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sexta-feira, 24 de julho de 2015

6 razões pelas quais estamos perto de descobrir vida fora da Terra

Nesta quinta-feira (23/07/2015), a Nasa anunciou a descoberta de um planeta muito parecido com a Terra, na zona habitável de uma estrela muito parecida com o Sol. OKepler-452b, um pouco mais velho que a Terra e de órbita similar, teria condições de abrigar vida? Cientistas irão analisar o planeta em busca da resposta. 
Mas separamos aqui alguns dados que sugerem que estamos próximos de encontrar vida fora da Terra. Confira:
1. Sabemos que a vida pode existir no espaço
Cientistas da Nasa conseguiram reproduzir os elementos essenciais para a vida em pleno espaço - quer dizer, não no espaço, mas em um laboratório que simula as condições espaciais no Centro de Pesquisa Ames. Ou seja, você não precisa nem do planeta para ter condições de criar bases genéticas.
2. Devem existir inúmeros planetas habitáveis
Pense na Via Láctea. Nossa galáxia de 100 mil anos-luz de largura teria apenas um planeta habitável? Cientistas da Universidade da Califórnia - Berkeley, armados com dados obtidos pelo Observatório Kepler, estimam que existam 20 bilhões de planetas que orbitem estrelas em uma zona habitável comparável à da Terra com o Sol. E, lembrando, isso apenas na Via Láctea - sabemos que existem alguns bilhões de galáxias. Então o Kepler-452b seria apenas um entre muitos.
3. A vida na Terra começou mais cedo do que achávamos
Recentemente, cientistas descobriram que as primeiras formas de vida terrestres apareceram há 3,2 bilhões de anos - um bilhão de anos mais cedo do que achávamos. E qual é o impacto dessa diferença? Naquela época, a Terra não era um lugar tão bacana quanto era hoje - a atmosfera era cheia de elementos tóxicos, por exemplo. Se a vida se desenvolveu em condições tão adversas, ela poderia aparecer em cantos menos hospitaleiros do universo.
4. Existem formas de vida que sobrevivem em condições extremas aqui na Terra
Essa belezinha abaixo é um membro da família Liparidae, que vive nas Fossa das Marianas a 8 quilômetros abaixo do nível do mar. Qualquer outro peixe teria suas células esmagadas pela pressão, mas esse peixe aguenta. A 9,6 quilômetros de profundidade, foi encontrado um tipo de camarão albino. Um vírus de 30 mil anos foi extraído de uma geleira na Antártida. Tem aquela bactéria, que contém arsênio a abre a possibilidade que exista vida de outra forma que não a baseada em carbono. Então, sim, é possível que a vida exista em condições extremas em outros planetas.
  (Foto: reprodução)
5. Fungos amam o espaço
Musgos enviados ao espaço no casco da Estação Espacial Internacional voltaram intactos para a Terra depois de 18 meses. A Agência Espacial Europeia também resolveu lançar uma caixa cheia de líquen na órbita da Terra. Os bonitos voltaram depois de 14 dias expostos à radiação intensa, sem nenhum arranhão. Aliás, a vida é tão resistente no espaço que isso é um problema para a Nasa. Micróbios no interior da ISS se multiplicam tão rápido que a manutenção da estação precisa ser constante para que colônias não danifiquem as proteções da instalação.
6. Existe água no espaço
E bastante, pelo visto. Confira esse infográfico da Nasa que possui informações sobre os lugares em que a agência detectou a substância. [Fonte: Galileu]

Descoberto primeiro exoplaneta quase do tamanho da Terra na zona habitável de uma estrela igual ao Sol

CONCEPÇÃO ARTÍSTICA COMPARA TERRA COM O KEPLER 452B (FOTO: NASA/JPL-CALTECH/T. PYLE)

Os astrônomos estão chegando cada vez mais perto de achar uma segunda Terra no cosmos. Um mundo desses pode, um dia, se tornar o segundo lar da humanidade, ou se já abrigar vida, oferecer a valiosa oportunidade de estudá-la. Na semana passada, pesquisadores brasileiros anunciaram ter encontrado um gêmeo de Júpiter orbitando uma gêmea do Sol - teorias recentes sugerem que isso pode significar um Sistema Solar igual ao nosso; nesta quinta-feira (23), a NASA organizou uma coletiva de imprensa para divulgar a descoberta do primeiro exoplaneta com tamanho relativamente parecido com o da Terra orbitando uma estrela igual ao Sol em sua zona habitável, ou seja, onde a temperatura é amena o suficiente para permitir a presença de água líquida na superfície. O astro deve ser detalhado em breve em um artigo no The Astronomical Journal.
O Kepler-452b é o menor planeta já encontrado na zona habitável de uma estrela e é 1,5 bilhão de anos mais velho que a Terra: oportunidade substancial para a vida surgir
“No ano do vigésimo aniversário da descoberta que provou que outros sóis abrigam planetas, o explorador de exoplanetas Kepler descobriu um planeta e uma estrela que mais se assemelham à Terra e ao nosso Sol”, disse John Grunsfeld, administrador associado do Diretório de Missões Cientificas da NASA. Apesar de ter um diâmetro 60% maior que o da Terra, o Kepler-452b é o menor planeta já encontrado nessa região privilegiada.
Sua massa e composição ainda não foram determinadas, mas pesquisas prévias sugerem que mundos deste tamanho possuem boas chances de serem rochosos. Além do Kepler-452b, outra confirmação elevou para 1.030 o número de exoplanetas que conhecemos. Outros 11 possíveis mundos pequenos em zonas habitáveis foram acrescentados hoje à lista dos candidatos que ainda precisam ser confirmados - eles já chegam a 4.696.
O Kepler-452b, localizado a 1,4 mil anos-luz, na constelação do Cisne, possui semelhanças notáveis com a Terra. O ano lá dura 385 dias, o equivalente a uma órbita só 5% mais longa que a nossa; a distância até a estrela também é 5% maior, só que ela é 20% mais brilhante e tem um diâmetro 10% mais avantajado que o do Sol, mesmo tendo a mesma temperatura. Isso acaba compensando a diferença de distância. Mas o mais interessante é a idade da Kepler-452: ela tem 6 bilhões de anos, 1,5 bilhões a mais que o Sol.
“Nós podemos pensar no Kepler-452b como um primo mais velho e maior que a Terra, fornecendo uma oportunidade de entender e refletir a respeito de nosso ambiente em evolução”, explicou Jon Jenkins, líder de análise de dados da missão Kepler e da equipe que descobriu o exoplaneta. “É inspirador pensar que esse planeta passou 6 bilhões de anos na zona habitável de sua estrela; mais tempo que a Terra. Isso é uma oportunidade substancial para a vida surgir, caso todos os ingredientes e condições necessárias existam nesse planeta.”[Fonte: Galileu]

sexta-feira, 17 de julho de 2015

7 descobertas impressionantes sobre Plutão

Foto: Reprodução)

A sonda New Horizons já passou a 766 mil quilômetros de Plutão, o mais próximo que uma sonda da NASA já esteve do planeta.

Com a aproximação foi possível observar melhor a superfície do planeta e aprender mais coisas sobre ele.
Confira algumas das principais descobertas sobre Plutão obtidas com a ajuda do equipamento, que usa o processador do primeiro PlayStation:

1. Plutão tem montanhas de gelo

A imagem mais nítida já capturada do planeta permitiu que os cientistas observassem que há diversas montanhas de gelo com altura de mais de 3 quilômetros. A foto mostrou também uma mancha mais clara em formato de coração.

Os pesquisadores da NASA acreditam que as montanhas são feitas de gelo de água, com base na composição do restante do sistema solar. A superfície de Plutão também é extremamente gelada, medindo por volta de -387 graus Fahrenheit (cerca de -232ºC). É essa temperatura que permite a formação de superfícies de gelo tão altas.

2. O planeta não se parece em nada com qualquer outra coisa no sistema solar
Plutão é único. Os cientistas que trabalham com a New Horizons não conseguiram comparar as características de aparência geral e superfície do planeta com nada encontrado no sistema solar. Antes, a ideia era de que que ele se parecesse com a lua Triton de Netuno, mas a aproximação acomprovou que a comparação não é correta.

"Triton não tem esse tipo de terreno acidentado", afirmou um dos responsáveis pela missão. "Ela tem uma grande quantidade de materiais estranhos, mas não se parece em nada com isso. Há algo muito diferente sobre geologia plutoniana".

3. É maior do que se acreditava
Dados da nave espacial mostram que Plutão é maior do que o estimado, se classificando como o maior objeto conhecido no Cinturão de Kuiper - cinturão de asteroides maciços que circunda o sistema solar.

Uma medição a partir da New Horizons mostra que o planeta mede aproximadamente 1473 milhas (cerca de 2.370 km) de diâmetro.

4. Plutão tem poucas crateras
Antes de chegar a Plutão, muitos pesquisadores esperavam encontrar um mundo repleto de crateras. No entanto, a superfície é muito mais suave - e, portanto, mais jovem - do que o previsto. A estimativa é de que as montanhas de gelo do planeta tenham apenas 100 milhões de anos, algo considerado pouco diante dos 4,5 bilhões de anos do sistema solar.

É possível que o planeta anão abrigue um oceano subterrâneo ou até mesmo vulcões de gelo, o que poderia ajudar a suavizar a superfície. No entanto, os pesquisadores afirmam que ainda não há informações suficientes para determinar isso.

5. Pode nevar em Plutão
Os cientistas sabiam há algum tempo que Plutão tem uma atmosfera rica em nitrogênio, mas descobriram que pode realmente nevar nitrogênio na superfície do planeta anão. O diretor de ciências planetárias da NASA Jim Green explicou que a formação em forma de coração é provavelmente feita de nitrogênio, metano, monóxido de carbono ou algum outro tipo de neve que cai na superfície.

6. Ele (provavelmente) não tem outras luas
Os responsáveis pela missão esperavam encontrar pelo menos mais uma lua orbitando Plutão, mas a sonda não encontrou nenhum indício de outras além das cinco já catalogadas: Caronte, Nix, Hidra, Cérbero e Estinge.

7. A maior lua de Plutão ainda pode ser geologicamente ativa
Caronte, a maior lua do planeta, parece ser jovem. Imagens de alta resolução do satélite mostram uma superfície suave, o que indica que ele pode ter sido geologicamente ativo há pouco tempo. Nas fotos é possível ainda observar uma grande depressão que mede entre 6 e 9 quilômetros.[Fonte: Olhar Digital]

MAIS:
Depois de nove anos e 4,8 bilhões de quilômetros percorridos, a Sonda New Horizons realizou hoje o registro fotográfico mais nítido existente do planeta Plutão, a cerca de 766 mil quilômetros de distância – a mais próxima já alcançada.  A foto foi postada no Instagram da NASA, a agência espacial americana. Confira abaixo.



Com o ‘Eyes on the Solar System’, um aplicativo para Windows e Mac, os usuários podem acompanhar diversas informações sobre a expedição e ver em tempo real como a sonda está sendo operada. Vale lembrar que é uma simulação e que o app não funciona como um serviço de streaming.

Na imagem, capturada 16 horas antes da sonda se aproximar ao máximo possível do planeta, é possível ver a mancha mais clara em formato de “coração”. A NASA também divulgou um GIF explicando a viagem e prometeu postar mais fotos em HD em seu site.[Fonte: Olhar Digital]

terça-feira, 14 de julho de 2015

Cientistas descobrem vestígios recentes de água em Marte



A hora que todo mundo espera está chegando: após algumas pesquisas, um grupo de cientistas encontrou vestígios recentes de água em Marte. O estudo foi publicado pela revista Nature Communications.

A descoberta foi realizada através de uma câmera da Nasa e ocorreu em Istok, uma cratera de buracos com menos de um milhão de anos. Por conta do tempo em questão, a conclusão de que os rastros de água são “recentes”.

Os cientistas estudavam a disposição dos barrancos da cratera para compará-los com encostas terrestres e viram fluxos de detritos que teriam tido entre 20 a 60% de água, fenômeno que ocorre, por exemplo, no deserto do Atacama.

Após a importante descoberta, cientistas esperam agora para saber se o fluxo é uma regra ou exceção. A possibilidade de existir vida em Marte, indicam estudiosos, é diretamente proporcional à existência de água por lá.[Fonte: Yahoo]

Astrônomos descobrem sistema solar com cinco sóis


Reprodução


Se com um Sol já tem dias que a gente simplesmente não consegue viver no calor, imagina se tivéssemos cinco? Pois essa a situação de um novo sistema solar encontrado na constelação de Ursa Maior. O grupo é inédito por sua formação: duas estrelas binárias e um dita simples.

As pares de binárias fazem uma órbita em torno do mesmo centro de gravidade, mas estão bem distantes umas das outras — nada menos do que 21 bilhões de quilômetros. Para se ter noção de como esse sistema é vasto, a distância entre o nosso Sol e Plutão é de 7 bilhões de quilômetros.

“Trata-se de um sistema verdadeiramente exótico. Em principio, não há razão para que ele não contenha planetas. Habitantes desses plantes teriam um céu capaz de botar produtores de Hollywood no chinelo, eles poderiam ter nada menos do que cinco sóis diferentes brilhando ao mesmo tempo no céu”, explica Marcus Lohr, um dos astrônomos responsáveis pela descoberta.

O objetivo dos especialistas agora é que a descoberta seja aprofundada. Encontrar planetas seria um passo e tanto, mas de difícil execução. E apesar do ânimo pelo novo e exótico sistema solar, Lohr informa que essa não é a primeira vez que uma formação dessas é vista. O telescópio Kepler, da Nasa, já descobriu outro grupo de cinco estrelas.[Fonte: Yahoo]

terça-feira, 7 de julho de 2015

Assista, em oito minutos, a trajetória de 11 anos da sonda Opportunity em Marte

Em 2004, a Nasa pousou a sonda Opportunity em Marte. Inicialmente, ela deveria funcionar por apenas 90 dias, mas o robozinho já está há 11 anos rodando pelo planeta vermelho. E, durante todo esse tempo, ele percorreu a incrível distância de ... 42,1 quilômetros.
Sim, o Opportunity demorou mais de uma década para completar a mesma distância de uma maratona em Marte. Para celebrar a marca completada em abril, a Nasa lançou um vídeo em time-lapse dessa jornada, que reduz os últimos 11 anos da sonda em apenas 8 minutos.
(O recorde mundial da maratona, completada por humanos, é do queniano Dennis Kimetto: o atleta precisou de 2 horas e 2 minutos para completar a maratona de Berlim, em 2014)
As imagens do lado esquerdo do vídeo foram registradas da câmera que monitora eventuais perigos externos ao robô, a chamada "hazcam", e um mapa na direita mostra o percurso da Opportunity pela superfície marciana. 
Os sons não são reais, mas sim uma interpretação artificial das medidas de vibração registradas pela sonda. Barulhos suaves representam um terreno plano, enquanto barulhos mais altos indicam que o robô está em uma região acidentada de Marte.[Fonte: info.abril.com.br]
Assista ao vídeo:

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Nasa flagra buraco negro 'arrotando' raios-X em fenômeno raríssimo

Reprodução

Não é só seu primo mal educado que arrota nem aí para o que está em volta. Esse fenômeno também é repetido por buracos negros, que expelem nada menos do que raio-X. O fenômeno raríssimo não era registrado desde 1989, mas foi flagrado por um satélite da Nasa.

O pulso de raios-X emitidos pelo buraco negro V404 Cygni chamou a atenção dos controladores do satélite Swift, que flagrou o ocorrido. Ele está na constelação de Cisne, que fica oito mil anos-luz distante da Terra. 

“esse topo de erupção é bastante raro. Quando detectamos um, usamos tudo o que temos para monitorar suas emissões, dos sinais de rádio aos raios gama. No momento, o V404 Cygni está mostrando uma variação excepcional nas emissões e nos oferece uma rara chance de observação desse fenômeno”, explica Neil Gehrels, astrônomo da Nasa.

Emissões deste tipo são consideradas brilhantes, mas atingem seu pico de intensidade apenas em alguns dias. Elas ocorrem quando gases são atraídos pelos buracos negros por meio de sua gravidade e, então, expelidos. O fenômeno é extremamente raro e por isso sua gravação foi muito comemorada.[Fonte: Yahoo]

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Cientistas revelam risco de "tsunami mortal" vindo de asteroide destruir a Terra


Reprodução


Sempre eles. Ao que parece 2015 está sendo o ano dos asteroides na Terra. Depois daquele que “seria enviado por Deus”, chegou a hora de mais um deles ser o causador da futura destruição do planeta — ou pelo menos de parte dele. É o que aponta um estudo publicado no Reino Unido.

Para comemorar o Dia do Asteroide (sim, a data existe), que aconteceu nesta terça-feira (30/06), especialistas divulgaram a possibilidade de um “tsunami vindo de asteroide” matar milhões de pessoas que vivem em costas pelo mundo. Tudo isso foi previsto através de uma ferramenta inovadora.

Segundo os pesquisadores, existem milhões de asteroides no Universo, mas conhecemos apenas 13 mil, sendo que 500 deles têm potencial de atingir a Terra. Mas se apenas um deles se chocasse com o planeta, poderia acabar com boa parte da vida humana.

O exemplo dado, é claro, foi o do Reino Unido. Se um deles se chocasse na Terra naquela região, toda ela seria devastada e o que sobrasse seria engolido por um maremoto gigantesco, que geraria tsunamis brutais. Sim, um cenário nada animador, convenhamos.

“Esse novo software não só nos permite ver onde um impacto é provável, mas também simula o que ocorreria se tentássemos desviá-lo, por exemplo, usando uma nave. É fácil ser leviano devido aos efeitos de Hollywood, mas o risco de tragédias é real”, explica o cientista Hugh Lewis, um dos responsáveis pelo projeto.

O último asteroide a colidir com a Terra foi o Tunguska, em 1908. Naquela época ele se chocou com o planeta liberando uma força relativa a mil (isso mesmo) bombas atômicas e destruindo uma área de nada menos do que 2.149.690km².[Fonte: Yahoo]

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Que tal ir para a Lua em apenas quatro horas?

Segundo a Nasa, o motor EMDrive, que, ao ser testado no vácuo, já deu resultado positivo para a geração de energia eletromagnética sem combustível


O motor EMDrive, que está sendo testado pela Nasa, segundo especulações, no futuro, poderia usar a dobra espacial para alcançar longas distâncias no universo, tal qual a nave Enterprise de Jornada nas Estrelas


Há 46 anos, o homem pisava na Lua pela primeira vez. A jornada da nave Apollo 11 levou quatro dias para chegar ao único satélite natural da Terra. Já imaginou reduzir esse tempo para apenas quatro horas? A Agência Espacial Americana (Nasa) está testando um motor chamado EMDrive, que poderia ser capaz de realizar esse feito. Ir à Lua seria como pegar um avião e viajar de Belo Horizonte para Porto Alegre.

O sistema foi desenvolvido pelo cientista britânico Roger Shawyer e funciona por meio do eletromagnetismo, sem necessidade de se usar um combustível. A probabilidade de se alcançar uma velocidade exorbitante foi verificada em testes feitos no vácuo, pela Nasa. "Viajar para a Lua em até quatro horas seria possível. A velocidade teria que ser de, aproximadamente, 100 mil km/h, o que pode vir a ser viável com esse tipo de motor", confirma o astrônomo Peter Leroy, professor do departamento de Física da PUC Minas.

Dobra espacial?

Algumas pessoas chegaram a afirmar que o EMDrive poderia trabalhar com as chamadas dobras espaciais, tal qual a nave Enterprise, do filme Jornada nas Estrelas. Ou seja, cria-se uma espécie de "bolha" envolta da nave, que a faria se deslocar pelo espaço com velocidades inimagináveis, sem se preocupar com distância ou tempo.

Porém, de acordo com o professor Peter Leroy, a ideia é inconcebível para esse tipo de motor. "A Nasa, realmente, fez um teste com o EMDrive e parece ser viável, no futuro, para longas viagens espaciais. Mas, isso não tem nada a ver com a dobra espacial. Esta, exigiria uma quantidade de energia infinita. E, para tanto, teria de ser usada a chamada energia negativa ou antimatéria [em tese, o universo possui a mesma quantidade de massa real e de massa negativa ou antimatéria]", explica o especialista.

Ainda segundo o físico, com os motores de dobras espaciais, o homem poderia chegar em Alfa Centauri (estrela mais brilhante da constelação de Centauro), que está localizada a 40 trilhões de quilômetros da Terra, em apenas uma semana. Com um veículo espacial comum, usado nos dias de hoje, esse tempo se elevaria para 400 mil anos. "O motor de dobra é o sonho de todas as pessoas que amam Jornada nas Estrelas [filme]. Não é uma coisa imediata, para daqui 10 anos. Vai levar tempo", prevê Peter.

Utilidades

Apesar de refutar a possibilidade da dobra espacial, o professor da PUC Minas considera o EMDrive uma grande aquisição. "Não existem naves espaciais voando sem combustível. Se você conseguir um motor capaz de mover a nave usando energia eletromagnética, seria incrível. Sem contar as velocidades possíveis, que seriam bem altas, já que você não existe atrito no espaço", destaca o físico. No entanto, ele alerta que o uso do eletromagnetismo não faria com que uma espaçonave chegasse à velocidade da luz (que é de 300 mil quilômetros por segundo).[Fonte: Sites UAI]

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Robô Curiosity flagra 'pirâmide' em Marte e fomenta discussões sobre vida no planeta



Reprodução/Mirror
Mais uma evidência ou apenas viagem de quem quer muito que isso aconteça? Imagens divulgadas pela Nasa mostram fotografias tiradas pelo robô Curiosity, que está em Marte desde 2012, que provariam a existência de vida no Planeta Vermelho.


A foto em questão aponta para uma formação rochosa no formato exato de uma pirâmide. Especialistas passaram a discutir o tema e, segundo alguns ufólogos, a pirâmide em questão não é acaso, mas sim “resultado de vida inteligente e de um projeto e certamente não um truque de luz e sombra”.


O fato de a Curiosity ter fotografado essa formação geométrica em específico fomentou ainda mais os discursos daqueles que acreditam ser essa a prova de que existe vida em Marte. Isso porque, para muitos ufólogos, as pirâmides do Egito são obras de extraterrestres.


A Nasa, por sua vez, não comentou a boataria que está rolando na internet após a divulgação da foto. A agencia espacial dos Estados Unidos se limitou apenas a divulgar os resultados da Curiosity e comemorar a nitidez das imagens trazidas pelo robô. [Fonte: Yahoo]

Sonda Curiosity encontra "pirâmide" no solo de Marte e intriga internautas


A sonda Curiosity, que está explorando as crateras de Marte desde 2011, encontrou uma formação rochosa no planeta que intrigou internautas – apesar de ter sido recebida com ceticismo pela comunidade científica. Na imagem feita pelo robô, é possível avistar o que parece ser uma pequena pirâmide no solo de Marte.
A pirâmide possui aproximadamente o tamanho de um carro, e provavelmente se trata apenas de uma formação rochosa de formato incomum. Mas já existem teorias da conspiração sugerindo que a tal pirâmide sinaliza a possibilidade de existência de vida inteligente no planeta – mesmo sem a existência de qualquer indício científico disso.
O canal Paranormal Crucible  do YouTube é um dos que inflam as teorias mirabolantes, sem base criteriosa, dizendo em um vídeo que a pirâmide possui "design e forma perfeitos", e que a construção resulta de "um projeto inteligente, e não de um truque de luz e sombra”. [Fonte: Info.abril.com]
Assista ao vídeo abaixo (em inglês) e tire suas próprias conclusões:

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Descobertos tubos magnéticos ao redor da Terra

Visualização artística das estruturas em formato de tubo criadas pelo campo magnético da Terra. [Imagem: CAASTRO/Mats Bjorklund]

Tubos magnéticos
Usando um instrumento construído para observar galáxias a bilhões de anos-luz de distância, astrônomos australianos detectaram estruturas tubulares a umas poucas centenas de quilômetros acima da superfície da Terra.
"Por mais de 60 anos, os cientistas acreditavam que essas estruturas existiam, mas, ao produzir imagens delas pela primeira vez, nós fornecemos evidências visuais que elas estão realmente lá," disse Cleo Loi, da Universidade de Sydney.
As estruturas tubulares são a versão real das linhas tradicionalmente utilizadas para ilustrar o campo magnético terrestre. Na verdade, não são linhas, mas tubos de formatos muito dinâmicos, de várias espessuras, que ficam mudando o tempo todo - de fato, a equipe conseguiu fazer um filme, mostrando todo esse dinamismo ao longo de uma noite.
Os astrônomos fizeram as observações com o radiotelescópio MWA (Murchison Widefield Array), que foi projetado para observar as galáxias do Universo primordial, assim como estrelas e nebulosas dentro de nossa própria galáxia.
Mas usaram essa radiação distante para detectar alterações em nossa própria atmosfera.
Campo magnético da Terra não tem linhas, tem tubos
A formação dos dutos magnéticos está associada com as linhas do campo magnético da Terra e sua interação com a radiação solar. [Imagem: CAASTRO]
Magnetosfera e Plasmasfera
Conforme a luz de uma galáxia passa através das camadas na magnetosfera da Terra, o caminho da luz - e, portanto, a posição aparente da galáxia - é alterada por variações na densidade dessas camadas. O efeito é similar a olhar para cima do fundo de uma piscina, vendo as distorções causadas pelas ondas na superfície.
Mapeando as variações nas posições de múltiplas fontes de rádio ao longo de uma noite, foi possível mapear as distorções e decifrar a forma e as dimensões das estruturas tubulares.
Os dutos observados, imediatamente acima do radiotelescópio MWA, estão entre 500 e 700 km acima da superfície, alinhados com o campo magnético da Terra e seguindo a curvatura esperada conforme ascendem ou mergulham a partir do planeta.
As estruturas tubulares estão na plasmasfera, uma camada logo abaixo da ionosfera. Agora que a técnica de observação foi desenvolvida, outros radiotelescópios poderão mapear os tubos magnéticos em outros pontos da Terra, eventualmente chegando a um mapa planetário completo das estruturas.
"As estruturas são extraordinariamente organizadas, aparecendo como tubos regularmente espaçados alternando subdensidades e sobredensidades, fortemente alinhados com o campo magnético da Terra. Estes resultados representam a primeira evidência visual direta da existência de tais estruturas," escreveram os pesquisadores.[Fonte: Inovação Tecnológica]
Bibliografia:

Real-time imaging of density ducts between the plasmasphere and ionosphere
Shyeh Tjing Loi, Tara Murphy, Iver H. Cairns, Frederick W. Menk, Colin L. Waters, Philip J. Erickson, Cathryn M. Trott, Natasha Hurley-Walker, John Morgan, Emil Lenc, Andre R. Offringa, Martin E. Bell, Ronald D. Ekers, B. M. Gaensler, Colin J. Lonsdale, Lu Feng, Paul J. Hancock, David L. Kaplan, G. Bernardi, J. D. Bowman, F. Briggs, R. J. Cappallo, A. A. Deshpande, L. J. Greenhill, B. J. Hazelton, M. Johnston-Hollitt, S. R. McWhirter, D. A. Mitchell, M. F. Morales, E. Morgan, D. Oberoi, S. M. Ord, T. Prabu, N. Udaya Shankar, K. S. Srivani, R. Subrahmanyan, S. J. Tingay, R. B. Wayth, R. L. Webster, A. Williams, C. L. Williams
Geophysical Research Letters
Vol.: Early View
DOI: 10.1002/2015GL063699
http://arxiv.org/abs/1504.06470

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Novas estrelas encontradas são passo decisivo para entender início do Universo

Reprodução
Um grupo de astrônomos descobriu e observou as “vovós do Universo”. Graças a uma tecnologia avançado, especialistas do Observatório de Paris encontraram três estrelas com 13 bilhões de anos, que pertencem simplesmente à primeira geração de astros do Universo.

A importância desse achado é imensa: com a observação dessas estrelas e dos elementos químicos presentes nelas, é possível ter novos conhecimentos sobre os eventos que levaram à origem das estrelas. De acordo com os especialistas, esses astros teriam surgido 800 milhões de anos após o surgimento do Universo.

As três estrelas observadas pela equipe liderada pelo astrônomo Piercarlo Bonifacio são compostas principalmente por hidrogênio e hélio, contendo pequenas partes de outros elementos — o que surpreende é a alta presença de carbono entre esses outros elementos. Por conta disso, acredita-se que a descoberta abre uma nova categoria existente de astros.

A descoberta levará os especialistas a estudarem mais a fundo eventos do início do Universo. A presença de carbono nas três estrelas, por exemplo, pode levar a estudos mais sofisticados sobre o processo de esfriamento das massas geradas a partir do Big Bang — que, segundo a teoria, é responsável pela existência do Universo.[Fonte: Yahoo]

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