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sexta-feira, 13 de março de 2015

Nasa lança quatro naves para estudar campo magnético


A Nasa lançou na noite desta quinta-feira (12 de março de 2015) quatro naves para estudar o campo magnético que rodeia a Terra e suas interações com os ventos solares, que em alguns casos podem afetar as telecomunicações, o GPS e redes elétricas.
A nave Atlas da empresa americana United Launch Alliance, que transporta os quatro satélites, decolou de Cabo Canaveral, na Flórida, às 22H44 local (23H44 Brasília), como estava previsto, numa janela de lançamentos de 30 minutos.
Os quatro satélites foram lançados com sucesso uma hora e 45 minutos depois do lançamento, informou a Nasa duas horas depois, em comunicado.
"A separação da da nave espacial foi total".
Os satélites circulam numa órbita de um perigeu de 7.500 quilômetros e um apogeu de 75.000 quilômetros na primeira fase da missão.
As quatro naves espaciais idênticas - de 1,2 tonelada cada uma - da missão "Magnetospheric Multiscale" ou MMS voarão em formação de pirâmide, o que permitirá obter imagens em três dimensões e recolher uma grande quantidade de informação desta zona de colisão entre o campo magnético terrestre e as partículas solares que chegam a grande velocidade e formam seu próprio campo magnético, a cerca de 60.000 km da Terra.
O campo magnético do nosso planeta normalmente o protege destas partículas, mas quando há erupções solares de alta potência ocorre um fenômeno chamado de reconexão magnética na magnetosfera terrestre responsável pelas auroras boreais e também pelas tormentas magnéticas que podem perturbar os satélites de comunicações e as redes elétricas.
"A reconexão magnética é um dos fatores mais importantes nos fenômenos meteorológicos espaciais", explica Jeff Newmark, diretor da divisão de heliofísica da Nasa.
"As erupções solares, as ejeções de massa coronal, as tempestades de geomagnéticas...todos esses fenômenos incluem a liberação por reconexão magnética de energia armazenada nos campos magnéticos", detalha.
A missão tem um custo de 1.100 milhões de dólares e durará dois anos.
Na primeira fase, as sondas MMS explorarão a região onde o vento solar se choca com o campo magnético da Terra.
Diferentemente de missões anteriores para estudar as reconexões magnéticas, os satélites MMS terão uma resolução suficientemente alta para capturar o fenômeno em tempo real, no momento em que ocorrerem.
Os quatro satélites começarão a missão científica em setembro, quando estiverem os instrumentos estiverem calibrados. [Fonte: Yahoo]

quinta-feira, 12 de março de 2015

A um passo de Marte: Nasa faz primeiro teste de poderoso foguete

AFP/NASA/AFP - (Nasa) O foguete auxiliar Space Launch System, no dia 11 de março de 2015, no Centro Espacial Kennedy, na Flórida

A Nasa realizou nesta quarta-feira (11 de março de 2015) um primeiro teste em solo de um foguete auxiliar destinado a equipar o futuro veículo de lançamento de carga pesada da agência espacial norte-americana, o "Space Launch System" (SLS), que será utilizado para cumprir a meta de viajar até Marte.
"Teste fantástico, resultado fantástico", comemorou Alex Priskos, um dos encarregados do sistema de propulsão dos ônibus espaciais da Nasa.
Preso horizontalmente ao solo na base de uma montanha em Utah, o foguete auxiliar de 54 metros de comprimento funcionou como previsto, após ser aquecido durante dois minutos para testar o desempenho do sistema quando for eventualmente lançado.
Mais de 500 sensores registraram os dados emitidos, que serão analisados nos próximos meses.
O arranque do motor do foguete foi feito a uma temperatura ambiente elevada para simular um lançamento no verão, quando a atmosfera supera os 35° C.
Outro teste está previsto para o início de 2016, com temperaturas muito frias, no intuito de simular um lançamento no inverno.
O futuro veículo de lançamento de carga pesada da Nasa será equipado por estes dois foguetes de reforço para a decolagem, que são versões modernizadas e mais potentes que as usadas para o ônibus espacial.
Eles permitirão dispor de 75% da força propulsora do SLS durante os dois primeiros minutos do lançamento. O restante será garantido pelos quatro motores criogênicos RS-25 do lançador, que provêm também do ônibus.
O último ônibus espacial voou em julho de 2011.
O SLS realizará seu primeiro voo de testes em 2018 e lançará na ocasião a cápsula Orion. No futuro, esta cápsula transportará dois astronautas norte-americanos para as missões ao redor da Lua, de um asteroide e, no longo prazo, até Marte, possivelmente em 2030.
A cápsula Orion realizou seu primeiro voo-teste sem astronautas em dezembro de 2014, quando deu voltas ao redor da Terra para testar seu escudo térmico ao voltar para a atmosfera. [Fonte: Yahoo]

quarta-feira, 11 de março de 2015

Galáxias anãs cheias de matéria escura são encontradas orbitando a Via Láctea.

Cientistas de todo o mundo trabalham há décadas usando telescópios espaciais cada vez mais potentes, por isso é um pouco chocante quando descobrimos coisas novas no universo próximo – especialmente se tratando de até nove galáxias que, até então, eram desconhecidas.
Uma equipe de astrônomos na Universidade de Cambridge (Reino Unido) identificou diversas galáxias anãs que orbitam a Via Láctea. Elas estão perto da Grande e Pequena Nuvem de Magalhães, duas galáxias anãs conhecidas há mais de cem anos.
A descoberta é relevante porque o alto teor de matéria escura nas galáxias anãs – cerca de 99% – as torna ideais para testar nossas hipóteses existentes sobre ela.
Por enquanto, a matéria escura é um enigma: como explica a NASA, “temos mais certeza do que ela não é”. Primeiro, ela não emite radiação eletromagnética – ou seja, luz, ondas de rádio, raios X ou gama – e portanto não está na forma das estrelas e planetas que vemos. Ela também não é antimatéria (ou seja, não se cancela quando entra em contato com matéria), nem forma buracos negros.
Os cientistas sabem que ela existe somente porque veem os seus efeitos sobre a matéria luminosa. Acredita-se que a matéria escura forma a misteriosa estrutura oculta que une as diferentes partes do universo.
Segundo o Dr. Vasily Belokurov, um dos coautores do estudo:
Satélites anões são a fronteira final para testar nossas teorias da matéria escura. Precisamos encontrá-los para determinar se o nosso entendimento do cosmos faz sentido. E descobrir um grande grupo de satélites perto das Nuvens de Magalhães foi surpreendente, pois pesquisas anteriores do céu meridional encontrou muito pouco – por isso não esperávamos encontrar tal tesouro.

 As nove galáxias anãs, que ficam próximas às Nuvens de Magalhães. (Crédito: V. Belokurov, S. Koposov, M. Putman)

“A descoberta de tantos satélites em uma área tão pequena do céu foi completamente inesperada”, disse Sergey Koposov, o principal autor do estudo. “Eu não podia acreditar nos meus olhos.”
Os resultados foram possíveis graças à Dark Energy Survey, um projeto de cinco anos que usa a Dark Energy Camera, uma câmera de 570 megapixels instalada no telescópio Victor M Blanco nos Andes, no Chile.
A equipe está confiante na identidade de três das nove galáxias anãs, mas as seis restantes poderiam ser galáxias anãs ou aglomerados globulares – que têm propriedades visuais semelhantes, mas não dependem da matéria escura para existirem. Será necessária uma futura análise espectroscópica para determinar qual é o caso. [Universidade de Cambridge]
Seis das nove galáxias anãs recém-descobertas; as outras estão fora do campo de visão. Este é um observatório no deserto do Atacama, no Chile. (Crédito: V. Belokurov, S. Koposov, Y. Beletsky)
Foto por slworking/Flickr - Fonte: BoaInformação . 

Obervações de Leitores do Blog:


O Universo visivel é maior que isso. Mas a informação do Blog está absurdamente errada. As distancias das galaxias anãs descobertas variam de aprox. 100 mil a 1 milhao de anos luz de distancia. Vamos corrigir pessoal! Um página bakana assim! em Cientistas descobrem 9 galáxias anãs orbitando a Via Láctea
Em resposta a 97 bilhoes de anos luz de distancia da terra? Acho q ta errado, não? O Universo visivel se nao me engano é de 18 bilhoes de anos luz... bom... verifique ae... sei la... abraço. 

97 bilhoes de anos luz de distancia da terra? Acho q ta errado, não? O Universo visivel se nao me engano é de 18 bilhoes de anos luz... bom... verifique ae... sei la... abraço em Cientistas descobrem 9 galáxias anãs orbitando a Via Láctea.



Cientistas descobrem 9 galáxias anãs orbitando a Via Láctea

Astrônomos da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, divulgaram nesta terça-feira (10 de Março de 2015) um estudo no qual identificam nove galáxias anãs, que eram desconhecidas até agora, orbitando ao redor da Via Láctea.
O descobrimento desses corpos pode ser crucial para se conseguir avanços em termos de conhecimento da matéria escura, a misteriosa substância que mantém unidas as galáxias no universo.
Trata-se da primeira descoberta deste tipo de objeto em cerca de uma década, já que em 2005 e 2006 foram descobertas dúzias de galáxias anãs desse mesmo tipo sobre o hemisfério norte da Terra.
Desta vez, os cientistas detectaram sobre o hemisfério sul, próximo das Nuvens de Magalhães, os novos corpos, bilhões de vezes mais finos e milhões de vezes menores que a Via Láctea.
A mais próxima das nove galáxias anãs se encontra na região da constelação de Reticulum, a 97 bilhões de anos luz da Terra - a meio caminho das Nuvens de Magalhães -, enquanto a mais distante está há mais de 1,2 milhões de anos luz, na constelação de Eridano.
Os investigadores utilizaram os dados obtidos durante o primeiro ano de funcionamento do Observatório da Energia Escura (DES, sigla em inglês), um projeto de observação do céu no qual participam instituições de pesquisa e universidades de Estados Unidos, Brasil, Reino Unido, Alemanha, Espanha e Suíça.
Três dos objetos descobertos são galáxias anãs bem "definidas", segundo os cientistas britânicos, enquanto os outros seis poderiam ser tanto galáxias anãs como cúmulos globulares, objetos com propriedades similares as das primeiras, mas nos quais a matéria escura não desempenha um papel essencial.
As galáxias anãs são as menores formações deste tipo no universo e podem chegar a conter apenas 5 mil estrelas, em comparação com as centenas de bilhões que existem na Via Láctea.
Os modelos cosmológicos tradicionais preveem a existência de centenas de galáxias anãs orbitando ao redor de nossa galáxia, mas seu pequeno tamanho e baixa luminosidade tornam sua detecção um trabalho complexo.
Trata-se de corpos compostos em 99% de matéria escura e em 1% de matéria ordinária, aquela que é observável.
A matéria escura, que compõe aproximadamente um quarto de toda matéria e energia do universo, só revela sua presença através dos efeitos gravitacionais sobre outros objetos.
Os satélites da Via Láctea detectados agora "representam a última fronteira para provar nossas teorias sobre a matéria escura. Necessitamos encontrá-los para poder confirmar que a imagem que elaboramos do universo faz sentido", disse Vasily Belokurov, um dos autores do estudo.
A detecção dos novos corpos é para Wyn Evans, coautor da pesquisa, um resultado "desconcertante".
"Talvez, em algum momento, eram satélites que orbitavam ao redor das Nuvens de Magalhães e acabaram sendo lançados para o exterior. Ou é possível que sejam parte de um grande grupo de galáxias que, junto com as Nuvens de Magalhães, estão sendo atraídos em direção à nossa Via Láctea", afirmou Evans.
O Observatório da Energia Escura é um projeto que levará cinco anos e que fotografa o céu do hemisfério sul com um detalhe sem precedentes, graças a uma câmera de 570 megapixels, a mais potente já feita até agora, capaz de detectar galáxias a 8 bilhões de anos luz da Terra. EFE [Fonte: Yahoo]

quinta-feira, 5 de março de 2015

NASA prepara-se para a chegada a planeta inexplorado


A sonda espacial Dawn entra amanhã, dia 6 de março de 2015, na órbita de Ceres. Lançada pela NASA em setembro de 2007,entrou na fase final de aproximação do planeta-anão em dezembro passado. Desde então tem fornecido à estação espacial norte-americana imagens com cada vez melhor resolução deste pequeno planeta ainda tão desconhecido e que se localiza no cinturão de asteróides entre Marte e Júpiter.
Nas últimas informações enviadas a sonda deixou os cientistas de todo o mundo perplexos por ter capturado imagens de Ceres, revelando dois pontos brilhantes sob a sua superfície, dentro de uma cratera. "Estas manchas foram extremamente surpreendentes. Nas primeiras imagens de Ceres vemos muitas características estranhas: áreas planas, áreas caoticamente fracturadas e crateras de todos os tamanhos e feitios. De particular interesse são estes pontos brilhantes que se destacam contra a superfície escura de Ceres", declarou a cientista Carol Raymond, do laboratório da NASA Jet Propulsion, responsável pela missão. Os cientistas especulam que os pontos brilhantes podem corresponder a blocos de gelo, suspeitando que o planeta-anão poderá ter tido um oceano no subsolo, que congelou.
Pelo caminho até Ceres, a sonda visitou ainda o asteróide Vesta, por um período de catorze meses, entre 2011 e 2012, com o objetivo de perceber melhor a formação do nosso sistema solar. "Tanto Vesta como Ceres estavam a caminho de se tornar planetas, mas o seu crescimento foi interrompido pela gravidade de Júpiter", afirma Raymond. "Estes dois corpos são como fósseis dos primórdios do sistema solar e lançam luzes sobre a sua origem. São amostras dos blocos construtores que formaram Vénus, Terra e Marte. Os corpos como o de Vesta podem ter contribuído fortemente para o núcleo do nosso planeta, e corpos como Ceres podem ter providenciado a nossa água".
Depois da sua chegada marcada para amanhã, a Dawn vai ainda demorar cerca de um mês a posicionar-se para cumprir a sua função de observar Ceres por um período de catorze meses. Juntamente com a sonda New Horizons, que deverá chegar a Plutão em julho de 2015, estas missões podem devolver o estatuto de planeta a estes dois corpos celestes, desde 2006 despromovidos para a categoria de planeta-anão. Segundo a União Astronómica Internacional, tanto Plutão como Ceres cumprem uma série de critérios para a denominação de "planeta": orbitam em torno de uma estrela e têm massa suficiente para terem uma forma esférica, considerando a sua gravidade. O principal entrave prende-se com o critério da dominância orbital, isto é, não compartilhar a sua órbita com outros corpos do mesmo tamanho, que não sejam os seus satélites. Este é, contudo, um critério que tem gerado debate no seio da comunidade científica.
Ceres foi descoberto pelo astrónomo siciliano Giuseppe Piazzi, em 1801. Primeiramente classificado de planeta foi, posteriormente, destituído para a categoria de asteróide e, em 2006, de planeta-anão.[Fonte: Tecnologia]

Missões da NASA podem acrescentar dois planetas ao sistema solar?


Na imagem comparativa da NASA, Plutão surge em baixo, com a sua lua Caronte, que tem quase metade do tamanho do planeta anãoFotografia © NASA
Missões da NASA podem relançar debate sobre estatuto dos dois objetos que já foram considerados planetas, Plutão e Ceres.
Pode Plutão voltar a ser um planeta? As missões da Agência Espacial norte-americana (NASA) aos planetas anões Ceres e Plutão podem contribuir para mudar a definição dos dois objetos, devolvendo-lhes o estatuto de planeta.
É pelo menos essa a expectativa de muitos astrónomos, que esperam que as missões tragam as respostas necessárias. A Dawn entra amanhã na órbita de Ceres e a New Horizons vai chegar a Plutão a 15 de julho.
Apesar de estarem na categoria de planeta anão desde 2006, Ceres e Platão cumprem várias condições para a definição de planeta estabelecida pela União Astronómica Internacional (IAU na sigla em inglês). Os dois orbitam à volta de uma estrela e ambos têm massa suficiente para serem esféricos, um efeito da sua própria gravidade. O que os diferencia dos planetas maiores é o facto de não cumprirem o terceiro critério da dominância orbital (quando um objeto domina a sua órbita, tendo afastado os outros objetos).
Mas ainda não existe um consenso quanto a esta condição ser considerada necessária para definir um objeto como planeta. Alguns astrónomos argumentam que a Terra também não conseguiria atingir a dominância orbital se estivesse situada na localização de Ceres e, como tal, não seria considerada um planeta pela definição da IAU.
"Espero que 2015 seja o ano em que um consenso geral, construído sobre o conhecimento destes dois objetos, permite devolver Plutão e acrescentar Ceres à nossa família de planetas", escreveu o astrónomo David Weintraub, da Universidade de Vanderbilt, na página Phys.org [Fonte: DN Ciência]

quarta-feira, 4 de março de 2015

Sonda da NASA aproxima-se de Ceres e da explicação sobre luzes misteriosas

Ceres, o menor dos planetas anões do Sistema Solar, receberá no próximo dia 6 de março, pela primeira vez em sua história, a visita de uma sonda da agência espacial americana (Nasa) que averiguará se o corpo celeste esconde sob sua superfície uma camada de água gelada.
Em entrevista coletiva, técnicos da Nasa ofereceram nesta segunda-feira detalhes da missão da sonda Dawn, lançada ao espaço em 2007 e que se dedicará a enviar durante 16 meses imagens de Ceres aos cientistas para que possam estudar sua superfície e entender melhor sua origem e evolução.
"Dawn está prestes a fazer história", afirmou Robert Mase, diretor da missão da sonda no Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa em Pasadena, na Califórnia.
Ceres foi descoberto em 1801 por Giuseppe Piazzi e primeiro foi considerado um cometa, depois um planeta e um asteroide, até que finalmente foi catalogado como planeta anão em 2006.
A sonda Dawn começou a fase final de aproximação de Ceres em dezembro e já enviou à Nasa imagens nas quais se pode ver um brilho dentro de um das crateras da superfície escura do planeta anão.
A diretora do Programa de Pequenos Corpos Espaciais, Carol Raymond, explicou que os brilhos retratados nessas fotografias seguem sendo um "mistério".
"Nunca antes tínhamos visto no espaço brilhos como estes. Estão dentro de uma cratera no qual a Agência Espacial Europeia (ESA) encontrou vapor de água e não sabemos se poderia estar relacionado", declarou Raymond.
As imagens que permitem ver os brilhos, e que Raymond mostrou durante sua entrevista coletiva, foram feitas pela sonda no final de fevereiro a uma distância de 46.000 quilômetros do planeta anão.
O pesquisador principal da missão de Dawn, Chris Russell, disse em comunicado que os brilhos de Ceres poderiam ter uma origem vulcânica, mas prefere esperar imagens de maior resolução para poder fazer afirmações geológicas.
"Estudar Ceres nos permitirá fazer uma pesquisa histórica do espaço, poderemos adentrar no primeiro capítulo da história de nosso sistema solar", afirmou o diretor da Divisão de Ciências Planetárias da Nasa, Jim Green, em videoconferência da sede da agência espacial em Washington.
"Os dados enviados de Dawn poderiam contribuir para avanços significativos em nossa compreensão de como se formou o sistema solar", acrescentou o cientista.
A sonda Dawn já visitou, durante 14 meses, entre 2011 e 2012, o asteroide gigante Vesta, que, como Ceres, se encontra no cinturão de asteroides compreendido entre as órbitas de Marte e Júpiter e que abriga centenas de corpos celestes.
Na ocasião, a sonda conseguiu fazer mais de 30.000 imagens do corpo e proporcionou aos cientistas melhores conhecimentos sobre a composição e a história geológica de Vesta, que tem um diâmetro médio de 525 quilômetros.
Ceres, com um diâmetro médio de 950 quilômetros, poderia ter se formado mais tarde que Vesta e poderia ser mais frio em seu interior, segundo explica a Nasa em seu site.
Provas científicas, recolhidas pela agência espacial, sugerem que Vesta só conserva uma pequena quantidade de água, já que se formou antes que Ceres, quando o material radioativo era mais abundante e fazia mais calor.
Segundo a Nasa, Ceres poderia abrigar um grosso manto de gelo e esconder um oceano sob sua crosta gelada. Além disso, os cientistas estimam que 25% de sua massa planetária poderia ser água.[Fonte: Terra]

segunda-feira, 2 de março de 2015

Cientistas afirmam ter encontrado 'semente de vida alienígena'



Uma “semente alienígena”. É assim que Milton Wainwright, astro-biólogo da Universidade de Buckingham, na Inglaterra, chama sua nova descoberta. Trata-se de um minúsculo objeto esférico e metálico colhido por um balão estratosférico.

Composta por titânico e vanádio, a “semente” possui um material filamentoso sobre a superfície e um composto biológico viscoso em seu interior. Especialistas e ufólogos acreditam se tratam de uma tentativa de a esfera ser um micro-organismo enviado à Terra para semear vida alienígena. 

Apesar das afirmações de especialistas, o objeto segue em estudo para ser melhor compreendido. Wainwright e sua equipe são responsáveis por analisar diversas partículas e objetos trazidos à Terra por meio de balões estratosféricos. [Fonte: Yahoo]

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Vaticano não liga para críticas e mantém Observatório do Universo funcionando


Reprodução
Ainda que a religião católica não admita a existência de vida fora da Terra, parte da Igreja se dedica bastante à observação de fenômenos extraterrestres. Para isso, existem sacerdotes especializados em astronomia que, segundo eles próprios, buscam ajuda para “se conectar com o criador”. 

Por mais que o Observatório Astronômico do Vaticano se dedique a observar o espaço e, consequentemente, fenômenos extraterrestres, ele nega que esteja em busca de outras formas de vida. “Não fazemos nada de estranho, estamos apenas fazendo ciência, não procurando extraterrestres para evangelizar”, afirma Paul Gabor, vice-diretor do Observatório.

E mesmo com todas as críticas vindas de astrônomos consagrados, os sacerdotes que trabalham no Observatório não se deixam abater. “Não é porque somos religiosos que somos fechados à ciência. Sabemos que o Universo está aí para que o entendamos”, finaliza Gabor.

As primeiras referências ao Observatório do Vaticano datam de 1582. Foi, porém, o papa Leão 8 que o estabeleceu oficialmente em 1891. Desde então, ele serve para que a Igreja fique mais próxima do Universo e, segundo os sacerdotes, entenda melhor Deus. [Fonte: Yahoo]

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Cientistas descobrem buraco negro 12 bilhões de vezes maior que o Sol


Um grupo de cientistas descobriu um buraco negro com uma massa aproximadamente 12 bilhões de vezes maior que a do Sol, segundo publicou nesta quarta-feira (25 de Fevereiro de 2015) a revista britânica Nature.
A equipe detectou um quasar que contém um buraco negro supermassivo em seu interior e que pertence a uma época na qual o universo tinha menos de 1 bilhão de anos.
Esta descoberta poderia questionar em profundidade determinadas teorias sobre a formação e o crescimento dos buracos negros e das galáxias.
O buraco negro de grande massa está localizado no coração de um quasar ultraluminoso, um corpo celeste de pequeno diâmetro e grande luminosidade que emite grandes quantidades de radiação.
Após analisar a descoberta, o grupo de astrônomos considera que o buraco negro se originou a cerca de 900 milhões de anos depois do Big Bang, algo que consideraram "particularmente surpreendente".
A descoberta e o estudo posterior foram realizados por uma equipe de astrônomos da universidade de Pequim e coordenado por Xue-Bing Wu, professor do departamento de astronomia dessa universidade.
Xue-Bing Wu e sua equipe realizaram um acompanhamento do quasar utilizando dados de projetos de inspeção e estudos como o SDSS (exploração Digital do Espaço Sloan) e o 2MASS (Reconhecimento em dois micrometros do céu completo).
Além disso, os astrônomos também utilizaram dados do estudo da Nasa Wide-Field Infrared Survey Explorer (WISE), um projeto que lançou um telescópio espacial em 2009 para estudar a radiação infravermelha.
O astrônomo do Max Planck Institute for Astronomy Bram Venemans reagiu em artigo da "Nature" à descoberta e afirmou que "descobrir buracos negros pertencentes ao início dos tempos cósmicos é algo estranho".
Apesar da rareza desta descoberta, Venemans especificou que "a tecnologia atual e futura dará a possibilidade da ciência conhecer as características do universo durante as primeiras centenas de milhões de anos depois do Big Bang".
Segundo a cosmologia atual, a origem do universo se remonta à grande explosão de um ponto de densidade infinita que gerou a matéria, o espaço e o tempo. [Fonte: Info.abril]

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Cientistas revelam que estrela alienígena esteve na fronteira do Sistema Solar há 70 mil anos

O objeto, uma anã-vermelha batizada de Estrela de Scholz, cruzou os limites de uma região do Sistema Solar conhecida do nuvem de Oort. E ela não estava sozinha. A Estrela de Scholz faz parte de um sistema binário com em que é acompanhada por um outro objeto celeste de menor porte - uma chamada anã-marrom, "estrela fracassada" que não conseguiu acumular massa suficiente para dar início ao processo de fusão de átomos em seu núcleo.
A suspeita com relação à aproximação da estrela, publicada na revista "Astrophysical Journal Letters", foi feita com base em observações de sua trajetória que sugerem que há 70 mil anos ela passou a meros 0,8 anos-luz do Sol. Por comparação, a estrela mais próxima, Proxima Centauri, está há 4,2 anos-luz daqui, ou cerca de cinco vezes mais longe.


No estudo, os astrônomos liderados por Eric Mamajek, da Universidade de Rochester, em Nova York, afirmam com 98% de certeza de que a Estrela de Scholz viajou através do que é, hoje, conhecida como nuvem de Oort - uma vasta região no limite do Sistema Solar onde estão trilhões de aglomerados de rocha, gases e gelo que dão origem a muitos dos cometas. Essa região se assemelharia a esfera de objetos ao redor do Sistema Solar e as estimativas são de que ela se estender a até um ano -luz do Sol.

Para determinar a trajetória da estrela, os pesquisadores avaliaram duas informações: a mudança na distância do Sol até a estrela (sua velocidade radial) e o movimento da estrela no céu (sua velocidade tangencial). A Estrela de Scholz, atualmente, está a 20 anos-luz de distância.[Fonte: Yahoo Notícias]

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Via Láctea pode ser um gigantesco buraco de minhoca



Sistema de transporte intergaláctico
Você acreditaria que a Via Láctea inteira pode ser um gigantesco buraco de minhoca, um "sistema de transporte intergaláctico"?
Pois com base nos últimos dados e cálculos dos físicos, nossa galáxia pode, em teoria, ser um enorme buraco de minhoca, um túnel no espaço-tempo capaz de nos levar aos confins do Universo. E, se isso for verdade, a Via Láctea seria um buraco de minhoca "estável e navegável".
Esta é a hipótese levantada por uma equipe de físicos indianos, italianos e norte-americanos que, de quebra, tenta estimular seus colegas cientistas a repensar a matéria escura "com mais precisão".
"Se combinarmos o mapa da matéria escura na Via Láctea com o modelo mais recente do Big Bang para explicar o Universo, e aventarmos a hipótese da existência de túneis no espaço-tempo, o que temos é que a nossa galáxia realmente poderia conter um desses túneis, e que o túnel poderia até mesmo ser do tamanho da própria galáxia," explica Paolo Salucci, astrofísico da Escola Internacional de Estudos Avançados (SISSA), na Itália.
"Mas há mais: Nós poderíamos até mesmo viajar por este túnel, uma vez que, com base em nossos cálculos, ele pode ser navegável, exatamente como aquele que vimos no recente filme Interestelar," acrescenta o cientista.
Buracos de minhoca
Embora túneis no espaço-tempo - ou buracos de minhoca ou Pontes de Einstein-Rosen - tenham ganho popularidade entre o público por meio dos filmes de ficção científica, eles têm sido o foco de atenção de pesquisas sérias dos físicos há décadas - Albert Einstein e Nathan Rosen publicaram seu trabalho em 1935 e levaram a fama, mas Ludwig Flamm havia publicado um trabalho sobre túneis no espaço-tempo em 1916.
Mais recentemente, os buracos de minhoca foram a grande estrela do filme Interestelar, de Christopher Nolan.













"O que tentamos fazer em nosso estudo foi resolver a equação fundamental na qual a astrofísica 'Murph' [personagem do filme, interpretada por Jessica Chastain] estava trabalhando. É evidente que nós fizemos isso muito antes de o filme sair," brinca Salucci. "É, de fato, um problema extremamente interessante para estudos da matéria escura."
"Obviamente não estamos afirmando que nossa galáxia definitivamente é um buraco de minhoca, mas simplesmente que, de acordo com os modelos teóricos, esta hipótese é uma possibilidade," acrescenta.
Mas será que essa teoria poderia ser testada experimentalmente?
"Em princípio, poderíamos testar a hipótese comparando duas galáxias - nossa galáxia e outra, muito próxima, por exemplo a Nuvem de Magalhães, mas ainda estamos muito longe de qualquer possibilidade real de fazer essa comparação," responde Salucci.
Matéria Escura? Fala sério
Para chegar às suas conclusões, os astrofísicos combinaram as equações da Relatividade Geral com um mapa extremamente detalhado da distribuição da matéria escura na Via Láctea, obtido em um estudo realizado pela equipe em 2013.
"Além da hipótese da ficção científica, nossa pesquisa é interessante porque propõe uma reflexão mais complexa sobre a matéria escura," explica o físico, que conclama seus colegas a "falar mais sério" sobre a hipótese da matéria escura.
Ele salienta que os cientistas vêm tentando há muito tempo explicar a matéria escura levantando a hipótese da existência de uma partícula específica, o neutralino, que, no entanto, nunca foi identificada no LHC e nem observada no Universo.
Mas também existem teorias alternativas que não se baseiam nessa partícula "e talvez seja a hora de os cientistas levarem essa questão mais a sério," recomenda Salucci, sem ser muito ácido em suas críticas às atuais teorias da matéria escura.
A seguir ele acrescenta suas próprias ideias e os caminhos que as discussões deveriam tomar.
"A matéria escura pode ser 'outra dimensão', talvez até mesmo um sistema central de transporte galáctico. De qualquer forma, nós realmente precisamos começar a nos perguntar o que a matéria escura é," conclui Salucci. [Fonte: Inovação Tecnológica]
Bibliografia:



Possible existence of wormholes in the central regions of halos

Farook Rahaman, P. Salucci, P.K.F. Kuhfittig, Saibal Ray, Mosiur Rahaman

Annals of Physics

Vol.: 350, Pages 561-567

DOI: 10.1016/j.aop.2014.08.003
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