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sexta-feira, 17 de abril de 2015

Terra já 'engoliu' um planeta e isso foi crucial para a vida existir por aqui.


Reprodução/NasaUm dos aspectos mais desconhecidos pelo ser humano sobre a Terra é o interior do planeta. Diversos materiais raríssimos estão no manto de lava que fica abaixo da crosta e, mais ainda, nas proximidades do núcleo. Lá por, exemplo, é criada a energia responsável pelo campo magnético de nosso planeta. E tudo isso pode ser fruto do choque entre a Terra e um outro planeta há bilhões de anos.

Publicada na conceituada revista Nature, uma pesquisa dá conta de que não foram apenas meteoros que trouxeram materiais orgânicos para a Terra. O estudo propõe que um planeta que teria o tamanho de Mercúrio pode ter se chocado com a Terra, fazendo com que materiais raríssimos fossem adicionados à composição do nosso planeta. Esse choque teria sido primordial para a criação do campo magnético que hoje sustenta a gravidade.

Recentemente especialistas já haviam divulgado que a existência da Lua e a relação posterior do satélite com a Terra podem ser frutos de um choque entre planetas — o que indica que esses choques poderiam ser mais comuns do que se imagina.

Agora, cientistas procuram descobrir se esse suposto choque, responsável pela chegada de novos elementos químicos, também foi responsável por criar a atmosfera terrestre e, principalmente, manter o oxigênio no planeta, fator crucial para o desenvolvimento da vida por aqui. [Fonte: yahoo]

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Cientistas encontram indícios de água líquida em Marte

Foto: IFL Science / Reprodução 
De acordo com um grupo de pesquisadores, Marte pode ter água em estado líquido nas proximidades da superfície. A existência de água congelada no planeta já havia sido comprovada há anos, mas os cientistas acreditavam que a presença em estado líquido seria impossível por causa das condições climáticas marcianas.
Agora, o robô Curiosity, da Nasa, que explora a superfície do planeta vermelho desde 2012, encontrou no solo uma substância conhecida como perclorato, que reduz o ponto de congelamento da água. Com isso, em vez de se solidificar, ela mantém-se líquida e extremamente salgada, como uma salmoura.
Os novos dados enviados pelo Curiosity foram publicados nesta segunda-feira, 13, na revista científica Nature. O Curiosity explora a grande cratera de Gale, localizada ao sul do equador marciano. A cratera tem 154 quilômetros de diâmetro e a borda tem em média 5 quilômetros de altura.
Em dois anos e meio, o robô explorou uma extensão de mais de 10 quilômetros, chegando até o Monte Sharp, localizado no meio da cratera. "Descobrimos perclorato de cálcio no sódio e, sob as condições certas, essa substância absorve o vapor de água da atmosfera", disse um dos autores do artigo, Morten Bo Madsen, do Instituto Niels Bohr da Universidade de Copenhague (Dinamarca).
Segundo ele, as medições feitas pela estação de monitoramento meteorológico do robô Curiosity mostram que essas condições existem à noite e, durante o inverno, também logo após o nascer do Sol. Com base em medições de umidade e de temperatura, feitas a 1,6 metro da superfície do planeta, os cientistas conseguiram estimar a quantidade de água que é absorvida pelo solo.
"Quando a noite cai em Marte, parte do vapor de água na atmosfera se condensa na superfície do planeta, como uma geada. Mas o perclorato de cálcio é muito 'absorsivo' e forma uma salmoura com a água. Assim, o ponto de congelamento é reduzido e a geada se torna líquida", explicou Madsen. De acordo com ele, como o solo é poroso, a água escoa para o subsolo.
Observações feitas pela câmera estéreo do robô já haviam mostrado áreas que tinham as características de antigos leitos de rio, com seixos arredondados - o que indica claramente que há muito tempo havia líquido correndo por ali, formando correntes com profundidades de até um metro.
Agora, as novas imagens feitas pelo robô mostram que, em todo seu caminho até o Monte Sharp, há extensos depósitos sedimentários, amontoados como "placas". "Esse tipo de depósito se formou quando grandes quantidades de água fluíram pelas encostas da cratera, encontrando-se com água estagnada na forma de um lago", disse ele.
O material sólido carregado pelos cursos de água se depositou lentamente no fundo dos lagos, formando as placas sedimentárias encontradas em todo o território da viagem até o Monte Sharp, segundo Madsen. "As placas formadas no fundo dos lagos estão niveladas, indicando que toda a cratera Gale pode ter sido um imenso lago", declarou.
Segundo Madsen, há cerca de 4,5 bilhões de anos, Marte tinha seis vezes e meia mais água que agora e possuía uma atmosfera mais espessa. Mas a maior parte dessa água desapareceu no espaço, porque o planeta não tem mais um campo magnético global, como o que existe na Terra.
Correntes de ferro líquido no interior da Terra geram campos magnéticos que funcionam como um escudo, protegendo o planeta da radiação cósmica. O campo magnético protege a atmosfera da Terra contra a degradação de partículas solares de alta energia. Mas Marte não tem mais um campo magnético como esse, capaz de proteger sua atmosfera da radiação solar.
Com isso, partículas do Sol eliminam, pouco a pouco, a atmosfera do planeta. Embora a água líquida tenha sido encontrada, os cientistas acreditam que a vida em Marte é improvável: o planeta é seco e gelado demais e a radiação cósmica é tão poderosa que penetra até um metro no solo, acabando com toda a vida que pudesse haver ali. [Fonte: UOL]

Sonda da NASA inicia exploração de Plutão


Após nove anos de viagens e 4,8 bilhões de quilômetros, a sonda americana New Horizons começou a explorar Plutão para desvendar os mistérios do distante planeta anão e suas luas.
Depois de um longo período de hibernação de 1.873 dias para preservar seus instrumentos e sistemas eletrônicos, a sonda da agência espacial norte-americana (NASA) começou a exploração de Plutão em 15 de janeiro, a uma distância de 260 milhões km.
Até agora, as imagens transmitidas são apenas pontos de luz que os cientistas da NASA usam para guiar a nave ao seu destino, localizado precisamente a 12.500 km da superfície de Plutão, ponto mais próximo de sobrevoo.
A atmosfera em torno de Plutão, descoberta em 1930, faz com que seja impossível uma órbita ao redor do planeta, forçando a sonda para a observação remota.
Apesar da baixa luminosidade de Plutão e sua lua Caronte, a sonda New Horizons deve coletar dados sobre a geologia das duas estrelas e estabelecer uma topografia precisa.
"New Horizons está a caminho de Plutão, o maior e mais complexo de planetas anões no Cinturão de Kuiper", um grande anel de detritos em torno do sistema solar, explicou Alan Stern, do Instituto de Pesquisa do Sudoeste (SWRI), principal cientista da missão.
"Este 'encontro do século 21' será uma exploração de impacto (...) sem igual desde as missões Voyager nos anos 1980", disse terça-feira em conferência de imprensa. As duas sondas Voyager - entre elas uma que saiu do sistema solar - voou sobre os planetas Júpiter, Saturno, Urano, Netuno e 48 de seus satélites.
"Com este voo sem precedentes em julho, nosso conhecimento sobre Plutão e suas luas vai aumentar de forma exponencial e eu não tenho nenhuma dúvida de que vamos fazer descobertas emocionantes", disse John Grunsfeld, chefe de missões científicas da NASA.
Menor que a Lua
Plutão, que tem cinco luas, tem uma atmosfera composta de nitrogênio, um sistema de estações complexo, características geológicas distintas e é composto principalmente de rocha e gelo.
O planeta anão gira em torno do sol em 247,7 anos. Com um diâmetro de 2300 km, é menor do que a Lua e tem uma massa 500 vezes inferior à da Terra. Plutão pode ter um oceano de água sob o gelo grosso, assim como sua lua Charon, onde poderia existir uma atmosfera.
Uma vez que a sonda tenha concluído sua missão de observação de Plutão e Caronte, ele poderia continuar sua jornada para se aproximar de outros objetos no Cinturão de Kuiper, uma vasta pilha de escombros para além da órbita de Netuno formada no momento do nascimento do sistema solar há 4,6 bilhões anos.
Graças ao telescópio espacial Hubble, a missão científica da New Horizons identificou três objetos potencialmente interessantes, que a sonda poderia ir vasculhar. Com um diâmetro de 25 a 55 km, estão a cerca de 1,5 bilhões de quilômetros da Plutão.
A nave espacial tem a bordo sete instrumentos, como espectrômetros de imagens em infravermelho e ultravioleta, duas câmeras com um telescópio de alta resolução, dois poderosos espectrômetros de partículas e um detector de poeira espacial.
A energia da sonda New Horizons depende de um único gerador termoelétrico e opera com menos eletricidade do que duas lâmpadas de 100 watts.
A NASA também convida os internautas, até 24 de abril, a ajudar os cientistas a batizarem localizações geográficas de Plutão e suas luas.
Em 2006, a União Astronômica Internacional retirou o estatuto de planeta de Plutão dado seu pequeno tamanho - tendo sido enquadrado na categoria de planetas anões.
O sistema solar conta, hoje em dia, com apenas oito planetas. [Fonte: Exame]

sexta-feira, 10 de abril de 2015

NASA prevê descoberta de vida alienígena até 2025

Existe vida fora da Terra? Aparentemente sim, e poderíamos descobrir sua existência na próxima década. Segundo a cientista-chefe da Nasa, Ellen Stofan, teremos registros de alienígenas que vivem em outros planetas até 2025.
Stofan acredita que serão encontrados sinais de vida fora da Terra em até 10 anos, e provas definitivas disso em até 20 anos.
"Nós sabemos onde procurar. Então sabemos como procurar", disse, em um debate transmitido na Nasa TV sobre a possibilidade de encontrar outros "mundos habitáveis". "Na maioria dos casos, nós temos a tecnologia e estamos no processo de implementá-la. Então acreditamos que estamos definitivamente no caminho certo para isso."
A agência já possui um grupo destinado a procurar sinais químicos de vida extraterrestre.

O que estamos procurando? E onde?
As primeiras descobertas de vida fora da Terra provavelmente estão mais perto do que imaginamos, mas não serão homenzinhos verdes em naves espaciais e, sim, alguma espécie de plâncton ou de alga.
Existe muita água no Sistema Solar. É quase certo que existam oceanos de água salgada sob as camadas superficiais geladas das luas Europa e Ganimedes, de Júpiter, assim como nas luas Encélado e Titã, de Saturno.
  • Ganimedes pode ter oceano subterrâneo
  • Encélado: lua de Saturno pode ter oceano sob o gelo
A água é mantida líquida pela gravidade intensa dos planetas gigantes onde as luas orbitam, que as deforma e contribui para o aquecimento de seus núcleos. Acredita-se que Encélado tenha atividade vulcânica nas profundezas de seu oceano, o que manteria a água aquecida a uma temperatura de 93º.
Acredita-se que todas as três luas têm mais água em seus oceanos do que todos os oceanos da Terra juntos. Ainda não é possível saber se há vida lá, mas são ótimos lugares para começar a procurar.
  • Sonda espacial vai procurar vida em luas de Júpiter
E o plano mais recente da agência norte-americana, anunciado no mês passado, envolve o envio de um submarino à lua Titã, de Saturno.
Vida vermelha
E também há Marte, é claro. É quase certo que o planeta vermelho teve oceanos algum dia, e há indícios sugerindo que ainda existe água escondida sob a superfície.
O robô Curiosity recentemente descobriu "moléculas orgânicas que contêm carbono". Isso significaria "blocos de construção da vida".
No entanto, água e moléculas não significam vida. O próximo robô que será lançado com direção à Marte em 2020 irá buscar sinais de que possa ter existido vida no planeta.
A Nasa também tem como objetivo enviar astronautas para Marte em 2030, um passo que cientistas como Ellen Stofan acreditam que será "chave" para procurar sinais de vida, porque mesmo com câmeras ultratecnológicas, encontrar fósseis usando o veículo é muito difícil - às vezes é preciso procurar embaixo da pedra, não nela em si.
"Sou uma geóloga Eu saio a campo e abro rochas para procurar por fósseis," disse Stofan durante a apresentação. "Isso é difícil de encontrar. Então eu acredito fortemente que será necessário, em algum momento, colocar humanos na superfície de Marte - geólogos, astrobiólogos, químicos - para buscar provas da existência de vida que eles possam trazer de volta para a Terra para cientistas analisarem."
Europa e além
A Nasa também está planejando uma missão para a Europa, uma das luas de Júpiter, que deverá ser lançada em 2022.
  • NASA anuncia missão para procurar vida em lua de Júpiter
O principal objetivo dessa missão, que custará cerca de US$ 2,1 bilhões (R$ 6,4 bilhões), é estudar se a lua congelada tem potencial habitável e, ao fazer isso, procurar também sinais de vida nas nuvens de vapor de água que aparentemente irrompem do polo sul de Europa.
E a vida em torno de outras estrelas? O telescópio espacial James Webb, que será lançado em 2018 e custará US$ 8,8 bilhões (R$ 26,8 bilhões), é tão poderoso que poderá analisar gases na atmosfera de planetas em volta de outras estrelas, buscando sinais de vida.[Fonte: Inovação Tecnológica]

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Nasa informa ter encontrado enorme potencial de vida em Marte



Há cada vez mais chance de Marte ter condições de abrigar vida. Novas evidências vindas da sonda Curiosity, que explora o planeta, mostram que a vida no local pode ter existido em um período de tempo muito mais próximo do que pesquisas anteriores apontavam.


A Nasa, agora, indica que existem “fortes evidências” de que Marte teve lagos, rios e até oceanos. Essa descoberta foi feita na caminhada da Curiosity até o Monte Sharp, na qual passou pela Cratera Gale, onde estaria a concentração de água.


Apesar do achado, a Nasa não trata os oceanos como prova de existência de vida. A agência espacial considera que as evidências são um avanço significativo no assunto, uma vez que mostram que Marte “tem condições de abrigar vida”.


Motivo de polêmica, a Curiosity não carrega instrumentos que possam detectar qualquer forma de vida. Isso porque cientistas não tem um consenso sobre como seria esse instrumento. O que especialistas afirmam quase que em unanimidade é que a procura por vida marciana estaria diretamente ligada a escavações subterrâneas.


Para apurar a busca a Nasa ainda trabalha no plano de uma missão programada para 2020 no qual poderiam ser experimentados mais métodos para armazenar amostras do solo local.[Fonte: Yahoo]

sexta-feira, 13 de março de 2015

Nasa lança quatro naves para estudar campo magnético


A Nasa lançou na noite desta quinta-feira (12 de março de 2015) quatro naves para estudar o campo magnético que rodeia a Terra e suas interações com os ventos solares, que em alguns casos podem afetar as telecomunicações, o GPS e redes elétricas.
A nave Atlas da empresa americana United Launch Alliance, que transporta os quatro satélites, decolou de Cabo Canaveral, na Flórida, às 22H44 local (23H44 Brasília), como estava previsto, numa janela de lançamentos de 30 minutos.
Os quatro satélites foram lançados com sucesso uma hora e 45 minutos depois do lançamento, informou a Nasa duas horas depois, em comunicado.
"A separação da da nave espacial foi total".
Os satélites circulam numa órbita de um perigeu de 7.500 quilômetros e um apogeu de 75.000 quilômetros na primeira fase da missão.
As quatro naves espaciais idênticas - de 1,2 tonelada cada uma - da missão "Magnetospheric Multiscale" ou MMS voarão em formação de pirâmide, o que permitirá obter imagens em três dimensões e recolher uma grande quantidade de informação desta zona de colisão entre o campo magnético terrestre e as partículas solares que chegam a grande velocidade e formam seu próprio campo magnético, a cerca de 60.000 km da Terra.
O campo magnético do nosso planeta normalmente o protege destas partículas, mas quando há erupções solares de alta potência ocorre um fenômeno chamado de reconexão magnética na magnetosfera terrestre responsável pelas auroras boreais e também pelas tormentas magnéticas que podem perturbar os satélites de comunicações e as redes elétricas.
"A reconexão magnética é um dos fatores mais importantes nos fenômenos meteorológicos espaciais", explica Jeff Newmark, diretor da divisão de heliofísica da Nasa.
"As erupções solares, as ejeções de massa coronal, as tempestades de geomagnéticas...todos esses fenômenos incluem a liberação por reconexão magnética de energia armazenada nos campos magnéticos", detalha.
A missão tem um custo de 1.100 milhões de dólares e durará dois anos.
Na primeira fase, as sondas MMS explorarão a região onde o vento solar se choca com o campo magnético da Terra.
Diferentemente de missões anteriores para estudar as reconexões magnéticas, os satélites MMS terão uma resolução suficientemente alta para capturar o fenômeno em tempo real, no momento em que ocorrerem.
Os quatro satélites começarão a missão científica em setembro, quando estiverem os instrumentos estiverem calibrados. [Fonte: Yahoo]

quinta-feira, 12 de março de 2015

A um passo de Marte: Nasa faz primeiro teste de poderoso foguete

AFP/NASA/AFP - (Nasa) O foguete auxiliar Space Launch System, no dia 11 de março de 2015, no Centro Espacial Kennedy, na Flórida

A Nasa realizou nesta quarta-feira (11 de março de 2015) um primeiro teste em solo de um foguete auxiliar destinado a equipar o futuro veículo de lançamento de carga pesada da agência espacial norte-americana, o "Space Launch System" (SLS), que será utilizado para cumprir a meta de viajar até Marte.
"Teste fantástico, resultado fantástico", comemorou Alex Priskos, um dos encarregados do sistema de propulsão dos ônibus espaciais da Nasa.
Preso horizontalmente ao solo na base de uma montanha em Utah, o foguete auxiliar de 54 metros de comprimento funcionou como previsto, após ser aquecido durante dois minutos para testar o desempenho do sistema quando for eventualmente lançado.
Mais de 500 sensores registraram os dados emitidos, que serão analisados nos próximos meses.
O arranque do motor do foguete foi feito a uma temperatura ambiente elevada para simular um lançamento no verão, quando a atmosfera supera os 35° C.
Outro teste está previsto para o início de 2016, com temperaturas muito frias, no intuito de simular um lançamento no inverno.
O futuro veículo de lançamento de carga pesada da Nasa será equipado por estes dois foguetes de reforço para a decolagem, que são versões modernizadas e mais potentes que as usadas para o ônibus espacial.
Eles permitirão dispor de 75% da força propulsora do SLS durante os dois primeiros minutos do lançamento. O restante será garantido pelos quatro motores criogênicos RS-25 do lançador, que provêm também do ônibus.
O último ônibus espacial voou em julho de 2011.
O SLS realizará seu primeiro voo de testes em 2018 e lançará na ocasião a cápsula Orion. No futuro, esta cápsula transportará dois astronautas norte-americanos para as missões ao redor da Lua, de um asteroide e, no longo prazo, até Marte, possivelmente em 2030.
A cápsula Orion realizou seu primeiro voo-teste sem astronautas em dezembro de 2014, quando deu voltas ao redor da Terra para testar seu escudo térmico ao voltar para a atmosfera. [Fonte: Yahoo]

quarta-feira, 11 de março de 2015

Galáxias anãs cheias de matéria escura são encontradas orbitando a Via Láctea.

Cientistas de todo o mundo trabalham há décadas usando telescópios espaciais cada vez mais potentes, por isso é um pouco chocante quando descobrimos coisas novas no universo próximo – especialmente se tratando de até nove galáxias que, até então, eram desconhecidas.
Uma equipe de astrônomos na Universidade de Cambridge (Reino Unido) identificou diversas galáxias anãs que orbitam a Via Láctea. Elas estão perto da Grande e Pequena Nuvem de Magalhães, duas galáxias anãs conhecidas há mais de cem anos.
A descoberta é relevante porque o alto teor de matéria escura nas galáxias anãs – cerca de 99% – as torna ideais para testar nossas hipóteses existentes sobre ela.
Por enquanto, a matéria escura é um enigma: como explica a NASA, “temos mais certeza do que ela não é”. Primeiro, ela não emite radiação eletromagnética – ou seja, luz, ondas de rádio, raios X ou gama – e portanto não está na forma das estrelas e planetas que vemos. Ela também não é antimatéria (ou seja, não se cancela quando entra em contato com matéria), nem forma buracos negros.
Os cientistas sabem que ela existe somente porque veem os seus efeitos sobre a matéria luminosa. Acredita-se que a matéria escura forma a misteriosa estrutura oculta que une as diferentes partes do universo.
Segundo o Dr. Vasily Belokurov, um dos coautores do estudo:
Satélites anões são a fronteira final para testar nossas teorias da matéria escura. Precisamos encontrá-los para determinar se o nosso entendimento do cosmos faz sentido. E descobrir um grande grupo de satélites perto das Nuvens de Magalhães foi surpreendente, pois pesquisas anteriores do céu meridional encontrou muito pouco – por isso não esperávamos encontrar tal tesouro.

 As nove galáxias anãs, que ficam próximas às Nuvens de Magalhães. (Crédito: V. Belokurov, S. Koposov, M. Putman)

“A descoberta de tantos satélites em uma área tão pequena do céu foi completamente inesperada”, disse Sergey Koposov, o principal autor do estudo. “Eu não podia acreditar nos meus olhos.”
Os resultados foram possíveis graças à Dark Energy Survey, um projeto de cinco anos que usa a Dark Energy Camera, uma câmera de 570 megapixels instalada no telescópio Victor M Blanco nos Andes, no Chile.
A equipe está confiante na identidade de três das nove galáxias anãs, mas as seis restantes poderiam ser galáxias anãs ou aglomerados globulares – que têm propriedades visuais semelhantes, mas não dependem da matéria escura para existirem. Será necessária uma futura análise espectroscópica para determinar qual é o caso. [Universidade de Cambridge]
Seis das nove galáxias anãs recém-descobertas; as outras estão fora do campo de visão. Este é um observatório no deserto do Atacama, no Chile. (Crédito: V. Belokurov, S. Koposov, Y. Beletsky)
Foto por slworking/Flickr - Fonte: BoaInformação . 

Obervações de Leitores do Blog:


O Universo visivel é maior que isso. Mas a informação do Blog está absurdamente errada. As distancias das galaxias anãs descobertas variam de aprox. 100 mil a 1 milhao de anos luz de distancia. Vamos corrigir pessoal! Um página bakana assim! em Cientistas descobrem 9 galáxias anãs orbitando a Via Láctea
Em resposta a 97 bilhoes de anos luz de distancia da terra? Acho q ta errado, não? O Universo visivel se nao me engano é de 18 bilhoes de anos luz... bom... verifique ae... sei la... abraço. 

97 bilhoes de anos luz de distancia da terra? Acho q ta errado, não? O Universo visivel se nao me engano é de 18 bilhoes de anos luz... bom... verifique ae... sei la... abraço em Cientistas descobrem 9 galáxias anãs orbitando a Via Láctea.



Cientistas descobrem 9 galáxias anãs orbitando a Via Láctea

Astrônomos da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, divulgaram nesta terça-feira (10 de Março de 2015) um estudo no qual identificam nove galáxias anãs, que eram desconhecidas até agora, orbitando ao redor da Via Láctea.
O descobrimento desses corpos pode ser crucial para se conseguir avanços em termos de conhecimento da matéria escura, a misteriosa substância que mantém unidas as galáxias no universo.
Trata-se da primeira descoberta deste tipo de objeto em cerca de uma década, já que em 2005 e 2006 foram descobertas dúzias de galáxias anãs desse mesmo tipo sobre o hemisfério norte da Terra.
Desta vez, os cientistas detectaram sobre o hemisfério sul, próximo das Nuvens de Magalhães, os novos corpos, bilhões de vezes mais finos e milhões de vezes menores que a Via Láctea.
A mais próxima das nove galáxias anãs se encontra na região da constelação de Reticulum, a 97 bilhões de anos luz da Terra - a meio caminho das Nuvens de Magalhães -, enquanto a mais distante está há mais de 1,2 milhões de anos luz, na constelação de Eridano.
Os investigadores utilizaram os dados obtidos durante o primeiro ano de funcionamento do Observatório da Energia Escura (DES, sigla em inglês), um projeto de observação do céu no qual participam instituições de pesquisa e universidades de Estados Unidos, Brasil, Reino Unido, Alemanha, Espanha e Suíça.
Três dos objetos descobertos são galáxias anãs bem "definidas", segundo os cientistas britânicos, enquanto os outros seis poderiam ser tanto galáxias anãs como cúmulos globulares, objetos com propriedades similares as das primeiras, mas nos quais a matéria escura não desempenha um papel essencial.
As galáxias anãs são as menores formações deste tipo no universo e podem chegar a conter apenas 5 mil estrelas, em comparação com as centenas de bilhões que existem na Via Láctea.
Os modelos cosmológicos tradicionais preveem a existência de centenas de galáxias anãs orbitando ao redor de nossa galáxia, mas seu pequeno tamanho e baixa luminosidade tornam sua detecção um trabalho complexo.
Trata-se de corpos compostos em 99% de matéria escura e em 1% de matéria ordinária, aquela que é observável.
A matéria escura, que compõe aproximadamente um quarto de toda matéria e energia do universo, só revela sua presença através dos efeitos gravitacionais sobre outros objetos.
Os satélites da Via Láctea detectados agora "representam a última fronteira para provar nossas teorias sobre a matéria escura. Necessitamos encontrá-los para poder confirmar que a imagem que elaboramos do universo faz sentido", disse Vasily Belokurov, um dos autores do estudo.
A detecção dos novos corpos é para Wyn Evans, coautor da pesquisa, um resultado "desconcertante".
"Talvez, em algum momento, eram satélites que orbitavam ao redor das Nuvens de Magalhães e acabaram sendo lançados para o exterior. Ou é possível que sejam parte de um grande grupo de galáxias que, junto com as Nuvens de Magalhães, estão sendo atraídos em direção à nossa Via Láctea", afirmou Evans.
O Observatório da Energia Escura é um projeto que levará cinco anos e que fotografa o céu do hemisfério sul com um detalhe sem precedentes, graças a uma câmera de 570 megapixels, a mais potente já feita até agora, capaz de detectar galáxias a 8 bilhões de anos luz da Terra. EFE [Fonte: Yahoo]

quinta-feira, 5 de março de 2015

NASA prepara-se para a chegada a planeta inexplorado


A sonda espacial Dawn entra amanhã, dia 6 de março de 2015, na órbita de Ceres. Lançada pela NASA em setembro de 2007,entrou na fase final de aproximação do planeta-anão em dezembro passado. Desde então tem fornecido à estação espacial norte-americana imagens com cada vez melhor resolução deste pequeno planeta ainda tão desconhecido e que se localiza no cinturão de asteróides entre Marte e Júpiter.
Nas últimas informações enviadas a sonda deixou os cientistas de todo o mundo perplexos por ter capturado imagens de Ceres, revelando dois pontos brilhantes sob a sua superfície, dentro de uma cratera. "Estas manchas foram extremamente surpreendentes. Nas primeiras imagens de Ceres vemos muitas características estranhas: áreas planas, áreas caoticamente fracturadas e crateras de todos os tamanhos e feitios. De particular interesse são estes pontos brilhantes que se destacam contra a superfície escura de Ceres", declarou a cientista Carol Raymond, do laboratório da NASA Jet Propulsion, responsável pela missão. Os cientistas especulam que os pontos brilhantes podem corresponder a blocos de gelo, suspeitando que o planeta-anão poderá ter tido um oceano no subsolo, que congelou.
Pelo caminho até Ceres, a sonda visitou ainda o asteróide Vesta, por um período de catorze meses, entre 2011 e 2012, com o objetivo de perceber melhor a formação do nosso sistema solar. "Tanto Vesta como Ceres estavam a caminho de se tornar planetas, mas o seu crescimento foi interrompido pela gravidade de Júpiter", afirma Raymond. "Estes dois corpos são como fósseis dos primórdios do sistema solar e lançam luzes sobre a sua origem. São amostras dos blocos construtores que formaram Vénus, Terra e Marte. Os corpos como o de Vesta podem ter contribuído fortemente para o núcleo do nosso planeta, e corpos como Ceres podem ter providenciado a nossa água".
Depois da sua chegada marcada para amanhã, a Dawn vai ainda demorar cerca de um mês a posicionar-se para cumprir a sua função de observar Ceres por um período de catorze meses. Juntamente com a sonda New Horizons, que deverá chegar a Plutão em julho de 2015, estas missões podem devolver o estatuto de planeta a estes dois corpos celestes, desde 2006 despromovidos para a categoria de planeta-anão. Segundo a União Astronómica Internacional, tanto Plutão como Ceres cumprem uma série de critérios para a denominação de "planeta": orbitam em torno de uma estrela e têm massa suficiente para terem uma forma esférica, considerando a sua gravidade. O principal entrave prende-se com o critério da dominância orbital, isto é, não compartilhar a sua órbita com outros corpos do mesmo tamanho, que não sejam os seus satélites. Este é, contudo, um critério que tem gerado debate no seio da comunidade científica.
Ceres foi descoberto pelo astrónomo siciliano Giuseppe Piazzi, em 1801. Primeiramente classificado de planeta foi, posteriormente, destituído para a categoria de asteróide e, em 2006, de planeta-anão.[Fonte: Tecnologia]

Missões da NASA podem acrescentar dois planetas ao sistema solar?


Na imagem comparativa da NASA, Plutão surge em baixo, com a sua lua Caronte, que tem quase metade do tamanho do planeta anãoFotografia © NASA
Missões da NASA podem relançar debate sobre estatuto dos dois objetos que já foram considerados planetas, Plutão e Ceres.
Pode Plutão voltar a ser um planeta? As missões da Agência Espacial norte-americana (NASA) aos planetas anões Ceres e Plutão podem contribuir para mudar a definição dos dois objetos, devolvendo-lhes o estatuto de planeta.
É pelo menos essa a expectativa de muitos astrónomos, que esperam que as missões tragam as respostas necessárias. A Dawn entra amanhã na órbita de Ceres e a New Horizons vai chegar a Plutão a 15 de julho.
Apesar de estarem na categoria de planeta anão desde 2006, Ceres e Platão cumprem várias condições para a definição de planeta estabelecida pela União Astronómica Internacional (IAU na sigla em inglês). Os dois orbitam à volta de uma estrela e ambos têm massa suficiente para serem esféricos, um efeito da sua própria gravidade. O que os diferencia dos planetas maiores é o facto de não cumprirem o terceiro critério da dominância orbital (quando um objeto domina a sua órbita, tendo afastado os outros objetos).
Mas ainda não existe um consenso quanto a esta condição ser considerada necessária para definir um objeto como planeta. Alguns astrónomos argumentam que a Terra também não conseguiria atingir a dominância orbital se estivesse situada na localização de Ceres e, como tal, não seria considerada um planeta pela definição da IAU.
"Espero que 2015 seja o ano em que um consenso geral, construído sobre o conhecimento destes dois objetos, permite devolver Plutão e acrescentar Ceres à nossa família de planetas", escreveu o astrónomo David Weintraub, da Universidade de Vanderbilt, na página Phys.org [Fonte: DN Ciência]

quarta-feira, 4 de março de 2015

Sonda da NASA aproxima-se de Ceres e da explicação sobre luzes misteriosas

Ceres, o menor dos planetas anões do Sistema Solar, receberá no próximo dia 6 de março, pela primeira vez em sua história, a visita de uma sonda da agência espacial americana (Nasa) que averiguará se o corpo celeste esconde sob sua superfície uma camada de água gelada.
Em entrevista coletiva, técnicos da Nasa ofereceram nesta segunda-feira detalhes da missão da sonda Dawn, lançada ao espaço em 2007 e que se dedicará a enviar durante 16 meses imagens de Ceres aos cientistas para que possam estudar sua superfície e entender melhor sua origem e evolução.
"Dawn está prestes a fazer história", afirmou Robert Mase, diretor da missão da sonda no Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa em Pasadena, na Califórnia.
Ceres foi descoberto em 1801 por Giuseppe Piazzi e primeiro foi considerado um cometa, depois um planeta e um asteroide, até que finalmente foi catalogado como planeta anão em 2006.
A sonda Dawn começou a fase final de aproximação de Ceres em dezembro e já enviou à Nasa imagens nas quais se pode ver um brilho dentro de um das crateras da superfície escura do planeta anão.
A diretora do Programa de Pequenos Corpos Espaciais, Carol Raymond, explicou que os brilhos retratados nessas fotografias seguem sendo um "mistério".
"Nunca antes tínhamos visto no espaço brilhos como estes. Estão dentro de uma cratera no qual a Agência Espacial Europeia (ESA) encontrou vapor de água e não sabemos se poderia estar relacionado", declarou Raymond.
As imagens que permitem ver os brilhos, e que Raymond mostrou durante sua entrevista coletiva, foram feitas pela sonda no final de fevereiro a uma distância de 46.000 quilômetros do planeta anão.
O pesquisador principal da missão de Dawn, Chris Russell, disse em comunicado que os brilhos de Ceres poderiam ter uma origem vulcânica, mas prefere esperar imagens de maior resolução para poder fazer afirmações geológicas.
"Estudar Ceres nos permitirá fazer uma pesquisa histórica do espaço, poderemos adentrar no primeiro capítulo da história de nosso sistema solar", afirmou o diretor da Divisão de Ciências Planetárias da Nasa, Jim Green, em videoconferência da sede da agência espacial em Washington.
"Os dados enviados de Dawn poderiam contribuir para avanços significativos em nossa compreensão de como se formou o sistema solar", acrescentou o cientista.
A sonda Dawn já visitou, durante 14 meses, entre 2011 e 2012, o asteroide gigante Vesta, que, como Ceres, se encontra no cinturão de asteroides compreendido entre as órbitas de Marte e Júpiter e que abriga centenas de corpos celestes.
Na ocasião, a sonda conseguiu fazer mais de 30.000 imagens do corpo e proporcionou aos cientistas melhores conhecimentos sobre a composição e a história geológica de Vesta, que tem um diâmetro médio de 525 quilômetros.
Ceres, com um diâmetro médio de 950 quilômetros, poderia ter se formado mais tarde que Vesta e poderia ser mais frio em seu interior, segundo explica a Nasa em seu site.
Provas científicas, recolhidas pela agência espacial, sugerem que Vesta só conserva uma pequena quantidade de água, já que se formou antes que Ceres, quando o material radioativo era mais abundante e fazia mais calor.
Segundo a Nasa, Ceres poderia abrigar um grosso manto de gelo e esconder um oceano sob sua crosta gelada. Além disso, os cientistas estimam que 25% de sua massa planetária poderia ser água.[Fonte: Terra]
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