterações genéticas no microrganismo.
A astronauta Heide Stefanyshyn-Piper ativa o crescimento das bactérias no ônibus espacial Atlantis (Foto: Nasa/Divulgação )
Parece o roteiro de um filme de terror de baixo orçamento: micróbios vão para o espaço num foguete e voltam mais fortes e mortais do que nunca. O problema é que essa história aconteceu mesmo. O micróbio em questão é a bactéria Salmonella, famosa por causar intoxicação alimentar. A viagem foi feita a bordo do ônibus espacial Atlantis, em setembro do ano passado.

Os cientistas queriam ver como a viagem espacial afeta os microrganismos, e por isso decidiram mandar alguns junto com o Atlantis, cuidadosamente embalados. O resultado é que camundongos que ingeriram os patógenos espaciais corriam risco três vezes maior de ficar doentes e morriam mais rápido do que roedores os quais receberam os microrganismos que nunca deixaram a Terra.

"Onde quer que os seres humanos vão, os microrganismos vão junto -- não dá para esterilizar seres humanos. Onde quer que formos, para o fundo do mar ou em órbita da Terra, os micróbios vão nos seguir, e é importante entendermos que modificações eles vão sofrer", explica Cheryl Nickerson, professora-associada do Centro de Doenças Infecciosas e Vacinologia da Universidade do Estado do Arizona (Estados Unidos). Para Nickerson, a descoberta pode ajudar no combate a doenças infecciosas aqui mesmo na Terra.

Na pesquisa, que será publicada na revista científica americana "PNAS", Nickerson e seus colegas colocaram cepas idênticas de Salmonella em dois contêineres. Um deles viajou a bordo do ônibus espacial, enquanto o outro foi armazenado na Terra, sob condições de temperatura similares às do Atlantis. Depois do retorno da nave, os camundongos receberam doses orais dos dois tipos de Salmonella e foram acompanhados por veterinários.

Mudança assustadora
Depois de 25 dias, 40% dos bichos que receberam a Salmonella terráquea ainda estavam vivos, comparados com apenas 10% dos roedores aos quais foi ministrada a bactéria "astronauta". Pior: a quantidade de microrganismos "espaciais" necessária para matar metade dos camundongos foi só um terço da quantidade de Salmonella normal que teve o mesmo efeito sobre os animais. Nada menos que 167 genes dos micróbios sofreram mudanças em seu funcionamento.

E a grande questão é o porquê das alterações. Há indícios de que as células bacterianas estão respondendo a mudanças geradas pelo ambiente de microgravidade (a popular "gravidade zero", termo que na verdade é inexato). Essas alterações mexem indiretamente com a força de interação entre o meio líquido e a bactéria que se encontra no interior dele. Essa interação ficaria mais fraca sob microgravidade -- reproduzindo condições parecidas com as do trato gastrointestinal humano, diz Nickerson."Esses micróbios conseguem perceber onde estão por meio de mudanças em seu ambiente. E, no minuto em que se dão conta dessas mudanças ambientais, mudam sua maquinaria genética para poder sobreviver", afirma a pesquisadora.

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segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Orbiter da NASA Apresenta Sinais Acerca de Água e Clima em Marte

PASADENA, Calif., 20 de setembro /PRNewswire-USNewswire/ - O Mars Reconnaissance Orbiter (MRO) da NASA está examinando diversos traços em Marte que mostram o papel da água em diferentes épocas na história marciana. Os traços examinados com os avançados instrumentos do orbitador incluem material depositado em dois sulcos nos últimos oito anos, camadas de gelo polar formadas no passado geológico recente e sinais de água liberada por grandes impactos com Marte já mais velho. Ano passado, a descoberta de depósitos recentes em sulcos, em imagens antes e depois, obtidas desde 1999 por outro orbitador, o Mars Global Surveyor, levantou expectativas de que tenham sido detectadas correntes recentes de água em estado líquido em Marte. As observações do orbitador mais recente, que chegou a Marte no ano passado, sugerem que os depósitos possam ter ocorrido, ao contrário, por deslizamentos de materiais secos e soltos. Os pesquisadores informaram esta e outras descobertas do MRO em cinco documentos na edição de sexta-feira do periódico Science. FONTE NASA

terça-feira, 18 de setembro de 2007

METEORITO CAI NO PERU

Após meteorito, Peru investiga doença misteriosa:

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quinta-feira, 13 de setembro de 2007

CATÁSTROFE SOLAR

Planeta sobrevive à catástrofe em seu sol:
Descoberta de cientistas, a primeira do tipo, pode ajudar a esclarecer o destino do Sistema Solar, e da Terra, daqui a bilhões de anos.


Fonte: Carlos Orsi - Jornal o Estado de São Paulo

Um planeta que orbitava sua estrela à mesma distância que separa a Terra do Sol, 150 milhões de quilômetros, sobreviveu a um processo catastrófico que também afetará o Sistema Solar dentro de bilhões de anos, de acordo com uma equipe internacional de cientistas. Essa descoberta, a primeira do tipo, pode ter implicações para o destino do nosso sistema planetário. “A estrela presumivelmente não era muito diferente do nosso sol, provavelmente com 80% ou 90% de sua massa, antes de entrar na fase de gigante vermelha”, diz o astrônomo italiano Roberto Silvotti, principal autor do artigo que descreve o sistema, publicado na revista científica Nature. Quando esgotam o hidrogênio que têm no núcleo, estrelas semelhantes ao Sol sofrem um processo de expansão, transformando-se em gigantes vermelhas. Ao crescer, elas podem engolir planetas próximos - no nosso Sistema Solar, seriam devorados Mercúrio e Vênus. A Terra, um pouco mais longe, ainda estaria numa zona de perigo. Além disso, processos gravitacionais podem fazer com que mesmo os mundos não engolidos de imediato entrem em uma espiral que acabaria por levá-los para o interior do astro. Surpreendentemente, o planeta V391 Pegasi b não só escapou desses dois destinos como acabou se afastando da estrela, a V391 Pegasi, para uma distância 70% maior que a original. Provavelmente, sugerem os autores do artigo, isso se deu por causa da perda de massa sofrida por V391 Pegasi logo após a expansão, o que teria enfraquecido sua gravidade: atualmente, a estrela é uma subanã quente B, que perdeu boa parte de seu material externo e, por isso, é extremamente quente, com uma temperatura, na superfície, de mais de 30 mil graus Celsius, ante cerca de 6 mil graus do Sol. “Ela está queimando hélio no núcleo e, nesse caso específico, já deve estar perto de exaurir o gás ou já ter acabado com ele. Vai se tornar uma anã branca”, explica Silvotti. Converter-se em anã branca também é o destino esperado do Sol. O sistema de V391 Pegasi tem cerca de 10 bilhões de anos. O Sistema Solar, 4,5 bilhões.Mas, se a estrela, antes de entrar em sua fase gigante vermelha, era parecida com o Sol, V391 Pegasi b é um planeta muito diferente da Terra, com massa estimada em mais de três vezes a de Júpiter, o maior planeta do Sistema Solar. “A Terra é um planeta muito diferente, principalmente porque tem uma massa muito menor”, diz o pesquisador. Portanto, reconhece, as implicações diretas da sobrevivência de V391 Pegasi b para o destino concreto da Terra não são tão grandes. “Depois da descoberta, sabemos que planetas com uma distância orbital semelhante à da Terra podem sobreviver à expansão em gigantes vermelhas de suas estrelas, mas isso não significa que a Terra, muito menor e mais vulnerável, irá sobreviver à expansão do Sol, prevista para dentro de cerca de 5 bilhões de anos.”Mas, diz Silvotti, a descoberta de um planeta que tenha sobrevivido à fase gigante vermelha de sua estrela ajuda a limitar as possibilidades teóricas para a evolução dos corpos no Sistema Solar. “Nossa descoberta vai produzir novas buscas e outros achados similares. Com um pouco de estatística e modelos detalhados, seremos capazes de dizer algo a respeito do destino da Terra”, acredita. No entanto, a sobrevivência da Terra não significa a sobrevivência da humanidade. Silvotti especula que qualquer forma de vida que pudesse existir em V391 Pegasi b teria sido “completamente destruída”.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

ECLIPSE SOLAR

Brasileiros acompanham eclipse solar parcial
Fenômeno ocorre quando Lua se desloca entre o Sol e a Terra. Melhor lugar para observar fenômeno foi Região Sul.


Brasileiros de quase todo o país assistiram na manhã desta terça-feira (11/09/2007) ao eclipse parcial do sol. O fenômeno começou às 7h34.

O eclipse ocorre quando a Lua se desloca entre o Sol e a Terra, bloqueando a passagem dos raios solares e projetando uma sombra no planeta. Nesta terça, somente uma parte do Sol foi encoberta.

O melhor lugar para observar o eclipse foi na Região Sul. Segundo a previsão dos astrônomos, 42% do disco solar seria encoberto em Porto Alegre.

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