segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Astrônomos encontram estrela 35 vezes mais quente que o Sol

A Nebulosa do Inseto, que está a cerca de 35 mil anos-luz da Terra, na constelação de Escorpião, é uma das nebulosas planetárias mais espetaculares já vistas. [Imagem: Anthony Holloway & Tim O'Brien, JBCA.]


Astrônomos da Universidade de Manchester, na Grã-Bretanha, descobriram uma das estrelas mais quentes da galáxia, com uma temperatura 35 vezes maior do que a temperatura do Sol.
Segundo os cientistas, esta é a primeira vez que a estrela, que fica na Nebulosa do Inseto, foi observada e retratada. A sua temperatura é superior a 200 mil graus Celsius.
"Esta estrela foi muito difícil de ser encontrada porque ela está escondida atrás de uma nuvem de poeira e gelo no meio da nebulosa", disse o professor Albert Zijlstra, da Universidade de Manchester.


Futuro do Sol
De acordo com o pesquisador, nebulosas planetárias como a do Inseto se formam quando estrelas que estão morrendo ejetam gás no espaço.
"Nosso Sol vai fazer isso em cerca de cinco bilhões de anos. A Nebulosa do Inseto, que está a cerca de 35 mil anos-luz [da Terra,] na constelação de Escorpião, é uma das nebulosas planetárias mais espetaculares."
"Nós fomos extremamente sortudos que tivemos a oportunidade para capturar esta estrela próximo ao seu ponto mais quente. De agora em diante ela vai se resfriar na medida em que vai morrendo", disse o autor do artigo, Cezary Szyszka, que trabalha no European Southern Observatory.


Mecanismo desconhecido
Zijlstra e sua equipe usaram o telescópio Hubble para encontrar a estrela. Em setembro, o telescópio foi reformado, com a instalação de mais uma câmera.
As imagens capturadas pelo Hubble serão publicadas na próxima semana na revista científica Astrophysical Journal.
"Este é um objeto verdadeiramente excepcional."
Segundo o cientista Tim O'Brein, da Universidade de Manchester, ainda não se sabe como uma estrela do tipo ejeta sua massa para formação de nebulosas. [Fonte: Inovação Tecnológica - BBC]

domingo, 22 de novembro de 2009

Astronautas do ônibus espacial Atlantis fazem segunda caminhada espacial


Estão programadas três sessões de trabalhos externos. Astroonauta da Atlantis faz reparos na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) durante a segunda caminhada espacial da missão.

Os astronautas Mike Foreman e Randy Bresnik deram início neste sábado (21/11/2009) à segunda caminhada espacial de sua missão para instalar um adaptador no laboratório europeu "Columbus", na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), além de uma antena adicional para radioamadores. Após passar a noite no compartimento "Quest", que prepara o sistema sanguíneo para prevenir problemas de descompressão com a saída do aparelho, os astronautas abriram a escotilha às 12h31 (horário de Brasília) para iniciar uma jornada de trabalho de seis horas. Para Bresnik será a primeira saída espacial, enquanto que para Foreman será a segunda nesta missão e a quinta em sua carreira, já que também participou da missão STS do ônibus espacial "Endeavour" em 2008.


Foreman vestiu um traje espacial com detalhes vermelhos para poder ser diferenciado de Bresnik e o especialista de missão Robert Satcher ficou encarregado de coordenar as atividades e as comunicações entre os astronautas e o centro de controle em Houston. Foreman e Bresnik também instalarão outra antena sobre a viga principal para melhorar a transmissão das câmaras de vídeo que os astronautas levam sobre o capacete. Além disso, reposicionarão um dispositivo que registra o potencial elétrico entorno da estação e instalarão um gancho para aderir carga à viga principal.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Nível de água descoberto na Lua enche 12 baldes, diz Nasa

A Nasa, agência espacial americana, confirmou nesta sexta-feira a existência de água congelada em uma cratera da Lua após a análise dos dados enviados pela sonda espacial LCROSS (Lunar Crater Observation and Sensing Satellite, em inglês), que se chocou com o satélite terrestre no último dia 9 de outubro. Segundo a agência, a quantidade do recurso natural encontrado no buraco, com profundidade de cerca de 20 m, é equivalente a 12 baldes de água.
Em comunicado, a agência espacial informou que a descoberta abre um novo capítulo na história que compreende a Lua. "Estamos descobrindo os mistérios do nosso vizinho mais próximo e, por consequência, do Sistema Solar", afirmou Michael Wargo, cientista-chefe da missão, na sede da Nasa, em Washington. "A lua abriga muitos segredos e a LCROSS acrescentou um novo ingrediente para nossa compreensão", disse.
Antes da colisão, a LCROSS lançou com sucesso um foguete sobre a cratera Cabeus A, que se encontra na região do pólo sul, na face oculta da Lua. O primeiro impacto do foguete vazio provocou uma coluna de poeira que subiu sobre o alto da cratera e foi seguido minutos depois pela sonda, que recolheu informação da esteira antes de cair.
Um porta-voz da Nasa explicou nesta sexta que "provavelmente a água está congelada e misturada a outras substâncias". "A água só foi vista após o impacto, o que indica que ela não estava disponível na superfície", disse. No entanto, o porta-voz afirmou que "ainda não é possível determinar que tipo de água é essa".
Segundo ele, o foco agora é em estudar as informações obtidas para atingir novas descobertas. "Agora temos que dar um passo para trás e pensar no que mais pode haver lá. A Lua é viva", acrescentou.
Os cientistas têm investigado há tempos a origem de quantidades significativas de hidrogênio que foram detectadas nos pólos lunares. De acordo com a agência, os dados coletados pela LCROSS podem indicar ainda uma quantidade de água maior do que se suspeitava anteriormente.
Se a água realmente se formou ou permaneceu em depósitos em bilhões de anos, isto seria a chave para os especialistas entenderem a história e a evolução do Sistema Solar. Além disso, a água e outros compostos são recursos potenciais que poderiam sustentar o sonho humano de fixar uma base no solo lunar futuramente.
A sonda espacial partiu da Terra em junho passado, a bordo de um foguete Atlas V, junto à sonda LRO (Lunar Reconaissance Orbiter). Os dois artefatos integram a primeira missão do programa Constellation, que prevê a volta do homem à Lua a partir de 2020. (Fonte: Redação Terra).
Veja as fotos

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Descoberto planeta gasoso com matéria orgânica

NASA/JPL-Caltech
Encontrada base química da vida em planeta
Ilustração do planeta HD 209458b, a 150 anos-luz


Pela segunda vez, astrônomos detectaram moléculas básicas da vida na atmosfera de um planeta gigante gasoso que fica fora do Sistema Solar. O anúncio, feito por cientistas da Nasa (agência espacial norte-americana), ocorre pouco depois da descoberta de 32 planetas localizados ao redor de outras estrelas e de sinais de moléculas orgânicas em Haumea, um planeta anão do nosso Sistema Solar.

As descobertas, porém, ainda não evidenciam um sinal claro de vida extraterrestre. "Um sinal claro de vida exige, primeiro, um planeta onde possa haver vida. Depois, a detecção de moléculas relacionadas a processos biológicos. E, por fim, a evidência de que a abundância dessas moléculas requer atividade biológica", explica Mark Swain, do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL), da Nasa. "Nós apenas não fomos capazes, ainda, de satisfazer a todos os três critérios."

O planeta no qual foi detectada a presença de água, metano e dióxido de carbono falha logo no primeiro critério. Chamado HD 209458b, esse mundo é um "Júpiter quente", um gigante gasoso que orbita muito perto de sua estrela, a um oitavo da distância que separa Mercúrio do Sol, na constelação de Pégaso, a 150 anos-luz da Terra.

A estrela em torno da qual HD 209458b gira é semelhante ao Sol. A descoberta da matéria orgânica foi feita com o uso dos telescópios espaciais Spitzer e Hubble. O Hubble detectou as moléculas e o Spitzer calculou suas concentrações. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Descoberto na órbita de Saturno o maior anel do sistema solar


Descoberto anel gigante de Saturno

No seu diâmetro cabem alinhados mil milhões de planetas do tamanho da Terra

O telescópio espacial Spitzer detectou na órbita de Saturno o maior anel do sistema solar, que se estende a 13 milhões de quilômetros de distância do planeta e está 50 vezes mais longe que os anéis mais conhecidos.

As imagens registradas pelo telescópio da Nasa (agência espacial americana) mostram um círculo de pó de dimensões nunca vistas até o momento e que poderia ter se formado, segundo os especialistas, a partir de restos desprendidos da lua de Saturno Febe após pequenos impactos, segundo publica hoje a revista científica "Nature".

Até agora, o maior anel deste planeta - e também do sistema solar - era o "E" (os anéis de Saturno estão classificados em ordem alfabética, segundo a ordem em que foram descobertos), que rodeia o planeta a uma distância de 240 mil quilômetros.

Uma das peculiaridades do anel recém descoberto é que conta com uma inclinação de 27 graus em relação ao plano no qual está o resto dos anéis, algo que levou os pesquisadores a pensarem que sua origem pode estar relacionada com a lua Febe, que também se inclina ao redor de Saturno. [Fonte: Yahoo Notícias/EFE]

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Bolha Cósmica

[Imagem: Keith B. Quattrocchi]

Nebulosa bolha de sabão

Dois grupos de astrônomos, trabalhando de forma independente, "co-descobriram" um corpo celeste inusitado e sem precedentes.

O novo objeto, que se parece com uma gigantesca bolha de sabão cósmica, foi catalogado como uma nebulosa planetária. Apesar do nome, nebulosas planetárias são formadas quando uma estrela com uma massa equivalente a até oito vezes a massa do Sol ejeta suas camadas externas na forma de um gás luminoso.

Bolha de Cisne

O novo objeto foi batizada de PN G75.5+1.7, mas já está sendo chamado de Bolha de Cisne, em referência à constelação onde ela se encontra.

A bolha de sabão cósmica pode ser um cilindro, do qual estaríamos vendo apenas uma das extremidades. Existem nebulosas de diversos formatos, sendo que a maioria é elíptica. Quando a estrela ejeta seus gases a partir dos pólos, a nebulosa formada pode ter um aspecto cilíndrico.

Contudo, a Bolha de Cisne tem uma simetria muito grande, o que aumenta a probabilidade de que ela seja de fato uma bolha.

Perdida nas fotos

Revisando imagens de um mapeamento celeste feito há 16 anos, os pesquisadores perceberam que a Bolha de Cisne já estava nas fotografias. Contudo, ela passou despercebida devido ao seu brilho, que é muito tênue. Os cálculos indicam que hoje ela continua com a mesma luminosidade e o mesmo tamanho.

Ainda não está claro quem constará como descobridor da nebulosa-bolha-de-sabão. O astrônomo Dave Jurasevich, do Observatório Monte Wilson detectou o novo objeto mas, em seguida, descobriu-se um comunicado de duas outras astrônomas, Mel Helm e Keith Quattrocchi, que também o detectaram. Em seu site, Keith Quattrocchi reconhece a precedência da descoberta do Dr. Jurasevich, mas ainda não há uma definição formal da União Astronômica Internacional. [Fonte: Inovação Tecnológica]


Hubble fotografa galáxia se desmanchando

[Imagem: NASA & ESA]

O Telescópio Espacial Hubble fotografou duas galáxias que estão perdendo porções gigantescas de sua massa por meio de um processo conhecido como "esvaziamento por pressão de arrasto."

O fenômeno, que faz com que as galáxias pareçam estar explodindo, ocorre quando elas se afastam rapidamente do centro de um aglomerado de galáxias em direção às suas bordas.

A pressão de arrasto é a força que resulta quando alguma coisa move-se através de um fluido. Ela pode ser percebida, por exemplo, pela brisa que você sente em seu rosto quando anda de bicicleta, mesmo em um dia totalmente sem vento.

No contexto galáctico, a pressão de arrasto é percebida quando galáxias localizadas na parte central de um aglomerado movem-se rapidamente através do chamado meio intra-aglomerado - uma "corrente" de raios X extremamente quente -

Virgem

Quando a galáxia se movimenta contra esse fluxo de raios X, ele arranca gases de seu interior. O processo é tão dramático que pode até parar o processo de formação de estrelas no interior da galáxia.

A galáxia espiral NGC 4522 está localizada a cerca de 60 milhões de anos-luz da Terra e é um exemplo espetacular de uma galáxia espiral que está sendo despojada dos seus gases.

A NGC 4522 é parte do aglomerado de galáxias de Virgem e o seu rápido movimento no interior do aglomerado resulta em fortes "ventos" que a atravessam, deixando seus gases para trás. Os cientistas estimam que a galáxia está se movendo a mais de 10 milhões de quilômetros por hora.

A imagem foi feita com a câmera ACS do Hubble, antes que ela apresentasse defeito. Os astronautas que participaram da quarta missão de conserto do telescópio espacial consertaram-na no início deste ano - veja Atlantis captura Telescópio Espacial Hubble [Fonte: InovaçãoTecnológica]


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