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domingo, 22 de maio de 2016

NASA encontra mais evidências de que pode ter havido vida na lua Europa



Cientistas encontraram evidências de que a Europa, uma das 67 luas conhecidas de Júpiter, pode ter sido lar de vida alienígena dentro de seus oceanos congelados. A pequena lua já havia sido declarada pela NASA como "o lugar mais provável para se encontrar vida em nosso sistema solar atualmente", graças aos oceanos profundos e salgados que muitos suspeitam esconder algo. Um novo estudo mostrou que o equilíbrio químico desses oceanos é similar aos oceanos da Terra, sugerindo que lá existe hidrogênio e oxigênio suficientes para que haja vida - mesmo sem atividade vulcânica. O pesquisador chefe do laboratório de propulsão à jato da NASA, Steve Vance, explicou que a equipe está estudando o oceano alienígena usando métodos desenvolvidos para entender o movimento de energia e nutrientes dos próprios sistemas terrestres. "O ciclo de oxigênio e hidrogênio no oceano de Europa será um grande propulsor para a atividade química de qualquer vida lá, assim como na Terra", disse. Para entender como isso funciona, a equipe comparou o potencial da Europa de produzir hidrogênio e oxigênio com o da Terra. Para os propósitos de pesquisa, só foram considerados processos que não envolvem o vulcanismo, atividade que é considerada chave para a formação da vida na Terra. A equipe queria entender se os processos passivos na lua também poderiam ter originado vida. A surpresa foi que, pelos cálculos, esses processos poderiam, sim, ter gerado vida no corpo celeste. Os resultados do estudo foram publicados na revista Geophysical Research Letters e mostram que quantidades de hidrogênio e oxigênio podem ser comparáveis em escala. Em ambos os astros, a produção de oxigênio é 10 vezes maior que a produção de hidrogênio. Na Terra, nossos oceanos produzem hidrogênio através de um processo chamado serpentinização. Nele, quando a água salgada entra nas aberturas da crosta terrestre, acaba reagindo com diversos minerais e produzindo hidrogênio e calor, dois importantes ingredientes para a vida. O potencial disso também acontecer na Europa é a primeira coisa que a equipe pesquisadora procurou entender, e, baseado em como a lua tem esfriado desde sua formação, eles calcularam que seria necessário que as fraturas no interior rochoso da lua tivessem a profundidade de 25 quilômetros (cinco vezes mais profundo que na Terra) para que o processo de produção de hidrogênio ocorresse. Em relação ao potencial de formar oxigênio, a equipe acredita que isso poderia acontecer quando as moléculas de água congeladas na superfície do oceano fossem repartidas no meio por radiação cósmica. O time prevê que esses elementos podem, então, ser transportados para as profundezas do oceano e começar seu ciclo da vida. Se a vida pode ser originada a partir desses elementos, é uma questão que ainda precisa ser respondida. A agência espacial dos EUA está planejando uma missão para a Europa na metade de 2020, e, até que uma nave seja enviada para escanear o que acontece no subterrâneo do mar congelado, não é possível precisar se a lua tem capacidade de abrigar vida.



Fonte: Canaltech

quarta-feira, 11 de maio de 2016

NASA encontra 1.284 novos planetas - É o maior número de corpos descobertos até o momento pela Missão Kepler

ANASA anunciou nesta terça-feira (10/05/16) que a Missão Kepler, cujo objetivo é procurar por planetas parecidos com a Terra fora do Sistema Solar, encontrou mais 1,284 planetas, o maior número até o momento. Ao longo dos últimos quatro anos, a sonda tem monitorado 150 mil estrelas em um pedaço do céu, analisando as variações no brilho de cada uma delas que pode indicar a passagem de um planeta.

"Esse anúncio dobra o número de planetas confirmados pela Kepler", disse Ellen Stofan, cientista da NASA. "Isso nos dá esperança de que, em algum lugar por ai, em torno de uma estrela parecida com a nossa, consigamos encontrar uma outra Terra."
A partir dos dados coletados pela sonda Kepler foram identificados 4,302 possíveis planetas. Após serem analisados pelos cientistas da Missão, foi constatado que, entre os objetos encontrados, somente 1,284 têm 99% chances de ganharem o status de planeta. Outros 1,327 podem ser planetas, mas precisam ser mais estudados; 707 deles provavelmente são fenômenos astrofísicos. Os 984 restante são corpos previamente encontrados por meio de outras técnicas.IS
Os resultados foram publicados no The Astrophysical Journal. No estudo, Timothy Morton, pesquisador da Universidade Princeton, nos Estados Unidos, explica que utilizou uma análise estatística para entender quais objetos tinham mais chances de serem planetas. "Candidatos a planetas são como migalhas de pão. Se você derruba algumas no chão, pode pegar uma por uma. Mas, se você derrubar todas, precisará de uma vassoura. A análise estatística é a nossa vassoura", compara Morton."Antes da Missão Kepler não sabíamos se exoplanetas eram mais raros ou comuns na galáxia. Graças a ela e à comunidade acadêmica,agora sabemos que pode haver mais planetas do que estrelas", afirmou Paul Hertz, da Divisão de Astrofísica da NASA. "O conhecimento informa que missões futuras serão necessárias para descobrirmos se estamos ou não sozinhos no universo."
De acordo com as estimativas dos cientistas, 550 dos novos planetas encontrados são rochosos como a Terra — nove deles se encontram nas zonas habitáveis de seus sóis. "Esse trabalho nos ajudará a ir mais a fundo e compreender quais estrelas possuem planetas habitáveis do tamanho da Terra — um número necessário para desenvolver missões futuras para encontrar ambientes habitáveis e mundos vivos", afirma a cientista Natalie Batalha, que participou da pesquisa. [Fonte: Galileu]

VÍDEO: Nasa divulga imagens da passagem de Mercúrio diante do Sol




SolMercúrio e Terra se alinharam — um fenômeno que ocorre apenas 13 vezes por século. Mercúrio foi visto, com uso de telescópios, como um ponto negro avançando devagar na frente da estrela, oferecendo um espetáculo celestial que durou sete horas e meia, e a Nasa divulgou um vídeo em formato time-lapse com o momento da passagem.
Mercúrio, o menor planeta do Sistema Solar, completa uma volta em torno do Sol em 88 dias e passa entre o astro e a Terra a cada 116 dias. No entanto, a sua órbita ao redor do Sol é inclinada em relação a da Terra, de modo que, da nossa perspectiva, na maioria das vezes ele parece passar por cima ou por baixo do Sol. Treze vezes por século, no entanto, as duas órbitas se alinham de tal forma que é possível ver o pequeno planeta a dezenas de milhões de quilômetros de distância.
De acordo com a Royal Astronomical Society britânica (RAS), o trânsito completo pôde ser visto desde a maior parte da Europa Ocidental, das partes ocidentais do Norte e do Oeste da África, do leste da América do Norte e da maior parte da América do Sul, incluindo o Brasil. O fenômeno durou das 11h12min até as 18h42min GMT (de 8h12min às 15h42min no horário de Brasília).
Com um terço do tamanho da Terra e a maior proximidade do Sol, Mercúrio é um dos quatro planetas rochosos do centro do Sistema Solar, mas não tem atmosfera e seu corpo metálico é marcado por colisões de rochas espaciais. O dia em Mercúrio é seis vezes mais quente do que o lugar mais quente na Terra, e a noite pode ser mais de duas vezes mais gélida do que o lugar mais frio do nosso planeta.
Ele gira tão lentamente, três vezes a cada duas órbitas, e, curiosamente, o dia em Mercúrio é duas vezes mais longo do que o seu ano. O trânsito de Mercúrio foi registrado pela primeira vez pelo astrônomo francês Pierre Gassendi, que o observou através de um telescópio em 1631, duas décadas depois do instrumento ter sido inventado. O astrônomo alemão Johannes Kepler tinha previsto corretamente o trânsito, mas morreu em 1630, antes de que pudesse testemunhar o evento.
A última vez que Mercúrio se alinhou com o Sol e a Terra foi há dez anos, e as próximas serão em 2019, 2032 e 2049. [Fonte: Yahoo]

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Cientistas descobrem 3 planetas semelhantes à Terra

Um grupo internacional de cientistas descobriu três planetas de tamanhos e temperaturas semelhantes às da Terra que orbitam ao redor de uma estrela anã ultrafria a apenas 40 anos luz da Terra, anunciou nesta segunda-feira (2/05/2016) o Observatório Austral Europeu (ISSO).
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Ilustração artística mostra como seria a superfície de um dos três planetas que orbita uma estrela anã ultrafina que fica a apenas 40 anos luz da Terra (Foto: ESO/M. Kornmesser/AP)Ilustração artística mostra como seria a superfície de um dos três planetas que orbita uma estrela anã ultrafina que fica a apenas 40 anos luz da Terra (Foto: ESO/M. Kornmesser/AP)
Os astrônomos fizeram esta descoberta ao detectar através do telescópio TRAPPIST, instalado no Observatório La Silla (Chile), que esta estrela desvanecia em intervalos regulares, o que significa que vários objetos passavam entre ela e a Terra.
Segundo os astrônomos, a estrela TRAPPIST-1, que fica na constelação de Aquário, é uma estrela anã frágil, mais fria e vermelha que o Sol, e de um tipo muito comum na Via Láctea, mas se trata da primeira vez que foram encontrados planetas gravitando ao seu redor.
Os achados deste estudo, publicado pela revista "Nature", foram defendidos com entusiasmo por Emmanuël Jehin, um dos cientistas envolvidos - "se trata de uma mudança de paradigma" - e por Julien de Wit, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, (MIT, EUA), "é um passo gigante na busca de vida no Universo".
"Se queremos encontrar vida em outros lugares do Universo, aí é onde devemos começar a buscar", explicou o responsável pela equipe de astrônomos, Michaël Gillon, do Instituto de Astrofísica e Geofísica da Universidade de Liège, Bélgica.
Determinar o tamanho destes três planetas foi possível graças a aparelhos ópticos maiores, como o instrumento HAWK-I, instalado no telescópio de longo alcance (VLT, e de oito metros) do Observatório La Silla.
O estudo constatou que do trio de planetas, dois deles demoram 1,5 e 2,4 dias respectivamente para completar sua órbita, enquanto o terceiro gasta entre 4,5 e 73 dias.
A consequência destes períodos orbitais tão curtos é que "os planetas estão entre 20 e 100 vezes mais perto de sua estrela que a Terra do Sol", explicou Gillon.
Paradoxalmente, os dois planetas mais próximos recebem só quatro e duas vezes a radiação que a Terra recebe, enquanto o terceiro, exterior, provavelmente recebe menos que a Terra.
Atualmente estão em construção vários telescópios gigantes com os quais De Wit acredita poder estudar estes planetas e suas atmosferas, "primeiro na busca de água e depois de plantas de atividade biológica".
O ISSO espera abrir uma nova via para a caça de exoplanetas que possam ser habitáveis, "primos" da Terra em condições, como os descobertos neste estudo.[Fonte: G1]

terça-feira, 19 de abril de 2016

NASA avista algo muito estranho no interior do ‘Anel de Einstein’

Um misterioso círculo espacial, conhecido como o Anel de Einstein, pode esconder outra galáxia, segundo os cientistas.

O ‘Anel de Einstein’ é produzido por uma vasta galáxia que “dobra a luz” de uma galáxia que fica atrás dela, a quase 12 bilhões de anos luz de distância.
Agora, os cientistas parecem ter visto uma ‘galáxia anã’ através do Anel, o que provavelmente levará a muitas outras descobertas.
Em 2014, os astrônomos estudaram uma variedade de objetos astronômicos para testar o poder de um novo telescópio de alta resolução.
Uma das imagens experimentais mostra o Anel de Einstein, produzido pela gravidade de uma galáxia sobre outra, que está a quase 12 bilhões de anos luz de distância.
Este fenômeno, chamado de lente gravitacional, foi previsto pela teoria da relatividade de Einstein e oferece uma poderosa ferramenta para estudar as galáxias que, de outra forma, estariam distantes demais para se observar.
A nova descoberta pode oferecer aos cientistas uma forma de observar as partículas escuras que compõem 80% da massa do universo.
O astrônomo Yashar Hezaveh, da Stanford University, na Califórnia, disse que podemos encontrar estes objetos invisíveis da mesma forma que é possível ver as gotas de chuva na janela. Você sabe que elas estão lá porque distorcem a imagem dos objetos ao fundo.
“Estamos confiantes de que a tecnologia ALMA pode descobrir estas galáxias anãs. Nosso próximo passo é procurar mais delas e ter uma noção quantitativa, para descobrir mais sobre a temperatura das partículas de matéria escura.” [Fonte: Yahoo]

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Stephen Hawking respalda projeto para enviar nave a outro sistema solar

O físico britânico Stephen Hawking expressou nesta terça-feira seu apoio a um programa financiado pelo milionário russo Yuri Milner para enviar uma nave a outro sistema solar.
O plano, que conta com um orçamento de US$ 99,2 milhões e é respaldado também pelo fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, pretende enviar uma pequena nave para além de onde chegou qualquer outro artefato construído até agora.
"O desenvolvimento das últimas duas décadas e os avanços futuros fazem com que seja possível criá-la dentro de uma geração", afirmou Hawking à emissora pública britânica "BBC".
O projeto depende da organização privada Breakthrough Foundation, criada por Milner para impulsionar diversas iniciativas científicas que os governos e as instituições públicas consideram ambiciosas demais para dedicar-lhes fundos.
"Os astrônomos acreditam que há possibilidades razoáveis de que um planeta similar à Terra orbite em alguma das estrelas do sistema Alpha Centauri. Saberemos mais nas próximas duas décadas graças aos telescópios que estão em terra e em órbita", declarou Hawking.
A Breakthrough Foundation organizou um grupo de pesquisadores para avaliar as possibilidades técnicas de fabricar naves capazes de alcançar outra estrela no tempo que dura uma geração e enviar informação outra vez.
O sistema estelar mais próximo à Terra está a 40 trilhões de quilômetros de distância, um espaço que uma nave construída com a tecnologia atual demoraria 30.000 anos para percorrer.
O diretor do projeto, Pete Worden, afirmou que "há poucos anos nem sequer teria sido possível viajar para uma estrela a essa velocidade".
Seu grupo de cientistas projetou um mecanismo que poderia permitir passar por cima de algumas das limitações técnicas atuais.
Sua ideia é pôr em órbita pequenas naves espaciais do tamanho de um microchip equipadas com uma espécie de "vela solar", um método de propulsão alternativo ao uso de motores.
Graças ao empurrão proporcionado por um potente laser na Terra, essas naves diminutas poderiam alcançar 20% da velocidade da luz, segundo os cálculos do grupo de Worden. EFE/Yahoo.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Cientistas encontram buraco negro gigante em galáxia inesperada

Simulação de computador mostra o buraco negro no centro da galáxia NGC 1600 (Foto: NASA,/ESA/ D. Coe, J. Anderson e R. van der Mare/Divulgação)
Astrônomos descobriram um buraco negro supermassivo -- com massa equivalente a 17 bilhões de vezes a do nosso Sol -- em um lugar improvável: o centro de uma galáxia que se encontra em um "bairro tranquilo" do Universo. Como informa, em nota, a Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), a descoberta pode indicar que "monstros" como este podem ser mais comuns no Universo do que se pensava.
Até agora, os maiores buracos negros supermassivos - aqueles com mais de 10 bilhões de vezes a massa do nosso Sol - só tinham sido encontrados nos núcleos de galáxias muito grandes nos centros de aglomerados de galáxias maciças. Agora, usando o telescópio espacial Hubble, a esuipe internacional de astrônomos descobriu um buraco negro no centro da galáxia NGC 1600, considerada bastante isolada.
Os buracos negros são regiões do espaço com uma concentração de massa tão elevada que seu campo gravitacional não permite que nada escape, nem mesmo a luz, o que dificulta medições diretas de suas propriedades.
A NGC 1600 é uma galáxia elíptica que não se localiza em um aglomerado de galáxias, mas em um grupo menor de cerca de vinte galáxias. O grupo está localizado a 200 milhões de anos-luz de distância, na constelação Erídano. Encontrar um buraco negro supermassivo gigantesco numa galáxia maciça dentro de um aglomerado de galáxias é de se esperar, mas encontrá-lo num grupo médio de galáxias como a NGC 1600 é muito mais surpreendente.
Surpreendidos
"Ainda que já tivéssemos indicações de que a galáxia poderia hospedar um objeto extremo em seu centro, fomos surpreendidos pelo fato de que o buraco negro na NGC 1600 é dez vezes mais massivo do que o previsto pela massa da galáxia," explica o autor principal do estudo, Jens Thomas, do Instituto Max Planck de Física Extraterrestre, na Alemanha.
Encontrar esse buraco negro extremamente maciço em NGC 1600 leva os astrônomos a se perguntarem se esses objetos são mais comuns do que se pensava. "Há um tanto de galáxias do tamanho da NGC 1600 que residem em grupos de galáxias de tamanho médio", explica o co-autor Chung-Pei Ma, Universidade da Califórnia em Berkeley. "Estimamos que esses grupos menores são cerca de cinquenta vezes mais abundante do que os aglomerados de galáxias grandes e densas. Portanto, a questão agora é: temos a ponta de um iceberg? Talvez existam muito mais buracos negros monstros lá fora".[Fonte: G1]

Telescópio espacial capta imagem detalhada de 'Retângulo Vermelho'

Uma imagem bastante detalhada da nebulosa HD 44179 foi divulgada nesta sexta-feira (8/4/16) pela Nasa da formação conhecida como Retângulo Vermelho. Trata-se de um sistema binário, com duas estrelas no centro, que está numa fase em que expulsa grandes quantidades de gás e outros materiais. Vista da Terra, a nebulosa ficou conhecida como Retângulo Vermelho porque observada da Terra, ela tinha esse formato geométrico. No entanto, observado pelo Hubble, que está no espaço, é possível ver que ela mais se assemelha a um "X" luminoso. Trata-se da imagem de mais alta resolução já produzida desta formação. O Retângulo Vermelho fica a 2.300 anos-luz, na Constelação de Unicórnio.
Nebulosa do Retângulo Vermelho (Foto: ESA/Nasa/Hubble)

Nasa testará habitat inflável que poderia ser usado em Marte

Um habitat humano inflável deve seguir para a Estação Espacial Internacional nesta sexta-feira (8/4/16) para um teste de dois anos que irá verificar como os módulos leves de tecido se comparam às habitações orbitais tradicionais feitas de metal, informou a Agência Espacial dos Estados Unidos (Nasa).
O protótipo do habitat, fabricado pela empresa Bigelow Aerospace, sediada no Estado norte-americano de Nevada, foi colocado dentro de uma cápsula que deve decolar a bordo de um foguete SpaceX Falcon 9 da Estação da Força Aérea em Cabo Canaveral, na Flórida.
O voo marca a quarta missão da empresa privada Space Exploration Technologies, do empreendedor de tecnologia Elon Musk, desde que a falha de um foguete em julho do ano passado causou a destruição de um módulo de carga a bordo de uma missão de reabastecimento que rumava para a Estação Espacial.
A nova missão também representará uma nova tentativa da empresa sediada na Califórnia de fazer com que o foguete auxiliar do estágio principal do veículo de lançamento retorne intacto para uma plataforma de pouso no oceano, onde pode ser recuperado para voos futuros.
Quatro tentativas anteriores fracassaram, embora um Falcon 9 tenha feito um pouso bem-sucedido no solo em dezembro, um marco fundamental nos esforços da SpaceX para desenvolver um foguete barato e reutilizável.
Cerca de uma semana depois de o veículo de entrega, ou Dragon, chegar à Estação Espacial, controladores de terra usarão um braço robótico para retirar o Módulo Expansível de Atividade Bigelow, de 1.400 quilos, do compartimento de carga da cápsula e atá-lo a um porto de atracação.
Aproximadamente um mês depois, astronautas a bordo do laboratório orbital localizado 400 quilômetros acima da terra irão inflar o Beam com ar pressurizado, aumentando seu volume até que ele atinja o tamanho aproximado de um pequeno quarto de dormir.
O período de teste do Beam, feito com camadas de tecido e coberto com um material flexível que lembra o Kevlar, tem como objetivo determinar quão bem ele suporta as variações de temperatura e o ambiente de alta radiação do espaço.
A Nasa tem interesse em habitats infláveis que sirvam como módulos habitáveis para tripulações durante as viagens de três anos de ida e volta para Marte. [Fonte: G1]

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Buracos negros supermassivos não se formam a partir de buracos negros estelares

Agora, uma nova pesquisa de colaboração internacional – envolvendo a Universidade de Kentucky (EUA), Universidade do Texas em Austin (EUA), Universidade de Colorado em Boulder (EUA) e Universidade de Osaka (Japão) – pode nos ajudar a desvendar esse mistério.

Simulações

Os pesquisadores fizeram simulações onde buracos negros supermassivos são semeados por nuvens de gás caindo em poços de matéria escura – a matéria invisível que os astrônomos ainda não conseguiram detectar, mas que acreditam que compõe a maior parte da massa do universo.
Eles descobriram que, enquanto a maioria das partículas nas simulações não cresceram muito, a nuvem central cresceu rapidamente para mais de dois milhões de vezes a massa do nosso sol em apenas dois milhões de anos, o que demonstra um caminho viável para um buraco negro supermassivo.
Pesquisadores observam buracos negros supermassivos prestes a se fundir
“Claro que apontar para um caminho viável ainda não significa que percorreu todo o caminho e formou um objeto tão bizarro”, disse o astrofísico Isaac Shlosman, um dos autores do estudo, ao portal Science Daily.
Ou seja, essa é uma boa hipótese para explicar como tais monstros galácticos surgiram, mas ainda precisamos entender melhor esse processo.
Buracos negros normais x supermassivos

Anteriormente, os cientistas assumiam que os buracos negros supermassivos eram simplesmente buracos negros “normais”, estelares, que cresceram ao longo do tempo.
Porém, quasares recém-descobertos – objetos brilhantes e distantes que contêm buracos negros supermassivos – tornaram essa hipótese menos provável. Alguns desses quasares já existiam 700 milhões de anos após o Big Bang. Seria muito difícil crescer buracos negros supermassivos a partir de buracos negros de tamanho estelar em tão pouco tempo depois do Big Bang.
Buracos negros supermassivos mais próximos da Terra são descobertos
Um argumento adicional contra a ideia de que buracos negros supermassivos foram semeados pelo colapso de algumas das primeiras estrelas é que estudos mostram que essas primeiras estrelas eram de tamanho normal e formaram buracos negros normais.
“Buracos negros normais e buracos negros supermassivos são completamente diferentes animais”, explica Shlosman.

No futuro

Os pesquisadores esperam que suas simulações sejam validadas quando o Telescópio Espacial James Webb, da NASA, for lançado, o que deve acontecer em 2018. Ele está programado para observar fontes distantes onde o colapso de gás está acontecendo. [ScienceDaily]

Cientistas podem ter descoberto Planeta 9 que está fora do sistema solar

Uma equipe de cientistas liderada por Alexander Mustill do Observatório de Lund, na Suécia, está propondo que o Planeta 9 pode ser realmente um exoplaneta (um mundo além do nosso Sistema Solar) capturado por nosso Sol durante uma passagem estreita de outra estrela. “Embora essas probabilidades sejam baixas, não podemos negar que existem”, disse Mustill.
A evidência para essa teoria vem de simulações dirigidas por Mustill e seus colegas sobre como o sol interagiu com outras estrelas. O estudo observa que o sol deve ter passado por uma estrela a uma distância de mais de 150 unidades astronômicas para evitar perturbar significativamente a região de cometas na borda do sistema solar conhecida como Cinturão de Kuiper.
A teoria original proposta por Michael Brown e Konstantin Batygin era que o Planeta 9 poderia ser um planeta gasoso do tamanho de Netuno. Outra teoria também publicada recentemente na Arxiv, sugere que pode simplesmente ter se formado da mesma maneira como outros corpos do Sistema Solar.[Fonte: Yahoo]

sábado, 2 de abril de 2016

Universo pode ser DEZ VEZES maior do que pensamos: Há Mais de 100 Trilhões de Galáxias

Espaço Profundo - Foto Mais Distante do Universo Tirada Pelo Telescópio Hubble
Realizar uma estimativa da quantidade de matéria bariônica no universo é um dos trabalhos dos astrônomos. Um dos métodos para tanto envolve contar as galáxias visíveis em uma região do céu, estimar sua massa através do brilho que elas apresentam, e depois extrapolar o número encontrado para o resto do céu.
As estimativas que os astrônomos chegaram envolvem os seguintes números:
  • 10 milhões de superaglomerados;
  • 25 bilhões de grupos de galáxias;
  • 350 bilhões de galáxias gigantes;
  • 7 trilhões de galáxias anãs;
  • 30 bilhões de trilhões (3×10²²) de estrelas no universo visível.
Entretanto, os astrônomos que obtiveram estes números sabem que se trata de uma estimativa incompleta. Em primeiro lugar, só podemos obter informação de estrelas cuja luz já teve tempo de chegar até nós desde a formação do universo, criando o horizonte observável. Além disso, parte da luz de galáxias distantes é absorvida por nuvens de gás e poeira, não chegando a nós.
  • Uma a cada cinco estrelas tem um planeta habitável:
Segundo um novo estudo publicado na revista PNAS, astrônomos estimam que uma a cada cinco das 100 bilhões de estrelas em nossa galáxia hospeda um planeta potencialmente habitável.
Usando dados do telescópio espacial Kepler, da NASA, cientistas argumentam que um quinto das estrelas como o nosso sol deve abrigar um mundo do tamanho da Terra, localizado na sua “zona habitável”, a distância da estrela que permite a existência de água líquida, ingrediente chave para a vida.
“O que isto significa é que, quando você olha para as milhares de estrelas no céu noturno, a estrela semelhante ao sol mais próxima com um planeta do tamanho da Terra na zona habitável está provavelmente a apenas 12 anos-luz de distância e pode ser vista a olho nu”, disse um dos autores do estudo, Erik Petigura, da Universidade da Califórnia em Berkeley (EUA).
Os cientistas vasculharam 42.000 estrelas e encontraram 600 planetas prováveis. Destes, 10 eram do tamanho da Terra e estão localizados a uma distância ideal para a água líquida persistir na superfície. Após corrigir os dados para evitar interpretações erradas, os astrônomos foram capazes de estimar que 22% de todas as estrelas semelhantes ao sol na Via Láctea têm planetas do tamanho da Terra na zona habitável.
A pesquisa demonstra que planetas como o nosso são relativamente comuns por toda a galáxia. Na semana passada, os astrônomos anunciaram a descoberta de um planeta rochoso do tamanho da Terra que orbita sua estrela a um centésimo da distância entre a Terra e o sol. As temperaturas neste mundo chegariam a 2.000° C a 2.800° C, ou seja, haveria pouca chance de vida lá.
E os pesquisadores explicam que nem mesmo planetas semelhantes ao nosso na zona habitável de sua estrela poderiam não ser hospitaleiros para a vida. Uns podem ser frios demais, outros quentes demais, mas certamente pode haver algum com superfície rochosa capaz de abrigar água em estado líquido, adequada para organismos vivos. [BBC]

Mais de 100 Trilhões de Galáxias em nosso Universo:
Para verificar o quanto esta estimativa é real, astrônomos do Observatório de Genebra resolveram investigar a região no espaço profundo chamada “campo GOODS-South”, usando o telescópio europeu VLT (“Very Large Telescope” ou “Telescópio Bem Grande” em tradução livre), no Chile, em busca de galáxias cuja luz foi emitida há mais de 10 bilhões de anos (ou seja, com redshift igual a 2.2).
A equipe liderada pelo astrônomo Matthew Hayes fez um exame daquela região usando duas metodologias diferentes. Primeiro, eles procuraram pela radiação Lyman-alfa (abreviada normalmente como Lya), um dos procedimentos padrão para investigar galáxias distantes. Em seguida, usaram a câmera especializada chamada HAWK-1, em busca de linhas de hidrogênio-alpha (abreviada Ha), uma outra forma de radiação emitida pelo hidrogênio.
Comparando seus achados com os de estudos anteriores na mesma região, eles descobriram muitas fontes de luz que haviam escapado a exames anteriores, incluindo algumas das galáxias de luz mais fraca já encontradas.
A partir destas comparações, Hayes estima que todos os estudos usando a radiação Lya estão errados em uma ordem de magnitude, e devem ser revisados. Ou seja, para cada 10 galáxias encontradas usando Lya, existem mais 100 galáxias cuja luz na faixa Lya foi absorvida pelo caminho e não foi observada. [From: QuarksToQuasars,ESOScienceDaily
Pesquisado em: Hypescience

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