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quarta-feira, 1 de julho de 2015

Cientistas revelam risco de "tsunami mortal" vindo de asteroide destruir a Terra


Reprodução


Sempre eles. Ao que parece 2015 está sendo o ano dos asteroides na Terra. Depois daquele que “seria enviado por Deus”, chegou a hora de mais um deles ser o causador da futura destruição do planeta — ou pelo menos de parte dele. É o que aponta um estudo publicado no Reino Unido.

Para comemorar o Dia do Asteroide (sim, a data existe), que aconteceu nesta terça-feira (30/06), especialistas divulgaram a possibilidade de um “tsunami vindo de asteroide” matar milhões de pessoas que vivem em costas pelo mundo. Tudo isso foi previsto através de uma ferramenta inovadora.

Segundo os pesquisadores, existem milhões de asteroides no Universo, mas conhecemos apenas 13 mil, sendo que 500 deles têm potencial de atingir a Terra. Mas se apenas um deles se chocasse com o planeta, poderia acabar com boa parte da vida humana.

O exemplo dado, é claro, foi o do Reino Unido. Se um deles se chocasse na Terra naquela região, toda ela seria devastada e o que sobrasse seria engolido por um maremoto gigantesco, que geraria tsunamis brutais. Sim, um cenário nada animador, convenhamos.

“Esse novo software não só nos permite ver onde um impacto é provável, mas também simula o que ocorreria se tentássemos desviá-lo, por exemplo, usando uma nave. É fácil ser leviano devido aos efeitos de Hollywood, mas o risco de tragédias é real”, explica o cientista Hugh Lewis, um dos responsáveis pelo projeto.

O último asteroide a colidir com a Terra foi o Tunguska, em 1908. Naquela época ele se chocou com o planeta liberando uma força relativa a mil (isso mesmo) bombas atômicas e destruindo uma área de nada menos do que 2.149.690km².[Fonte: Yahoo]

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Que tal ir para a Lua em apenas quatro horas?

Segundo a Nasa, o motor EMDrive, que, ao ser testado no vácuo, já deu resultado positivo para a geração de energia eletromagnética sem combustível


O motor EMDrive, que está sendo testado pela Nasa, segundo especulações, no futuro, poderia usar a dobra espacial para alcançar longas distâncias no universo, tal qual a nave Enterprise de Jornada nas Estrelas


Há 46 anos, o homem pisava na Lua pela primeira vez. A jornada da nave Apollo 11 levou quatro dias para chegar ao único satélite natural da Terra. Já imaginou reduzir esse tempo para apenas quatro horas? A Agência Espacial Americana (Nasa) está testando um motor chamado EMDrive, que poderia ser capaz de realizar esse feito. Ir à Lua seria como pegar um avião e viajar de Belo Horizonte para Porto Alegre.

O sistema foi desenvolvido pelo cientista britânico Roger Shawyer e funciona por meio do eletromagnetismo, sem necessidade de se usar um combustível. A probabilidade de se alcançar uma velocidade exorbitante foi verificada em testes feitos no vácuo, pela Nasa. "Viajar para a Lua em até quatro horas seria possível. A velocidade teria que ser de, aproximadamente, 100 mil km/h, o que pode vir a ser viável com esse tipo de motor", confirma o astrônomo Peter Leroy, professor do departamento de Física da PUC Minas.

Dobra espacial?

Algumas pessoas chegaram a afirmar que o EMDrive poderia trabalhar com as chamadas dobras espaciais, tal qual a nave Enterprise, do filme Jornada nas Estrelas. Ou seja, cria-se uma espécie de "bolha" envolta da nave, que a faria se deslocar pelo espaço com velocidades inimagináveis, sem se preocupar com distância ou tempo.

Porém, de acordo com o professor Peter Leroy, a ideia é inconcebível para esse tipo de motor. "A Nasa, realmente, fez um teste com o EMDrive e parece ser viável, no futuro, para longas viagens espaciais. Mas, isso não tem nada a ver com a dobra espacial. Esta, exigiria uma quantidade de energia infinita. E, para tanto, teria de ser usada a chamada energia negativa ou antimatéria [em tese, o universo possui a mesma quantidade de massa real e de massa negativa ou antimatéria]", explica o especialista.

Ainda segundo o físico, com os motores de dobras espaciais, o homem poderia chegar em Alfa Centauri (estrela mais brilhante da constelação de Centauro), que está localizada a 40 trilhões de quilômetros da Terra, em apenas uma semana. Com um veículo espacial comum, usado nos dias de hoje, esse tempo se elevaria para 400 mil anos. "O motor de dobra é o sonho de todas as pessoas que amam Jornada nas Estrelas [filme]. Não é uma coisa imediata, para daqui 10 anos. Vai levar tempo", prevê Peter.

Utilidades

Apesar de refutar a possibilidade da dobra espacial, o professor da PUC Minas considera o EMDrive uma grande aquisição. "Não existem naves espaciais voando sem combustível. Se você conseguir um motor capaz de mover a nave usando energia eletromagnética, seria incrível. Sem contar as velocidades possíveis, que seriam bem altas, já que você não existe atrito no espaço", destaca o físico. No entanto, ele alerta que o uso do eletromagnetismo não faria com que uma espaçonave chegasse à velocidade da luz (que é de 300 mil quilômetros por segundo).[Fonte: Sites UAI]

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Robô Curiosity flagra 'pirâmide' em Marte e fomenta discussões sobre vida no planeta



Reprodução/Mirror
Mais uma evidência ou apenas viagem de quem quer muito que isso aconteça? Imagens divulgadas pela Nasa mostram fotografias tiradas pelo robô Curiosity, que está em Marte desde 2012, que provariam a existência de vida no Planeta Vermelho.


A foto em questão aponta para uma formação rochosa no formato exato de uma pirâmide. Especialistas passaram a discutir o tema e, segundo alguns ufólogos, a pirâmide em questão não é acaso, mas sim “resultado de vida inteligente e de um projeto e certamente não um truque de luz e sombra”.


O fato de a Curiosity ter fotografado essa formação geométrica em específico fomentou ainda mais os discursos daqueles que acreditam ser essa a prova de que existe vida em Marte. Isso porque, para muitos ufólogos, as pirâmides do Egito são obras de extraterrestres.


A Nasa, por sua vez, não comentou a boataria que está rolando na internet após a divulgação da foto. A agencia espacial dos Estados Unidos se limitou apenas a divulgar os resultados da Curiosity e comemorar a nitidez das imagens trazidas pelo robô. [Fonte: Yahoo]

Sonda Curiosity encontra "pirâmide" no solo de Marte e intriga internautas


A sonda Curiosity, que está explorando as crateras de Marte desde 2011, encontrou uma formação rochosa no planeta que intrigou internautas – apesar de ter sido recebida com ceticismo pela comunidade científica. Na imagem feita pelo robô, é possível avistar o que parece ser uma pequena pirâmide no solo de Marte.
A pirâmide possui aproximadamente o tamanho de um carro, e provavelmente se trata apenas de uma formação rochosa de formato incomum. Mas já existem teorias da conspiração sugerindo que a tal pirâmide sinaliza a possibilidade de existência de vida inteligente no planeta – mesmo sem a existência de qualquer indício científico disso.
O canal Paranormal Crucible  do YouTube é um dos que inflam as teorias mirabolantes, sem base criteriosa, dizendo em um vídeo que a pirâmide possui "design e forma perfeitos", e que a construção resulta de "um projeto inteligente, e não de um truque de luz e sombra”. [Fonte: Info.abril.com]
Assista ao vídeo abaixo (em inglês) e tire suas próprias conclusões:

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Descobertos tubos magnéticos ao redor da Terra

Visualização artística das estruturas em formato de tubo criadas pelo campo magnético da Terra. [Imagem: CAASTRO/Mats Bjorklund]

Tubos magnéticos
Usando um instrumento construído para observar galáxias a bilhões de anos-luz de distância, astrônomos australianos detectaram estruturas tubulares a umas poucas centenas de quilômetros acima da superfície da Terra.
"Por mais de 60 anos, os cientistas acreditavam que essas estruturas existiam, mas, ao produzir imagens delas pela primeira vez, nós fornecemos evidências visuais que elas estão realmente lá," disse Cleo Loi, da Universidade de Sydney.
As estruturas tubulares são a versão real das linhas tradicionalmente utilizadas para ilustrar o campo magnético terrestre. Na verdade, não são linhas, mas tubos de formatos muito dinâmicos, de várias espessuras, que ficam mudando o tempo todo - de fato, a equipe conseguiu fazer um filme, mostrando todo esse dinamismo ao longo de uma noite.
Os astrônomos fizeram as observações com o radiotelescópio MWA (Murchison Widefield Array), que foi projetado para observar as galáxias do Universo primordial, assim como estrelas e nebulosas dentro de nossa própria galáxia.
Mas usaram essa radiação distante para detectar alterações em nossa própria atmosfera.
Campo magnético da Terra não tem linhas, tem tubos
A formação dos dutos magnéticos está associada com as linhas do campo magnético da Terra e sua interação com a radiação solar. [Imagem: CAASTRO]
Magnetosfera e Plasmasfera
Conforme a luz de uma galáxia passa através das camadas na magnetosfera da Terra, o caminho da luz - e, portanto, a posição aparente da galáxia - é alterada por variações na densidade dessas camadas. O efeito é similar a olhar para cima do fundo de uma piscina, vendo as distorções causadas pelas ondas na superfície.
Mapeando as variações nas posições de múltiplas fontes de rádio ao longo de uma noite, foi possível mapear as distorções e decifrar a forma e as dimensões das estruturas tubulares.
Os dutos observados, imediatamente acima do radiotelescópio MWA, estão entre 500 e 700 km acima da superfície, alinhados com o campo magnético da Terra e seguindo a curvatura esperada conforme ascendem ou mergulham a partir do planeta.
As estruturas tubulares estão na plasmasfera, uma camada logo abaixo da ionosfera. Agora que a técnica de observação foi desenvolvida, outros radiotelescópios poderão mapear os tubos magnéticos em outros pontos da Terra, eventualmente chegando a um mapa planetário completo das estruturas.
"As estruturas são extraordinariamente organizadas, aparecendo como tubos regularmente espaçados alternando subdensidades e sobredensidades, fortemente alinhados com o campo magnético da Terra. Estes resultados representam a primeira evidência visual direta da existência de tais estruturas," escreveram os pesquisadores.[Fonte: Inovação Tecnológica]
Bibliografia:

Real-time imaging of density ducts between the plasmasphere and ionosphere
Shyeh Tjing Loi, Tara Murphy, Iver H. Cairns, Frederick W. Menk, Colin L. Waters, Philip J. Erickson, Cathryn M. Trott, Natasha Hurley-Walker, John Morgan, Emil Lenc, Andre R. Offringa, Martin E. Bell, Ronald D. Ekers, B. M. Gaensler, Colin J. Lonsdale, Lu Feng, Paul J. Hancock, David L. Kaplan, G. Bernardi, J. D. Bowman, F. Briggs, R. J. Cappallo, A. A. Deshpande, L. J. Greenhill, B. J. Hazelton, M. Johnston-Hollitt, S. R. McWhirter, D. A. Mitchell, M. F. Morales, E. Morgan, D. Oberoi, S. M. Ord, T. Prabu, N. Udaya Shankar, K. S. Srivani, R. Subrahmanyan, S. J. Tingay, R. B. Wayth, R. L. Webster, A. Williams, C. L. Williams
Geophysical Research Letters
Vol.: Early View
DOI: 10.1002/2015GL063699
http://arxiv.org/abs/1504.06470

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Novas estrelas encontradas são passo decisivo para entender início do Universo

Reprodução
Um grupo de astrônomos descobriu e observou as “vovós do Universo”. Graças a uma tecnologia avançado, especialistas do Observatório de Paris encontraram três estrelas com 13 bilhões de anos, que pertencem simplesmente à primeira geração de astros do Universo.

A importância desse achado é imensa: com a observação dessas estrelas e dos elementos químicos presentes nelas, é possível ter novos conhecimentos sobre os eventos que levaram à origem das estrelas. De acordo com os especialistas, esses astros teriam surgido 800 milhões de anos após o surgimento do Universo.

As três estrelas observadas pela equipe liderada pelo astrônomo Piercarlo Bonifacio são compostas principalmente por hidrogênio e hélio, contendo pequenas partes de outros elementos — o que surpreende é a alta presença de carbono entre esses outros elementos. Por conta disso, acredita-se que a descoberta abre uma nova categoria existente de astros.

A descoberta levará os especialistas a estudarem mais a fundo eventos do início do Universo. A presença de carbono nas três estrelas, por exemplo, pode levar a estudos mais sofisticados sobre o processo de esfriamento das massas geradas a partir do Big Bang — que, segundo a teoria, é responsável pela existência do Universo.[Fonte: Yahoo]

quinta-feira, 21 de maio de 2015

O céu vai sorrir? A partir das 18h a Lua, Vênus e duas estrelas terão uma formação interessante



NÃO É TODO DIA QUE A LUA SORRI PARA VOCÊ ;) (FOTO: FLICKR/ CREATIVE COMMONS)

Hoje, entre as 6 horas da tarde e as 8 da noite, astros vão formar um rosto sorridente no céu do Brasil. O rosto será formado pela Lua, Vênus e duas estrelas. Como a Lua será crescente, ela ficará parecida com um sorriso. O planeta Vênus ficará na posição do nariz e as estrelas Pollux e Castor, que pertencem à constelação de Gêmeos, vão representar os olhos. O fenômeno foi descrito por um professor no site do Climatempo.

ENCONTRO

Logo depois do anoitecer, Vênus vai surgir muito brilhante. As estrelas vão aparecer em seguida e também com um brilho intenso, o que tornará possível assistir ao espetáculo a olho nu, mesmo em cidades grandes e com poluição luminosa como São Paulo e Rio de Janeiro. [Fonte: Montesclaros.com]

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Astrônomos localizam galáxia mais distante já encontrada

Ela havia sido detectada pelos telescópios Hubble e Spitzer, mas localização era desconhecida.


A Galáxia EGS-zs8-1 está a 13,1 bilhões de anos-luz da terra. Foto: W.M. Keck Observatory / AFP

Astrônomos avistaram a galáxia mais distante já encontrada no universo e ela se parece com uma massa brilhante de estrelas azuis a cerca de 13,1 bilhões de anos-luz da Terra.


A galáxia, chamada EGS-zs8-1, "é um dos objetos mais brilhantes e de maior massa no universo primordial", de acordo com um comunicado da Universidade de Yale.

Os detalhes da descoberta foram publicados na terça-feira pela revista Astrophysical Journal Letters.

Calcular sua distância exata da Terra foi possível graças a um instrumento chamado MOSFIRE no telescópio de 10 metros de diâmetro no Observatório WM Keck no Havaí, disseram os pesquisadores.

A galáxia já havia sido vislumbrada em imagens dos telescópios espaciais Hubble e Spitzer da Nasa, mas sua localização era desconhecida.

Astrônomos de Yale e da Universidade da Califórnia em Santa Cruz disseram que a EGS- zs8-1 ainda está formando estrelas rapidamente, a uma taxa 80 vezes maior que a da nossa galáxia, a Via Láctea. [Fonte: DP]

terça-feira, 5 de maio de 2015

Viagem a Marte pode causar danos no cérebro, indica estudo

Após testes, cientistas concluíram que exposição prolongada a raios cósmicos pode causar inflamações e gerar várias sequelas.

A lista de possíveis problemas a serem enfrentados pelos astronautas pioneiros de missões a Marte ganhou mais um item: o de estragos no cérebro. 

Thinkstock
Uma viagem para Marte teria a duração de pelo menos nove meses


Um estudo da Universidade da Califórnia, divulgado na revista Science Advances, sugere que a longa exposição a raios cósmicos pode causar danos significativos ao sistema nervoso central, resultando em sequelas semelhantes às sofridas por pessoas com demência.
Raios cósmicos são formados por partículas de alta energia originadas no espaço e que viajam quase que na velocidade da luz.
Cientistas acreditam que uma viagem a Marte, distante cerca de 226 milhões de quilômetros da Terra, duraria pelo menos nove meses. E os danos cerebrais poderiam ocorrer já durante a viagem.
"Isso não é uma boa notícia para os astronautas que poderão ser escolhidos uma missão a Marte. Deficits de memória e a diminuição de atividades cerebrais, por exemplo, poderão afetar partes críticas da missão. E a exposição às partículas poderá provocar problemas cognitivos para o resto da vida", afirma Charles Limoli, coordenador do estudo.
Proteção impossível
A equipe de Limoli fez testes com ratos, submetendo-os a sessões de irradiação num laboratório da Agência Espacial Americana (NASA) especializado em estudos com raios cósmicos.
A exposição a determinadas partículas resultou em inflamações no cérebro que dificultaram a transmissão de sinais pelos neurônios. Tomografias computadorizadas mostraram que a rede de comunicação cerebral foi prejudicada por danos a células nervosas chamadas dendritos - alterações que contribuíram para a redução de desempenho dos ratos em atividades ligadas ao conhecimento e à memória.
Tipos semelhantes de disfunções cognitivas são comuns em pacientes com câncer de cérebro que receberam tratamentos à base de radiação de prótons.
Segundo Limoli, defeitos cognitivos nos astronautas demorariam meses para se manifestar, mas o tempo de viagem para Marte seria suficiente para isso. O cientista ressaltou ainda que, embora os astronautas trabalhando na Estação Espacial Internacional por longos períodos também sejam atingidos por raios cósmicos, a intensidade do "bombardeio" é menor e eles ainda contam com um pouco de proteção da magnetosfera terrestre.
O estudo da Universidade da Califórnia faz parte de um programa da Nasa que procura entender os efeitos da radiação espacial em astronautas e possíveis maneiras de mitigá-los. 
Limoli sugere que a cápsula que levará os astronautas à Marte tenha escudos de proteção contra radiação mais reforçados em áreas usadas para descansar e dormir. No entanto, não existe proteção total contra as partículas.
Outra solução podem ser tratamentos preventivos para os astronautas, incluindo o uso de novas drogas. "Mas as pesquisas ainda estão em desenvolvimento", explica o cientista.[Último Segundo IG]

quinta-feira, 23 de abril de 2015

A maior estrutura já identificada pela humanidade pode ter sido desvendada


Em 2004, astrônomos examinaram um mapa da radiação cósmica de fundo (CMB, na sigla em inglês), uma “sobra” da radiação do Big Bang, e descobriram o que foi chamado de “Ponto Frio”.
A teoria do Big Bang prevê pontos mais quentes e mais frios de vários tamanhos no universo jovem, mas um local tão grande e tão frio era totalmente inesperado. O que seria isso?
Agora, uma equipe de astrônomos liderados pelo Dr. Istvan Szapudi do Instituto de Astronomia da Universidade do Havaí em Manoa pode ter encontrado uma explicação para a existência do Ponto Frio, conhecida como a maior estrutura individual já identificada pela humanidade.

O supervazio

Se o Ponto Frio se originou a partir do próprio Big Bang, poderia ser um sinal de física exótica que a cosmologia padrão não explica.
Mas há uma alternativa: ele poderia ser causado por uma estrutura que se coloca entre nós e o CMB, algo extremamente raro na distribuição da massa do universo.
Ao analisar essa parte do céu em busca de tal estrutura, a equipe de Szapudi descobriu um enorme “supervazio”, uma vasta região de 1,8 bilhões de anos-luz de diâmetro em que a densidade de galáxias é muito menor do que o habitual no universo.
Este vazio foi encontrado através da combinação de observações feitas pelo telescópio Pan-STARRS1 do Havaí em comprimentos de onda ópticos, com observações feitas pelo satélite WISE da NASA em comprimentos de onda infravermelhos para estimar a distância e posição de cada galáxia nessa região.
O supervazio está a “apenas” cerca de 3 bilhões de anos-luz de distância de nós, uma distância relativamente curta considerando a escala cósmica.

Explicação mais provável

Imagine que há um enorme vazio com muito pouca matéria entre você (o observador) e a CMB. Agora pense nesse vazio como uma colina. Conforme a luz entra no vazio, deve subir essa colina.
Se o universo não fosse submetido à aceleração da expansão, o vazio não iria evoluir de forma significativa, e a luz desceria o morro e recuperaria a energia perdida à medida que sai do vazio. Mas, com a expansão acelerada, a colina é esticada conforme a luz viaja sobre ela. No momento em que a luz desce o morro, esse morro já ficou mais plano do que quando ela entrou, de forma que ela não pode recuperar toda a energia que perdeu.
Sendo assim, a luz sai do vazio com menos energia e, por conseguinte, a um comprimento de onda mais longo, o que corresponde a uma temperatura mais fria.
Atravessar um supervazio pode levar milhões de anos, mesmo a velocidade da luz, de modo que este efeito mensurável, conhecido como efeito Sachs-Wolfe, pode fornecer a primeira explicação para uma das anomalias mais significativas encontradas até hoje na CMB.

Conclusão

Enquanto a existência do supervazio e seu efeito esperado sobre a CMB não explicam completamente o Ponto Frio, é muito improvável que as duas coisas sejam uma coincidência.
A equipe continuará seu trabalho usando mais dados de satélites para estudar o Ponto Frio e o supervazio, bem como um outro grande vazio localizado perto da constelação de Draco. [Hypescience]

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Terra já 'engoliu' um planeta e isso foi crucial para a vida existir por aqui.


Reprodução/NasaUm dos aspectos mais desconhecidos pelo ser humano sobre a Terra é o interior do planeta. Diversos materiais raríssimos estão no manto de lava que fica abaixo da crosta e, mais ainda, nas proximidades do núcleo. Lá por, exemplo, é criada a energia responsável pelo campo magnético de nosso planeta. E tudo isso pode ser fruto do choque entre a Terra e um outro planeta há bilhões de anos.

Publicada na conceituada revista Nature, uma pesquisa dá conta de que não foram apenas meteoros que trouxeram materiais orgânicos para a Terra. O estudo propõe que um planeta que teria o tamanho de Mercúrio pode ter se chocado com a Terra, fazendo com que materiais raríssimos fossem adicionados à composição do nosso planeta. Esse choque teria sido primordial para a criação do campo magnético que hoje sustenta a gravidade.

Recentemente especialistas já haviam divulgado que a existência da Lua e a relação posterior do satélite com a Terra podem ser frutos de um choque entre planetas — o que indica que esses choques poderiam ser mais comuns do que se imagina.

Agora, cientistas procuram descobrir se esse suposto choque, responsável pela chegada de novos elementos químicos, também foi responsável por criar a atmosfera terrestre e, principalmente, manter o oxigênio no planeta, fator crucial para o desenvolvimento da vida por aqui. [Fonte: yahoo]

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Cientistas encontram indícios de água líquida em Marte

Foto: IFL Science / Reprodução 
De acordo com um grupo de pesquisadores, Marte pode ter água em estado líquido nas proximidades da superfície. A existência de água congelada no planeta já havia sido comprovada há anos, mas os cientistas acreditavam que a presença em estado líquido seria impossível por causa das condições climáticas marcianas.
Agora, o robô Curiosity, da Nasa, que explora a superfície do planeta vermelho desde 2012, encontrou no solo uma substância conhecida como perclorato, que reduz o ponto de congelamento da água. Com isso, em vez de se solidificar, ela mantém-se líquida e extremamente salgada, como uma salmoura.
Os novos dados enviados pelo Curiosity foram publicados nesta segunda-feira, 13, na revista científica Nature. O Curiosity explora a grande cratera de Gale, localizada ao sul do equador marciano. A cratera tem 154 quilômetros de diâmetro e a borda tem em média 5 quilômetros de altura.
Em dois anos e meio, o robô explorou uma extensão de mais de 10 quilômetros, chegando até o Monte Sharp, localizado no meio da cratera. "Descobrimos perclorato de cálcio no sódio e, sob as condições certas, essa substância absorve o vapor de água da atmosfera", disse um dos autores do artigo, Morten Bo Madsen, do Instituto Niels Bohr da Universidade de Copenhague (Dinamarca).
Segundo ele, as medições feitas pela estação de monitoramento meteorológico do robô Curiosity mostram que essas condições existem à noite e, durante o inverno, também logo após o nascer do Sol. Com base em medições de umidade e de temperatura, feitas a 1,6 metro da superfície do planeta, os cientistas conseguiram estimar a quantidade de água que é absorvida pelo solo.
"Quando a noite cai em Marte, parte do vapor de água na atmosfera se condensa na superfície do planeta, como uma geada. Mas o perclorato de cálcio é muito 'absorsivo' e forma uma salmoura com a água. Assim, o ponto de congelamento é reduzido e a geada se torna líquida", explicou Madsen. De acordo com ele, como o solo é poroso, a água escoa para o subsolo.
Observações feitas pela câmera estéreo do robô já haviam mostrado áreas que tinham as características de antigos leitos de rio, com seixos arredondados - o que indica claramente que há muito tempo havia líquido correndo por ali, formando correntes com profundidades de até um metro.
Agora, as novas imagens feitas pelo robô mostram que, em todo seu caminho até o Monte Sharp, há extensos depósitos sedimentários, amontoados como "placas". "Esse tipo de depósito se formou quando grandes quantidades de água fluíram pelas encostas da cratera, encontrando-se com água estagnada na forma de um lago", disse ele.
O material sólido carregado pelos cursos de água se depositou lentamente no fundo dos lagos, formando as placas sedimentárias encontradas em todo o território da viagem até o Monte Sharp, segundo Madsen. "As placas formadas no fundo dos lagos estão niveladas, indicando que toda a cratera Gale pode ter sido um imenso lago", declarou.
Segundo Madsen, há cerca de 4,5 bilhões de anos, Marte tinha seis vezes e meia mais água que agora e possuía uma atmosfera mais espessa. Mas a maior parte dessa água desapareceu no espaço, porque o planeta não tem mais um campo magnético global, como o que existe na Terra.
Correntes de ferro líquido no interior da Terra geram campos magnéticos que funcionam como um escudo, protegendo o planeta da radiação cósmica. O campo magnético protege a atmosfera da Terra contra a degradação de partículas solares de alta energia. Mas Marte não tem mais um campo magnético como esse, capaz de proteger sua atmosfera da radiação solar.
Com isso, partículas do Sol eliminam, pouco a pouco, a atmosfera do planeta. Embora a água líquida tenha sido encontrada, os cientistas acreditam que a vida em Marte é improvável: o planeta é seco e gelado demais e a radiação cósmica é tão poderosa que penetra até um metro no solo, acabando com toda a vida que pudesse haver ali. [Fonte: UOL]

Sonda da NASA inicia exploração de Plutão


Após nove anos de viagens e 4,8 bilhões de quilômetros, a sonda americana New Horizons começou a explorar Plutão para desvendar os mistérios do distante planeta anão e suas luas.
Depois de um longo período de hibernação de 1.873 dias para preservar seus instrumentos e sistemas eletrônicos, a sonda da agência espacial norte-americana (NASA) começou a exploração de Plutão em 15 de janeiro, a uma distância de 260 milhões km.
Até agora, as imagens transmitidas são apenas pontos de luz que os cientistas da NASA usam para guiar a nave ao seu destino, localizado precisamente a 12.500 km da superfície de Plutão, ponto mais próximo de sobrevoo.
A atmosfera em torno de Plutão, descoberta em 1930, faz com que seja impossível uma órbita ao redor do planeta, forçando a sonda para a observação remota.
Apesar da baixa luminosidade de Plutão e sua lua Caronte, a sonda New Horizons deve coletar dados sobre a geologia das duas estrelas e estabelecer uma topografia precisa.
"New Horizons está a caminho de Plutão, o maior e mais complexo de planetas anões no Cinturão de Kuiper", um grande anel de detritos em torno do sistema solar, explicou Alan Stern, do Instituto de Pesquisa do Sudoeste (SWRI), principal cientista da missão.
"Este 'encontro do século 21' será uma exploração de impacto (...) sem igual desde as missões Voyager nos anos 1980", disse terça-feira em conferência de imprensa. As duas sondas Voyager - entre elas uma que saiu do sistema solar - voou sobre os planetas Júpiter, Saturno, Urano, Netuno e 48 de seus satélites.
"Com este voo sem precedentes em julho, nosso conhecimento sobre Plutão e suas luas vai aumentar de forma exponencial e eu não tenho nenhuma dúvida de que vamos fazer descobertas emocionantes", disse John Grunsfeld, chefe de missões científicas da NASA.
Menor que a Lua
Plutão, que tem cinco luas, tem uma atmosfera composta de nitrogênio, um sistema de estações complexo, características geológicas distintas e é composto principalmente de rocha e gelo.
O planeta anão gira em torno do sol em 247,7 anos. Com um diâmetro de 2300 km, é menor do que a Lua e tem uma massa 500 vezes inferior à da Terra. Plutão pode ter um oceano de água sob o gelo grosso, assim como sua lua Charon, onde poderia existir uma atmosfera.
Uma vez que a sonda tenha concluído sua missão de observação de Plutão e Caronte, ele poderia continuar sua jornada para se aproximar de outros objetos no Cinturão de Kuiper, uma vasta pilha de escombros para além da órbita de Netuno formada no momento do nascimento do sistema solar há 4,6 bilhões anos.
Graças ao telescópio espacial Hubble, a missão científica da New Horizons identificou três objetos potencialmente interessantes, que a sonda poderia ir vasculhar. Com um diâmetro de 25 a 55 km, estão a cerca de 1,5 bilhões de quilômetros da Plutão.
A nave espacial tem a bordo sete instrumentos, como espectrômetros de imagens em infravermelho e ultravioleta, duas câmeras com um telescópio de alta resolução, dois poderosos espectrômetros de partículas e um detector de poeira espacial.
A energia da sonda New Horizons depende de um único gerador termoelétrico e opera com menos eletricidade do que duas lâmpadas de 100 watts.
A NASA também convida os internautas, até 24 de abril, a ajudar os cientistas a batizarem localizações geográficas de Plutão e suas luas.
Em 2006, a União Astronômica Internacional retirou o estatuto de planeta de Plutão dado seu pequeno tamanho - tendo sido enquadrado na categoria de planetas anões.
O sistema solar conta, hoje em dia, com apenas oito planetas. [Fonte: Exame]
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