segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Telescópio da Nasa encontra 1º planeta habitável

Astrônomos viram o planeta cruzar a frente de sua estrela três vezes (Foto: Nasa)

A agência espacial dos Estados Unidos (Nasa) informou nesta segunda-feira que seu telescópio espacial Kepler confirmou a existência do primeiro planeta habitável numa região fora do sistema solar. 

No início deste ano, cientistas franceses confirmaram a existência do primeiro planeta fora do sistema solar a atender às exigências para a manutenção da vida, conhecido como Gliese 581d, mas o Kepler 22b, visto pela primeira vez em 2009, foi o primeiro cujas características puderam ser confirmadas pela agência espacial norte-americana.
A confirmação significa que os astrônomos viram o planeta cruzar a frente de sua estrela três vezes.
"A fortuna sorriu para nós com a detecção do primeiro planeta", disse William Borucki, principal pesquisador do Kepler no Centro de Pesquisas Ames, da Nasa.
"O primeiro trânsito foi capturado apenas três dias depois de termos declarado o telescópio pronto operacionalmente. Nós testemunhamos a definição do terceiro trânsito durante o período de férias de 2010."
O Kepler-22b está há 600 anos-luz de distância e é maior do que a Terra. O planeta tem uma órbita de 290 dias ao redor de sua estrela.
A Nasa também anunciou que o Kepler descobriu mais de 1.000 planetas com potencial de abrigar vida, duas vezes o número previamente localizado, segundo uma pesquisa que está sendo apresentada numa conferência realizada na Califórnia nesta semana.
O Kepler é a primeira sonda espacial da Nasa que procurar planetas semelhantes à Terra que orbitem sóis similares aos nossos. As informações são da Dow Jones.[Fonte: Terra]

Cientistas descobrem os 2 maiores buracos negros conhecidos


Um grupo de cientistas descobriu os dois maiores buracos negros conhecidos até o momento, com uma massa quase 10 bilhões de vezes superior à do Sol, informa um artigo publicado nesta segunda-feira publicado pela revista especializada Nature.
Esses buracos negros, localizados em duas enormes galáxias elípticas a cerca de 270 milhões de anos-luz da Terra, são muito maiores do que se previa por meio de deduções dos atributos das galáxias anfitriãs. Segundo os especialistas, liderados por Chung-Pei Ma, da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, a descoberta sugere que os processos que influenciam no crescimento das galáxias grandes e seus buracos negros diferem dos que afetam as galáxias pequenas.
Os cientistas acreditam que todas as galáxias massivas com componente esferoidal abrigam em seus centros buracos negros gigantescos. As oscilações de luminosidade e brilho identificadas nos quasares do universo sugerem ainda que alguns deles teriam sido alimentados por buracos negros com massas 10 bilhões de vezes superiores à do Sol.
No entanto, o maior buraco negro conhecido até então, situado na gigantesca galáxia elíptica Messier 87, tinha uma massa de apenas 6,3 bilhões de massas solares. Os buracos negros são difíceis de serem detectados porque sua poderosa gravidade os absorve por completo, incluindo a luz e outras radiações que poderiam revelar sua presença.
Os cientistas avaliaram os dados de duas galáxias vizinhas a Messier 87 - NGC 3842 e NGC 4889 - e concluíram que nelas havia buracos negros supermassivos. Os cientistas usaram o telescópio Gemini do Havaí, adaptado com lentes especiais que permitem detectar o movimento irregular de estrelas que se movimentam perto dos buracos negros e que são absorvidas por eles.
Os pesquisadores constataram que a NGC 3842 abriga em seu centro um buraco negro com uma massa equivalente a 9,7 milhões de massas solares, enquanto, na NGC 4889, há outro com uma massa igual ou superior. Esses buracos negros teriam um horizonte de fatos, a região na qual nada, nem sequer a luz, pode escapar de sua atração, cerca de sete vezes maior do que todo o sistema solar.
Segundo os especialistas, o enorme tamanho dos buracos se deve à sua habilidade para devorar não só planetas e estrelas, mas também pequenas galáxias, um processo que teria sido produzido ao longo de milhões de anos.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Descobertas revelam um espaço borbulhante ao redor da Terra


Vácuo borbulhante
O espaço ao redor da Terra é tudo, menos um vácuo estéril.
A área ao nosso redor possui um verdadeiro "borbulhar" de campos elétricos e magnéticos, que mudam o tempo todo.
Partículas carregadas também fluem constantemente, movimentando energias, criando correntes elétricas e produzindo as auroras.
Muitas destas partículas originam-se do vento solar, mas algumas áreas são dominadas por partículas de uma fonte mais local: a própria atmosfera da Terra, que é lenta, mas continuamente, "sugada" para o espaço.
Nanossatélites
Este novo mundo de partículas e correntes elétricas e magnéticas está sendo revelado pela missão FASTSAT, da NASA, uma plataforma para lançamentos de nanossatélites.
Neste estudo, que ainda não se encerrou, foram usados três experimentos que foram ao espaço a bordo do satélite científico: MINI-ME (Miniature Imager for Neutral Ionospheric Atoms and Magnetospheric Electrons), PISA (Plasma Impedance Spectrum Analyzer) e AMPERE (Active Magnetosphere and Planetary Electrodynamics Response Experiment)
Para cada evento bem definido, os cientistas comparam as observações dos diversos instrumentos.
Os eventos mostram um retrato detalhado desta região que agora se sabe ser muito dinâmica, com uma série de fenômenos inter-relacionados e simultâneos - como o fluxo de partículas e de corrente elétrica.
"Nós estamos vendo estruturas que são bastante consistentes em vários instrumentos", diz Michael Collier no Centro Goddard, da NASA. "Nós colocamos todas essas observações em conjunto e elas estão nos contando uma história que é muito maior do que a soma das partes."
Perda da atmosfera


O FASTSAT, além de ter seus próprios instrumentos, é uma plataforma de lançamentos de nanossatélites. [Imagem: NASA]

Ao contrário do hidrogênio mais quente que vem do sol, a atmosfera superior da Terra geralmente supre íons de oxigênio mais frios, que são ejetados ao longo das linhas de campo magnético da Terra.
Esta "saída de íons" ocorre continuamente, mas é especialmente forte durante períodos em que há mais atividade solar, tais como erupções solares e ejeções de massa coronal, que são expelidas pelo Sol e se movem em direção à Terra.
Essa atividade suga íons de oxigênio da atmosfera superior da Terra, particularmente em regiões onde as auroras são mais fortes.
"Os íons pesados que fluem da Terra podem funcionar como um freio, ou um amortecedor, sobre a entrada de energia do vento solar," explica Doug Rowland, coordenador do instrumento PISA.
"O fluxo também indica modos pelos quais os planetas podem perder suas atmosferas - algo que acontece devagar na Terra, mas mais rapidamente em planetas menores, com campos magnéticos mais fracos, como Marte," diz Rowland.
No decorrer da pesquisa, os dados permitirão aos cientistas determinar de onde vêm os íons que saem da Terra, o que os move e como sua intensidade varia de acordo com a atividade solar.[Fonte: Inovação Tecnológica]

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Marte: quais os próximos passos de exploração?

A NASA lançou sua mais nova e completa nave sábado passado (26) para Marte, marcando um passo importante para seu ambicioso objetivo de enviar seres humanos para o planeta um dia.
A nave Curiosity decolou da Flórida e, depois de uma jornada de 8 meses e meio, vai chegar ao planeta vermelho em agosto de 2012. Uma vez em Marte, Curiosity vai investigar se o planeta é ou já foi habitável.
A nave está equipada com 10 instrumentos diferentes que lhe permitem escavar, perfurar, e disparar um laser em rochas para examinar a composição química do solo e da poeira marcianos.
A missão vai ajudar os cientistas a entender o ambiente e a atmosfera de Marte, o que será essencial para o planejamento de uma missão tripulada ao planeta. “O objetivo é enviar seres humanos a Marte e trazê-los de volta com segurança e, para isso, nós realmente precisamos saber sobre as propriedades da superfície”, disse Doug Ming, coinvestigador da missão.
Essas análises vão ajudar a resolver duas questões-chave para uma futura missão tripulada: como as tempestades de poeira de Marte podem afetar os veículos e equipamentos, e quais são os possíveis efeitos tóxicos da poeira de Marte.
A NASA planeja enviar humanos a Marte em meados da década de 2030. Mas antes disso, muitas questões importantes sobre o planeta terão de ser respondidas. “Outra investigação fundamental é determinar se existem recursos em Marte que podemos usar para missões humanas”, disse Ming.
Dados da missão devem pintar uma imagem mais clara do ambiente de Marte, incluindo se oxigênio e água podem ser extraídos da água congelada subterrânea, ou até mesmo da própria atmosfera.
Uma missão tripulada a Marte também vai ser uma tarefa longa, que exige que os planejadores investiguem o cultivo de alimentos no planeta para a tripulação. Ao examinar as propriedades da superfície de Marte, Curosity irá explorar essa possibilidade.
A nave está também equipada com um instrumento que medirá a quantidade de radiação na superfície marciana, o que poderia ser um obstáculo para uma futura missão humana.
“Estudos anteriores sobre o efeito da radiação espacial e a ligação com o câncer sugerem que nossa tolerância para voos espaciais de longa duração é quase tão longa quanto é preciso para chegar a Marte”, disse John Charles, um cientista da NASA.
Isso deixaria os astronautas em risco dependendo da duração da sua estadia no Planeta Vermelho, além da viagem de volta a Terra. Cientistas da NASA continuarão a estudar a radiação espacial, bem como outras preocupações de saúde em voos espaciais longos.
Os pesquisadores também estão realizando estudos de tecnologia de propulsão, na esperança de desenvolver uma forma mais eficiente de viajar de e para Marte, o que irá reduzir a quantidade de tempo no espaço.
Mas, antes que os humanos coloquem o pé em Marte, a NASA e a Agência Espacial Europeia devem completar uma série de missões robóticas para pegar amostras do Planeta Vermelho, como um esforço conjunto para analisar o solo de Marte e obter uma maior compreensão das condições do planeta.
Em um clima cada vez mais difícil quanto ao orçamento, os detalhes desse esforço conjunto ainda estão sendo trabalhados. Atualmente, a NASA pretende lançar essa série de missões robóticas, anteriores às tripuladas, entre 2016 e 2018.[Hype Science]

Nasa lança nave para buscar rastros de vida em Marte

O maior e mais avançado veículo robotizado já construído para explorar Marte está pronto para ser enviado no sábado em uma missão para descobrir os locais onde pode ter existido ou existe vida no Planeta Vermelho, anunciou a NASA.


O Laboratório Científico de Marte, que custou 2,5 bilhões de dólares, é descrito como a "máquina dos sonhos" pela agência espacial americana por suas câmeras de última geração, braço robótico, laboratório químico móvel e raio laser capaz de destruir rochas.
O lançamento do veículo, de 899 quilos, está previsto para sábado às 10H02 locais (13H02 de Brasília) a partir da base de Cabo Canaveral, na Flórida.
Depois de uma viagem de nove meses, o veículo robótico não tripulado, apelidado de Curiosity, deve fazer um pouso espetacular propulsionado por foguetes antes de começar a rodar para percorrer o planeta mais próximo da Terra.
"Ele fará uma avaliação profunda. Onde estão os bons lugares de estudo de Marte? Onde pode haver micróbios vivendo ou algum tipo de vida?", questiona Mary Voytek, diretora do programa de Astrobiologia da Nasa.
O local de pouso do veículo será a cratera Gale, escolhida por conter cinco quilômetros de altas montanhas e porque os cientistas acreditam que abriga baixas camadas de sedimentos e de argilas que podem ter contido água e, portanto, vida.
"Este parece um local muito promissor, que teve água em algum momento de seu passado e que poderia ter se transformado em uma área habitável", disse Michael Meyer, principal cientista do programa de Exploração de Marte da Nasa.
Na Terra, a vida microbiana existe em todos os lugares onde há água. Os cientistas esperam que o mesmo ocorra em Marte.
Em agosto, a Nasa anunciou que havia encontrado provas de fluxo de água salgada em áreas inclinadas de Marte, o que, em caso de confirmação, seria a primeira descoberta de água líquida ativa no Planeta Vermelho.
Os dados pareciam mostrar movimentos de água salgada em deslocamento sob a superfície, captados pelo Mars Reconnaissance Orbiter. Mas o Curiosity não vai explorar estas áreas e não terá condições de confirmar a hipótese.
Os cientistas ainda não confirmaram água líquida em Marte, mas descobriram gelo nos polos.
A Nasa considera o veículo de exploração como um ponto médio no longo caminho de exploração do planeta, que começou com o pouso do dispositivo espacial Viking em 1976 e pode culminar com uma missão de exploração humana em 2030.
Qualquer pista que o robô possa enviar sobre a habitabilidade do quarto planeta mais próximo do Sol, e sobre os níveis de radiação, será de vital importância para a Nasa e as futuras missões de exploração.
"Estamos, basicamente, lendo a história da evolução ambiental em Marte", afirmou John Grotzinger, diretor do projeto do Laboratório Científico de Marte no Instituto de Tecnologia da Califórnia.[Fonte: Exame.com]

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Água, 'árvores' e 'ET': veja as melhores imagens de Marte


Programada para ser lançada rumo a Marte no sábado, a sonda Curiosity se juntará a uma série de equipamentos que registrou desde descobertas incríveis a imagens impressionantes. Veja a seguir algumas das melhores fotografias feitas durante a exploração do planeta vizinho Foto: Nasa/Divulgação


Essa imagem de 2010, colorida artificialmente, mostra água em estado sólido em uma cratera em Marte. O registro foi feito 10 anos depois da descoberta da substância no planeta. Até agora, somente a presença de gelo, e não água líquida, foi confirmada no planeta vizinho Foto: Nasa/Divulgação


Registro mostra o que seria água corrente. Os filetes escuros da fotografia seriam o primeiro indício da presença de água líquida no planeta, mas os cientistas da Nasa são cautelosos: ainda precisa confirmação, e isso vai demorar alguns anos. Veja a sequência de imagens que mostraria água fluindo em Marte Foto: Nasa/Divulgação


Os registros das sondas Viking foram os primeiros a indicar que Marte não tem vida. Contudo, estudos feitos 30 anos depois indicam que o experimento foi mal feito, já que as sondas podem ter destruído qualquer forma de vida durante o pouso Foto: Nasa/Divulgação


Uma das imagens mais famosas do planeta é o "rosto" de Marte, também registrada pela Viking 1. Várias imagens feitas da mesma região já mostraram que a face era apenas uma combinação de sombras e formas naturais - inclusive uma de 2010, feita pela Mars ReconnaissanceFoto: Nasa/Divulgação


Para muitas pessoas, o ser era um ET, uma figura humanoide e, segundo relatou a Sky News na época, para um internauta parecia até um "alien nu correndo". Contudo, para os cientistas, o "homem de Marte" não passa de uma pedra Foto: Nasa/Divulgação


Outra imagem conhecida do planeta, este registro de 2008 mostra as "árvores de Marte". Registradas pela Mars Reconnaissance Orbiter, sonda que orbita o planeta, essas marcas, segundo a Nasa, surgem quando o gelo da região polar (formado por dióxido de carbono) derrete e a areia negra escorre do topo das dunas, dando a impressão errada. Essas "cascatas" de areia negra têm cerca de 1 km e não fazem sombraFoto: Nasa/Divulgação



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