terça-feira, 9 de outubro de 2007

Nebulosa Ampulheta

Nebulosa Ampulheta - distante 8 mil anos-luz, tem um estrangulamento no meio porque os ventos estelares que modelam a nebulosa são mais fracos na parte central.


Nebulosa Olho de Gato


Galáxia Sombrero


Galáxia do Sombrero - distante 28 milhões de anos-luz da Terra. Foi eleita a melhor foto captada pelo Hubble. Oficialmente denominada M104, ela têm 800 bilhões de sóis e diâmetro de 50 mil anos-luz.

Nebulosa Esquimó


Nebulosa NGC2392, mais conhecida como Esquimó, pois se assemelha a um rosto circundado por chapéu ou gorro enrugado. O "chapéu", na realidade, é um anel formado por estruturas ou restos desagregados de estrelas "mortas". A Esquimó está há 5 mil anos-luz da Terra.

Nebulosa Formiga

Nebulosa da Formiga - nuvem de poeira cósmica e gás, cujo nome técnico é Mz3. Assemelha-se a uma formiga quando observada por telescópios fixos. Essa Nebulosa está distante da nossa Galáxia entre 3 mil a 6 mil anos-luz.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Ciência e Religião

Vaticano sedia conferência de astronomia:

Cientistas vão discutir conceitos de tempo e espaço.

O Vaticano está sediando, em Roma, uma conferência científica que reúne mais de 200 astrônomos de 26 países, incluindo Estados Unidos, Grã-Bretanha, Itália, Alemanha, Rússia e Japão. Durante o encontro de cinco dias, na Universidade Papal, os cientistas vão usar fórmulas e simulações matemáticas para discutir as origens do universo, especialmente a formação e evolução de galáxias, estrelas e planetas.
É a segunda vez em sete anos que o Vaticano organiza um evento do tipo. Segundo o padre José Funes, chefe do Observatório do Vaticano, importantes descobertas foram feitas com a ajuda de telescópios desde o último encontro astronômico do Vaticano, em 2000, e há muito para ser discutido.
O padre Funes lidera uma equipe de 13 cientistas, a maioria padres jesuítas, para realizar seus programas de pesquisa astronômica e coopera com renomadas universidades em várias partes do mundo. Um dos integrantes do grupo, frei Guy Consolmagno, explica as motivações da Igreja para financiar pesquisas científicas depois de séculos de discussões a respeito dos papéis da ciência e da religião: "Eles (o Vaticano) querem que o mundo saiba que a Igreja não tem medo da ciência". "Esse é nosso modo de ver como Deus criou o Universo e eles (o Vaticano) querem deixar o mais claro possível que a verdade não contradiz a verdade; que se você tem fé, você nunca vai temer o que a ciência vai revelar, porque é verdade", diz o frei.

Calendário
A Igreja Católica começou a se interessar seriamente pelo estudo de astros e galáxias quatro séculos atrás, quando o Papa Gregório 13º instituiu um comitê para examinar os efeitos para a ciência de sua reforma do calendário.
Em 1582, o Papa substituiu o calendário juliano, que vigorava desde os tempos de Júlio César, pelo calendário gregoriano, mais correto cientificamente e usado até hoje.
Mas que pode ser considerado o primeiro observatório astronômico do Vaticano foi criado apenas em 1789 em um prédio chamado de Torre dos Ventos, que ainda existe perto do Palácio Apostólico. Um século depois, em 1891, o Papa Leo 13º, numa tentativa de contrabalançar a percepção de uma suposta hostilidade da Igreja em relação à ciência, criou outro pequeno observatório numa montanha atrás do Domo da Basílica de São Pedro.
Por causa do crescimento de Roma e do aumento da poluição, que atrapalhava a visibilidade das estrelas, os telescópios do Vaticano mudaram de lugar diversas vezes. Desde 1981, o Vaticano escolheu a cidade americana de Tucson, no Arizona, como base para seu grupo de pesquisas astronômicas. É lá que fica hoje o telescópio de tecnologia avançada do Vaticano.

Uma "nova terra"???

Um planeta como a Terra parece estar se formando a cerca de 424 anos-luz de distância, em meio a um enorme cinturão de poeira quente, revelou nesta quarta-feira Carey Lisse, do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins.

Com idade entre 10 e 16 milhões de anos, o sistema solar deste planeta ainda está em sua "adolescência", mas vive um momento perfeito para que se formem planetas como a Terra.
O enorme anel de poeira que rodeia uma das duas estrelas deste sistema solar está exatamente no meio da "zona habitável" do sistema, onde se houver um planeta rochoso a água poderá existir.
Este tipo de cinturão de poeira raramente se forma em torno de estrelas como o Sol, e a presença de um anel de gelo externo faz supor que a água, e portando a vida, poderão em algum momento chegar à superfície deste planeta.
O cinturão é formado por compostos rochosos similares aos que se encontram na crosta terrestre e sulfetos parecidos com os existentes no centro do nosso planeta.
"É exatamente o que se precisa para fazer uma Terra. É emocionante pensar no que está ocorrendo", afirmou Lisse.
Serão necessários mais 100 milhões de anos até que este planeta esteja totalmente formado e mais um bilhão de anos para que surjam os primeiros sinais de vida, destacou Lisse.
As imagens foram capturadas pelo telescópio espacial Spitzer, da Agência Espacial Americana (Nasa), e serão publicadas na próxima edição da revista Astrophysical.

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