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quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Galáxia enigmática desafia astrônomos


 [Imagem: NASA/ESA/A. Aloisi]

Espaço é tempo?

Quando olham para o espaço, os astrônomos geralmente fazem uma associação entre distância e tempo - quanto mais longe estiver um corpo celeste, mais antigo ele é.
Isto porque a teoria do Big Bang estabelece uma idade do Universo. Ora, se a luz do objeto demorou uma determinada quantidade de anos para chegar até nós, então essa distância é usada para calcular quantos anos aquele objeto tinha, contados a partir do Big Bang, quando emitiu essa luz.
É por isso que os astrônomos falam em "galáxias primordiais", criadas apenas alguns milhões de anos após o Big Bang.
Contudo, esta nova imagem captada pelo telescópio Hubble mostra uma galáxia que parece oferecer uma exceção a essa regra.
A peculiar DDO 68, também conhecida como UGC 5340, parece-se em tudo com uma galáxia primordial, formada pouco tempo após o Big Bang.
Ocorre que ela está muito próximo de nós, ou seja, sua luz saiu de lá há muito pouco tempo, o que indica que ela é uma galáxia jovem.
A DDO 68 fica a cerca de 39 milhões de anos-luz de distância da Terra. Embora essa distância pareça enorme, ela é cerca de 50 vezes mais perto do que as distâncias habituais para galáxias recém-formadas, geralmente fotografadas pelo Hubble a vários bilhões de anos-luz.
Isto é uma pedra no sapato dos teóricos porque o oposto também já aconteceu, ou seja, astrônomos já localizaram galáxias distantes demais, mas muito "evoluídas" para serem tão antigas.

Galáxias jovens e velhas
Galáxias mais velhas tendem a ser maiores, graças a colisões e fusões com outras galáxias, e são repletas de uma variedade de diferentes tipos de estrelas - incluindo estrelas velhas, jovens, grandes e pequenas.
Sua composição química também é diferente. As galáxias recém-formadas têm uma composição rica em hidrogênio, hélio e um pouco de lítio, enquanto as galáxias mais antigas têm elementos mais pesados, forjados ao longo de várias gerações de estrelas.
A DDO 68, contudo, questiona esses modelos, apresentando todas as características de uma galáxia primordial no universo local.
Intrigados, os astrônomos planejam novos conjuntos de observações para tentar decifrar o mistério.[Fonte: Inovação Tecnológica]

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Apareceu um mistério no Aglomerado de Perseu

Imagine uma nuvem de gás na qual cada átomo seja uma galáxia inteira - o aglomerado Perseu é algo assim. [Imagem: NASA]

Aglomerado de Perseu
O Universo é um lugar grande, cheio de incógnitas. Mais uma delas acaba de ser catalogada com a ajuda do observatório de raios X Chandra, da NASA.
"Eu não podia acreditar nos meus olhos. À primeira vista, o que descobrimos não pode ser explicado pela física conhecida," disse Esra Bulbul do Centro de Astrofísica da Universidade de Harvard.
Juntamente com uma equipe de mais meia dúzia de colegas, Bulbul vem utilizando o Chandra para explorar o aglomerado de Perseu, um enxame de galáxias a aproximadamente 250 milhões de anos-luz da Terra.
Imagine uma nuvem de gás na qual cada átomo seja uma galáxia inteira - o aglomerado Perseu é algo assim. É um dos objetos de maior massa conhecidos no Universo.
O agrupamento em si é imerso em uma enorme "atmosfera" de plasma superaquecido - e é aí que reside o mistério.
O elemento está lá, mas ninguém sabe o que ele é. [Imagem: Esra Bulbul]

Elemento desconhecido
"A atmosfera do aglomerado está cheia de íons como ferro 25 (Fe XXV), silício 14 (Si XIV) e enxofre 15 (S XV). Cada um produz um 'pico' ou 'linha' no espectro de raios X, que nós podemos mapear usando o Chandra. Estas linhas espectrais estão dentro das energias de raios X bem conhecidas," explica Bulbul.
Contudo, em 2012, durante as observações emergiu uma nova linha onde não deveria haver uma.
"Uma linha apareceu em 3,56 keV (quilo-elétron-volts), que não corresponde a qualquer transição atômica conhecida," relata a astrônoma. "Foi uma grande surpresa."
Desde 2012, quando a linha apareceu, a equipe já encontrou a mesma assinatura espectral nas emissões de raios X de 73 outros aglomerados de galáxias.
Para tirar as dúvidas, a equipe fez observações com o observatório XMM-Newton, da ESA, um telescópio de raios X completamente independente. E outras equipes agora já confirmaram as observações.
Palpites
Resta agora explicar o que esse pico de energia revela.
"Depois de submetermos nosso artigo, teóricos já apareceram com cerca de 60 diferentes tipos de matéria escura que poderiam explicar essa linha. Alguns físicos de partículas têm feito piadas chamando essa 'partícula' de 'bulbulon'," comenta Bulbul.
O zoológico de candidatos a partículas de matéria escura que podem produzir este tipo de linha inclui áxionsneutrinos estéreis e "módulos de matéria escura", que poderiam resultar da curvatura de dimensões extras na teoria das cordas.
Mas passar da teoria para a prática e resolver o mistério pode exigir um telescópio espacial totalmente novo.
Em 2015, a agência espacial japonesa está planejando lançar um telescópio de raios X avançado, chamado Astro-H.
Ele terá um novo tipo de detector de raios X, que será capaz de medir a linha do mistério com mais precisão do que é possível com os telescópios atuais. [Fonte: Inovação Tecnológica]
Bibliografia:


Detection of An Unidentified Emission Line in the Stacked X-ray spectrum of Galaxy Clusters
Esra Bulbul, Maxim Markevitch, Adam Foster, Randall K. Smith, Michael Loewenstein, Scott W. Randall
http://arxiv.org/abs/1402.2301

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Garota de 13 anos treina para viajar a Marte


Garota quer se tornar a primeira pessoa a pisar no Planeta Vermelho.

Há muito tempo os homens sonham em chegar a Marte. Um projeto, inclusive, da Mars One, visa habitar o Planeta Vermelho nos próximos anos, e  criar uma colônia. Em uma viagem sem volta, várias pessoas já se candidataram a uma vaga para o novo lar.

Porém, o que está chamando a atenção no mundo todo atualmente é a determinação de uma garota de apenas 13 anos, ela está treinando duramente para se tornar a primeira pessoa a pisar em Marte.

 Garota de 13 anos treina pesado para pisar na Lua em 2033.
 
Alyssa Carson, de Baton Rouge, no Estado americano de Louisiana, está se preparando para desembarcar em Marte em uma missão espacial que deverá acontecer em 2033.

A menina está treinando no centro de visitantes da agência espacial americana, a Nasa, onde simula um pouso interplanetário após viajar na sonda exploradora Curiosity.

"Quero ir a Marte porque é um lugar aonde ninguém nunca foi. Completamente deserto", disse Alyssa à BBC. "Quero ser a primeira a dar esse passo."

Alyssa acredita que possui  "altas chances" de ser selecionada para o projeto,  já que está treinando há nove anos. Assim, no futuro, suas habilidades e o currículo só aumentarão, conclui a determinada garota.

Bert, o pai da menina, diz ter "certeza absoluta" de que a filha irá conquistar o seu objetivo, motivada por sua paixão e ainda trabalho duro.

O pai revelou também que já conversou muito sobre os perigos das missões espaciais.  Porém, a garota está disposta a correr todos os riscos para alcançar os seus objetivos, diz o pai.

 "Já pensei em fazer outras coisas, mas astronauta sempre foi a primeira. O fracasso não é uma opção”, diz a decidida garota.[Fonte: Oficinadanet]

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Buraco negro gigante é encontrado em galáxia anã através do Hubble


Buraco negro gigante é encontrado dentro de galáxia anã Foto: Nasa

Com o auxílio de dados obtidos pelo telescópio Hubble e de observações feitas em terra pelas agências espaciais americana (NASA) e europeia (ESA), astrônomos encontraram um gigantesco buraco negro em um lugar inesperado: dentro de uma das menores galáxias conhecidas. 

Há também um buraco negro no centro da nossa Via Láctea. Mas aquele, localizado na pequena e densa galáxia M60-UCD1 a 50 milhões de anos-luz daqui , tem 5 vezes a massa do nosso. Buracos negros são entidades espaciais ultracompactas que tem um campo gravitacional tão forte que atrai até a luz. Buracos negros supermaciços - que têm massa pelo menos de um milhão de vezes a do nosso Sol provavelmente estão no centro de várias galáxias. O diâmetro da M60-UCD1 é de 300 anos-luz apenas 0,2% do diâmetro da Via Láctea. 

Com um buraco negro tão desproporcional para o tamanho da galáxia, os astrônomos ficaram intrigados. Uma hipótese para explicar essa inusitada existência é que galáxias como a M60-UCD são pedaços remanescestes da colisão de galáxias gigantescas. "Não conseguiríamos explicar de outra maneira a existência de um buraco negro numa espaço tão pequeno", diz o astrônomo da Universidade de Utah, Anil Seth. 

Esses achados sugerem que há outros buracos negros que não estavam sendo contabilizados, e que eles podem aparecer mesmo em lugares antes considerados improváveis. O estudo foi publicado nesta quinta (18) na revista científica "Nature".[Fonte: TNonline]




terça-feira, 2 de setembro de 2014

Observatórios registam em detalhe novas explosões solares

A NASA recolheu imagens de um conjunto de explosões solares de intensidade média, que podem agora ser observadas num vídeo.

As imagens foram recolhidas pelo Solar Dynamics Observatory e pelo Solar Helospheric Observatory, que junta atividades da NASA e da Agência Espacial Europeia. 


As estruturas documentam um conjunto de erupções de um dos lados do Sol, classificadas como de intensidade média. As duas explosões mais fortes foram M5, as seguintes tiveram uma intensidade menor. A maioria realizou-se entre 25 e 26 de agosto mas a atividade manteve-se nos dias seguintes.

Embora sejam poderosas fontes de radiação, as explosões solares não têm a capacidade de penetrar a atmosfera terrestre e afetar quem circula pela Terra, embora as mais poderosas possam chegar ao nível onde atuam sistemas de posicionamento geográfico como o GPS, produzindo interferências. No início deste ano registou-se uma das maiores e mais poderosas erupções solares registadas nos últimos anos. Já em junho o fenómeno voltou a ser registado. As explosões registadas em fevereiro já tinham sido referidas aqui no TeK e pode agora revê-las na galeria em baixo.

Erupção Solar X4.9


Erupção Solar X4.9

Erupção Solar X4.9


sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Lua e Marte são incluídos no Google Maps, vamos para o espaço?


Ainda é muito cedo para pensar em viagens espaciais, mas graças ao Google mais uma vez você pode viajar sem sair da frente do seu computador. Google adicionou no início da semana imagens da Lua e Marte ao Google Maps, esse novo recurso é em comemoração ao segundo ano da sonda Curiosity em Marte.
Google oferece detalhes geográficos incríveis, lembrando que alguns recursos já estavam presente no Google Earth algum tempo, mas é maravilhoso ver isso diretamente da web, para os apaixonados pelo espaço será mais fácil agora explorar o universo.
Como funciona abra o Google Maps, diminua o zoom até ver a Terra e barra inferior explorar, as opções Terra, Lua e Marte aparecerão no canto inferior esquerdo, agora só clicar e explorar, ou se preferir basta clicar nos links e ir diretamente Lua e Marte.
A sonda espacial levou nove meses para chegar a Marte, percorreu cerca de 567 milhões de quilômetros, e uma missão que tem seu orçamento avaliado em US$ 2,5 bilhões quase 5 bilhões de reais. A missão da sonda como sempre e coletar informações para saber se Marte pode ser habitado por nos humanos.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Dentro de 20 anos, humanos podem conhecer extraterrestres



A humanidade pode conhecer os extraterrestres dentro de 20 anos, disse na segunda-feira o administrador da NASA, o ex-astronauta Charles Bolden.


“Eu me arriscaria a dizer que a maioria dos meus colegas presentes hoje aqui afirmam que é improvável que na infinita vastidão do Universo existamos somente nós, os humanos”, declarou ele durante uma coletiva de imprensa em Washington.
Segundo Bolden e vários outros empregados da NASA, citados pela mídia britânica, os cientistas esperam que a futura geração de telescópios espaciais permita grandes descobertas , entre as quais um lugar predominante é dedicado aos planetas habitáveis e aos extraterrestres.
“Eu acredito que dentro dos próximos 20 anos nós iremos descobrir que nós não estamos sós no Universo”, disse o astrônomo Kevin Hand.
Em 2017, a NASA planeja lançar o satélite de pesquisa de exoplanetas (TESS, na sigla em inglês). E para 2018, a agência espacial estadunidense prevê o lançamento do telescópio espacial James Webb.
Perguntados por um internauta através das redes sociais se as autoridades iriam informar as pessoas sobre a eventual descoberta da vida extraterrestre, os organizadores responderam que “Sim, claro!”
“Isso seria tão extraordinário. Nós tentaríamos torná-la (a descoberta) pública o mais rápido possível. Nós queremos compartilhar a alegria da descoberta”, declarou Ellen Stofan, cientista-chefe da NASA. [Fonte: Voz da Rússia]


Leia mais: http://portuguese.ruvr.ru/news/2014_07_16/Dentro-de-20-anos-humanos-podem-conhecer-extraterrestres-3320/

Leia mais: http://portuguese.ruvr.ru/news/2014_07_16/Dentro-de-20-anos-humanos-podem-conhecer-extraterrestres-3320/

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Nasa divulga vídeo completo do passeio lunar em 1969


Para comemorar o primeiro desembarque do homem na Lua, que completa 45 anos neste domingo, 20/07/14, a Nasa divulgou a versão remasterizada das imagens dos astronautas Neil Armstrong e Buzz Aldrin em solo lunar. A caminhada foi transmitida ao vivo do solo lunar em 20 de julho de 1969, mas não havia a versão integral disponível. O vídeo completo pode ser visto acima. Nas comemorações dos 40 anos da Apollo 11, trechos da remasterização foram divulgados. O material completo da caminhada foi feito com as imagens encontradas em todo o mundo. As imagens da transmissão ao vivo foram feitas com uma câmera de baixa resolução, em preto e branco, enviadas à Terra por rádio. Ao longo dos anos a Nasa apagou alguns desses cassetes. O jeito foi recuperar o material de outros locais. Colorido A Nasa também gravou o passeio lunas em filmes de 16 milímetros coloridos. Esse material também está disponível para visualização.Confira os filmes coloridos da caminhada:

 

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Novos telescópios da NASA pretendem encontrar alienígenas dentro de 20 anos; Confira


Mesmo que até o momento não haja provas concretas de que existe vida fora da Terra (embora evidências indiquem essa possibilidade sejam grandes), isso não quer dizer que a NASA vai desistir de procurá-las.

Durante um painel apresentado recentemente, a organização afirmou que pretende atingir esse objetivo em aproximadamente 20 anos — algo que vai se tornar possível graças ao uso de telescópios com novas tecnologias.

Enquanto projetos recentes como o Kepler, a busca por energia negra e o “Very Large Telescope” conseguiram detectar planetas extremamente distantes com atmosferas próprias, astrônomos esperam quebrar essa barreira em um futuro próximo. Entre as novidades que chamam a atenção nesse sentido está o “Transiting Exoplanet Surveying Sattelite” (TESS) e o Telescópio Espacial James Webb, que devem ser lançados em 2017 e 2018, respectivamente.

Feitos especificamente para o estudo de planetas, esses aparelhos vão procurar por elementos como água e gases com o dióxido de carbono — possíveis indicadores de vida. Segundo o astronauta Charles Bolden, “é muito improvável que os humanos estejam sozinhos na vastidão ilimitada do universo”.

Obviamente, há quem discorde dessa ideia e acredite que há pouca probabilidade de haver qualquer espécie de forma de vida alienígena. Muitos cientistas acreditam que as circunstâncias que levaram ao surgimento da vida na Terra são bastante raras e desafiam probabilidades que têm poucas chances de se provarem verdadeiras em outro local.[Fonte: Tecnologia]

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Novas descobertas deixaram os astrônomos confusos e a Nasa declara não ter mais certeza de como planetas se formam



Algumas décadas atrás, os astrônomos eram bastante confiantes sobre a formação de planetas no universo.
Com base em nosso próprio sistema solar, eles pensavam que planetas pequenos e rochosos se formavam perto de sua estrela-mãe e os planetas maiores e gasosos, ou cobertos de gelo, se desenvolviam em lugares um pouco mais afastados.
Nos últimos 20 anos, descobrimos planetas que nunca pensávamos que seriam possíveis de existirem. Então, quando eles começaram a encontrar esses planetas, ficaram perplexos e confusos: será que todas as teorias vigentes estariam erradas?
Por exemplo, alguns planetas foram descobertos tão perto de sua estrela que a orbitam completamente em apenas alguns dias, e ainda, avaliando sua densidade, os estudos mostram que eles seriam feitos de gelo. Outros planetas rochosos foram encontrados com um tamanho gigantesco, contrariando todos os estudos anteriores.
Pensava-se que, à medida que a estrela central gira, o material circundante se move também e é aquecido. Essa matéria, então, se une a outros materiais com alto ponto de fusão como ferro e rochas, que são formadas mais próximas do Sol. Quanto mais distante no sistema, mais frio o planeta, permitindo a formação de gelo ou o acúmulo de gás nas proximidades, tornando-se “gigantes gasosos”, como Júpiter e Saturno.
Por que, então, encontramos sistemas onde há gigantes de gás orbitando a um décimo da distância de Mercúrio em nosso próprio sistema solar? Por que alguns sistemas planetários têm "super-Terras", planetas rochosos enormes desprovidos de um exterior gasoso e que orbita nos extremos? E por que, também, que alguns planetas permanecem em órbitas elípticas descontroladamente e não em um direcionamento organizado como os do nosso sistema solar?
A resposta: nós simplesmente não sabemos. Astrônomos cogitam que o processo de formação do planeta pode ser muito mais caótico do que se pensava. “As primeiras detecções de exoplanetas revelaram corpos que eram totalmente diferentes de qualquer planeta do sistema solar”, declarou oficialmente a Nasa. “E descobertas posteriores mostraram que muitos sistemas de exoplanetas são muito diferentes do nosso”.
No entanto, isso não é necessariamente uma coisa ruim. Encontrar planetas que não estejam em conformidade com as teorias vigentes significa simplesmente que não temos muita certeza sobre como funciona a formação deles. Pode até ser que o nosso sistema solar seja bastante singular quando comparado a outros sistemas planetários. Afinal, nós não temos “super-Terras”, algo que parece ser comum em outras partes da galáxia. Esse é um questionamento interessante: por que não temos “super-Terras”? Os astrônomos estão pesquisando para que possam responder essas perguntas em um futuro próximo com novas teorias.
“Os estudos de exoplanetas estão apenas começando, e não é possível ter certeza sobre planetas ‘típicos’ entre nossas estrelas vizinhas”, diz a Nasa. “Será que a maioria dos sistemas planetários provará ser muito parecido com o nosso, ou somos excepcionais? Somente anos de estudo mais aprofundado irão dizer”.
Isso não quer dizer que não existem sistemas de exoplanetas como o nosso: a estrela 55 Cancri, a 41 anos-luz de distância da Terra, tem um sistema de cinco planetas, com uma distribuição semelhante à nossa. Porém, pode ser que nossas teorias sobre como estes planetas se formaram, em primeiro lugar, e que tipo de sistemas que habitam, talvez precisem ser revistas.
"Provavelmente, a pergunta mais interessante, e uma das mais difíceis de responder, diz respeito à singularidade da Terra," conclui a Nasa. “Há planetas semelhantes ao nosso orbitando outras estrelas, mas será que a vida existe em qualquer outro lugar além da Terra?”. [Fonte: Jornal Ciência - By: DailyMail Foto: Reprodução / NASA]

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Brasil firma convênios para iniciação em astronomia e exploração espacial

Brincadeira de criança levada a sério em outros países, exploração espacial começa a ter projetos também no Brasi
Brasília – Um termo de cooperação técnica firmado entre a Agência Espacial Brasileira (AEB), o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e a Fundação Universidade de Brasília (FUB) com as instituições francesas Astrium SAS – BU Space Transportation,  Safran e o Isae (Instituto Superior de Aeronáutica e do Espaço) é a mair recente iniciativa para estimular a formação de brasileiros e brasileiras em áreas como astronomia e desenvolvimento de foguetes.
O objetivo é criar tutorias e desenvolvimento de projetos entre os estudantes, num programa que tende a ser estendido para outras universidades do país. Para isso, está sendo formado um comitê, composto por representantes das seis entidades parceiras, que vai elaborar nos próximos meses projetos conjuntos de pesquisa e desenvolvimento com alunos brasileiros, bem como cursos de treinamento em temas diversos e workshops no âmbito do chamado  “Projeto de Veículo Lançador” que é desenvolvido pelas empresas francesas Astrium e Safran.
“A parceria tem um significado especial, porque reúne duas questões fundamentais para que um empreendimento tenha sucesso: soma de objetivos comuns e o trabalho conjunto. Responde a um esforço de formar recursos humanos nesta área, para que possamos, com os novos profissionais, enfrentar os desafios tecnológicos impostos pelos avanços do mundo moderno”, afirmou o presidente da Agência Espacial Brasileira, José Raimundo Braga Coelho.
Ainda não há uma estimativa de quantos alunos brasileiros possam vir a ser beneficiados com a parceria, porque a elaboração do programa de trabalho começa a ser feita a partir de agora, pelo comitê a ser criado, mas a ideia é beneficiar todos os interessados em ingressar numa carreira voltada para a área espacial, conforme explicou o Físico João Lopes, professor da UnB. Para o reitor do ITA, Carlos Américo Pacheco, a cooperação vai ampliar a qualidade e intercâmbio que já são realizados entre França e Brasil, países que possuem longa trajetória de trabalhos em conjunto na área educacional.
A iniciativa também vai ao encontro de trabalho que já está sendo desenvolvido pela AEB nos estados brasileiros, em conjunto com governos estaduais, em escolas e universidades. Um dos exemplos bem sucedidos é o "AEB Escola", programa que em Sergipe auxilia o programa "Espaço&Escola" na preparação para aulas sobre satélites, sensoriamento remoto e  meteorologia para alunos secundaristas e universitários. O intuito das aulas é formar multiplicadores, dentro da concepção para o Curso Astronáutica e Ciências, do referido “Espaço”.
“Nossa proposta é incentivar os educadores a trabalharem com a temática espacial em sala de aula, enriquecendo os conteúdos diferentes das disciplinas. Queremos aproveitar para ampliar a participação dos estudantes de Sergipe na Olimpíada de Astronomia e Astronáutica que acontece todos os anos”, ressaltou o professor Marcos Silva, coordenador da Rede Sergipe de Geotecnologias e um dos idealizadores do Espaço&Escola.

Foguete recuperável

A experiência sergipana já está rendendo bons frutos. Exemplo disso é o trabalho do professor Nilson Santos, do colégio Estadual General Calazans, localizado no sertão sergipano. Ao conhecer o material didático do programa, o Santos juntou seus alunos e encarou o desenvolvimento de um projeto de foguete, cujo esboço foi apresentado no início do ano à AEB. Para a gerente do programa na Agência, Ivette Rodrigues, exemplos como este mostram a importância das parcerias que estão sendo firmadas. “Eles (professor e alunos sergipanos), com a experiência, conseguiram traduzir um exemplo de novos desafios e autosuperação da equipe”, salientou.
De acordo com o representante da Astrium, Jean Noel Hardy, é de fundamental importância atualmente, para todas as nações, o investimento na capacitação de recursos humanos, motivo pelo qual, completou ele, a parceria representa boas perspectivas tanto para o Brasil como também para a França. Já o representante da Safran, Michel Provost, enfatizou que considera esse acordo para estimular a educação espacial como um reforço no interesse que Brasil e França possuem na área educacional.
Expectativa semelhante também está sendo observada além de Sergipe e do Distrito Federal (onde fica a UnB). “Temos alunos interessados em participar de um projeto como esse na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e em pólos de ensino da Paraíba e do Amazonas. É uma oportunidade ímpar que se abre para os jovens brasileiros”, afirmou o físico Fernando Cantalice, professor da UFPE – formado pelo ITA, que há 15 anos procura o desenvolvimento de trabalhos deste tipo. [Fonte: RBA]
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