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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Vaticano não liga para críticas e mantém Observatório do Universo funcionando


Reprodução
Ainda que a religião católica não admita a existência de vida fora da Terra, parte da Igreja se dedica bastante à observação de fenômenos extraterrestres. Para isso, existem sacerdotes especializados em astronomia que, segundo eles próprios, buscam ajuda para “se conectar com o criador”. 

Por mais que o Observatório Astronômico do Vaticano se dedique a observar o espaço e, consequentemente, fenômenos extraterrestres, ele nega que esteja em busca de outras formas de vida. “Não fazemos nada de estranho, estamos apenas fazendo ciência, não procurando extraterrestres para evangelizar”, afirma Paul Gabor, vice-diretor do Observatório.

E mesmo com todas as críticas vindas de astrônomos consagrados, os sacerdotes que trabalham no Observatório não se deixam abater. “Não é porque somos religiosos que somos fechados à ciência. Sabemos que o Universo está aí para que o entendamos”, finaliza Gabor.

As primeiras referências ao Observatório do Vaticano datam de 1582. Foi, porém, o papa Leão 8 que o estabeleceu oficialmente em 1891. Desde então, ele serve para que a Igreja fique mais próxima do Universo e, segundo os sacerdotes, entenda melhor Deus. [Fonte: Yahoo]

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Cientistas descobrem buraco negro 12 bilhões de vezes maior que o Sol


Um grupo de cientistas descobriu um buraco negro com uma massa aproximadamente 12 bilhões de vezes maior que a do Sol, segundo publicou nesta quarta-feira (25 de Fevereiro de 2015) a revista britânica Nature.
A equipe detectou um quasar que contém um buraco negro supermassivo em seu interior e que pertence a uma época na qual o universo tinha menos de 1 bilhão de anos.
Esta descoberta poderia questionar em profundidade determinadas teorias sobre a formação e o crescimento dos buracos negros e das galáxias.
O buraco negro de grande massa está localizado no coração de um quasar ultraluminoso, um corpo celeste de pequeno diâmetro e grande luminosidade que emite grandes quantidades de radiação.
Após analisar a descoberta, o grupo de astrônomos considera que o buraco negro se originou a cerca de 900 milhões de anos depois do Big Bang, algo que consideraram "particularmente surpreendente".
A descoberta e o estudo posterior foram realizados por uma equipe de astrônomos da universidade de Pequim e coordenado por Xue-Bing Wu, professor do departamento de astronomia dessa universidade.
Xue-Bing Wu e sua equipe realizaram um acompanhamento do quasar utilizando dados de projetos de inspeção e estudos como o SDSS (exploração Digital do Espaço Sloan) e o 2MASS (Reconhecimento em dois micrometros do céu completo).
Além disso, os astrônomos também utilizaram dados do estudo da Nasa Wide-Field Infrared Survey Explorer (WISE), um projeto que lançou um telescópio espacial em 2009 para estudar a radiação infravermelha.
O astrônomo do Max Planck Institute for Astronomy Bram Venemans reagiu em artigo da "Nature" à descoberta e afirmou que "descobrir buracos negros pertencentes ao início dos tempos cósmicos é algo estranho".
Apesar da rareza desta descoberta, Venemans especificou que "a tecnologia atual e futura dará a possibilidade da ciência conhecer as características do universo durante as primeiras centenas de milhões de anos depois do Big Bang".
Segundo a cosmologia atual, a origem do universo se remonta à grande explosão de um ponto de densidade infinita que gerou a matéria, o espaço e o tempo. [Fonte: Info.abril]

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Cientistas revelam que estrela alienígena esteve na fronteira do Sistema Solar há 70 mil anos

O objeto, uma anã-vermelha batizada de Estrela de Scholz, cruzou os limites de uma região do Sistema Solar conhecida do nuvem de Oort. E ela não estava sozinha. A Estrela de Scholz faz parte de um sistema binário com em que é acompanhada por um outro objeto celeste de menor porte - uma chamada anã-marrom, "estrela fracassada" que não conseguiu acumular massa suficiente para dar início ao processo de fusão de átomos em seu núcleo.
A suspeita com relação à aproximação da estrela, publicada na revista "Astrophysical Journal Letters", foi feita com base em observações de sua trajetória que sugerem que há 70 mil anos ela passou a meros 0,8 anos-luz do Sol. Por comparação, a estrela mais próxima, Proxima Centauri, está há 4,2 anos-luz daqui, ou cerca de cinco vezes mais longe.


No estudo, os astrônomos liderados por Eric Mamajek, da Universidade de Rochester, em Nova York, afirmam com 98% de certeza de que a Estrela de Scholz viajou através do que é, hoje, conhecida como nuvem de Oort - uma vasta região no limite do Sistema Solar onde estão trilhões de aglomerados de rocha, gases e gelo que dão origem a muitos dos cometas. Essa região se assemelharia a esfera de objetos ao redor do Sistema Solar e as estimativas são de que ela se estender a até um ano -luz do Sol.

Para determinar a trajetória da estrela, os pesquisadores avaliaram duas informações: a mudança na distância do Sol até a estrela (sua velocidade radial) e o movimento da estrela no céu (sua velocidade tangencial). A Estrela de Scholz, atualmente, está a 20 anos-luz de distância.[Fonte: Yahoo Notícias]

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Via Láctea pode ser um gigantesco buraco de minhoca



Sistema de transporte intergaláctico
Você acreditaria que a Via Láctea inteira pode ser um gigantesco buraco de minhoca, um "sistema de transporte intergaláctico"?
Pois com base nos últimos dados e cálculos dos físicos, nossa galáxia pode, em teoria, ser um enorme buraco de minhoca, um túnel no espaço-tempo capaz de nos levar aos confins do Universo. E, se isso for verdade, a Via Láctea seria um buraco de minhoca "estável e navegável".
Esta é a hipótese levantada por uma equipe de físicos indianos, italianos e norte-americanos que, de quebra, tenta estimular seus colegas cientistas a repensar a matéria escura "com mais precisão".
"Se combinarmos o mapa da matéria escura na Via Láctea com o modelo mais recente do Big Bang para explicar o Universo, e aventarmos a hipótese da existência de túneis no espaço-tempo, o que temos é que a nossa galáxia realmente poderia conter um desses túneis, e que o túnel poderia até mesmo ser do tamanho da própria galáxia," explica Paolo Salucci, astrofísico da Escola Internacional de Estudos Avançados (SISSA), na Itália.
"Mas há mais: Nós poderíamos até mesmo viajar por este túnel, uma vez que, com base em nossos cálculos, ele pode ser navegável, exatamente como aquele que vimos no recente filme Interestelar," acrescenta o cientista.
Buracos de minhoca
Embora túneis no espaço-tempo - ou buracos de minhoca ou Pontes de Einstein-Rosen - tenham ganho popularidade entre o público por meio dos filmes de ficção científica, eles têm sido o foco de atenção de pesquisas sérias dos físicos há décadas - Albert Einstein e Nathan Rosen publicaram seu trabalho em 1935 e levaram a fama, mas Ludwig Flamm havia publicado um trabalho sobre túneis no espaço-tempo em 1916.
Mais recentemente, os buracos de minhoca foram a grande estrela do filme Interestelar, de Christopher Nolan.













"O que tentamos fazer em nosso estudo foi resolver a equação fundamental na qual a astrofísica 'Murph' [personagem do filme, interpretada por Jessica Chastain] estava trabalhando. É evidente que nós fizemos isso muito antes de o filme sair," brinca Salucci. "É, de fato, um problema extremamente interessante para estudos da matéria escura."
"Obviamente não estamos afirmando que nossa galáxia definitivamente é um buraco de minhoca, mas simplesmente que, de acordo com os modelos teóricos, esta hipótese é uma possibilidade," acrescenta.
Mas será que essa teoria poderia ser testada experimentalmente?
"Em princípio, poderíamos testar a hipótese comparando duas galáxias - nossa galáxia e outra, muito próxima, por exemplo a Nuvem de Magalhães, mas ainda estamos muito longe de qualquer possibilidade real de fazer essa comparação," responde Salucci.
Matéria Escura? Fala sério
Para chegar às suas conclusões, os astrofísicos combinaram as equações da Relatividade Geral com um mapa extremamente detalhado da distribuição da matéria escura na Via Láctea, obtido em um estudo realizado pela equipe em 2013.
"Além da hipótese da ficção científica, nossa pesquisa é interessante porque propõe uma reflexão mais complexa sobre a matéria escura," explica o físico, que conclama seus colegas a "falar mais sério" sobre a hipótese da matéria escura.
Ele salienta que os cientistas vêm tentando há muito tempo explicar a matéria escura levantando a hipótese da existência de uma partícula específica, o neutralino, que, no entanto, nunca foi identificada no LHC e nem observada no Universo.
Mas também existem teorias alternativas que não se baseiam nessa partícula "e talvez seja a hora de os cientistas levarem essa questão mais a sério," recomenda Salucci, sem ser muito ácido em suas críticas às atuais teorias da matéria escura.
A seguir ele acrescenta suas próprias ideias e os caminhos que as discussões deveriam tomar.
"A matéria escura pode ser 'outra dimensão', talvez até mesmo um sistema central de transporte galáctico. De qualquer forma, nós realmente precisamos começar a nos perguntar o que a matéria escura é," conclui Salucci. [Fonte: Inovação Tecnológica]
Bibliografia:



Possible existence of wormholes in the central regions of halos

Farook Rahaman, P. Salucci, P.K.F. Kuhfittig, Saibal Ray, Mosiur Rahaman

Annals of Physics

Vol.: 350, Pages 561-567

DOI: 10.1016/j.aop.2014.08.003

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Material orgânico é encontrado em meteorito de Marte

De acordo com o jornal independente “South China Morning Post”, um grupo de cientistas de várias partes do planeta, comandado por geólogos chineses, descobriram em um meteorito proveniente de Marte substância orgânica idêntica ao carvão terrestre.

Tal descoberta fora publicada na última edição da revista científica "Meteoritics and Planetary Science", que também apresenta evidências a respeito da possibilidade da existência de algum tipo de atividade biológica no referido planeta.

Os cientistas ainda descobriram em um meteorito denominado de "Tissint", uma espécie de rocha que pode ter se desprendido de Marte há mais de 700 mil anos após a colisão de um asteroide. Segundo relatos, esse material caiu em nosso planeta em julho de 2011, no Marrocos e após alguns meses de observação e estudos dos fragmentos, o grupo internacional de cientistas chegou à conclusão de que procedia do planeta vermelho.


Para Zhang Jianchao, físico do Instituto de Geologia e Geofísica da Academia Chinesa de Ciências e um dos autores do estudo detalhou no jornal South China Morning Post, que a sua equipe crê que o material semelhante ao carvão encontrado é proveniente de Marte. Zhang ainda disse que o meteorito continha alto nível de deutério, substância essa composta de hidrogênio rara de se encontrar em nosso planeta, mas abundante no planeta vermelho.

A pesquisa dos cientistas também informa que algumas dessas partículas estavam rodeadas por rochas que se formaram muito antes da chegada desse meteorito ao nosso planeta e muito provavelmente essas outras substâncias foram parar por aqui quando da grande colisão do asteroide que dizimou os dinossauros da Terra.

Além disso, a substância similar ao nosso carvão terrestre encontrado nessa época é carente de isótopo do carbono C-13, sugerindo assim, que havia acolhido alguma atividade biológica.[Fonte: Oficinadanet]

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Nasa encontra evidências de vida em Marte

 AFP/NASA/AFP - Ilustração divulgada pela Nasa mostra o cometa e o planeta Marte

O robô Curiosity, que explora crateras em Marte, pode ter descoberto evidências de vida no Planeta Vermelho. De acordo com informações do The Independent, a máquina teria encontrado concentrações consideráveis de gás metano no solo explorado. A quantidade não poderia ter sido transportada por cometas ou asteróides, afirma o diário britânico em sua versão online.

A Nasa ainda explora as amostras obtidas pelo Curiosity para descobrir quais as origens do metano encontrado. Enquanto as respostas não são totalmente precisar, a possibilidade de o gás ser originário de organismos vivos é fortemente considerada. Caso seja confirmada, a hipótese mostra que há formas de vida — mesmo que primitivas — em Marte.

O Curiosity está na cratera em questão desde 2012, explorando o local desde então. Na última semana um comunicado da Nasa afirmando que uma montanha explorada no planeta poderia ser fruto da existência de um lago no local movimentou a comunidade científica. Agora, com as informações sobre o metano, a agência espacial dos EUA parece cada vez mais próxima de responder aos questionamentos da humanidade sobre vida conhecida além da Terra.[Fonte: Yahoo]

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Chegou a Plutão a sonda que nos vai dar a conhecer o 'ex-planeta'

Após quase nove anos de viagem, a sonda ‘New Horizons’ acordou e está pronta para enviar à Terra nova informações sobre Plutão, refere o jornal i.


Foi há cerca de nove anos que a sonda ‘New Horizons’ foi enviada para o espaço com o objetivo de aterrar em Plutão e poder fazer chegar à Terra observações de perto daquele planeta.


A sonda estava regulada de forma a que quando chegasse ao destino começasse a tocar o tema ‘Where My Heart Will Take Me’ de Russel Watson e foi isso que aconteceu este sábado, pelas 10h.

De acordo com os cientistas Alan Stern deu-se “o fim da travessia da New Horizons através de um vasto oceano espacial até à fronteira do nosso sistema solar e o início do objetivo inicial da missão: explorar Plutão e as suas muitas luas em 2015”.

A viagem da sonda não fica por aqui. Esta irá prosseguir rumo ao rochedo mais distante do Sol, dentro do sistema solar, atingindo o ponto mais próximo já no Verão de 2015, escreve o jornal i.

Equipada com uma câmara de vídeo, uma camara telescópica de alta resolução, um detetor de poeiras espaciais, entre outros, esta permitirá conhecer mais em pormenor Plutão.[Fonte: Notícias ao Minuto]

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Sonda Philae detecta moléculas orgânicas em cometa, base da vida na Terra


Pousada em um cometa, a sonda europeia Philae "cheirou" moléculas orgânicas contendo o elemento carbono, a base da vida na Terra, antes de sua bateria primária ficar sem energia e desligar, afirmaram cientistas alemães.
Eles disseram ainda não estar claro se as moléculas incluem os compostos complexos que formam as proteínas. Um dos principais objetivos da missão é descobrir se compostos à base de carbono --e através deles, em última instância, a vida-- foram trazidos à Terra por cometas.
A sonda Philae pousou no cometa 67P/Churyumov–Gerasimenko após uma jornada de 10 anos no espaço a bordo do nave Rosetta em uma missão que pretende desvendar detalhes sobre como os planetas, e talvez até a vida, evoluíram.
A sonda encerrou sua missão de 57 horas na superfície do cometa no sábado, depois de enviar os dados de uma série de experimentos para a Terra por rádio até sua bateria acabar.
Os cometas datam da formação de nossa sistema solar e preservaram moléculas orgânicas antigas, como uma cápsula do tempo.
O instrumento de análise de gás da Philae, conhecido como Cosac, conseguiu "cheirar" a atmosfera e detectar as primeiras moléculas orgânicas depois do pouso, informou o Centro Aeroespacial Alemão (DLR, na sigla em alemão).
A sonda também perfurou a superfície do cometa em busca de moléculas orgânicas, embora ainda não esteja claro se a Philae conseguiu uma amostra para ser analisada pelo Cosac.
Também a bordo da sonda está a ferramenta Mupus, que analisa a densidade e as propriedades térmicas e mecânicas da superfície do cometa que não é tão macia quanto se pensava.
Um sensor térmico deveria penetrar a 40 centímetros da superfície, mas isso não aconteceu, apesar de o martelo utilizado ter sido calibrado em seu nível máximo.
O DLR especula que, depois de atravessar uma camada de pó de 10 a 20 centímetros de espessura, o sensor atingiu uma camada de material que se estima ser tão dura quanto gelo.
“É uma surpresa. Não esperávamos um gelo tão duro no solo”, disse Tilman Spohn, que lidera a equipe responsável pelo Mucus no DLR, em um comunicado nesta terça-feira.
Spohn afirmou que o Mupus poderia ser usado novamente se houver luz solar suficiente para recarregar as baterias da Philae, o que os cientistas esperam acontecer à medida que o cometa se aproximar do sol.[Fonte: R7]

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Chuva de meteoros poderá ser vista nessa madrugada



 Chuva de meteoros poderá ser vista na madrugada de hoje (Foto: Reprodução)

O mês de novembro é marcante para os apaixonados por astronomia. Todos os anos, durante esse período, a chuva de meteoros Leonídeas pode ser vista pelos brasileiros. Na passagem do dia 17 para o dia 18 de novembro, as pessoas terão a chance de vivenciar um dos shows celestes mais bonitos do hemisfério sul.

No geral, especialistas imaginam que a chuva deste ano será apenas “moderada” – com uma média de 10 a 15 meteoros por hora. Mas este tipo de evento é extremamente imprevisível, registrando picos de atividade muito mais intensos em determinados anos.

Estima-se que o melhor horário para observar as estrelas cadentes será pouco antes do amanhecer, entre 4h30 e 5h da manhã. Para conseguir ver os astros com as melhores condições, recomenda-se manter distância dos grandes centros e procurar por lugares com ausência de nuvens, de preferência pontos altos e de baixíssima iluminação. O radiante da chuva será na região da constelação de Leão: para encontrá-la, basta olhar na direção nordeste.

A aparição desses corpos luminosos está associada ao movimento da Terra em torno do Sol. Durante tal período, o planeta encontra um ponto em sua órbita onde estão localizadas essas partículas, no formato de nuvem. As Leonídeas são compostas por restos do cometa Tempel-Tuttle, identificado em 1865. Essas partículas acompanham as órbitas dos cometas em torno do Sol e por isso se encontram com a Terra.[Fonte: Galileu]

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

ESA divulga 'canto' produzido por cometa



(Foto: AP)

A Agência Espacial Europeia divulgou nesta quinta-feira o “canto” do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, onde o robô Philae conseguiu pousar após se desprender da sonda Rosetta em um feito inédito na história da humanidade. O som, inaudível para os seres humanos, teve que ser aumentado 10 mil vezes para ser distinguido. Ouça aqui!

Chamado de "música" pelos próprios pesquisadores, o registro foi captado pela nave espacial Rosetta, que permanece na órbita do corpo celeste.

"Isso é emocionante porque é completamente novo para nós. Não esperávamos isso e ainda estamos tentando entender a física do que está acontecendo", explicou Karl-Heinz Glabmeier, chefe de departamento de Física Espacial Universidade de Tecnologia de Braunschweig, da Alemanha, ao blog RESA Rosetta.

De acordo com a publicação, o som provavelmente é produzido pela atividade do cometa, que solta partículas neutras no espaço, onde colidem com outras partículas de alta energia. “O mecanismo físico exato por trás das oscilações permanece um mistério", continuou o pesquisador.

Postado no SoundCloud, o som já se tornou febre entre os internautas. Alguns acreditam que o “canto” é feito por alienígenas. Outros já usaram o arquivo para criar músicas. O áudio foi ouvido mais de 1 milhão de vezes desde que foi postado.

Primeiro dia na superfície do cometa
O módulo Philae continua ativo nesta quinta-feira sobre a superfície do cometa 67/P Churyumov-Gerasimenko, após uma aterrissagem bastante complexa e já enviou os primeiros dados, entre eles imagens.

Na manobra de aterrissagem, dois arpões com os quais o Philae se prenderia à superfície do cometa não funcionaram e um sistema para fixar o módulo sobre o cometa também falhou, de acordo com informações veiculadas no Twitter.

Por isso, foi necessário corrigir a manobra até conseguir a aterrissagem correta. A sonda Rosetta lançou na quarta-feira o módulo Philae sobre o cometa, quando se encontrava a uma distância de 22 quilômetros.

Philae, que tem o tamanho de uma geladeira e 98 quilos de peso, aterrissou sete horas depois sobre o cometa para analisar sua composição. Os cometas são os corpos celestes mais antigos do Universo e acredita-se que podem ter levado água para a Terra. [Fonte: Yahoo]

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Módulo Philae aterrissa sobre superfície de cometa



(Foto: AP)

 O módulo Philae aterrissou nesta quarta-feira com sucesso sobre a superfície do cometa 67/P Churyumov-Gerasimenko, no qual ficará por vários meses para estudá-lo a fundo. A aterrissagem ocorreu em uma zona chamada Agilkia e o módulo se alimentará de energia solar.
A Agência Espacial Europeia (ESA) informou, a partir do centro de controle de operações da cidade de Darmstadt (Alemanha) que a aterrissagem aconteceu às 16h02 GMT (14h02 de Brasília).

O objetivo da missão é estudar a composição do astro. O chefe da missão Rosetta, da Agência Espacial Europeia (ESA), Paolo Ferri, informou na segunda-feira do centro de controle de operações na cidade de Darmstadt, na Alemanha, que o Philae enviou um sinal de telemetria ao satélite Rosetta confirmando seu funcionamento.

O diretor de voo do Rosetta, Andrea Acommazzo, confirmou com um sorriso e entre aplausos a chegada dos dados de telemetria do Philae e do Rosetta.

A separação do módulo Philae aconteceu às 7h03 (de Brasília), mas a hora deve ser descontada em 28 minutos, tempo que a telemetria demora a chegar na Terra.

Foi a primeira vez que uma espaçonave chegou  tão perto de um cometa, algo que os especialistas compararam em importância científica e complexidade técnica à chegada à Lua ou à missão japonesa Hayabusa, que em 2005 realizou testes na superfície de um asteroide.

A sonda europeia Rosetta chegou em agosto próximo ao cometa 67/P Churyumov-Gerasimenko, após uma viagem de dez anos através do Sistema Solar para estudar sua origem. O cometa não está ativo pois se encontra a uma distância de 450 milhões de quilômetros do Sol.

A ESA vai estudar detalhadamente o desenvolvimento da cauda do cometa, investigar a água que existe dentro do astro e a sua expulsão, analisar que tipo de água se trata e se é semelhante a da Terra. Com isso, será possível descobrir se foram os cometas que trouxeram água para a Terra.

A agência espacial também estudará se existem moléculas complexas no astro -origem da vida- e se foram os cometas quem podem tê-las trazidos para a Terra. [Fonte: Yahoo]

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Galáxia enigmática desafia astrônomos


 [Imagem: NASA/ESA/A. Aloisi]

Espaço é tempo?

Quando olham para o espaço, os astrônomos geralmente fazem uma associação entre distância e tempo - quanto mais longe estiver um corpo celeste, mais antigo ele é.
Isto porque a teoria do Big Bang estabelece uma idade do Universo. Ora, se a luz do objeto demorou uma determinada quantidade de anos para chegar até nós, então essa distância é usada para calcular quantos anos aquele objeto tinha, contados a partir do Big Bang, quando emitiu essa luz.
É por isso que os astrônomos falam em "galáxias primordiais", criadas apenas alguns milhões de anos após o Big Bang.
Contudo, esta nova imagem captada pelo telescópio Hubble mostra uma galáxia que parece oferecer uma exceção a essa regra.
A peculiar DDO 68, também conhecida como UGC 5340, parece-se em tudo com uma galáxia primordial, formada pouco tempo após o Big Bang.
Ocorre que ela está muito próximo de nós, ou seja, sua luz saiu de lá há muito pouco tempo, o que indica que ela é uma galáxia jovem.
A DDO 68 fica a cerca de 39 milhões de anos-luz de distância da Terra. Embora essa distância pareça enorme, ela é cerca de 50 vezes mais perto do que as distâncias habituais para galáxias recém-formadas, geralmente fotografadas pelo Hubble a vários bilhões de anos-luz.
Isto é uma pedra no sapato dos teóricos porque o oposto também já aconteceu, ou seja, astrônomos já localizaram galáxias distantes demais, mas muito "evoluídas" para serem tão antigas.

Galáxias jovens e velhas
Galáxias mais velhas tendem a ser maiores, graças a colisões e fusões com outras galáxias, e são repletas de uma variedade de diferentes tipos de estrelas - incluindo estrelas velhas, jovens, grandes e pequenas.
Sua composição química também é diferente. As galáxias recém-formadas têm uma composição rica em hidrogênio, hélio e um pouco de lítio, enquanto as galáxias mais antigas têm elementos mais pesados, forjados ao longo de várias gerações de estrelas.
A DDO 68, contudo, questiona esses modelos, apresentando todas as características de uma galáxia primordial no universo local.
Intrigados, os astrônomos planejam novos conjuntos de observações para tentar decifrar o mistério.[Fonte: Inovação Tecnológica]

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