sexta-feira, 4 de abril de 2008

Cientistas descobrem menor buraco negro já detectado

Foto de arquivo de ilustração da Nasa de um buraco negro. A descoberta do menor buraco negro já detectado por parte de dois cientistas da Nasa deve ser motivo de preocupação para os futuros viajantes do espaço, pois esse fenômeno poderá aprisioná-los e transformar o mais forte dos astronautas em espaguete. Foto:/AFP
A descoberta do menor buraco negro já detectado por parte de dois cientistas da Nasa deve ser motivo de preocupação para os futuros viajantes do espaço, pois esse fenômeno poderá aprisioná-los e transformar o mais forte dos astronautas em espaguete.
Pequeno, porém forte, com uma massa de apenas 3,8 vezes o tamanho do Sol e com um diâmetro de pouco mais de 24 quilômetros, este buraco negro detectado na Via Láctea "revoluciona verdadeiramente os limites", ressaltou o autor da descoberta, Nikolai Shaposhnikov, do centro espacial Goddard da Nasa em Greenbelt (Maryland, leste).
"Há vários anos, os astronautas queriam saber qual poderia ser o menor tamanho de um buraco negro, e este 'rapazinho' nos faz dar um grande passo para responder a esta pergunta", acrescentou.
Apesar de seu tamanho, os futuros astronautas têm muito com o que se preocupar, assegurou Shaposhnikov. Os miniburacos negros exercem uma força de atração muito maior que os gigantes, que se encontram no centro das galáxias. De fato, os objetos pequenos são mais perigosos que os grandes.
"Se você se aventurar muito próximo deste buraco negro, a gravidade transformará seu corpo em um espaguete todo estirado", disse, em tom jocoso, o astrofísico, ressaltando a importância "crucial" do satélite da Nasa RXTE para que essas descobertas tenham siso realizadas.
Este pequeno buraco negro, cujo campo gravitacional é tão intenso que impede qualquer forma de matéria ou radiação, foi detectado ao sul de nossa galáxia, na constelação Ara.
O satélite de raios X da Nasa, RXTE (Rossi X-ray Timing Explorer), descobriu em 2001 esta dupla formada por uma estrela e o buraco negro, batizado de XTE J1650-500, mas não determinou sua massa.
Shaposhnikov e seu colega Lev Titarchuk apresentaram sua descoberta na reunião da Sociedade Americana de Astronomia em Los Angeles (oeste dos Estados Unidos).
Os buracos negros não podem ser observados diretamente, mas são detectáveis graças ao seu impacto sobre seu ambiente. Os cientistas também observaram a matéria aprisionada pelo buraco negro, aquecida a temperaturas consideráveis antes de ser tragada, e que emitem uma torrente de raios X.
Baseando-se na medida da intensidade dos raios X, os astrônomos conseguiram determinar a massa do buraco negro e calcularam que é de 3,8 vezes a do Sol. Esta massa é muito inferior à do menor buraco negro descoberto anteriormente: 6,3 vezes a massa do Sol.
A detecção de um buraco negro tão pequeno tem uma importância capital para a pesquisa em Física.
Uma estrela ao se extinguir pode se tornar uma estrela de nêutrons ou um buraco negro. Os astrofísicos estimam que a diferença entre a formação de um buraco negro e a de uma estrela de nêutrons é de entre 1,7 e 2,7 vezes a massa do Sol.
A definição deste limite será fundamental porque permitirá aos cientistas saber mais sobre o comportamento da matéria submetida a condições de uma densidade extaordinariamente alta.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Não, o Cosmo não vai parar de crescer

Ritmo de expansão do Universo não mudou desde o Big Bang.

Uma das grandes questões da Cosmologia é saber se o Universo vai se expandir para sempre (como vem se expandindo desde o Big Bang, há cerca de 15 bilhões de anos-luz) ou se um dia vai se encolher de novo até virar um ponto ínfimo. A resposta depende fundamentalmente da concentração de matéria que existe no Cosmo. Só com uma alta concentração a atração da gravidade puxaria os corpos de volta. Dois times de astrônomos americanos, da Universidade da Califórnia e do Instituto Harvard-Smithsonian, acham que a primeira hipótese vai prevalecer. Eles analisaram o brilho de supernovas (estrelas explodindo, no fim da vida) muito longe da Terra. A mais distante (e antiga) delas está a 7,5 bilhões de anos-luz, a meio caminho entre o Big Bang e os dias atuais. E verificaram que o ritmo de expansão do Universo não mudou praticamente nada de lá para cá. Ou seja, tudo indica que o Cosmo vai se inflar ainda mais. (Fonte: Super Arquivo)

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Via Láctea pode conter 'centenas de planetas' propícios à vida

Planetas rochosos e provavelmente com condições adequadas para o surgimento de vida são mais comuns em nossa galáxia do que se crê atualmente, afirmaram pesquisadores americanos durante um congresso científico nos Estados Unidos.


O astrônomo Michael Meyer, professor associado da Universidade do Arizona, afirmou que entre 20% e 60% das estrelas semelhantes ao Sol na Via Láctea têm em sua órbita planetas com estruturas rochosas semelhantes à da Terra.
"Nossas observações encontraram evidência de formação de planetas rochosos, não diferentes dos processos que levaram ao planeta Terra", ele afirmou no encontro da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS, na sigla em inglês), que se realiza até esta segunda-feira em Boston, Massachussetts.
Meyer citou um estudo de sua autoria publicado na edição de fevereiro da revista científica The Astrophysics Journal com conclusões baseadas em observações dos telescópios Hubble e Spitzer.
Nelas, os investigadores detectaram discos de poeira cósmica em torno de estrelas, supostamente resultantes de grandes rochas que se chocaram entre si antes de formar planetas.
"Nossa antiga visão de que o sistema solar tem nove planetas será suplantada por uma de que existem centenas, se não milhares de planetas no nosso sistema solar", afirmou Meyer à BBC.


Condições:
Em sua intervenção no evento, a pesquisadora Débora Fischer, da San Francisco State University, disse que é mais provável encontrar vida extraterrestre em planetas de determinada massa e a certa distância de uma estrela.
Dadas essas condições, ela afirmou, é possível que um planeta possa suportar vida a partir de carbono - ou seja, orgânica -, pois o clima "não será muito quente nem frio, e poderia haver acúmulo de água".
Já o pesquisador da agência espacial americana (Nasa) Alan Stern ressalvou que vasculhar o espaço em busca de vida em outros planetas é como "procurar uma agulha em um palheiro".
"É como se quiséssemos explorar a América do Norte estando na costa leste e conhecendo apenas os cem quilômetros iniciais", ele afirmou. "Não sabemos realmente o que vamos encontrar."
Os pesquisadores concordaram que a nova geração de telescópios, que serão empregados em missões espaciais futuras, trará mais informações para aumentar o conhecimento da humanidade sobre o sistema planetário. (Fonte: BBCBrasil)

MAIS:
Planeta Vermelho - NASA: Marte teria sido salgado demais para abrigar vida.
Astronomia - Novas fotos sugerem atividade vulcânica em Mercúrio.
Astronomia - Planeta resiste a expansão estelar e dá esperança à Terra.


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terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Descarga de um Buraco Negro

Imagem obtida no dia 17 de dezembro de 2007 da NASA mostra a descarga de um buraco negro no centro de uma galáxia golpeando a beirada de uma outra galáxia. Esta é a primeira vez que tal interação foi encontrada.

Nasa-Esa: Composição de imagens mostra as duas galáxias, em vermelho, e o jato defletido, em azul

Buraco negro dispara raio da morte contra galáxia vizinha:
Qualquer planeta com vida que estivesse no caminho do jato acabaria sendo esterilizado, diz cientista.

O mais recente ato de violência irracional capturado por uma câmera tem caráter cósmico: um buraco negro em uma "galáxia estrela da morte", emitindo um jato letal de energia e radiação sobre uma galáxia vizinha.

Uma frota de telescópio,s em terra e no espaço, capturou as imagens dessa violência cósmica, que é testemunhada por olhos humanos pela primeira vez, de acordo com análise divulgada pela Nasa na segunda-feira, 17.

"É como um valentão, um buraco negro acertando um soco no nariz de uma galáxia errante", disse o astrofísico Neil deGrasse Tyson, diretor do planetário Hayden de Nova York, que não tomou parte na pesquisa.

Esse soco pode muito bem ser um golpe mortal.
As imagens de telescópio mostram a galáxia agressora emitindo um feixe de partículas letais na direção da porção inferior da galáxia atingida, que tem cerca de 10% do tamanho da fonte do raios.

Ambas estão a cerca de 8 bilhões de trilhões de quilômetros da Terra, girando uma em torno da outra.

A galáxia maior tem um nome científico de vários dígitos, mas foi apelidada de "galáxia estrela da morte" por um dos pesquisadores que descobriram o ataque cósmico, Daniel Evans, do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian.

Dezenas de milhões de estrelas, incluindo aquelas com planetas, provavelmente estão na rota dos raios da morte, disse o co-autor do trabalho, o britânico Martin Hardcastle, da Universidade de Hertfordshire.

Se um planeta como a Terra estiver no caminho do jato, as partículas de alta energia e a radiação arrancariam a atmosfera desse mundo em questão de meses, disse Evans. Quanto à vida que pudesse existir, seria "esterilizada", diz Tyson.

A boa notícia é que a pressão gerada pelo feixe de partículas acabará comprimindo o gás que existe na galáxia atingida. Nos próximos milhões ou bilhões de anos, esse processo levará ao surgimento de novas estrelas. (Fonte: Estadão.com)

Descarga de um Buraco Negro

Imagem obtida no dia 17 de dezembro de 2007 da NASA mostra a descarga de um buraco negro no centro de uma galáxia golpeando a beirada de uma outra galáxia. Esta é a primeira vez que tal interação foi encontrada.


segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Sonda obtém fotos inéditas de nuvens misteriosas


Imagens das nuvens mais altas e mais misteriosas da Terra foram capturadas por uma sonda da Nasa.


Visíveis apenas durante a noite, as nuvens noctilucentes se formam cerca de 80 quilômetros acima da superfície.
Elas fascinam e confundem os especialistas, que não conseguem explicar sua existência em regiões onde a umidade é mínima.
A sonda AIM acaba de enviar as primeiras imagens globais do fenômeno, que parece estar aumentando em freqüência e extensão.
Segundo os cientistas, suas observações mostram que as nuvens se alteram rapidamente, de hora em hora e diariamente.
Eles esperam que novos estudos revelem que fatores desencadeiam a formação das nuvens e por que esses fatores parecem estar sofrendo alterações de longo prazo.
Nuvens Mais Altas
"Essas nuvens estão ficando mais brilhantes com o tempo, são vistas com mais freqüência e também estão sendo vistas em latitudes mais baixas", disse James Russell, da Hampton University, no Estado da Virginia, Estados Unidos.
"São coisas que não entendemos e que indicam uma possível conexão com mudanças globais", disse Russell à BBC. "Precisamos entender esta conexão e o que ela significa para a atmosfera como um todo".
Russell fez suas declarações durante um congresso da American Geophysical Union, em San Francisco, nos Estados Unidos.
Ele é o principal investigador da missão AIM, uma sonda de 195 quilos lançada em abril desse ano.
Posicionada 600 quilômetros acima da superfície da Terra, a sonda está no lugar ideal para estudar as nuvens noctilucentes.


Nuvens Noctilucentes:
As mudanças em freqüência e brilho vêm sendo observadas por satélites nos últimos 30 anos.
As nuvens são visíveis durante o verão em latitudes altas - entre 50 e 65 graus ao norte e ao sul.
Recentemente, têm sido avistadas em latitudes tão baixas como 40 graus norte e tornaram-se um alvo popular para fotógrafos amadores.
Um estudo sugeriu que a água que sai de exaustores de ônibus espaciais poderia estar contribuindo para as alterações -e a sonda AIM vai investigar essa teoria.


Elas se formam em grandes altitudes durante os meses de verão em um ambiente de temperatura extremamente baixa (-160ºC), baixíssima umidade (cem mil vezes mais seco do que o deserto do Saara) e baixíssima pressão (cem mil vezes menor do que a pressão na superfície da Terra).

Russell disse que os três instrumentos da sonda AIM mostram as nuvens sob uma perspectiva completamente nova.
Ele disse que os cientistas nunca tínham visto uma foto de toda a região polar antes.
Agora, não apenas possuem essas imagens, mas podem observar as nuvens todos os dias.
"Ver essas nuvens diariamente já é em si uma revelação - podemos ver como variam todos os dias, de órbita em órbita", disse Russell.
A partir das imagens enviadas pela sonda AIM, fica claro que a região onde as nuvens se formam parece se deslocar em torno do Ártico em perídos de cinco dias.
A rotação em longitude coincide com variações de temperatura observadas.
"O interessante é que a magnitude das variações de temperatura é de apenas cinco graus Fahrenheit (equivalente a uma variação de 3º Celsius)", disse Scott Bailey, outro pesquisador da missão AIM, trabalhando no Virginia Polytechnic Institute and State University.
"Então, uma mudança muito pequena na temperatura leva a mudanças dramáticas no comportamento das nuvens. Concluímos a partir disso que essas nuvens são um medidor muito sensível de mudanças na temperatura", explicou.
Nuvens noctilucentes precisam de temperaturas baixas, vapor de água e pequenas partículas de poeira em torno das quais a água pode se condensar e se congelar, formando cristais de gelo.
Alguma coisa deve estar alterando esta "receita" para mudar o comportamento das nuvens nos últimos anos.
A equipe da missão AIM disse estar confiante de que a sonda vai permitir um maior entendimento dos fatores em jogo. (Fonte: BBCBrasil)

Anéis de Saturno podem ser mais antigos que se pensava

Novos dados astronômicos indicam que os anéis de Saturnos podem ser muito mais antigos do que os cientistas pensavam.


Dados captados pela sonda Cassini indicam que as finas linhas de partículas que compõem os anéis já existiam há três bilhões de anos e que provavelmente ainda vão existir por muito mais anos.
A revelação também pode significar que a vista do planeta com seus anéis pode ficar muito mais reluzente nos próximos anos.
Dados anteriores haviam levado pesquisadores a acreditar que os anéis foram criados há 100 milhões de anos, quando uma lua gigante ou um cometa se espatifou próximo de Saturno.


Reciclado:
"Apesar de o que se pensou depois da investigação (de 1970) da Voyager em Saturno – de que os anéis de Saturno pudessem ser muito jovens, talvez tão antigos quanto os dinossauros – nós temos resultados que mostram que os anéis poderiam ter a idade do sistema solar e que talvez eles existirão por bilhões de anos", disse o cientista Larry Esposito a respeito dos dados, durante uma reunião da União Americana de Geofísica.
A Cassini vem analisando os anéis de Saturno com espectrógrafos ultravioleta (UVIS, na sigla em inglês). A sonda observa a luz que reflete e que atravessa as partículas do anel.
Os dados indicam que os anéis não podem ter sido criados por um evento recente e isolado, já que há partículas de períodos diversos.
Segundo Esposito, os pesquisadores acreditam que as partículas que compõem o anel estão constantemente se reciclando.
Os cientistas acreditavam que anéis muito antigos deveriam ser mais escuros, devido à poluição provocada por poeira dos meteoros.
Mas a hipótese da reciclagem de partículas explicaria porque os anéis continuam reluzentes quando observados por telescópios e sondas. (Fonte: BBCBrasil)

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